Exposição “O jardim de Amelia” e a pintura de um casal apaixonado, dos anos 1920

“O Jardim de Amelia “- É uma exposição baseada em pesquisa que revelou o romance de uma moça porto-alegrense nascida em 1897 e um pintor catalão que fez uma exposição em Porto Alegre em 1920, a encontrou na exposição e a pediu em casamento. Casaram em 1922 e viajaram pela América do Sul e Europa pintando e expondo: ela. Amelia Pastro Maristany, pintava flores, ele, Luis Maristany de Trias, pintava paisagens.
O Jardim de Amelia mostra um dos quadros da exposição dele em 1920 e quadros de flores pintados por Amelia desde 1924 até 1978. A cenografia busca resgatar a trajetória dela, que os curadores, Silvia Livi e Rogerio Livi, propõe ser a primeira pintora profissional porto-alegrense.
Fotos:  F Zago StudioZ/ Divulgação.

Libretos lança edição de tradução de “Canto Quinto”, de Dante Alighieri, por Eduardo Guimaraens

Por ocasião do sétimo centenário da morte de Dante Alighieri, o projeto Eduardo Guimaraens por suas netas e netos lança, pela Libretos Editora, a edição ampliada da tradução que Eduardo Guimaraens fez para o Canto Quinto, do Inferno, em 1920. O
lançamento acontece na Sala Libretos, dia 24/9, 19h (Facebook/libretoseditora).
Eduardo traduziu e publicou o Canto Quinto, em formato plaquete, impresso em Porto Alegre, nas “Officinas graphicas da Livraria Americana”. Para a sua tradução usou a versão editada em Florença, em 1899. A plaquete foi anunciada com entusiasmo pela crítica especializada e sua edição se esgotou rapidamente. 
Commedia, título original da obra de Dante, é um poema épico em três cânticos: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Deles, Eduardo escolheu o Inferno, e deste, “o mais bello talvez entre os mais bellos da Prima Cantica do Livro eterno”.

Em 1921, foi convidado a proferir a palestra do sarau de abertura das Comemorações do 6° centenário da morte de Dante Alighieri, realizado no Palacete Rocco, no Centro Histórico de Porto Alegre.

A edição ampliada lançada agora, além da plaquete de 1920, com o Canto Quinto em fac-símile e na grafia da época, reproduz trechos originais de duas obras históricas: Lectvra Dantis, de 1899, e La Divina Commedia, de 1902. E com a transcrição da sua conferência no sarau, reprodução de documentos originais e imagens do seu acervo, busca-se trazer um pouco da atmosfera de Eduardo e sua enorme admiração pelo imortal poeta florentino. Antes de Dante, os livros eram escritos em latim. Por ter escrito em italiano, é considerado o pai da língua italiana.

Além de poder comparar o idioma italiano de diferentes épocas, o leitor poderá apreciar as ilustrações da edição original de 1902, de autoria de A. Alessandronelli, A. Razzolini e S. Bicchi (uma edição raríssima do acervo de Eduardo).
 

O lançamento acontece no dia 24 de setembro, às 19 horas, na Sala Libretos (Facebook/libretoseditora), com a organizadora da obra Maria Etelvina Guimaraens e os convidados Carlos Frederico Guazelli (colaborador do projeto) e participação especial de Sílvia Guimaraens, designer responsável pelo site www.eduardoguimaraens.com.br. A mediação é do escritor e jornalista Rafael Guimaraens.

Canto Quinto, de Dante (Libretos) – tradução de Eduardo Guimaraens – Edição ampliada, organização de  Maria Etelvina Guimaraens

Lançamento: Sala Libretos, dia 24/9, 19h (Facebook/libretoseditora)

Eduardo Guimaraens (1892/1928)

Além de poeta e jornalista, Eduardo Guimaraens era tradutor e, como tal, sua produção foi vasta. Traduzia poesia e prosa do francês, italiano, inglês e espanhol. Traduziu Baudelaire, Verlaine, Dante, Gabriele D’Annunzio, Keats, Oscar Wilde. Adaptou Antígona, de Sófocles. Muitos de seus trabalhos foram publicados em jornais como A Federação e o Correio do Povo, mas deixou traduções inéditas.

 

Dante Alighieri (1265/1321)

Foi o maior poeta medieval italiano. Em 1292, Dante concluiu a obra La Vita Nuova, uma coletânea de poemas amorosos dedicados à musa Beatriz, a qual, no último soneto, habita as glórias do paraíso. Ao final da obra, ele promete dizer de Beatriz “o que jamais disse de mulher alguma”. Cumpriu a promessa na Commedia.

Dante teve importante atuação política. Militou ao lado dos guelfos moderados, os chamados “brancos”, contrários às ambições do papado de dominar Florença. Ele integrou o “Conselho do Capitão”, o “Conselho dos Cem” – instâncias administrativas da cidade – foi embaixador e prior (Florença era governada por seis priores). Em janeiro de 1302, os moderados foram derrotados e, em 10 de março, Dante foi exilado de Florença (seria queimado vivo se ali permanecesse). Foi durante o exílio que escreveu a Commedia.

Além de La Vita Nuova e da Commedia, Dante é autor das obras Convívio (sobre cultura e política, do qual completou três dos 15 livros projetados), De Vulgari Eloquentia (uma defesa da linguagem popular, planejada para quatro volumes e concluiu até o 14º capítulo do segundo livro), Monarchia (tese política), Quaestio de Aqua et Terra (sobre a então discutida questão de não poder a água superar, em altura, a terra imersa) e Epístolas (13 cartas em latim a diferentes destinatários, cujo interesse decorre do seu estilo e erudição).

Chico César e Duda Brack no show de aniversário da CCMQ , no sábado, dia 25

O paraibano Chico César faz o Casa Virtual Especial do mês de setembro ao lado de Duda Brack, jovem cantora e compositora gaúcha radicada no Rio de Janeiro. O show tem transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana, às 20h do sábado, 25 de setembro, data em que a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), completa 31 anos. 

A CCMQ chegou a anunciar a participação de Lenine, mas o pernambucano precisou, de última hora, cancelar a agenda por motivo de força maior, plenamente justificável. “Foi com muita agilidade que conseguimos, em menos de 24h, viabilizar a participação de Chico César, artista da mesma grandeza de Lenine, que era nosso convidado inicial. Agradecemos o empenho de Lenine e a pronta disposição de Chico César em substituir o parceiro”, explica Diego Groisman, diretor da Casa de Cultura.

O evento mensal, que se tornou um dos principais projetos virtuais da CCMQ durante o período de distanciamento social, vem reunindo desde o ano passado músicos de diferentes gerações, promovendo o encontro de diversos jovens talentos da cena regional e nacional com artistas consagrados como Maria Rita, Adriana Calcanhotto, Filipe Catto, Marcelo Jeneci, Alice Caymmi e Moreno Veloso, entre outros.

O paraibano Francisco César Gonçalves nasceu em 26 de janeiro de 1964, no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba. Aos dezesseis anos, Chico César foi para a capital João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. Nesse período, integrou o grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Mudou-se para São Paulo, aos 21 anos, trabalhando como jornalista e revisor de textos. Aperfeiçoou-se no violão, multiplicou suas composições e começou a formar o seu público. Suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico e sua carreira artística tem repercussão internacional.

O sucesso da turnê pela Alemanha, em 1991, fez Chico César  deixar o jornalismo para se dedicar exclusivamente à música. Foi quando formou a banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum). Em 1995 lançava o primeiro CD “Aos Vivos” (Velas), acústico e ao vivo, com participações de Lenine e o lendário Lany Gordin. Em 1996, sucesso nacional e internacional com o álbum, “Cuscuz Clã” (MZA/PolyGram).

O quinto CD, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos” (2002) começou a ser pré-produzido em Londres e teve participações especialíssimas de Nina Miranda e Chris Franck (integrantes da banda Smoke City), Naná Vasconcelos e Carlinhos Brown. “De uns tempos pra cá” (2005), trouxe 12 faixas autorais em formato camerístico com o Quinteto da Paraíba. Com “Francisco Forró y Frevo”, em 2008, Chico César mergulha no espírito das festas populares nordestinas (carnaval e festejos juninos) e estabelece o diálogo entre estes ritmos e batidas universais, como o reggae e o ska. O frevo ganha a novidade da mistura da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador, criados por Dodô e Osmar. Depois do lançamento do DVD “Aos Vivos Agora” (2012), Chico César, que não lançava novo disco de inéditas há oito anos, trouxe à luz “Estado de Poesia” (2015), vencedor da 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira (2018) na categoria melhor álbum de “Pop/Rock/Reggae/Hip hop/Funk”.

O trabalho de 2019 faz um comentário robusto das vivências político-sociais, no convulsionado momento brasileiro. Todas as 13 faixas de “O Amor É um Ato Revolucionário” têm letra e música, assinadas apenas por Chico César. O álbum traz alguns convidados, como a adolescente paraibana Agnes Nunes (com quem Chico César divide os vocais em “De Peito Aberto”), a jovem cantautora pernambucana Flaira Ferro (em “Cruviana”) e o guitarrista paulistano Luiz Carlini (em “O Amor é um Ato Revolucionário”), que em um longo improviso revisita seu mitológico solo da primeira gravação de “Ovelha Negra” com Rita Lee e Tutti Frutti.

Festejada pela crítica

Duda Brack. Fotos: Fábio Audi/ Divulgação

Aos 26 anos, radicada no Rio de Janeiro, a cantora e compositora gaúcha Duda Brack lançou em 2015 o primeiro disco solo, intitulado “É”. Desde então, vem sendo apontada como uma das grandes vozes femininas a emergir na cena musical contemporânea. Festejada pela crítica especializada como artista revelação, abriu shows de Elza Soares, Otto e Alceu Valença. Em 2017, a convite de Charles Gavin (ex-Titãs) e da gravadora Deck, Duda gravou o álbum “Primavera nos dentes – tributo aos Secos & Molhados”. Muito bem recebida pelos integrantes da banda original, a gravação recebeu elogios de Ney Matogrosso.

O segundo disco solo de Duda Brack, “CaCo de ViDRo”, pelos selos Matogrosso (de Ney Matogrosso) e Alá Comunicação e Cultura (de Jorginho Veloso), tem lançamento programado para 15 de outubro. Heterogêneo e diverso, o álbum passeia por muitos gêneros musicais como maculelê, pagodão baiano, cumbia, folk e funk. Produzido pela própria Duda, em parceria com Gabriel Ventura, “CaCo de ViDRo” conta com a colaboração de Lucio Maia (Nação Zumbi), do grupo de percussão Os Capoeira, arranjos de cordas de Maycon Ananias, arranjos de sopros de Vitor Tosta e participação especial de Ney Matogrosso, Baiana System e Francisco Gil. O repertório do trabalho apresenta canções autorais de Duda, em parcerias com os amigos Chico Chico e Gui Fleming, e de outros compositores como Alzira Espíndola, Bruna Caram, Julia Vargas e Ian Ramil.

Duda Brack. Foto: Fábio Audi / Divulgação

O diretor da CCMQ, Diego Groisman destaca o empenho da equipe curatorial ao definir as atrações desta edição especial do Casa Virtual, que celebra os 31 anos  do complexo cultural. “A obra musical de Chico César é fortemente alicerçada na poesia e faz com que a celebração dos 31 anos mantenha uma relação com Mario Quintana. A participação da gaúcha Duda Brack reforça uma ligação afetiva com a Casa de Cultura. A presença dos dois artistas reafirma nossa dedicação em proporcionar ao público o contato com grandes nomes ao mesmo tempo em que buscamos repercutir o trabalho de jovens talentos”, comenta Groisman.

Casa Virtual Especial 31 anos da CCMQ – Chico César e Duda Brack
Quando: 25 de setembro | sábado
Horário: 20h
Onde: Instagram @ccmarioquintana

Parceiro de vida e de música de Luiz Melodia, Renato Piau faz homenagem ao artista

 

Renato Piau canta e conta Luiz Melodia acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite

O Espaço 373 apresenta Renato Piau canta e conta Luiz Melodia. Por quase 40 anos, o guitarrista foi um fiel escudeiro de Melodia. Além de acompanhá-lo em shows e gravações, Piau dividiu com ele a autoria de algumas músicas, entre elas: Fadas, Me Beija, Cuidando de Você, a famosa Cara a Cara e Este filme eu já vi, interpretada por Cássia Eller. O show acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite.

Com mais de 200 músicas gravadas por diversos artistas, seu trabalho foi citado em dezenas de livros sobre a história MPB, por autores como Ricardo Cravo Albin, Nélson Motta, André Diniz, Rodrigo Moreira, Euclides Amaral e Antônio Carlos Miguel, além das biografias de Sérgio Sampaio, Tim Maia, Zé da Velha & Silvério Pontes, Cássia Eller e, claro, de Luiz Melodia.

O tributo no Espaço 373 terá as participações especiais das cantoras Adriana Deffenti e Rita Zart. Além de cantar, Piau contará algumas histórias que marcaram quatro décadas de parceria com Luiz Melodia. O show ocorre às 21h e os ingressos custam R$ 55, pelo site da Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917.

O músico Renato Piau – Foto Felipe Giubilei/ Divulgação

O início da parceria

Foi na plateia do show Fa-Tal, de Gal Costa, no Teatro Tereza Rachel – atual Theatro NET Rio em Copacabana – que Renato Piau conheceu Luiz Melodia. Gal interpretava Pérola Negra e fazia o lançamento do compositor, descoberto por Jards Macalé e Wali Salomão, no Morro do Estácio. A partir daí, se tornaram mais do que amigos.

Quando assinou contrato com a Philips, a gravadora ofereceu uma casa em Jacarepaguá para que Melodia se dedicasse integralmente ao seu primeiro disco, Pérola Negra. Piau foi morar com o artista.

Entre 1974 e 1976, o guitarrista viveu em Brasília. De volta ao Rio de Janeiro, Renato Piau trabalhou com Chico Anísio e Arnoud Rodrigues, com quem compôs várias músicas para a dupla Baiano e Os Novos Caetanos. Ele também dividiu os palcos com Fagner, Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Sandra de Sá, Sérgio Sampaio, Tim Maia e sua Banda Vitória Régia, Zé Ramalho, Chuck Berry e Ron Carter.

A partir do Nós (1980), o guitarrista participou de todos os discos dele e shows, até Zerima (2015). “Melodia foi o homem mais lindo que conheci. Ele confiava muito em mim, cantava me olhando quando se sentia inseguro e eu dava as entradas (das músicas)”, relembra. Luiz Melodia morreu em 4 de agosto de 2017, em decorrência de um câncer.

SERVIÇO
Renato Piau canta e conta Luiz Melodia
Quando: 
1º e 2 de outubro | Sexta e sábado
Horário: 
21h (a casa abre às 19h)
Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
Ingressos: R$ 55 antecipado
Reservas pela plataforma Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917

 

Revelações da dança e da música, apresentadas pelo Ballet Vera Bublitz, no Theatro São Pedro

O cantor Pedro Coppeti, que já estrelou espetáculos da Broadway, e a cantora-mirim Valentina Corrêa, do The Voice Kids, estão entre os destaques das apresentações que ocorrem nos dias 25 e 26 de setembro.

A mais tradicional escola de dança do Estado, o Ballet Vera Bublitz (BVB), volta ao Theatro São Pedro para a IX Gala de Excelência em Dança. No palco, estrelas do canto e do ballet integram um espetáculo em 4 apresentações, às 10h30 e às 16h, nos dias 25 e 26 de setembro. Os ingressos estão à venda nas unidades da escola na Cel. Corte Real, 227, no telefone (51) 98590-0618, e na Cel. Lucas de Oliveira, 158, no telefone (51) 99933-3310.

Ator e cantor Pedro Coppeti, um dos convidados. Foto: Fabio Alt/ Divulgação
A cantora Débora Neto. Foto: Cicero Rodrigues/ Divulgação

Desta vez, a excelência em dança, que faz parte da trajetória de mais de 40 anos do Ballet Vera Bublitz, divide os holofotes com talentos da música. Um dos convidados é o ator e cantor gaúcho Pedro Coppeti, destaque nos palcos internacionais. Radicado em Nova York, Coppeti é formado em Teatro Musical pela The American Musical and Dramatic Academy (AMDA), com um currículo de diversas apresentações na Broadway, inclusive no lendário Carnegie Hall. Na IX Gala de Excelência em Dança, o cantor interpreta, nas apresentações de domingo, 26 de setembro, um trecho de O Corcunda de Notre Dame, ao lado da cantora gaúcha Débora Neto, destaque em festivais de música e que emocionou a plateia do espetáculo Os Miseráveis Experience, em 2019, no Theatro São Pedro.

A cantora Valentina Corrêa. Foto: Roque Rodrigues / Divulgação

Aluna do Ballet Vera Bublitz desde os 2 anos de idade, a cantora Valentina Corrêa, de 9 anos, também estará no palco. Ela brilhou na mais recente edição do The Voice Kids, em 2021. No espetáculo, Valentina vai cantar, no sábado, 25 de setembro, “Além do Arco-Íris”, do Mágico de OZ, acompanhada pelo pianista Tiago Lewis, pai da também aluna Olívia.

Alicia Sassi. Foto: César Rodrigues/Divulgação
Giovana Ryff. Foto: César Rodrigues/ Divulgação

Entre os bailarinos que compõem o espetáculo, revelações da dança que nasceram no Ballet Vera Bublitz, como Patrick Bublitz, Alicia Sassi, Catarina Kallfelz da Costa, Giovana Ryff, Isabela de Azevedo e Azevedo, Isabela Huyer, Julia Petry Quinto, Julia Xavier, Maiara Terra y Castro e Marina Miguel Starosta. Eles interpretam trechos de clássicos de ballets de repertório, como Gisele, Dom Quixote, Paquita, Quebra-Nozes e Bela Adormecida. “Nas apresentações, os bailarinos antecipam coreografias que serão apresentadas em festivais internacionais de dança de 2022”, revela a diretora Carlla Bublitz. Mesmo na pandemia, os bailarinos têm se dedicado com afinco para a dança, em aulas intensivas de segunda a sábado, para poderem brilhar nos palcos. “O alimento mais importante para os jovens é fazerem o que amam”, destaca Vera Bublitz.

Patrick Bublitz. Foto: Daniel Martins. Divulgação
Marina Miguel Starosta e Júlia Petry Quinto. Foto:_Daniel Martins/ Divulgação

 Agende-se:

XIX Gala de Excelência em Dança Ballet Vera Bublitz

25 de setembro (sábado): 10h30 e 16h
26 de setembro (domingo): 10h30 e 16h

Local: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre)

Capacidade: 170 lugares por espetáculo

Valor único: R$ 100

Ingressos antecipados:

  1. Cel. Corte Real, 227
    Whatsapp: (51) 98590-0618
  1. Cel. Lucas de Oliveira, 158

Whatsapp: (51) 99933-3310

Os ingressos também poderão ser adquiridos nos dias do espetáculo na bilheteria do Theatro São Pedro, dependendo da disponibilidade de assentos.

 

‘Preta Poesia Feminina’ leva aos palcos a produção de cinco poetas negras gaúchas

 

Quatro apresentações no estado do RS marcam a estreia do projeto Preta Poesia Feminina, que traz a atriz Silvia Duarte como protagonista de uma homenagem a cinco poetas negras gaúchas: Ana dos Santos, Delma Gonçalves, Isabete Fagundes Almeida, Fátima Farias e Lilian Rocha. Com produção executiva da montagem da obra teatral de Tulio Quevedo, trilha sonora de Alessandra Souza e direção cênica da diretora teatral Silvana Rodrigues, a montagem busca desmistificar o fazer poético como literatura falada. A estreia em Porto Alegre será no dia 18 de setembro próximo, às 20h, com transmissão pelas plataformas YouTube (Silvia Duarte Atriz Produtora).

 

A proposta conta, ainda, com apresentações online em três outras cidades e em asilos públicos de idosos no mês de setembro: Pelotas (19), Caçapava do Sul (20) e Caxias do Sul (21), sempre às 20h. Preta Poesia Feminina leva ao público poemas que dialogam com questões contemporâneas do universo das mulheres negras, ao mesmo tempo em que destacam o seu valor. A iniciativa pretende oferecer à população afro-brasileira das quatro cidades gaúchas um resgate de seu protagonismo. A peça oferece acessibilidade em libras. Este projeto é executado por meio do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

Peça será transmitida em Porto Alegre e em mais três cidades gaúchas. Fotos: Matheus Piccini/ Divulgação

Descobrindo a poesia

Ao referir-se à sua trajetória de amor à poesia, Silvia Duarte lembra que, em sua adolescência, escrevia poemas, mas o estranhamento que seus versos causavam a inibiu de prosseguir escrevendo. – Com o passar dos anos, em minhas leituras, percebi que não havia escritoras e poetisas negras. Em busca de saber se elas existiam, de conhecer seus poemas e suas narrativas e na tentativa de me identificar, não apenas na temática do feminismo, mas na condição de mulher negra, conheci Elisa Lucinda. Foi uma paixão. Mergulhei nos poemas dela, conta. Seguindo sua busca, leu Conceição Evaristo e fez do poema “Eu-Mulher”, da escritora mineira, o primeiro a ser apresentado publicamente. – Foi assim que decidi interpretar, como atriz, essas poesias que me tocavam, recorda.

 

Silvia Duarte destaca, ainda, outro momento importante em sua busca pelo que viria a se tornar o Preta Poesia Feminina. – Por indicação de minha irmã, passei a frequentar, na primeira terça de cada mês, o Sarau Sopapo Poético, tradicional evento de difusão da poesia realizado pela Associação Negra de Cultura, relembra. – Deparei-me com um grupo de homens e mulheres lendo poesias, algumas autorais e de autorias de diversos poetas e poetisas, todos negros, pois ali só era possível ler, declamar textos do nosso povo negro. Foi nestes constantes saraus que conheci Lilian Rocha, Isabete Fagundes, Ana dos Santos, Delma Gonçalves e Fatima Farias. Essas cinco mulheres poetisas, algumas compositoras, tão diferentes, mas tão potentes, me proporcionaram viajar no tempo e relembrar o que eu, por tanto tempo, havia negado em mim: a minha poesia, declara.

Trilha sonora é executada “ao vivo” por Alessandra Souza

Foi assim que a protagonista de Preta Poesia Feminista decidiu se aprofundar na obra das cinco autoras gaúchas. Com a pandemia e a luta dos trabalhadores da cultura por recursos emergenciais, uma das primeiras oportunidades foi o FAC Digital, que lhe possibilitou recursos para realizar uma live com poetisas negras, que chamou de Preta Poesia Feminina, embrião do atual projeto. – Com a abertura do Edital da Marcopolo, eu e o produtor executivo, Túlio Quevedo, decidimos transformar essa live em um espetáculo. Em setembro, serão cinco artistas gaúchas que estarão no palco por meio de suas poesias, com meu corpo, minha voz, como uma forma de homenagem e gratidão por suas existências, suas histórias e suas lutas, conclui.

 

Ficha Técnica:

Realização – Silvia D’Arte Produções

Produção Executiva – Timbre Produtora Cultural

Direção de Produção – Túlio Quevedo

Direção Cênica – Silvana Rodrigues

Trilha Original – Alessandra Souza

Atriz – Silvia Duarte.

Atriz / Musicista – Alessandra Souza

Cenografia – Criação Coletiva

Cenotécnico – Antônio Marcos de Oliveira (Pele)

Figurinos – Mari Falcão

Figurinos – Camila Falcão

Adereços – Ateliê Janah Amigurumis

Acessórios – Bela Oyá

Maquiagem – Alexsander Maker

Assessoria de Imprensa – Silvia Mara Abreu

Identidade Visual – Aline Gonçalves

Fotografia – Matheus Piccini

Iluminação – Miguel Tamarajo (Jaka)

Sonorização – Bruno Klein

Edição / Projeção de Mídia – Andres Costa

Captação de Imagem – MP Comunicação Audiovisual

Montagem / Finalização – Mario Costa

Tradução / Intérprete de Libras – Vânia Rosa da Silva

Acompanhe pelos canais de comunicação do projeto:
https://www.facebook.com/DUARTE176
https://www.facebook.com/Preta-Poesia-Feminina
Instagram – @silviadarteprod
YouTube – Silvia Duarte atriz e produtora
Site – https://silviadart.com/

SERVIÇO:

O Quê: Preta Poesia Feminina, espetáculo cênico com a atriz Silvia Duarte. Direção cênica de Silvana Rodrigues. Direção de produção de Túlio Quevedo.

Quando: Estreia dia  18 de setembro de 2021, sábado, às 20h, em Porto Alegre

Onde: Transmissão pelo YouTube (Silvia Duarte Atriz Produtora)

https://www.youtube.com/channel/UCPnJULJDWgZreurBPQ0Cdxw

 

Gênero: Livre | Classificação etária: 12 anos

Duração: 60 minutos

Recurso de acessibilidade: Libras

Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

“O Olhar da Cena”: o teatro captado pela fotografia em exposição nas galerias do Trensurb; veja as fotos

Abre nesta quarta-feira, 15 de setembro  “O Olhar da Cena”  exposição de fotos que ocupa, até 30 de outubro, os espaços culturais Xico Stockinger e Mario Quintana, nas estações Mercado e Rodoviária, do Trensurb, em Porto Alegre.

As  imagens que fazem parte de espetáculos integrantes do Palco Giratório Sesc em 2021.

Na exposição, são retratados os espetáculos :

“Interior”, pelo fotógrafo Caique Cunha (CE);

“Mini Cabaré Tanguero”, por Paula Carrubba (AL);

“O Circo a Céu Aberto”, por Cyntia C (RJ);

“Ícaro”, por Renato Domingos (RS);

“Salão”, por Isabela Bugmann (BA);

 

“Meia-Noite”, por Lívia Neves (PE);

“Enquanto a Chuva Cai”, por Allan Capdehourat (PR);

“Boquinha… e assim surgiu o mundo”, por Júlio Ricardo (RJ).

Estes e mais sete espetáculos serão transmitidos ao vivo pela Internet entre 30 de setembro e 16 de outubro, quando acontece a 23ª edição do Palco Giratório Sesc no País e 15ª edição no Rio Grande do Sul.

Além das apresentações de grupos de todas as regiões do Brasil, também serão realizadas ações formativas on-line, que terão inscrições abertas em breve no site www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio, além de quatro apresentações e uma instalação projetadas para surpreender a comunidade em espaços abertos de Porto Alegre.

Exposição “O Olhar da Cena”

Data: 15/09 a 30/10

Horário de visitação: todos os dias, das 5h às 23h20

Local: Galeria Mario Quintana (Estação Mercado do Trensurb) e Galeria Xico Stockinger (Estação Rodoviária do Trensurb)

Fotógrafos participantes: Júlio Ricardo (RJ), Allan Capdehourat (PR), Lívia Neves (PE), Isabela Bugmann (BA), Renato Domingos (RS), Diego Bresani (DF), Paula Carrubba (AL), Cyntia C (RJ) e Caique Cunha (CE).

Valor: A exposição é gratuita, porém é acessível apenas aos passageiros do metrô após a passagem pela catraca

Sinopse: A exposição “O Olhar da Cena” é composta por imagens que representam a diversidade e pluralidade encenadas nos palcos brasileiros.

Os registros de fotógrafos de diferentes regiões do país trazem a intensidade e a beleza da relação entre artistas e plateias.

A alegria e dinâmica do palhaço, o movimento detalhado dos corpos na dança, a expressão imponente e convincente do ator, trazem à memória os momentos inesquecíveis vividos pela experiência do teatro, da dança e do circo.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Exposição “ViCeVeRSa…pode não ser o que é” inaugura o V744 Atelier

“ViCeVeRSa…pode não ser o que é” dá título à exposição que inaugura o V744 Atelier, neste sábado, 18 de setembro, às 16h. Nesta mostra, a artista visual Vilma Sonaglio, idealizadora da iniciativa, apresenta trabalhos realizados  no último ano e meio, no contexto da pandemia.

 

– A pandemia impôs o isolamento social e afetou, de forma brusca, o modo como a humanidade vivia e se relacionava, ditando novos comportamentos, padrões e protocolos. O mercado cultural, porque depende da plateia e do público, sofreu diretamente este impacto, avalia Vilma Sonaglio. – Diante da percepção da arte como espaço de acolhimento e alívio, para além de sua importância social e econômica, os artistas, produtores e empreendedores culturais vêm buscando se adaptar a este momento, criando alternativas para viabilizar suas produções artísticas, observa.

 

Neste cenário, em que muitas galerias fecharam suas portas e muitos artistas migraram para o espaço digital, como possibilidade de divulgação, fruição e diálogo, nasce o V744 Atelier. Segundo Vilma Sonaglio, é um local para criar e expor arte contemporânea. Irá abrigar exposições de artistas convidados, mas também serão aceitas propostas de criadores que estejam desenvolvendo sua pesquisa e produção em todas as linguagens, com relevância, na arte contemporânea.

Obra “Transbordo “.

– Para a criação, tem o atelier de desenvolvimento de projetos artísticos, meus e de grupos de estudos com propostas de pensar a arte, explica Sonaglio. – O espaço de exposição vai abrir com uma mostra de meu projeto mais recente e, no futuro, assim que as condições permitirem, se destinará a todas as linguagens artísticas contemporâneas, antecipa. Destaca-se, ainda, uma área dedicada ao acervo de obras da artista.

 

– A intenção é expor arte contemporânea por meio de projetos e curadorias que pensem a arte como parte integrante da sociedade e da sua cultura, comenta. – É um enorme prazer poder proporcionar este espaço expositivo e de criação independentes, contribuindo com o sistema da arte contemporânea, reflete.

A exposição

ViCeVeRSa…pode não ser o que é” apresenta trabalhos realizados por Vilma Sonaglio no último ano e meio, no período da pandemia. A artista exibe três séries fotográficas que refletem metaforicamente seu pensar sobre este período de isolamento social. Trazem, também, questões de materialização do virtual; trabalhos criados para serem veiculados virtualmente são, agora, materializados, dando outro olhar para as obras. Ao todo, são 18 obras com dimensões variadas, desde 100cmx100cm até 50cmx50cm.

Obra “Sopro”.

Mestre em Artes Visuais  pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Vilma Sonaglio realizou exposições individuais e coletivas no Brasil, Alemanha e México. Como  principais distinções estão prêmio aquisição do Museu de Arte de Brasília, Prêmio Porto Seguro Pesquisas Contemporâneas, Prêmio Salão de Arte Sacra Contemporânea. Foi indicada ao Prêmio Açorianos. Hoje vive e trabalha na cidade de Porto Alegre.

 

A visitação será de quarta a sexta-feira, das 14 às 17h, de maneira espontânea. Outros horários serão contemplados com agendamento pelo direct do Instagram V744atelier.

 

Os visitantes devem seguir os protocolos de higiene, com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento pessoal. Um espaço externo auxilia nos protocolos de segurança.

SERVIÇO:

O Quê: “ViCeVeRSa…pode não ser o que é”, exposição de Vilma Sonaglio

Onde: V744 Atelier | Rua Visconde do Rio Branco, 744, Bairro Floresta, Porto Alegre-RS

Quando: Abertura 18 de setembro de 2021, sábado, das 16h às 20h.

Visitação de quartas as sextas, das 14h às 17h, de maneira espontânea. Outros horários serão contemplados com agendamento pelo direct do Instagram V744atelier.

Quanto: Entrada franca

Recomendação etária: 14 anos

Uso obrigatório de máscara e álcool em gel à disposição, assim como orientação para 2m de distância entre as pessoas.

Inscrições do II Festival Cinema Negro em Ação são prorrogadas até sexta-feira

O período de inscrições para a segunda edição do Festival Cinema Negro em Ação foi prorrogado até a próxima sexta-feira (17/9). A competição, realizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), selecionará obras audiovisuais produzidas por pessoas negras. O regulamento completo e o formulário de inscrição on-line e gratuita estão disponíveis no site da Sedac.

Em formato híbrido, o Festival acontece de 20 a 27 de novembro, integrado às comemorações do Cinquentenário do 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. A mostra contará com programação na grade da TVE-RS, na Cinemateca Paulo Amorim e na plataforma Cultura em Casa, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Contemplando videoclipes, videoarte, curtas-metragens e longas-metragens, no formato digital, de temática livre, o festival promove o protagonismo e o intercâmbio entre realizadores negras e negros que atuam com audiovisual por todo o mundo. Na primeira edição do Festival, realizada em 2020, foram 280 inscritos de todas as regiões do Brasil e, também, de Portugal, sendo considerado o maior evento afirmativo do setor audiovisual gaúcho.

Biblioteca Pública homenageia Dante Alighieri com projeção de imagens na fachada do prédio

No dia 24 de setembro (segunda-feira), a partir das 19h, o prédio da Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), terá suas paredes cobertas pela projeção de imagens em homenagem a Dante Alighieri. A ação faz parte da programação alusiva aos 150 anos da Biblioteca e aos 700 anos da morte de Dante Alighieri, falecido em Ravena, na Itália,  em 1321. Inicialmente marcada para esta segunda-feira (13/9), a atividade foi transferida em função da chuva.

Por meio de um show de mapping 3D, serão projetadas nas paredes da construção histórica imagens alusivas ao prédio e à obra de Dante na Biblioteca Pública, acompanhadas de texto de Rafael Bán Jacobsen, interpretado pelo ator Zé Adão Barbosa. A realização é da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública (AABPERS), com fotografia e produção de Celso Chittolina Filho e execução das empresas WOC Group e Visual Áudio e Vídeo.

Dante Alighieri (Florença, 1265 – Ravena, 1321) é considerado um dos mais importantes escritores da literatura universal e do renascimento literário e o maior escritor de língua italiana. Sua obra mais relevante é o poema intitulado “A Divina Comédia”, escrito no século 14 e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

A obra descreve uma viagem de Dante através dos três estágios. Primeiramente, é guiado pelo poeta romano Virgílio – símbolo da razão humana –, autor do poema épico Eneida, no Inferno e no Purgatório. Depois, no Paraíso, é levado pela mão de sua amada Beatriz – símbolo da graça divina.

A cultura de Dante 

A BPE tem em Dante Alighieri uma das figuras mais importantes da concepção de seu prédio, criado em 1912. A obra do autor recebeu destaque na idealização do local, com referências presentes em pinturas, mobiliário, bustos, ornamentos e acervo.

Na fachada da Biblioteca, o busto de Dante aparece ao lado de outros nomes importantes do pensamento, formando o Calendário Positivista. Os bustos vieram da Europa, feitos por encomenda para a inauguração do prédio, em 7 de setembro de 1922. O calendário Positivista consistia na representação de ícones de cada área do pensamento e era dividido em 13 meses. Cada mês apresenta um patrono responsável pela evolução da humanidade. Dante Alighieri é a quarta figura no prédio, representando o mês da Epopeia Moderna.

Referências a Dante e à Divina Comédia

Ao entrar no prédio, bem no fundo do Salão da Referência e Acervo Geral, a guarnição esculturada em madeira escura da Caixa do Elevador “Otis” é um dos trabalhos do escultor italiano Giuseppe Gaudenzi, com relevos que representam episódios dos Cantos da “Divina Comédia”.

No segundo piso, a sala que abriga o Acervo do Rio Grande do Sul possui o busto em mármore de Beatriz, de autoria do professor Besfi. Beatriz foi a musa de Dante e a sua paixão imortalizada nas páginas da Divina Comédia.

No Salão Mourisco, sobre duas colunas de madeira representando monstros dantescos, estavam colocados dois bustos de bronze, em tamanho natural, de Homero e Dante. Hoje, as mesmas colunas contêm os bustos de Borges de Medeiros e Julio de Castilhos.

Já o Salão Egípcio apresenta dois medalhões ovais, com pinturas a óleo de Beatriz e de Dante e inscrições de trechos da Divina Comédia.

Obras Raras

Além das edições mais recentes disponíveis para empréstimo, a BPE possui três edições especiais da Divina Comédia, no setor de Obras Raras: La divina commedia, de 1921, edição comemorativa, restrita a 1000 exemplares; O Inferno: Poema em 34 cantos, ilustrado por Gustavo Doré, de 1887; e La divina commedia di Dante Alighieri, em miniatura de 1911.

A Biblioteca Pública representa, em seu conjunto, um dos mais expressivos tributos ao escritor italiano.

 

SERVIÇO

O quê: Projeção alusiva aos 700 anos da morte de Dante Alighieri na Biblioteca Pública

Quando: 24 de setembro de 2021, das 19h às 21h

Onde: Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Riachuelo, 1190 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS)

Realização: Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado, Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul e Secretaria de Estado da Cultura