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  • Arte feita com o corpo, na exposição da artista visual Isabel Ferreira
    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Arte feita com o corpo, na exposição da artista visual Isabel Ferreira

     

    Artista que usa o corpo para fazer suas pinturas inaugura a exposição “Plano Espaço Tempo” e o seu atelier e espaço expositivo no dia 11 de março, das 15h às 18h.

    Foto: Nilton Santolin/ divulgação

    Um novo espaço de arte e uma artista inovadora marcam o lançamento do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”, em Porto Alegre. A artista destaca-se pela produção de grandes obras e pela técnica peculiar. Em vez de pincel, ela usa o corpo inteiro para formar suas imagens, por vezes abstratas e, em outras, figurativas e expressivas. Sua obra e seu espaço são um convite a um mergulho na arte e podem ser conferidas a partir do dia 11 de março, das 15h às 18h, na Rua Congo, 370, na Vila Ipiranga, em Porto Alegre. A inauguração será acompanhada do vernissage da exposição “Plano Espaço Tempo”, com obras de Isabel Ferreira, e curadoria de Daisy Viola.  A exposição fica no local até o dia 12 de abril, com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.

    A artista visual Isabel Ribeiro. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    “Nesta exposição temos duas vontades: apresentar a produção da artista, Isabel Ferreira e, o seu atelier, onde criou um espaço de aprofundamento de ideias e práticas artísticas. Um espaço de arte onde poderemos ver, conversar sobre, e fazer arte também. Neste espaço, com dedicação e disciplina no processo criativo, a pintura de Isabel se redimensionou, até se transformar numa verdadeira dança, da artista com telas imensas, baldes de tinta, bastões de pastel oleoso, que diluem as fronteiras entre as linguagens da pintura e do desenho”, revela a curadora Daisy Viola.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    A arte que instiga os sentidos é produzida a partir deles. Em uma catarse artística, Isabel produz suas obras e sua cura. Ela começou sua carreira artística depois dos 55 anos de idade. Em 2017, foi estudar no Atelier Livre Xico Stockinger onde fez inúmeros cursos. Buscava de maneira incansável o seu fazer artístico. Em suas referências estão nomes como Iberê Camargo, Carlos Vergara, Jackson Pollock, Cy Twombly, Brice Marden, entre outros, assim como métodos, misturas de tintas e materiais.

    Durante a pandemia, a artista deixou de lado seu espaço delimitado, pinturas emolduradas e criou seu atelier. Sozinha, buscou a cura, a necessidade de se expressar e, por meio de sua pintura e desenhos, redimensionou a figura e desconstruiu o modelo tradicional da pintura. Isabel deixou de lado o cavalete e passou a ocupar superfície firmes, planas, que podem ser desde painéis de madeira fixados na parede até o próprio chão. Assim, começou a desenvolver, através das dimensões de seu gesto, obras em telas ou papéis em grandes dimensões.

    “Seu corpo mergulha na tela e nas tintas, rompendo os limites do espaço através do movimento exaustivo e espontâneo de seus gestos. Suas pinturas e desenhos transitam no limite entre o moderno e o contemporâneo, entre a figura e a fantasia. A artista trabalha de forma autoral, com cores fortes, contrastantes, pinceladas marcantes, gestos determinantes e grossas camadas de tintas que valorizam a expressividade”, ilustra Daisy.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Nessa trajetória destacam-se séries como “Dimensões do Gesto”, “Meus Tons”, “Rastros”, com pinturas livres de molduras, em que a artista expressou sua criatividade com toda sua alma e dimensões do seu gesto, com obras que integram a exposição “Plano Espaço Tempo”.

    Casa de Amor e Arte

                  A intensidade visceral impressa nas obras de Isabel Ferreira também está representada no seu atelier e espaço expositivo, que vai funcionar como uma espécie de “coworking da arte”, com um ambiente que convida ao fazer artístico e carrega sua história de amor em uma área total de 300 metros quadrados.

                   A casa havia sido residência da “Dona Filhinha” e de Seu Pedro, sogros da artista Isabel Ferreira. “Ela traduz uma história de vida em paredes com luz e cor. Desde a juventude e seu riso até a velhice com a saudade e a hora de partir. Primeiro ele e, tempos depois, ela. Aqui viveram diferentes aspectos necessários para a evolução da vida, como solidez e estabilidade, mas também a emoção da transformação do pensamento e da paixão, que representam a natureza e a existência humana”, observa Daisy Viola.

                 A história continuou com o filho Airton e seu amor, Isabel, que começou a ocupar uma parte do espaço, para realizar seu trabalho de arte, como ateliê de desenho e pinturas. Agora, a casa é transformada num lugar de fazer, pensar e mostrar arte, com salas de exposições, um jardim refeito com capricho, ateliê, cozinha para café e conversa e espaço para o convívio com arte, ideias e sonhos. Uma casa para troca de saberes e experiências, neste lugar que carrega histórias de vidas e afetos.

    Serviço:

    Exposição “Plano Espaço Tempo” e inauguração do “Isabel Ferreira – Atelier e Espaço Expositivo”

    Vernissage: 11 de março (sábado), das 15h às 18h

    Visitação: 12 de março a 12 de abril – com agendamento pelo WhatsApp: (51) 99973-3922.

    Endereço: Rua Congo, 370 – Vila Ipiranga – Porto Alegre

  • Na exposição fotográfica “Elas”, o universo feminino, no Espaço Cultural Correios
    Vera – Laércio de Menezes

    Na exposição fotográfica “Elas”, o universo feminino, no Espaço Cultural Correios

    Exposição “ELAS”, que apresenta obras de Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes, tem vernissage no sábado, 11 de março. 

    A mulher lança olhares e desperta olhares. Na visão dos artistas, as interpretações se multiplicam. São simbólicas, pictográficas, sensuais ou poéticas. Na exposição “ELAS”, que será inaugurada no sábado, 11 de março, no Espaço Cultural Correios, esse universo feminino plural estará representado por quatro artistas: Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes. São mais de 90 obras em diferentes expressões das artes visuais que revelam a essência e algumas das diversas faces e fases da mulher. A exposição fica em cartaz até o dia 15 de abril, com entrada franca.

    A fotógrafa Anelise Ferreira – Acervo Pessoal/ Divulgação
    Flor da Pele – Anelise Ferreira/ Divulgação

    A artista Anelise Ferreira enxerga nas flores e folhas secas uma potencial relação com a passagem da vida e as histórias que estão desenhadas no nosso corpo.  Com uma trajetória reconhecida na fotografia e na educação, Anelise leva para o Espaço Cultural Correios a série “Flor da Pele”, um convite à reflexão sobre o ser mulher.

    Séries urbanas- Foto Gutemberg Ostemberg/ Divulgação
    Olhares urbanos- Foto Gutemberg Ostemberg/ Divulgação

    O premiado fotógrafo Gutemberg Ostemberg destacou a mulher real – e, ao mesmo tempo, poética, em sua obra. Com imagens em preto & branco, o artista, que tem em sua trajetória a participação em mostras e premiações nacionais e internacionais, revela olhares de doçura, de leveza, de melancolia e de expressividade em sua obra.

    O fotógrafo Laercio de Meneses/ Autorretrato/ Divulgação

    Com um amplo percurso na arte, Laércio de Menezes, por sua vez, apresenta uma visão que aponta para o futuro na técnica, sem perder a sensibilidade do olhar. A partir do tema “Beleza”, o artista usa sobreposições de imagens em uma composição contemporânea e colorida, que leva a uma mulher meio humana, meio utópica, com efeitos que questionam o ideal de perfeição feminina.

    Foto – Marina de Menezes/ Divulgação
    Foto de Marina de Menezes/ Divulgação

    Por outra perspectiva, a artista Marina Menezes se vê envolvida na história de sua “musa”, e parte em busca de uma imagem que possa contar sua história de coragem e personalidade única. Na exposição, Marina revela suas descobertas e pesquisas em fotografia, uma das técnicas que desenvolve, ao lado das montagens, desenho, pintura e decupagem.

     Serviço:

    Exposição “ELAS”

    Artistas: Anelise Ferreira, Gutemberg Ostemberg, Laércio de Menezes e Marina Menezes 

    Vernissage: 11 de março (sábado), das 11h às 17h

    Visitação: 11 de março a 15 de abril – terça a sábado das 10h às 17h

    Local: Espaço Cultural Correios

    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre (acesso pela Rua Sepúlveda)

  •  A beleza peculiar de Paraty, nas lentes de cinco fotógrafos do Rio Grande do Sul
    Foto: Jorge Lansarin/ Divulgação

     A beleza peculiar de Paraty, nas lentes de cinco fotógrafos do Rio Grande do Sul

    Higino Barros

    A Confeitaria Maomé, conhecida em Porto Alegre pela qualidade de seus produtos, ambiente e atendimento, tem abrigado nos últimos tempos exposição fotográficas com o que há de melhor nessa área no Rio Grande do Sul. Nessa sexta-feira, dia três, ela abre às 18h30 uma mostra que tem como tema a cidade de Paraty, no litoral fluminense.

    O significado de Paraty, na língua dos índios Guainás, quer dizer “alagado de mar, pequeno golfo ou jazida do mar”, segundo Teodoro Sampaio, em sua obra O Tupi na Geografia Nacional. A exposição tem obras de cinco fotógrafos:
    Ale Freitas, Fernanda Virmond, Gutemberg Ostemberg, Jorge G. Lansarin e William K. Clavijo. A curadoria da mostra é do fotógrafo e apaixonado por Paraty, Fernando Pires que no texto abaixo discorre  sobre a importância do local na história do Brasil e o olhar dos fotógrafos expositores sobre a cidade.

    Uma vila chamada Paraty

    “Entre as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo existe um refúgio, uma “Villa chamada Paraty”

    As fotografias desta exposição apresentam Paraty, uma cidade de beleza peculiar, que antigamente era reduto de índios Guaianás ou Guaianases. Também, porque foi justamente através das trilhas dos Guaianases, posteriormente chamadas de Caminho do Ouro, que Paraty vivenciou as suas eras de apogeu. “A Vila de Paraty teve, nos primeiros séculos de sua história, uma importância estratégica no cenário histórico brasileiro”.

    Foto: Gutemberg Ostemberg/ Divulgação.

    Foi pelo seu porto, que escoava o ouro e as pedras preciosas vindas das Minas Gerais, e que partia para a Europa e por onde também passavam: ouro, café, cana, especiarias e africanos escravizados. Isolada por quase um século, o conjunto urbano de Paraty, hoje chamado Centro Histórico, com as suas trinta e três quadras, número relacionado à maçonaria, parou no tempo. Para a UNESCO, trata-se do município com “o mais íntegro conjunto arquitetônico brasileiro representativo da arquitetura dos séculos XVII ao XIX”.

    Casario de Paraty. Foto: Willian Clavijo/ Divulgação

    Graças à preservação do seu patrimônio cultural, tornou-se, a partir da segunda metade do Séc. XX, um destino cultural e turístico, um refúgio perfeito entre a Serra do Mar e o Atlântico. Isso ocorreu também devido à construção das rodovias Paraty-Cunha e com mais ênfase com a Rio-Santos, quando Paraty passa a viver basicamente, além da pesca e comércio em geral, da principal fonte de sua nova economia – o turismo. Reconhece-se a preservação do seu patrimônio cultural através das suas artes, os seus estilos de vida – a gastronomia, a música e também o seu patrimônio natural – 61 praias, 65 ilhas, centenas de cachoeiras e cinco unidades de conservação de Mata Atlântica: Área de Proteção Ambiental do Cairuçu – APA Cairuçu, onde está a Vila da Trindade, a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga e o Parque Nacional da Serra da Bocaina. E ainda, faz limite com o Parque Estadual da Serra do Mar. Ou seja, Paraty é Mata Atlântica por todo lado.

    Foto de Willian Clavijo/ Divulgação

    A condição especial de Patrimônio Misto conquistada recentemente em conjunto com Ilha Grande, já era reivindicado há mais de uma década por Paraty, principalmente pelo seu Patrimônio Imaterial – valorização dos conhecimentos tradicionais mantidos na cidade e nas suas comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas e caiçaras) que tanto acrescentam a sua diversidade cultural.

    Foto de Gutemberg Ostemberg/ Divulgação

    Polo turístico de fama internacional, o seu conjunto arquitetônico no Centro Histórico apresenta sutilezas históricas, memórias e lendas singulares extremamente interessantes, como os símbolos enigmáticos estampados nas fachadas de inúmeros sobrados, o rebaixamento do meio fio de algumas ruas, que permite até hoje a entrada e saída das águas do mar. Entrar então no Centro Histórico de Paraty é entrar em outra época, retornar ao século XVIII, cruzando uma fronteira onde o tempo e a velocidade mudam, pois até o caminhar é obrigatoriamente sereno/tranquilo, apropriado às pedras “pés-de-moleque” de suas ruas. É possível avistar dos telhados de algumas propriedades, os detalhes arquitetônicos chamados de eira, beira e tribeira, de onde se originou o ditado popular “sem eira e nem beira”, ou seja, aquele sujeito que “nada tem”, pois os moradores com muita posse possuíam a “tribeira” em seus telhados, que tratava-se em séculos passados de um “sinal superior de riqueza”.

    Foto de Willian Clavijo/ Divulgação

    Ao caminhar pelo Centro Histórico de Paraty experimenta-se não só os espaços, os aromas, a sonoridade de uma cidade do interior, mas também a energia dos seus sujeitos, sejam eles paratienses ou paratianos.”

    Fernando Pires

    Paratiense | Fotógrafo | Curador

     

  • “A bossa nova negra”, com Marquerite Santos, no primeiro Chapéu Acústico de 2023
    Fotografia Cristiane Leite/Divulgação

    “A bossa nova negra”, com Marquerite Santos, no primeiro Chapéu Acústico de 2023

    No mês dedicado à Mulher e na data de aniversário do Chapéu Acústico, a Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dará protagonismo às
    mulheres negras, na voz e interpretação da cantora jazzista Marguerite Silva Santos e banda. O
    evento será dia 7 de março (terça), às 19h, na BPE.
    Além da cantora, estarão no palco do Salão Mourisco os músicos Gilberto Oliveira (guitarra e
    arranjos), Cleômenes Junior (sax tenor e flauta transversa), Bruno Vargas (contrabaixo
    elétrico), Mel Souza (piano) e Luke Faro (bateria), com as participações especiais da escritora e
    poetisa Lilian Rocha e da sambista Maria do Carmo Carneiro.
    Marguerite conta que o show, especial alusivo ao dia Internacional da Mulher, revisitará a
    década de 1960, “onde ser bossa era mole. Difícil, na vida e na música, era ter bossa e ser negra. Para ela, a Bossa Nova é uma tentativa amorosa de desfazer este equívoco social que
    ainda persiste em algumas consciências, numa proposta musical que unifica estes corpos
    negros para que o público se sinta num mundo onde a sensação de opostos seja mais uma das
    tantas ilusões da humanidade”, explica.
    O show “A Bossa Nova Negra” traz afinidades entre samba e jazz, em repertório de alta
    qualidade, mesclando os estilos urbanos com a africanidade nagô brasileira. “O repertório
    deste inédito show é o grande trunfo”, garante a jazzista.

    Chapéu Acústico
    O projeto acontece desde 29 de setembro de 2016, na BPE, com produção de Marcos
    Monteiro e já contou com mais de 180 apresentações, com artistas locais e estrangeiros, nos
    gêneros jazz, música popular, bossa nova e choro, trazendo novidades e músicos consagrados.
    A curadoria musical feminina é de Ro Lopes.

    Sobre a cantora
    Marguerite Silva Santos é cantora Jazzista, bacharelanda em Música Popular (UFRGS), e
    professora de canto e práticas vocais. Natural de Porto Alegre, começou a estudar música
    ainda na infância, cantando na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Ao longo de sua carreira
    participou de diversos musicais e óperas, atuando em peças de Mozart, Bach, Puccini, George
    Gershwin, Andrew Lloyd Webber, entre outros. É idealizadora do Projeto Concerto Ébano e
    Marfim. Sua paixão é o Jazz mas por quatro anos cantou em harmonias das escolas de samba
    do carnaval de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Com sua voz doce e marcante, Marguerite Silva
    Santos despontou no cenário musical gaúcho como uma das mais talentosas artistas da nova
    geração de cantoras do Sul. Elogiada por críticos, artistas e pelo público, Marguerite Silva
    Santos constrói sua carreira de forma sólida, pela força das raízes, junta cores e ritmos que
    unem o RS e a África Negra, desde que o jazz é jazz e une também o samba que é primo do
    jazz. Sua arte edifica o interesse de um território musical sem fronteiras, com o estilo próprio
    dela. Marguerite é uma cantora versátil e em seus repertórios estão presentes o Negro
    Spiritual, Jazz, R&B e o Samba, vertentes que compõem o pensamento musical negro.

    Ficha Técnica do Show
    Voz: Marguerite Silva Santos
    Guitarra e arranjos: Gilberto Oliveira
    Piano: Mel Souza

    Sax tenor e flauta transversa: Cleômenes Junior
    Contrabaixo elétrico: Bruno Vargas
    Bateria: Luke Faro

    Serviço
    O Quê: Chapéu Acústico “A Bossa Nova é Negra”, com Marguerite Silva Santos
    Quando: 7/03
    Horário: 19h
    Onde: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Porto Alegre)
    *Entrada livre, mediante contribuição espontânea. O número de vagas é limitado

    Produção
    Marcos Monteiro

    Realização
    Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul
    Secretaria de Estado da Cultura

    *Com Assessoria de Comunicação da BPE.

  • Feminicídio, tema da nova exposição da artista visual Graça Craidy

    Feminicídio, tema da nova exposição da artista visual Graça Craidy

     

    De 3 a 31 de março, a artista visual Graça Craidy apresenta a mostra “Manifesto Antifeminicídio”, a convite da Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), no Átrio do Foro II de Porto Alegre.  As obras denunciam a escalada do feminicídio no país, incluindo o Estado, e buscam conscientizar a sociedade para a gravidade do problema.

    A artista e uma das obras do Manifesto Antifeminicida. Fotos: Carlos Souza/ Divulgação

    Entre as pinturas da mostra estão, por exemplo, retratos de noivas mortas, com véu e grinalda e buquê de flores nas mãos, de 1m x 0,70, em acrílica sobre papel; um políptico (quatro peças) apresenta uma noiva no leito de morte; um tríptico é inspirado no conto gótico Plantação de Mulheres Mortas, da escritora Lélia Almeida, cujo texto faz parte da expografia.

    A artista explica que produziu a série “baseada na figura icônica da noiva que representa aqui o sonho de felicidade eterna interrompido brutalmente pelo ato machista e criminoso do feminicídio”. Para ela, “é preciso desglamurizar o casamento como um espaço intocável de harmonia e o ciúme como sinal de amor e alertar as mulheres para o perfil de marido ou companheiro que escolhem, para que fiquem atentas aos sinais de violência e agressividade e saibam se proteger e aos seus filhos”.

    Noiva deitada no chão. -Divulgação

    No papel de artista e ativista – “artivista”, como diz -, Graça monta exposições com a temática da violência contra a mulher desde 2015, já tendo exibido as mostras “Até que a morte nos separe”, “Livrai-nos do Mal”, “Estupro” – duas obras dessa coleção integram o acervo do MACRS – e “Feminicidas”.

    Entre outras atividades ao longo da carreira, Graça frequentou cursos de pintura em Florença, Roma e Miami; fez individuais na Itália e no Rio de Janeiro; participou de coletivas no México e no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

    .Noiva cadáver II – Divulgação

    Graduada em Comunicação, ex-redatora publicitária, ex-professora de Processo Criativo da ESPM-Sul, autora de livro e engajada nas causas feministas, a artista  assina também o texto intitulado Manifesto Antifeminicídio, ilustrado com o rosto de uma das noivas mortas. Panfletos com o conteúdo estarão à disposição dos visitantes da exposição, que será aberta às 19h do dia 3/3. Diz o Manifesto Antifeminicídio:

    “Parem de matar nossas mulheres. Parem de matar nossas mães. Parem de matar nossas avós, irmãs, tias, primas, amigas. Parem de nos matar. Nós não somos suas propriedades. Nós não somos suas escravas. Nós não somos suas inferiores. Está na Constituição. Somos iguais aos homens. Mesmos direitos. Mesmos deveres. Não, não e não, homem, você não é a cabeça da mulher. Toda mulher tem a sua própria cabeça. É autônoma. Livre. Dona do seu nariz. Do seu corpo. Quer que a sua mulher fique com você? Faça por merecer.

    Ninguém vai embora de onde existe amor, respeito, lealdade. Reconstruir a vida com outras pessoas pode ser a melhor saída para a felicidade de um casal que não vive bem. E para seus filhos, também. Aceite. Amor não é obrigação. Amor é colheita.

    Desespero de vítima- Divulgação

    Dados 

    O Brasil, lamentavelmente, ocupa uma das primeiras posições no ranking do feminicídio no mundo. Conforme estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2022), “os últimos quatro anos foram marcados pelo crescimento contínuo das mortes de mulheres classificadas como feminicídio pelas Polícias Civis dos Estados e Distrito Federal. Com base no número de mulheres vitimadas no 1º semestre de cada ano, desde 2019 a 2022, identificou-se aumento de 8,6% dos feminicídios. A saber: 631 registros em 2019; 664 em 2020; 677 em 2021; e 699 em 2022″.

     

    Grito de agredida- Divulgação

    O Fórum “alerta sobre a urgência na priorização do tema no campo das políticas públicas de garantia de direitos e sobre o crescimento de 10,8% dos feminicídios se comparados dados do 1º semestre do ano de 2019, anterior à pandemia de Covid-19, com dados do mesmo período de 2022.”

     

    Noiva cadáver III- Divulgação

    No Rio Grande do Sul, estado da artista, que vive e tem ateliê em Porto Alegre, por exemplo, foram registrados no ano passado 106 casos de feminicídio, segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o que corresponde a um crime cometido a cada 3,4 dias. Houve aumento de 10,4% em relação a 2021, quando ocorreram 96 mortes de mulheres por questão de gênero. Nos últimos cinco anos, o maior número de feminicídios (116) aconteceu em 2018, e o menor (80), em 2020. Em janeiro passado, foram cometidos 9 feminicídios e 24 tentativas de feminicídio. No período foram concedidas 15.793 medidas protetivas a mulheres e efetivadas 2.391 prisões de suspeitos de violência doméstica.

    SERVIÇO

    Exposição “Manifesto Antifeminicídio”, da artista Graça Craidy

    Local: Átrio do Foro II de Porto Alegre, Rua Manoelito de Ornellas 50, Praia de Belas

     Abertura: 3 de março de 2023, às 19h

     Período de visitação: até 31 de março de 2023

    Horário: de segunda a sexta, das 13h às 19h

    Entrada gratuita 

    *Com Assessoria de Comunicação

  • Grupos instrumentais gaúchos participam de festival dedicado ao jornalista Paulo Moreira
    O jornalista Paulo Moreira – Foto Daisson Flach/ Divulgação

    Grupos instrumentais gaúchos participam de festival dedicado ao jornalista Paulo Moreira

    Primeira edição do Festival Paulo Moreira vai reunir mais de 15 grupos de música instrumental do RS

    As apresentações vão ocorrer de 2 a 5 de março, no Café Fon Fon, Espaço 373, Gravador Pub e Sala Jazz Geraldo Flach. Toda a renda será revertida ao tratamento de saúde do jornalista

    Nos dias 2, 3, 4 e 5 de março, Porto Alegre será agitada com um festival instrumental totalmente dedicado ao jornalista Paulo Moreira. Criado por um grupo de amigos, o projeto foi prontamente abraçado por espaços culturais e artistas da cena gaúcha. A primeira edição contará com grupos das mais variadas vertentes. O Café Fon Fon, Espaço 373 e Sala Jazz Geraldo Flach (2, 3 e 5 de março respectivamente) receberão duas bandas por noite. A primeira se apresenta às 20h30, e a segunda às 21h30. No dia 4 (sábado), o Gravador Pub abrirá suas portas às 14h para uma maratona musical até o final da noite.

    O festival contará, também, com o apoio do cartunista Fraga, que doará obras para venda; dos fotógrafos Daisson Flach, Douglas Fischer e Nilton Santolin, da Atmosfera Produtora; de Texo Cabral e da Reverber Produtora, que farão as captações de áudio e vídeo das apresentações no Gravador, e do Person Piano.

    Os ingressos por noite no Fon Fon, Espaço 373 e Sala Jazz Geraldo Flach custam R$ 35; a maratona no Gravador custa R$ 25 antecipado e R$ 30 na hora e o passaporte para as quatro noites R$ 110, todos já disponíveis nas redes do Gravador Pub. Toda a renda será revertida ao tratamento de saúde de Moreira. Quem não for aos shows e quiser doar qualquer valor, o PIX é 01510705040 (CPF/ Roberta Brezezinski Moreira).

    Nos mais de 40 anos de carreira, Paulo Moreira dedicou a maior parte à produção, redação e radiodifusão de conteúdos musicais. Atuou na Rádio 102 FM, de 1994 a 1996, produzindo o programa Jam Session, apresentado por Ruy Carlos Ostermann. De 1997 a 1999, exerceu crítica de música e cinema no jornal Correio do Povo. Realizou cursos sobre História do Jazz e do Rock durante quatro anos dentro da programação do StudioClio. Produziu e apresentou o programa Sessão Jazz na rádio FM Cultura, por quase 20 anos, e nos últimos anos na rádio online salvesintonia.com, além do projeto Audições Comentadas, no Instituto Ling.

    PROGRAMAÇÃO
    2 de março | Quinta-feira
    Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, 22 – Bairro Farroupilha)
    20h30 – Quarteto Fon Fon
    21h10 – Intervalo
    21h30 – Grupo formado por Claudio Sander, Júlio “Chumbinho” Herllein Paulo Dorfman, e Thiago Colombo

    3 de março | Sexta-feira
    Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    20h30 – Marmota Jazz, com a participação especial de Nicola Spolidoro
    21h10 – Intervalo
    21h30 – James Liberato

    4 de março | Sábado
    Gravador PUB (Rua Conde de Porto Alegre, 22 – Bairro São Geraldo)
    Abertura da casa: 14h
    Grupos musicais – Antonio Flores, Conjunto Bluegrass Porto-alegrense, Corujazz, El Trio, Funkalister, Hard Blues Trio, Instrumental Picumã e a participação especial de Pirisca Grecco, Marcelo Corsetti Trio, Quartchêto e Paulinho Fagundes

    5 de março | Domingo
    Sala Jazz Geraldo Flach
    20h30 – João Maldonado Trio
    21h10 – Intervalo
    21h30 – Luciano Leães, Cristian Sperandir e Paulinho Cardoso em um show montado especialmente para Paulo Moreira

  • Abertura de inscrições para festival que faz de Porto Alegre capital mundial do balé
    Basileu França – Foto: Estúdio Daniel Martins/ Divulgação

    Abertura de inscrições para festival que faz de Porto Alegre capital mundial do balé

    O 3ºFIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre está confirmado para 6 a 11 de junho no Theatro São Pedro.

    Inscrições para a mostra competitiva começam nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, e estão abertas para bailarinos de 10 a 25 anos.

      Destaques ganham bolsas nacionais e internacionais.

    Os olhos do mundo se voltam para os talentos latinos da dança. O FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre confirma sua representatividade no ballet mundial e prepara sua terceira edição. O festival será realizado de 6 a 11 de junho no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. As inscrições para a mostra competitiva abrem nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, e estarão disponíveis até o dia 30 de abril no site: www.festivalonline.com.br.

    “Durante o FIDPOA, o Brasil vira vitrine internacional da dança e os grandes nomes dos principais ballets do mundo vêm para cá para conhecer, se encantar e prospectar nossos talentos”, destaca a idealizadora e coordenadora geral Carlla Bublitz.

    Carlla Bublitz, idealizadora do Festival – Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Nas duas edições anteriores, realizadas em 2018 e 2019, o FIDPOA contou com mais de 3 mil participantes de todo o Brasil e de países vizinhos. Os jurados e convidados representaram 12 países, entre eles nomes como a ícone da dança Cynthia Harvey (Nova York), Stanislav Belyaevsky (São Petesburgo), Ghislain de Compreignac (Paris), e Robert Garland, diretor artístico do Dance Theatre of Harlem (NY). Ao todo, foram distribuídas mais de 260 bolsas internacionais e 70 bolsas nacionais, com premiações de cerca de US$ 150 mil em bolsas de estudo e prêmios especiais.

    O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre tem o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio do Conselho Brasileiro da Dança – CBDD, patrocínio de Icatu e Rio Grande Seguros, Companhia Zaffari e realização do Ballet Vera Bublitz, Ministério da Cultura, Governo Federal.

    As seletivas

    A Mostra Competitiva FIDPOA está aberta para bailarinos e estudantes de dança de todas as nacionalidades de 10 a 25 anos. A premiação vai revelar os melhores em quatro estilos: Ballet Clássico de Repertório, Dança Contemporânea, Neoclássico e Danças Livres (que podem incluir modalidades como Jazz, Street Dance, Dança de Salão, entre outras). Para crianças de 6 a 10 anos, haverá um momento especial, a Maratona Kids, com oportunidades para elas experimentarem diversos tipos de dança com grandes profissionais.

    Rui César Cruz – Melhor Bailarino FIDPOA 2018 e 2019 . Foto: Karine Viana/ Divulgação

    As categorias estão divididas em variação masculina ou feminina, duo, trio, Pas de Deux, Grand Pas de Deux e Conjunto. Estão distribuídas ainda por critério de idade: júnior (de 10 a 12 anos), juvenil (de 13 a 15), adulto (de 16 a 18) e avançado (de 19 a 25). Na modalidade de Danças Livres, podem se inscrever apenas conjuntos, com quatro a 20 participantes, e idades entre 10 e 35 anos. “Ao abrir espaço para várias manifestações da dança, tornamos o festival mais inclusivo e diversificado e trazemos a esses grupos uma oportunidade de visibilidade internacional, já que os jurados representam os principais polos da dança no mundo”, observa Carlla Bublitz.

    A seleção da Mostra Competitiva FIDPOA será realizada por vídeo a ser enviado, juntamente com os dados da inscrição, pelo link: www.festivalonline.com.br. Os vídeos devem ser encaminhados por link público do Youtube. A seleção será feita por uma banca avaliadora que vai levar em conta critérios como artisticidade e técnica, adequação da escolha de repertório e desenvolvimento coreográfico. Os resultados gerais, com os nomes dos selecionados, serão revelados no dia 2 de maio. Os selecionados apresentarão suas coreografias para jurados internacionais.

    BALLET ARRJ – Foto: Estúdio Daniel Martins/ Divulgação

    O 3º FIDPOA – Festival Internacional de Dança terá abertura oficial com uma grande gala no dia 6 de junho e a mostra competitiva será realizada durante o período de 7 a 10 de junho. No dia 11, a programação será marcada pelo evento de premiação e pela divulgação dos vencedores, que ocorrerá no período da tarde. Já, à noite, ocorrerá a gala de encerramento do festival com a participação de bailarinos convidados e a reapresentação das coreografias vencedoras da terceira edição.  A próxima edição do FIDPOA está prevista para 2026.

    3º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
    Data: 6 a 11 de junho
    Local: Theatro São Pedro
    Inscrições para a Mostra Competitiva: www.festivalonline.com.br.
    Período: de 6 de fevereiro a 30 de abril
    Instagram: @fidpoafestival

     *Com Assessoria de Comunicação

  • “Ói Nóis Aqui Traveiz” celebra 45 anos de teatro de grupo com programação intensa em 2023
    Teatro de rua: “O Amargo Santo”. Foto: Pedro Isaias Lucas/ Divulgação

    “Ói Nóis Aqui Traveiz” celebra 45 anos de teatro de grupo com programação intensa em 2023

     

       O Museu da Cena do Ói Nóis Aqui Traveiz e o novo espetáculo de rua, Ubu Tropical, são os principais lançamentos para o ano.

    A programação segue com mostra de repertório, oficinas e residências artísticas, lançamento do livro ‘Memória do Teatro de Grupo Brasileiro’ e a participação no festival Tanto Mar em Portugal

    Espetáculo O Amargo Santo da Purificação (2008) – Foto: Cláudio Etges / Divulgação

               O Ói Nóis Aqui Traveiz entra o ano empunhando orgulhoso seu estandarte. No alto de seus 45 anos ininterruptos de atividades, o grupo está à frente de um ousado projeto nas artes cênicas, com foco na arte pública e acessível a todos. Desde 2022 vem apresentando repertório, realizando visitas a grupos longevos do teatro brasileiro em todo o país, trocando experiências com outros territórios artísticos no RS, como o AfroSul Odomode, o Meme Estação Cultural, o Amó – lugar de bem viver, entre outros. Em 2023 vai além e lança o Museu da Cena do Ói Nóis Aqui Traveiz, um projeto inédito de valorização do teatro em nível nacional, buscando a memória e a importância deste segmento da cultura para a formação de uma sociedade crítica. A previsão de lançamento é agosto de 2023.

    MEDEIA – Foto Laura Testa/ Divulgação

               O lançamento de um livro trazendo à luz a memória e a história de grupos longevos que vem sendo visitados pelo Ói Nóis ao longo do projeto Arte Pública, ganha destaque na programação. A falta de políticas públicas, as dificuldades, os últimos quatro anos e o desmonte da cultura, tudo estará lá, sob o olhar do grupo. Um documentário e uma exposição fotográfica abordam ainda este assunto dos grupos longevos.

    Espetáculo O Amargo Santo da Purificação (2008) – Cláudio Etges / Divulgação

    Os webinários, ponto alto do projeto, ganham atividades este ano, abrangendo os eixos criação, formação, territórios e memória. “Tear – tecendo a rede de memória”, “Do jogo a cena – construindo aprendizagens”, “Processos criativos e teatro – dialogando com nossos mestres” e, por fim “Territórios culturais em conexão”, são os temas desses seminários abrangentes e abertos, que irão movimentar a classe artística brasileira. A partir de abril a programação começa a se movimentar, com os primeiros encontros.

    Espetáculo MEDEIA – Foto Laura Testa/ Divulgação

     O Arte Pública se espraia para o além mar e vai a Portugal participar do festival Tanto Mar, entre 22 e 28 de maio. Lá, a atriz Tânia Farias dirigirá um espetáculo composto por mulheres, chamado “Sobre rosas e margaridas” e apresentará seu M.E.D.E.I.A., que teve estreia recente no 29º Porto Alegre em Cena.

    O Amargo Santo da Purificação (2008) – Cláudio Etges/ Divulgação

               Ainda neste 2023, o grupo irá estrear seu novo espetáculo de teatro de rua, Ubu Tropical, uma pesquisa que vem sendo feita há um ano e que parte do personagem Pai Ubu, de Alfred Jarry, e do Tropicalismo. A ideia de ser um espetáculo de rua vai ao encontro da proposta de arte pública, gratuita e acessível.  A previsão é setembro de 2023.

    Espetáculo “A última gravação. Foto: Elizabeth Thiel/ Divulgação

    PROGRAMAÇÃO:

    Residências artísticas – Territórios

    1, 2 e 3 de fevereiro – no Meme Estação Cultural

    Nos dias 1 e 2 de fevereiro, às 19h, irá acontecer a oficina de vivência teatral com a Tribo. No dia 3, às 20h, será apresentado o espetáculo Quase Corpos:  episódio 1 – a última gravação

    10 e 11 de fevereiro – no Quilombo Morada da Paz (Município de Triunfo)

    Dia 10, às 20h, a Tribo apresenta Manifesto de uma mulher de teatro, no Teatro União da cidade de Triunfo. Dia 11 acontece a oficina e vivência teatral nos turnos da manhã e tarde e às 20h terá a apresentação da Desmontagem Evocando os mortos – poéticas da experiência

    24, 25 e 26 de fevereiro – na Comunidade Indígena Teko Jeapo (Maquiné)

    Nos dias 24 e 25 acontece a oficina e vivência e no dia 26, às 20h, a encenação de Violeta Parra, uma atuadora.

    Dias 1, 2 e 3 de março – no Tablado Andaluz

    Dias 1 e 2 de março será ministrada a oficina e vivência com a Tribo e dia 3, às 20h, a encenação do Manifesto de uma mulher de teatro.

    Espetáculo “Violeta Parra – uma atuadora” Foto: Keter Velho/ Divulgação

    Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz 45 anos

    Dias 6, 13 e 20 de março, 20h – M.E.D.E.I.A, na Terreira da Tribo

    Dias 10, 11 e 12 de março, 20h – Quase Corpos:  Episódio 1 – A Última Gravação, na Sala Álvaro Moreira

    Dias 15 e 22 de março, 20h – Desmontagem Evocando os mortos – Poéticas da experiência, no Teatro de Arena

    Dias 24, 25 e 26 de março, 20h – Manifesto de uma mulher de teatro, Carlos Carvalho na CCMC

    Dia 27 de março, 20h – Filme Ubu Tropical, na Terreira da Tribo

    Dia 31 de março, 20h – Violeta Parra uma Atuadora!, na Terreira da Tribo *

    * Data que marca a estreia do primeiro espetáculo da Tribo, em 1978

    Dia 2 de abril, 17h – O Amargo Santo da Purificação, no Parque da Redenção

    Espetáculo “Manifesto”. Foto: Vivian_Gradela/ Divulgação

    Webinários – a partir de abril

    Em abril acontecem os dois primeiros webinários. “Tear – Tecendo a Rede de Memória”, com a participação de representantes dos grupos do intercâmbio com os coletivos longevos: Teatro Oficina, Sobrevento, Cia do Tijolo, Engenho Teatral e Pombas Urbanas de São Paulo; Grupo Galpão de Belo Horizonte; Tá Na Rua e Ensaio Aberto do Rio de Janeiro. Já o “Territórios Culturais em Conexão” terá a participação de representantes dos territórios culturais onde o Ói Nóis Aqui Traveiz realizou residências: Afrosul/Odomode, Amó Lugar de Bem Viver, Clube de Cultura, Meme Estação Cultural, Comunidade Kilombola Morada da Paz, Comunidade Indígena Teko Jeapo e Tablado Andaluz. Os outros encontros previstos na programação dos webinários devem acontecer em setembro.

    O Amargo Santo da Purificação (2008) – Foto:Cláudio Etges/ Divulgação

    Livro Memória do Teatro de Grupo Brasileiro/ documentário e exposição:

    A Tribo realizou ao longo de 2022 intercâmbios com os grupos de teatro Tá na Rua e Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro; Grupo Galpão, de Belo Horizonte; Teatro Oficina, Sobrevento, Pombas Urbanas, Engenho Teatral e Cia do Tijolo, de São Paulo. Dessa pesquisa resultará a publicação do livro “Memória do Teatro de Grupo Brasileiro”, uma exposição fotográfica e um documentário audiovisual, sobre a memória de coletivos com longa trajetória de trabalho continuado.

    RETROSPECTIVA 2022

                A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz retomou as suas atividades presenciais em 2022 estreando em fevereiro a performance “Manifesto de uma mulher de teatro” em São Paulo no Refestália/Diversos 22 no Sesc do Carmo. Essa performance esteve ainda em São José do Rio Preto, em julho e no Entrevero – Festival Internacional de Teatro de Santa Maria em novembro. Na Terreira da Tribo a partir de março retomou o projeto de oficinas livres de teatro aos sábados. Realizou duas curtas temporadas da encenação “Quase corpos: episódio 1 – a última gravação” em abril e junho e deu continuidade ao projeto de pesquisa sobre a personagem Pai Ubu, de Alfred Jarry, realizando o seu primeiro curta metragem ‘Ubu Tropical’, exibido no final de julho na Terreira da Tribo.

                No segundo semestre a Tribo lançou os Projetos Arte Pública: Território e Memória e Arte Pública: Criação e Formação. O eixo Território trata-se de uma rede com outros territórios culturais do Estado (Porto Alegre, Maquiné e Triunfo) promovendo trocas de saberes e residências artísticas do Ói Nóis Aqui Traveiz nestes espaços culturais.  Entre outubro e dezembro aconteceram apresentações e oficinas no Afro-Sul/Odomode, Amó – Lugar de Bem Viver e no Clube de Cultura.  No eixo Memória a Tribo realizou intercâmbios com grupos longevos das cidades do Rio de Janeiro (Tá na Rua e Ensaio Aberto), Belo Horizonte (Grupo Galpão) e São Paulo (Teatro Oficina, Sobrevento, Pombas Urbanas, Engenho Teatral e Cia do Tijolo). Dessa pesquisa resultará a publicação do livro “Memória do Teatro de Grupo Brasileiro”, uma exposição fotográfica e um documentário audiovisual, sobre a memória de coletivos com longa trajetória de trabalho continuado.  Além desta pesquisa o projeto vem realizando ações para musealização do acervo da Tribo de Atuadores.

                No eixo de criação, deu a partida na pesquisa para a elaboração de uma nova encenação para teatro de rua, que parte da investigação iniciada em 2021 sobre a personagem do Pai Ubu de Jarry e o Tropicalismo brasileiro.

                Nos meses de setembro e outubro foram encenadas na Terreira da Tribo os espetáculos de repertório: “Violeta Parra – uma atuadora”, “Desmontagem evocando os mortos – poéticas da experiência”, “Quase corpos: episódio 1 – a última gravação” e “Manifesto de uma mulher de teatro”. Em São Caetano/SP também apresentou “Violeta Parra – uma atuadora. Em novembro a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebeu em São Paulo o Prêmio Milú Villares/Itaú Cultural 35 anos. Em dezembro estreou a sua nova versão de “O amargo santo da purificação – uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella”, dentro da 12a. Mostra de Teatro de Rua de Porto Alegre. Ainda em dezembro estreou o novo trabalho solo M.E.D.E.I.A, a partir da sua criação ‘Medeia Vozes’.  A nova encenação fez a sua pré-estreia em São Caetano/SP e participou da programação do Festival Internacional Porto Alegre Em Cena. Finalizando o ano, recebeu da Prefeitura de Porto Alegre um espaço na Travessa Carmen 95, bairro Floresta, onde futuramente será construída a sede permanente da Terreira da Tribo.

    TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ – 45 anos

    Residências artísticas – em fevereiro e março – nos territórios culturais do projeto

    Mostra de repertório em março e abril – em diversos espaços da cidade

    Webinários a partir de abril – programação virtual

    Redes da Tribo:

    https://www.oinoisaquitraveiz.com.br/

    https://www.instagram.com/oinoisaquitraveiz/

    https://www.youtube.com/oinoisaquitraveiz

    https://www.facebook.com/oinoisaquitraveiz2/

    * Com Assessoria de Comunicação

     

  • Fundacine traz 1º Encontro dos Festivais Ibero-Americanos de Cinema para Porto Alegre
    O evento será realizado na Cinemateca Capitólio. Foto: Divulgação

    Fundacine traz 1º Encontro dos Festivais Ibero-Americanos de Cinema para Porto Alegre

    Evento irá promover ambiente de intercâmbio e negócios entre profissionais do audiovisual

    Em 2023, uma série de profissionais do setor audiovisual de países onde o idioma predominante é o português ou espanhol desembarcam em Porto Alegre para participar do 1º Encontro dos Festivais Ibero-americanos de Cinema (EFIC). O evento tem como objetivo promover ações de formação, conexões criativas e negócios para o segmento. A 1ª edição do EFIC é uma realização da Fundação Cinema RS (Fundacine) em parceria com a Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.  As atividades acontecem de 23 a 27 de março de 2023, na Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico).

    Durante este período, a capital gaúcha receberá curadores, programadores, diretores artísticos e gerentes dos principais festivais cinematográficos realizados no cenário ibero-americano. Além do encontro e capacitação entre os presentes, o evento irá oportunizar que os conteúdos produzidos localmente possam ser apresentados a realizadores de festivais nacionais e internacionais.

    A programação contará com debates sobre impulsionamento das políticas públicas para o setor audiovisual. Na grade de atrações, também serão exibidos filmes com relevância no panorama dos festivais ibero-americanos.

    A iniciativa conta com financiamento do Pró-Cultura/Sedac-RS e tem patrocínio da CEEE Grupo Equatorial Energia. Em breve, a programação completa será divulgada  nos sites e redes sociais da Fundacine e da Cinemateca Capitólio.

  • Porto Alegre em Cena, 29ª edição: os 16 espetáculos gaúchos que se apresentam em março
    Espetáculo “Água redonda. Foto: Adriana Marchiori/ Divulgação

    Porto Alegre em Cena, 29ª edição: os 16 espetáculos gaúchos que se apresentam em março

     

    Teatro de rua, de bonecos, de sala, dança e a volta do Em Ceninha estão entre as novidades desta edição que se soma ao aniversário da cidade, na Semana de Porto Alegre

    Espetáculo Máscara em cena. Foto: Maciel Goelzer/ Divulgação

                O Porto Alegre em Cena segura firme o leme e aponta sua embarcação em direção aos novos horizontes. A Direção Artística do festival esteve reunida para selecionar a programação que irá compor a próxima parada do barco do Em Cena, entre os dias 16 e 26 de março em diversos espaços da cidade. Dentre os 137 projetos/espetáculos inscritos, estão os mais renomados coletivos da cidade, os longevos, os novíssimos, propostas diversificadas e conectadas com os assuntos da atualidade.

    Espetáculo do Porto em cena. Foto: Maciel Goelzer/ Divulgação

    A tarefa foi árdua. “Tantos inscritos nos mostra a vitalidade das nossas artes cênicas mesmo com a pandemia e o desmonte da área cultural. A avaliação levou em conta vários critérios. Naturalmente a qualidade artística é considerada, mas também o alinhamento ao conceito que estamos construindo para o Em Cena e o equilíbrio entre as várias linguagens,” afirmam os curadores.

    Espetáculo do Porto em cena. Foto: Fabrício Simões/ Divulgação

                Para chegar ao número possível de 11 espetáculos de teatro/dança adulto e 5 de teatro para a programação do Em Ceninha – uma boa nova anunciada pelo festival -, foram observados critérios como o comprometimento com as ações afirmativas, espetáculos que tratam de povos originários e negritude, a presença das mulheres na cena, as linguagens inovadoras, a temática que conversa com nossos dias pandêmicos, políticos e polarizados, com a solidão e a incomunicabilidade. A diversidade, o teatro de rua, de bonecos, a importância das trajetórias, também foram para a balança. O resultado poderá ser conferido em diversos teatros da cidade: Renascença, Teatro da PUCRS – Prédio 40 e Salão de Atos da PUCRS, Teatro do CHC Santa Casa, Bruno Kiefer e Theatro São Pedro, além de apresentações nas ruas de Porto Alegre.

    Espetáculo do Porto em cena. Foto: Fabrício Simões/ Divulgação

                Com estes 16 espetáculos selecionados para março e duas atrações nacionais que serão divulgadas em breve, somados ainda aos 15 espetáculos de dezembro, a 29ª edição do Festival apresentará ao todo 31 espetáculos, um número acima do esperado para uma edição que se realizou sem as condições ideais.

    Espetáculo do Porto em cena. Foto: Fabrício Simões/ Divulgação

                Para que toda a cadeia das artes cênicas se sinta contemplada, o Em Cena decidiu que os espetáculos gaúchos inscritos para esta edição e que não foram contemplados nesse momento, estarão automaticamente inscritos para a seleção da 30ª edição, mediante o interesse e a confirmação entre o grupo e a produção do festival. A 30ª edição voltará ao calendário da cidade em seu mês habitual, em setembro de 2023, numa edição comemorativa destas três décadas.

    Créditos Naum Produtora – Pedro Carvalho/ Divulgação.

                Ainda para a 29ª edição do festival serão anunciadas novidades, dentre elas a programação formativa e os espetáculos nacionais convidados. A programação de março contará com um encontro com participação de convidados internacionais para discutir a dramaturgia brasileira no exterior e rearticular os festivais de teatro brasileiros e dos países de língua portuguesa.

    Créditos Naum Produtora – Pedro Carvalho/ Divulgação

                Confira a listagem dos espetáculos gaúchos que estarão na grade de março de 2023.

    Espetáculo adultos

    2068 – Máscara EnCena

    Trago sorte mentira & morte – Grupo Cerco

    Água redonda e comprida – Geórgia de Macedo

    Andaime – Geda Cia. de Dança Contemporânea

    Dance a letra grupão pocket live gestos Caetano – Macarenando Dance Concept

    O inverno do nosso descontentamento: nosso Ricardo III – Cia. Teatro ao Quadrado

    Sob o véu de Isis – Teatro da Crueldade

    Sopaporiki – Tarrafa

    Espera – Cia. Incomode-te

    Um fascista no divã – Reina Produções e Grupo Jogo

    Jantar com Sra. Beckett – Via Expressa Coletivo Teatral

    Em Ceninha – teatro para a infância e juventude

    Frankinh@ uma história em pedacinhos – Projeto Gompa

    Bichológico – Circo Teatro Girassol

    Lampião e Maria Bonita – Mosaico Cultural

    Histórias do Vovô Cascudo – Depósito de Teatro

    O museu desmiolado – Trupe Onde a Palavra se Diverte

    Suplentes:

    Teatro adulto

    Em chamas – Centauro Produções

    Cães – Outro Dance

    Calígula – Maria Madureira e Lisandro Belotto

    Flamenco Negro – Cia de Arte La Negra/ Ana Medeiros

    Em Ceninha

    Louça Cinderela – Cia. Gente Falante

    Brechó Humanidade – Rudinei Morales Teatro de Animação

    Amazônia – Projeto Gompa

    29º Porto Alegre em Cena – segunda etapa

    De 16 a 26 de março de 2023

    Teatros e ruas de Porto Alegre (mais informações em breve)

    Ingressos (mais informações em breve)

    Direção artística: Adriane Azevedo, Adriane Mottola, Airton Tomazzoni, Antônio Grassi, Juliano Barros, Renato Mendonça, Ricardo Barberena e Thiago Pirajira

    Coordenação geral: Vítor Ortiz, Denise Viana Pereira e Michel Flores

    Produção: Adriane Azevedo e Bruno Mros

    Comunicação: Bebê Baumgarten, Aline Gonçalves, Luiza Rabello, Cláudia Rodrigues

    Equipe de produção da SMC: José Miguel Ramos Sisto Junior, Claudia Pinto Alves, Ilza Maria Praxedes do Canto, Breno Ketzer Saul, Rosangela Broch Veiga e Adriana Mentz Martins

    Apoio: TVE e FM Cultura 107.7

    Patrocínio: Itaú, Zaffari e Panvel

    Financiamento: Ministério da Cultura

    Realização: PUCRS e Prefeitura de Porto Alegre/SMCEC

    Produção: Voz Cultural

     

    * Com Assessoria de Comunicação.