Casal Ricardo Giugliani e Marla Trevisan leva Aberto Espaço Cultural para a Serra

Nem só de turismo, gastronomia, lazer e natureza vive São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra. A partir do dia 1º de julho a cidade incluirá no seu rol de atividades um espaço cultural inédito na região, dedicado à arte e à promoção de obras do artista Ricardo Giuliani e gestão cultural de Marla Trevisan.

“O Aberto se constituiu, nestes mais de 5 anos de história, em um espaço de pluralidade e de convivência cultural de todas as tribos. São Chico é uma cidade que está construindo esta identidade, com um turismo voltado à cultura, à valorização do que é local, da sua história e de sua natureza ímpar. A gente espera, nesta nova casa, trazer à cidade nossa marca: arte e cultura acessíveis a todos os públicos”, afirmou Marla.

Para o momento inicial da mostra, o artista, também conhecido nacionalmente por sua trajetória no mundo do direito, na advocacia, na consultoria e no magistério superior, apresenta um belo ensaio visual com mais de 200 imagens produzidas ao longo dos últimos anos. Fazem parte da exibição pinturas e desenhos icônicos das mostras Um Gaúcho e TransAparente.

O primeiro aconteceu em 2018 no MARGS – seis anos após Giuliani decidir se enveredar para os campos da arte – e apresenta uma série de pinturas e desenhos sobre história, folclore e arte do cotidiano do sul-rio-grandense. Já a segunda propõe uma reflexão sobre a sociedade, a política, a economia e a mídia que nos cerca, gravitando também em cenas do cotidiano ou ainda as andanças do artista percorrendo universos alheios ou pessoais e que são geralmente ilustrados por seus personagens: ciclistas, palhaços, personas emblemáticas que agem de modo a provocar no observador o estranhamento sobre a vida vivida.

As obras de arte expostas no Aberto estarão à venda a preços que cabem em todos os bolsos. A ideia, explica a gestora cultural do espaço, é permitir a entrada simultânea de no máximo seis pessoas, garantindo conforto e segurança sanitária a todos os frequentadores. Num segundo momento, também será possível encontrar obras de outros artistas e designers, que serão convidados periodicamente, de forma a trazer para São Chico um pequeno recorte da produção artística de parceiros brasileiros e estrangeiros.

 

Pluralidade  

Outra característica do Aberto é ter consigo o escritório de advocacia do casal. Ali, no segundo andar, em meio a outras inúmeras obras, Marla e Ricardo seguirão com suas atividades profissionais, o único meio que tem hoje para financiar e sustentar o espaço cultural democrático e qualificado sem qualquer interferência de verba pública.

“A arte, para nós, deve ser libertadora e inclusiva. Somos um espaço público não estatal e pretendemos mostrar e oportunizar a criação artística vinda de todas as vertentes e procedências. A prática concreta do intercâmbio, da troca e da universalização do pensamento é o que poderá ser visto no Aberto”, completou Giuliani.

O Aberto Espaço Cultural passa agora a existir em São Chico para ser visitado, convivido e usado. O local tem mais de 100 m², divididos em dois pavimentos. Haverá um pequeno bar com bebidas como, café, espumantes, licores e vinho, além de petiscos locais. Até então a cidade e a região eram carentes de espaços dessa natureza e o prédio deve abrigar diversas atividades artísticas e culturais. Para o futuro, a meta é dar continuidade às práticas de pluralidade e convívio democrático entre todas as tribos que constroem o nosso mundo cultural.

Porque ABERTO 

Surgiu de uma brincadeira, conta Marla. Era para ser só uma plaquinha na porta, desenhada pelo próprio Ricardo para o antigo Estúdio de Criação, então localizado em Porto Alegre, já que eles não queriam nenhuma das convencionais que se compra em papelaria. Acabou se tornando uma grande história, primeiro como Aberto Espaço da Artes que deu origem ao Aberto Espaço Cultural, tão plural quanto o seu nome: virou marca oficial!

Quem é quem

Ricardo Giuliani (Quaraí/RS, 1963), artista visual, escritor e advogado; mestre e doutor em direito. Realizou diversas exposições individuais, dentre as mais marcantes Um Gaúcho, curadoria de José Francisco Alves, MARGS/RS, 2018, TransAparente, curadoria de Ana Zavadil, exposição que itinerou por diversos espaços dentre os quais o Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, 2018 e Centro Cultural da Câmara dos Deputados, Congresso Nacional, Brasília/DF, em 2017, ambas selecionado por edital público.

Participou de inúmeras exposições coletivas, as quais mais se destaca A Fonte 100 anos, MACRS/RS, 2017, Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Czech Centre Prague, Praga, República Checa, 2017, Paisagem (In) Certa, Centro de Exposiciones Subte, Montevidéu, Uruguai, 2016, XIV Salão Latino Americano de Artes Plásticas de Santa Maria/RS, 2016, Festival Paratíssima, recorte da I Bienal C, Associação Chico Lisboa, Lisboa, Portugal 2016, O Cânone Pobre – uma arqueologia da precariedade na arte, MARGS/RS, 2014. Com obras em diversas publicações no Brasil e no exterior e em acervos públicos no MARGS/RS, MACRS/RS e MARCO/MS e outras instituições.

Com seis livros publicados, no ano de 2012 foi indicado ao prêmio Açorianos na categoria crônica pelo livro Nas Coxias do Poder. Em 2015, recebeu o Prêmio Luiz Menezes, como reconhecimento pelo seu destaque cultural à cidade de Quaraí/RS.

Marla Trevisan (Triunfo, 1986), advogada formada pela Unisinos/RS, atuante no Direito das Famílias e no assessoramento à artistas visuais em questões de Direito Autoral e questões jurídicas ligadas à arte, tema sobre o qual ministrou cursos e palestras em diversas instituições como Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS, Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, entre outras.

Com formação em andamento em Gestão Cultural pelo Senac/SP, é a gestora responsável pelo Aberto desde 2015, estando na direção geral de todas as exposições e atividades culturais realizadas pelo espaço.

SERVIÇO 

Lançamento do Aberto Espaço Cultural 

A partir do dia 1 de julho 

Sexta, Sábado e Domingo, das 10h às 19h 

Endereço: Rua Assis Brasil 236, Centro. São Francisco de Paula  

Informações:  [email protected]  

Fone: (51) 99930.1911 

A biografia de João Gilberto Noll, na escrita obstinada de Flávio Ilha

O jornalista, editor e escritor, Flávio Ilha, lançou no final de maio, a biografia “João aos Pedaços”. O livro chega no ano em que o biografado completaria 75 anos. João Gilberto nasceu em Porto Alegre, em 1946 e faleceu em 2017, na capital gaúcha. O biógrafo conta como chegou lá; “depois de quatro anos de pesquisa, entrevistas, noites e mais noites escrevendo, apagando, reescrevendo, eis que está na hora de mostrar o resultado de tanta obstinação”, afirma Flávio Ilha.

O escritor da obra concedeu essa entrevista ao jornalista José Weis:

Há quanto tempo és um leitor do Noll?

Flávio Ilha – Sou leitor no Noll desde que ele lançou o primeiro livro, “O cego e a dançarina”, em 1980. Não lembro por que comprei o livro, talvez tenha sido bem comentado na imprensa da época, não lembro. Mas o livro me encantou imediatamente, gostei demais do conjunto de contos e virei um fã do Noll. Em maior ou menor intensidade, dependendo da época, acompanhei de perto seu trabalho. Quando editei a revista Aplauso, na primeira década dos anos 2000, tivemos um breve contato profissional. Mas, na condição de jornalista, nunca fiz uma entrevista exclusiva com ele.

Conheceste João Gilberto Noll pessoalmente?

Ilha – Nos conhecemos pessoalmente apenas no final da vida dele, em 2016, quando cursei uma de suas oficinas literárias na Livraria Baleia. O curso deu origem ao meu primeiro livro de contos, “Longe daqui, aqui mesmo”, de 2018. Não nos tornamos amigos, não no sentido estrito da palavra. O João era bem discreto e fechado. Muito receptivo, mas bem fechado. Dificilmente falava de coisas pessoais.

Quando e como começou o trabalho da biografia?

Ilha – A biografia começou logo após a sua morte, em 2017. Explico: eu o havia convencido a produzir um documentário sobre sua história literária, que seria feito de caminhadas dele pelo Centro da cidade, o que era bem comum, e leituras de trechos de seus livros por pessoas convidadas. Ele inclusive já havia selecionado alguns trechos para ler, estava empolgado, mas morreu antes de conseguirmos dar início ao projeto. Como não seria possível fazer o trabalho sem ele, decidi transformar em uma biografia. Comecei aos poucos, tateando, procurando pessoas. Só engrenou mesmo em 2019.

Foto; Editora Diadorin/ Divulgação

Fizeste pesquisas e entrevistas?

Ilha – Sim, fiz várias dezenas de entrevistas (não contei), aqui, no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte… Consultei cartas, documentos, reli vários de seus livros, pesquisei em universidades. Foi bem intenso, às vezes pensei em desistir, mas acredito que o Noll merece essa biografia e então toquei em frente. Não imagino que seja uma pesquisa definitiva, acredito que muita coisa ainda possa ser desvendada sobre a vida dele. Espero que inspire outros autores a isso.

O que achas das adaptações para o cinema e o teatro da obra de Noll?

Ilha- Conheço apenas as adaptações para o cinema. Em geral são recortes da obra dele, até nem as abordo muito na biografia, pois a transposição de sua linguagem literária para o cinema é (em minha opinião) impossível. O Noll em geral não criticava as adaptações, até gostava. Mas sabia que se tratavam de linguagens diferentes, ou seja, difíceis de ser comparadas. Adaptações para teatro nunca vi.

O título “João aos pedaços” seria uma referência aos personagens que também são apresentados quase sempre em partes que se compões ou se desmancham ao longo de suas narrativas?  

Ilha – O título refere-se a duas coisas: primeiro, à organização da biografia. Não se trata de um inventário completo da vida dele, não queria fazer uma biografia convencional, então eu começo com a ida dele pro Rio, volto à infância, vamos para o exterior, depois voltamos a Porto Alegre. São pedaços da vida que ele levou que explicam quem ele era. A segunda razão é que o próprio Noll vivia “aos pedaços”: se desmanchava e se reconstruía a cada livro, diz isso em várias cartas, era um processo bem pesado para ele.

Tentei não fazer uma biografia convencional, com começo, meio e fim. Me detive pouco na questão familiar, embora seja um capítulo bem importante da vida dele, para tentar desvendar sua persona literária. Ele se colocava muito nos seus livros, há conexões bem evidentes disso em vários livros que são citados na biografia. Não tenho preocupações acadêmicas, não fiz um estudo teórico, meu objetivo foi desvendar a vida discreta do Noll sem entrar em detalhes pessoais que só interessavam a ele. Então, não há cenas de sexo, bacanais ou qualquer indiscrição como possam supor os leitores mais interessados em escândalos do que em informação.

Foto: Gilberto Perin/ Divulgação

Um narrador em eterna busca

“Quase sempre narrados em primeira pessoa, são personagens de rumo incerto, anônimos e que sobrevivem e passam por cidades reais ou mesmo em territórios imaginários. Essas são as criaturas e cenários que identificam a obra de João Gilberto Noll. Um autor reconhecido e vencedor de prêmios literários, Noll também foi objeto de muitos ensaios acadêmicos.

João Gilberto Noll na sua escritura, quando o cenário é a cidade de Porto Alegre, trás um olhar peculiar, ora amargo ora quase lírico.  É o que identifica nas primeiras páginas de “Rastros de Verão” e “O Quieto Animal da Esquina”. Ruas, avenidas e praças têm referências, porém com certo distanciamento. “O meu passado em Porto Alegre era mais uma abstração”, diz o narrador em “Rastros de Verão”. O jornalista Carlos André Moreira, em artigo escrito em 2012, adverte que “Noll, por sua vez, descreve pouco o ambiente externo em que seus heróis se movimentam. Também desloca com desenvoltura o espaço físico de seus romances”. André Moreira ainda observa que “algumas de suas principais e mais aclamadas obras se passam fora de Porto Alegre, como “A Fúria do Corpo” (no Rio), “Harmada” (em um país fictício) ou “Lorde” (Londres)”.

O seu alter ego narrador, quase sempre diz logo onde está; “Subi as escadas de um pequeno hotel na Nossa Senhora de Copacabana, quase esquina da Miguel Lemos”, em “Hotel Atlântico”. A linguagem nas narrativas que perpassam na obra de João Gilberto Noll é uma busca constante de uma renovação. Seus protagonistas estão sempre à procura de alguém, que se transforma durante a jornada de uma busca descarnada e enriquecedora do texto.

Em entrevista a uma publicação da PUCRS/Brown Univerty (1998), João reconhece uma textura barroca em seus escritos, “sou mais o ritmo musical do que o ritmo da escrita”. As leituras de seus escritos, quando lidas pelo autor, emprestam um ritmo, canto que encanta.

 O autor “A Céu Aberto” almejava livrar-se da “canga da ação”, revelou numa outra entrevista. Talvez seja um reflexo de uma obra em construção, da juventude, quando participou de grupos de canto orfeônico ou sua graduação pelo Instituto de Letras da UFRS, ou ainda da leitura de poesia, uma constante em sua vida, dos tempos em que lia Casemiro de Abreu. Desde no seu primeiro livro, o conjunto de sua obra é um convite à desestabilização do leitor. João Gilberto Noll, o desconcertante.” (JW)

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João aos pedaços – biografia de João Gilberto Noll escrita por Flávio Ilha

Diadorim Editora (270p.) R$ 60,00

Trigais, crianças e santos: a arte de Fernando Ikoma na Galeria Bublitz

Reconhecido pelos célebres trigais e pelas histórias em quadrinhos, Fernando Ikoma é a próxima atração da Bublitz Galeria de Arte. A exposição, que inaugura no sábado, dia 12 de junho, das 10h às 13h, traz 25 obras do artista e pode ser conferida presencialmente na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre, ou no link virtual.galeriabublitz.com.br. A exposição vai até 12 de julho.

Fotos de obras. Crédito: Daniel Martins/ Divulgação

Com telas espalhadas em vário continentes, Ikoma tem quadros que fazem parte de acervos importantes para o Vaticano e para a Casa Real da Suécia, com obras que foram presenteadas ao Papa João Paulo II e à Rainha Silvia. Também esteve representado em exposições fora do Brasil, em países como Estados Unidos e Suíça.

Fernando Ikoma. Foto: Maryanna Ikoma/ Divulgação

Aos 75 anos, o artista que nasceu em Martinópolis e passou a infância em Presidente Prudente (SP), mudou-se para Curitiba na adolescência, onde vive até hoje. Boa parte de suas obras estão no Paraná, mas o Rio Grande do Sul se destaca pelo acervo espalhado por Porto Alegre, Caxias do Sul e Uruguaiana. “Os gaúchos gostam das minhas obras e eu também sempre tive um sonho de morar em Porto Alegre”, revela Ikoma.

Principal destaque

Em suas obras, o principal destaque são os trigais, um resgate das reminiscências da infância no interior, em pinturas a óleo que refletem a simplicidade de uma agricultura artesanal, nada mecanizada. Outro tema presente em suas obras e na exposição da Bublitz Galeria de Arte é a infância. “Gosto muito de pintar crianças”, reconhece o artista.

Na mostra também será possível conferir obras que retratam Dom Quixote e São Francisco de Assis. A temática religiosa faz parte da trajetória de Ikoma, cujas criações estão na Bíblia Infantil Ilustrada em Quadrinhos e nos calendários anuais de 2013 e 2014 para a “A Basílica del Santo”, na Itália, que circulou nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Filipinas e Singapura.

Como quadrinista, trabalhou nas principais editoras do país e criou vários personagens que fazem sucesso até hoje, como “Fikom, o Herói do Universo dos Sonhos”. Na Editora Abril, escreveu histórias infanto-juvenis para o Grupo Hanna & Barbera. Também conquistou diversos prêmios como o Angelo Agostini e HQMIX e o título de Grande Mestre nas Histórias em Quadrinhos.

A exposição “A Arte de Fernando Ikoma” é a terceira individual do artista na Galeria Bublitz. As outras mostras individuais foram realizadas nos anos 2000 e 2013. Suas obras também integraram as exposições coletivas comemorativas dos 25 e dos 30 anos da galeria.

Exposição “A Arte de Fernando Ikoma”

Período: 12 de junho a 12 de julho

Bublitz Galeria Virtual de Arte: https://virtual.galeriabublitz.com.br/

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

                                                                                                                        

Wander Wildner lança o livro “Aventuras de um Punkbrega”, em seu canal do Youtube

Mesmo sendo um nômade, durante a quarentena da pandemia, Wander  Wildner teve que ficar mais tempo recluso e descobrir novas formas de se expressar, pois a mente de um criador é inquieta por natureza. Nesse período ele escreveu o livro Aventuras de um Punkbrega e depois organizou um financiamento coletivo para impressão da obra literária, que teve a expressiva participação de 474 apoiadores.
O livro tem 162 páginas, capa e ilustrações de Allan Sieber, fotos de Fernanda Chemale, apresentação de Eduardo Peninha Bueno e foi editado pela Yeah Discos Livros & Bugigangas.
Aventuras de um Punk Brega pode ser adquirido através do site oficial (www.wanderwildner.com).
O lançamento será no YouTube oficial do artista: (youtube.com/c/WanderWildnerOficial)

Com foco no corpo, Oficina ELA, uma Experiência Cênica para Mulheres.

Mulheres vivenciando juntas processos criativos e partilhando experiências e contato, é a isso que se propõe a Oficina ELA: Experiência Cênica para Mulheres. Um projeto que acontece desde 2018 em Porto Alegre/RS e que já contou com a participação de diversas mulheres. Nos dias 11,12 e 13 de junho, acontece uma nova edição da oficina, de forma online, através da plataforma Zoom.

Com foco no corpo, na expressão e através de exercícios de sensibilização corporal, improvisação de movimento, dança e jogos teatrais, as participantes são convidadas a realizar um mergulho pessoal e refletir sobre o feminino que habita em cada uma. Abrindo um diálogo entre as experiências pessoais das participantes e o desenvolvimento de um
trabalho sensível e artístico sobre a potência criadora da mulher.

DANÇA. Ensaio ELA, 2019. Foto: Fernanda Verdi/ Divulgação.

O objetivo da oficina é trabalhar com o público feminino através do teatro e da dança livre, utilizando a ludicidade e a sensibilidade para tocar em aspectos da vida, dos sentimentos e desafios em ser mulher.

Em virtude da situação atual de pandemia do Covid-19, não está sendo possível realizar a oficina ELA de forma presencial, assim, nasceu o desejo de seguir com o trabalho, mas criando uma transposição para a plataforma virtual. Para isso, foi necessário extrair alguns princípios da oficina que podem ser vividos de forma online, como por exemplo o encontro entre as mulheres em um espaço de confiança e
criatividade, expressão corporal, improvisação de movimento entre as participantes, diálogos sobre gênero, questões sobre ser mulher – que as participantes são instigadas a refletir – e a criação coletiva através das telas.
Além disso, a proposta neste formato online é desenvolver as narrativas pessoais de cada participante focando em seu corpo como território de liberdade, criação, afirmação e autonomia.
A oficina se destina às mulheres (cis e trans) interessadas a partir de 14 anos, com ou sem experiência artística.
A professora e idealizadora da oficina ELA, é atriz, diretora e professora de teatro Kalisy Cabeda.

Foto reprodução via Zoom – oficina ELA 2021

Sobre a idealizadora:
Kalisy Cabeda é mulher, mãe e seu campo de interesse é o corpo como lugar político. Suas pesquisas são dentro do teatro, da dança, da performance e da palhaçaria. É Bacharel em Teatro pela UFRGS e Mestre em Artes Cênicas pela USP. Atua no Grupo Cerco de teatro desde sua fundação como atriz e assistente de direção. No Coletivo Âmago desenvolve trabalhos com dança, vídeo e performance ao lado da artista
Sissi Betina Venturin e com diferentes artistas colaboradores. Pesquisa a palhaçaria no Núcleo NIC-Mulheres Palhaças, um coletivo de palhaças que investiga a palhaçaria feminina e seus desdobramentos.
Desde 2011 ministra aulas de teatro para diferentes grupos e projetos e desde 2018 realiza a oficina ELA: Experiência Cênica para Mulheres, na qual desenvolve uma oficina prática de teatro e dança com foco no público feminino.

SERVIÇO
Dias 11 de junho de 2021, das 19h às 21:30h e
12 e 13 de junho de 2021, das 15h às 18h.
Serão três encontros pela plataforma Zoom.
Mais informações acesse o evento no Sympla:
https://www.sympla.com.br/13-edicao-ela-experiencia-cenica-para-mulheres—oficina-online
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BOLSA
Será disponibilizada bolsa-social para mulheres que necessitam, para solicitar a bolsa envie um e-mail contando os motivos pelas quais você tem interesse em realizar esta oficina e porquê precisa da bolsa neste momento, dois dias antes do início da oficina a bolsista selecionada será contatada por e-mail.
E-mail: [email protected]
Siga a Oficina ELA no Instagram:
@oficina_ela
Para saber sobre os demais projetos que a Kalisy Cabeda integra, siga:
@amagocoletivo @grupocerco
@nic.mulherespalhacas e @oficina_ela

“Cortejo ao Mar” , um espetáculo de dança no litoral

“Cortejo ao Mar”, espetáculo de dança que será apresentado dias 05 de junho (em Rondinha, Capão da Canoa e Tramandaí) e 26 de junho na praia do Cassinorespeitando os protocolos de segurança vigentes em função da pandemia da COVID 19, é dirigido por Marsal Rodrigues e tem financiamento da Lei Aldir Blanc. A montagem traz para a cena o resultado de meses de trabalho com a inspiração potente do mar e seus deuses, mistérios, profundidade e perigos, a ancestralidade dos cortejos no mar, oferendas, fé e esperança.

O resultado final, ou seja, a encenação propriamente dita, é fruto do trabalho de pesquisa e ensaio individual de cada ator/bailarino que, ao longo do processo trocaram impressões, suas histórias, seus arquétipos e personagens. Durante o andamento do projeto, foram gravadas cenas, performances dos atores em suas casas e os bastidores que formam o espetáculo. O resultado, incluindo essas gravações e as apresentações presenciais, estará no vídeo Cortejo ao Mar, nas redes do projeto.

Não é a primeira vez que Marsal propõe um trabalho nesse formato. Faz vinte anos que trabalha com experimentos em rede e à distância. Com prêmios nacionais e internacionais realizou o primeiro espetáculo ‘Lá e Cá’ em dois locais de forma simultânea formando um único trabalho. Na sequência veio o #Tapiocatouch que estreou na Alemanha onde o grupo encontrou-se pela primeira para apresentar e que depois percorreu o Brasil em excursão. Como produtor, diretor e criador do projeto, Marsal vem desenvolvendo essas metodologias de trabalho por meio de redes e assim congregando pessoas das mais diferentes trajetórias e vertentes artísticas. ‘Cada um neste projeto é impar, tem seu histórico, e se torna de extrema importância na construção deste movimento’, afirma.

Ficha técnica:

Marsal Rodrigues – Direção geral/ produção/ performer

Denise Azeredo – Performer/ bailarina

Rita Guerra – Performer/bailarina

Vera Carvalho – Performer/bailarina

João Lima – Perfomer/ ator

Raquel Coelho – Performer/ bailarina

Marilice Bastos – Performer/ bailarina

Milene Tafra – Performer/ artista visual (artista convidada)

Carlos de los Santos + Equipe – Filmagens e fotografia

Maira Coelho – Figurino

Luana Emil – Antropóloga

Bebe Baumgarten – Assessoria de imprensa

Ananda Aliardi – Identidade visual e Redes sociais

Marsal Rodrigues é artista performático, educador, produtor e diretor que busca em suas obras reunir vários aspectos da cultura local-nacional. A ideia é construir, assim, processos coletivos através da criação digital-humana que se baseiam na potência das bagagens individuais como principal fonte criativa para colagens, compartilhamentos e trocas na construção do objeto artístico.

João Lima é ator e bailarino/performer desde 1995. Mestre em Artes Cênicas e Especialista em Arte, Corpo e Educação UFRGS. Atualmente é pesquisador e educador das práticas brincantes com o corpo e a teatralidade, no espaço da educação não formal. Ministra aulas de psicomotricidade relacional de educação infantil.

Rita Guerra é bailarina, coreógrafa, diretora e professora há 30 anos. Atualmente reside em Bento Gonçalves/RS. Escolheu a dança como uma forma de estar no mundo. Inquieta, como seu nome artístico evoca, atua também como fotógrafa, na tentativa de capturar aquilo que o movimento, por sua essência, torna efêmero. Observadora, ainda que isso não seja considerado profissão, é a ocupação que norteia sua existência artística como um todo.

Raquel Vidal é bailarina e performer da cena porto-alegrense há 8 anos; pesquisadora do corpo e movimento; instrutora de dança contemporânea, pilates e pole dance; fundadora e professora da escola de dança Limbo Pole Training em Porto Alegre

Milene Tafra, artista visual, reside e trabalha em Porto Alegre/RS. Investiga e experimenta em diversas mídias, focando-se, atualmente, na pintura, performance e seus desdobramentos. Volta seu interesse para a temática do corpo e à ausência de fronteiras entre humano, não-humano e mais-que-humano, natureza e cultura, natural e artificial, sob uma perspectiva feminista ecológica, anticapitalista e decolonial. Participou de exposições coletivas em espaços de arte autônomos físicos e virtuais. Faz parte do coletivo de artes visuais La Concha.

Denise Azeredo é coreógrafa, figurinista, dançarina. Atualmente é diretora artística e coordenadora geral do Ponto de Cultura Raízes da Paz. Parecerista do CNIC. Mestranda em Processos e Manifestações Culturais/ FEEVALE-RS. É membro da Comissão de Coordenação do Programa de Pósgraduação em Processos e Manifestações Culturais e integra a diretoria da Articula Dança RS (Coordenadoria LGBTQIAP+). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Coreografia, danças e cultura popular brasileira, atuando principalmente nos segmentos ‘qualidade de vida na dança’ e ‘Dança Popular Brasileira. Possui graduação em Dança pela Universidade Luterana do Brasil (2010).

Marilice Bastos atua, desde 2002, como bailarina em Porto Alegre-RS, participando de grupos e também como artista independente. Ganhou diversas premiações do governo federal, estadual e municipal, em 2019 ganhou o Prêmio Açorianos de dança como melhor bailarina. Desde 2012 dirige o Espaço Cultural DCDA, um espaço destinado à prática da dança e atividades corporais para a comunidade. Dentre os projetos realizados, destaca-se a Residência Artística de Integração entre a Dança Contemporânea e a Música Brasileira, realizado na Espanha.

Vera Carvalho está envolvida com as artes cênicas desde os 17 anos, começando pelo teatro, passando pelo circo, dança, bambolê e burlesco. Também possui formação em Pilates e é praticante de Ioga.

CORTEJO AO MAR

Dia 05 de junho, sábado, em Rondinha, Capão da Canoa e Tramandaí / na beira da praia

Pontos de encontro:

* Rondinha – às 10h30

saída da Rua Capivari, próximo ao Super Bolão / na beira da praia – direção norte

* Capão da Canoa – às 13h30

saída da Av. Central esquina com Av. Beira Mar / na beira da praia – direção norte

* Tramandaí – às 15h30

saída da Av. Beira Mar esquina com Rua Delmar Antonio Rodrigues, próximo ao monumento à Iemanja / na beira da praia – direção norte

Dia 26 de junho, sábado, na praia do Cassino / na beira da praia

* Cassino – às 11h

Saída da Av. Rio Grande esquina com beira Mar, próximo ao monumento à Iemanja / na beira da praia – direção norte

Bloco da Laje realiza “Terremoto Clandestino” com single, clipe, oficinas e outras atividades

O Projeto Circulação Bloco da Laje Quatro Estações – Terremoto Clandestino vai aquecer o inverno gaúcho com lançamento do vídeo clipe e single de Terremoto Clandestino, uma das músicas mais potentes do coletivo, além de oficinas e festa performática. Tudo vai acontecer no mês de junho, entre os dias 09 e 26 (confira no serviço abaixo). Realizado no formato virtual e acessível gratuitamente pelas redes do bloco, reforça o compromisso do coletivo de recolhimento de qualquer atividade presencial neste período, sem deixar de apresentar novidades para seu público.

 Este novo projeto, financiado pelo FAC RS, une várias frentes que marcam a atuação do Bloco da Laje ao longo da última década. Aqui está presente o projeto pedagógico, por meio de oficinas de fantasia, maquiagem e corpo brincante e o perfil performático, marca registrada da Laje, na festa virtual de Carninverno, com suas nuances e experimentações cênicas, fruto dos mergulhos do grupo em sua própria trajetória, reflexões e no resultado do trabalho nas oficinas que serão propostas ao longo do projeto.

O clipe Terremoto Clandestino, que terá lançamento dia 21 de junho nas redes do coletivo, tem como principal desafio trazer para as telas a potência que o Bloco da Laje transmite nas ruas e palcos. A música tema, de autoria de Thiago Lazeri, é uma das mais celebradas do grupo e põe o povo pra dançar nos cortejos do bloco, com seu maracatu pulsante. Desenvolvido de forma remota, o clipe conta com a direção Diego Machado e Martino Piccinini que já trabalharam juntos em diversos projetos, destacando-se a direção de “Deixa Brincar”, outro clipe do próprio Bloco da Laje.  A direção de arte e a animação são de Amanda Malheiros Trindade (Treze) e o roteiro original é assinado por Diego Machado, Julia Rodrigues e Ju Barros. Impedida de se encontrar presencialmente, a equipe optou por desenvolver a obra na linguagem da animação, que além de lúdica e de ir ao encontro da força e criatividade do grupo, resolve a questão do distanciamento social que a pandemia da COVID trouxe. Além da animação, os diretores também fazem um trabalho de resgate das memórias digitais do Bloco, trazendo imagens de arquivos, de ensaios, shows e saídas do Bloco mais querido de Porto Alegre. O clipe ainda conta com a participação de Robson Lima Duarte, que criou e dançou uma coreografia a ser animada no clipe.

Diego Machado é intérprete, brincante e co-diretor do Bloco da Laje, coletivo que já é um patrimônio imaterial do estado e que contribui para o desenvolvimento artístico da cidade de Porto Alegre. Artista multifacetado, Diego transita entre teatro, música, poesia e cinema. Na quarentena criou o experimento visual “O Urso que não Era Urso” inspirado no livro “O Urso que não era” de Frank Tashlin. Como ator trabalhou com diversos diretores e companhias teatrais de Porto Alegre, destacando-se alguns anos vividos na estrada com o Grupo Oigalê. Fez parte do elenco de “Yvonne, Princesa da Borgonha”, peça em comemoração aos 50 anos do Departamento de Arte Dramática da UFRGS com direção de Irion Nolasco. Foi ator e um dos diretores do Teatro Porcos com Asas, coletivo teatral que marcou sua história apresentando espetáculos em Galerias de Arte e no Palco OX do Bar Ocidente. Bacharel em Teatro com ênfase em interpretação formado pela UFRGS, é também professor de teatro, ministrando Oficinas no Col. João XXIII e na Escola Sta. Teresa de Jesus.

A paulistana Amanda Malheiros Trindade (Treze) sempre foi viciada em televisão, de onde pegou gosto por contar histórias. Em 2018 se graduou em cinema de animação pela Universidade Federal de Pelotas, e, de lá, saiu seu trabalho de conclusão de curso, “Céu da Boca” que agora concorre ao Grande Prêmio Brasileiro de Cinema. Em 2019 trabalhou como animadora motion e storyboarder na Fluído Filmes, estúdio de animação em São Paulo. No mesmo ano começou a expor quadrinhos em feiras gráficas como Ilustre Feira na Biblioteca Mário de Andrade e Crie como Uma Garota no MIS. Em novembro publicou de forma independente sua primeira HQ “Brisa Errada” que compôs a curadoria de eventos, dentre eles a CCXP19. No ano de 2020 animou um curta em 10 dias para o Festival do Minuto. “Ressaca”, que é uma adaptação da obra de Machado de Assis, ganhou melhor minuto animado no Festival Permanente do Minuto. Após o prêmio, o festival criou uma categoria exclusiva para a adaptação de obras literárias.

Martino Piccinini é graduado no curso de Design de Produto pela UFRGS e desenvolve projetos em cenografia, direção de arte, fotografia, vídeo e design. Realizou exposições individuais e coletivas em espaços culturais de Porto Alegre, com destaque para o projeto ‘Independente dos teus Olhos’, intervenção urbana em Porto Alegre. Trabalhou em dois curtas-metragens, ‘O Teto sobre Nós’, dirigido por Bruno Carboni, e ‘O Corpo’, de Lucas Cassales, além de ser cenógrafo das peças teatrais ‘A Coisa no Mar’, dirigida por Jessica Lusia e ‘Santo Qorpo ou o Louco da Província’, dirigida por Inês Marocco. Mais recentemente assinou a direção de arte da série Necrópolis, disponível na Netflix, produziu algumas peças publicitárias como diretor de arte, dirigiu um curta-metragem, assinou como diretor de arte o longa-metragem ‘Os bravos nunca se calam’, além de produzir projeções e cenografia para lançamento do disco ‘Tudo vai mudar’ da banda Dingo Bells. Em 2019, foi diretor de arte a série ‘O Complexo’, dirigiu o clipe ‘Deixa brincar’ do Bloco da Laje, o clipe ‘Tango Tempestade’ do músico Pedro Cassel, além de assinar como fotógrafo o fashion film do artista Pedro Ratsuo. No final de 2019, começou a trabalhar como assistente de direção de arte e diretor de arte em São Paulo, participando de comerciais de circulação nacional e internacional. Trabalhou com produtoras como Saigon, Corazon filmes, Alice, Iconoclast e Mymamma.

Oficinas de maquiagem, adereço e fantasia e corpo brincante estão em destaque nesse lindo projeto. Camila Falcão, Martina Fröhlich e Julia Ludwig ministrarão oficinas lúdicas e super lajudas, utilizando os conceitos, as brincadeiras e a criatividade do Bloco da Laje. E pra encerrar, a festa Carninverno, dia 26 de junho, promete aquecer até os corações mais desesperançados desses tempos bicudos.

Confira a programação:

Martina Frohlich. Foto: Afrovulto/ Divulgação

Martina Fröhlich: Oficina de Adereço e Fantasia

09 de junho às 20h – disponível nas redes do bloco (YouTube e Facebook)

A fantasia expressa a essência do Carnaval em nossos corpos. São vestes e adereços repletos de desejos e significâncias. Na oficina de adereço e fantasia, Martina Fröhlich compartilha um pouco da sua experiência com o Bloco da Laje na criação de fantasias carnavalescas. O encontro irá trazer um apanhado da construção coletiva da estética “lajuda”, da experiência dos “barracões” e do ritual criativo de construção da figura carnavalesca. Martina traz ao encontro referências, dicas e exercícios de construção de adereços para provocar a criatividade e avivar o espírito carnavalesco dentro de cada um de nó.

Martina Fröhlich é multiartista das artes cênicas e da música. Durante a pandemia tem se desdobrado em projetos de teatro online, em produções musicais e de vídeo. Se mantém buscando alternativas para a sua profissão e seu sustento, sempre criando, sempre em movimento para buscar alento em tempos tão assombrosos e manter a chama acesa.

Camila Falcão: Oficina de Maquiagem

16 de junho, às 20h – disponível nas redes do Bloco (YouTube e Facebook)

A maquiagem artística passa por criação de personagem ou persona, cores, tintas e aplicação ou não de acessórios. Nessa oficina a proposta é experimentar a maquiagem como complemento da figura brincante do carnaval do Bloco da Laje e como essa “máscara” traz um grande acréscimo à imagem da brincadeira individual de cada participante.

Camila Falcão atriz, cantora, maquiadora, mãe e sobrevivente tem tentado se reinventar dentro das novas possibilidades do fazer artístico online. Atualmente vivencia o ser artista nesses tempos atuais, que consiste em  se permitir e estar aberta ao abraço distante e ao olhar virtual.

Julia Ludwig. Foto : Elizabeth Thiel / Divulgação

Júlia Ludwig: Oficina Corpo Brincante

23 de junho, às 20h na plataforma Zoom / 20 vagas / Link de inscrição disponível nas redes do Bloco da Laje a partir de 01 de junho

Na oficina de corpo brincante “Terremoto Clandestino” os participantes serão convidados a respirar profundamente e encontrar um tempo para o contato e experimentação a partir do próprio corpo. Jogando com estímulos musicais os participantes mobilizarão as articulações e atentarão às histórias, imagens e sensações que cada parte do corpo desperta, para depois permitir que um terremoto clandestino interior sacuda a poeira e reconfigure sua própria geografia. Num segundo momento a oficina trará o conceito de performance, criando cenas e situações coletivas que serão apresentadas, posteriormente, na festa online que encerra o projeto.

Júlia é mãe e artista. Na pandemia inventou muitas brincadeiras e testemunhou os primeiros passos e palavras da Nina. Em busca de caminhos alternativos ao sistema vigente, mirando em distribuição de renda e respeito aos recursos naturais, começou a estudar Economia Circular e criou a Cia Circular, que busca alinhar estes conceitos com realizações artísticas e pedagógicas. Com a Cia dirigiu o espetáculo virtual “Avenida das Maravilhas” e lançou o projeto de lives e podcasts “Bendita Sois Voz” em parceria com o Coletivo Das Flor. Bacharel em Direção Teatral pela UFRGS, é uma das fundadoras e diretoras artísticas do Bloco da Laje.

Projeto Circulação Bloco da Laje Quatro Estações – TERREMOTO CLANDESTINO

* Lançamento de single e vídeo clipe de Terremoto Clandestino – 21 de junho, às 10h

No YouTube da Laje

* Oficinas: entre os dias 09 e 23 de junho

Nas plataformas YouTube e Facebook (Adereço e fantasia / Maquiagem)

Plataforma Zoom – Oficina de Corpo Brincante / 20 vagas

* Festa Carninverno – 26 de junho às 20h / na plataforma Zoom / Inscrições pelo sympla.com.br/blocodalaje

O projeto Circulação Bloco da Laje 4 Estações está sendo realizado com recursos do Governo do Estado  do Rio Grande do Sul por meio do Pró-Cultura RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura

Realização: Bloco da Laje e Marquise 51

Conselho de Arquitetura e Urbanismo: nota de pesar pela morte de Jaime Lerner

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil emitiu nota de pesar pelo falecimento do arquiteto Jaime Lerner :

“Com o falecimento de Jaime Lerner, o Brasil perde mais um de seus arquitetos e urbanistas que conquistaram reconhecimento internacional por meio de sua prática profissional e de gestor público inovadora e ousada. Ele era querido em todo mundo, não apenas entre os colegas de ofício, em reconhecimento pela transformação de Curitiba em exemplo de cidade planejada para pessoas, integrando urbanismo com políticas culturais e econômicas.   O legado de Jaime Lerner vai além, por seus trabalhos em outras cidades do país e do exterior, e como pensador de questões urbanas com grande poder de comunicação e ressonância”.

Nadia Somekh, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil”.

O político e urbanista Jaime Lerner morreu na manhã desta quinta-feira, 27, aos 83 anos, em Curitiba. Ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba, Lerner estava internado desde da última sexta-feira com um quadro infeccioso grave.

 

Bíbi Jazz Band e Nicola Spolidoro Quarteto, em shows ao pôr do sol no Butiá

O Butiá recebe neste sábado (29) o show de Bíbi Jazz Band. Com cinco anos de existência e influenciada por diversas vertentes, o grupo resgata toda a linguagem do jazz canção e standards que marcaram época. Além de nomes já consagrados da cultura norte-americana, o repertório apresenta clássicos da cultura popular latina. A banda é formada por Bibiana Dulce (vocal), Antonio Flores (guitarra), Rodrigo Arnold (baixo) e Mateus Mussatto (bateria).

No domingo (30) tem Nicola Spolidoro Quarteto. Acompanhado de Caio Maurente (baixo), Cristian Sperandir (teclados) e Rafa Marques (bateria), Nicola (guitarra) apresenta composições próprias e algumas baladas, em versões instrumentais, de compositores como Gilberto Gil, Brad Mehldau e Chico Buarque.

Nicola Spolidoro e quarteto se apresentam domingo, dia 30. Foto Zé Carlos de Andrade/Divulgação

As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.

SERVIÇO
Bíbi Jazz Band
Quando:
 29 de maio | Sábado
Hora do show: 16h30

Nicola Spolidoro Quarteto
Quando:
 30 de maio | Domingo
Hora do show: 16h30

Ingresso: R$ 40 | Crianças até 10 anos não pagam | Consumação mínima: R$ 30
Reservas somente pelo site www.obutia.com
Cão são bem-vindos, desde que em suas guias

LOS 3PLANTADOS lançam mini documentário, encerrando projeto sobre doação de órgãos

Encerrando em grande estilo o Melodias que Conscientizam a Doação de Órgãos, esse projeto tão importante quanto sensível, o grupo de milonga rock, LOS3PLANTADOS, formado pelos músicos Jimi Joe, King Jim e Bebeto Alves, lança um mini documentário, de mesmo nome. Ele chega numa importante hora, pois com a pandemia em curso se faz ainda mais necessário falar de solidariedade, amor ao próximo, empatia e a importância da doação de órgãos para salvar vidas. O documentário será lançado na quinta, dia 20 de maio, nas redes sociais da banda – youtube e facebook.

O projeto foi contemplado com o FAC/Movimento 2019 através do Pro-Cultura/RS e da SEDAC, e faz parte da campanha permanente de doação de órgãos de Los3Plantados. Incluiu a transmissão de três lives/show e bate-papo com especialistas nas cidades de Vacaria, Bento Gonçalves e Passo Fundo. O documentário, com 25 minutos, traz depoimentos dos músicos Jimi Joe, King Jim e Bebeto Alves, cinco músicas do show gravado ao vivo em fevereiro 2021 e os debates com três médicos patologistas, convidados. As três lives foram transmitidas no mês de março de 2021 nas redes sociais da banda, via rádios e TV local Universitárias do interior. Entre os temas abordados estão superação, solidariedade, a evolução dos estudos científicos e a importância do SUS para salvar vidas.

Estiveram presentes nos debates com a banda os médicos Spencer Camargo, cirurgião de transplantes da Santa Casa (live/Vacaria); Luiz Felipe Gonçalves da Unidade de Transplante Renal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (live/Bento Gonçalves) e Paulo Reinchert hepatologista, cirurgião e coordenador do serviço de transplantes do Hospital São Vicente de Paula de Passo Fundo e diretor da faculdade de medicina da UPF (live/Passo Fundo). O documentário mostra os bastidores do projeto e traz para o foco essa importante discussão acerca da vida. A direção é de Mirza Reverbel, a montagem de Rodrigo Alencastro e a produção executiva do projeto de Paola Oliveira – Trilha Sonora Produções &Copyright.

O projeto inicial previa três shows presenciais nas três cidades do interior do RS, mas em função da COVID-19 teve que ser reformulado e passou a ser transmitido via lives. O show foi pré-gravado em vídeo-digital, no dia 13 de fevereiro de 2021 quando o RGS entrou em bandeira preta, mas todos os cuidados sanitários foram executados antes e, principalmente, na hora da gravação.

As apresentações previstas em teatros locais migraram para as ondas sonoras de quatro rádios FM’s e uma TV local. Assim, a mensagem de LOS3PLANTADOS atingiu um número muito superior de público e cidades do que era previsto no projeto inicial.

esse é o preview do doc: https://youtu.be/-Plj5ga8OyU

* dia 20 será enviada a versão final, com acessibilidade em LIBRAS

LOS3PLANTADOS – lançamento do documentário

Dia 20 de maio, às 18h

No YouTube e Facebook do grupo