Obras de Erly Almanza celebram o bicentenário da independência do Peru

Mamachín-óleo sobre lino-60 x 140 cm-2019/ Divulgação

Na próxima quarta-feira, dia 28 de julho, o Peru celebra seus 200 anos de independência. O bicentenário serve para celebração no Aberto Espaço Cultural, que abre as portas de sua galeria, agora localizada em São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, para o artista peruano Erly Almanza.

Zeca/ divulgação

As obras de Almanza, também conhecido como Lito, respondem a perguntas sobre a vida do indígena andino contemporâneo, a essência do homem andino em um mundo globalizado. Em suas invenções, a subjetividade é evidenciada por meio do misticismo e da “mestiçagem” cultural. É um trânsito contínuo que anda de mãos dadas com o caráter do artista.

Peppa death-óleo sobre lienzo y hojas de plata-70 x 100 cm-2019/ Divulgação

Serão, aproximadamente, 10 obras em gravura digital (processo contemporâneo de gravação de imagens por meios digitais, cuja impressão pode ser feita em papéis ou telas), além de algumas pinturas à óleo originais. Os preços variam de R$ 160 (gravuras digitais pequenas, tamanho médio de 15×15), R$ 380 as médias (35×20), ultrapassando a casa dos R$ 1.200,00 as pinturas à óleo original. Os trabalhos constituem acervo permanente do Aberto e podem ser prestigiadas a partir desta sexta-feira, dia 30 de julho.

La banda/ Divulgação

Conhecendo o artista  

Nascido em Arequipa, o artista viveu parte de sua infância em Ayaviri, cidade nos Andes peruanos. Estudou Artes Plásticas na Universidade Nacional de San Agustín em Arequipa. Em 2008 deu início ao projeto “Ayar a lenda dos Inkas” (uma história em quadrinhos que narra a origem dos Incas), formando a empresa Tawa Producciones ao mesmo tempo em que passava a trabalhar pinturas indígenas em óleo e acrílico.

Puka pollera-óleo sobre lienzo-50 x 85 cm-2019/ Divulgação

Em 2009 realizou sua primeira exposição individual em Arequipa. Em 2010 iniciou exposições em Lima, capital peruana. Na sequência, passou por San Diego e Nova York, nos Estados Unidos. Em 2015 começou a expor suas obras indígenas na Europa, em 2016 mudou‐se para Lima, onde passou a ser representado por várias galerias. Em meados de 2017 mudou‐se para Porto Alegre para fazer o mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Aqui no Sul, conheceu Marla Trevisan e Ricardo Giuliani, se tornando artista parceiro do Aberto. Devido à pandemia, retornou ao Peru, decidindo ficar por lá até que seja seguro viajar. Atualmente é professor de Artes Visuais e continua produzindo obras de arte que se movem entre o indigenismo e a fantasia.

Jazz patronal/ Divulgação

SERVIÇO 

Obras no artista Erly Almanza no Aberto Espaço Cultural

Sextas: das 15 às 19h

Sábado: das 10h às 19h

Domingos: das 10h às 13h

Agendamento personalizado pelo fone (51) 999301911

Endereço: Rua Assis Brasil, 236, São Francisco de Paula (RS)

I

El viaje del ratón-óleo sobre lienzo-70 x 100 cm-2018/ Divulgação

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