Em função das obras no Viaduto Otávio Rocha, galeria a céu aberto passará a ocupar outro cartão postal da cidade, com a mostra “ANI+”
Única galeria de arte permanente a céu aberto do Brasil, a Galeria Escadaria, situada na escadaria Verão do quase centenário Viaduto da Borges de Medeiros, por conta das obras de restauração do local, migrará para outro espaço representativo de Porto Alegre: o Pier da Usina do Gasômetro.
O criador da Galeria no Pier do Gasômetro- Marco Monteiro. Foto: Higino Barros/ Divulgação
Com curadoria do fotógrafo, designer gráfico e produtor Marcos Monteiro, a iniciativa resulta de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a empresa permissionária GAM3 e será inaugurada com a exposição “ANI+”, no dia 30 de setembro (sábado), a partir das 16h.
Em caso de chuva, o evento será transferido para o dia seguinte, domingo, 31 de setembro, no mesmo horário. A visitação ocorre diariamente, 24h, até o dia 4 de dezembro. A entrada é gratuita.
Foto: Daisson Flach/ Divulgação
Criada em 2021 pelo fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro, a galeria em seus quase três anos de existência, já apresentou 18 exposições nacionais e internacionais, tendo recebido em torno de 300 mil visitações. Por ser um espaço cultural a céu aberto, beneficia a população ao promover a expressão cultural, trazer beleza, estimular o bem-estar, oferecer oportunidades educativas e despertar/desenvolver novos artistas. Trata-se de uma forma de arte acessível a todos, que pode ser apreciada e desfrutada por pessoas de todas idades e origens.
Foto: Sérgio de Paula Ramos /Divulgação
A arte ao ar livre também tem o poder da transformação cultural, transmitindo histórias, valores e tradições de uma comunidade. Ela promove a diversidade e a inclusão, celebrando diferentes perspectivas sociais e artísticas, estimulando o diálogo entre as pessoas, tornando-a mais inclusiva. Isso pode contribuir para a disseminação da cultura e da apreciação artística; além de ser uma ferramenta educativa, na medida em que proporciona o aprendizado sobre diferentes estilos artísticos e movimentos culturais. Ao estimular a curiosidade e o aprendizado, incentiva crianças, jovens e adultos a explorar e descobrir mais sobre o mundo da arte e a si mesmo.
Foto: Douglas Fischer/ Divulgação
Pela possibilidade de ocasionar o senso de comunidade, incentiva as pessoas a se reunirem e interagirem em torno da arte, fortalecendo os laços sociais e criando um sentimento de pertencimento. Ao apresentar obras de arte visualmente impactantes e inovadoras, ela pode servir como uma fonte de inspiração para fotógrafos amadores e profissionais, incentivando-os a explorar novas técnicas e estilos.
Foto; Jorge Neumann/ Divulgação
Sobre a exposição
“ANI+” reúne o trabalho de dois juristas e dois médicos, destacados em suas respectivas áreas de atuação e unidos por uma grande paixão e dedicação à fotografia, adoradores da natureza, especialmente pela fauna e identificados com a bandeira do conservacionismo. São 16 painéis em grandes formatos contendo 48 imagens de paisagens deslumbrantes, em flagrantes de pássaros, leões, guepardos, girafas e cervos, entre outros, em seus habitats naturais. Estes cliques foram feitos em cenários paradisíacos, como Lagoa do Peixe e Pantanal, no Brasil e Botswana, na África, exigindo paciência e persistência, para que estes animais pudessem ser focados em seus ângulos mais genuínos, sem assustá-los. Os participantes são:
Foto: Jorge Neumann/ Divulgação
Daisson Flach – Advogado, professor universitário e fotógrafo. Embora a fotografia tenha sido uma paixão tardia, tem participado de diversas exposições, com trabalhos aceitos e premiados em salões e concursos nacionais e no exterior. Seus temas mais frequentes são a vida selvagem, a música e a arte, com obras no acervo permanente do Museu de Arte de Porto Alegre. Mais recentemente tem realizado incursões pela fotografia poético/documental.
Foto: Daisson Flach/ Divulgação
Douglas Fischer – Procurador regional de República e professor de Direito Penal e Processual Penal em vários cursos de pós-graduação pelo Brasil, é fotógrafo amador, natural de Três de Maio.
Foto: Douglas Fischer/ Divulgação
Jorge Neumann – Médico formado pela UFRGS, é membro titular da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Começou a fotografar na adolescência e com o surgimento das câmeras digitais optou pelos modelos da Sony, usando hoje a Sony A 7 IV. Sendo piloto de planador, voltou suas lentes aos aviões, tendo tido fotos publicadas em revistas do Brasil e do mundo. Participou de duas exposições coletivas, sendo a mais recente no ano passado, no CHC da Santa Casa como parte das comemorações aos 30 anos da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. Com o surgimento da pandemia, passou a registrar imagens da natureza, tendo ficado fascinado pelo tema. Tem dois livros de fotos publicados: “Emoldurando Paisagens”, em 2007 e “Vida, Entre o Céu e a Terra”, em 2022.
Foto: Sérgio de Paula Ramos/ Divulgação
Sérgio de Paula Ramos – Psiquiatra, psicanalista e fotógrafo. Fotografa desde os 15 anos de idade e expôs sua primeira foto na Bienal de São Paulo, aos 17 anos. Desde então participou de várias exposições coletivas e, em 2015, fez sua primeira individual, no Museu de Arte do RS (MARGS). Naquela ocasião uma das fotos foi escolhida para o acervo permanente da instituição.
Seu foco, nos últimos anos, tem sido a vida selvagem.
Foto: Jorge Neumann/ Divulgação
Exposição “ANI+”:
Abertura: 30 de setembro (sábado). Em caso de chuva, o evento passará para o dia seguinte (31/domingo).
Hora: a partir das 16h.
Local: Pier da Usina do Gasômetro
Visitação: Diária, 24h.
Encerramento: 4 de dezembro de 2023.
Contato: com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp (51) 9935-0608.
A Ardotempo Edições lança nesse sábado, dia 23 de setembro, às 19h, o projeto Primavera dos Poetas, uma série de encontros literários de autoras e autores da editora com suas leitoras e leitores, entre lançamentos de livros impressos em papel. E, em cinco sábados, o La Vita è Bella (Rua Leonor, 45 – bairro Rio Branco – Porto Alegre/RS) vai sediar esses eventos organizados pelo editor, artista plástico e escritor Alfredo Aquino. A entrada é franca.
A 1ª edição acontece neste sábado com PEDRO GONZAGA e FÁBIO AMARO. Entre conversas, poemas, os autores autografam seus mais recentes livros: Porto Alegre Blues (Edições Ardotempo, 64 páginas), de Pedro Gonzaga e TNT e outros poemas (Edições Ardotempo, 192 páginas), de Fábio Amaro. O público poderá apreciar também o sax filosófico de Pedro Gonzaga. Lugares limitados. Reservas pelo (51) 99955-3535.
As edições seguintes contarão com Carmen Busatto e Paulo Rosa (30/09), Cleonice Bourscheid e Luiz Carlos Vaz (07/10), Ana Marianno e Suzana Saldanha (21/10) e Cátia Goulart e Martin César (28/10).
Capa do livro PORTO ALEGRE BLUES/ Divulgação
PORTO ALEGRE BLUES, de Pedro Gonzaga, tem posfácio de Mariana Ianelli e fotografias de Gilberto Perin. Porto Alegre Blues é um poema de livro inteiro, de uma só estrofe, que acompanha o despertar de um homem no centro de Porto Alegre, numa madruga de inverno, e logo sua caminhada até o amanhecer pela Rua da Praia. Imerso em cenas do passado, desafios do presente e acontecimentos fortuitos que o trazem de volta à realidade, esse homem canta com a voz que lhe sobrou.
capa do livro TNT Fábio Amaro/ Divulgação
Já T.N.T do poeta Fábio Amaro é composto por três livros: Explosões, Artifícios e Cosmos. No primeiro, Explosões, os poemas de revolta, com ganas de explodir as estruturas do sistema injusto, da sociedade cega e do fenecer da solidariedade humana. Artifícios, como o nome sugere, são os segredos da alma para sobreviver às intempéries da existência. E o último, Cosmos, elucubra sobre a humanidade e sobre um planeta pequenino flutuando no tempo e no espaço infinitos.
Escritor Pedro Gonzaga. Foto: Tainá Henn/ Divulgação
Pedro Gonzaga é natural de Porto Alegre, onde fez seus estudos, do colégio ao doutorado em Letras pela UFRGS. É músico, escritor, tradutor e professor de escrita criativa. Com uma obra que percorre diverso gêneros, dedica-se com grande afinco à poesia e a verter poetas do inglês e do espanhol ao português. Como cronista, escreveu para vários veículos, entre eles Zero Hora e O Estado de São Paulo. Entre seus livros, na poesia: A última temporada (2011), Falso começo (2013), Em outros tantos quartos da Terra (2017) e O nome da parte que não dorme (2020), todos por Edições Ardotempo. Na crônica, figuram O livro das coisas verdadeiras (2016) e Antes não era tarde (2019), pela Arquipélago Editorial. Desde 2022 vive Buenos Aires, de onde escreve a coluna Buenos Aires: Hora Zero. Porto Alegre Blues (2023) é o seu décimo primeiro livro.
O escritor Fábio Amaro -autorretrato /Divulgação
Fábio Amaro (da Silveira Duval) nasceu na fria noite de 28 de agosto de 1977, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. É poeta, PhD em Relações Internacionais e Professor da Universidade Federal de Pelotas. No rastro de suas andanças, publicou anteriormente O Carrossel dos Desvarios Voláteis – ensaios poéticos, Ed. Livraria Café Pelotas, 1999; O Terceiro Lado da Moeda, Ed. Pradense, 2017, e Babel, Ed. Ardotempo, 2019.
Neste final de semana, 23 e 24 de setembro, o Ballet Vera Bublitz leva para o Teatro CIEE destaques como a bailarina Alicia Prietsch Dresch, medalha de ouro no World Ballet Competition, e Júlia Xavier, vencedora do “Audience World” do YAGP, além dos bailarinos convidados Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva.
O Ballet Vera Bublitz conquistou o mais alto patamar da dança mundial em 2023. As bailarinas da escola de Porto Alegre, Alicia Prietsch Dresch e Júlia Xavier brilharam nos palcos e competições internacionais e agora se apresentam neste final de semana no Teatro CIEE, ao lado de outros destaques da escola e dos bailarinos convidados, Paulo Vitor Rodrigues e Marcos Silva, da Cia. Paulista de Dança Adriana Assaf. A XI Gala de Excelência em Dança será realizada no sábado, 23 de setembro, às 17 horas, e no domingo, 24 de setembro, às 15h30, no Teatro CIEE. Os ingressos antecipados estão disponíveis nas sedes do Ballet Vera Bublitz, localizadas na Rua Corte Real, 227 ou pelos telefones (51) 3307-4564 ou (51) 98474-1252, e na Rua Lucas de Oliveira, 158, pelo telefone (51) 3028-4984.
Alícia Prietsch Dresch – World Ballet Competion/ Divulgação
“Em junho deste ano, conquistamos o prêmio máximo de um grande festival internacional, com uma das bailarinas BVB. Isto aconteceu no World Ballet Competition, na Flórida, nos Estados Unidos, quando a aluna Alícia Prietsch Dresch, de 11 anos, garantiu o Ouro, em sua categoria, para alegria e orgulho de todos nós”, destaca a diretora e fundadora Vera Bublitz.
Outro destaque internacional que estará no palco do Teatro CIEE é Júlia Xavier que, aos 13 anos, saiu vitoriosa do YAGP Grand Prix, realizado, em abril, em Tampa, nos Estados Unidos. A aluna do Ballet Vera Bublitz conquistou o prêmio “Audience Award” e foi a única brasileira entre as Top 24 da categoria júnior na competição.
Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva. Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia. Da mesma companhia, Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Silva coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e na Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.
Haverá também a apresentação de um grupo formado por 18 bailarinas, de 8 a 11 anos, as BVB Kids, que garantiram no último FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre, em junho, vaga como finalistas do YAGP, que será realizado em Nova York, em abril de 2024. Elas vão apresentar a coreografia contemporânea “Wednesday Addams”, de Caleo Alencar.
Julia Xavier e Marcos Silva – Foto: Solange Avelino/ Divulgação
A XI Gala de Excelência em Dança do Ballet Vera Bublitz destaca ainda as solistas Beatriz Wanderley, Catarina Kallfelz da Costa, Fernanda Guedes, Florença, Isabela Azevedo, Isabele Ribeiro de Oliveira, Isabeli Greff, Larissa Silveira, Joana Coelho, Julia Quinto, Júlia Tremea Spolidoro, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi, Mariana Pedone Barroco, Marina Miguel Starosta, Rafaela Amaral, Rafaela Lopes, Roberta Fridman, Victoria Ruhl.
Carlla Bublitz, também diretora do Ballet Vera Bublitz, ressalta o sucesso internacional de 2023. “Este ano, as bailarinas do Ballet Vera Bublitz brilharam no exterior e conquistaram bolsas em 12 importantes companhias internacionais, como o Royal Ballet, em Londres, e o Joffrey Ballet School e o American Ballet Theatre, em Nova York. A Gala de Excelência é uma oportunidade para ver e aplaudir esses talentos daqui que fazem bonito no mundo”, celebra.
Roberta Fridman e Paulo Vitor Rodrigues – Foto: César Rodrigues/ Divulgação
Agende-se:
XI Gala Excelência em Dança do Ballet Vera Bublitz 23 de setembro (sábado): 17h
24 de setembro (domingo): 15h30 Local: Teatro CIEEE (Rua Dom Pedro II, 861 – Porto Alegre) Valor único: R$ 100
Ingressos antecipados: Rua Corte Real, 227
Telefones: (51) 3307-4564 ou (51) 98474-1252
Rua Lucas de Oliveira, 158
Telefone: (51) 3028-4984
Os ingressos também poderão ser adquiridos nos dias do espetáculo na bilheteria do Teatro CIEE, dependendo da disponibilidade de assentos.
O projeto idealizado pela SEDAC inclui mostra itinerante, plataforma de streaming, lançamento de livro e a criação de um site e será lançado dia 21 de setembro com a mostra de cinema
Primavera Gaúcha é o nome do projeto idealizado pela Secretaria da Cultura do RS (SEDAC), por meio do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), que se inicia com uma ampla mostra de filmes produzidos no Rio Grande do Sul e que terá lançamento dia 21 de setembro. Todo o programa se estrutura em torno de vinte longas-metragens, com curadoria assinada pela Associação de Críticos de Cinema do RS (ACCIRS). Os títulos selecionados para a mostra são representativos do cinema feito no Rio Grande do Sul, seja por questões históricas, temáticas, de gênero ou trajetória premiada. “A intenção é dar visibilidade e oferecer conhecimento sobre elementos da cultura do sul do Brasil, bem como apresentar a multiplicidade da produção cinematográfica do estado” afirma a equipe curadora. Também houve a preocupação em destacar a trajetória de diferentes diretores e sua produção geracional, a partir de seus filmes mais relevantes.
A Primavera Gaúcha foi viabilizada com recursos de uma emenda parlamentar do deputado gaúcho Ubiratan Sanderson e tem como eixo central celebrar e divulgar a produção audiovisual gaúcha para novos territórios e públicos, a partir de um conjunto de atividades que inclui mostra itinerante e plataforma de streaming, publicação de um livro, criação de um site e auxílio financeiro para que realizadores gaúchos participem de eventos de mercado e festivais.
Entre os filmes estão os consagrados Anahy de las Misiones (Sérgio Silva), O Homem que Copiava (Jorge Furtado), O Cárcere e a Rua (Liliana Sulzbach), Antes que o Mundo Acabe (Ana Azevedo), O Caso do Homem Errado (Camila Moraes), entre inúmeros títulos que se destacam no cinema brasileiro e gaúcho. As sessões serão realizadas na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim, com entrada franca. Confira a programação e o serviço abaixo:
ANAHY DE LAS MISIONES/ Divulgação
21 de setembro, quinta-feira, 19h
ANAHY DE LAS MISIONES (Brasil, 1997, 107min). Direção de Sérgio Silva, com Araci Esteves, Marcos Palmeira, Dira Paes, Paulo José, Fernando Alves Pinto. 16 anos. Drama.
Sinopse: Uma mulher luta pela sobrevivência durante o período mais conturbado da história do Rio Grande do Sul, a Revolução Farroupilha. Arrastando um velho carroção sem bois, Anahy e seus filhos enfrentam a guerra, a morte e o medo, com o objetivo de manter a família unida. Inevitavelmente, o conflito se infiltra em sua vida e Anahy assiste impotente a dissolução de sua família.
22 de setembro, sexta-feira, 19h
O HOMEM QUE COPIAVA (Brasil, 2003, 123min). Direção de Jorge Furtado, com Lázaro Ramos, Leandra Leal, Luana Piovani, Pedro Cardoso, Júlio Andrade. 14 anos. Drama.
Sinopse: André é um jovem que trabalha na fotocopiadora de uma papelaria. Um dia se apaixona por Sílvia, uma vizinha, a qual passa a observar com os binóculos em seu quarto. Decidido a conhecê-la melhor, descobre que ela trabalha em uma loja de roupas e, para conseguir uma aproximação, tenta de todas as formas conseguir 38 reais para comprar um suposto presente para a mãe.
O cárcere e a rua/ Divulgação
23 de setembro, sábado, 19h
O CÁRCERE E A RUA (Brasil, 2004, 80min). Direção de Liliana Sulzbach. 12 anos. Documentário.
Sinopse: Cláudia, presidiária mais antiga e respeitada da Penitenciária Madre Pelletier, deve deixar o cárcere em breve. Assim como Betânia, que vai para o regime semiaberto, e ao contrário de Daniela, que recém chegou na prisão e aguarda julgamento. Enquanto Daniela busca proteção na cadeia, Cláudia e Betânia vão enfrentar as incertezas de quem volta para a rua.
Antes que o mundo acabe/ Divulgação
24 de setembro, domingo, 19h
ANTES QUE O MUNDO ACABE (Brasil, 2009, 100min). Direção de Ana Luiza Azevedo, com Pedro Tergolina, Eduardo Cardoso, Bianca Menti. 10 anos. Drama.
Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: lidar com uma namorada que não sabe o que quer, ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.
26 de setembro, terça-feira, 19h
MORRO DO CÉU (Brasil, 2009, 71min). Direção de Gustavo Spolidoro. 14 anos. Documentário.
Sinopse: Morro do Céu é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de trem, colheita da uva e outras diversões, além da descoberta do primeiro amor.
27 de setembro, quarta-feira, 19h
EM TEU NOME (Brasil, 2009, 100min). Direção de Paulo Nascimento, com Leonardo Machado, Fernanda Moro, Nelson Diniz, César Troncoso, Silvia Buarque. 14 anos. Drama.
Sinopse: Boni, um estudante de engenharia entra para a luta armada, mas carrega dúvidas e medos sobre se este seria realmente o melhor caminho. Ele teme pela família, pela namorada e pelo futuro, que parece mais incerto a cada dia. Como tantos, Boni é preso, torturado e banido do país ao ser trocado pelo embaixador suíço no chamado Grupo dos 70. Exilado no Chile e ao lado da companheira Cecília, ele passa a compreender a sociedade de outra maneira.
28 de setembro, quinta-feira, 19h
WALACHAI (Brasil, 2009, 85min). Direção de Rejane Zilles. Livre. Drama.
Sinopse: Walachai é uma pequena comunidade rural no sul do Brasil em que as pessoas falam um antigo dialeto alemão. Os moradores, no entanto, não possuem qualquer relação com a Alemanha, identificando-se como brasileiros. A palavra Walachai significa um lugar longínquo, perdido no tempo, o que exatamente filme pretende mostrar.
29 de setembro, sexta-feira, 19h
A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA (Brasil, 2010, 93min). Direção de Fabiano de Souza, com Rafael Sieg, Miriã Possani, Marcos Contreras, Marcelo Adams. 14 anos. Drama.
Sinopse: Esta adaptação livre de “O Louco de Cati”, de Dyonelio Machado, traz a história de três grandes amigos, e também amantes: Leo, Norberto e Paula. Em uma viagem pelo litoral gaúcho, eles encontram um homem estranho, que não fala, e acaba, seguindo viagem com ele. Juntos, os quatro fazem novas descobertas.
30 de setembro, sábado, 19h
CONTOS GAUCHESCOS (Brasil, 2011, 101min). Direção de Henrique de Freitas Lima, Pedro Zimmermann. 14 anos. Drama.
Sinopse: Contos Gauchescos – Simões Lopes Neto nas telas é a reunião de cinco segmentos: um prólogo com o documentário dramatizado Simões Lopes Neto entre o real e o imaginado – dirigido por Pedro Zimmermann – seguido por quatro curtas: Os Cabelos da China, Jogo do osso, Contrabandista, No manantial – dirigidos por Henrique de Freitas Lima.
1 de outubro, domingo, 19h
AS AVENTURAS DO AVIÃO VERMELHO (Brasil, 2014, 72min). Direção de Frederico Pinto, José Maia, com Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Zezé Barbosa. Livre. Drama.
Sinopse: Fernandinho, um menino de oito anos, perdeu a mãe há pouco tempo e se tornou um garoto solitário, sem amigos e com problemas de relacionamento com o pai e na escola. Sem saber como lidar com a situação, o pai tenta conquistá-lo com presentes. Nada funciona até que ele dá para o filho um livro de sua infância. Encantado com a história, Fernandinho decide que precisa de um avião para salvar o Capitão Tormenta – aviador personagem do livro, que está preso no Kamchatka.
PONTO ZERO_ STIL/ Divulgação
3 de outubro, terça-feira, 19h
PONTO ZERO (Brasil, 2015, 88min). Direção de José Pedro Goulart, com Sandro Aliprandini, Patrícia Selonk, Eucir de Souza, Larissa Tavares. 14 anos. Drama.
Sinopse: Ênio tem quase quinze anos e precisa lidar com a chegada da vida adulta que se aproxima, enquanto tenta superar os traumas da infância, que incluíam acreditar em fantasmas, coisa que ele não faz há muito tempo. Na sua vida pessoal, age de ponte entre sua mãe, que acredita nesses espíritos, e seu pai, uma figura apática dentro de casa.
4 de outubro quarta-feira, 19h
RIFLE (Brasil, 2016, 88min). Direção de Davi Pretto, com Dione Avila de Oliveira, Andressa Nogueira Goularte, Elizabete Farinha Nogueira, Evaristo Pimentel Goulart. 12 anos. Drama.
Sinopse: Dione é um jovem que vive com sua família isolados em uma região rural. A tranquilidade do local é abalada quando um rico proprietário tenta comprar a propriedade onde eles vivem. Dione resolve carregar consigo um rifle para defender seu território.
5 de outubro, quinta-feira, 19h
MULHER DO PAI (Brasil, 2016, 94min). Direção de Cristiane Oliveira. 12 anos. Drama.
Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira entre Brasil e Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma perturbadora proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.
6 de outubro, sexta-feira, 19h
CIDADES FANTASMAS (Brasil, 2017, 71min). Direção de Tyrell Spencer. 10 anos. Drama.
Sinopse: Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Quatro destinos na América Latina são revisitados por meio de fragmentos de memórias, reconstruídas a partir de escombros. O filme percorre as cidades de Humberstone, no Chile, Fordlândia, no Brasil, Armero, na Colômbia e Epecuén, na Argentina.
O caso do homem errado/ Divulgação
7 de outubro, sábado, 19h
O CASO DO HOMEM ERRADO (Brasil, 2017, 78min). Direção de Camila de Moraes. 14 anos. Drama.
Sinopse: Júlio César de Melo Pinto, o operário negro que foi executado em Porto Alegre pela Polícia Militar, nos anos 1980. A história do jovem é contada através de depoimentos como o de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido; o da viúva do operário, Juçara Pinto; e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.
8 de outubro, domingo, 19h
BIO – CONSTRUINDO UMA VIDA (Brasil, 2017, 105min). Direção de Carlos Gerbase, com Maria Fernanda Cândido, Maitê Proença, Sheron Menezzes, Werner Schunneman. 14 anos. Drama.
Sinopse: Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz.
10 de outubro, terça-feira, 19h
YONLU (Brasil, 2017, 88min). Direção de Hique Montanari, com Thalles Cabral, Nelson Diniz, Lorena Lorenzo. 16 anos. Drama.
Sinopse: Vinícius Gageiro, mais conhecido como Yonlu, é um jovem poeta, músico e desenhista, fluente em quatro idiomas. Apesar de talentoso, ele decidiu dar fim à sua vida depois de ingressar em uma comunidade virtual de assistência para potenciais suicidas.
11 de outubro, quarta-feira, 19h
TINTA BRUTA (Brasil, 2018, 118min). Direção de Filipe Matzembacher, Marcio Reolon, com Shico Menegat, Bruno Fernandes, Guega Peixoto. 14 anos. Drama.
Sinopse: O jovem Pedro tenta sobreviver a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele faz apresentações eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás dele.
12 de outubro, quinta-feira, 19h
CIDADE DOS PIRATAS (Brasil, 2018, 84min). Direção de Otto Guerra, Marco Arruda, com Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras. 16 anos. Drama.
Sinopse: Um diretor de cinema enfrenta uma situação complexa no meio da produção de seu longa-metragem: a autora de “Os Piratas do Tietê” começa a rejeitar os personagens quando o enredo está praticamente pronto. Para tentar salvar o filme, ele decide contar a sua história e realidade e ficção se misturam em um caótico labirinto.
13 de outubro, sexta-feira, 19h
A CABEÇA DE GUMERCINDO SARAIVA (Brasil, 2018, 95min). Direção de Tabajara Ruas, com Murilo Rosa, Leonardo Machado, Sirmar Antunes. 12 anos. Drama.
Sinopse: Em 1895, no final da Revolução Federalista, o capitão rebelde Francisco Saraiva e cinco cavaleiros cruzam o sul do Brasil em uma exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada à capital pelo major Ramiro de Oliveira e dois ajudantes.
PRIMAVERA GAÚCHA – Mostra de cinema
De 21 de setembro a 13 de outubro, sempre às 19h
Sala Eduardo Hirtz, da Cinemateca Paulo Amorim
Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736. Centro Histórico
No momento em que o primeiro livro de Clarice Lispector – Perto do coração selvagem -, completa 80 anos de seu lançamento, a escritora brasileira mais traduzida no mundo é homenageada pela artista visual gaúcha Graça Craidy em São Paulo.
Graça abriu na última terça-feira (12/09), na Galeria Central do Conjunto Nacional (Av. Paulista 2073), a exposição “Clarices”, composta por 19 retratos que pintou da homenageada em diferentes técnicas e com inspiração expressionista. A visitação vai até 10 de outubro, com entrada franca. Pelo local – o primeiro centro comercial da cidade de São Paulo – passam cerca de 15 mil pessoas por dia. O fluxo favorece o objetivo da exposição, que é tornar a obra da autora mais popular e lida pelos jovens, principalmente.
“Acho que a exposição está cumprindo o objetivo de trazer para mais perto das pessoas aquela que com seus estranhamentos e epifanias é a maior escritora brasileira modernista. Embora Clarice Lispector tenha partido há 46 anos (morreu de câncer, aos 57 anos, em 1977, no Rio de Janeiro), sua prosa se faz muito necessária neste momento histórico de vazio existencial e da valorização equivocada do aparente e do fútil”, diz a artista, que tem atelier e vive em Porto Alegre.
Clarice nasceu na Ucrânia em uma família que precisou fugir da perseguição aos judeus. Ela chegou ainda bebê ao Brasil com os pais Pinkouss e Mania e as irmãs Tania e Elisa. Inicialmente, eles moraram em Maceió, a seguir se mudaram para Recife e por fim para o Rio de Janeiro, onde Clarice se naturalizou brasileira no mesmo ano do lançamento de seu primeiro (e premiado) livro, dando início a uma carreira literária que impactou a crítica e arrebatou os leitores.
O livro de estreia de Clarice saiu pela editora A Noite, ligada ao jornal A Noite, no qual a escritora trabalhava à época. O jornal A Noite foi fundado em 1911 por Irineu Marinho, que em 1925 criou O Globo. Após a morte de Irineu, coube a seu filho Roberto Marinho, jornalista e empresário, conduzir o jornal, embrião do atual Grupo Globo.
A mostra de Graça Craidy já foi vista em Porto Alegre, entre outubro e dezembro do ano passado, e, neste 2023, no Rio de Janeiro, Niterói e Brasília, sempre em espaços culturais dos Correios. A atual montagem, na maior cidade do Brasil, ganha valor simbólico mais elevado por coincidir com os 80 anos do primeiro livro de Clarice, o romance lançado no segundo semestre de 1943.
O Centro Cultural da UFRGS, juntamente com o foto documentarista Jorge Aguiar, apresenta a exposição Meio Fio Vida De Cadeirante. Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre a importância da inclusão social de pessoas com deficiência, e o tema desta exposição é uma reflexão profunda sobre essa questão, capturada pelas lentes do fotógrafo Jorge Aguiar.
Foto. Jorge Aguiar/ Divulgação
A exposição/instalação Meio Fio Vida De Cadeirante conta com 20 imagens impressas em tecido Voil,
cada uma narrando uma história poética de fragmentos da vida de homens e mulheres que, apesar de
enfrentarem múltiplas formas de violência e preconceito, encontram na falta de oportunidades e na
intolerância a força para lutar e resistir, mesmo diante da ausência das acessibilidades básicas.
Foto: Jorge Aguiar/ Divulgação
Ao longo de sua jornada pessoal, Jorge Aguiar dedica-se a explorar os aspectos humanos e suas
diversas facetas. Essa percepção só se manifesta nas imagens apresentadas por este profissional, que
utiliza a fotografia como sua ferramenta técnica e a luz como sua linguagem de expressão.
Jorge diz: “esperamos que esta exposição inspire a reflexão e ações que promovam uma sociedade mais inclusiva e igualitária para todos. Junte-se a nós para celebrar a diversidade, o respeito e a inclusão das pessoas
com deficiência.”
Foto: Jorge Aguiar/ Divulgação
Sobre Jorge Aguiar
Fotojornalista há 50 anos, Jorge Aguiar trabalhou no Jornal do Comércio e no extinto jornal Diário de
Notícias. Participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É
fundador do Projeto Luz Reveladora Photo da Lata, e do Coletivo Click da Kombi e Ponto de Memória
(Escola de fotografia Itinerante), instituição que ensina oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas
de vulnerabilidade social. Ganhador do prêmio Direitos Humanos da UNESCO em 2003 como melhor
projeto de divulgação dos direitos humanos no RS.
Serviço:
Exposição/Instalação: “ Meio Fio Vida de Cadeirante”
Abertura: 12/09/23
Horario:18h
Visitação: 12/09 até 29/09
Onde: Rua Engenheiro Luiz Englert, 333, Bairro Farroupilha, Campus Centro, Porto Alegre-RS
Curadoria: Paulo Leonidas e Jorge Aguiar
Produção: Isabel Meireles
Realização: Coletivo Ponto de Memória Click da Kombi
A arte vibrante e visceral de Lesiane Lazzarotti encontra o expressionismo lúdico de Luiz Badia em Duplo Solo, exposição que terá vernissage no sábado, 9 de setembro, das 14h às 17h, no Espaço Cultural Correios. A mostra apresenta 25 obras de grandes dimensões que retratam a força da natureza e das mulheres, em diferentes formas de expressão. As produções poderão ser conferidas até 14 de outubro, com visitação de terça a sábado, das 10h às 17h.
Mudanças – Obra de Lesiane Lazzarotti/ Divulgação
Lesiane apresenta uma série de pinturas de árvores com uma grande familiaridade com emoções e momentos do cotidiano. Suas raízes, caules e troncos, que se entrelaçam, se conectam, trazem muitas histórias. São seres em evolução, como os seres humanos. Seus movimentos são diversos, no subsolo e suas raízes se comunicam com outras árvores e se deleitam com seus segredos.
Mar de Tubarões – Obra de Luiz Badia/ Divulgação
Já Luiz Badia traz uma série de pinturas em grandes dimensões que apresentam a mulher como tema, enfatizando seu empoderamento de uma forma lúdica, por meio de um estilo que combina Pop Art e expressionismo. São mulheres cheias de força e glamour. São personagens com coragem de enfrentar adversidades. E essas características são apresentadas com muito humor e cor, que deixam o tema lúdico e alegre.
China Girl – Obra de Luiz Badia/ Divulgação
As duas individuais que formam a exposição Duplo Solo pretendem mostrar com pintura um panorama do imaginário desses dois artistas, que, embora diferentes, estão conectados com o prazer de expressar a alma através da arte.
Metamorfose – Obra de Lesiane Lazzarotti/Divukgação
Os artistas
Lesiane Lazzarotti é natural de Canoas, mas cidadã do mundo. Atualmente radicada no Rio de Janeiro, a artista gaúcha começou sua carreira na arte com uma exposição em Cuba e já expôs no Carrousel du Louvre em Paris e na sede da ONU, em Nova York. Com uma forte atuação social, em comunidades da África e do Brasil, Lesiane é membro da Academia Brasileira de Belas Artes desde 2019.
Os artistas Lesiane Lazzarotti e Luiz Badia Foto:- Tatiana Csordas/ Divulgação
Luiz Badia nasceu no Rio de Janeiro, em 1966. Na sua formação, passou pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, pelo Museu de Arte Moderna (MAM) e pela Escola Superior de Belas artes de Lisboa, entre outros. Tem uma vasta trajetória com exposições individuais, coletivas como artista e como curador. Com trajetória internacional, suas obras já estiveram presentes em exposições em Portugal, França, Estados Unidos, Colômbia e Chile.
Serviço:
Exposição Duplo Solo
Abertura: 9 de setembro (sábado), das 14h às 17h.
Visitação: até 14 de outubro – terça a sábado, das 10h às 17h.
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre
Entrada Franca
Em novembro, artista traz a Porto Alegre o Concerto Negra Ópera e recebe a Honraria Mérito Especial
Martinho da Vila atua há mais de 50 anos no fortalecimento da cultura nacional, abraçando causas e temáticas sociais e fazendo música para todo mundo cantar, dançar e sambar. A honraria Mérito Cultural, que simboliza o reconhecimento da instituição a uma personalidade do meio artístico, será entregue em um show especial realizado em meio às comemorações de 75 anos da PUCRS, no dia 22 de novembro (quarta-feira), às 21h, no Salão de Atos Ir. Norberto Rauch.
Os ingressos já podem ser adquiridos no site e aplicativo Guichê Web ou no Campus da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 15, Saguão do Living 360º, em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h.
O Concerto Negra Ópera, inspirado no álbum que Martinho da Vila lançou em maio deste ano, promove a união de música popular e erudita, com referências da cultura afro-brasileira e tratamento orquestral ao repertório. É baseado no livro Ópera Negra, escrito pelo artista a partir da obra Pelléas et Mélisande, de Debussy. Em estrutura, o show se assemelha a uma ópera: apresenta abertura instrumental e divisão em três atos. As músicas abordam questões como a negritude, os conflitos da vida na favela, as rodas de capoeira e os pontos de umbanda e candomblé.
A cada ano, o Mérito Cultural PUCRS é atribuído a uma personalidade do meio artístico cuja carreira seja marcada pela defesa da cultura enquanto instrumento de humanização e educação. O Mérito já homenageou Fernanda Montenegro (2018), Maria Bethânia (2019), Lima Duarte (2020), Alcione (2021) e Alceu Valença (2022).
Fotografia: Leo Aversa/Divulgação
No compasso do samba
Martinho da Vila nasceu em Duas Barras, no Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. A partir de 1965, passou a se dedicar de corpo e alma à Escola de Samba Unidos de Vila Isabel: compôs grande parte dos sambas-enredo consagrados e colaborou para a criação de temas de inúmeros desfiles. Surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando apresentou o partido alto Menina Moça. No ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançou seu primeiro sucesso, o clássico Casa de Bamba, seguido de O Pequeno Burguês.
Nacionalmente conhecido como sambista, o artista é um legítimo representante da Música Popular Brasileira (MPB), com várias composições gravadas por cantores e cantoras de diversas vertentes musicais. Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 20 livros, ultrapassou o marco de 50 álbuns e acumulou inúmeros prêmios e títulos, entre os quais figura agora o Mérito Cultural PUCRS 2023.
Serviço:
O quê: Mérito Cultural | Martinho da Vila: Concerto Negra Ópera
Data: 22 de novembro (quarta-feira)
Horário: 21h
Local: Salão de Atos da PUCRS
Ingressos: Site e aplicativo Guichê Web ou no Campus da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 15, Saguão do Living 360º, em frente à PUCRS Store), de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 19h.
A música, será lançada no dia 1º de setembro nesta sexta-feira em todas as plataformas de streaming, conta com as participações de Roberto Menescal, da jovem cantautora Analu Sampaio e do baterista Paulo Braga, que também faz parta da história da Bossa Nova. Completam o time o baixista Luciano Albo e o flautista Franco Salvadoretti.
“Meu coração sempre me avisa” estará também no próximo álbum de Maldonado em homenagem à Bossa Nova, previsto para o final do ano, trazendo diversos convidados para esta celebração, como Quarteto do Rio – cantando música de João Maldonado e Paulo Mello (baixista do Taranatiriça) e Antonio Villeroy – interpretando uma de suas canções nunca gravadas –. O single enfatiza os artistas que iniciaram o movimento e faz citações que ativam a memória afetiva e remetem aos seus maiores clássicos. Tudo veio despretensiosamente.
Maldonado e Analu Sampaio. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação
Canto suave
A batida do violão de João Gilberto aliado a um canto suave marcou o surgimento da Bossa Nova, que, em 2023, completa 65 anos. A data, não por acaso, marca o aniversário de Tom Jobim.
Passadas seis décadas, a Bossa ainda encanta plateias, até muito mais no exterior que no Brasil. “De Frank Sinatra a Billie Eilish, centenas de compositores e intérpretes foram conquistados pelas harmonias sofisticadas e pela sutileza interpretativa características do gênero que, há muito tempo, já conquistou o seu lugar definitivo no mundo e levou a música brasileira a um patamar que nunca havia sido alcançado”, diz a escritora Bruna Ramos da Fonte, autora do livro Essa Tal de Bossa Nova.
Musicalmente, a Bossa Nova traz o samba em seu DNA. Outros estilos foram se encaixando no estilo, entre eles o cool jazz do trompetista Chet Baker, a guitarra limpa e suave de Barney Kessel e as criações de impressionistas franceses, como Debussy e Ravel, sem falar na influência vocal de Frank Sinatra, Julie London e Ella Fitzgerald.
O pianista e compositor João Maldonado. Foto: Alex Vitola/ Divulgação
Batida do violão
“Trouxemos para o movimento três coisas básicas: novas harmonias mais elaboradas, novas letras de música calcadas, principalmente, em coisas pra cima, esperançosas, evitando sempre aqueles lamentos dos sambas-canção, e, por fim, as batidas do violão que a gente fazia e não ficava feliz até que João Gilberto trouxe a dele e tudo arredondou”, resume Roberto Menescal, um dos pais da Bossa Nova e que participa do novo single do pianista João Maldonado, “Meu coração sempre me avisa”.
João Maldonado – Foto Marcelo Nunes/ Divulgação
“‘Meu coração sempre me avisa’ surgiu em 2021, literalmente, de um sonho que tive. Acordei de madrugada com a letra toda na cabeça para escrever e gravar. Ela ficou guardada este tempo para ser maturada e aguardar o momento certo e as pessoas certas para gravarem. Tudo se consolidou justamente no ano em que a Bossa Nova celebra 65 anos”, conta Maldonado.
FICHA TÉCNICA
MEU CORAÇÃO SEMPRE ME AVISA
João Maldonado: composição, letra, música, piano, voz e arranjos
Analu Sampaio: voz
Roberto Menescal: violão
Paulinho Braga: bateria
Luciano Albo: baixo e arranjos
Franco Salvadoretti: Flauta
Estúdio Soma (Porto Alegre): Juliano Maffessoni
Estúdio Marini (Rio de Janeiro): Mauro Araújo
Estúdio La Maison (Rio de Janeiro): Didier Fernan
Estúdio Cegonha (Porto Alegre) | Engenheiro de som, mixagem e masterização: Luciano Albo
A escritora gaúcha Helena Terra mergulha em sua alma, nas suas origens e expõe as raízes de uma sociedade que ainda não superou a herança escravocrata. “Os dias de sempre” é o terceiro romance da autora que exibe uma escrita profunda, envolvente e combativa. O lançamento será no sábado, 2 de setembro, das 15h às 18h. O evento marca também a estreia do projeto Tardes Literárias nos Museus, com sessões de autógrafos, saraus, cursos, leituras e debates, em uma parceria da escritora Helena Terra, com Roberto Prym, da editora Bestiário.
O escritor Luiz Ruffato, que assina a orelha da obra, revela um pouco do que o leitor vai encontrar em “Os dias de sempre”: “Com personagens desenhados com mão firme, complexos e profundos, Helena Terra lança luz, com maestria, sobre um recôndito raras vezes frequentado pela literatura, o das obscuras relações entre os que servem e os que são servidos dentro de uma sociedade desigual e desumana como a brasileira.”
No fluxo de consciência de Helena cabem suas memórias e as lembranças de um Brasil que até há pouco tempo normalizava a prática de presentear famílias abastadas com suas meninas. “O foco principal é a busca desesperada de Mariana por um leito de hospital para Nena, uma mulher que, ‘aos treze anos, com um buquezinho de flores na mão e uma trouxinha de pertences’, foi entregue à sua família para cuidar da casa”, pontua Ruffato.
Na obra também há espaço para a crítica ao patriarcado e para a busca de reparação de um passado que não é só de sua família, mas de toda a sociedade. A reflexão, no entanto, não é panfletária, mas intimista, como que confessando baixinho o diário de fatos e de sentimentos de diversos capítulos de sua história.
A escritora Helena Terra – Acervo Pessoal/ Divulgação
Helena Terra nasceu em Vacaria, no interior do Rio Grande do Sul. É jornalista, formada pela Famecos-PUC/RS, editora e coordenadora do Clube de Leitura e Escrita “A palavra tem nome de mulher”, que incentiva a leitura na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre. É coautora da novela “Bem que eu gostaria de saber o que é o amor” (Bestiário, 2020) e autora dos romances “A condição indestrutível de ter sido” (Dublinense, 2013) e “Bonequinha de Luxo” (Diadorim, 2020). “Os dias de sempre” é seu terceiro romance.
Helena é ainda conselheira e vice-presidente da Associação Literatura Livre, do Rio de Janeiro, e faz parte do grupo de jornalistas e escritores que criou a Besouros Abstêmios, também no Rio de Janeiro. Todos os livros da editora têm parte de suas tiragens direcionada para projetos de inclusão pela leitura. Em Porto Alegre, a autora fundou, em julho deste ano, a Peripécia Editora, com dois focos: o Selo Primeiros Livros, para resgatar as publicações de estreia de diversos autores, com lançamento exclusivo em formato ebook, e a publicação física de livros de literatura contemporânea produzidos por escritores e escritoras da região Sul. Na Peripécia, Helena conta com a parceria da editora Ana Cecília Romeu, da Camino Editorial, para as publicações de obras escritas por mulheres.
Lançamento: Tardes Literárias nos Museus
Livro: “Os dias de sempre”, Helena Terra
Páginas: 184
Editora: Besouros Abstêmios
Valor: R$ 67,00
Local: Café do Margs – Praça da Alfândega, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre
Data: 2 de setembro