Num momento em que o país busca se reencontrar, o documentário sobre Lupicínio Rodrigues joga luzes no caminho.
Ali está um Brasil que foi soterrado por uma avalanche de transformações e Lupicínio foi junto, relegado a um desvão da história pelo políticamente correto.
O documentário remove as camadas de visões e interpretações apressadas e reconstitui em torno da figura de Lupicínio um fragmento do Brasil de duas ou três gerações atrás.
Um Brasil que em muitos aspectos é anacrônico perante o século 21, mas, se bem entendido, pode ser uma fonte importante para esclarecer o presente e inspirar o que se pode fazer. Um Brasil que tinha um projeto.
Fora um fascículo da Editora Abril, em 1970 por aí, não havia um reconhecimento da importância de Lupicínio Rodrigues, como neste trabalho.
O periférico Lupicínio Rodrigues, criado na Ilhota, vila irregular de Porto Alegre, ganha expressão nacional ao cantar um mundo de amores frustrados, com desejos de “morte e de dor”. Mas um mundo fervilhante, num país que se industrializava e se integrava culturalmente.
É instigante o documentário e merece que se reflita mais sobre ele.
Documentário: “Lupicínio Rodrigues: Confissões de Um Sofredor”, com direção de Alfredo Manevy, coprodução Plural Filmes e Canal Curta!
Dentro de sua programação cuidadosamente escolhida, o Poa Jazz Festival apresenta nesse domingo três atrações para quem gosta de música de qualidade: Renato Borghetti Quarteto, James Liberato Sexteto e Bibi Jazz Quarteto. Os shows começam as 17 horas, são gratuitos e realizados em um lugar emblemático da Redenção, o Monumento aos Expedicionários.
Renato Borghetti dispensa apresentações. Grande responsável pelo interesse das novas gerações pela gaita, instrumento que o consagrou, sua música foge do rótulo de jazz, para se tornar única, envolvente, universal. É o grande homenageado do Poa Jazz Festival. Sua apresentação fecha o evento e está prevista para 19h30.
Já o compositor, arranjador e instrumentista James Liberato, com 40 anos de carreira, tem história na cena jazzística gaúcha e inserção também no cenário brasileiro. Ele se apresenta com seu quinteto, formado também por músicos que fazem parte do que existe de melhor na música instrumental gaúcha. Seu grupo abre o evento, às 17 horas.
Finalmente, a uruguaia Bibiana Dulce se apresenta para o grande público de Porto Alegre, ela que é conhecida e respeitada nos circuitos de jazz da serra gaúcha onde morou. Bibi, como é conhecida, se mudou para a capital, teve suas atividades interrompidas pela pandemia, como todo o setor musical, mas esse ano retornou com tudo. A participação no PoA Jazz Festival é o coroamento do seu trabalho nessa temporada. Sua apresentação é às 18h15.
A cantora Bibiana Dulce. Foto: Alexandro Auler /Divulgação
Sobre o assunto, ela fala na entrevista abaixo:
Pergunta: O que caracteriza a Bibi Jazz Quarteto ? Bibiana: Mostrar personalidade dentro das canções que
trabalhamos. Apresentar ao público sempre uma proposta diferente em um standard já conhecido, no que se refere ao repertório jazz, formulando um novo arranjo, cantando ele em espanhol, apresentar a letra de uma música quando se acreditava que existia somente na versão instrumental. Acredito que estas sejam as principais características.
P: O que dizer sobre os músicos? Como se deu a escolha deles?
Bibiana: Desde que o grupo se formou em 2016, passou por duas formações diferentes. Atualmente da primeira formação estamos o Mateus Mussatto (baterista) e eu. Esta formação em específico é tranquila de trabalhar, não sei se usaria a palavra “escolha” é muito forte (risos). As coisas foram se dando de uma forma natural, mas aprecio muito grupos tranquilos de trabalho.
Sobre os músicos, considero uma benção trabalhar com pessoas tão talentosas e experientes, aprendo muito com
eles. Para esta apresentação contaremos com uma baita
presença, que será do contrabaixista uruguaio Miguel Tejera, o time no palco será Brasil- Uruguai ….rsrs
P: Qual o repertório para domingo? Vão entrar canções em espanhol também? Bibiana: Ahá! Gostaria de poder deixar um suspense em
relação a isso. Mas sim, certamente terão standards em
espanhol.
P: O que representa participar de um evento dessa
magnitude, público e com a apresentação do Renato Borghetti? Bibiana: Bom primeiro pra mim é além de uma honra é de uma imensa responsabilidade. Não somente por estar
participando em um dos festivais mais importantes do país, em um evento gratuito em um dos parques mais conhecidos de Porto Alegre, mas pela magnitude que o Renato Borghetti tem como artista e instrumentista. Estou tentando, mas confesso está sendo impossível não criar uma expectativa…
SERVIÇO
17 horas: Quinteto do guitarrista James Liberato, formado por Liberato (guitarra), Luis Henrique New (piano), Ronie Martinez (bateria), Everson Vargas (baixo) e Guilherme Goulart (acordeon).
18h15: Bibi Jazz Quarteto, formado por Antonio Flores (guitarra), a cantora uruguaia Bibiana Dulce, Mateus Mussatto (bateria) e Miguel Tejera (contrabaixo acústico).
19h30: Renato Borghetti (gaita ponto), Daniel Sá (violão), Pedrinho Figueiredo (sax e flauta) e Vítor Peixoto (teclados).
O clássico Escola do Rock, filme estrelado por Jack Black, em 2003, virou musical apresentado na Broadway e agora chega a Porto Alegre em uma adaptação da Bublitz Academia de Musicais (BAM). “Escola do Rock – O Musical” vai estrear no Teatro Centro Histórico e Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75, em Porto Alegre) com duas apresentações, às 16h e às 19h. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla em: https://linktr.ee/bam.musicais.
Escola do Rock é um espetáculo do curso de teatro musical de 2022 da Bublitz Academia de Musicais. O roteiro foi desenvolvido pela turma junto aos professores e diretores da BAM, em parceria com a escola de música School of Rock, que fará a trilha sonora da peça ao vivo. A School of Rock é uma franquia do próprio filme/musical original e seus integrantes formarão a banda do espetáculo. “Serão mais de 30 alunos em palco. Eles também aprenderam a tocar instrumentos especialmente para o musical. Então, eles irão cantar, dançar, atuar e tocar (baixo, teclado, bateria e guitarra). É um espetáculo para todas as idades, para rir, chorar e refletir. Venha fazer parte da Escola do Rock!”, convida Débora Neto, uma das diretoras da Bublitz Academia de Musicais.
ensaio do espetáculo musical. Foto: Divulgação
Sinopse:
O musical conta a história de um guitarrista que sonha em ser uma estrela do rock. Desempregado e com aluguel para pagar, ele encontra uma solução momentânea, sendo professor substituto em uma escola. Mas ele não seguiria o currículo normal: ele queria ensinar música, e transformar sua classe em uma banda de rock. Em vez de Pitágoras e Newton, os alunos conhecem Ramones e Led Zeppelin. O professor coloca instrumentos musicais nas mãos dos mais talentosos, mas há lugar para todos os alunos. Afinal, uma banda também precisa de fã-clube, empresário, estilista… A avaliação final será um concurso promovido pela rádio local. Ah, sim, e tudo sem que a direção da escola e os pais descubram seu plano.
Bublitz Academia de Musicais
Criada em 2019, a Bublitz Academia de Musicais tem a missão de colocar o Rio Grande do Sul no mapa dos musicais. A escola nasceu do sonho de Patrick Bublitz, que se encantava com musicais pelo mundo, mas lamentava não poder vê-los no Estado. A estreia ocorreu com o espetáculo “Os Miseráveis Experience” no palco do Theatro São Pedro. No ano passado, lançou o filme musical “A Última Noite em Madame Bublitz”, produzido durante a pandemia. E, neste mês de dezembro, exibiu seu segundo filme musical “Os Felizardos”, na Cinemateca Capitólio. Também esteve presente em apresentações ao lado do Ballet Vera Bublitz. No espetáculo mais recente, interpretou um trecho do musical Matilda, inspirado no filme de mesmo nome, no Theatro São Pedro.
Ensaio do espetáculo que estreia sábado. Foto: Divulgação
“Escola do Rock – O Musical”
Data: sábado, 17 de dezembro
Sessões: 16h e 19h
Local: Teatro Centro Histórico e Cultural Santa Casa – Rua Independência,75, Porto Alegre
Ingressos: R$ 70. Podem ser adquiridos em https://linktr.ee/bam.musicais
A cidade de Porto Alegre terá a pré-estreia do filme sobre um dos nomes mais célebres da cultura do Rio Grande do Sul e do Brasil. “Lupicínio Rodrigues: Confissões de Um Sofredor”, com direção de Alfredo Manevy e realizado numa coprodução Plural Filmes e Canal Curta!, será apresentado para convidados no dia 15 de dezembro, às 19h, na Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085).
O documentário, que é o primeiro longa de Manevy, resgata o legado musical e evidencia a contribuição artística e o contexto histórico/social do grande compositor, cujas músicas de sucesso ultrapassam gerações e foram interpretadas por alguns dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Lupi teve influências do Samba e do Tango, mas, versátil, passeou por diversos outros estilos em suas composições.
Neste mês, o longa arrematou dois dos prêmios principais da 17º edição do Fest Aruanda 2002, em João Pessoa, na Paraíba: Melhor Edição, para Isabel Castro, e Melhor Trilha Sonora. O filme também recebeu Menção Honrosa. “‘Por sua força narrativa ao resgatar e ressaltar a importância de um dos maiores compositores da música popular brasileira, e pela riqueza de sua pesquisa, o júri decidiu conceder menção honrosa a “Lupicínio Rodrigues – Confissões De Um Sofredor”, de Alfredo Manevy’’. Em setembro o filme também foi um dos grandes destaques da 46ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo.
‘“Quem assistir “Lupicínio Rodrigues: confissões de um sofredor” será impactado pela força da ancestralidade negra em lutas pela liberdade que ficam evidentes nas experiências de homens e mulheres negros e negras que assim se definiram para além da escravidão contrariando imagens hegemônicas”. O depoimento está em um texto escrito pela professora, mestranda em História, Taiane Anhanha Lima, e pela professora, doutoranda em História, Franciele Rocha de Oliveira, integrantes do Grupo de Estudos sobre pós-abolição da Universidade Federal de Santa Maria (GEPA UFSM).
Elas revelam que ‘“a produção do filme chegou até o grupo devido à importância da passagem do Lupícinio por Santa Maria, local que ele se referia como a “cidade que despertou o seu coração”, e que proporcionou experiências nos clubes sociais negros onde conheceu o seu primeiro grande amor, Inah Pereira Soares, mulher negra, de quem foi noivo, mas também por quem foi preterido arrebatando o seu coração e tornando-se tema de várias canções.’”
Ainda segundo o relato das historiadoras, a pesquisa evoluiu “para um trabalho de campo e fôlego documental reunindo fontes diversas que tornaram possível reconstituir a genealogia familiar de Lupicínio, muito além do que tradicionais biografias apontam e até mesmo importantes estudos acadêmicos sobre sua vida e obra.” No texto sobre o filme e a personagem do compositor, as professoras declaram:
O filme “Lupicínio Rodrigues: confissões de um sofredor” traz, pela primeira vez, as origens mais remotas de Lupi apontando sua ancestralidade africana a partir dos casais de seus pentavós, Antônio Benguela e Rosa Rebolo, e Pedro Benguela e Josefa Benguela, africanos nascidos no século XVIII, traficados para o Brasil e escravizados por José Carneiro Geraldes, na cidade de Mostardas, litoral Negro do Rio Grande do Sul. Território de concentração quilombola objeto de estudo da historiadora Cláudia Daiane Mollet (premiado pela CAPES, 2019).
Lupi é descendente de africanos que se tornaram livres desde a primeira década do século 19, a partir da morte de um senhor de escravos que não deixou herdeiros. Sua vida é parte das tradições diaspóricas e transatlânticas que atravessam o oceano e o tempo e ajudam a pensar a produção e as existências negras afro-gaúchas do século XVIII até o extenso passado-presente pós-abolição.
O diretor Alfredo Manevy nasceu em Campinas, em 1977, hoje vive em Florianópolis. Formado em Cinema pela Universidade de São Paulo, Manevy trabalhou em políticas de inclusão e formação de público para cinema, quando presidiu a Spcine e foi Secretário Executivo no Ministério da Cultura. Atualmente, é professor de Cinema na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor” é sua estreia na direção de longas metragens.
A narração é de Paulo César Pereio, roteiro e pesquisa Marcia Paraiso, Armando Almeida e Alfredo Manevy.
O ano de 2022 passou voando para Wander Wildner, mas mesmo durante a turnê de lançamento do álbum Coração Selvagem o músico e escritor teve tempo para se dedicar a seu segundo livro, Canções Iluminadas de Amor, e montar o projeto de financiamento coletivo na plataforma Catarse, que viabilizou a impressão da obra literária.
Na quarta, dia 14 de dezembro, a partir das 20h, Wander sobe ao palco do Gravador Pub para apresentar as suas canções iluminadas de amor e ler trechos do livro, onde descreve como foram compostas 27 músicas do seu repertório, desde a época dos Replicantes até os dias de hoje. A publicação tem capa da artista recifense Isabela Faria, diagramação de Gustavo Kaly, fotos de Fernanda Chemale, Rochelle Costi, Carlos Gerbase e Tonho Meira, ilustrações de Allan Sieber, Koostella, Isabela Faria, Paulo do Amparo e Lulina.
Os exemplares do livro Canções Iluminadas de Amor e, também, de seu primeiro livro, Aventuras de um Punkbrega, estarão à venda no local. Os ingressos podem ser adquiridos diretamente no site www.gravadorpub.com.br. E para o público que está em outras localidades brasileiras, os livros podem ser adquiridos pelo whats 51 97991900. O envio será pelos Correios.
WANDER WILDNER – Canções Iluminadas de Amor / Lançamento do Livro e show
Adaptação será apresentada em 4 sessões nos dias 10 e 11 de dezembro. Espetáculo terá a participação dos bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva, que estão entre os melhores do Brasil na atualidade, do argentino Martin Miguel Moyano e do cubano Luis Gonzales.
Cena de Dom Quixote. Foto: Daniel Martins/ Divulgação
O Ballet Vera Bublitz (BVB) entrou para a história da dança do Rio Grande do Sul com montagens como a apresentada neste ano com Dom Quixote no Teatro do Sesi. O sucesso de público e de crítica volta ao palco, desta vez, no Theatro São Pedro, em uma adaptação criada especialmente pela mais tradicional escola de dança do Estado: “Dom Quixote – O Sonhador”. O espetáculo será apresentado em quatro sessões, no sábado, dia 10 de dezembro, às 15h30 e às 19h30, e no domingo, dia 11, às 10h30 e às 16h30. Mais informações e ingressos podem ser solicitados pelos números (51) 98474-1252 (sede Corte Real) e (51) 99933-3310 (sede Lucas de Oliveira).
“É uma honra apresentar nossa montagem especial desse que é um dos mais festivos espetáculos de ballet de repertório no Theatro São Pedro. No palco, estarão os nossos talentos que brilham em apresentações no Brasil e no exterior, os demais alunos da escola, e convidados especiais. É uma grande celebração que une toda a família BVB. Serão apresentações para encantar e envolver bailarinos e apreciadores da dança de todas as idades”, destaca a diretora Vera Bublitz.
Carlla e Vera Bublitz – Daniel Martins/ Divulgação
Convidados
Da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, foram convidados os bailarinos Paulo Rodrigues e Marcos Silva. Eles se revezarão nas apresentações, interpretando o protagonista, o barbeiro Basílio, e o papel de Espada. Paulo Rodrigues recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia.
Da mesma companhia, Marcos Silva, é outro destaque da dança do Brasil. Em 2021, foi indicado como Melhor Coreógrafo no Festival de Dança de Joinville. Em sua trajetória coleciona apresentações internacionais como convidado nos Estados Unidos e Rússia e premiações como melhor bailarino no Brasil e no exterior.
Outro convidado é o argentino Martin Miguel Moyano, que vai interpretar o divertido Camacho em “Dom Quixote – O Sonhador”. O premiado bailarino internacional já protagonizou alguns dos principais balés de repertório e se destaca por ser também um exímio dançarino de tango. Com Augusto Balizano, forma o único casal gay profissional de tango realizando exibições nas mais prestigiadas milongas de Buenos Aires e em apresentações internacionais na Alemanha, Inglaterra, Suécia e Dinamarca.
O espetáculo conta ainda com a participação especial de Luis Gonzalez, bailarino cubano, cuja brilhante trajetória, iniciada aos nove anos na Escola Nacional de Ballet de Havana, culminou com o diploma de professor e bailarino. Em seguida, na Companhia de Ballet de Camaguey, a mais importante de Cuba, atuou inicialmente como solista e depois como primeiro bailarino. Hoje é um dos professores mais destacados no Brasil, onde atua como jurado, professor e coreógrafo em diversas cidades. Ele será uma das atrações da parte cigana da apresentação, no domingo, ao lado da professora e coreógrafa Rejane Rangel, do Ballet Vera Bublitz. Juntos, eles participaram da montagem do espetáculo. No sábado, os papéis caberão a Patrick Bublitz, que também atuou na produção de Dom Quixote, e da bailarina Giovana Ryff. Ambos já haviam brilhado nas apresentação do espetáculo no Theatro do Sesi.
Destaques
A dupla de bailarinos Giovana Ryff e Patrick Bublitz. Foto: Daniel Martins/ Divulgação
Em “Dom Quixote – O Sonhador”, os talentos do Ballet Vera Bublitz serão partners dos convidados Paulo Rodrigues e Marcos Silva. Para encenar a protagonista Kitri, foram selecionadas as bailarinas Catarina Costa e Alicia Sassi. E, no papel da personagem Mercedes, estão as bailarinas Larissa Silveira e Isabela Azevedo de Azevedo.
Para a diretora Carlla Bublitz, a apresentação desse espetáculo encerra um ano de conquistas nacionais e internacionais para o Ballet Vera Bublitz. “Conquistamos premiações na etapa brasileira do YAGP – Youth American Grand Pix e estaremos presentes, mais uma vez, na final desse que é o mais importante torneio mundial de dança em 2023. Nossas alunas também foram selecionadas para intensivos de dança em Portugal, na Itália, na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos. E, para o próximo ano, estamos preparando a terceria edição do FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre”, antecipa.
O bailarino convidado, Paulo Rodrigues Foto : Daniel Martins/ Divulgação
Serviço:
“Dom Quixote – O Sonhador” no Theatro São Pedro
Apresentações: 10/12 (15h30 e 19h30) e 11/12 (10h30 e às 16h30)
Duração do espetáculo: 1h3O
Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/n – Porto Alegre
Ingressos: R$ 100 – podem ser solicitados pelos números (51) 98474-1252 (sede Corte Real) e (51) 99933-3310 (sede Lucas de Oliveira).
Walter Firmo, uma das atrações nacionais da mostra/ Divulgação
Celebrando cinco anos de existência como a única e pioneira galeria de arte a céu aberto do Rio Grande do Sul, a Galeria Escadaria abre no próximo sábado, dia 10, às 16 horas, a quinta edição da Street Expo Photo 2022. A galeria fica em um local ícone da arquitetura de Porto Alegre, o Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico.
FOTO: Daisson Flack/ DivulgaçãoFoto: Felipe Mandarino/ Divulgação
A Street Expo Photo 2022 vem recheada de atrações. São 94 fotógrafos participantes, diagramados em 17 grandes painéis com 150 fotos em grande e médio formato. O ponto diferenciado da mostra, segundo seu curador Marcos Monteiro “é a criação de novas situações, ao compor fotos de ícones da fotografia brasileira como Walter Firmo, Gal Oppido, José Roberto Bassul, Penna Prearo, entre outros mestres. Expostos no mesmos espaço, juntos com novos e competentes talentos.”
Foto: Douglas Fischer/ DivulgaçãoFoto: Andréa Seligman/ Divulgação
A Street Expo Photo fica no Viaduto da Borges de 10 dezembro até dia 10 de fevereiro. A partir do dia 15 de fevereiro estará na Galeria Arte Restinga, na Praça Esplanada da Restinga com exibição até 15 de abril. O homenageado dessa edição é o fotógrafo Marcos Varanda. O curador Marcos Monteiro explica: o” Marcos Varanda está presente em nossos projetos desde a grande exposição de rua Mosaicografia no Largo Glênio Peres em 2016 e em todas as edições da Street Expo Photo desde 2018, fazendo a curadoria adjunta. Através de seus contatos, a Street tem mostrado o trabalho de fotógrafos internacionais, em especial os de Portugal”.
A Street Expo Photo em parceria com o Foto Clube Porto-alegrense promove um encontro presencial com o curador e fotógrafo Marcos Varanda, no dia domingo, dia 11, na Sala Sergio Napp 2, na Casa de Cultura Mário Quintana. “Quando ele fará a Leitura de Portfólio de até vinte privilegiados”, ressalta Marcos Monteiro
Foto: Anelise Barra Ferreira/ Divulgação.Foto: Rose Battistella/ Divulgação
Quem é
O homenageado dessa edição, Marcos Varanda se define assim, resumidamente: Quem é Varanda?: “paulistano, 61 anos, fotógrafo, colecionador, curador, empreendedor,
Incentivador cultural e acima de tudo, um inquieto. Minha formação começou autodidata, passou pelo Museu de Arte Moderna – MAM-SP, Museu da Imagem e do Som – MIS-SP, Workshops nacionais com Marcelo Greco, Gal Oppido, Pépe Mélega, Cristiano Mascaro, Armando Prado, Walter Firmo e Rosely Nakagawa e internacionais com Leo Divendal e Steve Pike e Pós-graduado em fotografia na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP com o trabalho de pesquisa denominado “Mario Cravo Neto- A imagem escultórica”.
SERVIÇO
Street Expo Photo
Abertura: 10 de dezembro de 2022, as 16 horas
Encerramento: 10 de fevereiro de 2023
Local: Galeria Escadaria
Endereço: Viaduto Borges de Medeiros, Centro Histórico
Segundo filme musical do grupo terá sessão de estreia no dia 5 de dezembro.
A Bublitz de Academia de Musicais (BAM) prepara o lançamento do segundo filme de sua história. Depois da estreia de “A Última Noite em Madame Bublitz” em dezembro do ano passado, a escola dirigida por Patrick Bublitz e Débora Neto vai encenar outra obra de roteiro original produzida pelo grupo. “Os Felizardos” tem estreia na segunda-feira, 5 de dezembro, às 20h, na Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre). Os ingressos custam R$ 45 e podem ser adquiridos pelo link: https://linktr.ee/bam.musicais.
Os Felizardos. Foto: Guto Oliveira/ Divulgação
O filme musical, com 1h30 de duração, tem produção de Débora Neto e Rodrigo Teixeira, que também é responsável pela direção e dramaturgia. Todas as letras são versões do próprio grupo, com textos em português a partir da trilha de musicais famosos como Chicago, Família Addams e Os fantasmas se Divertem (Beetlejuice).
Sinopse:
A família Felizardo ostenta um estilo de vida luxuoso e excêntrico. Todos os anos é sede de um leilão beneficente em sua mansão. Ninguém esperava, contudo, que o evento da vez seria palco de uma tragédia: o assassinato do magnata da família. Um detetive surge para desvendar o mistério. Os suspeitos estão mais próximos do que se imagina… e nada é o que parece. Todos querem descobrir: quem matou Fortunato Felizardo?
Bublitz Academia de Musicais
Tradicional sobrenome da cultura do Estado, os Bublitz são reconhecidos há mais de 40 anos pelo Ballet Vera Bublitz e depois pela Bublitz Galeria de Arte, do marchand Nicholas. Em 2019, nasceu a Bublitz Academia de Musicais, comandada por Patrick, neto de Vera e filho de Carlla Bublitz, e pela cantora e produtora musical Débora Neto. O objetivo de colocar o Rio Grande do Sul no mapa dos musicais foi lançado com a estreia do espetáculo “Os Miseráveis Experience”, há 3 anos, no Theatro São Pedro. Mesmo durante a pandemia, a academia com cerca de 25 integrantes continuou ativa, ensaiando para filmes e apresentações musicais. Neste ano, já encenaram um trecho de Matilda, ao lado do Ballet Vera Bublitz, e preparam o espetáculo musical “Escola do Rock”, para o dia 17 de dezembro, no Centro Histórico e Cultural da Santa Casa.
Os Felizardos. Foto – Guto Oliveira/ Divulgação
Ficha técnica e ingressos:
“Os Felizardos” por Bublitz Academia de Musicais
Estreia: 5 de dezembro, às 20h
Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre
Ingressos: R$ 45. Podem ser adquiridos em https://linktr.ee/bam.musicais
Produção:
Bublitz Academia de Musicais
Débora Neto
Rodrigo Teixeira
Dramaturgia e Direção: Rodrigo Teixeira
Roteiro: Criação coletiva
Assistente de Roteiro: Maria Kipper
Concepção: Greg Martiny
Orientação Pedagógica: Débora Neto
Coreografia: Caru Arísio
Direção Cênica: Rodrigo Teixeira
Técnica Vocal: Miguel Allende
Assistência de Direção:
1ª Suzy Menegat
2ª Maria Kipper
3ª Marina Smokinski
Direção de Fotografia: Johnny Brando
Câmera, Montagem e Colorização: Johnny Brando
Som Direto e Mixagem: Henrique Sömmer
Maquiagem e Figurino: Gregory Martiny
Produção Musical: Sidharta
Direção de Gravação Musical: Débora Neto
Música Original:
Vini Kern
Rodrigo Teixeira
Versionistas:
Débora Neto
Maria Kipper
Daniela Bublitz
Miguel Allende
Apoio: Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul
A arte sustentável na forma de esculturas ganha vida na GalArt a partir de sábado, 3 de dezembro. Exposição tem entrada franca e fica no espaço até o dia 31 de janeiro.
Heitor Bergamini transforma conchas e seixos em arte. Depois do sucesso da estreia, com a “Dança do Mangue”, com esculturas feitas a partir de raízes, bronze e cobre, Bergamini apresenta seu exército de Guerreiros Perdidos. A exposição “Guerreiros Perdidos”, com obras criadas a partir de materiais ressignificados da Natureza, será apresentada no sábado, 3 de dezembro, das 10h às 16h, em vernissage na GalArt – Galeria de Arte (Lucas de Oliveira, 132, em Porto Alegre). A mostra traz 26 criações inéditas e fica em cartaz até o dia 31 de janeiro de 2023. Entrada Franca. Segundo o material de divulgação,
“Bergamini vê arte em todos os lugares. E recicla materiais desde a infância. Em seus passeios pelo litoral, resgatou dançarinas do mangue. E agora faz nascer “Guerreiros Perdidos” das águas. Nas esculturas do artista, seixos e conchas viram figuras imponentes quando unidas à madeira, ao cobre e ao bronze.
“Seixos são pequenos fragmentos de pedras que se desgarram de grandes maciços no decorrer dos milênios. Rolam até que a própria natureza se encarregue de dar-lhes forma e polimento”, explica. “São esculpidos pela ação dos ventos, das marés ou das correntezas impiedosas dos rios. São pacientes, seguros e permanecem calados por milhares de anos até serem transformados em textura, cada um com características únicas, origem da sua beleza”, revela o escultor em sua observação poética.
O artista conta que encontrou esses seixos durante suas andanças matinais, na beira de rios e riachos. “Eu os recolho e os transformo em corpos rijos, robustos e vigorosos. Apenas os limpo e lhes dou vida em cobre e bronze”, detalha.
As conchas que integram as esculturas são as carapaças protetoras que transformam e emolduram esses guerreiros, dando-lhes acabamento, contornos, formas, dureza, significado e respeito. Já os adornos são feitos de cobre e bronze recuperados de fios, barras e objetos antigos e ganham novas apresentações em uma composição de arte sustentável. Eles são capazes de dar brilho ao que, até então, separados e soltos, eram apenas objetos mortos. “Os guerreiros são homens, mulheres, velhos e crianças. Eles representam cada um de nós expostos às ações do nosso tempo e de pura esperança”, sintetiza Bergamini.
Guerreiros Perdidos – Heitor Bergamini
Local: GalArt – Av. Lucas de Oliveira, 132
Abertura: 3 de dezembro, das 10h às 16h
Visitação: até 31 de janeiro de 2023
Horário: 2ª à 6ª, das 9h às 18h, e sábado, das 10h às 14h
Entrada franca
Até 10 de dezembro, na cinemateca Paulo Amorim da Casa de Cultura Mário Quintana, a “Retrospectiva Licínio Azevedo”, organizada pelo IECINE, Casa de Cultura Mário Quintana, Cubo Filmes, e revista Parêntese.
A curadoria é Carlos Caramez, Glênio Póvoas e Mônica Kanitz. Em todas as sessões, o diretor gaúcho, radicado na África, estará presente para apresentar e comentar os seus filmes. Os ingressos são gratuitos e retirados na bilheteria da Cinemateca.
Programação
RETROSPECTIVA LICINIO AZEVEDO
Um gaúcho filmando na África
2/12 – Sexta Feira
O Grande Bazar (2006) – 56 min
Nhinguitimo (2021) – 25 min
3/12 – Sábado
Colheita do Diabo (1988) – 52 min
Ilha dos Espíritos (2009) – 63 min
4/12 – Domingo
Marracune (1990) – 50 min
Hóspedes da Noite (2007) – 53 min
6/12 – Terça Feira
Desobediência ( 2012) – 1h e 32m
7/12 – Quarta Feira
A árvore dos Antepassados (1994) – 50 min
Acampamento de Desminagem (2005) – 60min
8/12 – Quinta Feira
Comboio de Sal e Açúcar (2016) – 1h e 33min
9/12 – Sexta Feira
Virgem Margarida (2011) – 1h e 30m
10/12 – Sábado
Nigth Stop ( 2002) – 52 min
Mãos de Barro (2003) – 50 min
Licínio Azevedo é gaúcho, jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de cinema, radicado em Moçambique, desde o final dos anos 70. Em Porto Alegre, estudou no Colégio Júlio de Castilhos, forma-se em jornalismo em 1975, pela PUCRS. Ainda na faculdade, começou a trabalhar na reportagem policial em Zero Hora, Folha da Manhã. Esteve na Argentina, durante as guerrilhas do ERP e dos Montoneros, no Peru, na Bolívia e na Guatemala, entre outros países da América Latina, sempre cobrindo movimentos de libertação popular e temas sociais. Na sua volta a São Paulo, no Jornal da Tarde, publicou com Caco Barcellos e fotos de Avani Stein uma série de reportagens sobre o terremoto da Guatemala, ocorrido em 4 de fevereiro de 1976. Na capital paulista também trabalhou na imprensa independente e foi editor e colaborador de várias publicações da imprensa alternativa brasileira, entre elas: “Versus”, ”Movimento”, ”Repórter”, “Opinião”, além do “Coojornal”, no sul. Foi um dos ganhadores do prêmio Wladimir Herzog, em 1980, com a reportagem “Valeu a pena voltar?”, publicada no Coojornal, de Porto Alegre.
Para conhecer mais a história do cineasta Lício Azevedo e sua trajetória segue o link da reportagem da Revista parêntese: https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/entrevista/licinio-azevedo-um-gaucho-filmando-na-africa/