O futebol de várzea, em livro lançado por 17 autores gaúchos, no Chalé do Praça 15

 

É hora de recomeçar e o livro “Viva a Várzea”, que deveria ser lançado dia 30 de abril, mas por conta do mau tempo o evento foi suspenso, agora está confirmado para hoje, dia 11 de junho, a partir das 18 horas. O lançamento, com sessão de autógrafos, será no mesmo Chalé da Praça 15, como forma de prestigiar o icônico local, que foi duramente castigado pela enchente, como todo o Centro Histórico da Capital.
Viva a Várzea vai participar também da Feira do Livro – Reconstrói RS, dia 15, no Instituto Ling, evento que tem por objetivo apoiar editoras e livreiros atingidos pelas enchentes.

O livro resgata histórias e personagens do futebol raiz.   Em 200 páginas, dividido em capítulos temáticos, ilustrados com fotos de época, o livro apresenta textos de 16 ex-varzeanos, a maioria jornalistas e de uma pioneira do futebol feminino. O time, onde todos são titulares, é formado por Cláudio Furtado, Fernando Becker, Flávio Dutra,  João Bosco Vaz, José Evaristo Villalobos,  Júlio Sortica,   Léo Iolovitch , Liliane Correa, Mário Corso, Márcio Pinheiro,  Marino Boeira,  Óscar Fuchs,  Paulo César Teixeira,  Piero D’Alascio, Ricardo Stefanelli,   Sérgio Kaminski  e Vitor Bley de Moraes.
Times como o Bagé e o Dínamo de Petrópolis;  o Maltense, do bairro São João e o São Paulinho, da Vila do IAPI; o Tupi, da Praça Tamandaré, o Intervalo, do Araribóia e o Clarão da Lua feminino têm suas histórias e jogos memoráveis recordados. Personagens como Flávio França, do futebol praiano, e o Pau de Fósforo, contador de feitos improváveis, estão junto com o zagueiro tosco que prensou um adversário na cerca do campo, o sósia de Ademir da Guia que fez malabarismo com uma bergamota na rua da Praia, a guria que sonhava jogar com os meninos, o atacante que narrava suas jogadas e tantos outros.

Na apresentação da obra fica clara a intenção dos autores: “Este livro foi pensado para recordar histórias do futebol varzeano e seus ‘atletas’, com espaço também para o futsal, o futebol praiano e, como não poderia faltar, para o futebol feminino, de crescente interesse. Não espere teses tratando da voracidade da especulação imobiliária sobre os campos de peladas ou o fim das equipes amadoras. Nada disso, a várzea, que nasce no futebol de rua, é imortal nas suas memórias, aqui editadas em quatro capítulos: Nos Campos da Várzea, Times Inesquecíveis, Jogos Memoráveis e A Várzea e suas Figuras. Foram reunidos textos de 17 craques da palavra, nem todos íntimos da pelota, é preciso reconhecer. Todos, porém, tiverem seus dias de glória varzeana em campos embarrados, de pouca grama e muito areão, rosetas e tufos de guanxuma. Você certamente vai se identificar com alguns dos relatos do tempo em que o futebol era uma várzea”.

O prefácio é assinado por outro craque, o cronista Nilson Souza. O projeto gráfico é de Antônio Luzzatto, com produção da BaEditora, de Mariana Bertolucci.

* Texto Flávio Dutra.

Dez espetáculos adultos e infantis vão à cena para ajudar flagelados gaúchos das enchentes

Deu Pra Ti Baixo Astral será de 25 a 30 de junho no Teatro do CIEE-RS Banrisul com ingresso solidário

 Dez espetáculos do Rio Grande do Sul se uniram para afastar a tristeza que se instalou no povo gaúcho depois das enchentes do mês de maio. O projeto Deu Pra Ti Baixo Astral – Juntos pra voltarmos a sorrir, idealizado e realizado pela Top Agência Produtora, será de 25 a 30 de junho no Teatro do CIEE-RS Banrisul com atrações para o público adulto e infantil. Com apresentações às 16h e às 20h, o ingresso solidário (e meia entrada) será de R$ 50,00 junto com doação de 1kg de alimento não perecível, um agasalho ou um brinquedo, que será destinado para as vítimas da maior tragédia ambiental do Estado. A entrada inteira será R$ 100,00. Ingressos e a programação completa estão em www.deupratibaixoastral.com.

A ideia do projeto surgiu da necessidade de nos reconstruirmos também! Não podemos permitir que a enchente afogue os nossos sonhos, os nossos sorrisos, o nosso trabalho, a nossa arte. A  menos de três anos, nós paramos por causa de um vírus. Não podíamos fazer espetáculos porque isso poderia colocar a saúde do público, e a nossa, em risco. Nós também tivemos muitas perdas, mas agora, o risco é nós não trabalharmos! Isso não pode e não vai acontecer, porque nós fazemos parte desse processo de reconstrução”, afirma Juliana Barros, idealizadora do projeto, autora e diretora teatral. Foram priorizados espetáculos de sucesso de público e crítica, que tiveram suas temporadas ou apresentações canceladas por conta da enchente e que pudessem, nesse momento, reforçar o conceito do projeto.

Temos uma programação muito variada, com espetáculos para todos os públicos, inclusive para as crianças – que foram emocionalmente muito afetadas por toda essa tragédia. Também fizemos um “quebra-cabeça” para conseguirmos colocar 10 espetáculos juntos num mesmo teatro, por isso todas as produções estão mobilizadas e juntas para viabilizar todas as apresentações. No total, teremos seis espetáculos adultos e quatro infantis”, conta Juliana, autora e diretora dos espetáculos Terapia de Casal, Adivinha o Que é e Terapia Colorida.

Além destas três peças, fazem parte da programação as montagens TOC, Uma comédia obsessiva compulsiva, Se meu ponto G Falasse, Manual Prático da Mulher Moderna, Tributo Cazuza,  Aladdin, Peter Pan, Gato de Botas e Bombachas.

O projeto reúne mais de 60 profissionais das artes cênicas do Estado, numa força tarefa contra o baixo astral. “Os artistas, assim como todo o povo gaúcho, foram atingidos por esta “catástrofe anunciada”, onde tivemos nossas temporadas canceladas, depósitos de cenários e teatros invadidos pelas águas de maneira devastadora. É hora da retomada, reunindo forças numa ação coletiva para seguirmos nos palcos, levando nossa arte, diversão, risos e reflexão para o público gaúcho, que sempre nos prestigiou. Como diz um dos personagens da Comédia TOC: É impressionante o que as pessoas conseguem juntas quando olham de verdade umas pras outras”, diz Lutti Pereira, diretor e produtor do espetáculo TOC.

A arte, a cultura e o entretenimento integram um setor importante da economia que não pode ficar parado neste processo de retomada e reconstrução. “Para o Teatro CIEE-RS BANRISUL, apoiar este projeto representa um esforço para tentar mitigar os impactos dessa tragédia, que também afeta profundamente o setor artístico. Desejamos  transformar nosso palco em uma ferramenta de apoio e um canal para a disseminação de energias positivas”, comenta Paulinho Beccon, Coordenador de Eventos do teatro.

“É nos momentos de grande sofrimento, crises, incertezas e angústias, que a arte pode oferecer os respiros necessários que ajudam as pessoas a terem força e serenidade para enfrentar as adversidades que se impõem. “Uma retomada artística, significa também uma retomada da nossa fé e força da nossa capacidade de reconstrução – ESSE É O MOMENTO!”, conclui Juliana.

Confira a programação completa:

Dia 25 (terça)

20h – Tributo a Cazuza

Dia 26 (quarta)

20h – Manual Prático da Mulher Moderna

Crédito_ Diogo Vaz/ Divulgação

Dia 27 (quinta):

16h – Peter Pan

Crédito_ Rogério Fernandes./ Divulgação

20h – Toc, Uma comédia obsessiva compulsiva

Crédito Alisson Phernandes. / Divulgação

Dia 28 (sexta):

16h – Aladdin

Crédito_ Rogério Fernandes. /Divulgação

20h – Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado

Crédito_ Rafa Costa./ Divulgação

Dia 29 (sábado):

16h – Gato de Botas e Bombachas

Foto: Vilmar Carvalho/ Divulgação

20h – Se meu ponto G Falasse

Crédito_ Larissa Coiro./ Divulgação

Dia 30 (domingo):

16h – Adivinha o que é

 

 

Foto : Vilmar Caevalho/ Divulgação

20h – Terapia de Casal, uma comédia em crise

Foto:Vilmar Carvalho/ Divulgação

SERVIÇO

O QUE: Deu Pra Ti Baixo Astral – Juntos pra voltarmos a sorrir

DATA:   de 25 a 30 de junho

HORÁRIO:  16h e 20h

LOCAL:  Teatro do CIEE-RS Banrisul (R. Dom Pedro II, 861 – São João, Porto Alegre)

INGRESSOS:

SOLIDÁRIO/MEIA ENTRADA*: R$ 50,00

*Válido junto com doação de 1kg de alimento não perecível ou 1 agasalho ou 1 brinquedo;

INTEIRO (sem doação): R$ 100,00

Venda online através do  www.deupratibaixoastral.com  e nos dias do evento, duas horas antes de cada espetáculo na bilheteria do teatro.

 

 

 

 

 

FUNDACINE e NETFLIX destinam doação à trabalhadores de audiovisual gaúchos atingidos pelas enchentes

 

Trabalhadores do audiovisual que foram afetados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de maio serão contemplados por uma doação de R$ 2 milhões da Netflix. A iniciativa, batizada de Ação Audiovisual RS, será conduzida e gerenciada pela FUNDACINE (Fundação Cinema RS), entidade com 25 anos de atividades, que ficará responsável pela operacionalização dos repasses financeiros aos profissionais gaúchos.

O cadastro de candidatos ao auxílio em dinheiro deve ser efetuado entre os dias 04 e 25 de junho, através de formulário online (disponível no site www.fundacine.org.br pelo link  https://forms.gle/7VE4v6h9b6Hp2z567). Em caso de acesso limitado à internet, também é possível entrar em contato pelo telefone (51) 99580.0624, através do WhatsApp.

O benefício é destinado a profissionais e trabalhadores da indústria audiovisual, televisiva ou cinematográfica que atuem no segmento há pelo menos 12 meses, e que tenham sido comprovadamente afetados pela tragédia climática que assolou o Estado recentemente. “São centenas de trabalhadores do audiovisual elegíveis aos repasses, incluindo quem opera por trás das câmeras, em todas as funções, incluindo eletricistas, marceneiros, técnicos e especialistas em catering; e exerce a atividade à frente delas (como atrizes e atores)”, destaca o diretor da FUNDACINE, Beto Rodrigues.

O dirigente observa que a prioridade será dada a quem atua por projeto e teve sua rotina diretamente afetada pelas enchentes. “Isso inclui integrantes da cadeia produtiva do audiovisual (como motoristas de van, videomakers, realizadores independentes, técnicos e fornecedores) que tiveram suas moradias atingidas, perderam equipamentos de trabalho ou tiveram filmagens canceladas, por conta do ocorrido, não somente na Capital, mas em todo o interior do Rio Grande do Sul”, reforça.

Os pagamentos do benefício estão programados para iniciar no final de junho e se estendem até a primeira quinzena de julho. Profissionais do segmento que já responderam e preencheram os requisitos necessários do questionário da iniciativa Futuro Audiovisual RS – uma coalizão formada por SIAV, APTC, Macumba LAB, Instituto Akamani, ACCIRS e FUNDACINE, além de colaboradores nacionais como a APRO, API, BRAVI e Academia Brasileira de Cinema – serão automaticamente considerados para os repasses viabilizados a partir dessa doação.

A Ação Audiovisual RS conta com o apoio do Ministério da Cultura, responsável por conectar a instituição local à Netflix. “Estamos empenhados em contribuir de diferentes maneiras para a recuperação do Rio Grande do Sul”, comenta o secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares. “Nas tratativas com a iniciativa privada, indicamos a FUNDACINE como instituição mais habilitada a receber o aporte e encaminhar o processo de destinação de recursos aos afetados pelas enchentes”, pontua.

“Estamos trabalhando junto a várias entidades e instituições ligadas ao audiovisual de forma dedicada para que, enquanto enfrentamos essa crise, os profissionais do audiovisual não fiquem desassistidos”, destaca Rodrigues. Segundo ele, mais empresas podem se juntar a este movimento e fazer doações à FUNDACINE ou ao programa Futuro Audiovisual RS.

Administração Fundacine:

Instagram: @fundaciners

Contatos e-mail: administrativo@fundacine.org.br producao@fundacine.org.br ou fundacine.timedeapoiors@gmail.com

Sobre a FundacineCriada em 1999 com a missão de impulsionar o desenvolvimento da indústria cinematográfica e audiovisual do Rio Grande do Sul, a Fundação Cinema RS (FUNDACINE) é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que objetiva a análise, organização e desenvolvimento do setor audiovisual, assim como a difusão do cinema realizado no Estado, em escala nacional e internacional.

 

MARGS põe em prática plano de recuperação de danos causados pela enchentes

 

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição vinculada à Secretaria de Estado da
Cultura (Sedac), deu início ao plano de recuperação de danos causados pela tragédia climática que
assolou o Estado no mês de maio. A operação, conduzida por especialistas — entre eles
restauradores e conservadores —, envolve o resgate e o salvamento de obras, patrimônio e
documentos afetados pela água e pela umidade, além do restabelecimento das redes elétrica,
hidráulica e do sistema de climatização.

“Salvamos grande parte das obras, incluindo aquelas consideradas entre as mais afamadas e
lembradas, antes mesmo da água chegar à Praça da Alfândega. Mas, em termos de patrimônio, todas
as obras de um acervo são igualmente importantes. E essa operação que vem sendo conduzida por
especialistas nos garante agir com precisão e expertise, nos métodos e procedimentos de salvamento
e recuperação”, pontua o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, lembrando que uma
força-tarefa trabalhou na movimentação de centenas de peças e itens do Museu até o momento de
evacuação do prédio, na tarde de 03 de maio.
Apesar dos esforços da equipe e em virtude do grande volume de água que se acumulou na Praça da
Alfândega — no interior do térreo do MARGS, a medição chegou a 2 metros de altura —, a enchente
alagou o térreo da instituição, impactando diretamente o seu mobiliário, equipamentos,
documentos administrativos e obras do acervo em papel, entre gravuras, fotografias e desenhos.

Segundo Dalcol, a prioridade, neste momento, é atuar na estabilização dessas obras:
“Tudo está sendo tratado e restabelecido. Nos casos em que for necessário, e considerando
especificidades de tipologia e características das obras, elas serão restauradas ou ganharão novas
impressões”, ressalta.

O plano de recuperação de danos está sendo coordenado pela conservadora e restauradora Isis
Fófano Gama, do Departamento de Conservação e Memória do Patrimônio Cultural do Complexo
do Palácio Piratini, com a consultoria e atuação de Naida Corrêa, restauradora e conservadora que
atuou por 24 anos no MARGS.

A equipe é formada por funcionários do Museu, do Palácio, colaboradores da Sedac e externos. Professores e alunos do curso de Conservação e Restauro de
Bens Culturais Móveis da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e integrantes da Associação para
a Preservação do Patrimônio das Américas (APOYOnline) também auxiliam nos trabalhos.

“Nosso sentimento, neste momento, é de ambivalência, pois ao mesmo tempo que estamos tristes
por tudo o que aconteceu no nosso Estado, ficamos felizes quando nos deparamos com tantas
pessoas e instituições dispostas a ajudar nesse recomeço. Nossa parceria com a UFPel, por exemplo,
vem desde 2019, e esse comprometimento e disponibilidade da instituição são fundamentais para
que consigamos passar por esse momento sensível com a certeza de que o resultado será exitoso”,
avalia a secretária da Cultura Beatriz Araujo.

Diagnóstico e reconstrução

As equipes técnicas do Departamento de Memória e Patrimônio (DMP), do Sistema Estadual de
Museus (SEM) e do MARGS foram as responsáveis por mapear os impactos do desastre
meteorológico no Museu. Além das obras em papel guardadas em mapotecas — grandes gavetas
metálicas para armazenagem de obras em papel —, a água e a umidade atingiram as
documentações administrativas e do acervo, o estoque de publicações e os catálogos.

Agora, as obras estão no processo de secagem e estabilização. Posteriormente, caso necessário, elas
serão restauradas. Os próprios espaços expositivos do MARGS foram adaptados para dar lugar a
essa operação, como um grande laboratório. Já os documentos atingidos foram removidos do
prédio e congelados, para posterior procedimento de limpeza e restabelecimento.

A estrutura operacional do Museu, que também funcionava no térreo, foi igualmente
comprometida. São computadores, equipamentos, mobiliários, recursos e materiais de trabalho e
exposições. E ainda: partes das instalações elétrica, hidráulica, de lógica, telefonia, do sistemas de
climatização e do circuito interno de câmeras — tudo passará por uma vistoria rigorosa e voltará a
funcionar somente quando tiver operando em segurança.
O futuro do MARGS

 

Não há previsão para reabertura do MARGS ao público. A médio e longo prazo, o Museu passará
por uma ampla reorganização interna de seus espaços, que envolverá realocação das atividades e
funções que ocorriam no térreo. Um exemplo é a reserva técnica no cofre, que deverá ser
transferida para os andares superiores, como já funcionam as duas torres do terraço adaptadas e
climatizadas para esta finalidade.
Criado em 1954 e funcionando no prédio histórico tombado desde 1978, o Margs tem um um acervo
com mais de 5.700 obras desde a primeira metade do século 19, de diferentes linguagens das artes
visuais, incluindo ainda pintura, escultura, cerâmica, arte têxtil, objeto, instalação, arte digital, vídeo,
filme e design. Esse conjunto é composto por arte brasileira, com ênfase na produção de artistas
gaúchos, e também por obras de artistas estrangeiros. Ao final de 2022, o prédio havia passado por
reforma arquitetônica e ganhado pintura e novo sistema de climatização.

Companhia de Ópera do RS faz concerto solidário neste sábado, no Theatro São Pedro

 

A Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul une-se ao Theatro São Pedro neste sábado (8), a partir das 15h, no evento Mostra Sol do Sul, com o concerto CORS canta pelo RS – Vozes em Solidariedade”. A programação tem entrada gratuita, mediante a doação de produtos de higiene e limpeza aos atingidos das enchentes.

Flavio Leite-CORS-credito Vitor Ceolin/ Divulgação

O programa é composto por árias, duetos, trios e grandes formações vocais de composições icônicas de Bizet, Delibes, Mozart, Puccini, Strauss e Villa-Lobos, nas vozes das sopranos Deizi Nacimento, Fiama de Vite, Gabriela Jucá, Gaia Schenini, Paula Schwartz, Raquel Flores e Rosimari Oliveira, das mezzosopranos Luciane Bottona e Rose Carvalho, dos tenores Adolfo Amaral, Felipe Bertol, Flávio Leite e Roger Scarton, do barítono Alex Barbosa e do baixo barítono Guilherme Roman. Todos serão acompanhados pelo pianista Eduardo Knob.

Flavio Leite-CORS-credito Vitoria Proenca/ Divulgação

Membros da CORS diretamente atingidos pelas enchentes farão parte do programa solidário nesse momento importante de reconstrução do Estado e retomada das atividades culturais no Rio Grande do Sul, como Knob, que vive no Sarandi, um dos bairros mais afetados pelas águas, e que ainda não conseguiu retornar para casa.

“Tivemos dois artistas diretamente afetados pelas enchentes que perderam suas casas e dezenas de outros com trabalhos cancelados em função da tragédia no Estado. É hora de união e força para recomeçarmos, pois a arte e a cultura são combustíveis para a alma nesse momento em que estamos tão sensibilizados pelos acontecimentos”, diz Flávio Leite, presidente da CORS.

Flávio Leite CORS_credito Vitoria Proenca/Divulgação

PROGRAMAÇÃO
15h – Sol Maior
16h – Orquestra Jovem Theatro São Pedro
17h – Show Casa, com Madalena e Simone Rasslan
18h – CORS canta pelo RS – Vozes em Solidariedade

SERVIÇO
8 de junho | Sábado
Mostra Sol do Sul
Onde: Theatro São Pedro | Palco Principal (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico)
Entrada gratuita, mediante doação de produtos de higiene e limpeza para os atingidos pelas enchentes

Fundação Padre Anchieta promove arrecadação para crianças desabrigadas gaúchas

 

A AÇÃO REALIZADA PELA MANTENEDORA DA TV CULTURA DE SÃO PAULO ACONTECE NO SOLAR FÁBIO PRADO, NO PRÓXIMO  DOMINGO (9/6) COM PARTICIPAÇÃO DOS PERSONAGENS DO PROGRAMA INFANTIL “QUINTAL DA CULTURA”

‏‏‌​A Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, realizará uma ação para arrecadar doações para as crianças do Rio Grande do Sul. No domingo (9/6), no Solar Fábio Prado, das 10h às 13h, Ludovico, Doroteia, Osório e Ofélia, personagens do Quintal da Cultura, receberão o público infantil para tirar fotos e participar de brincadeiras.
Visando ajudar as vítimas dos desastres climáticos que ocorrem no Rio Grande do Sul, o foco das doações é material escolar, brinquedos e o que mais desejarem para as crianças gaúchas. É uma ação de criança para criança! O Solar fica localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705.

RS Música Urgente: coletivo lança campanha para socorrer profissionais atingidos

O Rio Grande do Sul vive um estado de calamidade. Mais de 90% do estado vem sofrendo os efeitos da catástrofe climática ocorrida entre abril e maio de 2024.

Neste momento, muitas iniciativas estão sendo
realizadas em prol dos atingidos pelas enchentes, com várias frentes de trabalho voltadas às diferentes áreas da economia.
Em meio às inundações, um grande movimento vem sendo realizado no setor cultural do Rio Grande do Sul e o setor da música está se reunindo e propondo ações, tendo como foco o amparo da classe.

Assim nasce o RS Música Urgente, que tem como primeira ação uma campanha de doações através da chave pix
emergenciamusicars@gmail.com visando atender demandas urgentes de profissionais diretamente atingidos pelas cheias.

A cadeia produtiva da música vive um cenário de perdas materiais, cancelamentos e adiamento de trabalho. O coletivo é, portanto, uma reunião com mais de mil profissionais, entre músicos, técnicos e produtores, divididos em Grupos de Trabalho que fazem frente às
discussões e planejamentos em torno dos seguintes temas:
– Comunicação;
– Legislação/Impostos e Direitos Autorais;
– Mapeamento/Cadastramento;
– Projetos;
– Carta/Documento ao Brasil e Mundo;
– Associação – AMEM RS;
– Redes Sociais/Design;
– Auxílios Emergências/Donativos;
– Circulação outros Estados/Países;
– Pubs/Bares de Música;
– Embaixadas/Consulados;
– Interlocução política;
– Organização Geral.
Muitos profissionais da música perderam instrumentos e outros equipamentos de trabalho, além de terem suas moradias e estabelecimentos comerciais invadidos pelas águas.

Mas grande parte do setor foi prejudicado nas oportunidades de atuação e receitas devido ao cancelamento de inúmeros festivais, shows e demais
eventos.

A circulação de espetáculos também foi diretamente atingida, uma vez que as estradas interrompidas não permitem os deslocamentos.

Muitas cidades foram completamente “arrasadas”, sem condições de receber atividades de qualquer tipo. Desta forma, estão suspensas praticamente todos eventos culturais do Estado por tempo indeterminado, impossibilitando que milhares de profissionais da
cultura exerçam seu trabalho, sem garantia de renda ou perspectivas de retorno.
O objetivo do coletivo é diagnosticar, planejar e elaborar propostas e estratégias de ações, em constante diálogo com o poder público nas instâncias municipais, estadual e federal, bem como com a sociedade civil e também com agentes internacionais, embaixadas e consulados
com representação no Brasil.
O RS Música Urgente, preparou uma CARTA ABERTA de
apresentação explicando os objetivos e as ações nas quais vai se dedicar.

Nossos contatos:
contato@rsmusica.com.br
Instagram: @rsmusica

Concertos líricos em São Paulo e Rio de Janeiro para a Companhia de Ópera do RS e Associação dos Funcionários da OSPA

As duas maiores agências de cantores líricos do país, a Ópera Atelier e o Duo Conexões, e diversos cantores líricos e pianistas abraçaram a ideia da mezzo-soprano Mere Oliveira (SP) de realizar a série solidária “Lírica Pró-RS” em São Paulo e Rio de Janeiro. Até o momento, foram fechados oito concertos, sendo dois no Theatro Municipal de São Paulo e um no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Toda a renda será destinada à Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS) e à Associação dos Funcionários da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (AFOSPA), para ajudar músicos e funcionários dessas duas instituições que perderam tudo nas enchentes.

COMO PARTICIPAR

  1. Aponte a câmera do seu celular para um dos dois QR Codes que estão no carrossel do Instagram @operaatelierartists, @duoconexoesculturais ou @ciaoperars;
  2. Escolha um valor superior a R$20,00;
  3. Adicione na descrição a identificação “Lirica pró-RS” e a cidade onde irá assistir ao concerto;
  4. Confirme o Pix e envie;
  5. Guarde o comprovante para apresentá-lo na entrada do concerto escolhido.
OSPA I Pagliacci – Elenco B por @vitoriaproenca- Divulgação

PROGRAMAÇÃO LÍRICA PRÓ RS

31 de maio| 20h – Mosteiro Itaici, Indaiatuba (SP)

4 de junho | 20h – Teatro Metrópole, Taubaté (SP)

5 e 6 de junho | 20h – Theatro Municipal de São Paulo

7 de junho | 20h – Teatro Laura Abrahão – Unidade Perdizes (SP)

13 de junho | 20h – Teatro Minaz, Ribeirão Preto (SP)

18 de junho | 19h – Theatro Municipal do Rio de Janeiro

“SOS RS – As Águas”: exposição de fotógrafos, com renda revertida para as vítimas da enchentes

Exposição beneficente inaugura nesta sexta-feira, 31 de maio, em Garopaba (SC), com 100% da renda da venda das obras revertida para as vítimas da enchente no RS.

Segundo o texto de divulgação ” A água além da destruição. A água ressignificada. A água pela reconstrução. Essa é a proposta da exposição solidária “SOS RS – As Águas”, que inaugura nesta sexta-feira, 31 de maio, às 17 horas, na Galeria Local Rancho 29, localizada na Rua Manoel de Araújo, 29, no Centro Histórico, de Garopaba (SC).  A mostra fica no espaço até o dia 30 de junho, com entrada franca. E pode ser conferida ainda pelo Instagram: @galerialocal.rancho29.

A iniciativa é do fotógrafo gaúcho Douglas Fischer e da também gaúcha Kati Pinheiro, que abriu a galeria gratuitamente para receber a mostra. Além das obras de Fischer e de Kati, a exposição conta com a participação de Maísa Weber, Jamille de Aguiar, Eduardo Soster, Marcela Dadall, Thomaz Croco, Teo Marques e Pietro França, com a curadoria de Juliana Althaus e Kati Pinheiro, que gentilmente doaram suas obras e seu trabalho em prol da causa da reconstrução do Rio Grande do Sul. As mais de 30 obras estarão à venda presencialmente e pelo Instagram da galeria, com lucro integralmente destinado para auxiliar as vítimas das enchentes.

Foto: Divulgação

Há duas semanas, o fotógrafo Douglas Fischer precisou sair de casa, pela situação em que Porto Alegre estava, com alagamentos, falta de água, falta de luz. Em Garopaba, Fischer se reuniu com a galerista Kati Pinheiro, da Galeria Local Rancho 29, com Juliana Althaus e com Rita Soeiro, sua namorada, e surgiu a ideia de fazer uma exposição, mostrando a relação do homem com a água.  São várias leituras possíveis a partir das obras, mas o essencial é (re)pensar essa relação entre o homem, a natureza e a água.

A galeria foi o primeiro espaço de coleta de doações em Garopaba. O grupo de artistas vai definir as entidades que serão beneficiadas com a venda das obras e a prestação de contas será feita pelo Instagram da galeria e pelo @douglasfischer_fotografia.

Foto: Divulgação

Exposição Solidária “SOS RS – As Águas”
Abertura: 
31 de maio, às 17h

Visitação: até 30 de junho

Local: Galeria Local Rancho 29, na Rua Manoel de Araújo, 29, em Garopaba (SC)

E também pelo Instagram: @galerialocal.rancho29.

 

MARGS realiza em maio programação especial e gratuita pensada para diversos públicos

Pensadas para atender aos mais diversos públicos, as atividades envolvem ações de acessibilidade, oficinas e sessão de curta-metragem. Ações integram os programas públicos “Mediação em Libras”, “Oficinas de criação”, “Crianças no MARGS” e “Conversas com artistas” e as mostras “Acervo em movimento” e “MARGS 70”

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura do
RS — Sedac e com patrocínio do Banrisul, anuncia programação especial para o mês de maio de
2024.

Oficina ‘Arte de vestir’, a partir da obra de Didonet Thomaz, ‘Arte vestível da performance ARTE AE’/ Divulgação

Desenvolvidas pelo Núcleo Educativo e de Programa Público do Museu, as atividades são gratuitas e
pensadas para atender aos mais diversos públicos, envolvendo ação de acessibilidade, oficinas de
experimentação artística e sessão de curta-metragem.
Integram as programações das exposições “Acervo em movimento” e “MARGS 70 – Percursos de
um acervo”, além de contemplar os programas públicos de longa duração em andamento:
“Mediação em Libras”, “Oficinas de criação”, “Crianças no MARGS” e “Conversas com artistas”.

Além disso, haverá mais uma edição do já tradicional evento “Conversas no Museu”, realizado
mensalmente pela Associação dos Amigos do MARGS – AAMARGS.
Destaca-se a sessão de exibição do curta-metragem “Hélio Fervenza, conjunto vazio” (dir. Hopi
Chapman, 2023, 11’45”), seguida de debate com o artista Hélio Fervenza e o diretor Hopi Chapman.
O filme aborda a produção de Hélio Fervenza, no contexto da exposição “Hélio Fervenza – Conjunto
vazio”, apresentada no MARGS de agosto a novembro de 2023.

Confira abaixo a programação, detalhes e mais informações.

PROGRAMAÇÃO DE MAIO

Atividade

Data, horário, local Programa público, parcerias Indicação de
público

Inscrições

Mediação em Libras
por Vânia da Rosa

03.05.2024
(sexta-feira)
14h
Pinacotecas do
MARGS

Programa público “Mediação
em Libras” e da exposição
“MARGS 70 – Percursos de
um acervo”

Público surdo
ou com
audição
reduzida

Atividade
gratuita. Vagas
limitadas.
Inscrições através
de formulário
(clique aqui)

Oficina de retrato-ficção
por Paula Trusz

11.05.2024
(sábado)
10h30
Sala de reuniões do
MARGS

Programa público “Oficinas
de criação” e da exposição
“MARGS 70 – Percursos de
um acervo”

Programa de Extensão
Histórias e Práticas Artísticas
– PEHPA (IA/UFRGS)

Livre Atividade
gratuita. Vagas
limitadas.
Inscrições através
de formulário
(clique aqui)

Oficina “Arte de vestir”
por Núcleo Educativo e
de Programa Público do
MARGS

11.05.2024
(sábado)
15h
Sala de reuniões do
MARGS e
Pinacotecas

Programa público “Crianças
no MARGS” e da exposição
“MARGS 70 – Percursos de
um acervo”

Crianças,
acompanhadas
de seus
responsáveis

Atividade
gratuita. Vagas
limitadas.
Inscrições através
de formulário
(clique aqui)

Mulheres artistas do
Renascimento e Barroco:
do silêncio à história
por Cristine Tedesco e
mediação de Eunice
Pigozzo

14.05.2024
(terça-feira)
14h30
Auditório do MARGS

“Conversas no Museu” Livre Atividade
gratuita. Sem
necessidade de
inscrições prévias
(são 60 lugares,
por ordem de
chegada)

Sessão comentada do
curta-metragem “Hélio
Fervenza, conjunto
vazio”
com Hélio Fervenza,
Hopi Chapman e
Francisco Dalcol

25.05.2024
(sábado)
10h30
Auditório do MARGS

Programa público
“Conversas com artistas”

Livre Atividade
gratuita. Sem
necessidade de
inscrições prévias
(são 60 lugares,
por ordem de
chegada)

Mediação em Libras

No dia 03.05, às 14h, será realizada mais uma edição de Mediação em Libras. A atividade ocorrerá
na exposição “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, nas Pinacotecas do MARGS. Há necessidade
de inscrições prévias via formulário (clique aqui).
O projeto Mediação em Libras iniciou em 2023, integrando o Programa público da exposição
“Acervo em movimento”, que é um programa expositivo concebido em 2019 com o objetivo de
trazer a público o acervo do Museu, por meio de uma exposição de longa duração que se vale da
estratégia de rotatividade das obras expostas. Além das exposições, as visitas mediadas em Libras
também abordam a história do MARGS e o prédio histórico onde o Museu funciona.
As próximas visitas mediadas em libras acontecerão nos dias 07 de junho e 05 de julho. Em agosto,
haverá duas edições, uma no dia 02 de agosto e outra durante a Semana Estadual da Pessoa com
Deficiência. A partir de junho deste ano, as mediações em Libras acontecerão na ampla exposição
comemorativa “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, concebida para a ocasião do aniversário do
Museu. A mostra abrangerá todas as salas expositivas do MARGS e apresentará uma amostragem
panorâmica, reunindo obras marcantes e emblemáticas, justapostas a obras menos conhecidas e
pouco ou há muito tempo não exibidas.
Vânia da Rosa
Vânia Rosa da Silva é pedagoga, Intérprete de Língua de Sinais – Libras, Certificada em Pró-Libras –
MEC. Atua como intérprete em eventos, seminários, congressos, audiências judiciais, em
atendimento às empresas e ministra cursos em Libras; Especialista na Educação e apoio das Pessoas
Surdas e Múltiplas Deficiências, Especialista em Educação Inclusiva e Especialista em Educação
Especial, com experiência em diferentes empresas nacionais e multinacionais.

Oficina de retrato-ficção

No dia 11.05.2024, sábado, às 10h30, Paula Trusz ministrará uma Oficina de retrato-ficção. A
atividade gratuita terá lugar na sala de reuniões do MARGS. Há necessidade de inscrição prévia, via
formulário (clique aqui).
A atividade tomará como referência a série fotográfica “Autorretrato com armário”, de David
Ceccon, atualmente em exibição na exposição “MARGS 70 – Percursos de um acervo”, na qual o

artista altera selfies através de aplicativos de edição de imagem. Na oficina, selfies servirão como
base para a construção de representações a partir de fragmentos, colagens e intervenções. Os
participantes serão convidados a realizarem autorretratos ficcionais, refletindo sobre as
representações de si mesmos.
O Programa público “Oficinas de criação” desenvolve mensalmente oficinas e ações educativas de
caráter prático, com o objetivo de proporcionar experimentações ou introduções a práticas e
técnicas artísticas em diálogo com obras do Acervo Artístico do MARGS ou em exibição.
Paula Trusz
Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte junto ao PPGAV-IA/UFRGS e graduanda em Museologia
(UFRGS). Possui licenciatura (2022) e bacharelado (2011) em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisa atualmente a autorrepresentação de artistas
mulheres em ambientes virtuais. É professora de educação básica desde 2016 e editora de arte da
Revista PHILIA | Filosofia, Literatura & Arte.

Oficina “Arte de vestir”

No dia 11.05, sábado, às 15h, ocorre mais uma edição do programa público “Crianças no MARGS”,
realizado mensalmente e destinado a crianças acompanhadas de seus responsáveis. A atividade
acontecerá nas Pinacotecas e na sala de reuniões do MARGS. Há necessidade de inscrição prévia
através de formulário (clique aqui).
A atividade tomará como base “Arte vestível da performance ARTE AE” (1983), de Didonet Thomaz,
atualmente em exibição na exposição “MARGS 70 – Percursos de um acervo”. O conjunto exibido
contém registros da performance e objetos utilizados, incluindo o que a artista chama de “Arte
vestível”. A partir de uma reflexão sobre a relação entre arte e vestimenta, as crianças serão
convidadas a realizar experimentos com tecidos, cores e texturas, criando vestimentas ou
composições têxteis. Ao final da atividade, haverá um desfile.

Frame do curta ‘Hélio Fervenza, conjunto vazio’ (dir. Hopi Chapman, / Divulgação

Mulheres artistas do Renascimento e Barroco:

do silêncio à história

No dia 14.05.2024, terça-feira, às 14h30, no Auditório do MARGS, acontecerá o encontro
“Mulheres artistas do Renascimento e Barroco: do silêncio à história”. A palestra será de Cristine
Tedesco e a mediação ficará a cargo de Eunice Pigozzo, mediadora literária e produtora cultural. A
atividade é gratuita e não necessita de inscrição prévia. São 60 lugares, por ordem de chegada.

Cristine Tedesco abordará, na palestra, o protagonismo feminino na História da arte e das
Academias literárias dos períodos do Renascimento e do Barroco, abordando as distintas formas de
violência, no contexto artístico, contra as mulheres, tanto no passado quanto na realidade. Além
disso, serão discutidos os métodos de análise de fontes epistolares, judiciais, visuais e inventários de
obras.
Cristine Tedesco
Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, com período de bolsa sanduíche na Università Ca’ Foscari de Veneza (2016–2017).
Mestra em História pela Universidade Federal de Pelotas (2011–2013). Licenciada em História pela
Universidade de Caxias do Sul (2006–2011). Desenvolve estudos sobre o protagonismo feminino nas
artes no período entre os séculos XVI e XVII, na península italiana. Investiga e analisa, em especial, a
vida e a obra da pintora Artemisia Gentileschi (1593-1654). Trabalha com fontes judiciais,
correspondências e imagens, em sua maioria representações pictóricas produzidas entre o
Renascimento e o Barroco. Realiza cursos, oficinas e pesquisas em universidades, museus e outras
instituições de memória. Desenvolve projetos culturais e curadorias de arte. Atua como professora
de História da Arte.

Sessão comentada do curta
“Hélio Fervenza, conjunto vazio”

No dia 25.05, sábado, às 10h30, será realizada a exibição do curta-metragem “Hélio Fervenza,
conjunto vazio”, seguida de conversa com o artista Hélio Fervenza e o diretor Hopi Chapman. Com
mediação do diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, a atividade acontecerá no Auditório do
MARGS. Não há necessidade de inscrições prévias. São 60 lugares, por ordem de chegada.
O curta “Hélio Fervenza, conjunto vazio” (dir. Hopi Chapman, 2023, 11’45”) aborda a produção de
Hélio Fervenza, a partir de uma série de depoimentos, dentre os quais estão, além do próprio
artistas, Maria Ivone dos Santos, André Severo e os curadores Francisco Dalcol e Cristina Barros,
responsáveis pela exposição “Hélio Fervenza – Conjunto vazio”, apresentada no MARGS de agosto a
novembro de 2023.

FICHA TÉCNICA

“Hélio Fervenza, conjunto vazio” (2023, 11’45”, Full HD)
Direção, Roteiro e Montagem: Hopi Chapman
Direção de Fotografia e Drone: Eduardo Horlle

Som: Renato Almeida

Trilha Sonora: Vito O. Az.
Produção: Flow Filmes

A Flow Filmes produz, desde 2007, programas de TV e documentários sobre cultura, arte e direitos
humanos exibidos em Festivais de Cinema como Gramado, Mostra de Campinas, Cine Vitória,
Mostra de Cinema SESC e em canais de TV como Canal Futuro, Prime Box Brazil, Arte 1, Canal Curta,
TV Justiça and Sesc TV, TV Cultura e TV Brasil. Produziu curta-metragens sobre artistas como Júlio
Plaza, Vera Chaves Barcellos, o grupo Nervo Óptico, Karin Lambrecht, Regina Silveira, Gisela Waetge,
Cava, Ottjőrg A.C, Lia Menna Barreto, Hélio Fervenza, Nelson Wilbert Jr., Lenir de Miranda, entre
outros. Em 2024 está realizando Nhemongarai um curta sobre um ritual Guarani com financiamento

do edital Lei Paulo Gustavo de Porto Alegre e o Governo Federal.