Blog

  • Revista digital "Rua da Margem" , sobre lugares e pessoas, faz campanha para virar livro

     

    Rua da Margem (www.ruadamargem.com) é uma revista digital que traz à tona uma Porto Alegre que pouco aparece por aí – a cidade do Barão da João Alfredo, do Ildo da Lanchera, do Sid do Bambu’s, da cantora Valéria, do Pé Palito, do seu Cláudio do Parangolé. Uma cidade plural e diversa, vaidosa de sua história e aberta à cena contemporânea. Agora, as melhores histórias que já passaram pelo site – sobre pessoas e lugares que merecem tinta e papel – estarão reunidas em livro e o portal está promovendo uma campanha na plataforma do Catarse para custear a produção da obra.

    Luísa Rosa e Paulo César Teixeira criadores do Rua da Margem 3

    O link no Catarse: www.catarse.me/livro_ruadamargem.

    A vaquinha eletrônica no Catarse prevê diferentes modalidades de apoio, com valores entre R$ 10 e R$ 70, trazendo como recompensas desde agradecimento nominal no site até direito a um jantar do projeto de cozinha artesanal Mucho Gosto no bar Guernica, na Travessa dos Venezianos, ou a um chope artesanal no bar I Love CB, na Rua da República, passando ainda por brindes como chaveiros e porta-livros produzidos em tecido pela marca A Mãe Que Faz.

    Personagem; Mãe Ieda

    Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre, livro editado pela Libretos, reúne textos publicados desde outubro de 2017, quando o site foi criado pelo jornalista Paulo César Teixeira e a publicitária Luísa Rosa (pai e filha). As matérias destacam cenários e personagens que encantam e ajudam a transformar a capital do RS num lugar mais saudável e prazeroso de se viver. Além disso, a obra vai trazer reportagens inéditas, especialmente produzidas para o livro, que recontam a história da Cidade Baixa guiadas pelos olhos de antigos moradores do bairro.

    Personagem do livro: Celso Finato

    O lançamento de Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre está marcado para o dia 8/11, com sessão de autógrafos às 17h na Feira do Livro de Porto Alegre. Ainda no dia 8/11, o autor estará autografando a obra também no bar Guernica, na Travessa dos Venezianos, 44, a partir das 19h 30min. Logo depois, acontecerá o show “Elisa Meneghetti Canta Nei Lisboa”, com Elisa acompanhada ao violão por Filipi Narcizo.

    Sobre o autor

    Paulo César Teixeira publicou Esquina Maldita (2012), Nega Lu – Uma Dama de Barba Malfeita (2015) e Darcy Alves – Vida nas Cordas do Violão (2010), livros também editados pela Libretos, que buscam construir uma “arqueologia das sombras” de Porto Alegre, revelando ou reconstituindo figuras e espaços desconhecidos do grande público. Como jornalista, Paulo César, o Foguinho, tem textos publicados nas revistas IstoéVejaÉpoca e Carta Capital e nos jornais Folha de S. PauloO Estado de S. PauloZero Hora e Jornal do Comércio. Ganhou o Prêmio ARI (Associação Riograndense de Imprensa) de Reportagem Cultural, em 2005 e 2008, por Um certo Erico Verissimo e A Rua da Margem, ambas as matérias publicadas pela revista Aplauso.

    Personagem do livro, Sérgio Traunetti

    SERVIÇO:

    Livro: Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre, de Paulo César Teixeira

    Lançamento: 8/11 na Feira do Livro, com autógrafos às 17h, e no bar Guernica, a partir das 19h 30min, com autógrafos e, logo depois, show Elisa Meneghetti Canta Nei Lisboa. Link do Rua da Margem no Catarse: www.catarse.me/livro_ruadamargem

  • Música de câmara do Madrigal Nestor Wennholz no projeto Clássicos na Pinacoteca

    A próxima edição do programa Clássicos na Pinacoteca será dedicada  à harmonia de vozes do Madrigal Nestor Wennholz. O evento será realizado na quinta-feira, 17, às 18h30, na Pinacoteca Ruben Berta(rua Duque de Caxias, 973). O ingresso é uma contribuição espontânea. A lotação da sala é de 50 lugares.

    Com formação vocal de naipes masculinos, o grupo que atua desde 2015, presta uma homenagem na sua denominação ao maestro gaúcho Nestor Miguel Wennholz (1931-2008), cuja obra conferiu especial atenção à música coral.  No repertório, música erudita “ A capella”, dos períodos renascentista, barroco e romântico, sem deixar de visitar oportunamente outros gêneros e estilos musicais. O diretor artístico é o regente Lucas Alves e a orientação vocal fica a cargo do tenor lírico e professor Flávio Leite.

    Demais integrantes do Madrigal: José Marcos Neutzling e Lucas Alves (tenores I), Rogério Ienczak Gomes e Ricardo Ortega (tenores II), João Ricardo Mansuero e Roberto Moreira (barítonos), Tarcísio Körbes e José Mariano Bersch (baixos). Os ensaios do grupo são realizados na Casa da Música POA.

    PROGRAMA

    Sicut Cervus – Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)

    The Rose – Ola Gjeilo (1978)

    Lullaby – Daniel Elder (1986)

    Cantique de Jean Racine – Gabriel Fauré (1827-1924)

    Come Again – John Dowland (1563-1626)

    If Ye Love Me – Thomas Tallis (c.1505-1585)

    Finlândia – Jean Sibelius (1865-1957)

    De “Quatre Petites Prières”, II, III, IV – Francis Poulenc (1899-1963)

    La, La, La, Je N’e L’ose Dire – Pierre Certon (1510-1572)

    Abendlied – Josef Rheinberger (1839-1901)

    Ubi Caritas – Ola Gjeilo (1978)

    Ave Maria – Franz Biebl (1906-2001)

    Pater Peter Pomp – W.A.Mozart (1756-1791)

    Bridge Over Troubled Water – Paul Simon (1941)

    Clássicos na Pinacoteca

    MADRIGAL NESTOR WENNHOLZ

    17 de outubro, quinta-feira, 18h30

    Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973

    Centro Histórico – Porto Alegre

    Contribuição espontânea (lotação: 50 lugares)

  • Adriana Giora expõe "No limiar do jardim", instalação de grandes dimensões, no MARGS

    Adriana Giora apresenta no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) a exposição “Adriana Giora – No limiar do jardim”. Com curadoria de André Venzon, a mostra tem lugar na sala Oscar Boeira do museu, com abertura no dia 15 de outubro, (terça), das 18h às 21h. Trata-se de uma instalação de grandes proporções, com peças suspensas em cerâmica branca, que ocupará a totalidade da sala expositiva e que representa um jardim imaginário, na qual será possível reconhecer a presença de métodos artesanais e de recursos tecnológicos em uma produção que mescla o primitivo e o contemporâneo.

    No dia 16 de novembro, às 17h, integrando a programação da Feira do Livro, ocorre no auditório do MARGS uma conversa com a artista Adriana Giora e o curador André Venzon sobre a exposição. Na sequência, às 18h30, será realizado o lançamento do catálogo da exposição, em sessão de autógrafos com a artista. A exposição segue em exibição até dia 08 de dezembro. O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.

    TEXTO CURATORIAL

    Tudo isso está bem dito…

    mas devemos cultivar nosso jardim.

    Cândido, Voltaire, 1759.

    “A cerâmica, em geral, tem sido pouco reconhecida no circuito de arte do Brasil, e lida com segregação e diminuição perante outras formas de investigação artística. Apesar disso, é inegável a sua importância crescente enquanto comunidade específica e como afirmação de individualidades geradoras de processos significativamente enriquecedores. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul já ocupou importante papel como agente de legitimação dessa linguagem no cenário artístico regional ao participar da organização do Salão de Cerâmica, promovido pela Associação de Ceramistas do Rio Grande do Sul – ACERGS.

    A arte cerâmica exige, como em outros campos da experiência artística, o envolvimento contínuo e integral, tanto mental quanto físico, para sua concepção. Há 35 anos, a artista Adriana Giora, motivada por esse campo e atraída por suas especificidades, transformou a cerâmica em sua própria experiência vital. Tendo como mestre a artista Tania Resmini, cuja obra é reconhecida pela aplicação de procedimentos contemporâneos em paralelo aos valores tradicionais presentes na cerâmica, Giora estudou profundamente a prática, depois de um longo período dedicado à área de gestão profissional.

    No caso da artista, que é igualmente mulher e mãe, a cerâmica vem recobrar também o mito da origem, da gênese e da fecundação. O movimento feminino de gerir, como no ato divino, compactua com a gestualidade manual que do barro fizeram os primeiros seres, habitantes de nosso imaginário e sentido. A cerâmica mostra-se como um dos elementos originários de criação do ser humano, a modelagem primordial da terra e a dominação da forma pelo sujeito. Em diferentes tempos e lugares, essa situação tem sido um dos fatores capazes de explicar, por exemplo, por que no século XXI ainda somos movidos pelo desejo do fazer à mão. O gesto de moldar a terra, essa ordem indomável e primitiva, fascina e assusta. Nesta exposição, que ressalta a harmonia entre a delicadeza dos cipós, constituídos por milhares de pequenas peças, e a natureza contrastante de severidade absoluta dos cactos, Adriana consentiu ao barro suas impressões digitais, escolhendo a aparente fragilidade da cerâmica para transmitir uma personalidade corajosa, permitindo ao seu trabalho a conquista da rebeldia na forma e da grandeza nos volumes.

    O barro se mantém presente ao longo de toda a nossa história enquanto humanidade. Se é que não tenhamos dele realmente sido feitos, foram de adobe as primeiras casas erigidas, como também eram de barro as ânforas nas quais guardavam-se água e grãos. Submetida ao fogo, a cerâmica nos deu abrigo, retirando-nos de nossa condição de nomadismo. Os primeiros instrumentos de alfabetização surgiram com a escrita cuneiforme, em placas de argila. Há, em toda a genealogia dessa matéria, a participação em nossas vidas de maneira utilitária, embora tenhamos aprimorado nossos conhecimentos em sua constituição artística e, com isto, somos capazes de planejar e construir novas significações para o seu uso. Trata-se de um modo direto de ampliar um diálogo interior, permitindo que diversas expressões se manifestem e nos mostrem novos e melhores caminhos, equilibrados e em consonância com os objetivos mais profundos de cada um.

    A interatividade entre a técnica e a natureza presente em mais recente mostra individual, “O Jardim Secreto”, é a marca de um trabalho consciente de seu tempo e lugar que resulta no reconhecimento desta exposição atual. Novas experiências conduziram a artista a uma maior conciliação entre métodos artesanais e a utilização de recursos tecnológicos. Sua pesquisa não possui caráter acadêmico, mas sua condição investigativa acaba por ser em todos os aspectos: no estudo das formas, dos suportes e dos materiais; na capacidade de refletir sobre seus próprios processos e no esforço para estabelecer relações com o universo da arte para além de uma experiência pessoal.

    A exposição “No limiar do jardim”não pretende mostrar um percurso artístico ou uma trajetória de vida, mas a fronteira existente entre uma experiência vital, de uma vivência não acadêmica, e uma concepção artística que se afirma na consolidação de seu trabalho. Assim como é necessário retornar às origens para entender o processo, muitas vezes também é preciso desconstruir para entender o mecanismo da construção, a consciência do memento mori para a compreensão do sentido da vida. Como toda criação enseja uma mudança, uma identidade na qual tudo se repete e nada mais é o mesmo, com as mesmas características e significados, desta forma também é o jardim, a ideia de retorno ao Éden, o lugar que nos originou e nos aguarda.

    Adriana habita este e outros jardins em seu pensamento. É nesse lugar semiconsciente da inspiração que sente verdadeiramente. Em suas instalações cerâmicas, a vida é transformada em jardim, partindo da dualidade relacional entre o interior e o exterior, objetos e pessoas. Caminhar por meio de cipós e cactos pode deslocar o nosso olhar das paredes que ladeiam as demais galerias repletas de quadros, permitindo-nos explorar um pouco mais outros sentimentos em relação ao jardim, este espaço simbólico na história da arte e em nossas vidas, um lugar onde passamos tempo com quem amamos.

    Essa imagem do jardim parece algo antagônico se comparada ao mundo de miséria e violência que vivenciamos diariamente. Ao mesmo tempo em que cultivamos nossos jardins, somos rodeados por um vazio muito grande. Aqui, no entanto, o público é convidado a habitar momentaneamente o jardim da artista. Aromas, formas, luzes e sons tentam materializar a ideia de um jardim, como fonte de inspiração, confiança, amor e afeto físico. A lembrança dos jardins que já conhecemos é ativada, e a experiência é mais importante do que a obra em si. A experiência com o lugar é a obra de fato”.

    André Venzon- Artista visual, curador e gestor cultural. Mestre em Poéticas Visuais pelo PPGAV-IA/UFRGS

    SOBRE A ARTISTA

    É natural da cidade de Salto no Uruguai (1957), vive e trabalha em Porto Alegre. Adriana Giora foi vice-presidente da Associação de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul (2016-2018), artista visual e ceramista estudou escultura e cerâmica com Adma Corá, Tânia Resmini, Claudia Carvalho, Jane da Cunha e Silva e Ítalo Giora. Também estudou história da arte com Edgardo Giora e Maria Helena Bernardes.

    Exposições Individuais:

    2017 O Jardim Secreto, Fundarte Montenegro, RS; 2016 O Jardim Secreto, Espaço Cultural IAB, Porto Alegre/RS Exposições Coletivas: 2018 Memórias, Doações MACRS 2015-2018, MACRS, Porto Alegre, RS; Placentária, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS; 2017Cerâmicas, Espaço Cultural São Lucas, PUCRS, Porto Alegre, RS; Novas Paisagens, Galeria Arte & Fato, Porto Alegre, RS; La Cumparsita Assim Somos e Assim nos Vemos 100 Anos Depois, Galeria de Artes

    Grêmio Náutico União, Porto Alegre, RS; 2016. Paisagem (In)Certa, Centro de Exposições Subte, Montevidéu, Uruguai; Dia dos Escultores, AEERGS, Instituto Estadual de Artes Plásticas (IEAV), Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre/RS; 2015 I Bienal C – Mostra Conversas Paralelas na Casa de Cultura Mário Quintana; 2014 Arte + Arte – Visões da Liberdade, Associação Chico Lisboa, Memorial do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS; 2013 Empilháveis, Galeria de Arte do DMAE, Porto Alegre/RS; Mural Coletivo Pasage Saltimbanki, Municipio de Quilmes, Argentina; 2012 Exposição Espaço Massa Movimento, Espaço IAB, Porto Alegre, RS; 2009ACERGS Panorâmica no Espaço Cultural do Ministério Público, Porto Alegre, RS; ACERGS, O Pote Histórico, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS.

    SOBRE O CURADOR

    André Venzon (Porto Alegre/RS, 1976)

    Artista visual, gestor cultural e curador. Bacharel em Artes Visuais pela UFRGS. Especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona/ESP. Licenciando em Artes Visuais e Mestre em Poéticas Visuais, pelo PPGAV-IA/UFRGS. Presidiu a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa; foi Conselheiro de Cultura e Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul; Membro do Colegiado Nacional de Artes Visuais. Dirigiu o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e durante a sua gestão o Museu recebeu o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas como destaque em espaço institucional, além de vencer duas vezes o Prêmio Marcantonio Villaça para aquisição de acervos. Participou do programa “Museum Study Tour”, intercâmbio entre representantes de alguns dos mais importantes museus da Escócia, Inglaterra e Brasil, a convite do British Council. Integrou com Mônica Zielinsky o Conselho Curatorial do projeto RS Contemporâneo do Santander Cultural de Porto Alegre, onde também realizou a curadoria da exposição “Nem eu, nem tu: nós – a obra de Karin Lambrecht e o olhar do colecionador”, dentro do projeto Pensamentos Curatoriais. Atualmente é coordenador da Galeria Ecarta e integra os cargos de diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais – IEAVi, do Museu de Arte Contemporânea do RS – MAC-RS e do Centro de Desenvolvimento da Expressão – CDE.

    SERVIÇO

    Exposição “Adriana Giora – No limiar do jardim”

    Curadoria: André Venzon

    Abertura dia 15 de outubro de 2019, das 18h às 21h

    Visitação de 16 de outubro a 08 de dezembro de 2019

    Galeria Oscar Boeira do MARGS

    Entrada franca

    “Conversas com Artistas” e Lançamento de Catálogo

    Dia 16 de novembro, às 17h

    Sessão de autógrafos: 18h30min.

    No Auditório do MARGS. Entrada Franca

  • Recital "João Cabral Sevilhizador – 100 anos em 10 poesias", no Café Fon Fon.

    Janeiro de 2020 está próximo e a língua portuguesa já pode comemorar os 100 anos de um marco em sua história: o nascimento de seu mais obcecado aprendiz, João Cabral de Melo Neto. Como pernambucano universalizou canavial, Capibaribe, caranguejo e cova. Como diplomata não se limitou a seguir carreira, contemplou cada cidade em que permaneceu, mas foi Sevilha que conquistou o escritor, atingindo em seu imaginário e labor criadora status equivalente à Recife de seu nascimento.

    Neste recital, o escritor brasileiro, que tem em suas bases fundadoras Le Corbusier, Mallarmé, Valéry, Murilo Mendes, é evocado por este momento específico, porém determinante em sua vida/obra: seu período em Sevilha. Na saudável esteira do desacato aos princípios do poeta, a atuadora Ana Campo ousa colocar em cena um exercício que afronta o que João Cabral afirmou ser a única possibilidade de contato com sua obra, à exceção de “Morte e Vida Severina (1955)” e “Outros Poemas em Voz Alta (1984)”, a leitura individual, nunca recitada ou declamada e, para completar a total desobediência, homenageá-lo com este gesto.

    “Há que sevilhizar a vida.

    Sevilhizar o mundo.”

    São de Sevilha Andando e Andando Sevilha (obras articuladas entre 1987 e 1993) os dez poemas evocados no projeto “João Cabral Sevilhizador – 100 anos em 10 poesias”. Mas “Cidade de Nervos”, “Sol Negro”, “Sevilhana Pintada em Brasília”, “Presença de Sevilha”, “Na Cava, em Triana”, “O Sevilhano e o Trabalho”, “Intimidade do Flamenco”, “Juan Belmonte”, “Carmen Amaya, de Triana”,”Sevilha e a Espanha”, são evocados não por uma atriz que, impondo-lhes a carga dramática decorrente da vocação, contraria por completo João Cabral.

    A trajetória cênica de Ana Campo, forjada no teatro dialético brechtiano, corrobora, felizmente, com a obra da escassez. Para citar apenas um par de afinidades, o que se promove é o distanciamento entre sujeito e objeto de reflexão e o que se privilegia é o “mostrar” perante o “sentir”. 

    O violão de Marcel Estivalet, clássico por formação, espanhol por inclinação em seus mais recentes trabalhos, não toca o “pano de fundo” das poesias, instaura em cena não só clássicos da música espanhola, mas composições elaboradas para o presente trabalho. As composições poéticas de João Cabral de Melo Neto têm aqui sua antítese: a musicalidade, mas com uma qualidade de qual gostava, “de fora para dentro”.

    No corrente ano de 2019, completam-se 50 de sua posse na cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 1968. “Motivos convencionais para a apresentação deste recital não nos faltam e, ao contrário, nos sobram motivos culturais e estéticos para tal desafio”, comenta Ana Campo. O recital será apresentado neste domingo, 13 de outubro, às 19h, no Café Fon Fon.

    SERVIÇO:

    O Quê: “João Cabral Sevilhizador – 100 anos em 10 poesias”. Recital com Ana Campo e Marcel Estivalet.
    Quando: Dia 13 de outubro de 2019, domingo, às 19h.
    Onde: Café Fon Fon | Rua Vieira de Castro, bairro Rio Branco | Contribuição espontânea.
    Informações e reservas pelo fone: (51) 9.9968.0576
     

  • O samba do mestre Nêgo Izolino se apresenta no palco nobre do Theatro São Pedro

    Aos 76 anos o cantor e compositor Nêgo Izolino lança seu primeiro álbum com músicas autorais. O show de lançamento de “Bons Momentos” acontece no dia 17 de outubro, às 20h, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.  Autor de mais de 150 composições, muitas gravadas por escolas de samba e intérpretes de Porto Alegre e Região Metropolitana, o sambista é conhecido e reverenciado em rodas de samba. Após acalentar por décadas o sonho de imortalizar sua obra, Izolino sobe ao palco do Theatro para provar que nunca é tarde para concretizar sonhos. A produção do disco é uma construção coletiva independente e conta com a participação de intérpretes e instrumentistas reconhecidos da cena musical do RS, que emprestaram o seu talento para compor as 16 faixas musicais. No show de lançamento será apresentado um regional constituído pelos maiores sambistas da noite Porto-alegrense, uma camerata de cordas, metais, coral, piano, bateria e regência do Maestro João Fernando Azambuja de Araújo, unindo o popular e o clássico.

    A direção geral deste projeto é da jazzista Marguerite Silva Santos (Concerto Ébano e Marfim), que apostou desde o início no sonho de Izolino. A partir daí, a produtora cultural uniu esforços com o advogado Cesio Sandoval Peixoto (Estúdio Santana 51) que se propôs a contribuir para viabilizar o projeto. O advogado ofereceu suporte técnico (estúdio e profissional de edição) e tudo o que o projeto necessita para se tornar realidade.

    A iniciativa foi ganhando força e o engajamento de instrumentistas e intérpretes que se dedicaram ao projeto por quase dois anos. A equipe técnica contou com a produção musical e arranjos de Alemão Charles do Cavaco, do contrabaixista Antônio Guaracy Guimarães, que se ocupou com a parte clássica, unindo uma camerata de cordas, um naipe de metais e um coral, do músico Gilberto Oliveira, que imprimiu a musicalidade afro-brasileira nos arranjos e Rodrigo Fontoura como co-arranjador. Camilo Nissin foi o técnico de gravação, com a colaboração de Cassiano Miranda. A regência foi do Maestro João Fernando Azambuja de Araújo.

    Infância difícil

    Mestre Izolino ou Nêgo Izolino, como carinhosamente é chamado, nasceu em Porto Alegre em 1943 e atualmente vive em São Leopoldo. Integrou o grupo O Sambão e foi diretor artístico do conjunto Samba Autêntico. ‘Minha Dor’ é o carro-chefe de suas canções, composta em 1982 em sua mesa de trabalho e aclamada por grandes nomes da música, já falecidos, como João Aruanda, Altair e Moura do Folhetim, que foi o primeiro a cantar esse samba. No carnaval de Porto Alegre, sua carreira começou com a composição de um samba de quadra para a Escola de Samba Acadêmicos da Orgia a convite do Mestre Irajá. Transitou pelas principais Escolas de Samba de Porto Alegre e arredores: Escola de Samba Praiana (1987/9); Império da Zona Norte (1988); Imperatriz Dona Leopoldina (1999) e Império do Sol (2003). Seus zelosos amigos Prof. Luiz Palmeira (violão 7 cordas) e Alemão Charles (Cavaco) são responsáveis pelo “Acervo Musical” do compositor.

    O artista que cantou como ninguém o amor teve uma infância difícil. Filho de Vergolina da Silva Nascimento e Luiz Antônio do Nascimento, ainda com tenra idade foi abandonado pela sua mãe e acolhido pelo Asilo Padre Cacique, que outrora se ocupava com a função de cuidar e educar meninos abandonados. Declarou também que não conheceu seu pai e muito pouco tempo conviveu com sua mãe, que tanto adorava. Aos 11 anos foi transferido para o Colégio Agrícola São Miguel, em São Leopoldo, onde os primeiros dons musicais afloraram, quando defendeu em um festival escolar a modinha “Buraco do Tatu”, de sua autoria. Com ela tirou o 1º lugar e como prêmio recebeu meia dúzia de rapadurinhas. Em 1977 entrou definitivamente para a cena musical pelas mãos de seu grande amigo Roxo, carnavalesco já falecido.

    Ficha técnica do show:

    Regional:

    Adailson dos Santos “Dadá” (surdo), Alemão Charles (cavaco), Cassiano Miranda (percussão geral), Dionatas Colvara (pandeiro), Igor Peres (tantan), Julinho Kerpen (violão 06 cordas), Maicon Ouriques (pandeiro), Rodrigo Fontoura (violão 07 cordas)

    Cantores: Jorginho do Nascimento, Luciano Astral, Juliano Barcellos, Maria do Carmo Carneiro, Maria Helena Montier, Marietti Fialho, Marguerite Silva Santos e Yara Lemos

    Produção musical e arranjos: Alemão Charles do Cavaco e Antônio Guaracy Guimarães

    Direção geral: Marguerite Silva Santos

    BONS MOMENTOS – lançamento do disco de Nêgo Izolino

    Dia 17 de outubro, às 20h

    Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/nº

    Ingressos:

    Plateia e cadeira extra: R$ 70,00

    Camarote central: R$ 60,00

    Camarote lateral: R$ 50,00

    Galeria: R$ 30,00

    Meia-entrada para estudantes (mediante apresentação de documento comprobatório), jovens de baixa renda e pessoas com deficiência (40% da lotação) e idosos

    Classificação etária: Livre

  • Feijoada e roda de samba em evento de arquitetos, na Pinacoteca Ruben Berta

    Uma feijoada acompanhada de roda de samba está na programação do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetura, neste sábado, 12 de outubro, das 11h às 15h, no pátio da Pinacoteca Ruben Berta. O cardápio será preparado pelo Chef Luciano Conceição – “feijoada do Lú”, e com o ritmo da Banda Ostenta Samba.

    A edificação sede da Pinacoteca é um típico casarão do século XIX, em estilo eclético, com a fachada ricamente ornamentada com elementos historicistas, tais como o uso de ordens arquitetônicas, decorações fitomórficas e elementos decorativos em ferro e gesso. Tombado como patrimônio histórico pelo município, o prédio foi totalmente restaurado pelo Programa Monumenta, quando liderado pela homenageada do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos, Briane Bicca, e local escolhido pela arquiteta para o exercício de seu trabalho.
    O programa contará com a acolhida da arquiteta Rose Possamai, uma das responsáveis pelo projeto de restauração da casa, que fará uma mediação às dependências da Pinacoteca, apresentando as soluções constituídas na adaptação do imóvel para abrigar uma instituição museológica.
    A escolha desta atividade gastronômica no programa do Congresso é dedicada a praticar e refletir sobre a importância do patrimônio cultural na sociedade, entendido como referências da cultura do povo, como é o caso do samba, da feijoada e do edifício que abriga a Pinacoteca.
    Por outro lado, também é significativo o fato desta feijoada ser organizada na Pinacoteca Ruben Berta. A mesma tem como núcleo gerador um conjunto de obras de arte modernista em sua maioria. Embora a feijoada seja um prato conhecido dos brasileiros há mais de dois séculos, para alguns especialistas, o fato desta iguaria ter se tornado o prato tipicamente nacional, seria conseqüência das ações dos modernistas para construir uma identidade nacional brasileira.
    A exposição em cartaz na Pinacoteca, Artistas Mulheres: tensões e reminiscências, questiona a assimetria de gênero nas instituições públicas de arte de Porto Alegre. Nessa proposta, as curadoras escolheram mostrar todas as artistas mulheres presentes na Pinacoteca, estabelecendo relações entre as obras do acervo com as obras produzidas por artistas contemporâneas especialmente convidadas.
    Feijoada e roda de samba na Pinacoteca Rubem Berta
    Feijoada do Lú completa e com opção vegana, caldo e caipirinha / grupo de samba
    valor: R$ 50 (ingresso antecipado / aapipa.poa@gmail.com / (51) 3289-8291 ou na Pinacoteca Ruben Berta
    data: 12 de outubro, sábado, das 11h às 15h
    Pinacoteca Rubem Berta 
    Rua Duque de Caxias 973 – Centro Histórico
    Horário: das 10h às 12h e das 13h às 18h (último acesso 17h30)

  • Jorge Aguiar abre mostra fotográfica "Meio Fio, Vida de Cadeirante", no TRT 4

    Fotos de Jorge Aguiar/ Divulgação

    A exposição “Meio Fio, Vida de Cadeirante”, de Jorge Aguiar com a curadoria de Paulo Leônidas, será aberta no Tribunal Regional Trabalho- TRT4, na segunda-feira, dia sete de outubro, às 19 hrs. . A mostra em formato de varal fotográfico fica em cartaz até 29 de outubro no espaço Lenir Heinen, com entrada franca.

    Como fotodocumentarista, Jorge apresenta o projeto fotográfico Meio fio vida de cadeirante, documentando, assim, a vida cotidiana de deficientes físicos nos bairros de Porto Alegre e Região Metropolitana. Ele comenta que acredita que a ausência de condições mínimas de mobilidade do cadeirante, que usa diariamente o transporte coletivo, precisa ser documentada numa tentativa de tirar essas pessoas da invisibilidade por descaso daqueles que detém o poder de alterar a situação.

    Captando imagens da vida cotidiana de vários cadeirantes nos anos de 2011 a 2013 em ruas, becos e casas, através de experiências em uma caminhada individual, Jorge dedica-se a olhar os espaços e traduzi-los em imagens. Essas diversidades de percepções evidenciam-se nas imagens propostas pela fotografia em unidade técnica.

    Essas imagens estão impressas em tecido voil na cor preto e branco, sendo usado um varal como suporte. A mostra é uma iniciativa do TRT4 em parceria com o Click da Kombi – Escola de fotografia itinerante  podendo ser visitada de segunda a sexta, das 10h às 18h na Av. Praia de Belas, 1432.e apresentar as fotografias em uma exposição/instalação, em edição inédita.
     

  • Chapeuzinho Acústico apresenta 'O Baile do Gato na Tuba', na BPE

    O Chapeuzinho Acústico, versão infantil do projeto Chapéu Acústico, tem como atração neste ano, o “Baile do Gato na Tuba”, dia 6 de outubro (domingo), às 16h, na Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190). A Cia. Megamini promove um momento de festa, alegria, aprendizado e relaxamento, onde pais/cuidadores e filhos dançam, se divertem, interagem e brincam ao som de músicas dos mais variados ritmos brasileiros; forró, xote, maracatu, maxixe, samba, ciranda, marchinhas e MPB. A atividade será realizada no Salão Mourisco e tem contribuição sugerida de R$ 15,00.

    Após o grande sucesso nos carnavais de 2018 e 2019, no Espaço Cultural 512, o espetáculo-show inaugura um novo repertório musical, que vai além das músicas carnavalescas, apresentado em julho último, no Teatro Sesc Centro de Porto Alegre. No decorrer do baile ocorre o show, com repertório escolhido a dedo para as crianças, mas que sem dúvida, tocará também o coração e os pés dos adultos: “Leãozinho” de Caetano Veloso, em ritmo de frevo; “A Banda” de Chico Buarque; “A Cantiga do Sapo” de Jackson do Pandeiro, além de clássicos da “Arca de Noé”; Coleção Disquinho – discos de vinil coloridos, que fizeram sucesso nas décadas de 1960 e 70, pela gravadora Continental; do musical de Toquinho “Casa de Brinquedos”, sem esquecer do cancioneiro popular e pitadas de Carnaval. Para enriquecer a montagem e dialogar ainda mais com o universo lúdico das crianças, a atriz Nora Prado e o mímico e palhaço Gabriel Guimard fazem interações cênicas. Completam o elenco, os músicos Vinicius Ferrão e Ismael Silva e a cantora e atriz Elisa Meneghetti.


    FICHA TÉCNICA:
    Banda – Gabriel Maciel, Vinicius Ferrão, Ismael Silva,
    Cantoras e atrizes – Elisa Meneghetti e Nora Prado
    Direção cênica – Gabriel Guimard
    Produção Executiva – Cia. Megamini
    Classificação etária: Livre
    Duração: 50 min.
    Link Cia. Megamini – http://www.facebook.com/ciamegamini/
    Canal no You Tube – Cia. Megamini
    CIA MEGAMINI

    A Cia. Megamini foi criada em São Paulo e instalada há dois anos em Porto Alegre, trabalhando há mais de 20 anos com uma pesquisa voltada à Cultura da Infância. Já esteve em cartaz em Porto Alegre, com o musical “Tem Gato na Tuba”, “Proezas de Extrabão” e “Lendas da Amazônia”. Tem como missão honrar a inteligência e a sensibilidade da criança, e considerá-la como um agente dinâmico e ativo da sociedade, com uma percepção própria do mundo.

     

    Nora Prado

    Atriz, cantora, professora e diretora de teatro e de interpretação para cinema e vídeo. Formada pela UFRGS em artes cênicas, fez parte nos anos 1980 do Grupo Tear. Em 2017, já em Porto Alegre, dirigiu o espetáculo “Lembranças no Lago Dourado” e ganhou o prêmio Tibicuera de Melhor Atriz de Teatro Infantil pelo musical “Tem Gato na Tuba”. É uma das fundadoras da Cia. Megamini, juntamente com Gabriel Guimard.

     

    Gabriel Guimard

    Ator, mímico, palhaço, diretor, produtor cultural e pesquisador das artes para infância. Participou da companhia francesa Philippe Genty, durante 5 anos, com a qual viajou por mais de 50 países. Em 1995, em São Paulo, funcou a Cia. Megamini, com Nora Prado, com a qual realizaram mais de 20 espetáculos. Atualmente a companhia está sediada em Porto Alegre e tem realizado espetáculos e intervenções cênicas por todo Rio Grande do Sul e Brasil.
    Elisa Meneghetti

    Cantora e atriz. Estudante de Licenciatura em Música, lançará seu trabalho autoral no segundo semestre de 2019, fruto do edital de ocupação do Estúdio Geraldo Flach, da Prefeitura de Porto Alegre. Encabeça o “Pra Viajar”, um show em homenagem a Nei Lisboa; a banda Balangandãs, de releituras tropicalistas e o show “Blue Notes”, com repertório jazz. Além disto, integra o elenco do musical “A Arca de Noé”, de Zé Adão Barbosa.
    Vinicius Ferrão

    Bandolinista e cavaquinista, participou das oficinas de choro e samba do Santander Cultural e com o grupo Vôo Livre apresentou algumas composições próprias. Participou como instrumentista, no disco “Peixe Que Já Não Há” da banda Tribo Brasil, a qual integrou por 10 anos e do disco “Histórias do Samba”, pelo selo Zaffari; além de participações em discos e EPs de outros artistas e grupos da cidade. Como arranjador, atuou nos EPs “Curto Pavio”, da compositora Alessandra Terribili e do EP homônimo da também compositora Luana Bonfim. Hoje integra também alguns espetáculos da Cia Megamini, focados nas crianças e suas famílias, além de apresentar vários repertórios em bares de Porto Alegre, com diferentes formações.
    Gabriel Maciel Pinto

    Músico, violonista, cantor e compositor, de Porto Alegre, fundou a banda Tribo Brasil, há 16 anos. Tem atuado como cantor e ator, no espetáculo “O Maestro, O Malandro e o Poeta”, em cartaz há 12 anos. Atuou no musical “Lupi, Uma Vida em Estado de Paixão”, em homenagem ao centenário de Lupicínio Rodrigues. Desde 2017 tem trabalhado como músico nos espetáculos da Cia. Megamini.
    Ismael Silva Ministra oficinas de percussão desde 2005 e é coordenador musical do Maracatu Truvão, grupo com 15 anos de atividades. É percussionista do “Baile do Gato na Tuba” da banda do artista Nino. Integra o Coletivo de Teatro Das Flor.

    SERVIÇO:
    Dia: 6 de outubro (domingo).
    Hora: a partir das 16h. (Distribuição de senhas a partir das 15h, no  máximo 3 por pessoa)
    Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190) – Centro Histórico – Porto Alegre/RS.
    Informações: Na

  • Grupo instrumental Simetria destaca o cancioneiro da música popular brasileira

    “Simetria” é o nome do trio formado por Salomão Soares (piano), Thiago Alves (contrabaixo) e Paulinho Vicente (bateria). A proposta do grupo paulista é difundir e tocar, de maneira instrumental, músicas do cancioneiro da música popular brasileira, além de músicas autorais compostas sob forte influência do gênero.

    Estão presentes no show canções de artistas como: Edu Lobo, Dori Caymmi, Dorival Caymmi, Djavan e Chico Buarque em versões e arranjos que buscam priorizar as nuances presentes no cerne da canção brasileira. Para reservas, confira o “Serviço”.

    Sobre os músicos

    Paulinho Vicente já tocou ao lado de grandes artistas da música instrumental brasileira, como Lito Robledo, Alexandre Mihanovich, Wilson Teixeira, Filó Machado, Evaldo Soares, Enéias Xavier, Roberto Sion, Bruno Cardozo, Sizão, Thiago Espírito Santo, entre outros. Também acompanhou nomes de grande expressão na cena instrumental mundial como o saxofonista francês Baptiste Herbin, o músico cubano Felipe Lamoglia, além dos músicos americanos: Ted Nash, Trent Austin, Woody Witt, Davy Mooney, Alison Crocket. Atualmente faz parte da banda que acompanha em shows e gravações os cantores Gabriel Sater, Carla Casarim, Clara Moreno e Danilo Caymmi.

    Com apenas 28 anos, Salomão Soares vem se destacando como uma das grandes revelações da nova geração de pianistas brasileiros. Nascido e criado em Cruz do Espírito Santo, interior da Paraíba, e atualmente morando em São Paulo, Salomão é pianista, arranjador e compositor. Já dividiu palco com nomes marcantes da música brasileira como Hermeto Pascoal, Leny Andrade, Filó Machado, Nenê, Vinicius Dorin, Itiberê Zwarg, Altay Veloso, Arismar do Espírito Santo, Toninho Ferragutti (com quem gravou um disco em duo), entre tantos outros.

    Thiago Alves tocou na Orquestra Jovem Tom Jobim, Bissamblazz Essemble e Soundscape Big Band. Acompanhou grandes nomes da MPB, tais como: Elza Soares, Dominguinhos, Zé Luiz Mazziotti, Claudette Soares, Alaíde Costa, Jane Duboc, Wanderléa, Fátima Guedes, Wilson das Neves, Toninho Horta e Crioulo. Além de estar sempre presente em diversas formações instrumentais na noite paulistana, o contrabaixista também tem apresentado seu trabalho em países da Europa, América do Norte e Sul. É um dos líderes da Reteté Big Band, onde também atua como contrabaixista, arranjador e produtor.

    SERVIÇO:

    O Quê: Grupo Simetria, com Salomão SoaresThiago Alves e Paulinho Vicente.

    Quando: Dia 04 de outubro de 2019, sexta-feira, às 21h30min.

    Onde: Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, 22, bairro Farroupilha) Porto Alegre/RS.

    QuantoCouvert R$ 60,00 e R$ 30,00 (músicos).  Informações e reservas pelo fone: (51) 99880-7689.

  • Rafael Brasil mostra seu "Canto Canções de Amor" , no Chapéu Acústico

    Abrindo a programação de outubro do projeto Chapéu Acústico, na Biblioteca Pública do Estado do RS (Riachuelo, 1190), Rafael Brasil (violão e voz) apresenta “Canto Canções de Amor”, com onze músicas do CD e DVD homônimos, todas autorais, acompanhado de Márcio Bandeira (percussão). O show será realizado no dia 1º (terça-feira), a partir das 19h, no Salão Mourisco da instituição, localizada na rua Riachuelo, 1190, com entrada franca ou contribuição espontânea.

    Gravado no Estúdio Soma, “Canto Canções de Amor” resume os 20 anos de trajetória de Rafael Brasil como cantor e compositor, com repertório conhecido de seus fãs. Apanhado de seus três discos, o trabalho contou com a participação de Ciro Moreau (guitarra), Mário Carvalho (baixo acústico/fretless), Meco Dutra (baixo), Rodrigo Sorriso (bateria), Marco Farias (piano), Márcio Bandeira (percussão), Cíntia Rosa (vocal) e Rosa Franco (vocal) e foi lançado em janeiro de 2018, no Sargent Peppers.

     

    RAFAEL BRASIL

    Compositor, cantor, multi-instrumentista e produtor musical, é um dos mais conhecidos e requisitados músicos da cena porto-alegrense, em atuação no cenário profissional desde 1993. Compositor romântico e artista independente, têm seis trabalhos registrados: o single “Rafael Brasil Mix” (1997), os CD “Quando Fala a Paixão” (2001) e “Minha Estrada” (2006), o CD “Disco 3” (2010), o single “Jantar a Dois” (2012) e o CD e DVD “Canto Canções de Amor” (2017). Em março último, abriu o show do Air Supply, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre.

    CHAPÉU ACÚSTICO

    O produtor, publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro assina a curadoria do projeto Chapéu Acústico, que tem movimentado o Salão Mourisco com shows de excelente qualidade, desde setembro de 2016. Os artistas locais tem a oportunidade de se apresentarem em um ambiente com ótima acústica, na iniciativa que não possui qualquer patrocínio. Os cachês dos músicos são pagos a partir das contribuições espontâneas, que ocorrem no chapéu, como nas performances de rua, e vão inteiramente para os artistas.

     
    SERVIÇO:
    Dia: 1º de outubro (terça-feira).
    Hora: a partir das 19h.
    Local: Salão Mourisco – Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190) – Centro Histórico de Porto Alegre/RS
    I