A Bossa Nova está completando 65 anos, desde o lançamento LP “Canção do Amor Demais”, que marca a estreia da consagrada dupla Tom Jobim e Vinícius de Moraes, compositores da segunda música com o maior número de gravações no mundo, Garota de Ipanema.
Este LP e outros momentos marcantes do movimento da Bossa Nova são a fonte inspiradora dos arranjos criados por Pedrinho Figueiredo para uma formação reduzida, com uma sonoridade especial, da UCS Orquestra, que estará sob a regência do maestro Manfredo Schmiedt no dia 8 de julho, em Porto Alegre.
Após uma exitosa circulação em 10 cidades do interior do estado em março deste ano, Bossa Nova no RS chega à capital com uma seleção de composições importantes e representativas da história do gênero que levou a música brasileira mundo afora.
O programa apresenta clássicos assinados por Tom Jobim como Samba do Avião, Águas de Março, Triste e Wave, esta em parceria com Vinícius de Moraes, que também tem incluído no repertório a simbólica Chega de Saudade, Garota de Ipanema e Outra Vez.
A apresentação será na Sala Sinfônica da Casa da OSPA – (Av. Borges de Medeiros, 1501) e os ingressos podem ser adquiridos na plataforma SYMPLA: https://bileto.sympla.com.br/event/83950 na bilheteria da Casa da OSPA no dia do concerto. Os valores dos ingressos a R$ 80,00 Descontos: 50% Estudantes, Idosos Amigos da OSPA (R$ 40,00); Ingresso solidário com 40% e doação de 1 kg de alimento (R$ 48,00); Apoio – OSPA – Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Apoio Cultural TVE e FM CULTURA, RBS TV.
Onde pode ser adquirido o ingresso: https://bileto.sympla.com.br/event/83950
As artistas visuais Claudia Flores, Helena d’Avila e Laura Fróes, contemporâneas de formação no Instituto de Artes da UFRGS, no início dos anos 90, e em tempo de produção, propõem a exposição Temporalis, que abre no dia 08 de julho, sábado, às 15h, no Museu do Trabalho, em Porto Alegre.
As três artistas, em suas vivências, convivência e trocas, identificam aspectos formais e modi operandi similares e recorrentes que as aproximam.
No texto de apresentação da mostra, Yuri Flores Machado registra a marca da passagem do tempo na prática das três artistas, no fazer e refazer, no recortar e colar de pinturas e desenhos, no reaproveitamento de trabalhos já feitos, que voltam a ser olhados para novas investidas, resultando inéditos no presente.
Claudia Flores pinta sobre algumas de suas pinturas. Helena d’Avila recorta e reorganiza um trabalho que se danificou, Laura Fróes imprime um trabalho que não existe mais a partir do registro que guardou.
Essas e outras propostas serão vistas na galeria do Museu do Trabalho, permitindo ao público conhecer os processos individuais e os pontos que fazem suas produções dialogarem.
A exposição Temporalis, fica aberta para visitação de 09 de julho a 13 de agosto, de terça a sábado, das 13h30 às 18h e nos domingos das 14h às 18h30, no Museu do Trabalho, Rua dos Andradas, 230, Centro Histórico, Porto Alegre/RS.
Obra de Claudia Flores, detalhe da Arte pintura Instruções para chegar ao horizonte XI, acrílica tela, 30×90 cm, Foto Claudia Flores/ Divulgação
Apresentação da mostra
O REMONTAR DO MUNDO | O RECOLAR DO TEMPO
“Os modos de expressão humana dependem dos corpos. O gesto é o resultado de mecanismos psicofisiológicos que atuam insistentemente até que ocorra amaterialização da arte. Desenhar e pintar são gestos vigorosos que fluem e que conquistam lugar no espaço. O que é desenhar? Van Gogh considerava que era abrirpassagem através de um muro invisível, que parece situado entre o que sentimos e o que podemos. E o que é pintar?
Nas obras aqui apresentadas há em comum a percepção de que pintar é um trabalho de reconquista de sentimentos de mundo sempre cambiantes. Em êxodo constante, os corpos almejam aproximações daquilo que se tentará novamente sentir, mais uma vez. A obra de arte como o remontar do mundo.
Claudia Flores pinta sobre a pintura. Retrabalha. Coloca algumas pinturas na máquina de lavar roupa pensando em alterar suas faturas, numa expectativa incerta. Helena d’Avila recorta frações sobreviventes de uma obra exposta no passado e que agora, em partição, reaparece no presente.
Laura Fróes revisita seus desenhos e colagens, uns guardados e outros que não existem mais, imprimindo novos trabalhos por meio de contemporâneas técnicas digitais. Collage vem do verbo francês coller e significa literalmente “afixar”, “pregar”, “colar”, e como os seus cognatos – a montagem e a assemblage – é uma técnica que continua a ser utilizada por artistas contemporâneos que ampliam recorrentemente os seus efeitos de sentido ou mesmo o seu significado primeiro.
As três artistas visuais reunidas nesta exposição retrabalham pretéritas obras, sem restrições ao colar, ao descolar, cortar, sobrepor, rasgar, ao remontar. A obra de arte como o recolar do tempo.”
Yuri Flores Machado- Historiador da Arte-Mestre em Artes Visuais- Julho de 2023
obra de Helena d’Avila Sem Título Acrílica sobre E.V.A. 2023 dimensões diversas. Foto: Helena d’Avila/ Divulgação
Quem são
CLAUDIA FLORES – Reside e trabalha em Porto Alegre/RS. É artista visual, professora e tradutora. Bacharel em pintura e Mestre em Aquisição da Linguagem pela UFRGS. Desenvolve trabalho artístico em pintura, desenho e colagem em seu ateliê. Sua pesquisa poética se dá em torno da ideia de memória, usando como referência imagens de paisagens e pessoas a partir de fontes diversas. Realizou exposições individuais no Museu de Arte de Santa Maria, Galeria Espaço Cultural Duque e Casa Amarela, em Porto Alegre. Participou de exposições coletivas no Instituto Ling, Ocre Galeria, Associação Chico Lisboa, Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, MARGS, Instituto Goethe, entre outras. Participou do 23º Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre (2022). É artista representada pela Ocre Galeria.
HELENA D’AVILA – Reside e trabalha em Porto Alegre, RS. Graduada em Artes Visuais pela UFRGS, e pós-graduada em Produção Cinematográfica pela PUC/RS. Trabalha com pintura, objetos e vídeo-arte. Participou do grupo “3×4 VIS(i)TA” durante dez anos, com o lançamento de livro. Possui obras em acervos públicos e Fundações de Arte. Realizou exposições individuais como: Projeto Rumos ITAU, Brasília/DF, Realizou exposições individuais tais como: Projeto Rumos ITAU, Brasília/DF em 1994; no Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – IPAC, Salvador/BA; na Galeria Xico Stockinger – MACRS, Porto Alegre/RS; no Museu Luiz de Queiroz, São Paulo/SP; e na Galeria Anexo 535, Porto Alegre/RS em 2021. Participou de diversos Salões e exposições coletivas no Brasil e exterior como: Projeto 3×4 VIS(i)TA e visitados – MAC, Porto Alegre/RS; II Prêmio Gunther de Pintura – MAC/Ibirapuera, São Paulo/SP e Usina do Gasômetro, Porto Alegre; Paisagem (in) certa – SUBTE Centro de Exposiciones, Montevidéo/Uruguai; Trocas Contemporâneas – Centro Universitário Maria Antonia – USP, São Paulo/SP; Abstração e Figuração – Galeria Zagut, Rio de Janeiro/RJ; Fora das Sombras – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba/PR. Participou de Feiras de Arte como: Artexpo New York Art Fair, Nova Iorque/EUA; Spectrum Miami Art Fair, Miami/EUA; PINTA 2020 – Miami/EUA. É artista representada pela Ocre Galeria.
LAURA FRÓES – Reside e trabalha em Porto Alegre/RS.Graduada em Artes Visuais, pelo Instituto de Artes da UFRGS. Trabalha com desenho, costura, colagem e site especific. . Participou do projeto “3×4 VIS(i)TA” que teve duração de 10 anos e culminou com o lançamento de um livro com financiamento do Fumproarte. Realizou três exposições individuais entre elasCorte/Dobra, Menção Honrosa no Prêmio IEAVIRS, 2012, e inúmeras coletivas como, A Matéria do Desenho, MACRS, Curadoria Gaudêncio Fidelis, Jovem Pintura Figurativa do RS, MACRS, Curadoria Paulo Gomes, Projeto João Fahrion 10 Anos – artista convidada, MACRS; e dos projetos especiais A Casa da Ilha da Pólvora do Arte Construtora – artista colaboradora, Plano:B – artista idealizadora e integrante da exposição independente e Remetente – Uma Leitura de Artista – artista idealizadora e integrante da exposição independente que teve financiamento do Fumproarte, todas em Porto Alegre/RS. Foi também Prêmio Aquisição no 17º Salão do Jovem Artista e Prêmio Incentivo à Criatividade no 11º Salão Câmara Municipal de Porto Alegre. Tem obra no acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos FVCB. É artista representada pela Ocre Galeria.
Você já imaginou Renato Borghetti tocando Beatles num arranjo tanguero louco de especial do Hique Gomez? Os dois grandes nomes do cenário musical brasileiro, reconhecidos internacionalmente, estarão juntos no palco para um concerto inesquecível em Porto Alegre.
Hique Gomez e Renato Borghetti, acompanhados pela Orquestra de Câmara da Ulbra, se apresentarão no “Consertasso”, dia 10 de julho, segunda-feira, às 18h, na Praça Gustavo Langsch, no Bairro Bela Vista, uma das mais bonitas da capital gaúcha. Leve sua cadeira de praia, com chimarrão ou espumante, para um gostoso piquenique de fim de tarde!
O Concertasso une os repertórios de Hique Gomez e Renato Borghetti, como “Barra do Ribeiro” e arranjos especiais de Hique Gomez para clássicos gauchescos como “Couro Cru”, além de outras surpresas. Já a Orquestra da Ulbra vem desenvolvendo um trabalho de excelência junto a comunidades artísticas de Porto Alegre com concertos de alto padrão já há mais de 20 anos. Música clássica de alto nível, junto a programas de música popular com concertos para grandes públicos, inclusive no auditório Araújo Vianna, sempre coordenada pelo maestro Tiago Flores.
Músicos apresentam composições de seus repertórios também. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação.
Praça Gustavo Langsch
Nos dias 23 e 24 de março deste ano, a Praça Gustavo Langsch recebeu a ópera A Flauta Mágica, em adaptação e versão de Hique Gomez, que fez também a narração com um grupo de músicos cantores líricos e sob regência do maestro alemão Adam Smith, que veio especialmente para a ocasião. Durante os dois dias, famílias com toalhas de piquenique e cadeiras de praia tomaram a praça e se encantaram com um show único de interpretações. Desde então, a praça ficou apta para novas performances. “O dourado do outono, com as folhas de plátanos e outras árvores que ganham cores especiais nesta época, prometem um belíssimo concerto”, diz Hique Gomes.
A Entrada é gratuita, mas haverá coleta de roupas para o projeto POA QUE CUIDA – Campanha do Agasalho e do Alimento 2023, da Prefeitura de Porto Alegre.
SERVIÇO
O QUE: CONCERTASSO com Hique Gomez e Renato Borghetti com Orquestra da Ulbra
DATA: 10 de julho
HORÁRIO: 18h
LOCAL: Praça Gustavo Langsch, no Bairro Bela Vista
ENTRADA FRANCA, com doações de roupas para o projeto POA QUE CUIDA – Campanha do Agasalho e do Alimento 2023, da Prefeitura de Porto Alegre
Em caso de chuva, o evento será transferido para uma data a ser definida.
Além das instrumentais que estão no recente álbum OITO, o pianista lança o clipe de “Nunca mais voltar”, do TNT, banda que integrou no final dos anos 1980. A apresentação acontece no dia 1º de julho, às 19h
O ditado “O mundo dá voltas” é o que mais representa a história de João Maldonado como pianista. Aos 20 anos, saiu da casa dos pais para tocar em uma banda de jazz de Florianópolis. Dois anos depois, retornou a Porto Alegre para integrar o TNT, uma banda rock. Era início dos anos 1990 e os músicos do Bom Fim estouraram no Brasil. Assinaram com uma grande gravadora e se mudaram para o Rio de Janeiro.
Mais uma vez, de volta à capital, trocou o rock gaúcho pelo blues. Foi o primeiro pianista a gravar um disco nesse estilo com Solon Fishbone e, um tempo depois, vivendo no Chile, foi considerado o melhor guitarrista de blues daquele país.
Diversos artistas
Tocou com diversos artistas, como Laura Brown, Shana Hughes, Kenny Neal Larry McCray (guitarrista de Dallas) e Ron Levy (pianista e organista de BB King), e produziu mais de sessenta discos, até decidir que era hora de mostrar o seu trabalho. Voltou para o jazz mais preparado pelas mãos do pianista Fábio Torres, do Trio Corrente – vencedor do Grammy Latino em 2014, como Melhor Álbum de Jazz –, com quem estuda música brasileira e bossa nova.
Maldonado fez, ainda, trilhas para cinema, ópera, teatro, dança e publicidade. Além do single de bossa Sem você não sou ninguém (2020), nos últimos quatro anos lançou três álbuns – BEAUTY (Vencedor do Prêmio Açorianos 2020 como Melhor Álbum Instrumental), SOLITUDE (piano solo) e JOÃO MALDONADO 8 – e, atualmente, trabalha em outros dois: mais um só de piano gravado ao vivo e outro de bossa nova, que terá a participação de nomes, como Analu Sampaio, Roberto Menescal e Paulo Braga (baterista de Tom Jobim, Elis Regina e Tim Maia, entre outros).
Única apresentação
Para celebrar esses 40 anos, o pianista faz única apresentação no Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco do Theatro São Pedro, no dia 1º de julho (sábado), às 19h. No repertório, o álbum OITO, que inclui músicas dos discos anteriores e releituras de “Nunca mais voltar” (TNT), Little Man (Art Blakey & The Jazz Messengers) e Witch Hunt (Wayne Shorter).
O show será um crescente, do piano de cauda solo como protagonista a sexteto, para mostrar a diversidade e a improvisação de cada instrumento, que são característicos do jazz. Integram a banda Miguel Tejera (baixo acústico), Dani Vargas (bateria), Amauri Iablonovski (sax soprano) e Cristiano Ludvig e Ronaldo Pereira (sax tenor).
Novo clipe
Durante o show, será lançado o clipe da música “Nunca mais voltar”. Para a versão instrumental, o pianista contou com as participações de Miguel Tejera e Dani Vargas para um “passeio” pelo Bom Fim, bairro onde a música foi composta no início dos anos 1990 por Charles Master e Tchê Gomes.
Dirigido por Alex Sernambi, o filme traz a nostalgia de uma época de florescimento do rock gaúcho, do cinema urbano e de experimentações estéticas na televisão e no teatro e dos lugares mais simbólicos e representativos da efervescência cultural da vida noturna na cidade. Lugares que impregnaram a memória do porto-alegrense e que fizeram do Bom Fim o reduto, também, dos hippies anos 1970, dos punks e darks dos anos 1980 e 1990, dos intelectuais e das bandas locais que viravam a madrugada tocando na rua.
“O rock gaúcho nasceu no Bom Fim. Nossos encontros aconteciam no Bar do João, no Lola, no Escaler, na Lancheria do Parque e no Ocidente, esses dois últimos que resistiram e ainda são ponto de encontro dos personagens que se tornaram símbolos da efervescência cultural e política do bairro durante a ditadura militar e o processo de redemocratização no país. Foi intenso gravar nesse tempo que nunca mais voltará”, destaca Maldonado.
A premiada pianista e compositora Dunia Elias se prepara para uma apresentação única na capital gaúcha. O show Dunia Elias Quarteto, será no dia 22 de junho, às 20h, no Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência). No palco um repertório de músicas com identidade sonora do sul do Brasil, passeando um pouco pela Argentina e Uruguai, com tempero jazzístico. Os ingressos custam R$ 40,00 e podem ser adquiridos pelo https://www.sympla.com.br/evento/dunia-elias-quarteto/2021005.
Dunia Elias é conhecida pelo público gaúcho como uma artista original, que se expressa como pianista, compositora e atriz-pianista, tendo sido várias vezes premiada em festivais, no Rio Grande do Sul e fora dele. Suas composições refletem essas influências que permeiam seu universo sonoro: “Choro Pampeano” (Prêmio Plauto Cruz no Festival de Choro de Porto Alegre 2005), “Antonio Abdallah” (milonga e dança árabe), “Candombe no Bomfim” (2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre), “O Choro do Bugio” (Melhor Música Instrumental no XI Musicanto). Três dos instrumentistas mais versáteis do Estado a acompanham, formando uma parceria de longa data: Artur Elias (flauta), Giovani Berti (percussão) e Miguel Tejera (contrabaixo).
Dunia Elias – foto de Anibal Elias Carneiro/ Divulgação
“Dunia Elias há muitos anos se tornou um patrimônio musical da nossa cidade. A quantidade de músicos com quem ela colaborou, os prêmios que já recebeu e o público que tem arrebatado com seu toque pessoal ao piano, fazem dela uma artista de primeira importância no cenário da música brasileira feita em Porto Alegre”, afirma Hique Gomez, amigo e parceiro de Dunia. Segundo Hique, a artista deixa sua marca por onde quer que se apresente. “No meu trabalho Tãn-Tãngo, Dunia traz uma colaboração indelével, e eu costumo dizer que não há no Brasil quem possa substituí-la, tamanha contribuição que trouxe à minha carreira. Compositora com claras influências dos países vizinhos traz o sotaque legítimo do tango e da milonga, assim como toca chorinho como uma das filhas prediletas de Chiquinha Gonzaga. Na consolidação da fusão entre as culturas do cone sul, Dunia tem um papel de grande importância, emprestando a naturalidade de seu sotaque multicultural e evidenciando a legitimidade das culturas de fronteiras. O HiperPampa se desvenda no teclado de Dunia, e o Brasil merece conhecer o seu talento.”, finaliza Hique.
O show Dunia Elias Quartetofoi contemplado no Edital de Ocupação para Espetáculos de Música – CHC 2023.
Sobre Dunia Elias
Pianista e compositora, atuando tanto na música de concerto como na música popular, especialmente na música instrumental brasileira. Suas apresentações incluem música de câmara, música popular, trabalhos como atriz-pianista, solos com orquestra, trilhas para cinema mudo, e suas próprias composições. Dentre diversos prêmios recebidos figuram Melhor Música Instrumental do XI Musicanto Latino-Americano para sua composição “O Choro do Bugio”, 2º lugar no I Festival de Música Instrumental do RS (com “Luzazul”), Prêmio Plauto Cruz no Concurso de Choro de Porto Alegre (com “Choro Pampeano”), e 2º lugar no 13º Festival de Música de Porto Alegre (com “Candombe no Bomfim”). É pianista do espetáculo “TãnTãngo”, de Hique Gomez, vencedor do Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo de 2012, tendo sido apresentado em várias cidades do Rio Grande do Sul e do Brasil. Desde 2007 toca no Tango Show com o bandoneonista uruguaio Carlitos Magallanes, tendo a honra de ter sido indicada pelo grande pianista e arranjador Carlos Garofali. O quarteto Dunia Elias se apresentou no Bento Jazz & Wine Festival, em novembro de 2022, com grande sucesso. No palco, companheiros de longa data: Artur Elias na flauta, Giovani Berti na percussão e Miguel Tejera no contrabaixo.
FICHA TÉCNICA:
DUNIA ELIAS – Piano
ARTUR ELIAS – Flauta
GIOVANI BERTI – Percussão
MIGUEL TEJERA – Contrabaixo
SERVIÇO
O QUE: ShowDunia Elias Quarteto
DATA: 22 de junho
HORÁRIO: 20h
LOCAL: Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75, Bairro Independência)
INGRESSOS: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
Geraldo Hasse
Quando o Correio entregou o pacote contendo o livro “Tempo dos Cardos”, de Celso Horta, premeditei fazer uma leitura diagonal rápida, ciente do quão pesadas são as narrativas sobre a história da luta armada contra a
ditadura militar.
A cada novo livro, a gente vai se apegando aos
exemplares, inesquecíveis: “Memórias do Esquecimento”, de Flávio Tavares, e “Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios”, de Luiz Claudio Cunha, só para citar dois campeões do tema.
Surpresa: a primeira impressão sobre o presente entregue pelo carteiro logo se desfez. Na orelha de “Tempo dos Cardos” (expressão recolhida de um poema de Manuel Bandeira), consta que o autor Celso Horta foi preso
em 1969, aos 21 anos, em São Paulo, como militante da ALN, comandada pelo ex-deputado comunista Carlos Marighella.
Após deixar a prisão em 1977, formou-se em comunicação social e trabalhou pelo resto da vida na imprensa partidária (PT) e sindical (CUT). Nesta breve nota biográfica, não se menciona a ABR – Agência Brasileira de Reportagem, típico órgão da imprensa nanica tocado Celso Horta com a ajuda de amigos em 1980. Foi
aí que o conheci em São Paulo. Depois disso, nunca mais nos encontramos.
Assim, ler “Tempo dos Cardos” (Expressão Popular, 342 páginas) significou uma retomada de contato, poucos dias depois de saber da morte do autor — Celso tinha 75 anos e não chegou a ver impressa a obra a que
dedicou seus últimos dez anos de vida. No lançamento em São Paulo, no dia 23/5, falou por ele sua filha Joana Horta.
“Tempo dos Cardos” não esconde origens nem objetivos: é uma narrativa de militante de esquerda. Enaltece dirigentes da guerra revolucionária contra a ditadura militar e o imperialismo ianque, mas focaliza com
inequívoco faro jornalístico a história das dissidências da esquerda brasileira sobre como enfrentar o governo militar durante os chamados anos de chumbo (1968/1980). Embora faça menção a diversos episódios ocorridos no período acima, o narrador se concentra sobretudo na
história do Movimento de Libertação Popular (Molipo), pequena organização política saída do ventre da Aliança de Libertação Nacional (ALN), a qual nasceu como “dissidência armada” do Partido Comunista Brasileiro (PCB), quando este decidiu que não pegar em armas contra o regime autoritário.
Boa parte do livro procura recuperar a trajetória de João Leonardo da Silva Rocha, baiano como Marighella. Nascido em 1939 em Amargosa, ele morreu aos 36 anos no sudoeste da Bahia, onde se achava trabalhando como
peão de fazenda numa região infestada de grileiros e posseiros de terras devolutas. Professor secundário e estudante de Direito em São Paulo, João Leonardo era culto e possuía liderança, mas na luta para não ser
preso acabou se isolando no interior do Nordeste. Por três anos sobreviveu como sitiante solitário em Pernambuco. Quando se sentiu acuado por uma comitiva de policiais militares da Bahia, fugiu para o Sul em busca de contato com companheiros de luta.
José Dirceu, um deles, sobreviveu cinco anos com nome falso em Cruzeiro do Oeste, PR, de onde voltou à vida normal graças à anistia de 1979.
A maioria dos molipeanos participou de treinamento de guerrilha em Cuba. Alguns não voltaram para o Brasil ao se dar conta de que não teriam condições objetivas de sobrevivência no país natal.
Em sua narrativa, Horta fala não só dos cabeças, mas de militantes que trabalharam em “atividades anônimas” na retaguarda dos movimentos guerrilheiros.
No apoio logístico, destacou-se Ana Cerqueira Cesar
Corbisier, que aparece em vários trechos do livro, sempre com uma participação luminosa. Nascida em São Paulo, formada em sociologia na USP, ela se afastou dos filhos para lutar contra a ditadura.
Em dado momento da história, saiu de Havana a fim de recuperar o contato com João Leonardo, extraviado no Nordeste do Brasil.
Depois de um mês peregrinando por cidades como Arcoverde, Caruaru e Garanhuns, reencontrou o companheiro – só para continuarem se escondendo.
Após três dias de pura deriva na região mais pobre do
Brasil, os dois se separaram sem trocar endereços. Fugitivos, sabiam que a guerra estava perdida. Seu objetivo era sobreviver para, de alguma forma, contar o que aconteceu.
É o que se espera ainda da socióloga Ana Corbisier. Aos 82 anos, ela deu uma rara contribuição ao livro de Celso
Horta, mas tudo indica que tem munição para ir mais longe e mais fundo.
Graças a essas historietas humanas diluídas na obra final de Celso Horta, os leitores podem ter uma boa noção do quanto foi desigual a luta armada contra a ditadura militar: algumas centenas de pessoas de esquerda reunidas em organizações precárias, mal armadas, praticamente sem apoio externo, foram massacradas por um numeroso exército profissional, bem equipado e com cobertura política para praticar atrocidades em unidades militares clandestinas.
Essa crônica policial-militar é bem conhecida, mas de tempos em tempos aparecem novidades que clamam por justiça. Uma das revelações de “Tempo dos Cardos” é que falta confirmar onde, no sudoeste da Bahia, foi sepultado João Leonardo, abatido pela Polícia Militar baiana em Palmas do Monte Alto em novembro de 1975. Ali perto, em Guanambi, vivia o violeiro Elomar Figueira de Melo, que dedicou uma “incelença” ao conterrâneo
falecido. Falta saber também qual foi a participação dos órgãos federais como o Serviço Nacional de Informações na morte do “guerrilheiro” identificado pelo outro lado como “pistoleiro”.
Por falta de uma melhor organização cronológica, o livro de Celso Horta antecipa informações que se repetem mais de uma vez em algumas partes do livro.
Entretanto, é melhor repetir do que esconder, falsear ou omitir.
“Tempo dos Cardos” tem qualidades para figurar na História como uma das mais ricas narrativas sobre os anseios, motivações e temores dos que há mais de 50 anos pretenderam derrubar a ditadura. Como se sabe, a luta continua.
’Mobgrafia – Expressão Urbana” é a exposição que ocupará a Galeria Escadaria, em sua segunda edição, a partir desse sábado, dia 10 de junho, reunindo 90 imagens de 45 fotógrafos, feitas em celulares ou tablets. Com curadoria do publicitário e fotógrafo Marcos Monteiro, a iniciativa tem um caráter duplamente democrático, tanto por estar situada em um museu a céu aberto, o que coloca a arte ao alcance de todos; quanto pela técnica utilizada, através de dispositivos móveis, recurso amplamente difundido e acessível à população.
A abertura acontece neste sábado, a partir das 16h, na Escadaria Verão (esquina rua Duque de Caxias), e tem participação da banda Os Lucianos -Luciano Riquez na voz e guitarra, Miguel Lattuada no baixo e voz, Cristiano na bateria e Ernani na voz e teclado tocando muito rock, soul e funk.
Mb fotografia- Rodrigo Jankoski /Divulgação
Segundo o texto de divulgação da mostra “A fotografia está vivendo um momento único, tão importante como foi seu próprio surgimento. É quase um renascimento da arte, por conta de uma inclusão e compartilhamento inimagináveis, possibilitando que a arte criada, a foto gerada ou a história contada ganhem o mundo em tempo real. Os smartphones revolucionaram o modo de vida de quase todas as pessoas no planeta e através dele a fotografia ficou mais democrática e criativa, estimulando o olhar e percepção sobre o cotidiano, trazendo à tona uma experiência de representação da realidade intrínseca, sob a ótica do autor.”
Mb fotografia- Anibal Elias Carneiro/ Divulgação
O termo Mobgrafia é sinônimo do movimento que promove a arte fotográfica e visual captada, editada e compartilhada com dispositivos móveis: smartphones, tablets, etc. “A partir daí, pensamos na mobgrafia e em suas dimensões possíveis, uma maneira de transmitir nossa arte de forma mais criativa e instantânea. O tema não tem limites e é livre; e assim mais uma vez a arte ira espelhar a vida através das lentes de seu celular.”, explica o o texto.
“Mobgrafia – Expressão Urbana” é considerada a maior exposição a céu aberto de fotos de smartphones do Brasil. Através de convocatória foram selecionados 45 fotógrafos (as) amadores e profissionais de todo o Brasil, num total de 90 fotos de grandes formatos distribuídas em 15 grandes painéis.
Mb fotografia- Jacqueline Seravia/ Divulgação
Olhar inclusivo
“A exposição na rua tem um olhar inclusivo e democrático, em função da arte sair das galerias e museus para ganhar as ruas, criando novas experiências e hábitos para uma parcela da população, que não tem o costume de frequentar estas instituições”, afirma o produtor e curador, Marcos Monteiro. O tema é Livre Expressão Urbana e a visitação seguirá até final de agosto, devendo posteriormente ocupar a Galeria Restinga, que fica na Esplanada da Restinga – também a céu aberto- durante o mês de setembro. Em sua primeira edição, ano passado, “Mobgrafia Expressão Urbana” teve cerca de 40 mil visitações, e a expectativa desta vez é superar este número.
Galeria Escadaria – Criada em plena pandemia com o intuito de levar arte de qualidade para a população, já abrigou 16 exposições nacionais e internacionais a céu aberto. Em agosto de 2022 foi inaugurada sua primeira filial, a Galeria Restinga, localizada na Praça Esplanada do bairro Restinga, também a céu aberto, que recebe todas as exposições que passaram pelo Centro Histórico da capital gaúcha. A mais recente exposição a ocupar a escadaria da Borges, “Se7E”, celebrou os dois anos do espaço, em março último e deverá migrar para a Restinga de 17 de junho a 17 de julho.
O curador e fotógrafo Marcos Monteiro. Foto Jorge Aguiar/ Divulgação
Marcos Monteiro – Natural de Bagé e residente em Porto Alegre, é designer, publicitário, fotógrafo e produtor cultural. Em 2017 expôs “O Exato Momento do Instante”, individual na Assembleia Legislativa do RS, patrocinada pela Embaixada da França; “S.O.M – Série Olhar Musical”, com Pena Cabreira, no Centro Cultural Ceee Erico Verissimo; e foi convidado para participar do “III Foto Festival”, em Balneário Camboriú (SC). Em 2018 se juntou a Walter Firmo, Gal Oppido, Valdemir Cunha e Fernando Rojas, entre outros, na coletiva “Ser Urbano”, no Conjunto Nacional, em São Paulo; onde também mostrou seu trabalho na Inter Foto Itu e no ano passado, na exposição “Faces do Retrato”, pelo Festival InterFoto. Na Galeria Escadaria, fez as individuais “Ir/Real”, em 2021 e a segunda edição, em 2022.
Fez a curadoria e execução da mostra a ceu aberto ” O Mundo em Movimento”, no Parque da Redenção e também na UFRGS, com fotógrafos da Europa, America do Sul e Ásia, pela Virada Sustentável POA, em abril de 2019. Dentro do mesmo evento, criou e executou as estruturas expositivas de “ODS da ONU”, na Orla do Gasômetro e UFRGS. Foi co-criador da coletiva “Mosaicografia”, composta por 20 painéis de 10m cada, com 450 fotos em médio e grandes formatos, assinadas por mais de 162 fotógrafos de diversos países. Aproximadamente 350 mil pessoas visitaram o evento, na Casa de Cultura Mario Quintana, em 2015 e Largo Glênio Peres, em 2016.
Esteve à frente das exposições “Pantanal” de Daisson Flach e Douglas Fischer (2021); “Fora da Cena”, da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho (2021); “As Praias de Porto Alegre”, pela Virada Sustentável 2021; e “Mobgrafia Expressão Urbana” (2021), todas na Galeria Escadaria. No local, realizou as coletivas “Street Expo Photo”, em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. No ano passado abriu a Galeria Restinga, no bairro periférico de Porto Alegre. Até o momento, o local sediou 26 grandes exposições ao ar livre, no total de 400 paineis de 2m x 1m.
É um dos fundadores do Foto Clube Porto-Alegrense (2018) e criador e produtor do Chapeu Acústico, projeto gratuito da Biblioteca Pública do Estado do RS, que sediou mais de 160 shows em sua maioria de artistas gaúchos ao longo de seis anos. Em 2021 foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, por serviços relevantes prestados na área cultural.
De 17 a 30 de julho, na Terreira da Tribo e em diferentes espaços de cultura de Porto Alegre, acontece o II Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nós Aqui Traveiz e as inscrições estão abertas mediante carta de intenção e currículo, que podem ser enviados para terreira.oinois@gmail.com.
Os interessados deverão ter disponibilidade para participar de toda a programação oferecida, numa imersão de 14 dias no trabalho do grupo durante os três turnos. O objetivo desta atividade formativa é difundir a prática e metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo coletivo ao longo de 45 anos de atuação e pesquisa. O laboratório é voltado principalmente para atores e atrizes, pesquisadores e estudantes de teatro do Brasil e América Latina.
O grupo Ói Nóis Aqui Traveiz criou uma poética própria capaz de mobilizar a mulher e o homem de hoje para refletir sobre questões fundamentais do nosso tempo. A Tribo utiliza práticas e dispositivos próprios, desenvolvidos ao longo de sua trajetória, para disparar suas criações. Destacam-se o trabalho de codificação de ações cênicas não cotidianas, que contribui na elaboração dessa poética, calcada na dissonância, para a criação de personagens e cenas; o atrito entre texto (palavra) e a ação (tecido de ações), que cria uma região de tensão interessante para construção dessa poética e reelabora a possibilidade de um teatro crítico que não tem no discurso o seu maior potencial de comunicação; a cena ritual de origem Artaudiana, que será aesteira do trabalho de construção de cenas/rituais com os participantes; e, por fim, a experiência de abordagem da rua como campo para performance cênica.
A metodologia é dividida em três módulos: oficina atriz/ator – presença e rito; oficina de teatro ritual e oficina de performance política. Ainda haverá um seminário sobre a proposta estética e política da Tribo com professores e pesquisadores convidados, além da encenação dos espetáculos em repertório: ‘Violeta Parra – Uma Atuadora’, ‘Desmontagem Evocando os Mortos Poéticas da Experiência’, ‘Quase Corpos – Episódio 1: A Última Gravação’, ‘O Amargo Santo da Purificação’; ‘M.E.D.E.I.A’, ‘Performance Manifesto de Uma Mulher de Teatro’ e ‘Onde? Ação n. 2’. Completa a programação a exibição de filmes de espetáculos que já não estão mais em repertório e também sobre os processos de criação do grupo. Ao final haverá uma apresentação pública de uma ação cênica criada na oficina de performance política.
O II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz oferece 25 vagas. As inscrições vão até o dia 30 de junho, e o resultado da seleção será divulgado em 3 de julho.
II Laboratório Aberto da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
De 17 a 30 de julho de 2023
Na Terreira da Tribo e em outros espaços de cultura da cidade
Inscrições: terreira.oinois@gmail.com – mediante currículo e carta de intenção
3º FIDPOA, que ocorre de 6 a 11 de junho, no Theatro São Pedro, terá convites gratuitos para entidades, escolas e universidades públicas, além de áudio descrição e libras na apresentação de abertura. Rui Cesar Cruz, que veio de uma comunidade do RJ e hoje brilha nos palcos dos EUA, é um dos destaques da abertura.
Basileu França – Estúdio Daniel Martins/ Divulgação
Uma plataforma de dança para o mundo. O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre será realizado de 6 a 11 de junho, no Theatro São Pedro, como uma grande oportunidade para bailarinos do Brasil e da América Latina se apresentarem para ícones mundiais da dança e conquistarem bolsas internacionais. Um dos exemplos é o bailarino premiado nas duas primeiras edições do festival, Rui Cesar Cruz, que começou na dança em uma comunidade do Rio de Janeiro e agora integra o Miami City Ballet em Miami, na Flórida. A gala de abertura, no dia 6 de junho, às 20 horas, contará ainda com a apresentação do convidado especial Cícero Gomes, primeiro bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e da premiada companhia Teatro Escola Basileu França, de Goiânia.
Robert Parker – Apollo – Birminghan Royal Ballet – Foto: Eric Richmond/ Divulgação
O festival também é inclusivo para o público, com uma cota de convites para escolas públicas, ONGs, escolas e instituições públicas de ensino de dança (UFRGS, UERGS) para a abertura, Mostra Competitiva e Gala de Encerramento. Na abertura, haverá audiodescrição e LIBRAS, com convites para a comunidade surda, pessoas cegas ou de baixa visão. No encerramento, haverá tradução para LIBRAS e convites disponíveis para surdos. Interessados devem enviar e-mail para: fidpoainclusao@gmail.com ou entrar em contato pelo Whatsapp: (51) 98436-5552.
“O FIDPOA inverte a lógica e, em vez de levar os talentos da dança para o mundo, trazemos para cá grandes nomes da dança como jurados para não só selecionar os melhores do festival, mas também conceder bolsas e oportunidades nas mais importantes companhias de dança do planeta” ressalta a idealizadora e coordenadora geral Carlla Bublitz.
Os números impressionam. Nesta edição, são cerca de mil bailarinos inscritos de várias partes do Brasil e da América Latina e mais de 700 coreografias apresentadas ao longo do festival. Ao todo, são esperadas mais de 5 mil pessoas para assistir os seis dias do FIDPOA. Nas duas primeiras edições, realizadas em 2018 e 2019, foram distribuídas mais de 260 bolsas internacionais e 70 nacionais, com premiações de cerca de US$ 150 mil em bolsas de estudo e prêmios especiais.
Cicero Gomes – Acervo Pessoal/ Divulgação
Para este ano, foram convidados jurados oriundos de 13 nações, entre eles estão nomes como Robert Parker, bailarino formado pelo Royal Ballet School, que avaliará por meio de transmissão simultânea e é sua primeira participação como júri de um evento no Brasil. Também estão confirmados nomes como Deborah Hess (Canadá), Ghislain de Compreignac (França), Claudia Zaccari (Itália) e Stanislav Belyaevsy (Rússia), Robert Garland (EUA), entre outros. O FIDPOA será ainda a primeira seletiva nacional para o YAGP, a maior premiação de dança do mundo, que ocorrerá de 11 a 24 de abril, em Nova York.
Rui Cesar Cruz – Melhor Bailarino FIDPOA 2018 e 2019 – Karine Viana/ Divulgação
O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Zaffari e tem o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com opatrocínio master de Grupo Zaffari, patrocínio de ICATU e Rio Grande Seguros e Previdência, apoio institucional do Conselho Brasileiro de Dança, Theatro São Pedro, IEACen – Instituto Estadual de Artes Cênicas, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, parceria com o YAGP Brasil, apoio de Galeria Bublitz, Oti Transportes, Roberto Fisio, AD Figurinos, Labo Terra, Miollo, Loja Reina, Fruki, Casa do Marquês, restaurante Vida e Saúde e Rua da Praia Shopping, hospedagem oficial de Master Hotéis, produção da Cardápio Cultural e Mais Produções e realizaçãodo Ballet Vera Bublitz e Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.
SERVIÇO
3º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
Data: 6 a 11 de junho
Gala de Abertura: terça-feira, 6 de junho, às 20 horas
Mostra Competitiva: 07 a 10 de junho, quarta a sábado, sessões às 13h e às 19h e no dia 11 de junho sessão das 9h às 12h Gala de Encerramento, domingo, 11 de junho, às 20 horas
Local: Theatro São Pedro
Ingressos: www.fidpoa.com e www.theatrosãopedro.com e, no local, uma hora antes de cada gala.
O público também poderá assistir a mostra competitiva com ingressos a preços especiais. Os bate-papos FIDPOA, com os convidados internacionais, têm entrada franca.
O escritor Demétrio Peixoto autografa seu livro “Retratos não falados” no dia 2 de junho, a partir das 18, no Espaço Amelie. A produtora cultural Betânia Gonçalves convida a conhecer a obra do autor que traz passagens, pensamentos e poemas.
“Trata-se de um cenário poético plural, onde o autor dá ao leitor uma passagem para uma viagem à alma. São cenários cotidianos onde o poema traduz o dia a dia, com doses nada homeopáticas de sentimentos. É uma ação e reflexão combinadas com o efeito de brindar os antagonismos e eufemismos da vida urbana, social, sexual, cultural, física. A literatura sempre convidando para uma viagem necessária para dentro.”, explica o material de divulgação da obra. A produtora cultural Betânia Gonçalves conclui, “o Espaço Amelie está de portas abertas para mais uma celebração criativa”.