27 bailarinos e o resultado da pesquisa em residência artística com Eva Schul

A residência é parte do projeto “Levanta, sacode a poeira dá a volta por cima”, que tem como tema a resiliência. O documentário sobre os processos criativos será lançado no dia 21 de abril

Grupo de 27 bailarinos que participou da residência artística do projeto “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” revela no dia 17 de abril (sábado) o resultado da imersão artística com Eva Schul. A apresentação acontece às 20h, pelo canal do projeto no YouTube.

Durante três meses, Eva provocou os artistas com um jogo de palavras e frases, que tinham como tema a resiliência, para que eles criassem dentro de suas clausuras. Os processos criativos foram gravados e discutidos em reuniões semanais com a diretora e coreógrafa, e com Eduardo Severino, assistente de direção e intérprete-criador do projeto. A pesquisa como um todo foi documentada em um vídeo, que será lançado no próximo dia 21.

Este projeto, único, vem num momento frágil da nossa história para realizar um desejo antigo de juntar tantos artistas maravilhosos para uma residência artística. Este trabalho, que se transformará em documentário, é realizado num período por demais traumático, mas também prolífico para a vazão do sentimento, a reflexão sobre o fazer artístico e os limites inexistentes da arte”, diz Eva Schul.

Além de Eva e Severino, o projeto conta com Luka Ibarra na direção de produção. A trilha sonora é assinada por João Maldonado, com a voz de Adriana Deffenti, e o filme, pelo cineasta Alex Sernambi.

“Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima” é realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac/RS nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas.

SERVIÇO
Apresentação dos processos de pesquisa do projeto “Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”
Quando: 17 de abril | Sábado | 20h
Plataforma: Youtube | https://linktr.ee/levantasacodeapoeira

FICHA TÉCNICA
Levanta, sacode a poeira, dá volta por cima
Diretora e coreógrafa: Eva Schul
Assistente de direção e intérprete criador: Eduardo Severino
Produção: Luka Ibarra/ Lucida Desenvolvimento Cultural
Companhias de dança: Ânima Cia de Dança, Cubo1 Cia de Arte e Eduardo Severino Companhia de Dança
Artistas independentes: Letícia Paranhos, Pâmela Ferreira, Fernanda Carvalho Leite, Lucca Adams Pilla, Thais Petzhold
Artistas convidadas (sem  remuneração): Cibele Sastre, Luciana Paludo, Fernanda Santos, Mônica Dantas e Suzi Weber
Intérpretes-Criadores: Adriana Deffenti, Bianca Weber, Daniel Aires, Driko Oliveira, Eduardo Severino, Tom Nunes, Fellipe Resende, Fernanda Carvalho Leite, Gabriel Martins, Geórgia Macedo, Uantpi Flowjack, Junior Alceu Grandi, Letícia Paranhos, Lucca Adams Pilla, Luciano Tavares, Pamela Ferreira, Richard Salles, Tatiana da Rosa, Thais Petzhold, Verônica Prokopp, Viviane Gawazee e Viviane Lencina
Trilha sonora: João Maldonado
Design: Lucas Magnus

Eva Schul. Foto: Eduardo carneiro/ Divulgação

Videomaker: Alex Sernambi
Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, Edital Sedac nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas

Festival Hercule Florence exibe a mostra “Mais a Mais ou Menos”, de Fernando Lemos

Em razão da prorrogação das restrições da Fase Vermelha do Plano SP, a exposição “Mais a Mais ou Menos” do Festival Hercule Florence, em Campinas, com fotografias de Fernando Lemos (Acervo Instituto Moreira Salles) e curadoria de Rosely Nakagawa, será revelada para o público por meio de uma live nesta sexta-feira (09), às 18h. A apresentação contará, ainda, com a participação de Thyago Nogueira, curador de fotografia do Instituto Moreira Salles, onde foi incorporado o acervo do artista. Fernando Lemos faleceu em dezembro de 2019 e esta é a primeira mostra que reúne a sua obra fotográfica após a sua morte.
“Fernando Lemos, nascido em Lisboa em maio de 1926, construiu uma trajetória artística exuberante, estruturada na libertação, subversão, provocação e contestação das regras. Carregado pela mãe, ainda menino, ia ao mercado e às feiras, lendo em voz alta os jornais usados para embrulhar peixes. Na adolescência, trabalhou em uma litografia, depois como desenhista e, então, em agências de publicidade. Em 1949, comprou uma máquina fotográfica Flexaret e começou a fotografar. Sua primeira exposição surrealista ampliou a visão de arte portuguesa em pleno período de repressão do governo de Salazar na década de 1940”, conta Rosely Nakagawa, curadora do evento.

A primeira exposição no Rio de Janeiro provocou sua mudança definitiva para o Brasil, pouco antes do golpe militar de 1964. “Sempre explorando processos gráficos e fotográficos, ancorado no fazer artístico, construiu uma linguagem própria, recorrendo à inversão, à fragmentação, à solarização e a sobreposições. Sua obra é marcada pela imagem construída, visando um efeito de revelação, ocultação, incisão, encenação, invenção e assinalada pela participação das mãos como ferramenta de construção de um diálogo entre o trabalho e o sonho”, completa Rosely.

Todas as informações do Festival estão no site: www.festivalherculeflorence.com.br

Serviço:

Exposição Virtual “Mais a Mais ou Menos” – Festival Hercule Florence

Data: Sexta-feira (09/04)

Horário: 18h

Curadoria: Rosely Nakagawa e Thyago Nogueira

Sobre o Festival

Criado em 2007, o Festival Hercule Florence tem como matriz a invenção isolada da fotografia no Brasil, feita em Campinas, em 1833, por Hercule Florence, considerado o pai da fotografia. Esse fato desencadeou na cidade atitudes fotográficas no percurso dos séculos. Dessa cultura fotográfica, nasceram os grupos de fotografia e o festival, a partir da criação da Semana Hercule Florence. Mais de 120 mil pessoas e 80 fotógrafos brasileiros e estrangeiros já participaram do evento ao longo dos anos.

Este ano, o XII Festival Hercule Florence é um dos projetos fomentados com recursos da Lei Aldir Blanc – EDITAL PROAC EXPRESSO LAB Nº 40/2020 por meio da SECRETARIA DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA DE SÃO PAULO.

Documentário “Eu gosto de coisa velha” revela patrimônio da cultura alemã no RS 

Conhecer o passado, valorizar as memórias e salvaguardar a história são alguns dos valores que movem o projeto “Nossa gente: Unsere Leute”, que possibilitou a realização do inventário do patrimônio cultural do município de Feliz. O projeto foi selecionado no edital FAC Educação Patrimonial, lançado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.

O trabalho deu origem ao curta-metragem “Eu Gosto de Coisa Velha”, dirigido e roteirizado por Boca Migotto. Disponível de forma gratuita no Youtube, o documentário mostra o processo de pesquisa do inventário e entrevistas com moradores locais, além de visitar algumas das edificações mais antigas da cidade, construídas nos séculos 19 e 20.

Gravação do documentário/ Divulgação

Realizada pela equipe da Escaiola Arquitetura Rara, especializada em patrimônio cultural, a pesquisa resultou em mais de 30 bens culturais identificados ou inventariados, entre edificações, paisagens naturais, costumes, saberes e celebrações, marcadas pela presença da imigração, preponderantemente alemã. O carnaval felizense e o kerb, festejo com duração de três dias em homenagem a Santa Catarina de Alexandria, foram exemplos de celebrações identificadas.

Inventariar os bens materiais e imateriais do município pode servir de instrumento para que sejam criadas políticas públicas para preservar o patrimônio cultural da cidade, bem como as memórias e a cultura local. “Trabalhamos com patrimônio cultural como um todo, entendendo que não somente a edificação é objeto de resgate, como também as histórias que existiram ali”, explica a arquiteta Juliana Betemps, da Escaiola. “Quando trabalhamos com bens culturais, nós nos conectamos com histórias, memórias, com pessoas”, complementa a sócia e também arquiteta Cristiane Rauber.

Paisagem de Feliz/ Divulgação

Em exemplar desses bens que contam a história local é o Casarão Amália Noll, onde funcionava o antigo cinema da cidade, iniciativa de uma mulher à frente de seu tempo e apaixonada pela arte, que promovia a cultura de Feliz. O prédio foi tombado como patrimônio cultural do município e deve se tornar um espaço cultural, depois do processo de restauro. O projeto já foi aprovado no sistema Pró-Cultura RS e está na fase da captação de recursos.

Sobre a Escaiola

A Escaiola – Arquitetura Rara atua desde 2013 na área da arquitetura de restauração, primando pela preservação do patrimônio material e imaterial. Nos últimos anos, realizou projetos de restauro em edificações como o Convento Franciscano São Boaventura, em Imigrante, o Banco Pelotense do Vale do Caí, em São Sebastião do Caí, e Estação Férrea Nova Vicenza, em Farroupilha. Atualmente, a empresa também tem projetos culturais de pesquisa e educação patrimonial em andamento.

Ficha técnica

“Eu Gosto de Coisa Velha”

Produção: Escaiola Arquitetura Rara e Teimoso Filmes

Roteiro e direção: Boca Migotto

Pesquisa: Cristiane Rauber, Juliana Betemps e Raquel Brambilla

Onde assistir:  https://www.youtube.com/watch?v=IGm1pbsharM&t=37s

Liana Timm e os grandes nomes da humanidade, em obra de arte digital

A gaúcha Liana Timm transforma grandes nomes da arte, da filosofia e das ciências em obras de arte. A mais recente criação da artista foi o retrato do cantor Freddie Mercury, que agora ocupa um lugar de destaque no estúdio do ator e cantor Mouhamed Harfouch, recentemente nas telas da TV com a novela Amor de Mãe.

A paixão de Mouhamedh por Freddie Mercury fez com que a arquiteta Valéria Fredo, amiga de muitos anos de Liana, encomendasse um retrato personalizado. “Para essa obra, foram feitos perto de 20 estudos. A escolhida já está no Rio e vai participar do ambiente musical e da casa do ator como um todo”, orgulha-se Liana. Agora a obra ficará no minipalco que Mouhamed está construindo na casa que adquiriu em um condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O espaço, para tocar, receber amigos e gravar, terá tudo o que inspira sua veia musical.

Mouhamed Harfouch e Freddie Mercury – Foto: Clarissa Eyer/ Divulgação

A arquiteta Valéria Fredo, que também gaúcha e atualmente reside no Rio de Janeiro, assina a reforma desta casa dos anos 80. Ela segue a mesma linha adotada por Liana Timm: preservar sempre o que tem valor e substituir o que realmente é necessário. Logo, quebrou pouco, como lavabo, banheiros e área de serviço e uniu cozinha e sala. É nesse ambiente de arte e arquitetura que a obra de Liana Timm vai conviver com a música, uma das maiores paixões da artista gaúcha, que também é cantora e escritora.

Além de Freddie Mercury, outros grandes nomes da humanidade se transformaram em obras de arte a partir do olhar inspirado de Liana Timm na série Outro(s) de Mim. Em seu site, www.dasartesterritorio.com.br, é possível conferir e encomendar obras que homenageiam cantores da Bossa Nova, como Tom Jobim e Nara Leão, e outros ícones da cultura e das ciências, como Clarice Lispector, Picasso, Einstein e Virginia Woolf. A artista também abre espaço para que as pessoas proponham obras a partir de fotos e imagens enviadas.  A mais recente criação personalizada foi a da influencer digital Miréia Borges, que agora ocupa a casa da gaúcha.

Miréia Borges por Liana Timm/ Divulgação

Território das Artes
Site de livros e obras de arte digital

Link: www.dasartesterritorio.com.br

Mostra “Fora da Cor” reúne obras em preto e branco de 56 artistas do RS e SC

Na próxima quinta-feira (8/4), às 19h, acontecerá uma live de abertura com a curadora do projeto Fora da Cor, Ana Zavadil, e o diretor do IEAVi/MACRS, André Venzon, no Facebook da Secretaria de Estado da Cultura: facebook.com/rs.sedac. A mostra apresenta trabalhos em preto e branco e os tons de cinza possíveis entre uma e outra cor, com obras de 56 artistas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também deverá ocorrer um tour virtual em data a ser definida. Quando as condições sanitárias permitirem, haverá visitação presencial sob agendamento, seguindo as orientações das autoridades.

Obra de GELSON SOARES/ Divulgação
Obra de ANGELA PLASS / Divulgação

De acordo com Zavadil, os trabalhos, em diferentes linguagens e suportes, revelam a poética de cada artista, enriquecendo a investigação no campo do conhecimento e da experimentação. “O que dá unidade à exposição é justamente a pouca cor e o diálogo entre as obras, esse é forte e chama a atenção para nichos dentro do espaço expositivo” explica a curadora, que também é professora e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Obra de GRAÇA CRAIDY/ Divulgação

Gênese da proposta

A gênese da proposta foi um desafio lançado em 2018 durante aulas ministradas por Zavadil a um grupo de estudos em Santa Maria. O grupo, que se reunia a cada 15 dias, trabalhou com o intuito de criar obras usando somente as cores solicitadas. “Para muitos foi desafiador, mas no desenvolvimento os trabalhos abriram-se para muitas possibilidades e começaram a surgir obras interessantes”, conta ela.

 

Obra de HELENA D’AVILA /Divulgação

A primeira exposição Fora da Cor aconteceu no Aberto Caminho de Artes, em Porto Alegre, em dezembro de 2018, com trabalhos de 12 artistas de Santa Maria, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e da Capital. Em seguida, em 2019, uma nova proposta deu seguimento aos exercícios sem cor. A exposição Fora da Cor – Exercício 2 ocorreu no Museu de Arte de Santa Maria, com 24 artistas.

Obra de Sonia Loren/ Divulgação

A mostra cresceu em número de artistas, obras e de significados, trazendo à luz muitas produções emblemáticas e instigantes. “Virou um ciclo e passou a interessar muitos artistas”, relembra a curadora. Em 2020, alguns dias antes de começar o isolamento social, foi aberta a exposição Fora da Cor – Exercício 3, no Museu Casa dos Rosa, em Canoas, com 31 artistas. Mas, por causa da pandemia, teve de ficar fechada grande parte do ano.

Obra de RACHEL FONTOURA/ Divulgação

O ciclo de exposições encerra-se com essa nova exposição que acontece no IEAVi/MACRS. As obras abordam questões pessoais ou de pesquisas realizadas, mas também tratam do tempo e da pandemia, com as mudanças significativas no comportamento e por extensão à arte de todos.

Obra de PRISCILA SABKA THOMASSEN/ Divulgação

“O que a curadoria busca é relação direta do espectador com as obras, pois, já dizia Marcel Duchamp, são os espectadores que fazem a obra. É o observador que leva a obra de arte para o exterior do espaço museológico, é ele que a faz existir para o mundo”, declara Ana Zavadil.

Obra de HELOÍSA BIASUZ/Divulgação

SERVIÇO

Título: Fora da Cor – Exercício 4

Curadoria: Ana Zavadil

Artistas:

Alexandra Eckert, Andréa Bracher, Angela Plass, Beatriz Dagnese, Carmela Slavutzky, Clara Koppe, Cristie Boff, Cristina Luviza Battiston, Dani Remião, Dartanhan Baldez Figueiredo, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Edson Possamai, Esther Bianco, Felipe Ferla da Costa, Gelson Soares, Graça Craidy, Helena D’Avila, Heloísa Biasuz, Juliana Feyh, Kika Costa, Leonardo Loureiro, Leonice Araldi, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lucy Copstein, Mara Galvani, Maria Cristina, Maria Paula Giocomini, Maril Rodrigues, Marina Ramos, Maristel Nascimento, Marlon Viana, Mery Bavia, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Nadiamara Paim, Natalia Bianchi, Neca Sparta, Odilza Michelon, Priscila Sabka Thomassen, Rachel Fontoura, Ricardo Aguiar, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Sandra Kravetz, Sandra Lages, Selir Staliotto, Silvia Rodrigues, Sonia Loren, Sonia Rombaldi, Susan Mendes, Susane Kochhann, Vera Reichert e Wischral.

Obra de RICARDO AGUIAR/ Divulgação

Local: IEAVi/MACRS (Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736, 3º andar). Na Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt

 Live de Abertura: dia 8 de abril de 2021, às 19h, com a curadora do projeto Fora da Cor, Ana Zavadil, e o diretor do IEAVi/MACRS, André Venzon, no

Facebook da Secretaria de Estado da Cultura: facebook.com/rs.sedac

 *Atendimento ao público e visitação das galerias temporariamente suspensos devido às medidas de prevenção à Covid-19, seguindo o modelo de Distanciamento Controlado proposto pelas autoridades locais.

A curadora Ana Zavadil. Foto: Divulgação

Ana Zavadil, Porto Alegre/RS, 1957.

Especialista em Arte Moderna e Contemporânea, Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Santa Maria- RS (2011) possui graduação em Artes Visuais, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com habilitação em Pintura (2002) e em História Teoria e Crítica de Arte (2004). Foi Curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul-MACRS (2015-2018), Curadora-assistente da 10ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (2015), Curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul –MARGS (2013-2014), faz parte do Comitê de Acervo e Curadoria do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do SUL- MAC/RS (2011-2013) Tem experiência na área de curadoria e de produção de exposições de arte, foi professora em diversas universidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, na graduação e pós-graduação. Realizou mais de 60 curadorias nos últimos 10 anos, dando destaque para as curadorias de artistas mulheres buscando trazer uma maior visibilidade e revisão do cânone histórico, com ênfase para As Canibais: Artistas e o exercício das imagens, no CCCEV, em Porto Alegre/RS, com publicação de catálogo; Placentária: Curadoria feminista no Museu, MACRS, 2018, com publicação de catálogo; realizou a exposição Útero Museu e Domesticidade: Gerações do Feminino na Arte, MARGS, 2014, com catálogo; Insulares– exposição paralela à 11ª Bienal do Mercosul, no MACRS (2018), com publicação de catálogo; A Bela Morte: Confrontos com a Natureza-Morta no século XXI; O Cânone Pobre: Uma Arqueologia da Precariedade na Arte, MARGS, 2014; Geografias da Criação: arte, moda e design (MARGS), 2013-2014. Realizou a série de Exposições Futurama, em que pesquisa jovens produções, com três edições, a última em 2018 no MACRS. Escreveu o livro ENTRE: Curadoria AZ, mapeamento de 78 jovens artistas do RS (2013) com exposição no MACRS e o texto do livro Há Tempo Atento ao Tempo do artista Leandro Selister.

Redes sociais

|+55 (51) 999145819 | [email protected] | @zavadilana

Evandro Fióti fala sobre “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, no FADE TO BLACK Festival

 

Luta, esperança, sensibilidade e poder coletivo. O documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem”, disponível na Netflix, além de jogar luz na importância que a cultura negra teve (e tem) na história e na construção do Brasil, potencializou a presença da negritude no streaming. Pela primeira vez, Evandro Fióti, que assina a produção da obra, falará em um evento sobre o processo de elaboração do trabalho. O papo inédito será no dia 10 de abril, encerrando a programação do FADE TO BLACK Festival. As credenciais, com vagas limitadas, estão disponíveis em: www.fadetoblackfestival.com

Idealizado pela cineasta Gautier Lee, o FADE TO BLACK Festival ocorrerá de 06 a 10 de abril, no formato virtual, reunindo mais de 30 painelistas entre nacionais e internacionais que atuam na criação de narrativas negras do audiovisual no Brasil e também no cenário internacional. Entre alguns nomes estão confirmadas as presenças de:SUE-ELLEN CHITUNYA, uma das coordenadoras de pós-produção de filmes da Marvel Studios, STEFON BRISTOL, diretor do longa A Gente Se Vê Ontem (Netflix) e parceiro de Spike Lee, RAE BENJAMIN, roteirista da série de sucesso Bridgerton (Netflix), e a atriz e multiartista ZEZÉ MOTTAcomo convidada especial.

Para mais detalhes da programação completa acesse: www.fadetoblackfestival.com e as redes sociais do evento: Instagram @fadetoblack_festival, Facebook @fadetoblackfestival  e Twitter @fadetoblackfes1.

O FADE TO BLACK Festival é contemplado pela lei Aldir Blanc de incentivo às produções culturais (Lei federal nº 14.017/2020), idealizado pela produtora audiovisual Gautiverse, de Gautier Lee, e realizado em parceria com a Reina Produções. Além disso, o FADE TO BLACK Festival conta com parceiros internacionais: Organization of Black Screenwriters, Black Film Space, Black Film Allegiance, Black Femme Supremacy Film Fest e parceiros do mercado nacional: Macumba Lab, APAN, Revista Exibidor, Griottes Narrativas, Frapa, Rota, Roteiraria, Películas Negras/Saturnema Filmes, Cabíria, ABRA e Serie Lab.

 

LOS3PLANTADOS fazem lives e debates em três cidades do interior gaúcho

LOS3PLANTADOS apresentam em 2021 o show Melodias que conscientizam a doação de órgãos. Vacaria, Bento Gonçalves e Passo Fundo recebem o show e os debates no mês de abril, dias seis, oito e quinze. Em função da pandemia, as transmissões acontecem via TV e emissoras de rádios locais, em formato de lives. Também será transmitido pela plataforma youtube na página oficial do grupo. Melodias que conscientizam a doação de órgãos foi contemplado no FAC Movimento com recursos do Governo do Estado do RGS por meio do ProCultura, Sedac Rs.

O grupo de milonga e rock, formado por Bebeto Alves, King Jim e Jimi Joe, traz para a cena a obra e as ideias de três músicos que sofreram transplantes de órgãos em 2013 e que decidiram contar em canções suas experiências acerca do tema doação de órgãos. O show foi pré-gravado e apresenta no roteiro sete músicas que abordam as reflexões de alguém que espera ou que faz um transplante, a importância da doação, da empatia, da esperança e de viver intensamente as coisas simples. Vai muito além de uma apresentação musical é sobre superação, amor ao próximo e o sentido da vida. Antes de cada show os músicos e médicos especialistas em transplantes se reúnem em debates sobre a importância da doação de órgãos. Nesse momento tão difícil de tantas mortes, a ideia central do debate é a palavra solidariedade.

Com uma visão humanista LOS3PLANTADOS é o único grupo musical do Brasil que tem seus integrantes transplantados, todos eles com carreiras importantes no cenário do sul do país. No mesmo edital será produzido um minidocumentário de 15 minutos sobre o trio, contando um pouco da história da banda. O doc terá tradução em LIBRAS.

Bebeto Alves tem mais de 20 discos gravados e muitos sucessos em sua carreira. É um dos pioneiros na atualização de gêneros regionais como a milonga mesclada com influências do rock. King Jim foi fundador da banda Garotos da Rua nos anos 80 e tocou com praticamente toda a cena do rock gaúcho ao longo de décadas.  Também tem vários discos em parceria com outros expoentes da música produzida no sul do Brasil. Jimi Joe integrou e integra grandes trabalhos como o de Júlio Reny & Expresso Oriente, Os Daltons e Wander Wildner. Tem dois álbuns gravados em carreira solo. Músico e jornalista por mais de 40 anos, foi crítico musical do Jornal O Estado de São Paulo e diretor da rádio Unisinos. Acompanham neste show os músicos Julio Cascaes no baixo, Luke Faro na bateria e Luis Mauro nos teclados.

Confira as apresentações e programação em cada cidade:

MELODIAS QUE CONSCIENTIZAM A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

– Lives e debates com LOS3PLANTADOS e médicos convidados

Vacaria – dia 06 de abril, às 20h

– bate-papo com o médico Spencer Camargo, cirurgião de transplantes da Hospital Santa Casa de Porto Alegre + show/live

*Spencer Camargo é cirurgião do Complexo Hospitalar Santa Casa. Integra o grupo de médicos de transplantes pulmonares do hospital Dom Vicente Scherer. Doutor em pneumologia pela UFRGS. Natural de Vacaria.

Transmissão no dial da Tua Rádio Fátima 90.5 FM e no Facebook da rádio: https://www.tuaradio.com.br/Tua-Radio-Fatima/

Los3plantados – youtube – https://www.youtube.com/channel/UC0SaVZY7M_vivzZm8MMuAqA

Apoio: Radio TUA RADIO FÁTIMA E MAIS NOVA

Bento Gonçalves – dia 08 de abril, 20h

– bate-papo com o médico Luiz Felipe Gonçalves da Unidade de Transplante Renal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre + show/live

Transmissão no dial da Radio UCSFM 89.9 e no Facebook da rádio:

https://ucsfm.com.br/tag/bento-goncalves/

Los3plantados – youtube – https://www.youtube.com/channel/UC0SaVZY7M_vivzZm8MMuAqA

Passo Fundo – dia 15 de abril, 20h

– bate-papo com o médico Paulo Reinchert epatologista, cirurgião, coordenador do serviço de transplantes do Hospital São Vicente de Paula de Passo Fundo, diretor da faculdade de medicina da UPF.

Transmissão TV UPF, Rádio UPF e Youtube UPF

Facebook – los3plantados

O projeto ‘Melodias que conscientizam a doação de órgãos’ está inserido na campanha de 2021 da UPF sobre doações de órgãos.

Fantaspoa e a seleção da 17ª edição do festival, que será totalmente on-line.

O Fantaspoa, tradicional festival de cinema realizado em Porto Alegre desde 2005, realizará a sua décima sétima edição em ambiente totalmente online. O festival acontece entre os dia e 18 de abril. Dedicado a filmes fantásticos – ou seja, dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e thriller -, disponibilizará gratuitamente sua seleção na plataforma de streaming Darkflix. Mais 32 longas-metragens, além dos já divulgados, integram a programação de 2021, somando 57 longas. Incluindo os 103 curtas-metragens selecionados, o festival exibirá um total de 160 filmes.

FANTASPOA: Vítima do Amor/ Divulgação

O evento é realizado com recursos da Lei 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc. Segundo os organizadores João Fleck e Nicolas Tonsho, “o Fantaspoa 2021 é a iniciativa mais democrática realizada por um evento cinematográfico na América Latina. Se a pessoa tem um dispositivo com acesso à internet, pode acessar 14 cursos com personalidades do cinema e 160 filmes provenientes de 40 diferentes países, selecionados priorizando a variedade e a qualidade do conteúdo apresentado.”

Abaixo, segue a relação dos longas-metragens que complementam a programação previamente anunciada. Destes 32 títulos listados, um terá sua première mundial no festival, dois estarão sendo exibidos pela primeira vez fora de seus países de origem no Fantaspoa, 18 estarão em première latino-america e sete em première brasileira, consolidando o Fantaspoa como a mais importante janela de exibição da produção fílmica do gênero fantástico na América Latina. As obras representam 17 países e foram premiadas em alguns dos festivais mais relevantes do mundo, como Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, Moscow International Film Festival, Annecy International Animation Film Festival, Ottawa International Animation Film Festival e Viennale. Além disso, fizeram parte das seleções oficiais de outros eventos de alto prestígio, como International Film Festival Rotterdam, Tallin Black Nights, Locarno International Film Festival e Berlin International Film Festival, ressaltando o diferencial da seleção deste ano, realizada objetivando trazer ao público um recorte do melhor da produção fílmica mundial de gênero fantástico dos anos recentes.

Confira os 32 filmes que completam a programação:

Assim na Terra, Como no Céu, de Francesco Er

Come in Cielo, Così in Terra, 2020, Animação/Mistério/Thriller, Itália

No ano de 1275, uma jovem é presa nas masmorras de uma abadia onde um alquimista a usa para estranhos experimentos. Em 2011, dois jovensdesaparecem numa floresta. Nas investigações, a polícia encontra um manuscrito em uma tumba. Nos dias de hoje, Leonardo, o inspetor da polícia e responsável pela elucidação do sumiço, deixa um vídeo-testemunho. Após suas últimas descobertas, ele teme por sua vida.

Black Medusa, de Youssef Chebbi e ismaël

2021, Thriller/Drama, Tunísia

A jovem Nada leva uma vida dupla. Durante o dia, é quieta e reservada, e à noite mergulha na vida noturna da Tunísia em busca de homens com quem cria confiança, para então dominá-los. Quando uma nova colega, Noura, chega ao seu local de trabalho e Nada encontra uma faca mítica na casa de uma de suas vítimas, a situação começa a fugir de seu controle.

Benny Loves You, de Karl Holt

2019, Comédia/Horror, Reino Unido

Jack está enfrentando uma crise de meia-idade e buscando desesperadamente um recomeço para sua vida. Nesta reorganização, ele joga fora Benny, o boneco de pelúcia favorito de sua infância, gerando consequências mortais. Afinal, Benny o ama.

Corte Profundo, de Nicholas Santos

It Cuts Deep, 2020, Comédia/Horror, EUA

Numa viagem de final de ano, um jovem casal contempla seu futuro. Ashley está ansiosa para se casar e ter filhos, o que apavora Sam. Quando o atraente e paternal Nola entra em cena, Sam perde o controle de sua sanidade, considerando-o uma ameaça. Enquanto isso, Ashley questiona o futuro do seu relacionamento.

Córtex, de Moritz Bleibtreu

Cortex, 2020, Policia/Drama/Thriller, Alemanha

Hagen é um homem de 50 anos que vem tendo distúrbios do sono e pesadelos frequentes, já não conseguindo mais distinguir entre sonhos e realidade. Ele começa a sonhar repetidamente com um jovem fora-da-lei chamado Niko, com quem sua esposa Karoline começa a ter um caso.

A Desvida, de Agustín Rubio Alcover

Non-Living, 2020, Drama/Thriller, Espanha

Um casal de autores de contos infantis volta para a casa onde tragicamente perdeu seu filho. Eles pretendem buscar alguns objetos e então seguir seus caminhos separadamente. Tudo muda quando encontram uma mensagem deixada pelo garoto, que propõe um jogo de pistas com consequências inesperadas.

Detenção, de John Hsu

Fanxiao, 2019, Horror/Mistério/Thriller, Taiwan

Em 1962, em Taiwan, no período da lei marcial, a estudante Fang e seu professor, Sr. Chang, se apaixonam. Apesar da restrição a certos livros e à livre expressão, o Sr. Chang organiza um grupo secreto de estudos para livros proibidos, até que um dia desaparece misteriosamente. A busca pelo professor leva Fang e um colega por um perigoso caminho.

Dois Minutos Além do Infinito, de Junta Yamaguchi

Beyond the Infinite Two Minutes, 2021, Ficção Científica/Comédia, Japão

Kato é dono de um café, que fica abaixo de onde mora. Um dia, após o expediente, sobe para o seu apartamento e vê sua própria imagem na televisão, dizendo “Eu sou o seu futuro eu. Dois minutos no futuro!” A TV do quarto de Kato e a TV do café abaixo estão conectadas com uma diferença de dois minutos, permitindo que se viaje no tempo… Mas por apenas dois minutos!

Ejen Ali, de Muhammad Usamah Zaid

2019, Animação/Ação/Aventura, Malásia

Após ser acidentalmente recrutado como espião, Ejen Ali, de 12 anos, cresceu para abraçar seu papel na agência secreta Meta Advance Tactical Agency (MATA) para proteger a futurística cidade de Cyberaya de ameaças externas.

Fazendo Companhia, de Josh Wallace

Keeping Company, 2021, Thriller/Comédia, EUA

Uma sucessão de eventos trágicos se inicia após dois ousados vendedores de seguros baterem na porta errada. Na esperança de conseguir a venda e subir na hierarquia da empresa, eles não percebem o perigo e logo se vêem presos no porão de um estranho.

Imortal, de Fernando Spiner

Inmortal, 2020, Ficção Científica, Argentina

Ana retorna a Buenos Aires para receber a herança deixada por seu pai. Lá, ela encontra o Dr. Benedetti, um cientista amigo de seu pai, que descobriu um portal para outra dimensão que permite o reencontro com os mortos.

Jumbo, de Zoé Wittock

2020, Drama/Fantasia/Romance, França/Bélgica/Luxemburgo

A tímida jovem Jeanne começa a trabalhar num parque de diversões. Fascinada pelos brinquedos, passa horas montando miniaturas de parques em sua casa, onde mora com sua mãe. Um dia, Jeanne conhece a nova atração do parque, que passa a chamar carinhosamente de Jumbo.

Mate-o e Deixe Esta Cidade, de Mariusz Wilczynski

Kill It and Leave This Town, 2019, Animação/Horror, Polônia

Tentando escapar do desespero depois de perder aqueles que lhe são queridos, nosso herói se refugia em suas memórias, onde o tempo não se move e todos aqueles que são queridos estão vivos.

Menáge, de Luan Cardoso

2020, Drama/Thriller, Brasil

Três eméritos corruptos de um mesmo pequeno partido político envolvidos numa trama de sexo, corrupção e traição são as personagens principais de uma trama ágil, onírica e que remete às melhores realizações do cinema marginal brasileiro.

Mentes Paralelas, de Benjamin Ross Hayden

Parallel Minds, 2020, Thriller/Ficção Científica, Canadá

Próximo ao lançamento da Red Eye 2, uma lente de contato revolucionária que pode gravar e replicar nossas memórias, a chefe do projeto é assassinada. A pesquisadora Margo se junta ao detetive Thomas para  desvendar as circunstâncias do homicídio. Ambos começam a ser ameaçados pelo passado enquanto buscam descobrir as verdadeiras intenções dessa perigosa inteligência artificial.

Modell Olimpia, de Frédéric Hambalek

2020, Drama, Alemanha

Uma mulher desesperada desenvolve um estranho plano para ajudar seu filho. O jovem, que tem fantasias destrutivas que giram em torno de sexualidade e violência, aceita participar do programa de terapia idealizado por sua mãe.

O Nariz ou a Conspiração dos Dissidentes, de Andrey Khrzhanovskiy

Nos Ili Zagovor Netakikh, 2020, Animação, Rússia

Um olhar simultaneamente sombrio e alegre sobre as loucuras do século XX, ancorado na novela proto-surrealista de Gogol “O Nariz” e na ópera homônima de Shostakovich.

Nas Sombras, de Erdem Tepegoz

In the Shadows, 2020, Ficção Científica, Turquia

Em uma distopia dominada por uma tecnologia primitiva, um grupo de pessoas é controlado por um sistema de vigilância onipresente. Quando um indivíduo começa a ter dúvidas e questionar o sistema, passa a conhecer as profundezas dessa estrutura, que é mais obscura do que imaginava.

O Ninho, de Roberto de Feo

Il Nido, 2019, Drama/Mistério, Itália

Samuel é um menino paraplégico que mora com sua mãe Elena em uma mansão isolada, da qual é proibido de se afastar. Quando conhece a adolescente Denise, ele começa a se opor às restrições da mãe. Por que Elena força Samuel a viver como prisioneiro em sua casa? Por que ela é cruel com Denise, que incentiva Samuel a ver o mundo lá fora?

Os que Voltam, de Laura Casabe

Los que Vuelven, 2019, Drama/Horror/Thriller, Argentina

Em 1919, na América do Sul, a esposa de um proprietário de terras está desesperada por um filho, mas sofre seguidos abortos espontâneos. Ela encontra esperança em um obscuro plano: orar para uma divindade mítica ressuscitar seu filho natimorto. O plano funciona, mas com a criança vem algo mais maléfico.

FANTASPOA : Rabo de Cavalo (Poster)/Divulgação

Rabo de Cavalo, de Manoj Leonel Jason e Shyam Sunder

Kuthiraivaal, 2020, Drama/Fantasia/Mistério, Índia

Um bancário alcoólatra tem que resolver um mistério: por que certo dia ele acordou com um rabo de cavalo? Na tentativa de descobrir, embarca em uma viagem por seus sonhos, ilusões e memórias, encontrando diversos personagens enigmáticos e peculiares.

A Risada, de Martin Laroche

Le Rire, 2020, Drama/Fantasia, Canadá

Valerie foi a única sobrevivente de uma execução em massa ocorrida em meio a uma guerra civil no Quebec. Com o passar dos anos, embora tenha conseguido reconstruir sua vida, tornando-se enfermeira numa casa de repouso e iniciando um novo relacionamento amoroso, Valerie ainda sofre da síndrome do sobrevivente. Até que conhece Jeanne, uma erudita e sarcástica paciente, que lhe dá outra perspectiva sobre a vida.

Ritos Ancestrais, de Christopher Alender

The Old Ways, 2020, Horror, EUA

A jornalista Cristina viaja para Veracruz, sua terra natal, a fim de investigar uma história de feitiçaria. Lá, é sequestrada por um grupo de moradores que acredita que ela é a encarnação do diabo.

Röckët Stähr’s Death of a Rockstar, de Röckët Stähr

2020, Animação/Ficção Científica/Comédia/Musical, EUA

No ano de 2164, quando o rock’n’roll é proibido, um grupo de rebeldes liderado por um cientista louco tenta iniciar uma revolução. Um rockstar é clonado com o objetivo de fazer uma turnê de guerrilha para “libertar as massas da tirania por meio do rock”. No entanto, logo descobrem que mesmo os melhores planos muitas vezes dão errado.

Sangre Comigo, de Amelia Moses

Bleed With Me, 2020, Horror/Thriller, Canadá

A vulnerável e excluída Rowan fica animada quando é convidada pela popular Emily para um fim de semana em uma cabana na floresta. O entusiasmo logo se transforma em paranoia quando Rowan acorda com incisões misteriosas em seu braço. Assombrada por sonhos, Rowan começa a suspeitar que a estão drogando e roubando seu sangue.

A Selva da Claquete: Sobrevivendo no Cinema Independente, de Justin McConnell

Clapboard Jungle: Surviving the Independent Film Business, 2020, Documentário, Canadá

Um documentário que serve como guia de sobrevivência para o cineasta independente. Afinal, fazer cinema hoje é mais difícil do que nunca. A evolução da tecnologia e um mercado superlotado geraram uma indústria na qual qualquer um pode fazer um filme, mas poucos podem ganhar a vida. Enquanto segue a jornada pessoal de um cineasta, este filme busca ajudar as pessoas a sobreviverem nesse negócio arriscado.

A Sombra do Galo, de Nicolás Herzog

La Sombra del Gallo, 2020, Thriller/Drama/Crime, Argentina

Após um período afastado, um ex-policial retorna ao povoado de sua infância para vender a casa que seu pai lhe deixou. Ele, então, mergulha em um profundo estado de narcolepsia que o faz alucinar com uma mulher que parece incentivá-lo a desmascarar uma rede policial de prostituição e tráfico de mulheres.

Sonhos Coloridos, de Jan Balej

Barevný Sen, 2020, Animação/Fantasia, República Tcheca

Uma trupe circense chega a uma ilha rigidamente controlada e governada por um déspota. Durante seu espetáculo, um tiro de canhão se extravia, gerando uma série de acontecimentos. Dois jovens, Drin e Tuvi, juntamente com Nathan, a gaivota, iniciam uma luta contra o totalitarismo, que pode transformar o destino de todos os habitantes da ilha.

Trans, de Naeri Do

2020, Ficção Científica, Japão

Minyoung é uma garota que sonha em se tornar transumana. Depois de ser atacada na escola, ela planeja uma vingança contra os agressores. Minyoung conduz seu batismo elétrico, mas, quando desperta, transformada em uma transumana, ela percebe que assassinou um colega e tenta viajar no tempo e no espaço usando a bobina de tesla.

FANTASPOA: Uma Tumba para Três (poster)

Uma Tumba para Três, de Mariano Cattaneo

Una Tumba Para Tres, 2020, Thriller, Argentina

Três criminosos são enviados para coletar o resultado de um assalto. A tarefa não se mostra tão simples e eles cometem um erro grave. Agora, tentando remediar o irremediável, eles se envolvem em tumultos com personagens excêntricos e violentos que colocarão em risco suas vidas.

Vítima do Amor, de Jesper Isaksen

Victim of Love, 2019, Thriller/Horror, Dinamarca

Charly está procurando sua namorada Amy, que desapareceu subitamente. Ele decide retornar ao hotel onde Amy foi vista pela última vez, para finalmente desvendar este mistério. No entanto, a investigação acaba tomando rumos inesperados, levando Charly a um pesadelo fantasmagórico.

ESPECIAIS

Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-Feira 13 do Verão Passado, de Felipe M. Guerra

2001, Comédia/Horror, Brasil

Um dos títulos mais populares do cinema independente brasileiro, este filme amador conta as desventuras de um grupo de jovens da Serra Gaúcha perseguidos por um psicopata mascarado. Para marcar o aniversário de duas décadas do lançamento, o diretor Felipe M. Guerra reeditou completamente o filme, voltando ao material original para recuperar cenas inéditas e esquecidas há 20 anos.

A Morte Cansada, de Fritz Lang

Der Mude Tod, 1921, Thriller/Drama/Fantasia, Alemanha

Num vilarejo europeu do século XIX, a Morte leva um jovem prestes a se casar. Sua noiva suplica que devolva a vida do seu amor. A Morte decide dar uma chance à jovem desesperada, prometendo devolver a vida do noivo se ela conseguir evitar a morte de uma das três vidas prestes a perecer.

Mergulho e Decolagem de Pazucus, de Gurcius Gewdner

2021, Documentário, Brasil

Com os olhos livres, coração aberto, bons amigos e um punhado de sorte, Gurcius Gewdner revisita algumas de suas aventuras dos últimos cinco anos, sobrevive ao implacável inverno Russo e faz a seguinte pergunta: quão longe pode ir um filme underground brasileiro?

Cartaz da edição 2021 do Fantaspoa e imagens selecionadas em: https://drive.google.com/drive/folders/1sPfkiP44DeA7Aqm7KNa7gL1tfk1Z-8kW?usp=sharing

Imagens de todos os filmes disponível em:
https://drive.google.com/drive/folders/1hRTUYe7MCGYtBZWPO7KKHGzr_ChQdjVz?usp=sharing

Trailer do festival: https://youtu.be/ZJhYkJReNC4

Links do festival:
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Exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a percorrer o México

 

Depois de um ano em exibição na Galeria Frida Kahlo da Universidade Autônoma de Sinaloa (UAS), em Culiacán, a exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a ser mostrada por outras cidades do México. As amigas de Clara, no caso, são artistas gaúchas, ou que possuem fortes laços com o Brasil.

A primeira parada da mostra é nesta sexta-feira (26/03), na cidade de Mazatlán. A inauguração, na Casa Haas, dirigida pela artista e gestora cultural Dory Perdomo, contará com a presença do professor Jorge Luis Hurtado Reyes, diretor da Galeria Frida Kahlo e curador da mostra no México. A Casa Haas está incluída no Património Histórico, com apoio do Instituto de Cultura, Turismo e Arte de Mazatlán.

Convite Casa Haas/ Divulgação

Clara tem sido entrevistada pela mídia mexicana, devido ao ineditismo que é mostrar 40 obras de artistas brasileiras. As obras são todas executadas sobre papel, em técnicas como desenho, gravura, pintura, técnicas mistas, colagem e fotografia. A seleção das artistas foi realizada por Clara em 2019, num critério que abrangeu desde emergentes até consagradas, permitindo um grande arco de tendências e estilos (em www.pechansky.com.br, pode-se ver a mostra na área Exposições).

Casa Haas, em Mazatlán, México, recebe exposição de Clara Pechansky. Foto: Divulgação

A itinerância deve se estender por alguns meses, percorrendo outras cidades do México, até chegar à capital, sempre com o suporte cultural e curadoria da Universidade Autônoma de Sinaloa.

O desafio de se tornar mãe, em tempos de pandemia, ganha espetáculo teatral virtual

A gaúcha radicada há dez anos em Salvador, Josy Acosta, estreia no dia 3 de abril, no Youtube, um espetáculo teatral sobre os desafios da maternidade na pandemia.“Yèyé” (em yorubá arcaico pode ser traduzido como mãe) é fruto do projeto Mama África, aprovado no Prêmio das Artes Jorge Portugal.

A peça foi construída a partir de uma pesquisa de campo na Fundação Pierre Verger, local onde a atriz e sua equipe escutaram a griote Vovó Cici contar histórias de orixás femininos. “Pedi à Vovó que contasse histórias que versassem sobre mulher-guerreira, mulher-encantamento e mulher-mãe. Depois, entrei em sala de ensaio com o professor Negrizu, arte-educador e coreógrafo da Escola Olodum, para trabalhá-las corporalmente e, só então, o roteiro surgiu. Escolhemos falar sobre a ‘mulher-mãe’, a orixá que é mãe do ser humano, um espetáculo que dialoga com as minhas memórias da infância, com a religiosidade de matriz africana e com os ensinamentos que a maternidade me trouxe”, conta Josy.

Foto: Josy Acosta e Maisha – Arquivo Pessoal

Nascida há 37 anos na zona leste da Capital gaúcha, na comunidade do Campo da Tuca, Josy Acosta começou a estudar teatro com bolsa de estudo para uma oficina com Lisa Becker – que desde 2006 vive na Europa –, na Casa de Cultura Mario Quintana. Mais tarde, formou-se atriz na Escola de Teatro Popular da Tribo de Atuantes “Ói nóis aqui Traveiz” e, finalmente, pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Mas foi no grupo Caixa-Preta, do diretor Jessé Oliveira, do qual foi uma das protagonistas do espetáculo “Antígona BR”, que começou seu interesse pelo teatro negro. Mestre em Artes Cênicas pelo programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, em 2013 fundou a Acosta Produções Artística, totalmente dedicado à difusão de produções artísticas que valorizam o legado cultural afrodescendente.

Vovó Cici. Foto: Foto Ismael Silva/ Divulgação

Vinte mães

Para construir o roteiro, a atriz realizou encontros virtuais com vinte mães de diversas partes do país, que participaram de uma convocatória pública, para trocar experiências sobre maternidade em tempos de pandemia, um momento da nossa história potencializado pela carga emocional e o acúmulo de trabalho, principalmente das mulheres. Nesse momento de confinamento e de distanciamento social quem acolhe, aconchega e as escuta? Elas e seus bebês foram presenteados com camisetas exclusivas, produzidas pela marca BlackPim, responsável pelo figurino do espetáculo.

Mama África dialogou diretamente com a comunidade do Engenho Velho de Brotas e arredores, tanto na realização da pesquisa, como dos ensaios e formação da equipe técnica. O espetáculo “Yèyé” segue a linha dos trabalhos anteriores do Grupo Ìwà, valorizando a musicalidade e recursos corporais para contar histórias. Acompanham a atriz em cena os músicos Juliana Almeida e Gabriel Carneiro, que divide os arranjos com Pedro Acosta. Com trilha assinada por Toni Edson e direção do cineasta Ailton Pinheiro, a montagem foi gravada em um espaço cultural da capital baiana e ficará disponível para visualização no Youtube até 10 de abril.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO
Estreia do espetáculo Yèyé
Quando: 
03 de abril | 16h
Onde: Youtube do Grupo Ìwà – http://bit.ly/iwagrupo
Instagram: @grupoÌwà

FICHA TÉCNICA
Coordenação de produção, roteiro, direção e atriz: Josy Acosta
Atriz mirim: Maisha Bárbara
Produtora executiva: Karla Janaína
Assistente de direção: Amanda Cervilho
Assistente de produção: Francine Cardoso
Preparador corporal, coreógrafo e dançarino: Negrizu
Griote entrevistada: Vovó Cici
Trilhas: Toni Edson
Diretor musical e arranjador: Pedro Acosta
Músico instrumentista e arranjador: Gabriel Carneiro
Percussionista: Juliana Almeida
Ilustrador: Pablo Santos
Figurino: BlackPim e Francine Cardoso
Costureiros: Adriano Silva e Maria Luiza Santana
Maquiagem: Douglas Navarro
Fotógrafo: Ismael Silva
Gestão de mídias e iluminadora: Bruna Immich
Programadora visual: Amanda Nascimento
Coordenador de audiovisual: Ailton Pinheiro
Vídeo mapping: Magno Black
Técnico de som: Jeferson Souza
Imagens e edição do teaser do processo criativo: Márcio Soares e Uriel Santana
Produção audiovisual: Ori Imagem e som
Assessoria de Imprensa: Iele Portugal