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  • FHC: “Regina Duarte não conhece a selva em que se meteu”

    FHC: “Regina Duarte não conhece a selva em que se meteu”

    As primeiras declarações da atriz Regina Duarte como Secretária Nacional de Cultura, confirmam a previsão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista na semana passada.

    Dizendo-se amigo de Regina Duarte, FHC afirmou que ela “não conhece a selva em que está se metendo”.  Segundo o ex-presidente, a atriz desconhece os meandros da política palaciana e está partindo para “uma aventura”.

    Em sua primeira entrevista depois da posse, falando ao Fantástico, a nova secretária da Cultura disse que está lutando contra “uma facção que quer o meu lugar”.

  • Solos de piano e obras de Beethoven, na abertura de temporada de 2020 da Ospa

    Solos de piano e obras de Beethoven, na abertura de temporada de 2020 da Ospa

    A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) sobe ao palco pela primeira vez em 2020, ano que completa 70 anos de atividades ininterruptas. Para celebrar mais uma temporada de história, música e consolidação cultural, a orquestra apresenta um concerto histórico e revive a trajetória de Ludwig van Beethoven (1770-1827), que completa 250 anos em 2020. A apresentação acontece no dia 07 de março, sábado, às 17h, e tem regência do maestro e diretor artístico da sinfônica, Evandro Matté.

    A Ospa apresenta duas grandes obras do compositor romântico alemão: ‘‘Abertura Egmont’’ e ‘‘Fantasia Coral’’.  No repertório, também se destaca ‘‘Scheherazade, do russo Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908), inspirada nos contos de ‘‘As mil e uma noites’’. Os solos ficam por conta do pianista Alexandre Dossin e dos cantores  Elisa Machado, Larissa Ramos, Angela Diel, Eduardo Bighelini, Adolfo S. do Amaral e Ricardo Barpp , além da participação especial do Coro Sinfônico da Ospa.

    Os ingressos estão disponíveis por valores entre R$ 15 e 40 através do site da Uhuu, na bilheteria do Teatro do Bourbon Country ou no local, no dia do concerto, das 14h às 17h, mediante disponibilidade.

    Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 3222-7387.

    Por Trás do Programa

    Além do espetáculo, a sinfônica realiza a primeira edição do projeto “Por Trás do Programa”. Todos os sábados, antes dos concertos oficiais na Casa da Ospa, acontece uma palestra, explicada por um especialista convidado, sobre o repertório da apresentação do dia.  O objetivo é aproximar o público e tornar mais lúdica a experiência com a música de concerto. As três obras serão comentadas pelo pianista Max Uriarte, membro da Comissão Artística do Festival Internacional SESC de Música de Pelotas. A palestra possibilita aos participantes, principalmente aos que ficarem para o concerto, uma experiência imersiva no programa. O evento acontece na Sala Sinfônica da Casa da Ospa, às 15h30, uma hora e meia antes do início do concerto. A entrada é franca.

    Sobre o repertório

    A orquestra abre a Temporada Artística 2020 com a obra Scheherazade, de Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908). O compositor dá vida aos contos populares da Ásia Ocidental com a protagonista de ‘‘As Mil e Uma Noites’’. Segmentada em quatro movimentos, a peça explora os diversos episódios da história desse clássico da literatura mundial. A suíte captura a essência folclórica, preservando a narrativa através de ritmos e melodias. A peça se insere no período após a dissolução do Grupo dos Cinco, quando o mecenas Mitrofan Belyayev passou a publicar obras de compositores de forma independente. Em 1886, o comerciante criou a série Concertos Sinfônicos Russos e permitiu que jovens músicos tivessem sinfonias executadas. Nela, Korsakov estreou algumas de suas obras mais conhecidas, como Capricho Espanhol (1887), A Grande Páscoa Russa (1888) e Scheherazade (1888).

    Em ‘‘Abertura Egmont Op.84’’, Ludwig van Beethoven (1770-1827) reconstitui a dramaturgia de Johann Wolfgang von Goethe em sinfonia. A obra foi uma encomenda musical para a peça teatral do escritor, que integrava o movimento pré-romântico Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto). Assim como a leitura, a composição reflete a predominância das emoções em oposição às tendências racionalistas do Iluminismo do movimento Clássico anterior. A canção é carregada de uma aura sombria e aos poucos é ofuscada pela enérgica determinação do herói em notas musicais intensas, tendo um desfecho triunfante com o sacrifício do guerreiro pelo povo.

     ‘‘Fantasia Coral’’ reflete a transgressão de Ludwig van Beethoven (1770-1827) ao padrão Clássico anterior. Ao associar o piano solista à formação orquestral, a peça não se submete à estrutura tradicional do concerto, nem aos padrões da música vocal. A obra, associada ao movimento pré-romântico, emprega o poema de Friedrich Schiller, antecipando a verbalização de coro e solista, tendência adotada com ênfase apenas no século XIX por compositores como Mahler, Franck e Bruckner. Beethoven a estreou como solista em um concerto junto à Quinta e Sexta Sinfonia improvisando a seção. A peça também serviu de base para a construção estilística da renomada Nona Sinfonia.

    Evandro Matté (regente)

    É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, sediado em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França).  Atraído pela regência, passou a atuar desde 2006. Desde então, esteve à frente de orquestras do Uruguai, Argentina, China, Portugual, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos como convidado. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes em seu domínio artístico.

     Alexandre Dossin (piano – Brasil)

    Pianista brasileiro radicado nos Estados Unidos, é reconhecido internacionalmente com as principais conquistas no instrumento. Obteve o primeiro prêmio no ‘‘Concurso Internacional de Piano Martha Argerich’’, em Buenos Aires, o “Grand Prix Maria Callas”, na Grécia, e o “Mozart International Piano Competition”, em Salzburg. É diplomado pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscou e Doutor em Piano pela Universidade do Texas. Sua discografia inclui 20 CDs com obras de Liszt, Prokofiev, Kabalevsky, Krieger e Bernstein, entre outros. Também é editor da Schirmer, com várias publicações de Tchaikovsky, Liszt, Rachmaninov e Prokofiev. Em 2015 foi eleito Vice-Presidente da American Liszt Society e em 2016 nomeado “International Steinway Artist,” quando seu nome foi incluído em uma lista seleta de pianistas internacionais honrados com o título. Atualmente é professor titular e diretor do departamento de piano na Universidade de Oregon.

    Concerto de Abertura da Temporada Artística 2020

    Quando: 07 de março de 2020, sábado, às 17h
    Onde: Casa da Ospa (Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) – Av. Borges de Medeiros, 1501 – Praia de Belas)

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos

    Ingressos:

    Valores: R$ 40 (camarote), R$ 40 (plateia) e R$ 30 (mezaninos e balcões), com desconto de 50% para seniores, sócios do Clube do Assinante ZH, doadores de sangue, pessoas com deficiência, estudantes, jovens até 15 anos e ID Jovem e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari e Bourbon e para clientes do Banrisul.

     

    Venda online: no site da Uhuu em http://bit.ly/casadaospa2020_1 (Inclui taxa de conveniência).

    Venda física: na Casa da Ospa, no dia do evento, das 14h às 17h; ou na bilheteria do Teatro do Bourbon Country. Sujeita à disponibilidade de ingressos.

    Bilheteria: Dinheiro, Banricompras, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.

    PROGRAMA

    Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908): Scheherazade Op.35
    I. O mar e o navio de Simbad
    II. A narrativa do príncipe Kalender
    III. O jovem príncipe e a jovem princesa

    1. Festival de Bagdá. O mar. O navio se choca contra um rochedo encimado por um guerreiro de bronze.

    Ludwig van Beethoven (1770-1827): Abertura Egmont, Op.84


    Ludwig van Beethoven (1770-1827): Fantasia Coral, Op.80

    1. Adagio
    2. Finale

    Regente: Evandro Matté (Brasil)

    Solistas: Alexandre Dossin (piano – Brasil),

    Elisa Machado, Larissa Ramos, Angela Diel, Eduardo Bighelini, Adolfo S. do Amaral, Ricardo Barpp (coristas)

    Participação Especial: Coro Sinfônico da Ospa

  • Músico norte-americano comenta filme de Spike Lee na Sala Paulo Amorim

    Músico norte-americano comenta filme de Spike Lee na Sala Paulo Amorim

    Desmond Scaife Jr vai estar no palco do Projeto Casa Expandida, que acontece no sábado (7), na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Antes disso, no entanto, o pianista norte-americano participa, sexta-feira (6), de uma sessão comentada do filme “Ela quer tudo”, do diretor Spike Lee. A exibição começa às 19h30min, na sala Paulo Amorim.
    “Desmond falará sobre a trajetória artística e também sobre questões de identidade racial. Foi o próprio artista quem sugeriu o filme”, destaca a jornalística e crítica de cinema Mônica Kanitz, programadora da Cinemateca Paulo Amorim. De acordo com ela, o jazzista sugeriu o filme de Spike Lee porque o jazz e o blues são marcantes na trama, mas o tema principal é a história afro-americana.

    Natural do Alabama, Desmond Scaife Jr. estudou na tradicional Berklee College of Music. Sua música traz influências do jazz, blues, gospel, soul e hip hop, com referência de artistas como Aretha Franklin e Stevie Wonder. “Com o sucesso das suas músicas, eles comemoraram sua identidade e o orgulho negro”, acrescenta o músico. Desmond Scaife Jr. vem a Porto Alegre a convite do Iecine (Instituto Estadual de Cinema) e da Associação de Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana (AACCMQ), para participar, no sábado da primeira edição do ano do projeto Casa Expandida. O show do jazzista norte-americano começa às 21h30. Os Replicantes sobem ao palco na sequência, às 22h45. A partir das 19h, o evento tem discotecagem, do DJ Piá.

    SOBRE O FILME – “Ela quer tudo” (She’s gotta have it – 1986) foi o primeiro sucesso de Spike Lee e gira em torno de Nola Darling (Tracy Johns), uma bem resolvida jovem do Brooklyn (bairro de Nova York), que se divide entre três namorados:  o certinho Jamie (Tommy Hicks), o vaidoso Greer (John Terrell) e o imaturo  Mars (o próprio Spike Lee). Recentemente, o filme foi adaptado para uma série da Netflix, com duas temporadas.
    O ingresso para a sessão comentada tem preço único de R$ 7,00. Neste dia, fica cancelada a sessão de “Parasita” na mesma sala. Haverá tradução simultânea durante a sessão.


    SERVIÇO:
    “Ela quer tudo” – Sessão comentada com Desmond Scaife Jr.
    Quando: 6 de março – sexta-feira
    Horário: 19h30
    Onde: Sala Paulo Amorim | Térreo | Casa de Cultura Mario Quintana | Rua dos Andradas, 736 | Centro Histórico | Porto Alegre

  • Monólogo Olga estreia em novo formato na Casa de Cultura Mario Quintana

    Monólogo Olga estreia em novo formato na Casa de Cultura Mario Quintana

    A montagem original, de 2018, era uma performance de 20 minutos, que transitou por diversos festivais e mostras de teatro do Estado. Laureada com vários prêmios de melhor atriz e espetáculo, “Olga” deu forma a um incrível e impactante espetáculo, com o dobro de tempo e, totalmente repaginado que será apresentado a partir da sexta-feira, dia 6 de março na CCMQ

    A remontagem de Olga é uma homenagem às vítimas do Holocausto nos 75 anos da descoberta do campo de concentração de Auschwitz. O monólogo apresenta a última noite de Olga Benário Prestes no campo de extermínio nazista de Bernburg. Várias recordações fazem com que se vislumbre a mãe, a esposa, a judia, a revolucionária, a antissocial, a presa política.

    A jovem revolucionária alemã foi enviada ao Brasil em 1934, pela Internacional Comunista, para garantir a segurança de Luís Carlos Prestes. Sob o governo de Getúlio Vargas, foi presa e deportada para a Alemanha, onde ficou sob o comando nazista por seis anos. Por ser judia e ter uma forte posição política, foi executada na câmara de gás, em 1942, aos 34 anos.

    A concepção cênica do espetáculo reverbera sentimentos de solidão, frieza e opressão no cenário, no figurino, na iluminação e na trilha sonora. Nos dias 6, 13, 20 e 27, sextas-feiras, após o espetáculo, haverá um bate-papo com especialistas, historiadores e sobreviventes do holocausto sob a supervisão do Instituto Marc Chagall.

    Ficha Técnica:
    Texto – Edelweiss Ramos e Pedro Bertoldi
    Atriz – Edelweiss Ramos
    Direção – Camila Bauer
    Trilha Sonora – Original Álvaro Rosa Costa
    Figurino – Liane Venturella
    Cenografia – Diego Stefani
    Iluminação – Ricardo Vivian
    Técnico de Som – Álvaro Rosa Costa
    Arte Gráfica – Jéssica Barbosa
    Fotografia – Sérgio Azevedo
    Divulgação – Ari Lopes
    Produção Executiva – Raiar Produções

    SERVIÇO:
    Olga
    Quando: 6 a 29 de março (sextas a domingos)
    Horário: 20h
    Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20 (Clube do Assinante ZH, estudantes, idosos, professores e classe artística, mediante comprovação) – à venda na Bomboletras (Shopping Olaria, loja 3 – Cidade Baixa), das 10h às 22h, de segunda a sexta, e das 15h às 21h, no domingo. Vendas online pelos sites www.tcheofertas.com.br e www.entreatosdivulga.com.br
    Duração: 40 minutos
    Classificação etária indicativa: 12 anos
    Onde: Sala Carlos Carvalho | 2º andar da Casa de Cultura Mario Quintana | Rua dos Andradas, 736 | Centro histórico – Porto Alegre

  • O jazz contemporâneo de Desmond Scaife Jr. e o punk rock dos Replicantes, na Casa Expandida

    O jazz contemporâneo de Desmond Scaife Jr. e o punk rock dos Replicantes, na Casa Expandida

    A retomada do Projeto Casa Expandida, edição 2020, acontece no dia 7 de março. Como já é tradição, no primeiro sábado de cada mês, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) expande o horário de funcionamento até a meia-noite, sempre com atrações especiais. Este ano – quando se comemoram os 30 anos da instituição – a abertura do Projeto Casa Expandida traz, em parceria com a Cinemateca Paulo Amorim, o músico de jazz norte-americano Desmond Scaife Jr., como atração internacional.

    Replicantes é a segunda atração da noite. Foto: Fábio Alt/Divulgação

    Também vão subir ao palco montado na Travessa dos Cataventos Os Replicantes – uma das mais icônicas bandas do rock gaúcho –  e o DJ Piá, pioneiro da cena hip-hop porto-alegrense, responsável por fazer a costura musical da programação.

    Dj Piá. Foto: Billy Valdez/ Divulgação

    Além das atrações especialmente programadas para o Projeto Casa Expandida, a programação regular tem os horários estendidos com os teatros, cinemas, galerias de arte, lojas e espaços gastronômicos em atividade até a meia-noite. “Todos os ambientes ficam abertos para visitação pública, como forma de democratizar o acesso e a fruição artística, em horários pouco usuais para os equipamentos culturais da cidade”, comemora Jessé Oliveira, diretor da Casa de Cultura. Jessé adianta ainda que, em abril, o Projeto Casa Expandida ganha uma edição especial em conjunto com a Virada Sustentável. “Serão dois dias intensos, com shows no sábado e no domingo”, antecipa ele, garantindo para breve a divulgação das atrações.

     

    Desmond Scaife Jr. – Nascido em Auburn, Alabama, Desmond Scaif Jr. cresceu imerso na música Gospel, Blues, R&B e Soul Music. Começou a cantar na igreja de seu pai quando tinha apenas dois anos de idade. Aos seis, estava tocando piano e órgão e, aos 10, já tocava bateria. Sua mãe, pianista, cantora e atriz, foi diretora do coral da igreja onde Scaif começou a cantar. Ao completar 15 anos, Desmond participou de um programa de verão de cinco semanas e retornou ao mesmo programa no ano seguinte, quando tinha 16. Foi nesse segundo ano que conheceu seu professor e mentor, Lawrence Watson. Na época, Lawrence era professor na Cornell University, durante o dia, e à noite ele tocava nos melhores clubes de jazz com sua banda. Em 2014, Desmond foi um dos destaques do programa “American Idol”, exibido originalmente pela rede de televisão Fox nos Estados Unidos e transmitido pelo canal Sony no Brasil.

    Os Replicantes – A banda de punk rock brasileira está há 35 anos na estrada. Nessas três décadas, produziu 13 álbuns, mais de 100 canções autorais, três Dvd’s, além do primeiro videoclipe brasileiro “Nicotina”. Presente em várias coletâneas, filmes, minisséries, é referência sempre citada em bibliografias da história do rock brasileiro. A formação atual tem Julia Barth, nos vocais, Heron Heinz, no baixo, Claudio Heinz, na guitarra, e Cleber Andrade, na bateria.

    DJ Piá – Com 30 anos de carreira, Piá é um dos precursores do movimento hip-hop no Rio Grande do Sul. Em 1984, idealizou um grupo de dança break e criou a banda Lords. Em 1995, gravou o disco “O Homem Errado” e participou da coletânea “Outros Sons da Restinga”. Nesta mesma época, começou a carreira de comunicador, apresentando o programa Projeto Rap POA, na Rádio Ipanema. Depois de gravar a música “Jovem Cowboy” com os Cowboys Espirituais (Júlio Reny, Frank Jorge e Márcio Petracco), em 1998, Piá foi premiado internacionalmente pela mistura de bombo leguero com guitarras e batidas funk da faixa. Em 2002, lançou o disco “Um Pouco Sobre Todos Nós”, pela gravadora Trama, cujo trabalho rendeu o Prêmio Açorianos de Melhor Disco de Rap.

    Foto: AndreFurtado/ Divulgação

    SERVIÇO:
    PROJETO CASA EXPANDIDA

    Quando: 7 de março

    Horário: a partir das 12h – DJ Piá a partir das 19h – Show Desmond Scaife Jr. às 21h30 – Show Replicantes às 22h45.

    Onde: Casa de Cultura Mario Quintana | Rua dos Andradas 736 – Centro Histórico – Porto Alegre

  • Shows de Valéria e Tati Portella abrem o “Patrimônio”, no 4º Distrito

    Shows de Valéria e Tati Portella abrem o “Patrimônio”, no 4º Distrito

    Um novo espaço cultural surge na região do 4º Distrito, levando ainda mais cultura para o antigo e tradicional bairro São Geraldo. É lá que está situado o Patrimônio, que abre as portas ao público em um dia emblemático e muito especial: o dia 08 de março. Para a abertura, as proprietárias Linda e Gabriela Genero Granella, de 25 e 20 anos, respectivamente, escolheram atrações que vão ao encontro da temática do mês da mulher e também do perfil da casa: Tati Portella e Valéria, em shows vibrantes, além das Djs Sabrina Bastos e Karine Larré.

    Próximo a uma área que vem se revitalizando e ganhando espaços culturais, casas de shows, cervejarias, novos restaurantes, pubs e barzinhos, o Patrimônio pretende se somar nessa vibe e levar arte, música, cultura e gastronomia para o local. “O bairro São Geraldo sempre foi conhecido como uma área industrial, e de fato, onde hoje é o Patrimônio, um dia foi uma fábrica de ração para animais. O imóvel, por muitos anos era apenas mais um de nossos vizinhos de rua, mas graças a uma ótima relação com o proprietário acabamos tendo um novo lar no 4º distrito”, afirmam as irmãs, que cresceram no bairro e atualmente – por um período de três anos -, estiveram radicadas em Londres.

    “A transformação da fábrica abandonada em um ambiente mágico e descontraído custou meses de muita dedicação e imaginação de nossa família que nos apoiou e viu além do nosso olhar. Com pequenos passos e a ajuda de muitas pessoas que compartilhavam de nosso sonho conseguimos ir moldando o espaço para o que ele é hoje. Porém, a magia não vai parar por aqui, grandes coisas estão sendo organizadas e pensadas a curto, médio e longo prazo” complementam Linda e Gabriela.

    Mulheres no mercado

    A abertura da casa não podia ser mais emblemática: as gurias resolveram unir a força do Dia Internacional da Mulher ao talento dessas mulheres que irão se apresentar e também exteriorizar um pouco da trabalheira que antecede um evento como esse. “Foram meses de preparação e trabalho duro, criando um dia de celebração organizado por mulheres, levando em conta as perspectivas – e as dificuldades -, das mulheres no mercado de trabalho que, no alto dos anos 2020, ainda não são respeitadas e valorizadas com igualdade no mercado de trabalho”.

    O Patrimônio tem uma ambientação similar aos espaços da região. São antigos imóveis onde funcionaram fábricas e/ou indústrias, com pé direito alto, espaço amplo e decoração descolada, com móveis de madeira de demolição, espaços simpáticos e acolhedores. Tanto dentro como na área externa, há mesas de jogos (ping-pong, sinuca, fla-flu) disponíveis para quem curte, tem pátio e recantos com mesas para o happy hour ao ar livre. Na programação já estão previstos dias temáticos com jogos de futebol + roda de samba nas quartas; karaokê e jogos nas quintas, ‘sextou com voz e violão’ nas sextas e ‘tardezinha do Patri’ nos sábados. E a boa nova: é permitida a entrada com animais de estimação!!!

    A casa irá receber o público com drinks e comidinhas especiais, com destaque para as cervejas artesanais, chopp (com dose dupla das 16h às 18h no dia da abertura, e descontos nos demais dias entre 16h e 20h), drinks como cuba libre, mojitos, caipirinhas, drinks sem álcool e petiscos pra lá de delícia como as polentinhas fritas com alecrim e páprica.

    Sobre os shows:

    Foto de Silas Lima/Divulgação

    Valéria ganhou destaque na cena musica brasileira graças a seus potentes shows. Na estrada há mais de 20 anos traz no repertório canções que abordam os mais variados e diferentes temas, dentro da atmosfera de vida (e musical) da cantora, estão músicas de Claudio Lins, Marcelo Várzea, Paulo Renato Nardelli e Paulo Mendonça (compositor de inúmeras canções do grupo Secos & Molhados). Seus shows mesclam irreverência e bom humor, marcas registradas da cantora, com pitadas de militância e ativismo contra a perseguição de gênero. Esteve se apresentando em São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Brasília, Recife, Fortaleza e, internacionalmente, representou o Brasil na Semana de Arte Trans, evento que acontece anualmente em Montevidéu, no Uruguai. Esteve também em shows na Europa. É considerada uma das precursoras do “MPBTRANS”, movimento musical que mescla questões de respeito ao gênero, sexualidade e musica popular brasileira, abriu o show de Katy Perry, em março de 2018. Conquistou as seguintes premiações: Festival Brasil de Cinema Internacional, Melhor Atriz Coadjuvante (2018); Festival da Canção Francesa, 1º Lugar 2012; Troféu Mulher Cidadã – categoria Mulher na Cultura, da Assembleia Legislativa Rio Grande do Sul.

    Foto: Heloísa Medeiros/ Divulgação

    Tati Portella interpreta canções de seu novo disco, “Impermanência”, o primeiro solo depois de 17 anos na Chimarruts. Lançado em setembro de 2019, o álbum traz composições próprias e de nomes da música gaúcha como Nei Lisboa, Duca Leindecker e Fernanda Copatti. Além das canções que fizeram parte de sua história na Chimarruts, como “Do Lado de Cá” e “Versos Simples”, e clássicos do reggae e música brasileira, para este show no Dia Internacional da Mulher, Tati preparou uma homenagem especial a Mariette Fialho, precursora do movimento reggae no sul, com participação da própria, e ainda a presença da cantora Negra Jaque, representando a cena do rap feminino gaúcho. A banda é formada por Bibiana Petek na guitarra, Jéssica Berdet no baixo, Lucas Riccordi nos teclados e Fernando Catatau na bateria.

    As Djs Sabrina Bastos e Karine Larré fazem a discotecagem antes e depois dos shows. Sabrina transita entre diversos mundos de estilos, músicas e atrações. Em 2018 teve um dos momentos mais marcantes da sua carreira onde foi convidada para participar Z Festival de Porto Alegre. Karine Larré está entre as principais representantes entre as DJs de música eletrônica do Brasil. É produtora musical e conta com singles autorais e uma série de remixes consolidados. Em sua carreira, se apresentou na Ásia (Golfo Árabe), na África (Moçambique) e na Bolívia (Santa Cruz de La Sierra). No México (Ciudad del Mexico) lançou a música ‘Crime’ com o cantor ATL. No Brasil realizou shows de abertura das bandas Aerosmith, Guns n’Roses, Maroon5, Bon Jovi. No Green Valley (club n.1 do mundo) realizou a abertura da apresentação dos DJs Paul Oakenfold, Yves V, Alok, entre outros.

    PATRIMÔNIO – abertura da casa com shows de TATI PORTELLA e VALÉRIA

    Dia 08 de março de 2020

    Abertura da casa: 16h / Horário dos shows: 20h

    Patrimônio – Rua Conselheiro Camargo, 212 / São Geraldo

    Entrada franca

    Reservas: pelo telefone 51 99647.0088, com Karol Venturela

  • Bibiana Petek abre a temporada de 2020 do Mistura Fina no TSP
    Bibiana Petek: som autoral e releituras de qualquer tempo. Foto: Mariana Molinos/ Divulgação

    Bibiana Petek abre a temporada de 2020 do Mistura Fina no TSP

    Um dos grandes sucessos da temporada musical de 2019 está de volta, com uma programação ainda mais diversificada. É o Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito, que estreia na próxima quinta-feira, dia 05 de março, às 18h30min, no Foyer Nobre do Theatro São Pedro. Quem abre a programação é a cantora Bibiana Petek. A iniciativa leva a assinatura da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro e da Fundação Theatro São Pedro, com produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – Sulgás. A entrada é franca.

    Bibiana Petek é cantora e compositora. Desde 2013 na cena do Sul do Brasil, teve seu caminho trilhado por meio do álbum de estreia ”Dengo”, com o qual conquistou o Prêmio ABMI / Deezer de novos talentos e o Festival EDP Live Bands – o que a levou a tocar em Portugal no ano passado. Apaixonada pelo som brasil, também faz releituras de músicas de qualquer tempo. Em 2019, lançou o segundo álbum, “Músicas para segunda-feira vol.1”. No dia 05, Bibiana promete misturar tudo isso: autoral com brasilidades acompanhada do seu quarteto.
    Ao todo, 40 atrações se apresentarão ao longo deste primeiro semestre de 2020, exibindo a pluralidade da produção musical que se destaca no cenário local, estadual e internacional, com ênfase aos vizinhos latino-americanos. Reunindo diversas linguagens, a proposta é uma agradável parada na hora do rush, para quem  trabalha ou está no Centro Histórico, esperando que o trânsito acalme.

    Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito apresenta grandes expressões da música e seus convidados para um  saboroso happy  hour, temperado com arte e alta performance artística. As apresentações ocorrem sempre às quintas feiras, às 18h30min, com entrada franca. A cada ano, o projeto consolida-se, promovendo os artistas gaúchos e seus convidados, unindo gêneros e linguagens, como a dança, o teatro e a música, em suas diversas vertentes. Nestes dois anos, o projeto Mistura Fina reuniu 80 atrações e mais de 200 artistas, com um público total, aproximado, de 6 mil pessoas. Com curadoria de Arthur de Faria, o Mistura Fina  leva ao público trabalhos bem elaborados, assegurando a certeza de bons espetáculos.

    Além de ser vitrine para a produção artística, o Mistura Fina tem como grande diferencial a oferta de mediação audiodescrita, operada pela Ovni Acessibilidade Universal. A mediação audiodescrita consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações compreendidas visualmente e que não são percebidas pelo usuário (pessoas cegas ou com baixa visão), como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, como informações sobre o ambiente do Foyer, a configuração do palco e as características dos instrumentos e equipamentos, a entrada dos artistas, suas características físicas e os figurinos, sua posição e movimentação no palco, gestos e expressões ao longo dos shows, além da iluminação, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra. Define-se como mediação porque há características de informalidade e simultaneidade. Há um limite de público por show, já que não se utiliza equipamento. No máximo, são recebidos seis usuários a cada edição

    Gênero: Livre | Classificação etária: Livre

    Ficha técnica: Lukas porto (bateria) | Bibiana Petek (guitarra e voz) | Lauro crivellaro (guitarra) | Bruno vargas (baixo) | Lucas brunnet (teclado) | Thiago marques (técnico de som)

  • Quais Mulheres?: exposição traz a diversidade e a pluralidade de quatro artistas plásticas

    Quais Mulheres?: exposição traz a diversidade e a pluralidade de quatro artistas plásticas

     

    Quais Mulheres? Será a exposição da 2ª Edição do Projeto Expositivo Conexões Contemporâneas no Aberto Caminho das Artes”, que vai apresentar de 07 de março a 25 de abril a diversidade e a pluralidade das mulheres na arte.

    Buscando conectar o público diretamente com artistas contemporâneos e suas produções em um formato aberto, e contribuindo para desmistificar a crença de que arte é para poucos ou para quem entende. A cada edição, serão quatro convidados a ocupar uma das paredes da galeria, mostrando ao público, sem interlocutores, quatro exposições em uma só.

    Segundo Marla Trevisan, gestora da galeria, “o objetivo é incentivar o consumo e o contato direto tanto com a produção artística local quanto com os próprios autores. Desta forma, não estamos negando o quanto a qualificação e o próprio saber na apreciação artística é relevante, mas não se pode substituir o gosto, a apreciação natural e despreocupada que considera a boa arte pelo simples gostar. Esta exposição tem o objetivo, simples e direto, de conectar as artistas ao público, fomentando, assim, uma cadeia ABERTA de consumo de arte. Além disso o que diferencia de uma exposição convencional , é que a obra pode ser retirada da parede no momento da aquisição, sendo mais relevante a conexão público artista do que a própria expografia”.

    Com as reflexões e simbolismos culturais em torno do Dia Internacional da Mulher, convidamos para esta edição do projeto artistas mulheres para que, mais do que nos pensarmos coletivamente em quais mulheres somos, também fazer nosso manifesto público do que acreditamos: somos muitas, somos diferentes, somos plurais”, diz o texto de divulgação da exposição.

    Obra de Graça Craidy/ Divulgação

    Serão quatro artistas visuais ocupando as paredes da galeria: Daisy Viola, Fernanda Martins Costa, Graça Craidy e Mitti Mendonça; mais uma performance textual no dia da abertura, com a artista Valéria Barcellos.

    “Mulheres múltiplas seja pela cor da pele, idade, com e sem deficiência que levam para assuas obras personalidade de cada biografia, revelando o vasto universo em que uma mulher vivencia. São pequena amostra da diversidade da força feminina. Assim, Quais Mulheres? pinta com cores fortes e/ou suaves novos olhares para a feminilidade, inclusive, com a participação de uma artista trans, conduzirá, na abertura do evento, a uma poética de gêneros que desmistifica a identidade feminina.
    Com esta provocação, queremos convidar cada mulher a se ver na sua pluralidade e singularidade constantes, que faz de cada uma de nós muitas e únicas ao mesmo tempo. Quais Mulheres? É um convite a reflexão sobre a diversidade de mulheres que podemos ser… somos”, conclui Marla Trevisan.

    Entrada gratuita.

    CONVIDADAS DA 2ª EDIÇÃO
    Artistas Visuais

    DAISY VIOLA
    Cursou Bacharelado em Desenho e Artes Plásticas na UFSM, de 1978 a 1984,fez Curso de Especialização em História da Arte Faculdade de Música Palestrina em POA/RS em 1986, é Instrutora de Artes no Atelier Livre Prefeitura de POA desde1996, foi Diretora do Atelier Livre da Prefeitura de POA de 2002 a 2004 e de 2009 a 2012, é curadora na Galeria e Espaço Cultural Duque desde 2013, desenvolve seu trabalho artístico no seu Atelier Individual em Porto Alegre desde 1990.

    GRAÇA CRAIDY
    (Ijuí, RS, 1951)
    Artista visual, com forte trabalho de denúncia de violência contra a mulher. Apaixonada pela arte do retrato, sob todas as formas: pintura, aquarela, nanquim, lapis de cor, grafite, pastel oleoso, é também aquarelista de flores e pássaros. Já expôs em mais de 45 coletivas e em mais de 28 individuais, inclusive na Itália e México.

    FERNANDA MARTINS COSTA

    (Porto Alegre, RS, 1967)
    Bacharel em Pintura pelo Instituto de Artes da UFRGS (2008) e em Comunicação Social PUCRS (1990), há mais de duas décadas dedica-se as artesvisuais. Pintura, desenho, fotografia e intervenções no espaço expositiva caracteriza o conjunto de linguagens utilizado pela artista. Entre as diversas exposições coletivas, foi finalista no 19 Salão do Jovem Artista da RBS (2006). Realizou diversas exposições individuais e coletivas, dentre as
    quais, em 2016, sua terceira individual “ Do Ateliê ao Museu”, no MARGS. Possui obras em acervos públicos e coleções particulares dentro e fora do Estado.

    MITTI MENDONÇA
    (São Leopoldo, RS, 1990)
    Artista visual independente. Em 2017, criou o selo Mão Negra Resiste, motivada por fomentar diálogos e protagonizar poéticas negras no universo da arte. Sua pesquisa aborda territórios negros, memória, afeto e ancestralidade. Tem uma produção que perpassa as
    linguagens de bordado, colagem, gravura, desenho e arte sonora. Além disso, elabora publicações, como fanzines. Atua no circuito de feiras de arte impressa e exposições.

     

    Participação da artista VALÉRIA BARCELLOS (Santo  Angelo, RS, 1980)

    Ela fará uma performance no evento de abertura.
    Valéria se define como “cantora,atriz,dj,performer, aspirante a fotógrafa e artista plástica, ativista e milituda. Ela é a vontade humana de dar vez e voz as mulheres pretas e trans. Ela é negra e trans, uma mulher que quer tudo ao mesmo tempo. Uma mulher que é tudo que quiser.” Já recebeu do Estado do RS o Troféu Mulher Cidadã, por sua contribuição na
    Cultura enquanto mulher trans e negra.

    Sobre o Aberto Caminho de Artes

    O Aberto é um espaço cultural que busca a exacerbação da liberdade criativa e o convívio plural de todas as formas de manifestações culturais. Além disso, trabalha com a ideia de uma arte “aberta”, ancorado na arte contemporânea. A frente do espaço estão o artista visual, escritor, advogado e músico Ricardo Giuliani Neto e a gestora cultural e advogada
    Marla Trevisan, que também é a responsável pela coordenação geral do Aberto. Os dois também são sócios do escritório Trevisan e Giuliani Advogados.

    SERVIÇO

    O que é: Abertura da exposição Conexões Contemporâneas no Aberto 2ªed. Quais Mulheres?
    Quando: No sábado, 7 de agosto, das 11h às 15h, com visitação até 25 de abril; (Entrada franca)
    Onde: Rua Doutor Armando Barbedo, 356, bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre; Horários de visitação: Terça a sexta, das 13h30 às 18h. Aos sábados das 11h às  15h.

  • A música afro-afetiva de Raquel Leão, no Chapéu Acústico dedicado ao Mês da Mulher

    O Projeto Chapéu Acústico, que acontece nas terças-feiras, às 19h, no Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (BPE), dedica o mês de março à representatividade feminina na música. Quem abre a programação do Mês da Mulher, na terça-feira, dia 3, é a cantora e compositora paraense Raquel Leão.
    Radicada em Porto alegre desde 2010, Raquel gravou um EP intitulado “Nega”, com influências musicais que vão desde o Carimbó, o Lundum e a Cúmbia, ritmos de sua terra, até os cantos de terreiro, os batuques de preto, os tambores do norte e do sul. A partir do contato com músicos gaúchos, desde que chegou a Porto Alegre, o trabalho de Raquel Leão foi misturando novos sotaques, que se entrelaçam no que ela define como sonoridade afro-amazônica.
    Raquel percorre o caminho dessas sonoridades brasileiras no que ela chama de música afro-afetiva. “Música é afeto. Passa por quem compõe e canta e chega em quem escuta pelo coração”, resume a cantora e compositora.
    No Chapéu Acústico da próxima terça-feira, Raquel Leão vai estar acompanhada por Ricardo Cordeiro, compositor, violonista, cantor, arranjador, produtor e professor de música. Natural de Rio Grande, mas radicado em Porto Alegre, Ricardo joga com a sonoridade do mar e a relação com o litoral do Rio Grande do Sul, com o sal, os ventos e as ondas em suas composições. Não por acaso, lançou o CD intitulado “Mares do Sul”, que mescla jazz, samba e flamenco, com letras que enaltecem as belezas naturais das lagoas e rios da Costa Doce, que desaguam em Rio Grande, sua terra natal.
    O show Afro-afetividades reúne o trabalho autoral de Raquel Leão com composições de músicos e amigos de Porto Alegre e do Pará, além de canções do “lado B” da MPB. “O show é rítmico, dissonante. Tem a ancestralidade negra e a atualidade dos sons dos tempos e momentos que vivemos hoje”, antecipa a cantora e compositora.

    SERVIÇO:
    Chapéu Acústico – Show “Afro-afetividades” com Raquel Leão

    Quando: dia 3 de março | terça-feira
    Horário: 19h
    Onde: Salão Mourisco | 2º andar da Biblioteca Pública do Estado | Rua Riachuelo, 1190 – Centro Histórico – Porto Alegre
    Ingressos: contribuição espontânea no chapéu

  • A guitarra eclética de Flavio Trino no London Pub & Bistrô
    Guitarrista se apresenta nesse sábado. Foto Winston Gambatto/ Divulgação

    A guitarra eclética de Flavio Trino no London Pub & Bistrô

    Único representante do Rio Grande do Sul no Montreux Jazz Festival 2019, no Rio de Janeiro, Flavio Trino se apresenta neste sábado (29), no London Pub & Bistrô. O show ocorre às 22h e os ingressos custam R$ 15,00.
    Acompanhado de Adelamir Neto (baixo) e Claudio Calcanhotto (bateria), Trino viaja com sua guitarra pelos clássicos de Charlie Parker, John Coltrane, Miles Davis, Steve Wonder, Michael Jackson e pela Bossa Nova de Tom Jobim.
    Carioca radicado em Porto Alegre, já tocou ao lado de grandes nomes, como os bateristas Gelsinho Moraes (Gabriel o Pensador e Renato e Seus Blue Caps) e Pascoal Meireles (Cama de Gato), os baixistas Jamil Jones (Elba Ramalho e Raimundo Fagner) e Paulo César Barros (Ivan Lins), o guitarrista Eduardo Caribé (Milton Nascimento e Baby do Brasil) e o pianista Roberto Alves (Marisa Monte).
    SERVIÇO
    Trino Jazz Trio
    Quando: 
    29 de fevereiro | Sábado | 22h
    Onde: London Pub & Bistrô (Rua José do Patrocínio, 964 – Cidade Baixa)
    Ingressos: R$ 15,00
    Reservas pelo whatsapp: 51 98233.7037  (reservas garantidas até às 21h, mediante a aquisição de ingressos)