Autor: da Redação

  • Patrimônio Cultural: dois dias de atividades gratuitas para adultos e crianças na Casa Mário Quintana

    Patrimônio Cultural: dois dias de atividades gratuitas para adultos e crianças na Casa Mário Quintana

    Uma programação de atividades culturais e educativas gratuitas marcam o Dia Estadual do Patrimônio Cultural, nos dias 15 e 16 de agosto, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre. 

    A programação de sábado (15/8) começa às 10h: no 5º andar, o “Clube do Desenho”, do Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), conduz uma atividade de observação dedicada à arquitetura do Centro Histórico de Porto Alegre.  

    À tarde, às 14h, a Biblioteca Erico Verissimo organiza o painel “Entre ruínas e memórias”, que apresenta o processo de recuperação da documentação do Museu Estadual do Carvão, de Arroio dos Ratos/RS, danificada pela enchente de 2024.

    A atividade inclui apresentação com o professor Jorge Vivar (UFRGS) e com a conservadora Kathia Berwanger, além de uma visita ao laboratório montado na CCMQ para o restauro de 650 caixas de documentos.  

    Para as crianças, as atrações na Biblioteca Lucília Minssen iniciam-se às 15h com a oficina “A guardiã dos livros”, focada na restauração de livros com a escritora Maria Helena Ramalho.

    No mesmo horário, o Espaço Oliveira Silveira recebe a oficina “Você é o nosso patrimônio”, do Educativo da CCMQ, que propõe uma reflexão sobre o patrimônio cultural por meio de colagens e da criação de narrativas inspiradas no edifício. 

    Ainda no sábado, também às 15h, na Sala Sérgio Napp 2, ocorre a roda de conversa e apresentação do Maçambique de Osório (RS) — manifestação cultural afro-católica tradicional da cidade, ligada ao Quilombo do Morro Alto.

    Às 16h, de volta à Biblioteca Lucília Minssen, Genifer Gerhardt apresenta “Brasil pequeno”, espetáculo de teatro de bonecos em miniatura.

    Domingo (16/8), as ações seguem com uma apresentação musical do Maçambique, às 16h. Na sequência, às 17h, o músico Kako Xavier realiza na Travessa dos Cataventos o “Baile da Tamborada”, espetáculo musical que mescla ritmos afro-brasileiros e canções tradicionalistas.

    A programação do fim de semana se encerra com a Banda da Saldanha guiando o tradicional Cortejo do Patrimônio, que passa por diversos espaços culturais do Centro Histórico da capital, saindo do Teatro de Arena e terminando na Travessa dos Cataventos. 

    Como atividade complementar à programação, a CCMQ promove também, no dia 29 de agosto (sábado), às 16h, a mediação acessível “A Casa em outros olhares”. O encontro convida o público a conhecer a história e a arquitetura do antigo Hotel Majestic, atual sede da CCMQ, destacando a importância da preservação do patrimônio edificado da capital. 

    O plano bianual da CCMQ é financiado pela Lei Rouanet e apresentado pela Petrobras, e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio do BRDE; apoio de Tintas Renner e iSend; e realização do Ministério da Cultura. 

    (Informações da Assessoria de Imprensa)

    Atividades gratuitas

    Programação

    Clube do Desenho: Arquitetura do Centro Histórico
    Quando: 15/8 (sábado), às 10h
    Onde: Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), 5º andar 

    Inscrições no link: https://forms.cloud.microsoft/r/DUEeGVGgmh   

    “Lãs do RS: Fio da Meada”

    Visitação: 15 e 16/8 (sábado e domingo), das 12h às 19h 

    Onde: Espaço Vitrine CCMQ + RS Criativo, térreo 

    Painel “Entre ruínas e memórias”
    Quando: 15/8 (sábado), às 14h
    Onde: Biblioteca Erico Verissimo, 3º andar 

    Inscrições no link: https://forms.gle/a9xX7cuebomkJPyd9   

    Você é o nosso patrimônio

    Quando: 15/8 (sábado), das 15h às 16h 

    Onde: Espaço Oliveira Silveira, 5º andar 

    Oficina “A guardiã dos livros”
    Quando: 15/8 (sábado), às 15h
    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar 

    Roda de conversa sobre o Maçambique de Osório (RS)
    Quando: 15/8 (sábado), às 15h
    Onde: Sala Sérgio Napp 2, 2º andar  

    Teatro de Bonecos Brasil pequeno
    Quando: 15/8 (sábado), às 16h
    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar 

    Apresentação musical com o Maçambique de Osório (RS)
    Quando: 16/8 (sábado), às 16h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    Baile da Tamborada
    Quando: 16/8 (domingo), às 17h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    Cine Cataventos: “Up: Altas aventuras” (2009)

    Quando: 16/8 (domingo), das 17h às 18h30 

    Onde: Espaço Oliveira Silveira 

    Cortejo da Banda da Saldanha
    Quando: 16/8 (domingo), às 18h
    Onde: Travessa dos Cataventos 

    A Casa em outros olhares

    Quando: 29/8 (sábado), das 16h às 17h30 

    Ponto de encontro: Recepção da ala oeste, térreo  

  • Vício das telinhas: oito em cada dez escolas já discutem o problema

    Vício das telinhas: oito em cada dez escolas já discutem o problema

    Pesquisa divulgada nesta semana mostra que os impactos das telinhas na saúde mental dos estudantes já se tornaram uma preocupação nacional.

    Oito em cada dez escolas brasileiras já tem o tema em sua agenda de trabalho. O número de escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

    A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. 

    Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais – de 56% em 2024 para 75% em 2025 – e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos

    Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

    Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).

    Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).

    “Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação”, avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação. 

    Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”. 

    “Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

    “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

    Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital

    “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares 

    Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

    Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

    Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

    No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

    Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

    Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Alta procura obriga SUS a ampliar atendimento a vítimas de jogos on line

    Alta procura obriga SUS a ampliar atendimento a vítimas de jogos on line

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para 100 mil a capacidade de teleatendimentos a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online

    O serviço começou em março, com média de 600 teleatendimentos mensais. A alta procura levou o Ministério da Saúde a ampliar

    Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

    Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

    Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

    Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

    • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
    • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
    • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
    • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
    • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
    • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
    • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
    • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
    • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

    Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

    • exposição precoce a jogos de aposta;
    • facilidade de acesso a jogos online;
    • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
    • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
    • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
    • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
    • solidão e isolamento social; e
    • vulnerabilidade social.
  • Alta procura obriga SUS a ampliar atendimento a vítimas de jogos on line

    Alta procura obriga SUS a ampliar atendimento a vítimas de jogos on line

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para 100 mil a capacidade de teleatendimentos a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online

    O serviço começou em março, com média de 600 teleatendimentos mensais. A alta procura levou o Ministério da Saúde a ampliar

    Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

    Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

    Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

    Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

    • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
    • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
    • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
    • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
    • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
    • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
    • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
    • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
    • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

    Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

    • exposição precoce a jogos de aposta;
    • facilidade de acesso a jogos online;
    • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
    • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
    • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
    • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
    • solidão e isolamento social; e
    • vulnerabilidade social.
  • Sérgio Faraco é o homenageado do 11° Festival de Inverno de Porto Alegre. Confira toda a programação.

    Sérgio Faraco é o homenageado do 11° Festival de Inverno de Porto Alegre. Confira toda a programação.

    Literatura, música, debates, oficinas estão reunidas na programação do 11º Festival de Inverno de Porto Alegre, entre 20 e 25 de julho, que volta depois de oito anos e tem o escritor Sergio Faraco como seu patrono e grande homenageado.

    A atriz, cantora e escritora argentina Soledad Villamil participará de encontros sobre literatura, música, teatro e cinema. Também na programação palestras e cursos no turno da tarde sobre autores como Edgar Morin, Jorge Luis Borges, Elena Ferrante e Nelson Rodrigues. 

    Também está prevista uma mesa de debates dedicada à obra de Sergio Faraco.

    As oficinas, no turno da manhã, (cinco no total), terão nomes como Ana dos Santos (sobre romance), Cintia Moscovich (sobre conto) e Luis Augusto Fischer (sobre memorialismo).

    Já os cursos, na parte da tarde, versarão sobre figuras proeminentes da literatura contemporânea mundial, como Edgar Morin (ministrado por Juremir Machado da Silva), Jorge Luis Borges (por Martin Kohan), Elena Ferrante e Lampedusa (por Júlia Correa), Nelson Rodrigues (por Luiz Arthur Nunes) e Philip Roth (por Eduardo Wolf).

    As atrações musicais reúnem nomes como Luciano Leães, Sergio Rojas e Andréa Cavalheiro. A grande atração do evento é a artista e escritora Soledad Villamil, atriz do filme argentino vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009 Lo secreto de tus ojos. Ainda integra a programação de lançamento, o show Luis Coronel, poeta & compositor, no dia 16 de julho, às 19h30min.

    Ingressos – Para os shows musicais serão distribuídas senhas de ingresso 30 minutos antes do início de cada espetáculo. Já para as cinco oficinas será necessária uma inscrição prévia, a ser feita no local, a partir de 30 minutos antes do início de cada uma delas. Para as palestras e cursos não há necessidade de senhas, mas é sugerido que os interessados cheguem 20 minutos antes dos horários do início das atividades.

    Programação:

    Música
    8 de julho – 19h30 – Show “Ritmos da América Latina”, da Banda Municipal de Porto Alegre, com participações especiais de Adriana Defentti, Carlitos Magallanes e Vinícius Brum – Teatro Renascença   
    16 de julho – 19h30 – Show Luís Coronel, poeta & compositor – Teatro Renascença

    Oficinas
    20, 21, 22 julho – segunda, terça e quarta-feira
    9h30 – Literatura Fantástica – Duda Falcão – Biblioteca Josué Guimarães
    9h30 – Memorialismo – Luis Augusto Fischer -Sala Álvaro Moreyra

    23, 24, 25 de julho –quinta, sexta e sábado
    9h30 – Ana dos Santos – Atelier Livre

    9h30 – Romance – Gustavo Czester – Sala Álvaro Moreyra

    11h – Conto – Cintia Moscovich – Sala Álvaro Moreyra

    Cursos (todos na Sala Álvaro Moreyra)
    20, 21, 22 de julho – segunda, terça e quarta-feira
    11h-  Edgar Morin, complexidade e universalismo – Juremir Machado
    14h30-  Literatura negra nas Américas – Luis M. Azevedo e Fernanda Bastos
    16h – Dois clássicos italianos: Lampedusa e Elena Ferrante – Júlia Corrêa
    17h30 – Philip Roth: as ficções supremas da América – Eduardo Wolf
    19h – Três propostas para não se adaptar à vida como ela é – Abrão Slavutski, Renata Lisboa e Gustavo Whickert)

    23, 24, 25 de julho – quinta, sexta e sábado
    14h30 – Nelson Rodrigues e a vida como ela é – Luiz Arthur Nunes
    16h – O universo de Jorge Luis Borges – Martin Kohan

    24 e 25 de julho – sexta e sábado
    17h30 – E, apesar de tudo, o amor – Alexandra Kohan

    Palestraslivros e shows

    20 de julho – Segunda-feira
    19h30 – Mesa sobre Sergio Faraco – Luiz G. Lopes, Léa Masina, Pedro Gonzaga e Altair Martins – Sala Álvaro Moreyra

    21 de julho – Terça-feira
    10h30 –  Soledad Villamil: Música, teatro e cinema – apresentação: Juliana Bublitz – Casa da Memória/Unimed
    19h30 – Soledad Villamil: A literatura em minha vida – apresentação: Sergius Gonzaga – Teatro Renascença

    22 de julho – Quarta-feira
    19h30 – Show: Luciano Leães – De Porto Alegre a New Orleans – Teatro Renascença

    23 de julho – Quinta-feira
    17h45 – Lançamento de reedições da Editora da Cidade – seis obras que tem como cenário ou como tema nuclear a cidade de Porto Alegre – Sala Álvaro Moreyra
    19h30 – Show de Sergio Rojas – Latinoamericanidad – Teatro Renascença

    24 de julho – Sexta-feira
    19h30 | Show de Andréa Cavalheiro – Otras cositas más – Teatro Renascença

    25 de julho – Sábado
    18h – Show de Teresa Benguela – com as cantoras Cláudia Quadros, Marietti Fialho e Renata Pires – Teatro Túlio Piva
    19h30 | Show de Juliano Barreto – Lupicínio Rodrigues Renascença

  • Graça Craidy participa da Mostra de Artes Visuais do MST em São Paulo

    Graça Craidy participa da Mostra de Artes Visuais do MST em São Paulo

    A artista gaúcha Graça Craidy está presente na Mostra de Artes Visuais promovida pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP).

    A mostra, com curadoria de Daniela Castro, foi aberta na sexta-feira passada, 26/06, e se estende até sábado, dia 4 de julho.

    Graça apresenta a pintura “Terra Adorada”, inspirada em uma foto de Sebastião Salgado. Na imagem, um grande grupo de sem-terra aparece em postura de reivindicação, empunhando instrumentos como foices e enxadas e também com punhos cerrados.

    A obra (acrílica sobre papel, 59 cm x 84 cm) estará exposta junto com trabalhos de artistas visuais que fortalecem a luta, a cultura e a arte. 

    O Coletivo de Cultura do MST convocou artistas do próprio movimento e estendeu o convite a criadores simpatizantes da reforma agrária. “É com imensa alegria que participo” disse a artista visual gaúcha. 

    A intenção da atividade é fortalecer, segundo o MST, o trabalho voltado às artes visuais que já vem sendo realizado a um tempo em territórios e espaços do Movimento, além de aprofundar a compreensão sobre os fundamentos e a concepção de artes visuais na luta de classes.

    O evento faz parte do I Encontro Nacional de Artes Visuais do Movimento e transforma o espaço da escola em uma grande galeria viva.

  • Grupo de pessoas velhas e ativas lança  movimento por direitos, arte e alegria

    Grupo de pessoas velhas e ativas lança movimento por direitos, arte e alegria

    Em Porto Alegre, a capital brasileira mais envelhecida, será lançado o Movimento da Velharada Rebelde (MOVER) dia 18 de junho, às 18 horas, na Casa Alice (Olavo Bilac, 188.).

    A cidade tem o impressionante índice de envelhecimento de 137 idosos para cada 100 crianças até 14 anos de idade (veja quadro abaixo), uma realidade inédita (34,3% têm mais de 50 anos) repleta de consequências e novas demandas.

    A criação do MOVER será apresentada publicamente à cidade no domingo, 21 de junho, às 11 horas, em ato junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção.

    “Queremos respeito, queremos direitos, queremos arte, queremos alegria. Porque a alegria é revolucionária!”, diz a jornalista Rosina Duarte, da Casa Alice e uma das organizadoras do movimento. “Vem fazer parte!”, convida.

    O lançamento na Casa Alice terá entrada franca.

  • Ecos de 1923: A última guerra dos gaúchos em mostra de três documentários na Cinemateca Paulo Amorim

    Ecos de 1923: A última guerra dos gaúchos em mostra de três documentários na Cinemateca Paulo Amorim

    O cineasta Henrique de Freitas Lima tem criado, ao longo de seus 40 anos de carreira, filmes de ficção ou documentários que contam a história do sul do Brasil, seja ela ambientada nas cidades, no campo, ou com enfoque na vida e obra dos artistas que aqui habitam.

    Em Ecos de 1923 – A Última Guerra dos Gaúchos, Henrique e equipe produziram o mais ambicioso e impressionante material audiovisual sobre a história do Rio Grande do Sul jamais feito, com importância fundamental também para o Brasil.

    Por dois anos, de 2023, ano em que a Revolução Libertadora completou seu centenário, a 2025, quando se completou a entrega da 1ª etapa do projeto Os Caudilhos, o cineasta e sua equipe se debruçaram a produzir em nove municípios gaúchos, e no Uruguai, os três filmes de longa metragem que poderão ser apreciados em uma mostra na Cinemateca Paulo Amorim, de 9 a 11 de junho, acompanhados por um ciclo de debates com especialistas sobre o assunto.

    A Ponte do Rio Ibirapuitã, em Alegrete, palco de Batalha em 1923. Reprodução

    Abordando a Revolução de 1923 e focados nos acontecimentos em alguns dos principais palcos do conflito, os municípios de Pedras Altas, Camaquã, Caçapava do Sul, São Gabriel, Rosário do Sul, Alegrete, São Francisco de Assis, Santana do Livramento e Uruguaiana, os filmes aliam depoimentos de especialistas a farto material de arquivo obtido em inúmeros acervos no Brasil e no Uruguai com tratamento moderno e narrativa envolvente. Todos os filmes, fruto da colaboração com produtores locais de cada um dos municípios e realizados com recursos federais da LPG Lei Paulo Gustavo e PNAB Política Nacional Aldir Blanc, estrearam suas versões locais de 30 minutos com grande repercussão em 2024 e 2025 nas cidades que viabilizaram a produção. 

    Na mostra, serão exibidos três programas de 70 minutos de duração: Ecos de 1923 – Parte I, Parte II e Parte III.

    Na impactante abertura, que traz a contextualização da Revolução de 1923, e que leva o espectador ao cerne do conflito, destaca-se na trilha a clássica canção Sabe Moço, de Francisco (Chico) Alves, com novo arranjo de Sérgio Rojas e a interpretação de Vitor Hugo.

    Beraldo Figueiredo, historiador de São Gabriel. Reprodução

    Após as projeções, haverá debates mediados pelo historiador Günter Axt com alguns dos principais nomes que participaram do projeto e participação do público.

    Terça-feira, 9 de junho – Parte I

    A deflagração do conflito: contexto, adesão e consciência política

    – Uruguaiana, São Gabriel e Caçapava do Sul –

    Com os debatedores Miguel do Espírito Santo e João Aloísio Degrazia

    Apresenta o contexto, os personagens históricos e o motivo da guerra, abordando Uruguaiana com a construção do ambiente político, rivalidades, articulações e tensão pré-guerra; São Gabriel com ênfase no aprofundamento humano e simbólico, a cidade como corpo que reage à guerra. Aqui a Revolução deixa de ser apenas estrutura e passa a ser experiência vivida; e Caçapava do Sul, que em tom mais reflexivo e conceitual, funciona como uma espécie de epílogo filosófico do primeiro ato.

     Fazenda da Figueira, em Camaquã. Reprodução

    Quarta-feira, 10 de junho – Parte II

    O corpo da guerra: trauma, violência, cicatriz

    – Camaquã, São Francisco de Assis e Rosário do Sul –

    Com os debatedores Coralio Cabeda e Fernando Azambuja

    Mergulha no núcleo trágico da Revolução. Aqui o espectador não observa mais a história — ele a atravessa. Camaquã abre o segundo dia com impacto direto: bombardeio aéreo, coluna de Zeca Netto, memória oral. Funciona como o “portão do inferno” do segundo ato. São Francisco de Assis aprofunda o trauma psicológico. O próprio título interno – o dia seguinte que nunca acabou – desloca o foco da batalha para a ferida que permanece no tempo. Opera quase como cinema de luto. Rosário do Sul fecha com a maior densidade trágica: degolas, participação das mulheres, resquícios físicos da guerra, pacto, repercussão nacional. É o ponto mais alto de tensão emocional de toda a mostra.

    Quinta feira, 11 de junho – Parte III

    Elaboração simbólica: memória, política, conciliação e legado

    – Alegrete, Livramento e Pedras Altas –

    Com os debatedores Marcos Hernandez e Rodrigo Aguiar

    Transforma trauma em compreensão. Leva o espectador da dor para o significado. Alegrete começa o dia com estrutura mais coral, múltiplas histórias, lembranças, personagens locais. Santana do Livramento traz densidade política novamente, mas agora com mais sofisticação: fronteira, influência uruguaia, assassinatos, ascensão de Flores da Cunha. O conflito retorna, mas agora filtrado pela complexidade histórica. Pedras Altas fecha a mostra com perfeição simbólica. O castelo, o pacto, Assis Brasil, o gesto de conciliação. Dramaturgicamente, é um epílogo natural: onde antes havia guerra, agora há assinatura; onde havia sangue, agora há papel; onde havia ruptura, agora há memória organizada.

    Leonel Gomez, compositor de Santana do Livramento. Reprodução

    ECOS DE 1923 – Mostra de filmes de Henrique de Freitas Lima / Cinematográfica Pampeana

    Dias 9, 10 e 11 de junho, às 19h

    Cinemateca Paulo Amorim – Casa de Cultura Mario Quintana

    Rua dos Andradas, 736

    Entrada franca

     Marcas da Batalha de 1923 na praça de São Francisco de Assis. Reprodução 

  • Débora Falabella transforma Prima Facie em experiência inesquecível

    Débora Falabella transforma Prima Facie em experiência inesquecível

    CRISTIANO GOLDSCHMIDT

    Na noite desta quinta-feira, 4 de junho, no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a sensação ao final de Prima Facie não era exatamente a de ter assistido a um espetáculo teatral convencional. O que se experimentava ali era algo mais raro e mais difícil: a impressão de ter sido atravessado por uma obra que obriga o público a reorganizar moralmente as próprias certezas. Poucas peças contemporâneas conseguem alcançar esse efeito com tamanha precisão. Menos ainda quando sustentadas por um monólogo. E raríssimas quando dependem quase integralmente da potência de uma única atriz em cena. Mas é exatamente isso que ocorre na montagem brasileira de Prima Facie, protagonizada por Débora Falabella.

    O texto da dramaturga australiana Suzie Miller já nasce impregnado de densidade ética e sofisticação estrutural. Não se trata apenas de uma narrativa sobre violência sexual ou sobre os limites do sistema jurídico. A peça vai além do discurso temático para investigar a própria linguagem institucional do direito, os mecanismos de validação da verdade e o modo como as estruturas de poder produzem silêncios socialmente legitimados. Prima Facie é uma obra sobre o abismo entre aquilo que aconteceu e aquilo que pode ser provado. E é justamente nesse intervalo que o espetáculo finca sua força devastadora.

    A tradução brasileira de Alexandre Tenório preserva a inteligência afiada do original sem sacrificar fluidez ou oralidade. Há um rigor técnico admirável na construção verbal do texto, sobretudo porque ele alterna velocidades emocionais muito distintas: em certos momentos, a narrativa opera como uma aula brilhante de retórica jurídica; em outros, desce abruptamente às zonas mais íntimas do trauma, da humilhação e da vulnerabilidade. Essa oscilação poderia facilmente comprometer a unidade da peça, mas aqui ela se transforma em virtude dramatúrgica. O texto respira com organicidade. Não há pedagogia panfletária. Há arte. E há pensamento.

    A direção de Yara de Novaes compreende perfeitamente essa natureza híbrida da obra. Em vez de sobrecarregar o palco com soluções ilustrativas ou excessos emocionais, aposta numa depuração cênica inteligente, permitindo que a palavra e o corpo ocupem o centro gravitacional do espetáculo. O resultado é uma encenação de rara maturidade estética. Cada escolha parece submetida a um princípio de necessidade. Nada sobra. Nada distrai. Nada concorre com o essencial.

    É nesse território que o trabalho de Débora Falabella alcança algo próximo do extraordinário. Sua atuação não se limita a interpretar uma personagem; ela constrói uma arquitetura emocional inteira diante do público. A atriz domina ritmo, pausa, respiração, inflexão e presença com uma precisão impressionante. Sua performance possui musculatura intelectual e combustão afetiva simultaneamente. Em muitos momentos, o espectador percebe que ela pensa em cena — e não apenas representa emoções previamente determinadas. Isso confere à personagem uma densidade rara.

    A construção inicial da protagonista é particularmente brilhante. Débora apresenta uma advogada criminalista segura, veloz, sedutora e profundamente adaptada às engrenagens competitivas do sistema judicial. Há ironia, humor e até certo cinismo elegante em sua maneira de ocupar o espaço. O público ri diversas vezes nos primeiros movimentos da peça, e esse riso é importante porque estabelece uma relação de proximidade antes do colapso dramático. Quando a narrativa muda de eixo, a atriz altera completamente sua frequência corporal. O que antes era domínio torna-se hesitação; o que era fluidez converte-se em fragmentação. E tudo isso sem recorrer a soluções fáceis ou melodramáticas.

    O mais impressionante talvez seja justamente sua recusa ao excesso. Débora Falabella compreende que o trauma profundo muitas vezes não explode: ele corrói. Sua atuação evita sentimentalismos previsíveis e aposta em pequenas fissuras emocionais, em silêncios abruptos, em olhares interrompidos, em frases que parecem perder o ar antes de terminarem. É uma interpretação construída menos pelo espetáculo da dor e mais pela erosão progressiva da linguagem. Poucas atrizes brasileiras contemporâneas possuem tamanho domínio de nuances.

    O cenário concebido por André Cortez merece reconhecimento especial pela inteligência com que compreende a natureza psicológica de Prima Facie. Em vez de optar por uma reprodução naturalista de ambientes jurídicos ou por soluções cenográficas excessivamente simbólicas, Cortez cria um espaço cênico de aparência funcional e quase austera, mas carregado de tensão invisível. A arquitetura do palco sugere simultaneamente tribunal, memória e confinamento emocional. Há uma geometria fria na disposição dos elementos, como se o espaço estivesse permanentemente organizado segundo a lógica impessoal das instituições. E justamente por isso a presença humana da personagem ganha ainda mais vulnerabilidade. O cenário não busca ilustrar a narrativa: ele amplifica silenciosamente sua sensação de exposição e isolamento. Trata-se de uma cenografia que entende algo fundamental sobre o grande teatro contemporâneo — às vezes, a verdadeira sofisticação está naquilo que permite ao drama respirar sem jamais disputar protagonismo com ele.

    O desenho de iluminação de Wagner Antônio merece destaque especial. Em um espetáculo sustentado quase integralmente pela palavra, a luz assume papel dramatúrgico decisivo. Aqui, ela não funciona apenas como recurso estético, mas como extensão psicológica da personagem. Os cortes luminosos criam atmosferas de isolamento, exposição e vulnerabilidade com enorme inteligência visual. Há momentos em que a luz parece reproduzir o funcionamento de um tribunal: fria, objetiva, quase clínica. Em outros, torna-se uma espécie de campo mental fragmentado, acompanhando a desorganização subjetiva da protagonista. A sofisticação está justamente na discrição.

    O figurino de Fabio Namatame também opera com grande eficiência simbólica. A escolha de um visual sóbrio, elegante e funcional ajuda a revelar a identidade profissional da personagem sem transformá-la em caricatura corporativa. À medida que o espetáculo avança, a roupa parece adquirir outro peso, como se aquilo que antes representava autoridade passasse lentamente a significar armadura. É um trabalho de figurino que compreende a dramaturgia sem precisar chamar atenção para si.

    A trilha sonora e o desenho de som de Morris seguem caminho semelhante. Em vez de manipular emocionalmente o público com grandiloquência, trabalham por tensão subterrânea. Os sons surgem como pulsações internas, ecos emocionais ou atmosferas de desconforto. Em certos momentos, o silêncio é utilizado com inteligência brutal. E talvez seja justamente nesse silêncio que Prima Facie alcança sua dimensão mais perturbadora: a percepção de quantas experiências humanas permanecem sem linguagem adequada dentro das instituições.

    Há também algo profundamente relevante na recepção coletiva da plateia. Assistir a essa peça em um grande auditório universitário produz uma camada adicional de sentido. O espetáculo dialoga diretamente com temas urgentes da contemporaneidade: gênero, poder, violência, credibilidade e justiça. Mas o faz sem simplificações ideológicas. Sua inteligência reside precisamente em demonstrar que sistemas jurídicos podem ser simultaneamente necessários e insuficientes. A peça não propõe respostas fáceis. Propõe desconforto crítico. E talvez seja essa uma das funções mais nobres do teatro.

    Em tempos de produções frequentemente ansiosas por impacto instantâneo, Prima Facie impressiona por confiar radicalmente na força da interpretação, da escrita e da presença humana em cena. Não há efeitos espetaculares. Não há pirotecnia emocional. O que existe é teatro em estado de alta concentração artística. Teatro que exige escuta. Teatro que convoca pensamento. Teatro que permanece reverberando horas depois do aplauso final.

    E o aplauso, nesta noite de 4 de junho, possuía algo além do entusiasmo habitual. Havia ali um reconhecimento quase físico de que o público acabara de testemunhar uma obra importante. Não apenas importante por seu tema, mas importante por sua excelência artística. Porque grandes espetáculos não são aqueles que apenas emocionam ou informam. São aqueles que transformam nossa percepção do mundo. Prima Facie realiza isso com rara potência.

    Quem ainda não assistiu ao espetáculo tem uma oportunidade preciosa. A temporada no Salão de Atos da PUC-RS continua nesta sexta e sábado, 5 e 6 de junho, e trata-se de uma experiência teatral que merece ser vivida. Ver Débora Falabella em estado de tamanha entrega artística, sustentando um texto dessa complexidade com inteligência, humanidade e precisão técnica, é testemunhar uma das interpretações mais impactantes do teatro brasileiro recente. Prima Facie não é apenas uma peça necessária. É grande teatro.

  • Tina Felice: 40 anos de arte

    Tina Felice: 40 anos de arte

    A arte de Tina Felice faz parte do imaginário, das memórias, das ruas e da história da capital gaúcha. Suas “Meninas” são uma marca-registrada. Ao completar 40 anos de arte, Tina mostra um pouco do tudo que já produziu, com esculturas impressionantes, as tradicionais “Meninas” e suas criações em arte abstrata, inéditas para o público gaúcho. A exposição “Tina Felice: 40 anos de arte” tem vernissage no sábado, 30 de maio, das 11 às 13 horas, na Galeria Bublitz. A mostra fica no local até o dia 30 de junho, com entrada franca.

    “Essa exposição não é só uma homenagem a uma grande artista gaúcha, mas também uma oportunidade de o público conhecer outras faces de Tina Felice e admirar sua produção”, destaca o marchand Nicholas Bublitz. “Também vamos fazer uma homenagem ao Carlos Alberto Pippi da Motta, que faleceu recentemente. Ele foi o padrinho que nos aproximou e tornou essa exposição possível”, revela.

    A seleção de obras em exposição na galeria é formada por trabalhos escolhidos pela própria artista e que fazem parte do seu acervo. Formada em Direito, Tina fez da arte sua profissão. Aprendeu com os grandes mestres da arte do Rio Grande do Sul, como Vasco Prado e Xico Stockinger, além de Cláudio Martins Costa, seu professor no Atelier Livre. Sua trajetória artística começou em 1986 e foi marcada pela superação, em função da talidomida, e pelas adaptações que fez ao longo da carreira. Em vez de pincéis, o rolo de pintura e o cabo de vassoura viraram suas ferramentas de trabalho. Mas a deficiência não a limitou. Ao contrário. Tina é conhecida por esculturas gigantescas que ocupam espaços públicos, como a obra “Túnel do Túnel”, localizada junto ao Túnel da Conceção, e o “Monumento aos 100 anos da Escola de Engenharia da UFRGS”.

    Na foto, Diana da Motta, Carlos Alberto Pippi da Motta, Tina Felice e Nicholas Bublitz. Divulgação

    As famosas “Meninas” nasceram há 25 anos e marcam o ingresso de Tina na pintura, quando resolveu enfrentar uma tela em branco pela primeira vez. Os rostos alongados, com olhos expressivos e boca pequena reproduzem características físicas da própria artista. “Mas não são um autorretrato”, avisa Tina. Tais como Monalisa, as “Meninas” de Tina Felice conversam com quem as vê e suscitam múltiplas interpretações. “Tem gente que acha que elas são tristes, mas são pensativas, às vezes até debochadas e seguem se transformando”, conta a arista.

    A artista Tina Felice. Divulgação

    Além das pinturas mais marcantes e das esculturas, Tina apresenta suas criações em arte abstrata ainda inéditas no Brasil. São obras que carregam também a identidade da artista com formas orgânicas e diferentes cores e que foram exibidas apenas em uma mostra em Londres, até o momento.

    Exposição: “Tina Felice: 40 anos de arte”
    Local:
    Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Vernissage: sábado, 30 de maio, das 11h às 13h.
    Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h
    Período da exposição: até 30 de junho.
    Entrada Franca