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  • Exposição coletiva “Pintar para imortalizar” mistura arte e educação ambiental
    Obra Renascimento I – Lesiane Ogg. Foto: Divulgação

    Exposição coletiva “Pintar para imortalizar” mistura arte e educação ambiental

    Arte que impressiona e educa. A exposição “Pintar para Imortalizar VI”, idealizada pela artista canoense Lesiane Lazzarotti Ogg, chega a Porto Alegre pela primeira vez. Com passagens por diversas cidades do País, a mostra artística também tem caráter educativo, propondo atividades para crianças e visitas escolares. No local, serão apresentadas obras de 16 artistas do Grupo Baluarte, com curadoria de Lesiane e Luiz Badia e coordenação de Riele Kraether. A abertura será no Espaço Cultural Correios (Avenida Sete de Setembro, 1020), em Porto Alegre, no dia 29 de julho, das 14h às 17h. A exposição segue com visitação gratuita até o dia 5 de setembro, de terça a sábado, das 10h às 17h.

    Obra Codorna Mineira – Gabriel. Foto; Divulgação

    Pintar para imortalizar, nas palavras da artista e curadora, “é um grito de alerta em favor das espécies ameaçadas ou em risco de extinção no planeta”. Lesiane é fortemente engajada nos movimentos de proteção ao meio ambiente, com foco na defesa da flora e da fauna. Suas obras apresentam cores vibrantes e propõem um apelo de conscientização do ser humano diante da extinção de diversas espécies, fundamentais para o equilíbrio do ecossistema. De caráter itinerante, a mostra foi realizada em Curitiba (2015), Ribeirão Preto (2016), Juiz de Fora (2018), e Niterói (2019 e 2021).

    Obra Arara Azul – Araci. Foto: Divulgação

    Em Porto Alegre, serão apresentadas, também, produções dos artistas Adriana Brito, Anabela Costa, Araci Gardel, Cláudia Vasconcelos, Gabriel Lima, Jaqueline Ikemura, Márcia Grijó, Marilena Mota, Maristela David, Matilde Toledo, Nequitz, Nieves Dace, Riele Kraether, Sonia Camacho, Thereza Toscano e Yara Persi.

    Obra Atum Azul, Baleia Jubarte e Toninhas – Marilena Mota. Foto: Divulgação

    Além das obras expostas, há um trabalho de vivência com crianças, com foco na integração em que elas aprendem a importância da preservação do meio ambiente e de sua fauna, com criação de animais e contação de histórias.

    Sobre a curadora

    Lesiane Lazzarotti Ogg é natural de Canoas, mas cidadã do mundo. Atualmente radicada no Rio de Janeiro, a artista gaúcha começou sua carreira na arte com uma exposição em Cuba e já expôs no Carroussel do Louvre em Paris e na sede da ONU, em Nova York. Com uma forte atuação social, em comunidades da África e do Brasil, Lesiane é membro da Academia Brasileira de Belas Artes desde 2019.

    Obra Abelhas – Sonia Camacho. Foto Divulgação

    Serviço:

    “Pintar para Imortalizar VI”

    Abertura: 29 de julho (sábado), das 14h às 17h.

    Visitação: até 5 de setembro – terça a sábado, das 10h às 17h.

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre
    Entrada Franca

  • “Sbørnia Kontr`Atracka ” quatro vezes no Theatro São Pedro, de 27 a 30 de julho

    “Sbørnia Kontr`Atracka ” quatro vezes no Theatro São Pedro, de 27 a 30 de julho

     

     A temporada de inverno do espetáculo Sbørnia Kontr´Atracka está de volta O show que dá continuidade a saga Sbørnia, a qual já se transformou em filme, livro e websérie a partir de Tangos e Tragédias, terá quatro apresentações, de 27 a 30 de julho, no Theatro São Pedro. Os ingressos já estão à venda online com valores entre R$ 60,00 e R$ 140,00. Depois de um show histórico na ilha do Lago Joaquina Rita Bier, em Gramado, o espetáculo volta a sua casa principal com todo o gás!

     

    No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto a seus convidados especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande  sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”,(asEstrelas do Mar Sborniano),  uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani.

    Ano que vem, a história da Sbørnia completa 40 anos. É mais do que uma vida dedicada a isso! Desde a partida de Nico há 9 anos, o projeto se transformou sem se desligar de sua essência.  E também é o máximo ver que novos artistas se juntaram ao nosso projeto, alguns bem jovens que até já compuseram músicas que em algum momento vão estar no espetáculo. Como no caso de um jovem que compôs o Hino das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia”, afirma Hique.

     

    “Sbornia em Revista”

    A Websérie sborniana vencedora do RioWebFestival 2022, está sendo negociada com os canais da BoxBrazil e logo vai estar disponível para todo o país. Ao todo foram três prêmios: Melhor Websérie brasileira, Melhor WebSérie internacional de musicais e Melhor performer internacional de musicais para Simone Rasslan. Já preparam uma terceira temporada. “Em janeiro deste ano fizemos nove sessões lotadas no Theatro São Pedro. Estamos voltando à performance de público do Tangos e Tragédias. Cada vez que pisamos ali aumenta nossa responsabilidade. É sempre incrível pensar que o Theatro São Pedro tem 165 anos e nós, os artistas que mais pisamos neste palco, afirma Hique.

     

    Hique Gomez é protagonista do espetáculo há 39 anos. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    FICHA TÉCNICA

    Criação e direção geral: Hique Gomez

    Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan

    Produção geral: Marilourdes Franarin (51 ) 999716021

    Projeções visuais: Rique Barbo

    Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck

    Engenharia de som: Edu Coelho

    Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro.

    Grupo Vocal: Stela Maritmus Sbørniani

    Assistente de produção: Camila Franarin

    Assistente técnico: Rafael Pacheco

    Assessoria de Imprensa:  Adriano Cescani (51) 99664.4888

    SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.

  • Exposição/simpósio sobre Otto Wagner  aborda influência do arquiteto vienense no Brasil

    Exposição/simpósio sobre Otto Wagner aborda influência do arquiteto vienense no Brasil

    A exposição “Unlimited City: Otto Wagner (1841-1918),” assim como o Simpósio sobre o arquiteto vienense abordará, além da obra de Wagner, também sua influência sobre arquitetos ativos em Porto Alegre e no Brasil no início do século XX, período de transição de linguagens arquitetônicas.

    Ambos eventos são iniciativas oferecidas pela Embaixada da Áustria e pelo Museu da Cidade de Viena, pelo Centro de Estudos Europeus e Alemães (CDEA) e pela Pinacoteca Aldo Locatelli da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A exposição abre dia 29 e o simpósio começa dia 31.

    Otto Wagner: Parada Stadtbahn Westbahnhof, 1894, Museu de Viena

     SERVIÇO

    Exposição: Abertura 29/07/2023, sábado, às 11 horas
    Simpósio: 31/07/2023, segunda feira, às 18 horas
    Local: Pinacoteca Aldo Locatelli – Praça Montevidéu,10 – Porto Alegre A

    A curadoria da mostra é de Andreas Nierhaus (diretor do Museu de Viena) e Golmar Kempinger Khatibi. Organização no Brasil de   Kathrin Holzermayr Rosenfield (Professora Titular de Filosofia, Literatura e Estética na Universidade Federal do Rio Grande do Sul .)

     

    Gasômetro- Porto Alegre 1970- Foto Prefeitura POA/ Divulgação

    O Gasómetro de Porto Alegre: uma homenagem ao arquiteto vienense Otto Wagner

    “Otto Wagner (Viena, 13 de julho de 1841 – Viena, 11 de abril de 1918) é o pai da modernidade na arquitetura e um visionário do urbanismo da revolução industrial, com
    respostas às necessidades do mundo contemporâneo. Ele brilha não apenas pela ousadia do design, mas concebeu novas perspectivas de planejamento urbano para metrópoles em constante expansão, de transporte público e privado mais rápido e inclusivo, para a
    infraestrutura que integra a cidade no meio natural.

    Suas propostas foram instigantes não apenas no século XX mas ainda colocam questões relevantes para os problemas de democratização e sustentabilidade da arquitetura na época atual. Suas soluções para as
    moradias, o negocio e o transporte coletivo das grandes metrópoles lhe valeram admiração de seus alunos, muitos deles nomes marcantes da arquitetura, do design e da arte do século XX – de suas ideias emergem nomes com Joseph Hoffmann a Le Corbusier, elas inspiram os fundadores da Bauhaus e se afirmam também para além do Atlântico: no Brasil cidades contam com um urbanismo e prédios construídos por influência destas novas ideias.

    O arquiteto Otto Wagner./ divulgação

    O símbolo de Porto Alegre – a usina do Gasómetro – foi construído por um aluno de Otto Wagner, (1884-1972), e vários dos arquitetos-imigrantes da Áustria e da Alemanha deixaram em Porto Alegre um legado que tem alguma relação com Otto Wagner e sua escola.

    Vale a pena evocar o legado de Otto Wagner na obra de Floderer , arquiteto nascido em Brünn, ou Brno, que foi também a cidade natal de Adolf Loos, na parte tcheca do antigo Império Austro-Húngaro. Antes de emigrar para as Américas, Floderer esteve envolvido com movimentos e matrizes arquitetônicas protomodernas ainda não propriamente rastreadas no Brasil: foi discípulo do eminente arquiteto vienense Otto Wagner, associou-se a diversos arquitetos do neo-historicismo berlinense e, ao emigrar para o
    Brasil, desenvolveu uma dicção arquitetônica muito própria e diversa, que oscilava entre os historicismos, o Expressionismo Alemão e o Art Decó Marajoara.

    Prédio do Instituto do Cacau, em Salvador (Ba), obra de Anton Floderer.

    Suas obras no Brasil incluem o Instituto do Cacau na Bahia, o Edifício Topic Nigri Rua da
    Alfandega,100, o Banco Britânico,1926, Rua Gal Câmara – já demolido, e a Usina do Gasômetro.
    No contexto de formação do modernismo nos países de língua alemã no início do século XX, as capitais Viena e Berlim se destacaram claramente como centralidades. Viena fornece as matrizes proto-modernas de Otto Wagner e da Wiener Secession, atuantes
    desde 1897 e, posteriormente, pela radicalidade da teoria crítica de Adolf Loos. Berlim, por sua vez, se destaca por condensar as matrizes modernistas do país, acolhendo
    exposições e projetos do Deutscher Werkbund em 1924 e, em seguida, como sede do Bauhaus, em seus últimos suspiros. Anton Floderer teve a oportunidade de passar seus anos formativos em ambos os contextos modernistas, primeiro como aluno da Wagnerschule – nome que se refere à Akademie der Bildenden Künste, Spezialeschule für Architektur, Wien (Escola Especial de Arquitetura da Academia de Artes Visuais de
    Viena) dirigida por Otto Wagner, em Viena, depois como jovem arquiteto em escritórios berlinenses.
    Desde muito cedo, Floderer teve sua formação voltada para a construção e para as artes e ofícios: frequentou a Staatsgewerbeschule (1898-1903) e a Technische Hochschule (1904-1905), ambas em Viena.

    Na arquitetura do Gasômetro, a influência vienense./ Foto: Prefeitura POA/ Divulgação

    O projeto do Gasômetro segue de perto o espírito que Otto Wagner legou aos seus seguidores vienenses, berlinenses e aos imigrantes como Floderer que começaram a construir no Brasil e em Porto Alegre. O atual símbolo da nossa cidade surgiu para
    oferecer soluções integradas para a cidade que crescia e se modernizava rapidamente nos anos 1926. Forneceu, numa linguagem arquitetônica ainda bastante neoclássica, um prédio funcional que preenchia bem a finalidade visada quando o prefeito de
    Alberto Bins assinou então um contrato com a Companhia Brasileira de Força Elétrica
    (subsidiária brasileira de Bond and Share americana). Análogo ao projeto Stadtbahn (o Metrô de Viena, construído por O. Wagner), Floderer forneceu um projeto que cumpria o plano de integrar as Usinas de geração de energia, com o Gasômetro e o sistema de transporte por bondes elétricos.

    Praça da Imperatriz Elisabeth com parada de trem, 1893, Museu de Viena

    A exposição e o Simpósio apresentarão o percurso desse arquiteto que marcou não apenas a Viena com edificações como a Caixa Econômica Postal, as estações do Metrô Stadtbahn ou a Igreja do Steinhof. Otto Wagner criou obras-chave da arquitetura
    moderna no início do século XX. São construções cuja linguagem formal deriva logicamente da sua função, da sua finalidade e que renunciam a qualquer ornamento
    tradicional. Ao mesmo tempo, é inconfundivelmente claro que elas respeitam e dãocontinuidade à tradição da arquitetura europeia clássica. Nesse sentido, Otto Wagner
    exerceu também grande influência sobre o ecletismo na arquitetura portoalegrense quefaz a transição para o Movimento Moderno”.

    (Agradeço a G. Weimer, cujos livros e artigos sobre a arquitetura porto-alegrense me fizeram descobrir
    o elo entre Floderer e Otto Wagner. As informações que seguem foram colhidas na obra de G. Weimer. (KHR)

  • Toda a boniteza do mundo de Dudu Sperb no livro infantil “O Reino do Arco-íris”
    O REINO DO ARCO IRIS capa/ Divulgação

    Toda a boniteza do mundo de Dudu Sperb no livro infantil “O Reino do Arco-íris”

    A obra editada pela Libretos celebra a beleza das diferenças na construção de um mundo mais harmonioso e alegre terá lançamento sábado, dia 22 de julho, às 15 na Livraria Paralelo 30

     

    O Reino do Arco-íris, do músico, escritor e ilustrador Dudu Sperb, já está disponível nas livrarias e no site www.libretos.com.br. O livro narra a história de sete fadinhas de sete cores, vindas de sete reinos diferentes, que saem à procura do Reino do Arco-íris. Nessa viagem, junto à alegria das cores, lindas paisagens se revelam e elas descobrem a graça das diferenças e a força da união.

    Sobre isso, o autor comenta: “A diversidade é que faz do mundo um lugar bonito e interessante. As crianças têm esse entendimento de forma espontânea, pois se interessam por tudo. A união é algo que elas também compreendem e experimentam no seu universo, seja em casa, na escola, na pracinha. Elas sabem o que é uma amizade, o que é querer bem ao outro e gostam de ter amigos. Então, imaginar que um ‘novo mundo’ pode ser descoberto ou criado pela comunhão de seres diferentes faz todo o sentido, é compreensível para elas. E para nós adultos é uma lembrança importante de que possuímos esse sentido de amor e respeito dentro de nós. Basta apenas resgatá-lo”.

    Dudu Sperb lança livro no próximo sábado Foto: Fabio Zambom/ Divulgação

    As ilustrações foram realizadas em técnica mista, utilizando lápis, aquarela, guache, ecoline, pastel e grafite. Dudu trabalhou bastante com lápis e com pincel, mas também com carimbos, alguns que ele mesmo elaborou. Igualmente, houve ainda um cuidado com a visualidade do texto. A fonte do título, por exemplo, foi criada por ele especialmente pra esse projeto. E para o texto interno ele buscou um tipo de letra que fosse bonita mas que permitisse às crianças que já começam a ler tentarem fazê-lo sozinhas.

    Além de artista visual, Dudu é músico e está compondo canções inspiradas nessa história, que serão apresentadas já nesse primeiro encontro com as crianças.

    O lançamento do livro “O Reino do Arco-íris” será no sábado, dia 22 de julho, às 15h, na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48), com um pocket show do artista.

     
    Lançamento do livro O Reino do Arco-íris, Libretos Editora, 22 x 22 cm, 20 páginas, R$42,00, ISBN 978-65-86264-71-5, de Dudu Sperb
    Dia 22 de julho, às 15h, na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48)
     
    DUDU SPERB

    É natural de Porto Alegre, formado em Artes Visuais pela UFRGS (1986) e possui pós-graduação em Metodologia do Ensino de Artes. Ilustrou o livro/CD Comptines à jouer (edição da Aliança Francesa de Porto Alegre), e os livros Mast e o Planeta Azul (Editora da UFRGS) e Lírax e Vegaluz (Editora Cassol). Desde 1988 atua também na área da música, tendo lançado seis CDs.

  • Samba no Museu: Exposição sobre Bambas da Orgia conta a história do carnaval em Porto Alegre

    Samba no Museu: Exposição sobre Bambas da Orgia conta a história do carnaval em Porto Alegre

    Alunos do curso de Museologia da Universidade Federal  estão concluindo a montagem da exposição: “No Batuque dos Bambas da Orgia: Folia e resistência em Porto Alegre”.

    A exposição estará aberta ao público  partir de 25 de julho, no Museu da Universidade (avenida Osvaldo Aranha, 277).

    O foco é a escola de samba mais antiga da cidade – Bambas da Orgia – mas o tema é o carnaval de Porto Alegre, cuja história pela primeira vez entra num museu  popular.

    Em 83 anos de carnaval, os Bambas têm também, além dos desfiles memoráveis, um histórico de resistência e luta pelo espaço na cidade.

    Com curadoria compartilhada entre os alunos e carnavalescos bambistas, ‘No Batuque dos Bambas da Orgia: Folia e resistência em Porto Alegre’ tem orientação das professoras Fernanda Albuquerque e Vanessa Aquino.

    “Dos cortejos pelas ruas do bairro Santana nos anos 1940, passando pelo início dos desfiles competitivos na década de 1960, chegando ao audacioso e inacabado projeto do Complexo Cultural Porto Seco, inaugurado em 2004, a Bambas da Orgia testemunha as histórias de alegria e de resistência que permeiam a folia. A exposição busca tensionar questões como direito à cidade, preconceitos e invisibilidades, mas sem perder a alegria que marca a festa, decretada em 2023 como manifestação da cultura nacional pela Lei Nelson Sargento”.

    Esta é a 13ª exposição curricular da Museologia da UFRGS, exercício acadêmico fundamental para o processo de formação dos futuros museólogos.

    Visitação: de 26 de julho a 25 de agosto, de segundas a sextas-feiras, das 9h às 12h e das 13h às 18h, no Mezanino do Museu da UFRGS, com entrada gratuita.

     

  • Levitan, Corona e Pezão cantam o mundo de L.F. Veríssimo, no Espaço 373
    Fernando Pezão, … e Fernando Corona. Foto Raul Krebs/ Divulgação

    Levitan, Corona e Pezão cantam o mundo de L.F. Veríssimo, no Espaço 373

    Adriana Deffenti e Izmália também sobem ao palco do 373 com o show DEFFENTIZMÁLIA

    No dia 20 de julho (quinta), os músicos Cláudio Levitan, Fernando Corona e Fernando Pezão retornam ao Espaço 373 com o espetáculo” Cobras com algo na cabeça – No Mundo de Verissimo”. Eles cantam, tocam e interpretam obras de Luis Fernando Verissimo em um pocket show, “onde a arte se atira em contrações e em movimentos de extensão, feito cobras em movimento, atingindo a plateia com humor e inteligência, cobras com algo na cabeça”, explica Levitan.

    No repertório poemas musicados do livro Poesia numa hora dessas?!, como Al Punto, Brasil, À Cata e Reflexões no Espelho. Também não faltará o jazz, uma das paixões do escritor, e canções com influência carioca – MPB, Bossa Nova, música de carnaval – em homenagem a outro grande amor do escritor, a esposa fluminense Lúcia Helena Massa.

    Adriana Deffenti e Izmália – Foto Adriana Deffenti/ Divulgação

    Na sexta (21), Adriana Deffenti e Izmália se unem para mostrar suas diferenças e similaridades DEFFENTIZMÁLIA. Ambas têm a mesma idade, são cantoras e compositoras e ganharam alguns prêmios Açorianos. Uma é roqueira, e a outra “emepebista”.

    Completamente diferentes na aparência, possuem uma essência muito parecida – a intensidade –, mas cada uma se expressa à sua maneira, como Yin e Yang.

    O repertório possui diversas influências de suas infâncias, como As Frenéticas, Rita Lee, Os Mutantes, Novos Baianos e The Smiths, além de músicas autorais com arranjos feitos uma pela outra.

    Corona, Pezão e Levitan em “As Cobras” – Foto Raul Krebs/ Divulgação

    SERVIÇO
    20 de julho | Quinta-feira | 21h
    Cobras com algo na cabeça – No Mundo de Verissimo
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/as-cobras-com-algo-na-cabeca/2061789

    21 de julho | Sexta-feira | 21h
    DEFFENTIZMÁLIA – Adriana Deffenti e Izmália
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/deffentizmalia/2061796

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Compra de ingressos e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

     

  • Quatro apresentações de “Teatro para Pássaros”, no espaço Zona Cultural
    Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    Quatro apresentações de “Teatro para Pássaros”, no espaço Zona Cultural

    Retorna a cartaz o espetáculo “Teatro para Pássaros”, em nova temporada, desta vez no Zona Cultural (Alberto Bins, 900 – Quarto Distrito). As apresentações acontecem de quinta a domingo, nos dias 20, 21, 22 e 23, sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada).

    Cena de Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    Escrita pelo argentino Daniel Veronese, a peça narra o encontro de três casais durante uma madrugada, em um pequeno apartamento no 12º andar de um edifício no subúrbio de uma grande cidade.  A anfitriã, Teresa, reúne os amigos para apresentar sua mais nova criação: um texto inédito para o teatro, que deseja ver produzido pelo seu ex-namorado e agora um bem sucedido produtor, Tony. O encontro é marcado pelo desentendimento e constrangimento provocados por revelações que são feitas ao longo da trama.

    Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    Construída sobre um texto dramático que valoriza os diálogos curtos e entrecortados, Teatro para Pássaros investe em um espetáculo de proximidade com o público em linguagem dinâmica, onde as linhas de texto estão sempre se embaralhando. Com ironia e non sense, Daniel Veronese constrói uma crítica social ácida e contundente sobre os papéis que assumimos, e que por vezes somos obrigados a manter no convívio com uma sociedade dominada por corações solitários.

    Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    Além do espaço cênico, o Zona Cultural oferece serviço de bar, que abre uma hora antes das apresentações e permanece aberto durante uma hora, após o espetáculo, com um menu de especiarias para serem degustadas antes e depois da peça.

    Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    FICHA TÉCNICA

    Texto: Daniel Veronese

    Tradução: Rafaela Milara Kersting e o grupo

    Elenco: Áurea Baptista, Carla Cassapo, Dionísio Farias, Evandro Soldatelli, Raquel Zepka, Vinícius Petry

    Direção: Breno Ketzer Saul

    Assistente de direção: Naomi Luana Siviero

    Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas

    Fotografias: Fernanda Chemale

    Assessoria de Imprensa: Adriana Lampert

    Classificação: 16 anos

    Duração: 75 minutos

    Produção e Realização: Independente Teatro e Teatro de Arena

  • Espetáculos teatrais e filmes gratuitos, durante 14 dias, no Festival Ói Nóis Aqui Traveiz
    Cena de “O Amargo Santo”. Foto: Mariana Rotilli/ Divulgação

    Espetáculos teatrais e filmes gratuitos, durante 14 dias, no Festival Ói Nóis Aqui Traveiz

     Entre 17 e 30 de julho o público porto-alegrense poderá assistir e debater os espetáculos teatrais criados pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz , bem como ver em filmes as encenações dos últimos anos que já não estão mais no repertório do grupo. O Festival Ói Nóis Aqui Traveiz  acontece durante o II Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores. O Laboratório é uma imersão de 14 dias no trabalho do grupo durante os três turnos, com o objetivo de difundir a prática e metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo coletivo ao longo de 45 anos de atuação e pesquisa. 25 atores e atrizes, pesquisadores e estudantes de teatro do Brasil e América Latina participarão integralmente do Laboratório.

                Durante estas duas semanas serão encenados os espetáculos ‘Violeta Parra – Uma Atuadora’, ‘Desmontagem Evocando os Mortos Poéticas da Experiência’, ‘Quase Corpos – Episódio 1: A Última Gravação’, ‘O Amargo Santo da Purificação’; ‘M.E.D.E.I.A’, ‘Performance Manifesto de Uma Mulher de Teatro’ e ‘Onde? Ação n. 2’. Já o Cine Clube da Terreira da Tribo vai exibir os filmes ‘Kassandra In Process’, ‘Raízes do Teatro’, ‘A Missão – Lembrança de Uma Revolução’, ‘Viúvas – Performance Sobre a Ausência’, ‘Medeia Vozes’, ‘Desmontagem – Meierhold’ e ‘Lê, Dores de Gênero’. Ainda na programação, haverá um seminário aberto ao público sobre a proposta estética e política da Tribo com professores e pesquisadores convidados, e, para encerrar, no domingo, dia 30, o público assistirá, no Parque da Redenção,  a apresentação de uma Ação Cênica criada durante a imersão no Laboratório.

    Manifesto. Foto: Vivian Gradela/ Divulgação

                O II Laboratório Aberto faz parte do Projeto ARTE PÚBLICA – Criação e Formação e é uma realização da FUNARTE e do Ministério da Cultura, através de emenda parlamentar da Deputada Federal Fernanda Melchionna. O Laboratório tem o apoio da Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura.

    Programação:

    17 de julho  – Performance cênico musical ‘Violeta Parra – Uma Atuadora’ – 20h – na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura (Av. Erico Verissimo, 307)

    18 de julho – ‘Quase Corpos – Episódio 1: A Última Gravação’ – 20h – na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura  (Av. Erico Verissimo, 307)

    19 de julho –  Exibição dos filmes ‘Kassandra In Process’ e ‘Raízes do Teatro’ – 20h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    20 de julho – ‘Desmontagem Evocando os Mortos Poéticas da Experiência’  – 20h – na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura  (Av. Erico Verissimo, 307)

    21 de julho – Exibição do filme ‘A Missão – Lembrança de Uma Revolução’ – 20h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    22 de julho – Exibição do filme , ‘Viúvas – Performance Sobre a Ausência’ – 20h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    24 de julho – Seminário ‘Conversando Sobre Teatro de Rua’ – 14h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    24 de julho – Exibição do filme ‘Desmontagem – Meierhold’ – 20h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186

    25 de julho – Seminário ‘Conversando Sobre Teatro Ritual’ – 14h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    25 de julho – Espetáculo Teatral ‘M.E.D.E.I.A’ – 20h – na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura  (Av. Erico Verissimo, 307)

    26 de julho – Performance de Rua  ‘Onde? Ação n. 2’ – 15h – na Esquina Democrática (Rua dos Andradas com Av. Borges de Medeiros)

    26 de julho – Exibição do filme , ‘Medeia Vozes’ – 20h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    27 de julho – Seminário ‘Conversando Sobre Ói Nóis Aqui Traveiz’ – 14h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)

    27 de julho – ‘Performance Manifesto de Uma Mulher de Teatro’ – 20h – na Sala Álvaro Moreyra do Centro Municipal de Cultura  (Av. Erico Verissimo, 307)

    28 de julho – Seminário ‘Conversando Sobre Ói Nóis Aqui Traveiz’ – 14h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186

    28 de julho – Exibição do filme ‘Lê, Dores de Gênero’ – 20h – na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186

    29 de julho – Apresentação de Ação Cênica criada no Laboratório – 15h – no Parque da Redenção (próximo ao Monumento do Expedicionário)

    30 de julho – ‘O Amargo Santo da Purificação’ – 15h – no Parque Mascarenhas de Moraes (Bairro Humaitá)

    Espetáculo “O Amargo Santo da Purificação. Foto: Mariana Rotilli/ Divulgação

    Festival Ói Nóis Aqui Traveiz

    De 17 a 30 de julho em diversos espaços da cidade

    Programação aberta ao público / entrada franca

    distribuição de senhas às 19h30 (para os espetáculos da Álvaro Moreyra e Terreira da Tribo)

    Sinopses dos espetáculos:

    Violeta Parra – Uma Atuadora

    A performance cênico musical “Violeta Parra – Uma Atuadora” se solidariza com o povo chileno neste momento de luta por melhores condições de vida e apresenta um repertório que mistura o andino com ritmos brasileiros na voz da atuadora Tânia Farias e do violonista e compositor Mário Falcão. Com esse viés mestiço a performance veste as canções deste ícone da arte da América do Sul. Conhecida no Brasil principalmente pelas composições “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Primeira experiência da Tribo onde a música está em primeiro plano.

    Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência

    Conceito novo no cenário cultural, uma desmontagem se constitui como uma linguagem híbrida entre o espetáculo teatral e a reflexão teórica sobre a obra. Em ‘Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência’, com concepção e atuação de Tânia Farias, a atriz refaz o caminho da criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes. No desvelamento dos processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz nos mostra quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” circulou por diversas cidades do país e foi apresentada em Cuba, na Argentina e Portugal.

    “Quase Corpos”. Foto: Eugênio Barbosa /Divulgação

    ‘Quase Corpos: Episódio 1 – A Última Gravação’  é um estudo do teatro de Samuel Beckett que revela a fragmentação do corpo físico, psíquico e das relações sociais. Temas como solidão, sofrimento, fracasso, angústia, absurdo da condição humana e morte são abordados a partir da pesquisa de linguagem e do trabalho autoral que os atuadores desenvolvem. A encenação, versão livre da peça Krapp’s Last Tape, mostra o confronto de um homem de 69 anos com o seu passado. O velho homem escuta num antigo gravador a fita-registro de 30 anos atrás. Escuta sua própria voz narrar extintas aspirações, lembranças de amores perdidos, a morte da mãe, a esperança não confirmada de êxito comercial literário. Memórias de fracassos, declínio e dissipação.

    ‘O Amargo Santo da Purificação – Uma visão alegórica e barroca da vida paixão e morte do revolucionário brasileiro Carlos Marighella’

    Encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de um herói popular que a classe dominante tentou banir da cena nacional durante décadas. Marighella foi protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pela Tribo parte dos poemas escritos pelo baiano que, transformados em canções, são o fio condutor da narrativa. A encenação utiliza a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, criando uma fusão do ritual com o teatro dança. O Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

    Espetáculo MEDEIA – Fotos Laura Testa/ Divulgação

    M.E.D.E.I.A

    O solo da atuadora Tânia Farias parte da montagem Medeia Vozes, inspirada na obra homônima de Christa Wolf, que integra o repertório da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. No texto está a versão antiga e pouco conhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que é acusada na versão de Eurípedes. Por mais de dois mil anos, Medeia, uma das mais poderosas mulheres da mitologia grega, é acusada de várias atrocidades, tais como o fratricídio, o infanticídio e o envenenamento de Glauce, e é esta imagem que foi imposta à consciência ocidental que a Tribo vem negar nesse espetáculo solo de Tânia Farias. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas.

    Onde? Ação N°2

    A performance provoca de forma poética reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.

    Manifesto de Uma Mulher de Teatro

    A performance parte da personagem Ofélia, de um dos textos mais contundentes da dramaturgia contemporânea, Hamlet Machine de Heiner Müller – marcante na trajetória da atriz Tânia Farias, e traz ao centro da arena a vociferação contra a engrenagem de violências às quais mulheres são continuamente submetidas. Vozes como as de Violeta Parra, Gioconda Belli e da própria atriz, que ousa contar detalhadamente sua história pessoal de violência sofrida e intercruzar com outra real, a de Magó, bailarina barbaramente violentada e assassinada em 2020, ao qual a atriz presta homenagem.

    Cineclube/ Filmes

    Kassandra In Process

    A partir das filmagens do espetáculo Aos que virão depois de nós – Kassandra In Process, a Tribo e a Catarse – Coletivo de Comunicação elaboraram este registro, o primeiro audiovisual do Selo Ói Nóis na Memória. O espetáculo é resultado da pesquisa em Teatro de Vivência realizada pela Tribo e recebeu, entre outros, o Prêmio Açorianos 2002 de Melhor Espetáculo e o Prêmio Shell 2007 na Categoria Especial pela Pesquisa e Criação Coletiva. Duração: 67 minutos

    Raízes do Teatro

    O título do documentário, com direção e roteiro de Pedro Isaias Lucas, é o nome do projeto criado pelo Ói Nóis Aqui Traveiz para sistematizar o estudo das origens ritualísticas do teatro. O filme aborda os mitos que resultaram em quatro espetáculos do grupo: ‘Antígona – Ritos de Paixão e Morte’ (Prêmio Açorianos 1990), ‘Missa para Atores e Público sobre a Paixão e o Nascimento do Dr. Fausto de Acordo com o Espírito de Nosso Tempo’ (Prêmio Açorianos 1994), ‘Aos Que Virão Depois de Nós – Kassandra in Process’ (Prêmio Açorianos 2003, Prêmio Shell SP 2007) e ‘Medeia Vozes’ (Prêmio Açorianos 2013). Duração: 26 minutos

    A Missão – Lembrança de uma Revolução

    Registro audiovisual de encenação realizada em 2006/2007. A montagem, versão livre da obra de Heiner Müller, evoca a revolta dos escravos na Jamaica nos anos seguintes à Revolução Francesa e reflete sobre o Terceiro Mundo: objeto de exploração e, simultaneamente, fermento do novo. A poética cênica de A Missão insere-se na “dialética poética do fragmento” e dirige-se primordialmente aos sentidos, mas a intenção é também “fazer pensar”. Duração: 120 minutos

    Viúvas – Performance Sobre a Ausência

    O filme de Pedro Isaias Lucas registra o espetáculo apresentado em 2011 na Ilha do Presídio (Ilha das Pedras Brancas). Na encenação, mulheres lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram e foram mortos pela ditadura civil militar que se instaurou em seu país. A utilização desse espaço não-convencional para a encenação pretendeu estabelecer uma relação entre os sentidos do trabalho sobre o imaginário e a história recente da América Latina; e as referências simbólicas, o registro emocional, os elementos de memória e o caráter institucional da Ilha do Presídio. Duração: 72 minutos

    Desmontagem – Meierhold

    O audiovisual é uma homenagem  ao ator, diretor e teórico russo Vsevolod  Meierhold. Criado durante a pandemia a obra parte da encenação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz  ‘Meierhold’,  versão livre da peça do argentino Eduardo Pavlovsky “Variaciones Meyerhold”. Encenado pelo ator Paulo Flores, que interpreta o personagem principal em um relato póstumo, intercalando lembranças fragmentadas sobre marcos de sua trajetória. A criação cênica da Tribo explora diferentes linguagens e recursos, como fragmentos de poesias surrealistas e cenografia construtivista. Duração: 40 minutos

    Medeia Vozes

    Registro inédito com fotografia e edição de Pedro Isaias Lucas. Em Medeia Vozes, a Tribo de Atuadores aborda uma versão antiga e desconhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. A Medeia pacifista do Ói Nóis Aqui Traveiz demonstra a inutilidade de todo processo bélico numa encenação onde somam-se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias partes do mundo. Duração: 180 minutos

    Lê, Dores de Gênero

    Audiovisual realizado a partir do convite do Sesc São Caetano/SP  de ‘Subverter’ uma obra teatral que teve relevância na nossa trajetória. Escolher Ledores do Breu, da Cia do Tijolo, é antes de tudo o reconhecimento da importância dessa obra e sua relevância, mas também de, ao subverter o gênero do narrador e personagem, evidenciar uma camada substancial do espetáculo que fica nas sombras na sua versão original, o feminicídio. Aqui é a mulher quem conta. A história parte de sua visão de violências e dores cotidianas. A proposta é construída poeticamente utilizando os recursos de dança/teatro. Duração: 18 minutos

  • Wander Wildner e banda, celebrando o Dia Mundial do Rock, no Theatro Fuga
    Wander Wildner se apresenta próximo dia 13 – Foto de Eva Sibela/ Divulgação

    Wander Wildner e banda, celebrando o Dia Mundial do Rock, no Theatro Fuga

    As Canções Iluminadas de Amor seguem sua trajetória, acompanhadas pelos músicos  Clauber Scholles, Rvst e Rika Barcellos

    Nosso menestrel segue ‘rodando el mundo’ com sua turnê Canções Iluminadas de Amor e retorna a Porto Alegre, onde se apresenta no Theatro Fuga, dia 13 de julho, Dia Mundial do Rock. No show, Wander Wildner nos apresenta um repertório musical que descreve sua incrível viagem do velho mundo material romântico para o maravilhoso e cósmico espaço do amor universal. Numa frequência muito elevada ele faz um retrospecto de sua carreira e mostra algumas músicas que estarão em seu próximo álbum – SubVersões – que está sendo produzido por @rvst.mvsica, como Beside You, de Iggy Pop, Sangue Latino, dos Secos & Molhados, e Pra viajar no cosmos não precisa gasolina, de Nei Lisboa. Neste show, Wander estará acompanhado de Clauber Scholles, no baixo, Rvst, na guitarra, e Rika Barcellos, na bateria.

                Tudo começou quando, em 2020, Wander entrou de cabeça no mundo literário e escreveu seu primeiro livro, Aventuras de um Punkbrega, onde descreve a saga de um personagem que passa por várias situações, muitas vezes cômicas e outras um pouco trágicas. Extasiado, ele seguiu escrevendo e em 2022 lançou sua segunda obra literária, Canções Iluminadas de Amor, onde conta como foram criadas vinte e sete músicas do seu vasto repertório, desde a época dos Replicantes até os dias atuais. O show Canções Iluminadas de Amor inspira-se nessas obras e traz as canções de todos os tempos intercaladas com novidades, como é de se esperar de um artista que não fica parado no tempo.  Ambos os livros, discos e camisetas, poderão ser adquiridos na noite do show no Theatro Fuga.

                Roqueiro punk folk capaz de impressionar beberrões de uísque barato que batem o pé em bailões do interior do país ou adeptos de alt-rock que rebolam sua modernidade nas festinhas blasés das capitais, Wander Wildner é um sujeito apaixonado e visceral que vive em conflito e o que faz dele um artista pop é o dom de transformar os próprios conflitos em sons e versos diretos e pungentes.

    WANDER WILDNER – Canções Iluminadas de Amor

    Dia 13 julho, quinta, às 21h – no Dia Mundial do Rock

    Theatro Fuga – Rua dos Andradas 673 – Centro

    Ingressos: ANTECIPADOS NO SYMPLA

    https://www.sympla.com.br/dia-mundial-do-rock—wander-wildner-e-banda__2015116

    Redes:

    @wildnerwander

    www.wanderwildner.com

    *Com Bebê Baumgarten Comunicação

  • Viamão: ex-Capital aposta no ecoturismo para deixar de ser cidade-dormitório

    Viamão: ex-Capital aposta no ecoturismo para deixar de ser cidade-dormitório

     

    O livro “Viamão 300 Anos” descreve o potencial do ecoturismo no maior município e maior reserva ambiental da Região Metropolitana de Porto Alegre.

    Será lançado nesta sexta-feira, 07 de julho, das 18h às 20h na Igreja Nossa Senhora Conceição, em Viamão.

    É um livro-reportagem de 200 páginas que remonta aos primórdios da ocupação do Rio Grande do Sul, desde que surgiram as primeiras estâncias nos primitivos ”Campos de Viamão” há três séculos.

    Origem de quatro freguesias, que hoje abrangeriam toda a região metropolitana, inclusive Porto Alegre, Viamão foi capital do Rio Grande do Sul, no período colonial, quando os domínios portugueses foram ameaçados pela invasão espanhola. Foi a “capital da resistência”.

    Perdeu importância política, ao fim da guerra, quando a capital foi transferida para Porto Alegre.

    No século passado, ficou à margem do surto industrial que transformou a região. Pela abundância de terrenos baratos, tornou-se ‘cidade-dormitório’.

    Em 2023, segundo a prefeitura,  mais de 80 mil viamonenses (cerca de um terço da população) saem diariamente para trabalhar em Porto Alegre ou nos municípios vizinhos.

    Em compensação, sem grandes fábricas, o município pode manter preservada boa parte do seu patrimônio ambiental. Esse é o ponto de convergência de uma série de iniciativas, com as quais culmina o livro.

    Empreendedores, públicos e privados, inicialmente isolados, começam a formar um movimento para fazer de Viamão o maior polo de ecoturismo do Estado.

    “O livro é um manifesto em defesa dos tesouros ambientais de Viamão e da economia autossustentável”, diz o editor Elmar Bones.

    Com selo da Editora JÁ, “Viamão 300 anos” tem prefácio de Eduardo Bueno, textos de Rualdo Menegat, Vitor Ortiz, Rogério Mendelski e coordenação editorial de José Barrionuevo.

    As fotografias de Ramiro Sanchez, edição gráfica e diagramação de Rose Tesche​, pesquisas e reportagens​ de Cleber Dioni Tentardini​.

    O livro foi financiado via o Pró-Cultura, do Estado, e teve o patrocínio das empresas Vet Log e Grupo Coopernorte.