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  • Trabalhar cansa: após o filme, Flávia Seligman conversa com o público

    Durante a mostra Cineastas do Brasil, de filmes dirigidos por mulheres, o Cine Farol Santander recebe No sábado, dia 9, a cineasta gaúcha Flávia Seligman. Após a exibição do filme “Trabalhar Cansa”, ela conversará com o público sobre relações de trabalho e como é fazer audiovisual em um mercado em que a participação feminina ainda tem muito a crescer.
    Flávia Seligman é doutora em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, professora do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos, roteirista, produtora e diretora cinematográfica.
    Sinopse
    Helena, jovem dona de casa, decide montar o seu primeiro negócio: uma mercearia de bairro. Contrata então Paula para cuidar da filha e da casa. Mas quando Otávio, o marido de Helena, fica desempregado, as relações entre os três personagens mudam de repente. Acontecimentos inquietantes começam então a ameaçar o seu comércio.
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    Local: Cine Farol Santander (rua Sete de Setembro, 1028 / Praça da Alfândega)
    Ingressos: inteira R$ 18,00 | meia R$ 9,00
  • Feira do Livro: livreiros satisfeitos com o bom movimento do fim de semana

    Ana Carolina Pinheiro
    Apesar do tempo, com ameaça de chuva, e da concorrência do Gre-Nal e do Enem, a 65ª. Feira do Livro de Porto Alegre recebeu grande público e a programação atraiu adultos e crianças para a Praça da Alfândega.
    O movimento assegurou aos livreiros uma boa largada nas vendas. Foi o que garantiu Marli, da Livraria Cervo: “Foi muito bom o primeiro fim de semana, bem movimentado. Manteve a mesma média de venda dos outros anos, talvez até um pouco mais”.
    Entre os autores mais procurados, estão o médico e escritor J.J. Camargo e o jornalista Laurentino Gomes. “Mas ainda não deu para saber qual vai ser o mais vendido. Normalmente a gente costuma saber logo nos primeiros dias. Sempre tinha aquele lançamento que saía mais. Mas neste ano, por enquanto, a venda está meio geral”, afirmou a livreira.
    Entre o público que aproveitou o domingo para sair em busca dos livros desejados estavam Carina e Fabrício, que acompanhavam Felipe e Guilherme, ambos com 12 anos, pelas bancas.
    O grupo tinha nas mãos o chimarrão e as sacolas com os dois livros já comprados. “O ambiente está muito bom para caminhar, está bem tranquilo para observar os livros”, afirmou Carina.
    Enquanto os adultos observavam as obras, a dupla Felipe e Guilherme ia na frente, apressando o passo. “Eles já vieram direcionados, já sabem o livro que querem comprar”, contou Carina. “A gente quer o livro do game Free Fire”, disseram os dois meninos em jogral.
    Remexendo entre os famosos balaios estava Silvana, que foi na Feira acompanhar a filha, que trabalharia como interprete de Libras em uma das muitas atividades do evento. “A programação está muito legal. Tem bastante coisa para ver, tanto para criança quanto para adulto”, comentou.
    Mas deixou a ressalva: “Só que achei os preços muito caros. Eu já vim outras vezes, mais para o fim, e saí com a sacola cheia. Hoje eu achei livros usados por R$25. Isso eu achei chato”.
    Desempregada, Silvana buscava entre os saldos as melhores opções de preço. “Até consegui comprar alguns livros infantis, que foi os que achei mais em conta. Infelizmente, achei tudo caro. Ainda mais pra quem não está trabalhando”.

    Já as amigas Luciana, Tatiana e Adriana aproveitaram a Feira para se reencontrar. Foi o que contou a fisioterapeuta Luciana: “Nós três sempre gostamos de ler. Então a Feira é sempre um bom motivo para um encontro”. A segurança proporcionada pelo evento também foi lembrada pelas amigas: “A Feira revitaliza uma área da cidade que normalmente a gente não costuma frequentar. Então é muito bacana poder vir para este espaço”, afirmou a bacharel em Direito Tatiana. “E, além disso, a gente também pode aproveitar o domingo. Para encerrar o final de semana fazendo coisas que a gente gosta, acompanhada das amigas, e ainda comprar aquele livrinho que já estava querendo”, contou a funcionária pública e também bacharel em Direito Adriana.
    A Feira do Livro de Porto Alegre vai até o dia 17 de novembro. As áreas Geral e Internacional funcionam das 12h30min às 20h30min, exceto aos sábados, quando o horário de abertura é às 10h. A área infantil conta com programação constante das 9h às 20h30min, e as bancas funcionam a partir das 9h30min. A programação completa pode ser conferida no site: feiradolivropoa.com.br.
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  • "Memórias de um jornalista": como enfrentar uma ditadura sem perder o humor

    Uma das novidades da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre é o livro do jornalista Gilberto Lenuzza Pauletti, lançado pela Editora JÁ: “De Cruz Alta ao Irã – Memórias de um Jornalista
    Cruzaltense, radicado no Rio, Pauletti traça com clareza e fluência um painel amplo da política e, principalmente, da imprensa brasileira que ele conheceu por dentro em quase 50 anos de atividade profissional nos principais veículos de comunicação do país. Sua passagem pelos jornais de Porto Alegre, logo que saiu de Cruz Alta aos 18 anos, rende deliciosos episódios que retratam tempos difíceis para quem tinha o ofício de informar.
    O livro está a venda na banca da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) em frente ao Bistrô do Margs, na Martins Livreiro e na Rígel. Pela internet, aqui.
    O livro foi bem recebido pelos jornalistas, como indicam as resenhas:
    Edgar Lisboa
    De Cruz Alta ao Irã, Memórias de um Jornalista” é o livro de autobiografia do gaúcho Gilberto Lenuzza Pauletti, reconstruindo sua trajetória desde a infância, junto aos avós, pais e irmãs, no interior do rio Grande do Sul, até sua nutrida carreira como repórter, editor e chefe de redação nos maiores jornais do País.
    É um relato rico, saboroso, que é o espelho de uma geração de profissionais de imprensa que predominaram no mercado a partir da segunda metade dos anos 1960 . Íntegra aqui.

    Juremir Machado, no Correio do Povo 
    A pilha de livros é grande, plural, provocativa. Passo uma tarde em companhia de “Memórias de um jornalista, de Cruz Alta ao Irã (Já), de Gilberto Lenuzza Pauletti. Longe da querência, Pauletti andou pelo mundo e trabalhou em grandes veículos, entre os quais Veja e O Globo. O seu relato é apaixonado, jornalismo na veia, recordações em tom de reportagem: “Fui para Porto Alegre em abril de 1963, três meses antes de completar 18 anos. A capital vivia em clima de efervescência. Ali estava sendo realizado o maior evento esportivo do mundo universitário, as Universíades – Olimpíada Mundial Universitária. De repente, aquela próspera – mas ainda provinciana – e mais importante cidade do Sul do Brasil se tornara a capital mundial dos atletas universitários.
    A história de um jornalista é quase sempre um pedaço da história de um país: “O aprendizado foi enorme. Principalmente, para quem tinha saído do outro extremo do Brasil. Vocabulário, sotaque, comportamento – fui aconselhado, por exemplo, a cortar os cabelos e raspar a barba. Imagem que lembrasse Fidel ou Che Guevara não pegava bem. O colega Safiotti foi chamado para depor no Dops. Motivo: ele tinha na parede da sala um pôster de Che”. Esse era o tempo do qual alguns sentem saudades. Ditadura.”
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    RESENHA
    Um Jornalista de Seleção – Geraldo Hasse
    “Esta é a história de um menino que nasceu em uma pequena cidade do interior, no Rio Grande do Sul, em 1944. Uma cidade em que quase todos se conheciam”.
    Parece o início de um prefácio escrito por uma terceira pessoa, mas é assim mesmo, sem rodeios, que o jornalista Gilberto Pauletti começa De Cruz Alta ao Irã – Memórias de um Jornalista (JÁ Editora, 2019), livro de 208 páginas em que reúne uma centena de causos narrados de forma jovial e bem-humorada, como se ele nunca tivesse deixado de ser o menino citado logo na primeira linha.
    Sem dúvida, Cruz Alta pode se orgulhar de ter dado ao Brasil “esse menino”. Desde pequeno ele foi irrequieto. Na adolescência, não escondia o ímpeto de ir embora. Deixou a terra natal aos 18 anos incompletos para estudar em Porto Alegre e, depois de girar por várias capitais, fez do Rio de Janeiro sua morada definitiva.
    Sua única dúvida, hoje, é saber se vai ser possível lançar pessoalmente o livro em todas as cidades onde trabalhou, cultivou fontes e fez amigos. Em Porto Alegre, o lançamento foi em julho.
    Pauletti ocupa as primeiras 80 páginas do livro contando sua infância e adolescência em Cruz Alta, cidade de 50 mil habitantes sem televisão e cujo maior vulto, Erico Verissimo (1905-1975), também partiu cedo para fazer história.
    Duas das maiores atrações da cidade eram os trens da Viação Férrea e os ônibus da Viação Ouro e Prata.
    Depois de um portfólio fotográfico que mostra personagens importantes na sua trajetória, ele deixa rolar a segunda parte, um desfile de episódios saborosos sobre sua vida profissional.
    Antes de trabalhar na imprensa, ele foi bancário. No dia de uma passeata estudantil, nos idos de 66, faltou ao trabalho para participar da manifestação duramente reprimida pela polícia. Correndo, na fuga, teve de passar na frente do banco em que trabalhava. Demitido no dia seguinte.
    A experiência bancária como pesquisador de cartório de protestos serviu de inspiração na escolha do curso superior que Pauletti gostaria de frequentar. “Escolhi o jornalismo porque descobri que gostava de bisbilhotar a vida alheia”, explica na página 100 do livro.
    Entrou na UFRGS em 1965. No final de 1967, fez estágio na Zero Hora e foi contratado como repórter, sendo incumbido de cobrir as áreas militar, sindical e universitária.  Barra pesada para um principiante, mas ele conta, sinceramente, o quanto se divertiu na busca da verdade. Um dos seus causos mais longos focaliza a cobertura das manobras militares de Saicã, no meio oeste gaúcho, no final da década de 60.
    Em 1968, fez parte do grupo de oito gaúchos selecionados para trabalhar na recém-fundada Veja, “revista semanal de informação” da rica Editora Abril, que ganhava muito dinheiro com revistas infantis (Pato Donald), femininas (Capricho, Claudia), especializadas (Quatro Rodas) e de interesse geral (Realidade).
    Entre uma centena de jornalistas treinados durante meses em São Paulo, Pauletti foi destacado para trabalhar inicialmente como repórter em Recife, enquanto os colegas gaúchos foram designados para Porto Alegre (Paulo Totti) e Curitiba (Elmar Bones); ficaram na redação de São Paulo os outros cinco: Caio Fernando Abreu, Enio Squeff, Hélio Gama Filho, José Antonio Dias Lopes e Laerth Pedrosa Jr.
    Com exceção de Caio Abreu (1948-1996), que morreu consagrado como escritor, todos estão na lida jornalística em algum lugar do Brasil. Alguns já escreveram livros. Pauletti é o primeiro a colocar suas memórias em pé.
    É livro fácil de ler porque não se detém em análises ou comentários sobre as tarefas do jornalista ou a missão da imprensa. Ele se satisfaz contando causos envolvendo as mais diversas pessoas – cultas, ignorantes, poderosas ou não, de direita e de esquerda –, com o que deixa claro que o jornalismo gira essencialmente em torno da vida humana. Os próprios fatos falam pelas personagens.
    A cada página são citadas duas ou três pessoas envolvidas em algum episódio dramático ou engraçado. Somando todas, temos um elenco de centenas.
    Tudo verdadeiro e narrado com bom humor, em textos sem firulas — marca de alguns dos melhores veículos em que trabalhou o repórter e editor de Veja, do Jornal do Brasil, de O Globo e da Gazeta Mercantil, entre outras experiências que incluem assessorias de instituições como a Confederação Brasileira de Vôlei e a Petrobras.
    Um dos melhores trechos do livro narra a verdadeira história de Pedro Louzada Balaustre, empresário do vale do Taquari inventado por jornalistas de Porto Alegre no auge da ditadura militar, na segunda metade dos anos 1970.
    Numa finíssima ironia com o “milagre brasileiro” do ministro Delfim Netto, Pedro Balaustre foi apresentado como o chefão do “Grupo Ivanhoé”, formado por várias empresas em que aparecia até a Ivanhopress, especializada em assessoria de imprensa.
    Após alguns dias, apareceu num jornal de Porto Alegre um convite fúnebre: Pedro Louzada Balaustre tinha morrido… Embora nunca ninguém tivesse ouvido falar dele, dois deputados estaduais chegaram a ir à tribuna da Assembleia Legislativa para lamentar seu “falecimento”. Os leitores desavisados se surpreenderão ao saber que um dos autores dessa memorável molecagem (“fake news”) é hoje o âncora de um dos programas mais ouvidos do rádio gaúcho.
    O único trecho triste do livro é a história da morte de Thiago Pauletti, seu filho de 12 anos.
    Clique aqui para adquirir a obra na loja online.

     

  • IEL promove mesa-redonda e lança fascículo digital em homenagem a Aldyr Garcia Schlee

    Dentro da programação do Instituto Estadual do Livro (IEL) na Feira do Livro de Porto Alegre está uma mesa em homenagem ao escritor Aldyr Garcia Schlee (1934-1918) e o lançamento do fascículo biobliográfico “Escritores Gaúchos – Série Digital: Aldyr Garcia Schlee”. O evento será realizado no próximo sábado, dia 2 de novembro, às 14h, na Sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Andradas, 1223), com entrada franca.

    Editado pelo IEL, instituição da Secretaria de Estado da Cultura do RS, o volume será disponibilizado gratuitamente na internet, através do endereço eletrônico ielrs.blogspot.com e conta com relatos, imagens e trechos da obra que resgatam a trajetória do autor homenageado, bem como sua última entrevista. Participam da atividade Alfredo Aquino, Luiz-Olyntho Telles da Silva e Maria Eunice Moreira.

  • Lila Borges mostra no Chapéu Acústico músicas que falam de amor e desavenças

    Músicas autorais que falam de amor e desavenças, que instigam reflexões acerca de diversidade cultural e preconceitos é o mote de “Não Me Espanto”, show autoral de Lila Borges (voz e violão), que abre o projeto Chapéu Acústico de novembro, no dia 5, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190). Acompanhada nos violões e guitarras por Gilberto Oliveira e Giovanni Berti na percussão, a cantora irá costurar as músicas com curiosidades e histórias bem-humoradas, em um bate-papo informal e divertido. A entrada é gratuita ou mediante contribuição espontânea.

    O repertório abrange dez músicas, sendo que uma delas dá título ao show, além de algumas releituras que marcaram a trajetória musical da artista. A apresentação reservará sonoridades brasileiras, que vão da bossa nova ao baião, brincando com o samba e com a milonga. algumas releituras que marcaram sua trajetória musical. Cantora, compositora e educadora musical, Lila Borges é estudante de música, ativista, amante das artes e produtora cultural.

    Iniciou sua trajetória musical em 2004, em Porto Alegre, dando voz à vontade artística, latente desde a infância. Tocou em diversos bares, festivais e eventos na Capital e no interior do Rio Grande do Sul. Já participou de formação duo, trio e bandas, formando parcerias com renomados músicos do Estado. Desde 2007, atua como educadora musical infantil, coordenando a Parapiás Produtora de Arte, onde realiza atividades de música para crianças, oficinas e shows. Neste universo, gravou dois discos autorais, o “Parapiás” (2014) e o “Parapiás, Música para Crianças” (2017). Em 2016, iniciou pesquisa sobre a atuação feminina na música do Brasil e lançou o projeto “Mulher Popular Brasileira”, onde apresenta canções de compositoras mulheres que fizeram e fazem a história da música brasileira, e realizando intercâmbio cultural com artistas contemporâneas.

    Foto: Giovanni Ceconello/ Divulgação

    CHAPÉU ACÚSTICO

    O produtor, publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria do projeto Chapéu Acústico, iniciativa sem qualquer patrocínio, que desde setembro de 2016 movimenta o Salão Mourisco, com música de qualidade. Os cachês dos músicos são pagos a partir das contribuições espontâneas, que ocorrem no chapéu, como nas performances de rua, e vão inteiramente para os artistas.

    SERVIÇO:

    Dia: 5 de novembro (terça-feira)

    Hora: a partir das 19h

    Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado do RS (Riachuelo, 1190) – Centro Histórico – Porto Alegre/RS.

    Informações: BPE-RS (fone 3224-5045); com produtor Marcos Monteiro (duearth@terra.com.br) ou com a artista (www.contatolilaborges.wixsite.com/lilaborgess )

    Entrevistas: Com Lila Borges – 99683.4375

    Entrada franca/Contribuição espontânea.

  • João Maldonado e quinteto lançam "Beauty", com show na Concha Acústica do TSP

    João Maldonado lança nessa sexta-feira, dia 1º de novembro , o disco Beauty, com show na concha acústica do Theatro São Pedro. A apresentação ocorre às 19he os ingressos já estão à venda na bilheteria e site do teatro.
    O álbum conta com 12 músicas, todas compostas por Maldonado, gravadas ao vivo no Estúdio Porta da Toca e masterizadas por Ciro Moreau. A novidade deste primeiro álbum, lançado pela Loop Discos, é a união de ritmos, como o rap, o regionalismo e dos povos indígenas.
    O pianista convidou Negra Jaque para compor uma música sobre beleza e o artista plástico Bu’ú Kennedy, membro do Clã Üremirin Sararó – Fátria Patrilinear do povo Ye’pá mahsã da Amazônia –, para recitar uma poesia sobre o mesmo tema na língua tukana. “Sou de origem indígena e, neste disco, quis dar voz a um povo que é constantemente atacado e ameaçado de extinção”, diz João Maldonado.
    Beauty conta ainda com a participação de Ernesto Fagundes em uma música que leva o nome do artista. “Com Ernesto” mostra a sintonia entre a música gaúcha e o jazz.
    A lição de Wynton Marsalis
    Há alguns anos, Maldonado participou de um Masterclass com Wynton Marsalis, no Rio de Janeiro, e ele disse o seguinte: “Você quer tocar jazz? Então comece tocando e dominando o blues nos 12 tons”. 

    Com 37 anos de carreira, João Maldonado iniciou no jazz, passou pelo rock gaúcho com o TNT e foi o primeiro pianista de blues do RS, tocando com Solon Fishbone. No Chile, onde viveu por sete anos, foi considerado o melhor guitarrista de blues, até retornar ao Brasil, ao piano e ao jazz. “Jazz é liberdade, coletividade, democracia e improvisação. Muitos devem achar que é fácil, mas não é. Precisa de muito estudo e de referências para poder se encontrar. No meu caso, me reencontrar depois de quase quatro décadas e gravar meu primeiro disco. Neste álbum todas as músicas têm melodia, como se os instrumentos cantassem, porque eu ouvi a lição de Wynton Marsalis”, destaca o músico.
    Além de Maldonado, integram o quinteto Amauri Iablonovski (saxsoprano), João Rizzo (trompete), Everson Vargas (baixo acústico) e Cesar Audi (bateria). Beauty contou ainda com as participações de Alex Prinz “Anjinho” (trompete), Gunter Kramm Jr. (sax), Huberto “Boquinha” (trombone) e Julio Rizzo (trombone).
     

    Sobre a Loop Disco
    Loop Discos é o selo da agência de música Loop Reclame. Seu casting tem mais de 50 artistas e cuida de todas as etapas de lançamento de uma música ou álbum – da burocracia ao planejamento artístico. Com sua house em Porto Alegre, também atende em São Paulo, Los Angeles e Lisboa e já produziu mais de 300 lançamentos (singles, EPS, discos e clipes).

    Serviço
    João Maldonado Quinteto
    Show de lançamento do disco Beauty
    Quando:
     1º de novembro | Sexta-feira | 19h
    Onde: Concha Acústica do Theatro São Pedro
    Ingressos: R$ 40,00  na bilheteria do teatro ou pelo link http://vendas.teatrosaopedro.com.br/joao-maldonado-quinteto-beuty-01   

  • "Os Donos do Inverno", novo livro de Altair Martins: uma viagem ao Sul profundo

    Altair Martins autografa na Feira do Livro, no
    dia 17/11, às 17 horas. Foto de Santiago Martins/ Divulgação

     
    Geraldo Hasse

    Dois irmãos separados por brigas familiares se reencontram depois de 20 anos e empreendem uma viagem de carro de Porto Alegre a Buenos Aires. Esse é o resumo do livro Os Donos do Inverno (255 páginas, Dublinense, 2019), recém-lançado por Altair Martins, “um dos mais surpreendentes escritores de sua geração”, segundo o crítico José Castello. Martins tem 45 anos, é professor de literatura na PUCRS e já ganhou alguns prêmios com suas ficções marcadas pela dor de ser humano.

    O caso deste livro é assim mesmo: os irmãos adolescentes tiveram uma briga de socos no dia do enterro do irmão mais velho, após o que cada um sai para seu lado e nunca mais se vêem até combinar a viagem ao Sul. Uma viagem maluca cujo objetivo é: levar os ossos do irmão falecido ao Hipódromo de Palermo, na capital argentina, onde ele exerceria sua profissão (jóquei) caso não tivesse a carreira interrompida pelo acidente. Os ossos vão num saco plástico dentro de uma caixa de isopor. Para evitar problemas na BR-116, descem por São José do Norte.
    No terceiro dia, a grande aventura termina na corrida noturna de segunda-feira em Palermo. É uma ficção bem posta na pista pois contém elementos da realidade: o pai de Altair Martins era jóquei e empresta seu nome profissional (C. Martins) à personagem representada pelos ossos dentro da caixa de isopor. O irmão chamado Elias é professor de biologia e tem o dom de conversar com os cavalos. O outro, Fernando, é o motorista que trabalha com um táxi e costuma concordar com tudo o que dizem seus passageiros.
    Viajando por um mil e tantos quilômetros ao longo da paisagem do litoral, os dois irmãos, mais o falecido, repassam a época em que viveram, os três, no mesmo quarto, dividindo um beliche e uma cama, na cidade de Guaíba, hoje com 100 mil habitantes, mas na década de 70 pouco mais do que um bairro separado da capital por um mundaréu de água que alguns dizem ser rio e outros, lago. Na realidade, Guaíba pode ser uma figuração da Palermo de Porto Alegre, assim como Palermo poderia ser o Cristal de Buenos Aires.

    Para compreender certas metáforas, não é preciso conversar com cavalos. O fato é que o autor desta resenha não se lembra de ter lido qualquer ficção que tenha cavalos de corrida como personagens. Por isso, se cogita até de realizar uma sessão de autógrafos no Hipódromo do Cristal, onde se encontram pessoas que conviveram com o C. Martins de verdade e talvez se disponham a apostar R$ 44,90 no livro de um escritor que admite fazer “ficção a partir de alguma realidade”. É o que fazem muitos escritores, embora não admitam a mescla do vivido com o inventado.

    Sem dúvida, não é preciso ser turfista, basta ser gaúcho para aceitar que um dos irmãos viajantes tenha o dom de entender-se com os cavalos. Sem nunca perder a mão, o autor esmera-se numa “tocada” capaz de restabelecer o clima da literatura conhecida, nos anos 1970, como o realismo mágico ou fantástico.

    Segurando bem as rédeas de sua história, Altair Martins faz uma rica viagem ao Sul profundo, esse sul mítico que liga Porto Alegre às duas capitais do Prata. Uma viagem de resgate, de busca de identidades extraviadas. Sem dúvida, uma bela história que registra a travessia São José do Norte-Rio Grande, a passagem por Santa Vitória do Palmar e Punta del Este.

    Em Montevidéu, os irmãos reconciliados encontram um veterano que afirma ter trabalhado em Porto Alegre com Rubén Paz, quando este jogou no Internacional. O sujeito mora na Calle de La India Muerta, nos confins da cidade. A narrativa mistura fatos naturais a aspectos lendários. Em Colonia do Sacramento, um encontro mítico com a História com H.

    Em Buenos Aires, por fim, parece perfeitamente natural que os cavalos falem com os hermanos visitantes e estes os compreendam, servindo tais façanhas como incentivo à reconciliação das sociedades latino-americanas separadas por pequenas barreiras e unidas por línguas parecidas.  Por coincidência, no livro, os cavalos do Brasil, do Uruguai e da Argentina falam a mesma língua. Para ellos, no hay problemas.

  • Leonardo Ribeiro e Jefferson Max, são atrações no último "Chapéu Acústico" do mês de outubro

    O violonista, cantor e compositor Leonardo Ribeiro e o guitarrista Jefferson Max apresentam um show que circula por várias tendências da música universal e vai do Jazz à MPB, passando pela música latina, no último Chapéu Acústico de outubro, dia 29, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190). O repertório de “Comcordas” traz canções autorais e releituras de grandes clássicos. A entrada é franca ou mediante contribuição espontânea.

    De Quaraí, Leonardo Ribeiro tocou e morou durante mais de 20 anos na Europa e Rio de Janeiro. Lançou 5 álbuns solo, gravou e se apresentou com grandes músicos nacionais e internacionais – os brasileiros Wagner Tiso, Luiz Alves, Robertinho Silva, Nenê, Geraldo Flach, o saxofonista francês Barney Wilen, ícone do jazz europeu e o argentino León Gieco, entre outros.  Atualmente integra a banda El Trio, com Claudio Sander e Giovani Berti.

    Jefferson Marx, de Porto Alegre, é violonista, guitarrista, arranjador e educador. Fez direção musical em espetáculos, como Tributo ao Clube da Esquina e Natal Luz. Gravou e participou em shows e discos como instrumentista e arranjador, nos trabalhos de Flora Almeida, Marcio Celi, New e Luiz Mauro Viana, Alex Alano, The Brothers Orquestra, Maria Lucia , Marcos Ungaretti e tantos outros, com intensa participação no cenário jazzístico da capital gaúcha.

     Projeto Chapéu Acústico

    O produtor, publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria do projeto Chapéu Acústico, iniciativa sem qualquer patrocínio. Os cachês dos músicos são pagos a partir das contribuições espontâneas, que ocorrem no chapéu, como nas performances de rua, e vão inteiramente para os artistas.

    SERVIÇO:
    Dia: 29 de outubro (terça-feira)
    Hora: 19h
    Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado do RS (Riachuelo, 1190 – Centro Histórico de Porto Alegre).
    BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com produtor, Marcos Monteiro, via e-mail duearth@terra.com.br.

  • Duas noite com a música de Cristovão Bastos, no Café Fon Fon

    A música “Tua Cantiga”, de autoria de Cristovão Bastos, composta em parceria com Chico Buarque de Hollanda, escolhida como Melhor Canção do Prêmio da Música Brasileira do ano (2018), está no repertório dos shows que o premiado pianista, compositor e arranjador apresenta os dias 1 e 2 de novembro próximo, às 21h, no Café Fon Fonem Porto Alegre.

    Parceiro de grandes nomes da MPB, Cristovão Bastos se apresenta na formação de quarteto, o qual será formado por Luizinho Santos (sax/flauta), Edu Safi (contrabaixo) e Lucas Fê (bateria). No repertório, composições suas dos seus discos anteriores, “Avenida Brasil” (1997) e “Gafieira Suburbana” (2008), além do grande sucesso “Todo Sentimento” e “O galo fugiu” e clássicos da música brasileira como “Só Louco” de Dorival Caymmi e “Chovendo na Roseira” de Tom Jobim. Para fazer sua reserva, confira o  “Serviço”

    Grande nomes

    Admirado por inúmeros músicos brasileiros, Cristovão Bastos é parceiro de grandes nomes como Chico Buarque – com quem compôs “Todo Sentimento” e “Tua Cantiga” -, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Luciana Rabello e Abel Silva. Cristovão criou e assinou arranjos para discos e shows de  Nana Caymmi, Edu Lobo, Elza Soares, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Gal Costa, Nelson Gonçalves, Paulinho da Viola, Ângela Maria, Chico Buarque, entre outros.

    Algumas de suas composições estão registradas nas vozes e instrumentos de nossos maiores intérpretes, como Zezé Gonzaga, Simone, Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Verônica Sabino, os grupos Época de Ouro e Nó em Pingo D’água, Maria Creuza, Paulinho da Viola, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Zé Nogueira, Mauro Senise, Marco Pereira, entre outros. Em 1998, a cantora Clarisse Grova gravou Novos Traços, disco de músicas inéditas de Cristovão e Aldir Blanc. Barbra Streisand gravou Let´s Start Right Now, versão da música Raios de Luz parceria dele com Abel Silva, no álbum A Love Like Ours (1999).

    Com Aldir Blanc, Cristovão compôs “Resposta ao Tempo”, tema de abertura da minissérie Hilda Furacão, da Rede Globo (1998) e Suave Veneno, da novela Suave Veneno, Rede Globo (1999), ambas gravadas por Nana Caymmi. Em seus 50 anos de carreira, Cristovão recebeu diversos prêmios, entre eles oito Prêmios Sharp como compositor, arranjador, instrumentista e melhor disco instrumental, com “Bons Encontros”, em parceria com Marco Pereira; Em 2008 recebeu o Prêmio Tim, como melhor arranjador com o disco “Paulinho da Viola – Acústico MTV”. Em 2011 o Prêmio da Música Brasileira como melhor arranjador, com o disco “Tantas Marés” de Edu Lobo.

    Lançou dois discos solo, o primeiro “Avenida Brasil”, em 1997 e o segundo “Gafieira Suburbana”, em 2008, contendo composições suas. Bastos é parceiro de Chico Buarque de Hollanda em “Tua Cantiga”, cujo elogiado tratamento harmônico lhe valeu o título de Melhor Canção do Prêmio da Música Brasileira de 2018.

    Adquira seu ingresso antecipadamente: 01 de novembro
    http://www.sympla.com.br/cristovao-bastos-quarteto-no-fon-fon—1-de-novembro__670393?fbclid=IwAR0aRRuoz4P24NkRZdYUT99551QwErLDFeaBO4kgXosDn-uoUbJoZu21h80
     
    Adquira seu ingresso antecipadamente: 02 de novembro
    http://www.sympla.com.br/cristovao-bastos-quarteto-no-fon-fon—2-de-novembro__670395?fbclid=IwAR2ZIXg-DYDbfkVaZz-OVVKUJeB4CxTvnGLVnzEIQL81nieJQ3xf9uH0RmQ
     

    Para ouvir:

    https://www.youtube.com/watch?v=dk8arhNQta0

    https://www.youtube.com/watch?v=fFOYm3GxJH4 

     
    SERVIÇO:
    O Quê: Cristovão Bastos Quarteto, com Luizinho Santos, Everson Vargas e Kiko Freitas
    Quando: Dias 1 e 2 de novembro de 2019, sexta-feira e sábado, respectivamente, às 21h30min, com dois blocos de 40 min., cada.
    Quanto: R$ 75,00 (antecipado) e R$ 90,00, no dia e no local
    Onde: Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, n° 22, Farroupilha), Porto Alegre
    Reservas: (51) 99880 7689

    INFORMAÇÕES SOBRE O ESPAÇO:
    Capacidade: 60 pessoas | Aceita todos os cartões de crédito, exceto Banricompras
    Acessibilidade total | Ambiente climatizado | Não possui wifi
    Características do cardápio: itens artesanais, orgânicos, sem glúten e sem lactose, quiches, escondidinho, pizza
    Características da carta de bebidas: cervejas artesanais, vinhos chilenos, argentinos, cafés variados, espumantes nacionais, italianos e franceses, whiskies nacionais e importados, drinks, cachaças especiais, sucos orgânicos.
     

  • Animação " A Cidade dos Piratas", de Otto Guerra, estreia em 30 salas de cinema do País

     
    Entra em cartaz em 30 salas do Brasil, nesta quinta, dia 31 o filme de animação “A Cidade dos Piratas”, de Otto Guerra, que tem distribuição nacional da Lança Filmes, de Curitiba. Em Porto Alegre, o Cine Bancários e o Capitólio exibem o filme.
    Aprovado em 2007, o projeto andou aos trancos e barrancos porque, no meio do processo de produção, que se baseou inicialmente nas tiras do paulistano Laerte  Coutinho sobre “os piratas do Tietê”, o famoso cartunista assumiu a identidade feminina, renegando seus personagens ligados à realidade da cidade de São Paulo.
    Dando continuidade ao projeto sem rejeitar as personagens iniciais, Otto e equipe desenvolveram histórias alternativas que ganham nexo no final. Ao longo dos anos de marchas e impasses da produção, o longa de 80 minutos incorporou episódios como a própria transmutação de Laerte, que acabou aceitando participar de algumas cenas, agora como personagem-alvo de ataques e deboche do machismo vigente e da homofobia emergente no bojo da onda que elegeu o atual presidente da República.

    De um modo ou de outro, “A Cidade dos Piratas” acabou se tornando um misto de documentário e ficção sobre o atual momento da realidade brasileira. Numa conversa com o público na noite de domingo, quando o filme foi apresentado a uma centena de convidados na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, Otto Guerra lembrou que a qualidade do cinema de animação do Brasil está sendo reconhecida no mundo.
    Mesmo fugindo ao padrão vigente no cinema em geral, pois embaralha cinco histórias que convergem  para o final, “A Cidade dos Piratas” recebeu prêmios em  três festivais em que foi apresentado. Por isso o diretor, que começou a fazer cinema em 1978, sugeriu que seu filme seja visto como “o Bacurau do cinema de animação”, como disse alguém que assistiu a uma sessão de estréia no sábado, dia 26, em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Lula.