Feira do Livro volta com público, controlado, à praça e anuncia patrono hoje

Lu Thomé- Arquivo pessoal/ Divulgação

 

Higino Barros
O maior acontecimento literário gaúcho, a 67ª Feira do Livro de Porto Alegre,  acontece no período de 29 de outubro a 15 de novembro de forma híbrida, com atividades virtuais e presenciais , com o retorno de público, controlado, à Praça da Alfândega.
Nesta segunda-feira, 27, às 10 horas, serão dados todos os detalhes da edição, incluindo o anúncio do patrono.
O evento será transmitido pela internet e basta acompanhar a coletiva de imprensa no canal da Feira do Livro no Youtube, no endereço https://www.youtube.com/feiradolivro

 

A curadora da programação geral da Feira do Livro de Porto Alegre, a jornalista Lu Thomé conversou por email com o JÁ Porto Alegre.

Pergunta:  Quem é Lu Thomé?  E qual sua convivência anterior com a Feira do Livro e Câmara Riograndense do Livro.

Resposta: Eu sou jornalista formada pela PUCRS e com especialização em Jornalismo literário. Atualmente trabalho como leitora crítica e editora e como Gerente Editorial da Vienense.
Trabalhei pela primeira vez, na Feira do Livro, fazendo a cobertura jornalística do evento em 1998. Em 2002, trabalhei na equipe de produção da programação geral. E, desde então, atuei em diferentes áreas e demandas no evento. Como assessora de imprensa da CCMQ, coordenadora do site da Feira (2005, 2006 e 2007), assessora de imprensa do mercado editoral, autora, palestrante, mediadora e – até mesmo – livreira. Em 3 edições, trabalhei na banca da editora Dublinense.

Pergunta: Qual o papel e função da Curadora da Programação Geral da Feira do Livro?

Resposta: A Câmara Rio-Grandense do Livro sempre teve o anseio de um viés ou guarda-chuva temático que unisse toda a programação. E que especialmente as atividades voltadas para o público geral privilegiassem mais a qualidade do que a quantidade. Então o papel da curadora da Programação Geral é imprimir relações diretas ou indiretas em todos os eventos, além de planejar cada um dos debates e orientar os convidados – especialmente os mediadores. Esta necessidade ficou ainda mais evidente – e dinamizou cada um dos eventos – quando tivemos a edição exclusivamente on-line em 2020.

Pergunta:  O que caracteriza a feira dessa edição, do ponto de vista literário?

Resposta: No ano passado, concretizamos a meta de promover alguns debates sobre temas essenciais, e que posicionaram a Feira do Livro dentro do contexto cultural e social. Partindo dos aprendizados de 2020, apresentaremos uma programação mais propositiva dentro da temática Para ler um novo mundo. Que siga trazendo as questões importantes, mas também ressalte a leveza, a informalidade, o riso.

Pergunta:  O público estará de volta à Praça da Alfândega. Qual o valor disso? E como se contrapõe e soma à programação virtual?

Resposta: A programação on-line sobre uma grande escola para a Feira. Trabalhou a imagem institucional do evento de uma maneira que ainda sequer conseguimos dimensionar. Então, será natural a continuidade das transmissões dos eventos. A volta das bancas e da venda presencial dos livros é motivo de celebração e festa. E também a área que concentrará nossa atenção e cuidados com a segurança e a saúde de todos. Assim, acreditamos que era o momento dos livreiros e editores voltarem à Praça, a céu aberto. Mas que os eventos ainda não deveriam ocorrer em espaços fechados, possibilitando que muitas pessoas ainda possam acompanhar pela Web a nossa programação.

Pergunta:  Qual a expectativa da organização sobre essa edição da Feira/ Um ensaio para o novo normal?
Esperamos que seja uma celebração desta volta à Praça. Com o resgate do caráter popular do evento e também contando com a colaboração de todos.

Pergunta: Algo mais que queira acrescentar.
Resposta: A Programação Geral da Feira será composta por 36 eventos (no período de 29 de outubro a 15 de novembro), todos os dias às 18h e às 19h30min, e de uma live de aquecimento antes da abertura oficial. Nosso estúdio estará no Memorial do Rio Grande do Sul. Teremos a participação de autores estrangeiros, nacionais e locais.

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