Fundação Iberê Camargo reabre as portas, depois de seis meses fechada, para exposição presencial

Depois de seis meses fechada, a Fundação Iberê Camargo reabre suas portas com a exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”. nesse sábado, dia 19. Ela é a primeira de caráter presencial desde o início de isolamento social imposto pela COVID 19.

Com curadoria de Denise Mattar e Gustavo Possamai, a mostra apresentará 37 cerâmicas e sete tapeçarias de grandes dimensões, obras que não são expostas há cerca de 40 anos e que estão espalhadas em coleções públicas e particulares de Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Acompanham a exposição cartões e gravuras e uma linha do tempo em referência à urdidura feminina que apoiou o trabalho do pintor ao longo de sua história.

Segue “O Fio”
Durante as décadas de 1960 e 1970, além de sua intensa produção em pintura, desenho e gravura, Iberê Camargo realizou trabalhos em cerâmica e tapeçaria. Eles respondiam a uma demanda do circuito de arte, herdada da utopia modernista que preconizava o conceito de síntese das artes; uma colaboração estreita entre arte, arquitetura e artesanato.

Com assessoria técnica das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, o artista realizou, nos anos 1960, um conjunto de pinturas em porcelana com resultados surpreendentes. Na década seguinte selecionou um conjunto de cartões que foram transformados por Maria Angela Magalhães em impactantes tapeçarias. “Esses trabalhos não apresentados ao público há mais de 40 anos estão espalhados em instituições e coleções particulares pelo país e até fora dele. É, portanto, uma rara oportunidade ver esse conjunto”, destaca a curadora.

Iberê Camargo durante exposição em 1983, em Porto Alegre — Foto: Martin Streibel/Fundação Iberê/ Divulgação

A mostra será complementada por uma cronologia ilustrada, chamada por Denise Mattar de “O Fio de Ariadne”, apresentando algumas das mulheres que marcaram presença na vida de Iberê. “A imagem do ‘Fio de Ariadne’ surgiu para mim como um insight, como uma referência à urdidura feminina que apoiava o artista, o guia que Iberê usava para sair da estrutura labiríntica de sua própria pessoa e obra. Com assombro, descobri o projeto Dédale, filme e exposição de Pierre Coulibeuf realizados em 2009, na Fundação Iberê. Não estamos, portanto, no domínio das coincidências, mas no das recorrências, dos potentes ecos suscitados pela contundente personalidade de Iberê Camargo – incluindo o prédio de Siza”, diz a curadora.

Na conhecida lenda grega, o herói Teseu consegue se salvar graças à Ariadne, que lhe dá um novelo de lã para guiá-lo no intrincado labirinto de Creta. O mito de Ariadne, que tem inúmeras interpretações filosóficas e psicológicas, mostra também como o apoio de uma mulher pode ser fundamental para a vitória do herói.

As mulheres são apresentadas por meio de fotos, biografias e depoimentos: a esposa Maria Coussirat Camargo; as artistas Djanira, Regina Silveira e Maria Tomaselli; a tapeceira Maria Angela Magalhães; as ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck; as gravadoras Anna Letycia, Anico Herskovits e Marta Loguercio; a escritora Clarice Lispector; a galerista Tina Zappoli; a produtora cultural Evelyn Ioschpe; a cantora Adriana Calcanhotto e a atriz Fernanda Montenegro.

Obra “Ciclista”, óleo sobre tela, de Iberê Camargo, do ano de 1990 — Foto: Fundação Iberê Camargo/ Divulgação

“O processo de pesquisa para obtenção de material para a linha do tempo evidenciou a recorrência da invisibilidade feminina. Nos deparamos com a precariedade de fotos e de textos de pessoas como Elisa Byington, Luiza Prado e da própria Maria Angela Magalhães. Mesmo uma personalidade atuante como Evelyn Ioschpe não dispõe de uma biografia de fácil acesso à consulta. A procura por fotos, informações e documentos nos levou a recorrer a arquivos de família e foi complementada por entrevistas em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro”, explica Denise Mattar.

A mostra, organizada numa curadoria conjunta de Denise Mattar e Gustavo Possamai, responsável pelo acervo da Fundação Iberê, resultou numa exposição que oferece algumas camadas de leitura ao público: apresenta uma faceta menos conhecida da obra de Iberê Camargo; demonstra a qualidade artística de cerâmicas e de tapeçarias – colocando em questão algumas convenções ultrapassadas do circuito de arte – e torna visível a rede feminina que sempre deu suporte ao artista, revelando as vozes de Ariadne.

A exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne” está disponível no Google Arts & Culture, no link:
https://artsandculture.google.com/exhibit/preview-iber%C3%AA-camargo%C2%A0%E2%80%93%C2%A0o-fio-de-ariadne/-gLSVUhYX-85LQ?hl=pt-BR

Novos horários da Fundação Iberê

Neste momento de retomada parcial, as visitas ocorrerão de sexta a domingo, das 14h às 18h (mais informações pelo telefone 51 32478000.

Nesta fase, em função dos altos custos para operacionalizar os cuidados sanitários, será necessária uma modalidade de contribuição à Fundação pelo Sympla:
– Visita mediada individual: R$ 20,00;
– Visita mediada dupla: R$ 30,00;
– Visita mediada em dupla + catálogo: R$ 40,00;
– Visita mediada em dupla + catálogo + estacionamento: R$ 70,00;
– Profissionais da saúde em geral terão acesso gratuito.

Serviço
Exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”
Abertura: 19 de setembro | Sábado
Visitação: 14h | 15h | 16h | 17h | 18h – 15 pessoas por grupo

 

China festeja aniversário da Revolução Comunista com música brasileira

China celebra aniversário da revolução comunista com temas da Bossa Nova. No 71º aniversário da  República Popular haverá um concerto gravado ao vivo dia 3 de outubro, às 20h do horário de Brasília, transmitido para o Brasil pelo canal por assinatura Music Box Brazil.

O projeto inédito busca “fortalecer os laços de reciprocidade, amizade e integração artística entre os dois países, em um gesto de solidariedade e parceria para o combate global à Covid-19”.

O festival evocará a orquestração do cancioneiro popular mundialmente conhecido de ambas as nações, com o lançamento do remix “Fragrância nos céus”, que une o clássico “Garota de Ipanema” (1962), de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com a folclórica “Flor de Jasmim”, uma das músicas  mais regravadas na China, criada no reinado do imperador Qianlong (1735 – 1796).

A produção foi criada especialmente pelo compositor Dai Bo, professor do Conservatório Central da China.

A obra dos bossa-novistas também será revisitada com “Chega de Saudade”, que se juntará a “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, no repertório.

O espetáculo de 45 minutos estará a cargo da Orquestra de Câmara do Conservatório Central da China, localizada em Beijing; Vivace Quarteto de Cordas, de Brasília; e Orquestra Maré do Amanhã, do Rio de Janeiro. Os músicos adotam os protocolos médico-governamentais de retomada das atividades de entretenimento, com trabalho remoto desenvolvido em suas respectivas cidades.

Assinam a realização e produção da iniciativa a Embaixada da China em Brasília e os Consulados-Gerais do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Recife. É a primeira vez que essas autoridades realizam evento conjunto para comemorar a Data Nacional da China. Também é a primeira vez que a celebração será totalmente online e transmitida para o grande público do Brasil.

SERVIÇO

Concerto China-Brasil

Quando: 3 de outubro, às 20h (Brasília)

Canal de TV por assinatura:  Music Box Brazil

Principais operadoras de TV: Claro HD (623), Claro (123) e Oi (145)

Duração: 45 minutos

Reprise: 8 de outubro, às 20h30 (Brasília)

Classificação indicativa: Livre

 

PROGRAMA

– PRELÚDIO

1. “Abertura festiva”, por Orquestra de Câmara

Melódica e apaixonante, esta peça integra elementos folclóricos de diferentes regiões da China e expressa a alegria com o advento de uma nova era. A imagem de união e harmonia entre os grupos étnicos compõe o retrato de uma sociedade em constante renovação.

MOVIMENTO I – COMPREENSÃO

2. “Noite de Primavera ao luar”, por Orquestra de Câmara

Inspirada no poema homônimo escrito por Zhang Ruoxu no século VII, esta peça, principalmente a cargo do alaúde chinês pípá, faz parte do repertório clássico da China. Com simplicidade e fluidez, descreve uma paisagem serena à beira de um rio, numa cena de inconfundível estética oriental.

3. “Aquarela do Brasil”, por Vivace Quarteto de Cordas

Escrita por Ary Barroso em 1939, é uma das canções brasileiras mais populares de todos os tempos. Tanto que ganhou interpretações e adaptações no mundo inteiro. É um hino à natureza generosa de um país e ao espírito caloroso de seu povo.

4. “Meu Coração Chinês”, por Orquestra Maré do Amanhã

Criada em 1982 para um cantor originário de Hong Kong, a letra fala das saudades de casa, relembrando dos rios e montanhas da terra distante. É considerada a canção que melhor expressa o amor dos chineses ao redor do mundo por sua pátria no ultramar.

MOVIMENTO II – CONVÍVIO

5. “Numa terra longínqua”, por Orquestra de Câmara

Composta por Wang Luobin, o Rei das Melodias do Oeste chinês, e adaptada para orquestra de câmara pelo jovem músico Li Bochan, esta peça que combina elementos musicais das etnias han, cazaque e uigur fala de uma história romântica na Rota da Seda.

6. “Chega de Saudade”, por Vivace Quarto de Cordas

Este marco inicial da bossa nova foi criado em 1958 por Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Em notas suaves, canta a melancolia de um amor à distância e a saudade de quem está longe.

7. “Marcha Radiante”, por Orquestra de Câmara

Inspirada da peça homônima de Liu Tianhua, um dos músicos chineses mais eminentes do século 20, a obra incorpora melodias da canção Minha Pátria. Utiliza compasso composto, harmonias complexas e outras técnicas para expressar o amor do compositor por seu país e a busca por um futuro melhor.

FINAL

8. “Fragrância nos céus”, por Orquestra de Câmara e Quarteto de Cordas – estreia mundial

MÚSICOS

Orquestra de Câmara do Conservatório Central da China

Criada em junho de 2018, esta orquestra composta por jovens instrumentistas de talento excepcional está entre os dez melhores grupos especializados em músicas folclóricas na China. Com a missão de promover o intercâmbio cultural com o mundo todo, já fez turnês em vários países da África e da América do Sul.

Vivace Quarteto de Cordas

O Quarteto de Brasília Vivace String Quartet pertence à Toccata Produções Artísticas e integrado pelos experientes músicos Kathia Pinheiro (1º violino), Regiane Cruzeiro (2º violino), Victor Bueno (Viola) e Francisco Orru (violoncelo). Os músicos fazem parte da renomada Orquestra Sinfônica do Theatro Nacional Cláudio Santoro.

Orquestra Maré do Amanhã

Criada em 2010 no Complexo da Maré, a maior comunidade na Zona Norte do Rio de Janeiro, a orquestra tem a State Grid Brazil Holding como mantenedora desde 2011. O projeto já musicalizou mais de 6.000 crianças, adolescentes e jovens de famílias de baixa renda. Grupo sinfônico de renome nacional, a orquestra se apresenta nos mais prestigiados palcos do Brasil.

 

 

Bloco da Laje lança online o clipe da música ‘Lá vem gente’, dia 25 de setembro

O texto abaixo, da jornalista Bebê Baumgarten, é do material de divulgação do evento:

“O lançamento será no ‘Bailão online da Primavera’, onde o pessoal poderá decorar sua casa, ousar nas maquiagens e fantasias e dançar juntinho com seu bloco do coração

O Bloco da Laje abre suas janelas e deixa o vento fresco da primavera sacudir a poeira, levar as folhas secas e secar a umidade do inverno pandêmico. Nesses tempos estranhos, é preciso se movimentar, estar vivo, se fazer presente, andar juntinho pra não se perder! Nesse espírito o grupo vai em frente, de live em live, mostrando sua produção, criando, re(inventando). E o próximo passo será na pista de dança da sua casa, com direito a fantasia no capricho, Djs, e toda a animação que a galera da Laje sabe propor.

28/01/2018 – Porto Alegre, RS – Saída Oficial do Bloco da laje, na Vila do IAPI. Foto: Guilherme Santos

Bailão online da Primavera. É isso mesmo. Uma festa da Laje de corpo presente, reunindo os amigos numa proposta bem lajuda. Além de matar um pouquinho as saudades, essa festa também vai ser palco de um momento muito especial: lançamento do clipe da música ‘Lá vem gente’, gravada já nos tempos de quarentena. E, de quebra, a Laje tá preparando algumas atrações e brincadeiras que em breve serão divulgadas.

A proposta é se fantasiar, se pintar, decorar no seu espaço e curtir a distância mais pertinho.

Saída Oficial do Bloco da Laje, na Vila do IAPI. Foto: Guilherme Santos

Lançamento do clipe 

Dia 25 de setembro, a partir das 21h

Plataforma Zoom

Escolha o espaço mais querido da sua casa pra brincar com os amigos!!!

Ingressos

1º lote R$ 10 (+ taxa Sympla)

2º lote R$ 15 (+ taxa Sympla)

Na hora R$ 20 (+ taxa Sympla)

Pra comprar: https://www.sympla.com.br/bailao-online-da-primavera-da-laje__972957

O evento vai rolar pela plataforma Zoom e tem duas coisas importantes que destacamos pra você:

* precisa ter o aplicativo Zoom instalado no computador ou no celular pra poder entrar no evento;

* o e-mail para acessar o evento precisa ser o mesmo usado para a compra do ingresso no Sympla”

SMC inicia divulgação das contrapartidas dos Editais Emergenciais de Auxílio à Cultura

 

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) começa a partir desta sexta-feira, 18, a divulgação nas redes sociais, dos primeiros projetos premiados nos editais Emergenciais de Auxílio à Cultura. Profissionais e projetos de espaços culturais das áreas de literatura, cinema, audiovisual, teatro, dança, artes plásticas, artes populares e circo foram contemplados pelos editais. Serão 310 produções disponibilizadas on-line.

Os editais foram lançados com o objetivo de contribuir com o setor artístico, que está sendo impactado pela pandemia do novo coronavírus. A iniciativa premiou propostas de pessoas físicas, como artistas, técnicos e produtores da cadeia cultural, além de pessoas jurídicas da cadeia produtiva, com ou sem fins lucrativos. Ao todo, serão investidos R$ 575 mil.

Cristiano Souto Sant’Anna. Pinlux/ Divulgação

Programação inicial

Música

Pâmela Amaro Fontoura – Aos nossos Compositores

Vídeo (25 min)

Sexta-feira, 18, às 20h

facebook.com/coordmusica

Apresentação musical em vídeo. Pâmela cantará e tocará em homenagem “Aos Novos Compositores”. A proposta visa mostrar a riqueza das produções musicais atuais no estilo do samba, mostrando uma importante oxigenação do gênero e potencializando sua existência em Porto Alegre. Portanto, o repertório consiste de sambas de compositores e compositoras de Porto Alegre, preferencialmente vivos, a fim de divulgá-los e homenageá-los em vida cantando suas produções e dando visibilidade ao samba produzido no sul do país.

Evandro Cardoso – Clube do Pandeiro de Porto Alegre – 10 anos de História

Vídeo 25 min.

Sábado, 19/09, às 18h

facebook.com/coordmusica

Apresentação virtual em formato oficina/mini doc, com duração de 25 minutos, contando a trajetória do Ponto de Cultura CPPA (Clube do Pandeiro de Porto Alegre) desde 2010.

Emmanuel Idowu Akinruli – Oficina de Percussão com Ìdòwú Akínrúlí

Live

Domingo, 20/09, às 18h

facebook.com/coordmusica

Oficina on-line de percussão sobre a cultura Yorùbá com instrumentos tradicionais. A oficina não possui restrição de idade e tem a  duração de 1h30. Serão trabalhados aspectos históricos, rítmicos e técnicos dos instrumentos tradicionais do povo Yorùbá como família do Bàtá, Gángan, Gúdúgúdú, Ẹwọ́ e Agogo.

André Paz Peres – Canção Involuntária.

Vídeo

Segunda-feira, 21, às 20h

www.facebook.com/coordmusica

Criação e apresentação de um vídeo a partir de mensagens de voz de WhatsApp para ser veiculado na internet sob o nome de Canção Involuntária.

Wagner Menezes – O som da fleuma

Video

Segunda-feira, 21, às 20h

www.facebook.com/coordmusica

Composição musical intitulada O Som da Fleuma a partir do movimento captado em vídeo sem som da pesquisa corporal da bailarina Patricia Nardelli.

Mario Bittencourt Ferreira – A Flor Et

Live

Quarta-feira, 23, às 21h

Youtube http://bit.ly/FlorET

Live A Flor Et trabalhando com projeções, pinturas corporais, luzes e figurinos e um pequeno vídeo short film de 20 minutos making off da produção desta live.

Artes Plásticas

Claudia Hamerski – A periferia do desenho: um olhar sobre o processo e proposições

Vídeo  (25 min)

Segunda-feira, 21

https://www.facebook.com/artesplasticaspoa

www.facebook.com/claudia.hamerski

Narrativa audiovisual na qual a artista aborda sua produção e seu processo criativo em desenho. Através da exposição de obras e processos de ateliê, apresenta o desenvolvimento de uma pesquisa artística em desenho, abordando conceitos teóricos e a prática envolvida no ato criativo. Ao longo dessa apresentação, também são trabalhados desdobramentos possíveis, a partir das obras e de uma abordagem do desenho e sua prática como modo de expressão artística, através de proposições ao público espectador”.

Xadalu  – Arte Pública – Rua como Museu a Céu Aberto

Domingo, 20,  às 17 horas

www.instagram.com/xadalubrasil

Live do Artista Visual urbano Xadalu Tupã JeKupé abordando a arte como fator político e ativista, trazendo os desdobramentos de suas experiências no Brasil e exterior, tendo o trânsito entre ruas, galerias e museus. Mostra como a arte pública tem uma grande potencial em atingir todas as camadas sociais pois a sua instalação se faz nas ruas dos  grande centros urbanos, sendo seu trabalho considerado movimento pós grafite, chamado movimento sticker art, que utiliza adesivos e cartazes para passar uma mensagem. O artista também fará na live uma sessão comentada de suas obras que se tornando ícones nas ruas de Porto Alegre, obras como Área Indígena, Seres Invisíveis, Fauna Guarani, Invasão colonial meu corpo nosso território serão comentadas e discutidas com o público, que poderão fazer as perguntas antes da live que serão selecionadas nas redes sociais do artista.

Julha Franz –  Estética do Grito

Videoaula  (30 minutos)

Quarta-feira, 23, às 14 horas

www.facebook.com/atelierlivrexicostockinger

Instagram: @alivrepoa

Youtube: Youtube: http://bit.ly/AtelierLivreXS

Aborda a intersecção da cultura Pop e da arte contemporânea, usando como ponto de partida movimento estéticos de subcultura que ditaram moda nos anos 70, 80 e 90 e emergiram de ambientes noturnos disruptivos de entretenimento. A essência da videoaula é estudar como a moda e a maquiagem podem ser usadas como ferramentas criativas não só para criar tendências, mas também para questioná-las e criar trabalhos poéticos potentes e revolucionários no ambiente da arte contemporânea.

Camila Pereira Santos-  Produção de um caderno artesanal: da xilogravura à encadernação

Terça-feira, 29, e em outubro – terça-feira, 6, Sábado, 13,  e Sábado,  20, às 14 horas

facebook.com/atelierlivrexicostockinger

Instagram: @alivrepoa

Youtube: Youtube: http://bit.ly/AtelierLivreXS

Oficina contendo uma série de vídeos apresentando a técnica da xilogravura, da produção de uma matriz até a impressão e como a gravura pode ser utilizada para a criação de um caderno artesanal. O projeto será disponibilizado no formato vídeo e se dividirá em 4 partes de 5 a 7 minutos – que podem ser  comprimidas em um único vídeo se for preciso – contendo o processo de entalhe, a impressão da capa, a montagem do caderno e a encadernação do mesmo.

Cristiano Souto Sant’Anna –  Pinlux

Quarta-feira, 7, 14h

Videoaula (30 minutos)

facebook.com/atelierlivrexicostockinger

Instagram: @alivrepoa

Youtube: Youtube: http://bit.ly/AtelierLivreXS

O processo de construção de uma câmera fotográfica pinhole, revelação do negativo em preto e branco e posterior reprodução a partir de um smartphone com aplicativos gratuitos. Pinhole é um tipo de fotografia que se faz utilizando qualquer caixa hermeticamente fechada e fazendo um pequeno furo em um dos lados. Essa técnica remonta a antiguidade e se chama princípio da câmera obscura. Foi utilizada por pintores e é a base física que possibilita o surgimento da fotografia.

Dança

Divulgação a partir da segunda-feira,  de 28,  na página do Facebook do Centro de Dança.

https://www.facebook.com/centromunicipal.dedanca

Trabalhos apresentados de 28/09 a 02/10

Adriano Oliveira Soares –  Criação de trilha sonora para dança

Videoaula

Anette Lopes Lubisco

Videoaula

Aula de dança da técnica de jazz de estilo contemporâneo.

Ângela Ferreira da Silva

Videoaulas

Aulas de Ballet Clássico completas nos níveis básico e intermediário. Master Class que explica os exercícios, a execução dos mesmos e correções técnicas.

Daniel Silva Aires –  Challenge ou o quê?

Vídeo

Vídeo de dança que busca confrontar de forma descontraída os estados de dança presentes nos aplicativos de massificação de conteúdos audiovisuais como o TikTok.

Daniele Luciana Zill Heuert – Andrea Del Puerto – trajetória de uma artista ‘puerto’alegrense

Vídeo

Documentário  com três episódios de (até) 10 minutos.

Fellipe Santos Resende

Video

Vídeo em formato de depoimento de trajetória de vida e de carreira sobre o bailarino, coreógrafo e professor de dança Eduardo Severino.

OSPA Live destaca repertório de Mozart e Dvořák, no próximo sábado

A história de dois dos principais expoentes da música de concerto é destaque na 21ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (19), às 17h, instrumentistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e um convidado atravessam o perído Clássico e Romântico, respectivamente, com Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), e Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, de Antonín Leopold Dvořák (1841-1904).

A apresentação fica a cargo do quarteto formado por Henrique Amado (flauta), Bruno Esperon (violino), Leonardo Bock (viola) e Philip Gastal Mayer (violoncelo). O recital é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da orquestra, diretamente da Casa da OSPA, e tem direção artística de Evandro Matté.

Foto: OSPA/ Divulgação

 Repertório

Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Mozart, é o primeiro de três quartetos elaborados para o flautista amador Ferdinand de Jean; a composição, de estilo Clássico, transita de uma melodia alegre para um assombro romântico, chegando a um desfecho astuto, com conjuntos de eco. Já Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, conhecido também como Quarteto Americano, é a principal música de câmara de Dvořák, cuja composição reúne elementos multiculturais, inspirado na cultura dos índios, dos negros e na própria nacionalidade tcheca do compositor..

OSPA Live

Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Solange Brum-Sedac/ Divulgação

SERVIÇO: OSPA LIVE

Quando: 19 de setembro de 2020, às 17h

Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

Acesso em bit.ly/ospalive21

Programa:

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Quarteto em Dó Maior, K 285

I. Allegro

II. Andantino

III. Adagio

IV. Allegro

Antonín Leopold Dvořák (1841-1904)

Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96

I. Allegro ma non troppo

II. Lento

III. Molto Vivace

IV. Vivace ma non troppo

INTÉRPRETES:

Henrique Amado (flauta)

Bruno Esperon (violino)

Leonardo Bock (viola)

Philip Gastal Mayer (violoncelo)

Evandro Matté (Direção Artística)

 

 

“Luz Oriental”, exposição de Kenji Fukuda, no espaço virtual e físico da Galeria Bublitz

A Bublitz Galeria de Arte inaugura no próximo sábado, dia 12 ,  a exposição “Luz Oriental”, com obras do artista Kenji Fukuda, considerado o principal representante do abstracionismo no Brasil. A exposição estará disponível no link  virtual.galeriabublitz.com.br.

 A mostra apresenta 25 peças, entre clássicas e inéditas, do artista que conquistou o reconhecimento do Brasil e do mundo e hoje é um dos mais valorizados da atualidade. “Nas minhas obras, busco contemplar três características: a harmonia das cores, o equilíbrio das formas e a sensibilidade”, sintetiza Fukuda.

Fotos: Daniel Martins/ Divulgação

O artista foi responsável pela criação do monumento comemorativo dos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e a obra de 15 metros de altura e cinco toneladas ainda está na Barra da Tijuca, na capital fluminense. Suas peças já estiveram em diversos espaços no Brasil, na Alemanha, na França e nos Estados Unidos e podem ser conferidas em algumas das principais galerias de arte do País.

A exposição de Kenji Fukuda é a segunda da Bublitz Galeria Virtual de Arte, inaugurada em julho, com obras do artista gaúcho Marcelo Hübner.  É a primeira galeria do País a permitir uma experiência online imersiva, em que é possível passear pelos ambientes da exposição e ver detalhes e as informações de cada obra.

A versão virtual do espaço cultural tradicional de Porto Alegre, a Bublitz Galeria de Arte, fundada há mais de 30 anos, foi uma alternativa para continuar dando visibilidade a grandes nomes da arte nacional que fazem parte do acervo da galeria. Além de Fukuda e Hübner, já estão programadas exposições com Inos Corradin e Vitório Gheno, entre outros artistas contemporâneos.

Quem estiver na capital gaúcha também poderá conferir as obras pessoalmente. A galeria, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco, está funcionando, de segunda a sábado, de acordo com os protocolos de segurança definidos pelo município e pelo Estado.

Exposição “Luz Oriental” – Kenji Fukuda

Período: 12 de setembro a 12 de outubro

Bublitz Galeria Virtual de Arte: virtual.galeriabublitz.com.br

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

Horário: 10h às 18h de 2a a 6a-feira, 10h às 13h aos sábados

 

 

Márcio Machado denuncia “Dinastia Bolsonaro” com trono feito com ossos, em Paris

 

O artista visual brasileiro Márcio Machado, que vive em Paris desde 1972, criou a escultura de um trono totalmente construído com ossos e denominado por ele “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro”. A obra critica a postura do presidente brasileiro Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus. Ela fica exposta em Paris durante três dias.

O mandatário adotou atitudes anticientíficas que contribuíram para que o país seja o segundo mais atingido no mundo pela Covid-19 em números absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem em Bolsonaro um aliado. O Brasil chega ao mês de setembro somando mais de 121 mil mortos e rondando os 4 milhões de contaminados confirmados.

Márcio Machado também produziu uma pintura a partir da escultura do trono feita com ossos. Foto de divulgação do arquivo do artista

O trono que o gaúcho Márcio Machado está expondo na Praça Saint-Michel é composto por tíbias e omoplatas de boi. Sua visualização causa impacto não só pelo inusitado do suporte, como também pelo tamanho de 2 metros de altura e pelo resultado estético. As articulações são folheadas a ouro.

“O trono é um símbolo representativo do poder político e, feito com ossos, evoca a morte”, diz o artista, que também mostrará na praça uma tela pintada a partir da escultura do trono. Sempre que produz uma escultura, ele a retrata em tela, e vice-versa. Márcio tem no currículo a distinção de ter sido o primeiro brasileiro convidado a expor uma obra de arte no Centro Beaubourg-Georges Pompidou, em 1977.

A denominação “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro” alude ao presidente e seus três filhos políticos, o senador Flávio (investigado pela prática de “rachadinha”), o deputado federal Eduardo (investigado por fake news) e o vereador Carlos (investigado por “rachadinha” e fake news).

Fonte São Michel – Foto Carlos Delgado/ Divulgação

Escultor e pintor, Márcio amplia ainda mais seu protesto na praça por meio de um caixão de defunto que decorou com uma “parafernália” de acessórios dourados e que reforça a reprovação do morticínio causado pela má gestão da Covid-19 no Brasil. “Estou apresentando a série Obras Engajadas e Recentes a convite da Fundação Julieta Vargas de Lima, de Paris, São Paulo e New York, sendo que mostras na capital paulista e na cidade norte-americana estão em discussão”, diz ele.

Impeachment

Márcio mobilizou a comunidade brasileira residente na capital francesa para os três dias do Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro: sábado 5, domingo 6 e segunda, o 7 de Setembro, data da Independência do Brasil. Nos três dias, serão coletadas assinaturas em favor do impeachment de Bolsonaro. No dia 7, em razão da efeméride nacional, o protesto também abrirá espaço para a celebração ao melhor estilo brasileiro, com música e dança e a reivindicação de uma “nova e verdadeira independência, sem submissão aos Estados Unidos de Donald Trump”, defende Márcio.

No início da crise sanitária, Bolsonaro classificou o coronavírus de “gripezinha”, depois não respeitou o distanciamento social e o uso de máscara e propagandeou o uso da hidroxicocloroquina – droga sem comprovação científica -, além de ter exonerado dois médicos do cargo de ministro da Saúde e colocado na vaga um general sem especialização, entre outros equívocos apontados por seus críticos.  No campo político, o presidente apoiou atos públicos antidemocráticos a favor do fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário, é hostil ao trabalho da imprensa e despreza a cultura e as artes.

Amazônia e índios dizimados

Na opinião de Márcio, a situação do país “é surreal”. Afora a pandemia, “a Amazônia queima por todos os lados e os índios são dizimados no mapa do genocídio, ao mesmo tempo que a população é reduzida ao simples papel estatístico de velhos, pobres e negros, isso tudo em um ambiente de desprezo à Constituição”. Para o artista, os filhos de Bolsonaro “brincam de presidente, dão instruções absurdas e alimentam mentiras, fake news, com os ministros militares às suas ordens e submissos”.

O artista gaúcho Márcio Machado em seu ateliê. Foto: Divulgação

Vida e carreira

Márcio trocou o Brasil pela França em meio ao regime militar que vigorou em seu país de origem durante 21 anos (1964/1985). Ele emigrou junto com um grupo de amigos, entre eles o jornalista e escritor Caio Fernando Abreu (1948/1996).

O artista manteve-se informado sobre a política nacional. Suas preocupações quanto à estabilidade democrática aumentaram a partir da eleição de Bolsonaro, que tomou posse em janeiro do ano passado. O risco de retrocesso institucional no Brasil tornou-se uma séria possibilidade, embora a maioria da população preze a democracia.

Paralelamente às artes plásticas, Márcio Machado trilhou carreira também nas artes dramáticas, iniciada em Porto Alegre, no então Centro de Artes Dramáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e desenvolvida em Paris como produtor, diretor, ator e formador de atores.

Durante 15 anos, ele manteve em Paris a sua própria escola de arte dramática, na qual recebia alunos locais e de outros países, como Estados Unidos e Japão. Como convidado, ministrou masterclasses na conceituada Unirio, no Rio de Janeiro, por exemplo.

SERVIÇO

 O quê: Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro

Quando: 5, 6 e 7 de setembro de 2020, das 10h às 19h

Onde: Praça Saint-Michel, em frente à Fonte Saint-Michel, no bairro Quartier Latin

 


Prefeitura da capital regulamenta aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc

A Prefeitura regulamentou, nesta sexta-feira, 14, os procedimentos necessários à aplicação dos recursos recebidos através da Lei Federal 14.017 (Lei Aldir Blanc). O decreto foi publicado na edição da sexta-feira do Diário Oficial de Porto Alegre. A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) executará diretamente os recursos recebidos. Também ficam criados o Grupo de Trabalho, denominado Força Tarefa Municipal, e o Comitê Gestor Artístico, que irão auxiliar no processo.

A Força Tarefa é composta por representantes da Prefeitura, Câmara Municipal e Secretaria da Cultura do Estado. Entre suas atribuições estão realizar as tratativas necessárias junto aos órgãos do governo federal responsáveis pela descentralização dos recursos, em alinhamento com o governo do Rio Grande do Sul e com o Legislativo Municipal. Também deverá acompanhar as etapas de transferência direta dos recursos do governo federal para o Município.

Já o Comitê Gestor Artístico é composto por representantes da SMC e da sociedade civil, contemplando diversos segmentos do setor cultural. O comitê, entre suas atribuições, deverá subsidiar o Executivo Municipal na elaboração de estratégias, diretrizes e princípios para a descentralização dos recursos da Lei Aldir Blanc, contribuir para implementação e execução no âmbito municipal e também acompanhar a aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc.

A Lei de Emergência Cultural 14.017, que ficou mais conhecida como Lei Aldir Blanc, vai destinar R$ 155 milhões ao Rio Grande do Sul para trabalhadores da cultura e espaços culturais fortemente afetados pela pandemia do novo coronavírus. Do valor, R$ 70 milhões irão para o Estado e R$ 85 milhões serão distribuídos aos municípios gaúchos, sendo aproximadamente R$ 9,2 milhões para ações que compreendam o auxílio emergencial a espaços culturais da Capital e lançamento de editais e outros mecanismos de apoio à cadeia econômica da cultura.

Cabíria Festival-Mulheres & Audiovisual tem segunda edição confirmada, em ambiente online

 

 

O Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, em razão da pandemia de Covid-19, terá a sua segunda edição em ambiente online, de 18 a 29 de novembro. Com isso, o evento amplia seu alcance e estará disponível a quem se interessar em todo o país. No mesmo formato virtual, acontece em seguida o  Cabíria LAB de 30 de novembro a 5 de dezembro, ação voltada para as finalistas do Cabíria Prêmio de Roteiro. Toda a programação será gratuita.

Criado para somar ao debate e ações em prol à igualdade de gênero e diversidade na cadeia produtiva do audiovisual, em consonância com diversas iniciativas ao redor do mundo, sua primeira edição foi realizada em 2019, no Rio de Janeiro, com financiamento coletivo, parcerias e voluntariado. Desafiadora, a edição resultou em cinco dias de atividades gratuitas, com uma rede de 70 cineastas, 35 filmes, seminário com painéis, oficinas e masterclass, envolvendo 16 instituições/empresas do setor.

Lógica da ampliação

O evento é uma expansão do Cabíria Prêmio de Roteiro que desde 2015 incentiva a valorização de roteiristas mulheres e protagonistas inspiradoras, sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”. Neste ano, na 5ª edição da premiação, as ações afirmativas ampliaram-se ainda mais através da gratuidade para roteiristas negras, indígenas, mulheres PcD (pessoas com deficiência) e pessoas trans nas quatro categorias de premiação: Piloto de série documental (nova); Longa-metragem de ficção; Argumento infantojuvenil de longa ficção; Piloto de série de ficção.

Encerradas em 31 de julho, as inscrições resultaram em 267 roteiros/argumentos submetidos, sendo 20% de gratuidade para roteiristas dos grupos acima identificados. Os prêmios se convertem, principalmente, em consultorias e laboratórios e, em cada categoria, serão direcionadas ao menos duas vagas para roteiristas negras e indígenas.

O Festival também se orienta pela lógica de ampliação da representatividade em termos de gênero, raça, cor, sexualidade e território. Ao público será oferecida uma ampla programação de obras de cineastas mulheres com sessões de longas e curtas-metragens, debates com as realizadoras, além de painéis, oficinas e masterclasses diversas, voltados para estimular a rede de cineastas mulheres, enriquecer a formação profissional das participantes e provocar reflexões.

Para Marília Nogueira, da Ipê Rosa Produções, e Vânia Matos, da Laranjeiras Filmes, realizadoras do festival, “o evento reforça a importância não apenas da equidade de gênero nos espaços de trabalho, mas também a do protagonismo feminino em suas próprias histórias. No contexto do audiovisual, a iniciativa soma à luta para que mulheres tenham vez e voz ao contar suas vivências, seja escrevendo roteiros, dirigindo projetos ou atuando em personagens de destaque. Já fora das telas, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual promove o reflexo desse empoderamento na vida pessoal de cada mulher, incentivando e respeitando seu direito de escolha, suas experiências e demandas”, ressaltam.

Além disso, diante dos cortes dos financiamentos públicos e privados à cultura e da constante ofensiva ao setor promovida pelo governo federal, intensificadas pela pandemia do Covid-19, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual reúne profissionais mulheres para resistir e reagir. A ideia é pensar alternativas para desenvolver projetos, resguardar os empregos gerados pela indústria do audiovisual e manter ofertas de programação para o público.

PARCERIAS

O festival conta com diversas parcerias, entre elas: Embaixada da França no Brasil, Goethe Institut, Instituto Alana, Videocamp, Spcine, Projeto Paradiso, Tertúlia Narrativa, ETC Filmes, Capital Cinema Cultural Exchange, Cardume Curtas, FRAPA – Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, ROTA – Festival do Roteiro Audiovisual, Serie_Lab, Selo ELAS, Hysteria, Mubi, LATC, ABRA, Wifit Brazil, Imprensa Mahon, entre outras.

SOBRE O PRÊMIO CABÍRIA

Idealizado por Marília Nogueira sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”, o Prêmio Cabíria foi lançado em 2015. Seu nome resgata uma célebre personagem de Federico Fellini no filme “Noites de Cabíria”, eternizada pela atriz Giulietta Masina. Sua criação colocou em pauta três objetivos principais: estimular roteiristas a criarem histórias com protagonistas mulheres relevantes, diversas e inspiradoras; converter o prêmio em um selo de qualidade para os projetos premiados, visando a ampliação das suas chances de encontrar financiamento e chegar às telas; e contribuir para o aumento de oportunidade e visibilidade a roteiristas mulheres. Em suas quatro edições (2016-2019), o prêmio recebeu inscrições de 427 roteiros protagonizados por mulheres, realizou duas bem-sucedidas campanhas de financiamento coletivo e distribuiu R$40 mil em prêmios.

 

Quatro grande nomes da artes visuais do sul conversam com Liana Timm

A série especial GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL estreia no dia 8 de setembro, às 15 horas, com o curador e crítico de arte Jacob Klintowitz no podcast ARTEemSINTONIA, produzido e apresentado pela artista multimídia Liana Timm. Serão quatro episódios com artistas gaúchos e um crítico de arte. Além de Klintowitz, participam Simone Michelin, Walmor Corrêa e Carlos Vergara. Para conferir os episódios, basta acessar o link: salvesintonia.com.

O podcast ARTEemSINTONIA iniciou em dezembro de 2019 e sua programação é integralmente voltada às artes visuais. “A série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL é uma forma de homenagear os artistas que levam a produção artística do Estado para o Brasil e para o mundo”, destaca Liana Timm.

Jacob Klintowitz é o primeiro entrevistado. Foto: Divulgação

Jacob Klintowitz, que abre a série no dia 8 de setembro, nasceu em Porto Alegre e alcançou notoriedade como curador e crítico de arte.

Já escreveu perto de 5.000 artigos para jornais e revistas e mais 150 livros sobre arte e artistas. Foi conselheiro do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do Museu Judaíco de São Paulo. Ganhou duas vezes o “Prêmio Gonzaga Duque”, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), e foi homenageado duas vezes pela instituição por sua intensa atividade cultural.

Simone Michelin falará de seu trabalho com arte eletrônica. Foto: Divulgação

Simone Michelin será a entrevistada do dia 22 de setembro, às 15 horas.

Natural de Bento Gonçalves, Simone é mestre em Artes Visuais pela UFRJ e doutorando do Centro de Ciência, Tecnologia e Pesquisa da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.

Foi uma das pioneiras do videoarte no Brasil. Conquistou o Prêmio de Fotografia do “X Salão Carioca, Rio Arte” e o prêmio “Artista Pesquisador”, pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro.

Artista multimídia, desenvolve pesquisas e curadorias no campo da arte eletrônica.

Walmor Corrêa tem um trabalho que faz interação entre arte e ciência.Foto: Divulgação

Walmor Corrêa participa do podcast no dia 6 de outubro, às 15 horas.

Natural de Santa Catarina, Corrêa fez sua carreira no Rio Grande do Sul, e é um dos artistas brasileiros contemporâneos mais reconhecidos, nacional e internacionalmente, por desenvolver um trabalho norteado pela interação entre arte e ciência.

Nos corpos estranhos, poeticamente produzidos em sua arte, apresenta, entre outros, uma possível materialização dos mitos e personagens do folclore que povoam o imaginário do Brasil há mais de 500 anos.

Carlos Vergara encerra a série. Foto: Divulgação

Carlos Vergara encerra a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDO SUL no dia 20 de outubro, às 15 horas.

Natural de Santa Maria, gravador, fotógrafo e pintor, Vergara transferiu-se para o Rio de Janeiro, na década de 50. É conhecido como um dos principais representates do movimento artístico da Nova Figuração do Brasil.

Em sua trajetória, acumula prêmios, atua como artesão de joias, cenógrafo de peças teatrais, observa o Carnaval como objeto de pesquisa e atua em colaboração com arquitetos realizando painéis para edifícios, aplicando técnicas de artesanato popular.

Para a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL, Liana Timm une duas de suas grandes paixões: as artes visuais e o rádio.

Artista multimídia reconhecida pela aplicação de técnicas digitais em suas obras, Liana iniciou sua história com rádio fazendo comentários semanais sobre artes visuais no Centro de Difusão da UFRGS. Depois, produziu e apresentou o programa Itapema Arte, da Rádio Itapema, aos sábados, às 11 horas. Foi também editora de artes visuais da Rede Bandeirantes, onde produziu dois programas: Artnews e Rádio Arte.

Desde dezembro de 2019, produz e apresenta o podcast ARTEemSINTONIA no link salvesintonia.com.

Série Grandes Nomes da Arte do Rio Grande do Sul

  • 8 de setembro, às 15 horas – Jacob Klintowitz
  • 22 de setembro, às 15 horas – Simone Michelin
  • 6 de outubro, às 15 horas – Walmor Corrêa
  • 20 de outubro, às 15 horas – Carlos Vergada