A curadora da programação geral da Feira do Livro de Porto Alegre, a jornalista Lu Thomé conversou por email com o JÁ Porto Alegre.
Pergunta: Quem é Lu Thomé? E qual sua convivência anterior com a Feira do Livro e Câmara Riograndense do Livro.
Resposta: Eu sou jornalista formada pela PUCRS e com especialização em Jornalismo literário. Atualmente trabalho como leitora crítica e editora e como Gerente Editorial da Vienense.
Trabalhei pela primeira vez, na Feira do Livro, fazendo a cobertura jornalística do evento em 1998. Em 2002, trabalhei na equipe de produção da programação geral. E, desde então, atuei em diferentes áreas e demandas no evento. Como assessora de imprensa da CCMQ, coordenadora do site da Feira (2005, 2006 e 2007), assessora de imprensa do mercado editoral, autora, palestrante, mediadora e – até mesmo – livreira. Em 3 edições, trabalhei na banca da editora Dublinense.
Pergunta: Qual o papel e função da Curadora da Programação Geral da Feira do Livro?
Resposta: A Câmara Rio-Grandense do Livro sempre teve o anseio de um viés ou guarda-chuva temático que unisse toda a programação. E que especialmente as atividades voltadas para o público geral privilegiassem mais a qualidade do que a quantidade. Então o papel da curadora da Programação Geral é imprimir relações diretas ou indiretas em todos os eventos, além de planejar cada um dos debates e orientar os convidados – especialmente os mediadores. Esta necessidade ficou ainda mais evidente – e dinamizou cada um dos eventos – quando tivemos a edição exclusivamente on-line em 2020.
Pergunta: O que caracteriza a feira dessa edição, do ponto de vista literário?
Resposta: No ano passado, concretizamos a meta de promover alguns debates sobre temas essenciais, e que posicionaram a Feira do Livro dentro do contexto cultural e social. Partindo dos aprendizados de 2020, apresentaremos uma programação mais propositiva dentro da temática Para ler um novo mundo. Que siga trazendo as questões importantes, mas também ressalte a leveza, a informalidade, o riso.
Pergunta: O público estará de volta à Praça da Alfândega. Qual o valor disso? E como se contrapõe e soma à programação virtual?
Resposta: A programação on-line sobre uma grande escola para a Feira. Trabalhou a imagem institucional do evento de uma maneira que ainda sequer conseguimos dimensionar. Então, será natural a continuidade das transmissões dos eventos. A volta das bancas e da venda presencial dos livros é motivo de celebração e festa. E também a área que concentrará nossa atenção e cuidados com a segurança e a saúde de todos. Assim, acreditamos que era o momento dos livreiros e editores voltarem à Praça, a céu aberto. Mas que os eventos ainda não deveriam ocorrer em espaços fechados, possibilitando que muitas pessoas ainda possam acompanhar pela Web a nossa programação.
Pergunta: Qual a expectativa da organização sobre essa edição da Feira/ Um ensaio para o novo normal?
Esperamos que seja uma celebração desta volta à Praça. Com o resgate do caráter popular do evento e também contando com a colaboração de todos.
Pergunta: Algo mais que queira acrescentar.
Resposta: A Programação Geral da Feira será composta por 36 eventos (no período de 29 de outubro a 15 de novembro), todos os dias às 18h e às 19h30min, e de uma live de aquecimento antes da abertura oficial. Nosso estúdio estará no Memorial do Rio Grande do Sul. Teremos a participação de autores estrangeiros, nacionais e locais.
