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  • Duas apresentações de “Chiiicago – Nem Tudo é Jazz”, no TSP
    Foto ; Jessica Barbosa/ Divulgação

    Duas apresentações de “Chiiicago – Nem Tudo é Jazz”, no TSP

    Um dos principais clássicos da Broadway ganhou uma versão brasileira diferenciada e feita por artistas gaúchos. É o musical “Chiiicago – Nem Tudo é Jazz”, espetáculo que faz parte das atrações do Porto Verão Alegre 2020. São duas apresentações nos dias 28 e 29 de janeiro, terça e quarta- feira, no Theatro São Pedro.

    A montagem teve início com o desejo do maestro gaúcho Guilherme Leal Rodrigues, que regeu o espetáculo original em uma apresentação em São Paulo em 2018. “Queria trazer o musical para cá, mas com uma proposta totalmente adaptada”, conta.

    Com a adesão do diretor cênico Luiz Manoel nasceu “Chiiicago – Nem Tudo é Jazz” em uma narrativa inclusiva e inserida na realidade atual do Brasil, dando destaque às pessoas que normalmente são marginalizadas na nossa sociedade. A montagem reúne cerca de 50 pessoas no palco em uma união de alunos do Instituto de Artes da UFRGS, em parceria com Departamentos de Arte Dramática e de Música, e com convidados da Bublitz Academia de Musicais, para compor o coro de cantores.


    Cidade fictícia

    Livremente inspirado no musical Chicago, o espetáculo “Chiiicago – Nem Tudo é Jazz!”, com 70 minutos de duração, se distancia das ruas do famoso polo norte-americano para mergulhar na cidade brasileira fictícia de “Chiiicago”, onde o silenciamento é o único mecanismo para garantir a sobrevivência. Corpos que destoam, histórias que gritam para serem ouvidas, narrativas negligenciadas por aqueles que detém o poder da fala. Nesse cenário, as cicatrizes se esgarçam ao som de revolta e de muito jazz.

    A história brasileira retrata uma mulher gorda, que deseja ser uma grande estrela do cabaré, mas além de ser enganada, é humilhada por aparentemente não pertencer a esse lugar a que tanto almeja e, assim, acaba cometendo um grave crime. Dentro da prisão, ela se depara com narrativas marginais de mulheres, gays, negros, vítimas de abuso, assédio e violência, que evidenciam o sistema de silenciamento vivenciado e praticado cotidianamente por todos nós. Nas grades de Chiiicago enquanto tudo se despedaça, ouve-se apenas o som de jazz. Irmãos cospem uns nos outros para ascender. Só interessa escutar o som da própria voz. Não há distinção entre opressor e oprimido. Como olhar, então, para os nossos tempos em que parece não existir mais nada além de injustiça?

    Ficha Técnica:

    Elenco: Ariane Wink,Cass Dutra, Cássio Iribarrem, Eric Nelsis, Guilherme Oliveira, Isadora Fraga, Julia Bennemann, Lucas Limma, Mariana Fernandes, Manu Goulart, Nairim Tomazini, Raíssa Panatieri, Renata Lorenzi.

    Musicistas: Victória Gautto – Clarinete; Daniel Szuchman- Saxofone Tenor; Augusto Santos – Saxofone Alto; Bruno Dos Santos – Flauta; Francisco Gomes, Sérgio Marques – Trompete; Bruno Rudger -Trombone; Pedro Collares – Piano; Eduardo Moro – Guitarra; Rafael Müller – Bateria; João Pedro Andres – Baixo.

    Coro de cantores:  Oritz Campos, Maurício Sortica, Gregory Martini, Jennifer Franco, Marco Aurich, Angelis Lima,Pedro De Los Santos, Samantha Desimon, Julia Leiria, Karla Quintana, Marcela Cintra, Laura Schenkel, Stéfani Dartora, Lucas Dornelles, Gabriela Paludo, Daniel Merello, Danielle Salmoura, Maurício Closs, Bárbara Auler, Maria Aparecida Machado, Jessica Garighan

    Direção Cênica e Concepção: Luiz Manoel

    Diretora Assistente: Manu Goulart

    Diretor Musical e Maestro: Guilherme Rodrigues

    Dramaturgia e Coreografias: Luiz Manoel

    Colaboração Coreográfica: Pedro Schilling

    Stand By: Natasha Villar, Pedro Schilling.

    Figurinos: Mari Falcão

    Maquiagem: Jennifer Ribeiro

    Objetos de cena: Amanda Gatti

    Iluminação: Henrique Strieder

    Operação de som: Manu Goulart e Thalia Kappel

    Composições letras inéditas: Luiz Manoel

    Arte Gráfica: André Varela

    Espetáculo: Chiiicago – Nem Tudo é Jazz
    Apresentações: 28 e 29 de janeiro
    Local: Theatro São Pedro
    Ingressos antecipados: de R$ 24,00 a R$ 38,40 no link: 
    http://portoveraoalegre.com.br/chiiicago-nem-tudo-e-jazz-2020-1
    Duração: 70 minutos
    Censura: 14 anos

  • Rock, folk, country e blues com René Floyd, solo, no Petit Dalí

    Neste sábado, 1º de fevereiro, das 21h até meia-noite, René Floyd volta ao Petit Dalí (Vasco da Gama, 52), desta vez sozinho, para uma noite de muito rock, folk, blues e country. No violão e guitarra acústica, o cantor e compositor interpretará releituras acústicas de clássicos, desde Beatles, Rolling Stones, Marvin Gaye e Pink Floyd, passando por The Police, U2, Radiohead, Coldplay, Goo Goo Dolls e Foo Fighters.
    A casa abre às 18h e quem chegar até as 20h30min poderá aproveirar a promoção de dose dupla de drinks até as 20h30min. O couvert artístico custa R$ 8,00 em dinheiro e R$ 10,00, em cartão de crédito. O show tem início às 21h.

    Foto: Vera Pinto/ Divulgação
    Natural de Porto Alegre, René Floyd acumula mais de 30 anos de trajetória artística. De uma família de músicos, começou sua incursão na área aos 8 anos, primeiro no teclado, depois no violão – sua grande paixão – e após outros instrumentos. Com trabalho que circula entre a capital gaúcha, Região Metropolitana, Serra e Vales do RS, o músico versátil e autodidata toca violão, piano, contrabaixo, guitarra, bateria, teclado, percussão e harmônica.
    Suas influências musicais passam por Pink Floyd, David Bowie, Frank Zappa, Pat Metheny, Beatles, Caetano Veloso, Gonzaguinha, Milton Nascimento, Chico Buarque, Tom Jobim e muitos outros, em especial do rock progressivo. Participou das bandas Jazz Majestic, Ministério do Rock, Zona Zen, Salim & Os Rogers e, mais ativamente, em The Willsons, Máquina a Vapor, Olden Boys e Olden Blues. No final de 2018 fundou o Casarão do Groove, trio de funk, soul e groove nacional, que atualmente conta com Nenê Garcia e Samuel Zyon.
    Serviço:
    Dia: 1º de fevereiro de 2020 (sábado)
    Hora: a partir das 20h
    Local: Petit Dalí (Vasco da Gama, 52), bairro Bom Fim – Porto Alegre/RS. A casa abre às 18h e garante reservas até as 20h (via Face ou pelo telefone 3092-0080). Quem chegar até as 20h30min pode aproveitar a promoção de dose dupla de drinks. O show começa às 21h.
    Couvert artístico: R$ 10,00 (dinheiro) e R$ 12,00 (cartão)
    Informações: Com o músico René Floyd – (51) 98065-6184.

  • Abertura de inscrições para Grupo Experimental de Dança (GED), em fevereiro
    Grupo experimental de Dança. Foto Ana Vianna/SMCPOA/ Divulgação

    Abertura de inscrições para Grupo Experimental de Dança (GED), em fevereiro

    O Centro Municipal de Dança da Secretaria da Cultura de Porto Alegre abrirá inscrições para o Grupo Experimental de Dança (GED). O período de inscrição vai de 3 de fevereiro a 3 de março. O trabalho é aberto para pessoas com ou sem experiência. O GED  oferece espaços para formações livres e contemporâneas na área. As atividades são realizadas na Cia de Artes, Casa de Cultura Mário Quintana e Centro Municipal de CulturaArte e Lazer Lupicínio Rodrigues.

    O GED chega a sua 13ª edição oferecendo oportunidade de formação em dança e a prática de criação artística em grupo. A base pedagógica contempla diversas abordagens práticas e teóricas de estilos como dança contemporânea, dança moderna, improvisação, performance, história da dança, entre outras.
    A estrutura do curso compreende cinco aulas por semana, durante o turno da manhã,das 9h às 12h, entre os meses de abril e dezembro de 2020. Serão selecionados 25 participantes e 10 suplentes.

    Inscrições no link http://bit.ly/GEDsmc2020.

     

    Requisitos para participação 

    • ser maior de 15 anos
    • preencher todos os campos presentes do formulário
    • enviar até 10 de março para o e-mail dancasmc@gmail.com, comentário sobre o artigo encontrado no link http://seer.ufrgs.br/index.php/cena/article/view/35737/24309
    • participar da audição a ser realizada  no dia 9 de março, no Teatro Renascença (avenida Erico Veríssimo, 307 – Menino Deus), em horário a ser divulgado
    • ter disponibilidade para acompanhar a rotina e a carga-horária do curso.

    Cronograma 

    • De 03/02 a 03/03 – Inscrições
    • 04/03 – Divulgação dos inscritos
    • 09/03 – Audição para seleção
    • 16/03 – Resultado da seleção
    • 06/04 – Início das aulas

    Mais informações pelo telefone 3289 8065 ou pelo e-mail dancasmc@gmail.com.

  • Delicatessen Jazz recria clássicos do jazz e bossa nova, no Espaço 373
    Grupo tem mais de três milhões de acessos nas redes sociais – Foto Raul Krebs/ Divulgação

    Delicatessen Jazz recria clássicos do jazz e bossa nova, no Espaço 373

    O Delicatessen Jazz retoma a agenda de shows em 2020 com apresentação, no dia 30 de janeiro (quinta-feira), no Espaço 373. No repertório, recriações de standards de autores como Cole Porter, George Gershwin e Duke Ellington, clássicos de Tom Jobim, Roberto Menescal e Moacir Santos, além de surpreendentes reinvenções de músicas de raiz brasileira, de intérpretes como Carmem Miranda.
    O grupo é formado por Antônio Flores (guitarra), Nico Bueno (baixo), Mano Gomes (bateria) e, desde o ano passado, conta com a vocalista britânica Rowena Jameson. Radicada no Rio de Janeiro, Rowena ficou conhecida no Brasil ao apresentar uma interpretação jazzística da MPB. Começou a estudar música ainda criança, na Inglaterra, cantando em vários corais, e, na adolescência, aperfeiçoando-se no canto lírico. Em 2009, durante um curso pela América Latina, conheceu a obra de Tom Jobim e, por causa dela, nunca mais deixou o país.
    Treze milhões de ouvintes 
    Para Nelson Motta, “o Delicatessen está à altura de qualquer grupo internacional desta praia cheia do jazz e bossa”. Em seu terceiro álbum Godnight Kiss, lançado em 2001, contou com a participação de nomes importantes, como João Donato e Roberto Menescal. O disco foi gravado em Porto Alegre e masterizado no célebre estúdio londrino Abbey Road, com distribuição no Brasil, na Europa, no Japão e no sul da Ásia.
    O Delicatessen foi vencedor do Prêmio da Música Brasileira 2009 e 2011 e ganhou nove troféus no Prêmio Açorianos de Música com três álbuns. Superou a marca de 13 milhões de plays no Spotify, tocou em todos os festivais importantes de jazz no Brasil e levou suas apresentações para Argentina e Europa.

    Delicatessen: Antônio Flores (guitarra), Nico Bueno (baixo), Mano Gomes (bateria) e a vocalista Rowena Jameson. Foto Raul Krebs/ Divulgação

    Serviço:
    Delicatessen Jazz
    Quando
    : 30 de janeiro | Quinta-feira | 21h
    Local: Rua Comendador Coruja 373 – Distrito Criativo de Porto Alegre | A casa abre às 20h
    Ingressos: R$ 50,00 antecipado e R$ 60,00 na hora
    Ingressos: http://www.eventbrite.com.br/e/delicatessen-jazz-2020-tickets-89773289325?fbclid=IwAR3Tcg81qFpjwhNdGABgiMpb8GuMG9vUa6VLCBIsxfWNo-Ca6hrHicdl9NM
    Informações e reservas: (51) 98142 3137 | (51) 99508 2772

  • Marcelo Delacroix mostra novo trabalho com participações especiais, no Café Fon Fon,
    Músico se apresenta no formato violão e voz. Foto: Rodrigo Marroni/ Divulgação

    Marcelo Delacroix mostra novo trabalho com participações especiais, no Café Fon Fon,

    Dando sequência ao II Festival de Verão – Projeto Cantautores, o cantor e compositor Marcelo Delacroix se apresenta no Café Fon Fon, em formato voz e violão, mostrando ao público as músicas de seu novíssimo disco, Tresavento, e algumas canções dos discos anteriores. O show ocorre no próximo dia 28 de janeiro, terça-feira, às 21h.

    No repertorio do show, estarão as canções “Tresavento”, inspirada no conto homônimo de João Guimarães Rosa, e “História de nós dois”, ambas compostas em parceria com Leandro Maia; “Milonga Moura” e “Ponta de Estoque” (parcerias com Jerônimo Jardim), “Folia do Divino” (letra de Rubem Penz), “Dentro da Noite” (com letra de Ronald Augusto), “Tempo Bom” (sobre poema de Tatiana Cruz) e “Sem Palavras” (com letra de Paulo Araújo).

    O show contará, também, com as participações de convidados especiais. O cantor e compositor Mário Falcão, que subirá ao palco para cantar uma parceria dos dois, ainda inédita, intitulada “Precisamos conversar”, e Madalena Rasslan, cantora da nova geração, que recentemente apresentou o lindo show Porandubas. Segundo Delacroix, Madalena vem se destacando no cenário da música “por seu lindo canto e por ter o que dizer”, afirma. Madalena escolheu a música “Minueto” (Marcelo Delacroix/Gustavo Finkler) como peça de canto na prova de ingresso na faculdade de música. E é essa a música que ela vai apresentar ao público no Fon Fon.

    Sua mãe, a pianista e cantora Simone Rasslan, pega uma carona na participação da filha e vem, também, para cantar e lembrar dos mais de 30 anos de amizade com Delacroix, desde os tempos de colegas no Instituto de Artes da Ufrgs, do grupo de música instrumental Quebra Cabeça, entre outros tantos trabalhos juntos.

     

    Sobre Marcelo Delacroix

    Músico, compositor, cantor, produtor e educador musical. Iniciou seus estudos musicais na Escola de Musica da OSPA (Orquestra Sinfônica de Poro Alegre) e formou-se em Música na Ufrgs. Tem cinco discos autorais gravados: Quebra Cabeça (grupo instrumental – 1994); Marcelo Delacroix (2000); Depois do Raio (2006); e Canciones Cruzadas (em parceria com o uruguaio Dany López – 2013), pelos quais ganhou alguns prêmios. Acaba de gravar seu novo disco Tresavento. Compôs diversas trilhas para teatro, dança, tv e cinema. Atua também como educador musical, ministrando cursos e workshops de musicalização para crianças e adultos.

     
    SERVIÇO:
    O Quê: Marcelo Delacroix  – Tresavento e outras canções, no II Festival de Verão – Projeto Cantautores
    Onde: Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, 22, bairro Farroupilha) Porto Alegre/RS
    Quando: Dia 28 de janeiro de 2020, terça-feira, às 21h
    QuantoCouvert a R$ 30,00 | Ingresso do show + CD: 50,00
    – Apoiadores do disco no Catarse podem buscar suas recompensas e ganham desconto especial para o show: ingresso R$ 20,00
    O disco Tresavento estará à venda no local ao preço de R$ 30,00
     

  • Ecarta Musical seleciona dez propostas para apresentações na Fundação Ecarta
    Artistas gaúchos se apresentação na sede da fundação. Foto: Ecarta/Divulgação

    Ecarta Musical seleciona dez propostas para apresentações na Fundação Ecarta

    O Ecarta Musical, um dos cinco projetos da Fundação Ecarta, selecionou dez propostas de apresentações para compor a programação de março a julho de 2020.
    Uma comissão coordenada por Elenice Zaltron, produtora à frente do projeto, juntamente com o jornalista e crítico musical, Juarez Fonseca, além da também jornalista e produtora cultural, Dinorah Araújo, e do músico, Marcelo Delacroix avaliou um total de 76 propostas com grau de qualidade elevado.
    De acordo com a comissão, a pluralidade de estilos segue como característica principal do Ecarta Musical, que levou em consideração o grau de ineditismo, qualidade artística dos candidatos e propostas adequadas física e conceitualmente ao espaço onde vão acontecer as apresentações quinzenais. “A programação vai contar com estilos do afropop ao jazz e do regionalismo ao samba e grande parte dos músicos é da Capital e de Guaíba”, adianta Elenice.

    Músicos selecionados:

    1) Dona Conceição
    2) Calote – Contando Histórias
    3) Ortácio, Borghetti, Salazar & Poty
    4) Cordas Pra Que Te Quero – Gil Jazz Trio
    5) Botonera – Fofa Nobre
    6) Bons Momentos – Nêgo Izolino

    7) Homem Café – Lançamento do álbum Unidos a Sós

    8) Navegar neste mistério – Nino e a Coluna Prestes
    9) Recital de Chorinho – Alexandre Starosta
    10) Baden Power – Mariano Telles

    Suplentes:

    1) Solavanco – Ricardo Borges
    2) As cores de uma Negra – Zena Pereira
  • “Invasão colonial ‘YVY OPATA’ a terra vai acabar”, em exposição no Museu de Arte Contemporânea

    “Invasão colonial ‘YVY OPATA’ a terra vai acabar”, em exposição no Museu de Arte Contemporânea

     
     
    A exposição “Invasão colonial ‘YVY OPATA’ a terra vai acabar”, do artista Xadalu, está em cartaz na Galeria Xico Stockinger, do Museu de Arte Contemporânea do RS (MAC-RS), na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) a partir de 21 de janeiro. A atividade encerra o “Festival Kino Beat – Arte em Movimento”, que nesta 6ª edição, iniciada em novembro de 2019, convida a público a refletir sobre algumas urgências do presente.
    A abertura acontece às 19h, com a presença do cacique geral Mburuvixá Tenondé Cirilo, que fará uma fala às 20h. A mostra segue aberta à visitação até 8 de março, de terças a sextas-feiras, das 10h às 18h; e sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h. A entrada é gratuita.
    A exposição individual reúne fragmentos de diversas imersões do artista Xadalu em aldeias Guaranis. As obras registram o estado atual em que as aldeias se encontram, os conflitos originados pelas retomadas de suas terras e as constantes ameaças de grupos armados que intimidam as comunidades tradicionais.
    A medida que a cidade cresce geograficamente, a aldeia diminui e, automaticamente, os sonhos sofrem interferências na transição para outro mundo. “Sendo o único lugar seguro, as cidades celestiais são o local de onde viemos e para onde vamos depois de nossa passagem aqui na terra. Mas a tekoa continua protegida de alguma maneira por Nhanderu, o motivo de nossa resistência há mais de 500 anos. O trovão de Tupã lá fora mostra sua força de anunciar o tempo passado que o raio cruzou e já não existe mais, e o sol mostra seus raios e nos permite caminhar sobre eles”, conta o artista, que também é responsável pela curadoria da exposição.
    De acordo com o curador do festival, Gabriel Cevallos, o Kino 2019 se desenvolveu a partir de premissas que convidam à reflexão sobre algumas urgências do presente. “Estas ideias iniciais substituem uma palavra central ou um tema fixo para esta edição, e lançam, de forma aberta, possibilidades para se sentir o mundo em conjunto – ficção, natureza, percepção, conciliação, território, mutação, esperança, mundos possíveis: estes são alguns dos pontos de partida para se imaginar o 6º Kino Beat”, revela.
    “Uma outra forma de se repensar os impactos do colonialismo, é assumir como válido o conhecimento produzido pelos povos originários. Ao atuar como um mensageiro entre dois mundos, o artista visual Xadalu traduz parte deste conhecimento e visão de mundo dos índios Guaranis, em obras de arte. O seu processo de escuta atenta e trabalho compartilhado com as aldeias ressaltam a sua reverência e urgência em dar visibilidade a este mundo que resiste em existir”, afirma o curador do festival.
    O 6º Festival Kino Beat – Arte em Movimento foi selecionado pelo edital de patrocínios culturais incentivados da Oi, conta com o apoio do Oi Futuro e com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura – Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
    O artista
    Xadalu é artista visual urbano com uma obra que transita entre intervenções nas ruas e exposições em museus, galerias e centros culturais. Sua produção diversificada mescla as colagens da sticker art a técnicas e linguagens como a serigrafia, a pintura, a fotografia e o objeto.
    Seu trabalho em street art já foi exibido em mostras coletivas e individuais em instituições de Porto Alegre, como Santander Cultural, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC-RS), Instituto Estadual de Artes Visuais do Rio Grande do Sul (Ieavi), CCMQ e Museu dos Direitos Humanos do Mercosul. Na Europa, apresentou obras em galerias de Berlim e Florença.
    Integra coleções particulares e acervos públicos, como do Margs e do MAC-RS.
    É tema do livro “Xadalu — Movimento urbano”, do curta-metragem “Sticker conection” (2015) e do documentário “Xadalu — Filme” (2017), que retratam a produção iniciada em 2004 com as primeiras colagens do indiozinho Xadalu nas ruas de Porto Alegre. Hoje, o personagem é visto em dezenas de cidades do mundo, graças à rede estabelecida com outros artistas visuais urbanos praticantes da sticker art, que trocam seus adesivos pelo correio.
    As questões indígenas acompanham seu trabalho desde o início. Com o envolvimento, realiza temporadas de residência artística em aldeias do sul do Brasil e da Argentina.
    Em reconhecimento à defesa da causa indígena aliada a questões socioculturais, foi um dos agraciados pelo Prêmio Humanidades do Instituto Brasileiro da Pessoa 2014. Entre outras diversas distinções, foi eleito em 2012 Melhor Artista na Expo Colex, mostra internacional de sticker art realizada em Santos (SP), e duas vezes indicado ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas da prefeitura de Porto Alegre (2015 e 2016).
    Realiza palestras, cursos e oficinas sobre serigrafia e arte urbana, com destaque para o Curso de Extensão em Serigrafia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), que ministra desde 2016.
    SERVIÇO
    Exposição “Invasão colonial ‘YVY OPATA’ a terra vai acabar” – de Xadalu
    Quando: de 21 de janeiro a 8 de março
    Onde: Galeria Xico Stockinger | 6º andar da CCMQ (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico / Porto Alegre)
    Horário: de segunda à sexta-feira, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados: das 12h às 18h
    Entrada gratuita

  • "As Manas Lisas da Periferia", na fotografia de Jorge Aguiar, no Clube de Cultura
    Fotos de Jorge Aguiar/ Divulgação

    "As Manas Lisas da Periferia", na fotografia de Jorge Aguiar, no Clube de Cultura

    Acontece até dia 31 de janeiro a exposição “As Manas Lisas da Periferia” do fotógrafo Jorge Aguiar, no Clube de Cultura ( rua Ramiro Barcellos, 1853) , com visitação das 17hrs  às 22 hrs. Às quintas-feira acontecem visitas guiadas. Nos textos abaixo, fotógrafo e curador explicam o projeto, o trabalho e seu resultado:
    Texto de Jorge Aguiar, expositor
    “Sou um fotografo de rua, em mais de 40 anos de fotografia também posso
    dizer que tenho um acervo histórico de Porto Alegre e sua região
    metropolitana, mas meu acervo mostra a cidade real, aquela que poucos
    tem coragem de olhar de frente, minha fotografia trás para o centro da
    cidade, para salas de exposições e museus a pobreza, a fome, a
    periferia, da visibilidade aos esquecidos, da a palavra aos excluídos
    (fotografia é escrever com a Luz).
    ManaLisas de Periferia é uma provocação em torno da Monalisa de Da
    Vinci e um ideal de beleza mas antes de qualquer coisa é uma
    homenagem a todas as mulheres reais, com a beleza de quem luta todo
    dia pela sobrevivência, trabalham, cuidam da casa, criam os filhos,
    são chefes de família… ManaLisas de Periferia é uma homenagem a
    todas as Claudias, Marieles e Agathas, mulheres de todas idades, na
    maioria anônimas, desconhecidas que nascem, vivem, sobrevivem nas
    periferias de cada uma das cidades deste pais e que mesmo correndo o
    risco de morte todos os dias não perdem a garra e mantém a alegria.”

    ManasLisas de Periferia: O retrato de uma dama
    Texto Eurico Salis – Curador
    “Não foram poucos os estudos de especialistas para tentar decifrar a
    enigmática expressão de Mona Lisa, o quadro mais celebrado da história
    da arte, pintado em Florença, em 1503, por Leonardo da Vinci.
    Recentemente, cientistas britânicos utilizando técnicas que envolvem
    computação garantem ter descoberto o segredo por trás da obra mais
    famosa de Leonardo. De acordo com o jornal britânico The Independent,
    Mona Lisa estava 83% feliz, 9% angustiada, 6% assustada e 2%
    chateada. Entre 2010 e 2011, caminhando por ruas empoeiradas do
    Bairro Umbu na Cidade de Alvorada região metropolitana de Porto
    Alegre, Jorge Aguiar, percebeu que mulheres pobres donas de uma beleza
    fora do comum, mesmo desempregadas, mantinham uma beleza incomum.
    Durante doze meses, Jorge carregou no ombro, dentro de ônibus carcaças
    de molduras, e pacientemente se aproximou de várias “manas” do bairro
    Umbu, em Alvorada para fotografá-las. Muitos artistas têm recriado, no
    seu trabalho, o quadro de Da Vinci – Marcel Duchamp, Salvador Dali,
    Andy Warhol. Entretanto, somente agora, La Gioconda ou Mona Lisa,
    como é mais conhecida passa a ter outra dimensão social, inusitada,
    revelada através de expressões enigmáticas de intensa dramaticidade no
    rosto de Manas Lisas, ou mulheres pobres da periferia de um bairro
    simples de Alvorada. Tudo graças ao olhar renascentista e
    contemporâneo do autor desta mostra. Reescrevo com convicção que
    Jorge Aguiar, construiu sua trajetória com olhar voltado para
    documentar a vida dos pobres, dos desvalidos, e a vida simples,
    centrado na figura humana. tem uma obra densa, definitiva. No seu
    trabalho de rua estão presentes, lado a lado, de forma vibrante, a
    narrativa e a estética. Princípios que formam a linguagem
    fotográfica, que diferenciam o fotógrafo de verdade de um mero
    “batedor de fotos”. Sem cair no ativismo ideológico, na denúncia
    partidária ou na estética panfletária, ele nos mostra a realidade
    ácida, instigante, tão perto do nosso dia-a-dia, e muitas vezes tão
    longe do nosso mundo.

    Manas Lisas, integra-se a uma obra tão complexa e tão simples, ao
    mesmo tempo. Uma obra local que atinge dimensão universal através do
    olhar singular de Jorge Aguiar. Um olhar que nos leva a conhecer mais
    a condição humana.”
    Texto Eurico Salis – Curador

  • O melhor do humor de André Damasceno em show que celebra 35 anos do "Magro do Bonfa"
    André Damasceno:”Posso brincar com tudo sem ferir suscetibilidades.” Foto: Divulgação

    O melhor do humor de André Damasceno em show que celebra 35 anos do "Magro do Bonfa"

     

    André Damasceno, um dos grandes nomes da comédia brasileira, faz estreia nacional do seu novo show “Não Me Faz Te Pegar Nojo!” no dia 24 de janeiro, às 21h, no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga 5311), dentro do Porto Verão Alegre. No palco, o humorista conta os 35 anos do Magro do Bonfa,  reúne seus melhores textos e relembra os personagens mais queridos do público. O espetáculo terá participações especiais dos humoristas Maikinho Pereira e Índio Behn.

    André trabalhou na Escolinha do Professor Raimundo, do Chico Anysio, na Rede Globo, e  atuou ao lado de grandes nomes do humor como Agildo Ribeiro, Lúcio Mauro, Brandão Filho, Walter D´Ávila, Costinha, entre outros.  Também na emissora carioca, esteve de 2003 a 2015, no Zorra Total, atuando ao lado dos novos nomes do humor como Fábio Porchat, Marcus Melhem, Leandro Hassum, Fabiana Karla, Heloísa Périssé, Katiuscia Canoro e Marcos Veras. “O público vai conhecer a história do Magro do Bonfa e histórias hilariantes da minha carreira e do convívio que tive com a velha e nova geração do humor”, afirma Damasceno.

    André Damasceno iniciou no humor em 1985. De lá para cá, já realizou mais de 3 mil espetáculos e já foi assistido por mais de dois milhões de pessoas.

    CINCO PERGUNTAS AO HUMORISTA:
    Higino Barros
    Pergunta: O que caracteriza esse espetáculo? Ele tem uma linha de condução?
    André Damasceno: O espetáculo é comemorativo dos 35 anos do personagem o Magro do Bonfa, criado quando eu dava aula de Matemática no curso Pré Vestibular Universitário. Ele era um aluno do bairro Bom Fim e daí surge o nome, Magro do Bonfa, malando do Bonfa. O espetáculo também leva os textos mais queridos do público. Que eles sempre pedem, assim como os personagens mais queridos dos meus 35 anos de história.
    Pergunta: Quem o influenciou como artista?
    AD: Recebi muita influência do Juca Chaves. Inclusive tomei a decisão de ser humorista, aos 22 anos, quando estudava Engenharia Civil na PUC, depois de assistir o Juca Chaves no antigo teatro da Ospa, na Independência. Me formei em Engenharia e fui dar aula da Matemática. Dava aula de manhã e de tarde e de noite fazia stand up. Em 1984 fiz meu primeiro show, no bar Opinião. Fiquei dando aula de 1984 até 1990.
    Resolvi me dedicar à carreira de humorista e em 1993 levo a fita para a Globo. A fita cai na mão do Chico Anísio e ele me convida para fazer a Escolinha do Professor Raimundo, com o personagem o Magro do Bonfa.
    Pergunta: Você faz o tipo de humor gaudério, usando expressões típicas da aldeia? Isso é um limitador ou uma vantagem, em termos de alcance de público?
    AD: Eu nunca fiz humor com expressão gaudéria nem gaúcha porque eu sempre quis que meu texto fosse nacional e universal. Eu sei que o show que faço em Porto Alegre pode ser feito em Maceió, no Rio de Janeiro, no Piauí e em São Paulo.
    Eu sempre tive a preocupação de não regionalizar meu texto. Se fizesse isso ficaria preso ao humor do Rio Grande do Sul. E não ia conseguir levar o humor gaúcho para o Brasil. Essa foi a estratégia. Não usar termos gaudérios. Mesmo porque se eu for usar esse linguajar fora do Rio do Grande do Sul ninguém iria entender
    Pergunta: O que gostaria de não fazer em palco?
    AD: O que eu gostaria não de fazer. O que nunca fiz. Fazer humor escatológico, brincando com religião, e com opções sexuais e tais. Isso nunca fiz.
    Pergunta: Como vê os tempos de hoje para humor?
    AD: Mudou um pouco a escala de valores das pessoas e existe o politicamente correto. Mas como nunca fui politicamente incorreto para mim não está tendo problema nenhum. Eu sempre posso brincar com tudo sem ferir suscetibilidades.

    Serviço

    O que:  show Não Me Faz Te Pegar Nojo!, com André Damasceno

    Quando: 24 de janeiro de 2020

    Horário: 21h

    Onde: Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311)

    Ingressos: R$ 40,00 (na hora), R$ 32,00 (antecipado promocional) e R$ 20,00 (estudantes e idosos)

    Informações: www.portoveraoalegre.com.br

    Classificação Etária – 12 anos

    Duração do show – 80min

  • O flamenco das "Mujeres de Água’, no Meme Estação Cultural
    Cia Estação La Negra. Foto: Fabio Zamboan/Divulgação

    O flamenco das "Mujeres de Água’, no Meme Estação Cultural

    A água simboliza a origem da vida, a fecundidade, a fertilidade, a transformação, a purificação, a força, a limpeza. Elemento primordial, ela é considerada o ponto de partida para o surgimento da vida e é a força motriz de inspiração para esse espetáculo.Três mulheres, que amadureceram através do flamenco, apresentam suas vivências e perspectivas de mundo, no leve ir e vir das ondas do mar.

    Ana de La Campana, Lu Meira e La Negra Ana Medeiros solidificam sua parceria artística nesse projeto inovador que tem o flamenco como linguagem comum em hibridismo com outras artes. Embalada pela música executada ao vivo pelo guitarrista flamenco Jeff de Lima junto da cantora Isadora Arruda e da percussão de Gustavo Rosa, a trilha sonora transita entre o cante yorubá, o cancioneiro nordestino, o folclore latinoamericano e o flamenco.O espetáculo ainda conta com a participação especial da bailarina Cris Nunes.

    Mujeres de Água –  Cia de arte La Negra Ana Medeiros

    Dia 19 de janeiro, às 19h

    MEME Estação Cultural – Rua Lopo Gonçalves, 176 – Cidade Baixa

    Email: centromeme@centromeme.com.br

    Ingressos: R$ 60,00 / meia entrada R$ 30,00

    Ingresso solidário: R$ 30,00 (mediante a doação de um alimento não perecível)

    Mais informações pelos telefones 3019.2595 / 51 982570024