“O mercador de Veneza”: quando o homem é o lobo do homem, segundo Shakespeare.

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o 16º volume.

A coleção Shakespeare da Editora Movimento – 17

O MERCADOR DE VENEZA

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2013, 192p.

Em coedição com a UDINISC, Santa Cruz do Sul, RS.

Quem ler a peça com atenção, vai descobrir que Shakespeare, nem tão sutilmente, mostra que há um igual grau de crueldade no mau Shylock e nos bons cristãos da peça e ele poderia também ser acusado de anticristão. Na verdade, a peça vai evidenciar o que Hobbes dirá uns cinquenta anos depois: o homem é o lobo do homem ou, como em Rei Lear, Shakespeare dirá pela boca de Lear: Os homens acabarão se entredevorando e praticando o canibalismo, como os monstros do abismo.

Ato III, cena2 – Bassânio: […] Não há vício, por pior que seja, que não assuma, na aparência, algum aspecto de virtude.

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