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  • Com o tema Surreal, Miniarte Internacional abre inscrições para sua 52ª edição

    Com o tema Surreal, Miniarte Internacional abre inscrições para sua 52ª edição

     

    O Projeto Miniarte Internacional está com inscrições abertas para a coleção “Surreal”, tema escolhido para ser abordado pelos participantes em 2025. Do dia 8 de maio até 20 de julho, as inscrições individuais e de grupos têm desconto. Todas as informações sobre a 52ª edição podem ser acessadas no site https://www.miniartex.org.

    O projeto da Miniarte foi criado, em 2003, pela artista visual gaúcha Clara Pechansky, que se mantém à frente da iniciativa. Até agora, em 22 anos de existência, já foram realizadas 51 edições em 20 países de cinco continentes, com a participação de mais de 3.000 mil artistas, num total de 20 coleções diferentes.

    Artista visual Clara Pechansky – Foto: Divulgação

    Observando a trajetória da humanidade e o momento histórico vivido neste primeiro quarto do século 21, Clara considera que o tema escolhido é “atualíssimo”. Aos 88 anos, nascida e formada em Belas Artes em Pelotas, ela se radicou em Porto Alegre no final da década de 1950, consolidando-se como uma das mais reconhecidas artistas visuais da Capital e do estado.

    A Miniarte Surreal será realizada dia 8 de novembro, na Gravura Galeria. A logomarca da atual edição, com características do movimento surrealista, foi desenvolvida pelo designer gráfico Ronald Souza, bacharel em Desenho pelo Instituto de Artes da Ufrgs.

  • A leitura da arte, em diferentes técnicas e linguagens, da enchente de maio de 2024
    .Obra O Rio que me atravessa, de Isabel Marroni/ Divulgação

    A leitura da arte, em diferentes técnicas e linguagens, da enchente de maio de 2024

    Uma amostra significativa de como as artes visuais absorveram e reelaboraram, em diferentes técnicas e linguagens, a enchente histórica que atingiu o Rio Grande do Sul há um ano. Assim pode ser resumida a exposição “As Águas Selvagens”, que reúne 43 artistas sob a curadoria de Ana Zavadil, no Museu de Arte do Paço, em Porto Alegre. A abertura acontece na terça-feira (6/5), às 18h30.
    A artista Isabel Marroni apresenta a obra “Rio que me atravessa”, pintura acrílica e colagem de retalhos de telas, tecidos e papéis artesanais. Tons frios e formas fragmentadas sugerem caos e desolação.
     
    “O trabalho não apenas retrata um elemento de perda, mas também celebra a capacidade de renovação e a força coletiva que emerge em tempos de crise. A arte, portanto, se transforma em um canal de diálogo e reflexão, convidando o espectador a contemplar as consequências das mudanças climáticas e a importância da solidariedade em momentos de adversidade”, reflete Marroni.
    As obras, sejam pinturas, fotografias, instalações, desenhos, arte têxtil, emocionam. São espelhos sensíveis da dor, da solidariedade e da resiliência que marcaram aquela tragédia. Elas nos tocam porque não apenas documentam os acontecimentos, mas também traduzem o impacto humano e emocional que escapou às estatísticas. São imagens potentes das enchentes e dos esforços de reconstrução”, ressalta Zavadil, ex-curadora-chefe do MARGS e do MACRS, mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela UFSM e professora de pintura e desenho.
    Vera Carlotto e sua instalação memorial/ Divulgação
    A instalação “Resgatar Afetos”, da artista Vera Carlotto, homenageia a memória das vítimas das enchentes, cujos rostos aparecem com tarjas que reproduzem imagens de satélite do transbordamento dos rios.
     
    “É um memorial suspenso de 2m80, feito em assemblage com mais de 200 imagens. Em um galho de árvore que recolhi na rua, mesclei fotografias das vítimas às imagens de satélite e pendurei-as por anzóis e as distribuí como o fluxo d’água, circundando um saco de areia tatuado com os nomes dos que partiram. Criei uma paisagem de luto e de memória, fazendo da arte um abrigo para as ausências”, relata Carlotto.
     
    Foto de Nilton Santolin/ Divulgação
    Além de se expressar artisticamente, cada participante escreveu um texto que pode ser lido pelo visitante ao acessar um QR Code que acompanha a obra. “A minha série de fotos ‘Marca d’água’ é um alerta, um grito, um desabafo e um pedido para que as autoridades tomem providencias e evitem ou diminuam os impactos de um novo episódio climático”, clama o artista Leandro Selistre.
    Obra de Karina Koslowski/ Divulgação
    Numa demonstração de resistência, o prédio histórico do Museu de Arte do Paço, construído entre 1898 e 1901, foi atingido pela águas da enchente e agora serve de palco a essa mostra que reflete artisticamente sobre o fenômeno ocorrido há um ano.
    Obra de Fernanda Martins Costa/ Divulgação
    Artistas da exposição
    Alexandra Eckert, Andrea Brächer, Clara Figueira, Clara Koppe, Cleci A. Serpa, Cristie Boff, Denise Wichmann, Edson Possamai, Esther Bianco, Fátima Pinto, Fernanda Martins Costa, Gladis Coifman, Graça Craidy, Griseldes Vieira, Helena d’Avila, Helena Schwalbe, Isa Dóris Teixeira de Macedo, Isabel Marroni, Ivone Rabelo, Jane Maria, Juiara Barbizan, Jussara Moreira, Karina Koslowski, Kátia Werenzuk, Leandro Selistre, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lu Gaudenzi, Mariana Voltolini, Marinelsa Geyer, Mary Marodin, Miriane Steiner, Mylène d’huyer, Neca Lahm, Nilton Santolin, Patricia Schneider, Ricardo Giuliani, Sandra Gonçalves, Silvia Rodrigues, Simone Barros, Sirlei Hansen, Vera Carlotto e Yas Almeida.
    Coracões do RS de Silvia Rodrigues. foto Nilton Santoliin/ Divulgação
    SERVIÇO
    Exposição:  “As Águas Selvagens”
    Curadoria: Ana Zavadil
    Abertura: 6 de maio, das 18h30 às 20h30
    Visitação: de 7 de maio a 20 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
    Local: Museu de Arte do Paço
    Endereço: Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico de Porto Alegre/RS
    Entrada gratuita
  • “A Carne “: o estético e o conceitual do corpo humano, nas fotos de Gilberto Perin
    EXPOSICAO A CARNE – Foto Gilberto Perin /Divulgação

    “A Carne “: o estético e o conceitual do corpo humano, nas fotos de Gilberto Perin

    Localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, o Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz (HPM) hospeda de 6 de maio a 2 de junho a exposição “A Carne”, com 20 imagens inéditas e novos recortes de trabalhos já apresentados pelo fotógrafo gaúcho Gilberto Perin. A mostra tem abertura às 18h de terça-feira (6) e visitação de segunda a sexta (10h-18h), com entrada franca. Endereço: Largo João Amorim de Albuquerque nº 72, próximo ao Theatro São Pedro.

    Roda de Cultura

    A programação inclui duas novas edições do projeto “Roda de Cultura”, com o artista visual recebendo o público para um bate-papo descontraído sobre sua obra e trajetória.

    Também com participação gratuita e aberta ao público em geral, os encontros serão realizados nas tardes de duas quartas-feiras – 14 e 28 de maio. É necessário agendamento pelo telefone/whatsapp (51) 98595-5690.

    CARNE – detalhe foto Gilberto Perin / Divulgação

    Obra e artista

    Com formatos e dimensões variadas, as fotos da série têm por foco estético e conceitual o corpo humano, com seus múltiplos significados e interações, em uma época marcada pelo contraste entre padronização da beleza, sufocamento de sensações, banalização da intimidade e perda de espaço do natural para o artificialismo. O autor acrescenta:

    “Não se trata de uma crítica conservadora à superexposição ou algo do tipo, mas do convite a um novo olhar sobre a cultura em que o corpo é visto de forma fragmentada, impactando a percepção individual e coletiva. Parte desse trabalho foi inspirada pela conversa que tive com uma amiga sobre os aplicativos de relacionamento, que exploram fetiches e narcisismos, comercialmente ou não, de forma explícita ou insinuada”.

    Gilberto Perin, 71 anos, tem trajetória consagrada na área cultural, como roteirista, diretor de cena, ator de teatro/cinema e artista visual. Nascido em Guaporé (RS) e radicado em Porto Alegre desde 1972, é formado em Comunicação Social pela PUCRS. Criou e dirigiu premiados curtas-metragens, videoclipes e minisséries para televisão.

    EXPOSICAO A CARNE – Foto Gilberto Perin / Divulgação

    Suas fotografias já foram expostas em instituições como o Centro Cultural CEEE, Sesc-RS, Casa de Cultura Mário Quintana, Margs, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Espaço IAB, Santander Cultural, Memorial do RS, Fundação Ecarta e Museu Joaquim José Felizardo, além de São Paulo, Portugal, França, Itália, Suíça e Hungria.

     

    É também autor dos livros “Camisa Brasileira” (2011), “Fotografias para Imaginar” (2015) e “Theatro São Pedro – 165 anos” (2023),  sem contar a presença de seu trabalho nas capas de quase 30 publicações de contos, poesias, romances, biografias e outros gêneros.

    CARNE – detalhe foto Gilberto Perin / Divulgação

    Espaço cultural HPM

     Inaugurado como imóvel residencial no final da década de 1920, o palacete do Largo João Amorim de Albuquerque nº 72 abriga há quase 50 anos o Hotel Praça da Matriz. O empreendimento passou por ampla revitalização e, sob o comando da família Patrício desde 2014, hospeda anônimos e famosos, além de abrigar o Espaço Cultural HPM. No foco estão exposições, saraus, lançamentos de livros e outros eventos, em parceria com a empresa Práxis Gestão de Projetos.

    A origem do imóvel remonta a Luiz Alves de Castro (1884-1965), o “Capitão Lulu”, dono do cabaré-cassino “Clube dos Caçadores”, instalado de 1914 a 1938 na rua Andrade Neves (a poucas quadras dali) e enaltecido por cronistas e escritores como Erico Verissimo. A fortuna amealhada pelo empresário com a atividade ainda bancou, na mesma época, a construção do imponente edifício que hoje sedia o Espaço Cultural Força e Luz (Rua da Praia).

    Contratado por Lulu, o engenheiro e arquiteto teuto-gaúcho Alfred Haasler projetou quatro andares com subsolo, pátio interno e dois diferenciais naquele tempo: garagem e sistema francês para calefação de água, tudo em estilo eclético, com mármores, azulejos e outros materiais importados. O conjunto está inventariado como de interesse histórico pelo Município e contemplado com o programa Monumenta, permitindo a recuperação de fachada, cobertura e estrutura elétrica.

    O proprietário não teve muito tempo para aproveitar tamanho requinte, pois migrou no início da década de 1930 para o Rio de Janeiro, ampliando atividades (foi sócio do Cassino da Urca e dono de diversos empreendimentos). Com o decreto federal que em 1946 proibiu os jogos-de-azar, Lulu se desfez do seu patrimônio em Porto Alegre. O palacete junto à Praça da Matriz – até então alugado a terceiros – trocou de mãos até ser adquirido em 1949 por um comerciante cuja nora, Ilita Patrício, mantém hoje o estabelecimento hoteleiro.

  • “Teste de Rorschach” inspira releitura visual para exposição  de Pena Cabreira
    Obra de Pena Cabreira/ Divulgação

    “Teste de Rorschach” inspira releitura visual para exposição de Pena Cabreira

    O texto abaixo é do artista visual Pena Cabreira

    “SUDÁRIOS (Protocolos Revisitados)
    A série Sudários possui uma “árvore genealógica” complexa até chegar a este formato. Em 1990 me deparei com um livro antigo sobre o “Teste de Rorschach” (que analisava disposições psicóticas em pacientes através da interpretação de padrões visuais). O livro continha protocolos com diagnóstico de cada paciente.

    Fascinado com a possibilidade de uma leitura visual desses “loucos”, realizei mais de 200 desenhos instantâneos, a seleção de 21 peças originou a mostra Protocolos, em 1991 (uma das obras, em 1994, ganhou o Grand Prix/Desenho no Salão Latino-Americano de Artes Plásticas e Visuais de Santa Maria).

    A seguir, o escritor Júlio Zanotta cria textos sobre cada personagem, nascendo o livro LOUCO. Hoje, após 35 anos, releio este tema em outro formato – 21 desenhos de 170×100 cm cada, sobre algodão cru. Trata-se de uma espécie de “ressurreição” do tema Protocolos; daí, o título Sudários – Protocolos Revisitados.

    SERVIÇO

    Dia 1 de maio de 2025. Galeria Coletiva 9 – Guido Mondin, 307.
    Porto Alegre. Curadoria Vanessa Annunciata. Portas para a Arte.

  • Um painel sonoro gaúcho contemporâneo na CCMQ, neste sábado dia 26

    Depois de grandes shows em Encantado e Osório, sábado, dia 26 de abril, é a vez de Porto Alegre receber o 1º Festival Sul Universal. O evento reflete toda a diversidade musical produzida no Rio Grande do Sul, com influências das sonoridades brasileira e latino-americana.
    As apresentações na capital gaúcha acontecem a partir das 18h30, na Travessa dos Cataventos, na Casa de Cultura Mario Quintana, com entrada franca. Dunia Elias, Quinteto Canjerana e Rapajador compõem um painel sonoro gaúcho contemporâneo: choro, MPB, Música Gaúcha Contemporânea, rap e pajada, num diálogo harmônico entre a raiz regional, a brasilidade e o modernismo musical.
    E, no mês de maio, o Festival vai levar Lucio Yanel e Thiago Colombo, Instrumental Picumã e Shana Müller a Lajeado (11) e Carlos Badia e Grupo e Paulinho Cardoso Quarteto a Pelotas (17). Confira a programação completa no site https://suluniversal.com.br e nas redes (@suluniversal no instagram e facebook).
    Selecionado no Edital SEDAC nº 32/2024 PNAB RS – MÚSICA, o 1º Festival Sul Universal tem financiamento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), programa do Ministério da Cultura do Governo Federal. Com planejamento cultural da Gaita Produtora Cultural e Experimentais Cria Cultura, a iniciativa tem apoio do Movimento Sul Universal, IEM – Instituto Estadual da Música e CUBO PLAY.

    O evento integra as primeiras ações do Movimento Sul Universal, dentre as quais se destacam o Podcast Sul Universal – cuja a primeira temporada está disponível nos canais no YouTube do MSU (https://www.youtube.com/@suluniversal)  e da CuboPlay (https://www.youtube.com/@CuboPlay) e a futura Escola Sul Universal.

    Atrações:

    Dunia Elias é conhecida pelo público gaúcho como uma artista original, que se expressa como pianista, compositora e atriz-pianista, tendo sido várias vezes premiada em festivais, no Rio Grande do Sul e fora dele. Sua música retrata a identidade sonora do sul do Brasil, no pedaço de mundo contido entre Brasil, Argentina e Uruguai – a vasta região do Pampa, onde as fronteiras geográficas se confundem e se diluem. Música com tempero jazzístico.

    Suas composições refletem essas influências que permeiam seu universo sonoro: “Choro Pampeano” (Prêmio Plauto Cruz no Festival de Choro de Porto Alegre 2005), “Antonio Abdallah” (milonga e dança árabe), “Candombe no Bomfim” (2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre), “O Choro do Bugio” (Melhor Música Instrumental no XI Musicanto).

    Neste show, dois dos instrumentistas mais versáteis do RS a acompanham, formando uma parceria de longa data: Artur Elias na flauta e Giovani Berti na percussão.

    Quinteto Canjerana_foto Cláudio Zagonel Neto/Divulgação

    Quinteto Canjerana

    Criado em 2012, o Quinteto Canjerana apresenta temas autorais que propõem uma sonoridade gaúcha contemporânea. São composições que trazem o universal para a música gaúcha.

    Com dois álbuns lançados, o grupo busca inserir elementos da música do mundo em suas composições, o que resulta em uma sonoridade ímpar e um diálogo harmônico entre a raiz regional e modernismo musical.

    O Quinteto é formado por Alex Zanotelli no contrabaixo, Fernando Graciola no violão, Maurício Horn no acordeon, Maurício Malaggi na bateria e percussão e Zoca Jungs na guitarra, violão e viola caipira.

    O trio Rapajador crédito divulgação/

    RAPajador

    Resultado de uma mistura entre o rap e a pajada (Payador em castelhano, quer dizer repentista ou poeta do improviso), RAPajador nasce com o objetivo de representar a tradição do Sul por meio de sua essência musical e da rima.

    O Rapajador vem da união entre duas manifestações artísticas presentes na cultura brasileira, mas com “sotaques” diferenciados, vez que, tanto o rap quanto a Pajada (Payada), tem como principal fundamento o verso – tanto escrito quanto improvisado. O projeto surge em 2018 com a parceria do rapper Chiquinho Divilas, do acordeonista Rafa De Boni e do DJ Hood.

    Nomes como Jayme Caetano Braun e Mano Brown inspiram letras e arranjos que contam com a participação do DJ Hood, mixando temas e batidas típicas da região Sul com a batida do rap.

  • Circo Teatro Girassol traz nova temporada de ‘As Aventuras do Avião Vermelho’, de Erico Verissimo

    Circo Teatro Girassol traz nova temporada de ‘As Aventuras do Avião Vermelho’, de Erico Verissimo

    O Circo Teatro Girassol, uma das mais tradicionais companhias de teatro e circo-teatro de Porto Alegre, estreia a nova montagem do aclamado espetáculo “As Aventuras do Avião Vermelho”, baseado no clássico infanto juvenil de Erico Verissimo. A peça, que retorna ao palco com uma nova roupagem, será apresentada na Sala Álvaro Moreyra, no dia 26 de abril, sábado, às 16h. A temporada vai de 26 de abril a 04 de maio de 2025, aos sábados e domingos.

    A nova montagem do espetáculo, que conta com o financiamento do programa Bolsa Funarte Retomada Cultural RS, marca duas datas importantes: os 120 anos de nascimento do escritor Erico Verissimo e os 30 anos da primeira adaptação para o teatro do livro “As Aventuras do Avião Vermelho”, realizada pelo diretor Dilmar Messias. O espetáculo é um marco na trajetória do Circo Teatro Girassol, companhia que, desde 1973, tem como missão levar ao público teatral e circense histórias populares, emocionantes e repletas de magia, tanto para crianças quanto para adultos.

     

    “As Aventuras do Avião Vermelho” é uma história envolvente que narra as peripécias de Fernandinho, um menino travesso que, inspirado pelo Capitão Tormenta, protagonista de um livro que ganha de seu pai, decide encolher-se para embarcar em um avião vermelho de brinquedo e viajar por um mundo de fantasia ao lado de seus fiéis amigos: um boneco de louça e um ursinho de pelúcia. A peça, que estreou pela primeira vez em 1995, já conquistou dezenas de prêmios, incluindo o Prêmio Tibicuera, o Prêmio Isnard Azevedo e o Prêmio Fenate, tornando-se um dos maiores sucessos do teatro infantil em Porto Alegre e em outros importantes festivais nacionais e internacionais.

    Com uma equipe talentosa e uma direção consagrada, o Circo Teatro Girassol promete encantar novamente o público com uma performance repleta de humor, emoção dentro de uma estética circense que prende a atenção de crianças e adultos. A peça é um convite ao divertimento, reaviva a memória emocional de várias gerações que tiveram nas Aventuras do Avião Vermelho, leitura obrigatória no convívio familiar e é também uma reflexão sobre a importância da imaginação e da amizade, valores universais que continuam a tocar o coração de gerações.

    Dilmar Messias reconhece que a montagem de 1995 forneceu referências estéticas importantes. “O jogo das linguagens permanece e, certamente, a palhaçaria em sua essência singela deverá ocupar o seu espaço. Uma das virtudes deste trabalho tem sido a libertade e os palhaços, estas figuras libertárias, é que irão contar para crianças e adultos ‘As Aventuras do Avião Vermelho’. O que mais queremos é que o público goste”, conclui.

    AS AVENTURAS DO AVIÃO VERMELHO

    FICHA TÉCNICA 2025

    Elenco: Débora Rodrigues, Diego Steffani, Tuta Camargo

    Direção de Arte: Diego Steffani

    Cenotécnico: Tuta Camargo

    Elaboração e Desenvolvimento do Projeto: Débora Rodrigues

    Iluminação: Dilmar Messias

    Música Original: Maninha Pedroso

    Bonecos: Mario de Ballentti

    Desenhos: Tadao Miaqui e Diego Steffani

    Arte Gráfica: Pomo Estúdio

    Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu

    Direção e Adaptação: Dilmar Messias

    Produção: Girassol Produções Artísticas e Culturais

     

  • Brick de Desapegos: um festival de moda, arte e sustentabilidade
    Brick de Desapegos / Divulgação

    Brick de Desapegos: um festival de moda, arte e sustentabilidade

     

    O Brick de Desapegos vai virar festival em um dos espaços mais tradicionais de shows da cidade. O 1º Festival Brick de Desapegos será no dia 27 de abril no bar Opinião, das 14h às 20h. Vai ter show com Jalile & Banda, exposição de arte, desfiles, oficinas, talks, salão de beleza sustentável e mais de 70 expositores de brechós, marcas autorais, moda sustentável e empresas que transformam sobras de tecido, resíduos plásticos e até latas de refrigerante em peças de vestuário e acessórios. É a oportunidade para apoiar o empreendedorismo feminino e quem produz e faz a moda circular. O evento é gratuito e os ingressos devem ser retirados no Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/104789/d/311568/s/2122412.

    Natália Guasso – Foto: Fábio Alt/ Divulgação

    “O Brick de Desapegos é uma feira que abraça a causa da moda sustentável autoral e circular desde 2011. Nesse período, foram mais de 600 edições realizadas, com mais de 1,2 mil expositores e um público de mais de 500 mil pessoas”, destaca Natália Guasso, fundadora do Brick. O evento que nasceu em Porto Alegre também desbravou outros recantos. Foi para a Serra, para o litoral, para outras cidades e até para São Paulo.

    A história pioneira na moda gaúcha e brasileira ganha um novo capítulo neste mês com o nascimento do 1º Festival Brick de Desapegos no Opinião. Será um evento de moda e de cultura, com uma programação gratuita e aberta a todos os públicos. Além das mais de 70 marcas de brechós, desapegos e moda autoral, o Festival vai levar para a tradicional casa de shows desfiles das marcas Chamaquitas, Cós – Costura Consciente e Design Sustentável, além de peças de brechós participantes.  Também tem a exposição de arte “Lapsos, ausências e lacunas”, com as criações do fotógrafo Fábio Alt feitas com colagem a partir de editoriais produzidos para o Brick de Desapegos.

    Obra de Fábio Alt/ Divulgação

    Outra atração é o Espaço KOA eco+, com corte de cabelo e venda de produtos eco. O Espaço Mão na Massa terá customização de peças, com o Senac, e brechó de troca. O Espaço Assimetria é uma rede de mulheres com foco em fotografia, vídeo e arte. O Espaço Hermanas é voltado para comunicação e redes sociais. Já o Espaço Cora Talks vai debater a “Moda 2040: O futuro é circular?” e Descarte ou Recomeço? O destino das roupas do fim do ciclo de uso”.

    O Festival Brick de Desapegos conta com a parceria institucional do RS Criativo e Senac e com apoio do Opinião, Hermanas, Cora, Assimetria Foto & Vídeo, Meu Copo Eco, Koa e switch mgmt.

    Histórias de moda circular

    Na trajetória de quase quinze anos de Brick muitas vidas foram transformadas pela moda. Entre elas, a das empreendedoras Alana e Carolina Muccillo, da Chamaquitas, uma marca que começou em 2016 como brechó e acabou agregando a moda autoral. “Eu adorava calças de cintura alta e vestia as da minha mãe, até que comecei a fazer as minhas e todo mundo pedia. Acabei criando uma marca de moda autoral focada em alfaiataria”, conta. No Festival, a Chamaquitas terá um desfile para apresentar sua nova coleção focada em fitness com peças de alfaiataria.

    Outra marca que estará na passarela do evento é a Cós, um ecossistema de moda sustentável que reúne costureiras que produzem peças a partir de reaproveitamento de materiais. “Vamos levar jaquetas, shorts, acessórios da nossa coleção nova e algumas pelas conceituais, todas feitas de lonas de kitesurf e guarda-chuvas reaproveitados, muitos deles resgatados da enchente”, relata a fundadora da Cós, Marina Anderle Giongo.

    Jalile por Auryn Souza/ Divulgação

    A moda circular também está nos acessórios e uma “prata da casa” do Brick de Desapegos é o byPaulo, que teve sua estreia em uma edição da feira há nove anos. Desde então, a marca que transforma resíduos de alumínio, vidro, madeira e outros materiais só cresceu. “Já estive com minhas criações na França, em Portugal, na Casa dos Criadores, em São Paulo, e em diversos editoriais de revistas”, enumera Paulo Sombrio, o nome por trás da byPaulo.

    O grande hub de sustentabilidade que é o Brick de Desapegos fez escola e continua inspirando novas empreendedoras.  É o caso de Nara Delta Rodrigues Pinto, de 68 anos, que se aposentou e lançou o Brechó da Nara, há dois anos, com peças próprias e roupas das amigas. Depois decidiu ir além e transformar roupas. Uma calça vira saia e ganha aplicações de outros tecidos, tricô e croché, em criações únicas, que reforçam que a moda é circular e se renova. “Nunca é tarde para fazer nada nesse mundo. A mulher pode fazer tudo o que ela quiser”, defende.

    Cós/ Divulgação

    Programação:
    Festival Brick de Desapegos
    Data: 27 de abril, das 14h às 20h
    Local: Opinião – Rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa
    Ingressos gratuitos: Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/104789/d/311568/s/2122412

    Palco
    15h – Desfile Chamaquitas – Moda Autoral
    16h – Desfile Cós – Costura Consciente e Design Sustentável – Moda Circular
    17h – Desfile Brechós participantes
    19h – Show Jalile & Banda

    Espaço KOA eco +
    14h às 20h – Corte de cabelo e venda de produtos eco

    Espaço Hermanas
    14h às 19h – Comunicação e Redes Sociais

    Espaço Mão na Massa
    14h às 17h – Customização de Peças Senac
    17 às 20h – Brechó de Troca

    Espaço Assimetria
    Banca do Coletivo Assimetria – fotos

    Espaço Cora Talks
    15h às 16h – Moda 2040: O futuro é circular?
    17 às 18h – Descarte ou recomeço? O destino das roupas no fim do ciclo de uso

  • Plataforma digital revela legado do fotógrafo Jacob Prudêncio Herrmann com cenas históricas do RS
    Chalé da Praça XV – Bonde/ Divulgação

    Plataforma digital revela legado do fotógrafo Jacob Prudêncio Herrmann com cenas históricas do RS

    Um olhar que atravessa o tempo: as cidades, seus habitantes e seus silêncios registrados por uma lente sensível e apaixonada. É isso que o público poderá descobrir com o lançamento do projeto “Jacob Prudêncio Herrmann – O Olhar Revisitado”, que traz à luz mais de 1.000 fotografias inéditas feitas entre as décadas de 1930 e 1940 por um fotógrafo amador que, com sua câmera Zeiss-Ikon, eternizou cenas da vida urbana e do cotidiano em Porto Alegre, Litoral Gaúcho e Catarinense, além de outras cidades do Rio Grande do Sul

    A iniciativa culmina na criação de uma plataforma digital pública e gratuita, onde as imagens serão acompanhadas de contextos históricos e interpretativos. Mais do que um resgate visual, o projeto propõe uma releitura de uma Porto Alegre distante, revelada pelo olhar atento e artístico de Jacob Prudêncio Herrmann.

    O lançamento oficial acontece no dia 24 de abril, quinta-feira, às 18h30min, no Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. O evento marcará a primeira exibição pública da plataforma, permitindo ao público explorar virtualmente o extenso acervo fotográfico de Herrmann, cuidadosamente recuperado e organizado ao longo dos últimos meses.

    Viaduto da Borges . Crédito Jacob Prudêncio/ Divulgação

    Com curadoria e coordenação de pesquisa de Jorge Herrmann, artista visual e neto do fotógrafo, o projeto representa um marco para a preservação da memória urbana e da arte fotográfica gaúcha. Financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura do RS, “Jacob Prudêncio Herrmann – O Olhar Revisitado” é uma oportunidade única de revisitar um passado quase esquecido — e, ao mesmo tempo, redescobrir a força documental e estética da fotografia.

    Jacob Prudêncio Herrmann ficou conhecido por sua capacidade de capturar, com sensibilidade e rigor, aspectos do cotidiano e da transformação urbana. Embora tenha sido um fotógrafo de fins de semana, devido à sua rotina profissional, isso jamais limitou seu olhar. “Jacob era um fotógrafo de fins de semana, pois o seu trabalho impunha esta condição. Porém, isso em nada pareceu tê-lo limitado, pois tinha o dom do memorialista, que sabe estar fotografando uma realidade que precisa ser documentada”, destaca Jorge Herrmann.

    Homens empoleirados acompanhando algum evento (talvez próximo ao Lago Guaíba)/Divulgação

    E completa: “Foi registrando tipos humanos, costumes, eventos históricos, paisagens e fatos do dia a dia com uma sensibilidade surpreendente para um homem cujo cotidiano durante os dias de semana era bem outro. Talvez Jacob não tivesse exatamente essa ideia a seu próprio respeito, mas ao analisar suas fotografias, não consigo deixar de pensar que se tratava, mesmo, de um sensível artista.”

    Lago Guaíba – Margem e cais ao fundo/Divulgação

    Agora, esse legado se torna acessível a todos, abrindo janelas para uma Porto Alegre de outros tempos — uma cidade que pulsa nas imagens de Jacob, entre bondes, ruas de pedra e céus cruzados pelo Zepellin. Uma cidade viva, que volta a respirar pela força da memória e da arte.

    A fala de especialistas

    O acervo fotográfico de Jacob Prudêncio Herrmann é uma rica fonte para refletir sobre a evolução da cidade. O arquiteto Analino Zorzi, que integra a equipe de pesquisadores, destaca os aspectos arquitetônicos e urbanísticos mais marcantes que percebeu nas imagens analisadas e que ajudam a compreender o crescimento de Porto Alegre no final do Século XIX e início do XX: – Na variedade de imagens clicadas por Jacob Prudêncio Herrmann percebemos claramente os diversos momentos, com características distintas, da paisagem urbana e dos estilos arquitetônicos. Conseguimos acompanhar o que foi se desenvolvendo na cidade de Porto Alegre. O registro e a divulgação destas imagens colaboram com a conscientização do valor cultural que deve ser conferido às ações humanas. Esta produção cultural contribui indelevelmente para reforçar a compreensão de que somente pelo conhecimento e entendimento do passado, construiremos o futuro desta produção cultural, reforça.

    Centro – Andradas / Divulgação

    Jacob Prudêncio Herrmann foi um dos membros mais assíduos do Photo-Club Helios. A pesquisadora Luzia Rodeghiero, analisa o envolvimento dele com a fotografia na época e o seu papel dentro desse ambiente fotoclubista.  – Jacob era contador de profissão e sua presença foi constante nas reuniões do Photo-Club Helios, no período analisado. Acredito que sua qualificação e habilidade técnica em realizar os serviços contábeis para seus clientes contribuíam para seu perfil metódico e extremamente organizado como fotógrafo amador. Em cada um dos envelopes em que armazenou os negativos de vidro de sua produção, ele registrou os dados técnicos das fotografias, como o tempo de exposição, a abertura do diafragma da câmera, o horário em que fotografou, local e data, revela Rodeghiero.

    Segundo a pesquisadora, essas características se uniam à grande sensibilidade de Herrmann para pensar e estudar as formas e os recursos técnicos necessários para capturar o instante que percebeu nas cenas que eternizou em fotografias. – Seu talento artístico, aliado ao conhecimento que era compartilhado e obtido nas reuniões do Helios, além de garantir a criação de imagens memoráveis, foi uma força persistente que contribuiu para a sobrevida do fotoclube até o limite imposto pelas circunstâncias que levaram à sua extinção, destaca Rodeghiero.

    Morro Ricaldone – Delta do Jacuí/Divulgação

    Kátia Becker Lorentz, responsável pela pesquisa histórica sobre processos fotográficos, ressalta “a qualidade, a escolha, a composição das imagens e a sensibilidade extrema em tudo que fotografou. Tem imagens que parecem pura poesia”, ressalta. Segundo ela, as imagens do acervo do Jacob Prudêncio Herrmann mostram uma Porto Alegre que já não existe mais, mas que pode ser conhecida através dos registros que ele deixou. – As cidades são desde muito o centro da vida econômica, política e social de uma comunidade. As fotografias de Jacob e suas relações com a cidade ajudam a compreender a história e a evolução urbana nas suas mais diversas funções, morfologia e tipologias. Possibilitam a visualização do espaço urbano, seus habitantes e seus costumes ao longo do tempo em que Jacob registrou suas imagens, afirma.

    Meninos negros – Autoria duvidosa/ Divulgação

    As museólogas Eroni Rodrigues e Isabel Ferrugem realizam o trabalho de indexação, catalogação e pesquisa do acervo fotográfico e documental de Jacob Prudêncio Herrmann. Para Eroni Rodrigues, os registros fotográficos de Jacob Prudêncio Herrmann se constituem em testemunhos das transformações ocorridas em diversos setores da sociedade, principalmente, da cidade de Porto Alegre. – Suas fotografias nos revelam uma cidade com as suas mais variadas nuances – costumes locais, crescimento da malha urbana, catástrofe climática, etc. E, dessa maneira, por suscitarem memórias de um passado, o acervo fotográfico representa uma valiosa fonte primária de informações, opina Eroni.

    Agora, com o lançamento da plataforma digital, o olhar de Jacob Prudêncio Herrmann encontra novos olhos. Suas imagens, antes guardadas em negativos e álbuns familiares, ganham o mundo — oferecendo não apenas um registro visual do passado, mas uma ponte sensível entre gerações.

    FICHA TÉCNICA:

     

    Tommaso Mottironi: digitalização do acervo.  geração do website. diagramação e design gráfico de impressos.  acondicionamento do acervo.  produção executiva.

    Jorge Herrmann: digitalização do acervo.  coordenação interdisciplinar.  curadoria. pesquisa estética do acervo. palestrante no evento de lançamento.

    Eroni Rodrigues e Isabel Ferrugem: pesquisa museológica.  indexação, reorganização e catalogação do acervo.

    Luzia Costa Rodeghiero: pesquisa histórica sobre o fotoclubismo.

    Analino Zorzi: pesquisa arquitetônica sobre evolução urbana.

    Kátia Becker Lorentz: pesquisa histórica sobre processos fotográficos.

    José Nilton Teixeira: roteiro e locução de audiodescrição.

    Silvia Mara Abreu: assessoria de imprensa .  plano de divulgação .  entrevistas.  clipping .

    Carolina Marzulo e Ana Vieira: gestão de divulgação em redes sociais.

    Claudia Herrmann e Jeff Minchef: organização e apresentação do projeto em escolas públicas de Porto Alegre.

  • Documentário sobre mulheres indígenas, na Cinemateca Paulo Amorim
    Foto; Divulgação

    Documentário sobre mulheres indígenas, na Cinemateca Paulo Amorim

     O protagonismo feminino indígena na atuação coletiva em defesa dos direitos dos povos originários é o tema central do documentário Kunha Karaí e as Narrativas da Terra, que chega às telas da Cinemateca Paulo Amorim nesta quinta-feira (17). As sessões acontecem diariamente (exceto na segunda-feira), sempre às 19h, até o dia 23 de abril, na Sala Norberto Lubisco (Rua dos Andradas, 736 – térreo da Casa de Cultura Mario Quintana). Os ingressos custam R$ 8,00 (meia-entrada) e R$ 16,00 (inteira) na terça, na quarta e na quinta-feira. Já na sexta-feira (feriado), no sábado e no domingo, o valor das entradas é R$ 10,00 (meia-entrada) e R$ 20,00 (inteira).

    Longa-metragem dirigido pela cineasta e pesquisadora Paola Mallmann, o filme conta a história de vida de mulheres indígenas brasileiras de diferentes povos e biomas, em que os caminhos de luta política e espiritualidade vinculada ao resgate da ancestralidade se entrecruzam no processo de se tornarem lideranças.

    Entre memórias afetivas, sonhos, elementos da cosmovisão ameríndia e gestos de resistência, Kunha Karaí e as Narrativas da Terra nos leva a reconhecer de forma intimista e sensível a autenticidade das relações das entrevistadas com os territórios visitados e com a ancestralidade brasileira.

    Foto: Divulgação

    O elenco do filme é formado por Elis Alberta Santos (Elis Mura), Shirley Djukurnã Krenak, Alice Martins – Kerexu Takuá, Iracema Gãh Té Nascimento, Celita Xavier, Jera Guarani, Juliana Kerexu, Francisca Arara, Edina Shanenawa, Nedina Yawanawa, Talcira Gomes, Júlia Gimenez, Eryia Yawanawa, Rosa Peixoto, Ermelinda – Yepário, Kedasere, Laurinda Borges e Raquel Kubeo (esta última também colaborou com o processo de pesquisa e produção das filmagens).

    O documentário aborda, através das mulheres, o debate sobre mudanças climáticas e proteção dos biomas – elementos que apontam caminhos de fortalecimento da história indígena contemporânea brasileira como vozes da Terra. Rodado entre 2019 e 2022, em diferentes regiões e cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Acre, o filme foi lançado em abril de 2024, sendo exibido nos cinemas de Brasília (DF), Palmas (TO), Manaus (AM), Salvador (BA), Ribeirão Preto (SP) e Teresópolis (RJ).

    Por conta das enchentes de maio, a estreia do filme em Porto Alegre precisou ser adiada, ainda que, em outubro, o documentário tenha sido exibido em uma sessão especial na Sala Redenção e, no mês seguinte, na Sala Paulo Amorim da Cinemateca Sala Paulo Amorim, dentro do evento Mostra Virada Sustentável.  Agora, Kunha Karaí e as Narrativas da Terra estreia oficialmente nos cinemas gaúchos, com a temporada na Sala Norberto Lubisco.

    Foto: Divulgação

    “É bem significativo que as pessoas possam assistir ao filme e conhecer a história dessas mulheres e, quem sabe, através delas refletir um pouco sobre sua própria história e sobre os laços com sua ancestralidade e sua responsabilidade na construção do nosso futuro comum como cidadãos”, ressalta a diretora, destacando a importância do lançamento desse documentário em salas de cinema, em especial para novos realizadores. Contando com distribuição independente da Panda Filmes (RS) e da Opará Cultural (RS), Kunha Karaí e as Narrativas da Terra teve produção executiva de Beto Rodrigues, da Linha de Produção Cinema e TV, em produção associada com Opará Cultural, com diversos apoios de articulações locais.

    “Vivemos um momento histórico de grande relevância central da pauta dos povos originários, com a recente criação do Ministério dos Povos Indígenas, em articulação com questões globais de grande impacto e esperamos contribuir com essa causa, a partir do nosso ofício, resultando neste registro feito de forma imersiva para os povos indígenas e para todos os brasileiros e brasileiras”, afirma a diretora do filme. Ela destaca a relevância da pauta, citando a ação policial violenta contra os indígenas em marcha pacífica realizada em Brasília no início deste mês, que atingiu também a deputada federal Célia Xakriabá. “Esse incidente mostra o quanto ainda é preciso lutar pelo respeito aos direitos dos povos indígenas”, destaca Paola.

    Kunha Karaí e as Narrativas da Terra contou com recursos do edital Programa #Audiovisual Gera Futuro, do Ministério da Cultura (MinC) e também marca a estreia de Paola no formato longa-metragem. A diretora já havia dirigido três curtas-metragens documentais, um deles com vários prêmios e participações em festivais de cinema importantes, como Gramado e Brasília.

    Foto: Divulgação

    “Conseguir lançar o documentário em salas de cinema é realmente bem importante, por viabilizar a difusão da informação ao público que não acessa obras com essa temática e compromisso social e pelo desafio que é colocar filmes documentários brasileiros dirigido por mulheres no circuito comercial”, comemora a diretora, que também assina o argumento do filme.

    “Esse documentário é fruto da imersão no caminho que nos leva ao encontro dos povos originários, revelando as diversidades e o universo plural das mulheres indígenas do Brasil contemporâneo. Torcemos para que o maior número de pessoas possa assistir, compartilhar com amigos, e que o filme se some, às ações do movimento de luta abril indígena, como o ATL que ocupa Brasília todos os anos para reivindicar os direitos garantidos às comunidades indígenas”, observa Paola. Nesta temporada do filme na Sala Norberto Lubisco, a diretora do documentário estará presente na sessão do dia 22 (terça-feira).

    Foto: Divulgação

    Ficha técnica

    Produção: Linha de Produção Cinema e TV

    Produção associada: Opará Cultural

    Pesquisa, argumento e direção: Paola Mallmann

    Direção de Fotografia e Câmera: Pedro Clezar

    Direção de som: Guilherme Cássio

    Direção de Produção: Flávia Seligman

    Montagem e Edição: Vanessa Leal dos Santos

    Distribuição: Panda Filmes

    Produção executiva: Beto Rodrigues e Gabriel Sager Rodrigues

    Duração: 1h45min

    Perfil no Instagram: @kunhakarai.ofilme

  • CCMQ promove experiência sensorial de música por vibrações: The Sub_Bar Show #1 
    Gabriele Modica Fotografia/ Divulgação

    CCMQ promove experiência sensorial de música por vibrações: The Sub_Bar Show #1 

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), receberá duas sessões gratuitas da experiência sensorial internacional The Sub_Bar Show #1, que apresenta um repertório musical para ser sentido em vez de ouvido. Elas acontecem na quarta-feira (23) e no domingo (27), às 19h, no Teatro Carlos Carvalho (2° andar da CCMQ). A entrada é franca nas duas sessões, mediante a retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro. O evento conta com interpretação de Libras.

    Apresentado nos idiomas inglês e Língua Internacional de Sinais, o momento imersivo convida o público surdo e ouvinte a se movimentar pelo espaço e deitar no chão para conhecer o repertório musical que é transmitido através de subwoofers, que são alto-falantes que reproduzem as frequências mais baixas do áudio. Após o espetáculo, haverá um bate-papo entre organizadores e o público, para debater as sensações e contextualizar as obras em português e Libras.

    Gabriele Modica Fotografia/ Divulgação

    SOBRE O SUB_BAR

    Criado na Europa em 2021, o projeto Sub_Bar reúne artistas, pesquisadores surdos e ouvintes de todo o mundo, que buscam romper com a ideia de que o som é o principal elemento da música. Ao longo dos quatro anos, em parceria com artistas consagrados e ascendentes, o projeto tem construído um repertório crescente em que a modulação da pressão do ar, a vibração e o silêncio são os elementos centrais. A partir de agora, obras selecionadas desse acervo farão parte das apresentações mensais promovidas em diversos espaços culturais espalhados pelas Américas, Ásia e Europa.

    O evento no Teatro Carlos Carvalho integra a programação mundial de lançamento do show, que promove performances em cerca de 18 países ao longo do mês de abril. A CCMQ é o único espaço a sediar a experiência no Brasil.

    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul, patrocínio prata da Hyundai, Lojas Renner, EDP e Paraflu; apoio de Tintas Renner, Banco Topázio e iSend; e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.

    SERVIÇO

    The Sub Bar #1 na CCMQ
    Quando: quarta-feira e domingo (23 e 27/4)
    Horário: 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho, no 2° andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Porto Alegre, RS.
    Recurso de Acessibilidade: Libras

    Entrada franca, mediante retirada de ingressos na bilheteria do teatro, uma hora antes da sessão