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  • Releitura dramática de “A Peça Escocesa”, pelo Teatrofídico, no Teatro de Arena
    Os atores Thuanie Cigaram e João Petrillo. Foto: Eduardo Kraemer/ Divulgação

    Releitura dramática de “A Peça Escocesa”, pelo Teatrofídico, no Teatro de Arena

      A Cia. Teatrofídico investe em um novo trabalho: “A Peça Escocesa”, baseada em Macbeth, uma das tragédias mais conhecidas do dramaturgo inglês William Shakespeare. Envolta em mistérios e superstições, essa é considerada uma obra amaldiçoada, e há quem diga que usar seu nome traria mau agouro. Daí o eufemismo “peça escocesa”, já que a trama se passa no país   britânico.

    Sob a direção de Eduardo Kraemer, os atores João Petrillo e Thuanie Cigaran ocupam o palco do Teatro de Arena (avenida Borges de Medeiros, 835 – Centro Histórico) no próximo dia 4 de novembro, às 20h, para realizarem uma releitura dramática do texto.  A entrada é franca e, ao final da apresentação, haverá debate com o público.

    Thuanie Cigaram e João Petrillo. Foto de Eduardo Kraemer/ Divulgação

    O projeto da Cia. Teatrofídico contará ainda com outras duas apresentações, que ocorrem nos dias 09 e 16 de novembro, no Ocidente Bar, desta vez com venda de ingressos (que serão disponibilizados no site Entreatos duas semanas antes da primeira data).

    Escrita entre 1603 e 1607, A Peça Escocesa se mantém atual nos dias de hoje, diante do  cenário político e social em que estamos vivendo. Sua história se desenrola na Escócia, no século XI, quando os generais Macbeth e Banquo retornam vitoriosos de uma batalha. No  caminho para casa, eles se deparam com três bruxas que fazem uma profecia: Macbeth se tornará barão e depois, rei.

    Propondo uma outra forma de leitura dramática (a releitura dramática, prática que atualmente está em desuso), os artistas fazem uma adaptação da obra de Shakespeare através de uma visão estética contemporânea, onde privilegiam somente os dois personagens principais (Macbeth e Lady Macbeth). Nesta releitura, eles fazem uma alusão, com os diálogos do texto, ao cenário mundial, cujo cotidiano é recheado de guerras, ambição, traição, e fake news.

     

  •  “Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados”, de Eurico Salis, em exposição na PUC/RS
    Uma das obras da exposição Retratos Gaúchos 5 – Eurico Salis/ Divulgação

     “Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados”, de Eurico Salis, em exposição na PUC/RS

    No dia 4 de novembro, sexta-feira, às 17h, a PUCRS Cultura promove a abertura da exposição Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados, composta por retratos publicados no livro de mesmo nome, de Eurico Salis. A atividade, que conta com a presença do fotógrafo, ocorre no Saguão da Biblioteca Central da PUCRS (Prédio 16), onde a exposição fica disponível até o dia 29 de novembro. Além disso, o artista fará a Oficina de retrato como identidade cultural, com turmas nos dias 7 e 8. Ambas acontecem das 14h30 às 15h30 no espaço físico do Ateliê PUCRS Cultura, localizado no térreo do prédio 30, na Escola Politécnica do Campus da PUCRS.  A atividade gira em torno da produção fotográfica do livro Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados, que deu origem à exposição. Falando sobre a concepção da obra, o autor compartilha com os participantes da oficina as diferentes etapas do seu processo de criação: desde a abordagem das pessoas retratadas até as técnicas de fotografia e tratamento de imagem. As inscrições para participar estão abertas e são gratuitas, com vagas limitadas. A presença na oficina confere um certificado de horas complementares de acordo com a carga horária da atividade.

                O novo projeto do fotógrafo Eurico Salis, que abrange o lançamento de um livro, a exposição de fotos e as oficinas e palestras, mergulha na alma humana e emerge criativo, potente, forte e impactante. O trabalho de campo para captação das imagens percorreu nove regiões do RS e mais de quarenta cidades, em 20 mil quilômetros trilhados pelas estradas rurais e urbanas do Rio Grande. “Foi uma experiência forte, onde a vida foi acontecendo ao vivo, cheia de surpresa e retornos de pessoas reais. Um processo muito rico e humano”, afirma Salis. O livro, com 150 retratos feitos ao longo do ano de 2022, tem texto de apresentação de Sergius Gonzaga e textos de Anilson Costa, nas versões português e inglês, tem o apoio da Lei Rouanet e patrocínio de diversas empresas gaúchas.

    Retratos Gaúchos. Foto: Eurico_Salis/ Divulgação

      A exposição fotográfica é composta por 24 painéis de 1,20 x 90cm, todos retratos publicados no livro. Já a mostra digital, que contém fotos do livro, os autorretratos feitos durante o processo, vídeos de bastidores, curiosidades, tem outro tipo de amostragem e, além de ser apresentada no período das exposições presenciais, também estará disponível nas redes do projeto.

                Eurico Salis é autor de diversos livros de fotografia, como Caminhos Gaúchos – Olhar dos Viajantes (2005), Porto Alegre – Cenas Urbanas, Paisagens Rurais (2008), Cidades Gaúchas – Paisagens Urbanas (2010), Rio Grande do Sul – O Solo e o Homem (2013), A Força da Terra, (2015) e Rio Grande do Sul – Homens e Máquinas (2017). Entre suas premiações estão o Prêmio Joaquim Felizardo de Fotografia e o prêmio de melhor livro concedido pela Abigraf-RS (Associação Brasileira de Indústria Gráfica) em 2012. Realizou a exposição fotográfica The Power of the Land, com fotografias de pequenos agricultores brasileiros, na ExpoMilão 2015, Itália. No ano seguinte levou esta mesma exposição para uma mostra individual em Paris e Bruxelas. “No Rio Grande do Sul, entre os virtuosos mestres desta arte, sobressai-se, o nome de Eurico Salis. Acompanho sua carreira há muitos anos com indisfarçável admiração. Recordo duas de suas obras que me parecem esplêndidas: Piás, Prendas e Peões e RS: Cultura e identidade. Em ambas, o retrato das pessoas configura-se em sintonia com a moldura da paisagem sociocultural. O humano e seu contexto harmonizam-se de modo dialético, compondo uma suma na qual a expressão vigorosa dos indivíduos traduz concomitantemente a energia do cenário”, afirma Sergius Gonzaga, amigo e admirador de sua obra, no texto de apresentação de Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados.

    SERVIÇO:

    Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados – Exposição de fotografias

    4 de novembro (sexta-feira) até 29 de novembro (terça-feira)

    Saguão da Biblioteca Central – Térreo do Prédio 16

    Entrada gratuita, aberta ao público

    Oficina de Retrato 

    Turmas 7 ou 8 de novembro (segunda e terça-feira)

    Das 14h30 às 15h30

    Ateliê PUCRS Cultura – Térreo do Prédio 30

    Inscrições gratuitas: https://webapp.pucrs.br/inscricao-siproex/?projeto=4fe6efd955847c24

    Este projeto está sendo viabilizado com a Lei Rouanet e Pro-Cultura RS .Tem patrocínio das seguintes empresas: Stihl, BanriCard, Buffon, Corsan, Rio Grande Seguros e Previdência, Ventos do Sul Energia

    Apoio: PUCRS e Instituto Caldeira

    Redes do projeto:

    Facebook – https://www.facebook.com/Retratos-Ga%C3%BAchos-102688545744741/

    Instagram – https://www.instagram.com/retratos_gauchos/

  • Banda Osvalda dá sua versão para o rock produzido no sul do Brasil
    A banda toca no projeto Mistura Fina. Foto: Fernanda Chemale/ Divulgação Chemale

    Banda Osvalda dá sua versão para o rock produzido no sul do Brasil

     

    Os clássicos do rock gaúcho ganham versão personalista e original na interpretação da banda Osvalda, atração que abre a programação de novembro do projeto Mistura Fina no próximo dia 03, quinta-feira, às 18h30min, no Foyer Nobre do Theatro São Pedro. A produção e a realização são da Primeira Fila Produções em correalização com o Theatro São Pedro. Como medida de acessibilidade é oferecida o serviço de audiodescrição pela OVNI Acessibilidade Universal, que está presente em toda a programação, desde a sua primeira edição. A entrada é franca (confira mais informações no “Serviço”).

    A banda OSVALDA, criada por mulheres que estão na linha de frente da música do sul do Brasil, traz no repertório o rock produzido no RS, há décadas. Biba Meira na bateria, Julia Pianta na percussão, Raquel Pianta na guitarra e no vocal, Julia Barth nos vocais e Letícia Rodrigues no baixo tocam suas versões de Saracura, Bixo da Seda, Taranatiriça, Defalla, Replicantes, Graforréia Xilarmônica e Garotos da Rua, entre outras bandas importantes. Não sem dar sua cara, seu humor, suas versões. Afinal, trata-se de uma banda de mulheres, algumas delas super atuantes no dito rock gaúcho.

    A cada nova edição, e pelo quarto ano consecutivo, o projeto Mistura Fina apresenta a diversidade da produção musical brasileira. Tem financiamento da Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

    Sobre as convidadas:

    Biba Meira – Baterista, percussionista e educadora musical, iniciou sua carreira musical em 1984 na banda Urubu Rei. Em 1987, foi escolhida a segunda melhor instrumentista do ano pela revista musical BIZZ. Referência para dezenas de bateristas no Brasil por seu trabalho com o DeFalla, banda que ganhou vários prêmios nacionais com os dois primeiros discos, entre eles, melhor baterista, melhor vocalista, melhor letrista e melhor disco. Em 2015, fundou As Batucas – Orquestra Feminina de Bateria e Percussão, que é o primeiro grupo de percussão e bateria formado exclusivamente por mulheres em Porto Alegre. Recentemente, lançou seu primeiro disco solo, “Suave Coisa Nenhuma”, premiado com o Troféu Açorianos 2018.

    Julia Pianta (baterista e percussionista). Natural de Porto Alegre, iniciou seus estudos musicais, ainda criança, na Escola de Música Beethoven, com aulas de bateria e coral infantil. Em 2017, adquiriu experiência com educação infantil dando aulas de música na escola canadense Maple Bear e como mestra de bateria, dentro do grupo de percussão da Faculdade de Medicina da PUC. Bacharela em Música Popular pela UFRGS, dentro da universidade fez parte do Coletivo das Gurias do Instituto de Artes e foi bolsista de Iniciação Científica por dois anos, com ênfase em Etnomusicologia. Desde 2016 atua como professora e regente do grupo As Batucas – Orquestra Feminina de Bateria e Percussão, nas turmas de percussão e pandeiro.

    Raquel Pianta (guitarra) – Formada em Música Popular pela UFRGS. Atualmente atua como vocalista e guitarrista da banda Hibizco. Professora de música no Grupo Vocal das Batucas, no Clube Social Pertence e também particular.

    Julia Barth (vocais) – Julia Barth é musicista, cineasta, dj e produtora cultural. Foi uma das fundadoras do projeto Girls Rock Camp Porto Alegre e coordena o Mulheres Amplificadas. Toca baixo nas bandas 3D e Cine Baltimore e é vocalista d’Os Replicantes desde 2006 e dos Alcalóides desde 1998.

    Letícia Rodrigues (baixo) – Começou na música como baixista em Santa Maria nos anos 90 na Jenny Dorme Suja. Veio para Porto Alegre nos 2000 para fazer mestrado e seguir o caminho das Neurociências, no qual se encontrou na bateria com os Planondas, Transmission e Autobahn e foi baixista na MESS. Durante um pós-doc em São Paulo, foi baterista das Radioativas, que lançaram disco pela Baratos Afins. Hoje, é guitarrista e vocalista da Cine Baltimore, guitarrista da 3D e baixista turbulenta.

    Sobre o projeto Mistura Fina

    Depois de passar um período sendo realizado em formato virtual – de abril de 2020 a agosto de 2021 – o projeto Mistura Fina está de volta, agora, de forma presencial, no Foyer do Theatro São Pedro, apresentando a diversidade da produção musical brasileira.  “Resistimos e, graças a Secretaria de Estado da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura e à Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), chegamos em 2022 com a quarta edição do projeto, garantindo o encontro entre a arte e o público, motor principal do Mistura Fina”, afirma Letícia Vieira, produtora do projeto.

    O projeto, este ano, conta com 30 apresentações, com uma linha curatorial ainda mais diversa, trazendo Arthur de Faria e Nanni Rios à frente da curadoria. Somando, uma forte parceira do projeto, a OVNI Acessibilidade Universal, que presta serviço desde a primeira edição e estará junto, com audiodescrição em todos os dias do evento.

    Com produção e realização da Primeira Fila Produções e correalização do Theatro São Pedro, apoio da OVNI Acessibilidade Universal, assessoria de imprensa da Silvia Abreu e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), o Mistura Fina exibe a pluralidade da produção musical que se destaca no cenário local e estadual do País. Iniciado em 2018, o projeto abrigou grandes expressões da música, em shows temperados com arte e alta performance artística que se exibiram no Foyer Nobre do Theatro São Pedro.

    Na presente edição do Mistura Fina, já se apresentaram Alma Lusitana e Jairo Klein (30/06), Andrea Cavalheiro e Michel Dorfman (07/07), Bebeto Alves (14/07), Dessa Ferreira (21/07), Gelson Oliveira (28/07), Dudu Sperb (04/08), Duo Vozes de Dandara (11/08), Nelson Coelho de Castro (18), Bel Medula (25/08), Glau Barros (01/09), Pedro Longes (08/09), Loma Pereira (15/09), Zé Adão Barbosa (22/09), Zé Caradípia (29/09), Fernando do Ó e Giovanni Berti (06/10), Nina Fola (13/10), Gustavo Kraemer ( 20/10) e Cleômenes Júnior (27). No dia 10 de novembro a atração é Pâmela Amaro (10/11).

    Siga o projeto nas redes:

    @misturafinamusica

    @primeirafilaproducoes

    @ovniacessibilidadeuniversal

    @teatrosaopedro

  • OSPA realiza concerto gratuito em Encantado, na programação de Natal da cidade
    OSPA Série Interior fOTO: Maurício Paz/ Divulgação

    OSPA realiza concerto gratuito em Encantado, na programação de Natal da cidade

    A cidade de Encantado é a próxima parada da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). Parte da Série Interior – que neste ano já levou a sinfônica a Taquara, Pelotas e Lajeado – a apresentação ocorre no domingo, 6 de novembro, às 19h30, na Igreja Matriz São Pedro. O violoncelista e maestro interino do Coro Sinfônico da OSPA Diego Schuck Biasibetti conduz o concerto, que conta com a participação da soprano Paolla Soneghetti. O acesso é gratuito.

    Igreja Matriz São Pedro . Foto: Divulgação Prefeitura de Encantado

    O concerto, que tem o apoio da Prefeitura Municipal de Encantado, além da Associação Comercial e Industrial (ACI-E) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, marca o lançamento da programação de Natal 2022 e também celebra a recente canonização de São João Batista Scalabrini – bispo italiano que esteve no município durante uma viagem em 1904. “Convidamos a comunidade a prestigiar esse evento com uma das mais renomadas orquestras do país. Vamos aproveitar para anunciar a nossa programação de Natal, que terá atrações culturais voltadas para a família e com destaque para os talentos locais”, comenta o prefeito Jonas Calvi.

    Maestro Diego Schuck Biasibetti – Foto: Cláudio Elias/ Divulgação

    Para a apresentação, o maestro montou um repertório bastante conhecido baseado no universo da música de concerto. “Minha intenção foi trazer o lado mais popular da orquestra, com músicas que estão no inconsciente coletivo, mas o público nem sempre sabe o nome”, detalha Diego Schuck Biasibetti. O concerto começa em atmosfera solene, com trechos das óperas “João e Maria” (Engelbert Humperdinck) e “Rusalka” (Antonín Dvořák), e termina em tom festivo, com a famosa “Valsa do Imperador”, de Johann Strauss. O público também deve reconhecer a animada abertura da ópera “Cavalaria Ligeira”, de Franz von Suppé, a abertura da ópera “La Gazza Ladra”, de Gioachino Rossini e “Pizzicato Polka”, dos irmãos Johann e Joseph Strauss.

    A soprano Paolla Soneghetti. Foto: OSPA Divulgação

    A premiada soprano carioca Paolla Soneghetti, que atuou nos musicais “A Noviça Rebelde” de M&B, e “Alô, Dolly!”, de Miguel Falabella, foi convidada a cantar duas peças que integram as óperas “Rusalka”, de Dvořák e “Tosca”, de Giacomo Puccini. Segundo a cantora lírica, são duas árias de apelo popular: “Essas obras têm a tendência a emocionar o público devido à beleza de suas melodias, mesmo que o ouvinte desconheça o idioma. É um repertório muito especial pra mim, espero que o público se emocione da mesma forma que eu, quando interpreto as peças.”

    Igreja Matriz São Pedro, interior Foto: Divulgação Prefeitura de Encantado

    Aviso:

    No final de semana de 5 e 6 de novembro, a Casa da OSPA, em Porto Alegre, não tem atividades previstas, portanto estará fechada ao público. A programação de novembro está repleta de concertos e recitais. Mais informações no site ospa.org.br/agenda.

    Sobre Diego Schuck Biasibetti (regente)

    Formado pela Hochschule für Künste (Escola Superior de Artes, Bremen – Alemanha) em violoncelo barroco com a profª Viola de Hoog e em viola da gamba com a Profª Hille Perl. Graduado em Regência Coral pela UFRGS com o Profº Dr. Joceley Bohrer, teve sua formação violoncelística iniciada com André Wentz em Caxias do Sul e posteriormente com Alexandre Diel. Atualmente, é violoncelo solista na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre,  integrante do Bach Brasil Ensemble, maestro interino do Coro Sinfônico da OSPA e maestro do Porto Alegre Consort / Coral Porto Alegre, onde desenvolve intensa atividade na montagem de obras vocais do período barroco.

     

    Sobre Paolla Soneghetti (soprano)

     

    Bacharel em Canto pela UFRJ, formou-se pela Academia de Ópera Bidu Sayão do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e conta com as seguintes premiações: 1º Lugar Concurso Linus Lerner 2020, 2º Lugar Boris Martinovich International Voice Competition, 1º lugar Concurso Jovens Solistas (Gramado in Concert) 2020, Prêmio de Incentivo Artístico Concurso de Canto Linus Lerner 2020 e 1º lugar Concurso Carlos Gomes 2018. Seus mais recentes papéis são Pamina e Primeira Dama em “A Flauta Mágica”, a Mãe em “Amahl e os Viajantes da Noite”, Violetta em “La Traviata” e Nella em “Gianni Schicchi”. Atuou nos musicais “A Noviça Rebelde”, de M&B, e “Alô, Dolly!”, de Miguel Falabella.

    Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA)

    Temporada 2022

    Série Interior – Encantado

    Quando: 6 de novembro de 2022, às 19h30.

    Onde: Igreja Matriz São Pedro (Encantado/RS)

    Entrada livre

     

    PROGRAMA

    Humperdinck, Engelbert | Abertura da ópera Hänsel und Gretel (João e Maria)

    Dvořák, Antonin | Mesicku na nebi hlubokém (Canção da Lua), da ópera Rusalka

    Solista: Paolla Soneghetti

    Suppé, Franz von | Abertura da ópera Cavalaria Ligeira

    Rheinberger, Josef G. | Abendlied (bleib bei uns denn es will abend werden)

    Strauss, Johann e Joseph | Pizzicato Polka

    Elgar, Edward | Nimrod, de Variações Enigma

    Rossini, Gioachino | Abertura da ópera La Gazza Ladra

    Puccini, Giacomo | Vissi d’arte, da ópera Turandot

    Solista: Paolla Soneghetti

    Strauss, Johann | Valsa do Imperador

    Regente:

    Diego Schuck Biasibetti (regente)

    Solista:

    Paolla Soneghetti (soprano)

     Direção Artística:

    Evandro Matté

    Apresentação:

    Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA)

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Alibem e Banrisul.

    Patrocinadores da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.

    Apoio da Temporada Artística: Sulgás.

    Apoio institucional: Prefeitura Municipal de Encantado, Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

    Realização: Fundação OSPA, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal – Pátria Amada Brasil. PRONAC: 192458.

    Acompanhe a OSPA pelo Instagram:

    instagram.com/ospabr

  • O blues de Ale Ravanello Combo e tributo ao Clube da Esquina, no Espaço 373
    Ale Ravanello Blues Combo – Foto de Ze Carlos de Andrade/ Divulgação

    O blues de Ale Ravanello Combo e tributo ao Clube da Esquina, no Espaço 373

     

    Ale Ravanello Blues Combo retorna Espaço 373 nesta sexta-feira (4). Acompanhado de Sergio Selbach (contrabaixo), Nicola Spolidoro (guitarra) e Clark Carballo (bateria), Ale (harmônica e vocais) interpreta um repertório de temas recheados de swing dos anos 1950 e 1960, marcados pela interação com o público.

    Ale Ravanelo Blues Combo – Foto: Zé Carlos de Andrade/ Divulgação

    No sábado (5), é a vez do Clube da Esquina Tributo relembrar a obra de Beto Guedes, Lô Borges e Milton Nascimento. O grupo formado por Alemão Jef (voz e violão 12 cordas), Zeca Garcia (guitarras), Daniel Vlacic (contrabaixo), Rainer Campos (bateria) e Sérgio Gomes (piano e voz) faz um apanhado de diversas fases da carreira dos artistas, destacando o álbum “Clube da Esquina” (1972), que lançou uma estética inédita e forjou um movimento que conquistou o respeito mundial de músicos, crítica e público. No repertório, “Trem Azul”, “Paisagem da Janela”, “Feira Moderna”, “O Sal da Terra”, “Caxangá”, “Trem de Doido”, entre outras.

    PROGRAMAÇÃO
    Ale Ravanello Blues Combo
    Quando: 4 de novembro | Sexta-feira | 21h
    Ingressos: R$ 35 e R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/ale-ravanello-blues-combo/1775096

    Clube da Esquina Tributo
    Quando: 5 de novembro | Sábado | 21h
    Ingressos: R$ 35 e R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/clube-da-esquina-tributo-rs/1775103

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

  • A fotografia fora dos parâmetros tradicionais, de Negra Angela, na Galeria Escadaria

    A fotografia fora dos parâmetros tradicionais, de Negra Angela, na Galeria Escadaria

    Um conjunto expositivo formado por 13 fotos em grandes dimensões (2mx1m), dispostos ao longo da escadaria do Viaduto Borges de Medeiros, em pleno Centro Histórico de Porto Alegre, compõe “O mundo da Nega Angela”, título da exposição da fotógrafa Angela Cristina Ribeiro dos Santos, que inaugura no próximo dia 05 de novembro, na Galeria Escadaria (confira detalhes no “Serviço”).

    Angela Cristina Ribeiro dos Santos. Foto: Auto retrato/ Divulgação

    O professor e fotógrafo Fernando B Schmitt assina a curadoria da exposição. – Tem uma imagem do polvo segurando um monte de conchinhas e objetos do fundo do mar. Cada tentáculo repleto de coisas, em uma figura retorcida, uma escultura orgânica. É uma postura de defesa e, ao mesmo tempo, é um modo criativo e belo de lidar com os desafios da vida. Vejo a Angela, assim, meio polvo, captando e segurando mil imagens que desafiaram o olhar dela nas andanças pela vida. A analogia que  Schmitt faz entre o trabalho de Angela e o documentário “Professor Polvo” (Netflix) revela muito do que o público irá ver e perceber ao se deparar com a exposição.

    As imagens que compõem “O Mundo da Nega Angela” buscam impactar e despertar o interesse do transeunte, seja pelo colorido, seja pelo conteúdo imagético. Segundo Schmitt, as fotos são desafiadoras. – Para além de algumas obras mais figurativas, há outras que provocam o olhar. São vestígios, ambiguidades, pedaços, que desafiam e convidam o público a dialogar com a obra, ressalta.

    “O mundo da Nega Angela é um mundo muito rico, diverso, que contempla essa curiosidade que a Angela tem pela fotografia, pela vida, pelas pessoas, pelo mundo. Assim, queremos devolver para a rua, em um formato ampliado, essas pequenas coisas que, muitas vezes passam despercebidas e que, sem a atenção de um olhar curioso, não viram fotografia”, observa.

    Fernando B Schmitt conheceu Angela em um curso que ele ministrava, e, depois, ela passou a fazer parte de um grupo de estudos orientado por ele. Com a chegada da pandemia, os encontros se tornaram online até a dissolução do grupo, quando ela passou a receber uma orientação particular. Desde então, eles vêm trabalhando, juntos. – Neste ano, constatamos que o trabalho deveria ir para fora, saindo deste espaço de aprendizado, visto que ela já estava participando do Fotoclube Porto-Alegrense e de concursos de fotografia, conta. – Diante deste desejo interno de mostrar seu trabalho, procuramos um modo de expor que fosse condizente e representativo do seu trabalho, detalha.

    Angela está em busca de histórias. Quer andar pelas ruas, fotografar o que vê e lhe interessa. – Ela diz que está sempre na contramão, seu interesse está naquilo que não é perceptível, que não é revelado a um primeiro olhar. Sua percepção de mundo se desdobra nas camadas que ela desvela, transparecendo seu universo particular, analisa Schmitt. – É um universo multifacetado, repleto de interesses e de possibilidades, acrescenta. Neste sentido, a escolha do lugar foi fundamental para que a mensagem da artista chegasse a um público que normalmente não é frequentador de galerias, museus ou outro espaço expositivo. A céu aberto, a Galeria Escadaria cumpre esta função, abrigando imagens que atuam como elementos provocativos ao passante da rua.

    Fernando B Schmitt confessa que levou muito tempo, como fotógrafo e professor de fotografia, para entender que o modo de fotografar de Angela estava fora do parâmetro comum a todos os fotógrafos, ou seja, determinar uma foto, uma linha de pesquisa, um tema ou técnica que lhe seja pertinente. – Em lugar disso, Ângela se permitiu todo o tipo de experiência: fez cursos os mais variados, ingressou em uma graduação em Fotografia. Percebi que não era o domínio técnico da máquina a coisa mais importante no trabalho da Angela, mas captar aquilo que lhe é importante. Assim, ela tem interesse e curiosidade por tudo que diz respeito à fotografia e por tudo que é meio fotografável, complementa.

    Sobre a fotógrafa

    Angela Cristina Ribeiro dos Santos (Nega Angela) tem 67 anos e começou a fotografar em 2017. Seu interesse se concentra em quase tudo: detalhes, pessoas, arquitetura… Já participou de várias exposições coletivas. A mais recente é uma mostra na cidade do Porto, em Portugal, onde sua foto ficou entre as 150 escolhidas na categoria mobgrafia preto-e-branco. Também participou do livro “Porto Alegre em Imagens”, em comemoração aos 250 anos de Porto Alegre, pelo Fotoclube Porto-Alegrense, ao qual é associada. Junto ao Fotoclube Porto-Alegrense, realiza, quinzenalmente, as Segundas Culturais, em que convida palestrantes para falar sobre fotografia. Com esta exposição, ela deseja que o seu trabalho seja visto e possa abrir caminhos para todos.

  • Independência 200 Anos: Um livro fundamental para entender o que aconteceu

    Independência 200 Anos: Um livro fundamental para entender o que aconteceu

    Um dos importantes lançamentos na Feira do Livro de Porto Alegre, este ano, é A Independência Além do Grito, obra póstuma do jornalista e escritor  José Antônio Severo.

    Concebido como roteiro para uma série de televisão, o livro mostra, passo a passo, os intrincados e pouco conhecidos caminhos que levaram à Independência do Brasil.

    O autor faz um corte de dez anos para traçar o painel histórico em que se deflagra e se consolida a condição do Brasil como Nação Soberana.

    Começa no Congresso de Viena, em 1815, quando as grandes potências da época vislumbram um Brasil independente (e recomendam seu fatiamento). Vai  até o reconhecimento da independência brasileira pelo governo português, em 1825.

    No caminho, muitas batalhas diplomáticas, intrigas palacianas, batalhas sangrentas e, ao contrário do que  se pensa, muita participação popular, inclusive uma aguerrida presença feminina em momentos decisivos. Personagens como D. João VI, D. Pedro I, a Imperatriz Leopoldina, José Bonifácio são alguns dos personagens que ganham outros contornos nos perfis traçados por Severo.

    D. João VI, por exemplo, geralmente apresentado como um rei vacilante, que deixou seu país numa fuga desastrada: no contexto deste livro, revela-se na verdade um estrategista corajoso e astuto que, ao final, vai dar um novo fôlego à monarquia portuguesa.

    José Antônio Severo/foto Tânia Meinerz

    A Independência Além do Grito é o último livro de José Antônio Severo, falecido em setembro de 2021, aos 79 anos. Nele, o autor deu continuidade ao seu trabalho de mais de três décadas sobre temas históricos. Trabalho que rendeu três obras referenciais – Senhores da
    Guerra, Cinzas do Sul e Rios de Sangue – e agora esse Além do Grito em que traça um painel monumental dos eventos que culminaram com a Independência do Brasil.

    O livro está à venda na 68a Feira do Livro de Porto Alegre, na banca da Associação Riograndense de Imprensa (no corredor central, perto do monumento a Osório), e também na Amazon e no site da editora JÁ.

  • 68ª Feira do Livro, de hoje a 15 de novembro, espera reunir cerca de 1,5 milhão de visitantes
    Foto: Feira do Livro/ Divulgação

    68ª Feira do Livro, de hoje a 15 de novembro, espera reunir cerca de 1,5 milhão de visitantes

     

    A 68ª edição de um dos maiores eventos literários a céu aberto da América Latina começa nesta sexta-feira (28) com a expectativa de reunir mais de 1,5 milhão de visitantes – 200 mil a mais do que a edição de 2019 –  e mais de mil atividades em quase vinte dias de feira. A solenidade de abertura acontece a partir das 18h, no Teatro Carlos Urbim, com as presenças do patrono Carlos Nejar e do presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur. Serão mais de 150 escritores e uma intensa programação literária que irão movimentar a Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, entre os dias 28 de outubro e 15 de novembro.

    Com uma tradição de quase sete décadas, a Feira do Livro chega com a expectativa de atender aos mais diversos tipos e gostos literários. Ao todo, serão realizadas 552 sessões de autógrafos, sendo 497 individuais ou com até quatro escritores. Além disso, estão previstas 55 sessões coletivas – com mais de cinco autores por livro, além dos autógrafos de escolas, que contabilizam 24 sessões. Os números superam e muito os registrados na edição de 2021, que chegou a 320 sessões, sendo 296 individuais e 24 coletivas.

     

    “Depois de dois anos com programações remotas ou híbridas, a Feira do Livro volta a ocupar a Praça da Alfândega proporcionando ao leitor a experiência única de poder ter contato com os livros, folheá-los, além de ter a oportunidade de encontrar seus autores favoritos e compartilhar experiências”, destaca o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur.

    Programação

     Na programação para adultos serão 76 atividades com foco em grandes lançamentos do ano, com autores que escrevem sobre temas de interesse da sociedade, como diversidade, inclusão, sustentabilidade, filosofia, tendo a literatura grande destaque, entre outros. Ao todo, serão 60 escritores gaúchos, como Clara Corleone, Letícia Wierzchowski, Júlia Dantas, Taiane Santi Martins, Daniel Galera e Samir Machado de Machado. O evento também contará com 20 escritores de outros estados, com destaque para Noemi Jaffe, indicada para o Prêmio São Paulo de Literatura, o escritor Renato Noguera e Cida Bento, eleita pela revista britânica The Economist como uma das 50 pessoas mais influentes na área da diversidade. Entre os autores estrangeiros, o destaque é o norueguês Geir Gulliksen (autor de História de um casamento, Editora Rua do Sabão, 2022) e a best-seller argentina Florencia Bonelli (O feitiço da água, Editora Planeta, 2022), que já vendeu mais de 3,5 milhões de livros em seu país.

    A área Infantil e Juvenil, que inclui os mediadores de leitura, terá 379 atividades na programação. Serão 67 escritores, sendo 40 de outros estados. Entre os autores em destaque na área infantil estão Alê Garcia, um dos 20 creators negros mais inovadores do país, segundo a Forbes. Também estarão no evento o ator Pedroca Monteiro e Daniel Kondo, autores do livro Ser o que se é (Companhia das Letrinhas), que trata sobre a importância das diferenças.

    E a literatura indígena mais uma vez estará presente no evento. O escritor e indigenista brasileiro Daniel Munduruku, a cordelista indígena Auritha Tabajara e o escritor e palestrante Olívio Jekupé farão encontros com alunos do ensino fundamental, no ciclo O Autor no Palco.

    A 68ª Feira do Livro de Porto Alegre é realizada pela Câmara Rio-Grandense do Livro e conta, atualmente, com o Patrocínio Master de Gerdau, Zaffari, CEEE Grupo Equatorial, Sulgás, Vero, a maquininha que resolve de verdade, Petrobras — patrocinadora do Espaço Jovem Petrobras, Apoio Especial da Prefeitura de Porto Alegre e Sebrae. Apoio Cultural da Kodex, Voco, SZ Working, Tramontina, Assembléia Legislativa do RS, Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Aços Favorit e Senado Federal. Espaço cedido: Espaço Cultural Correios e Memorial do RS. Acesse a programação completa no site feiradolivro-poa.com.br e acompanhe os destaques nas redes sociais do evento no Instagram e Facebook.

    • Com Imprensa da Feira do Livro.
  • Integrando  a Feira do Livro, Clarice Lispector na pintura de Graça Craidy

    Integrando a Feira do Livro, Clarice Lispector na pintura de Graça Craidy

     

    Este ano Clarice Lispector não estará apenas nas bancas da Feira do Livro de Porto Alegre com seus muitos títulos de sucesso. A 68ª edição do evento livreiro também homenageia a escritora com uma exposição no Espaço Cultural Correios, contíguo à Praça da Alfândega. Clarices apresenta 33 retratos da escritora pintados pela artista visual Graça Craidy. A mostra será aberta no sábado (29/10), às 10h, e permanecerá em cartaz até 17 de dezembro.

    Clarice com filho. Obra de Graça Craidy/ Divulgação

    No dia 6 de novembro, às 18h30, o ator e diretor teatral Zé Adão Barbosa dramatizará trechos de livros de Clarice Lispector em um “Sarau Andante” dentro da exposição. No dia 17, também às 18h30 e no mesmo espaço, as especialistas na obra da autora Cíntia Moscovich, Jane Tutikian e Catia Simon comentarão sobre os “mistérios” de Clarice.

     

    Clarice na Suiça-. Obra de Graça Craidy/ Divulgação

    Os retratos em acrílica, aquarela e pastel oleoso, na maioria de 100 x 70 cm,  mostram a jornalista, a escritora, a mulher de diplomata, a mãe de dois meninos, a tutora do cão Ulisses, a refugiada judia ucraniana, a conselheira sentimental, a tutora do cão Ulisses, entre outras Clarices.

    Ela nasceu na Ucrânia em 10 de dezembro de 1920, veio bebê para o Brasil com os pais que fugiam da perseguição aos judeus, morou com a família no Nordeste, em Maceió e Recife, e a maior parte da vida no Rio de Janeiro. Viveu também na Europa e nos Estados Unidos. Morreu em 9 de dezembro de 1977, aos 57 anos.

    Clarice e a maquina de escrever. Obra de Graça Craidy/ Divulgação

    A artista visual, que produziu a série de retratos a partir de 2021, declara-se apaixonada por literatura em geral e por Clarice Lispector em particular. “Criei essa coleção clariceana para compartilhar com os leitores da escritora suas muitas facetas, além de estimular novos leitores a se aproximarem de sua escrita, considerada por alguns hermética, por outros reveladora de epifanias” diz Graça Craidy.

    SERVIÇO:

    O quê: Exposição Clarices, de Graça Craidy

    Quando: Abertura: 29 de outubro de 2022, às 10h.

    Onde: Espaço Cultural Correios, Rua 7 de Setembro, 1020 (entrada pela Av. Sepúlveda), Centro Histórico Porto Alegre

    Visitação: Até 17 de dezembro, de terça a domingo, das 9 às 18h

    Entrada franca

    Currículo da artista

    Graça Craidy (1951, Ijuí/RS) é artista visual e artivista pelo fim da violência contra a mulher; graduada e mestre em Comunicação (PUCRS), foi publicitária em Porto Alegre e São Paulo, professora de Processo Criativo na ESPM-Sul. Começou nas artes visuais em 1987, no curso de desenho de Dalton de Luca, em São Paulo, e em 2011 ingressou no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, onde desenvolveu sua carreira. Possui obras no acervo do MACRS. Já realizou mais de 20 individuais, inclusive na Itália, e participou de mais de 40 coletivas, inclusive no México. Atualmente integra a exposição coletiva feminista Fora das Sombras, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, considerado o maior museu da America Latina.

  • “No ano da peste “:  exposição mostra a fotografia como arte de resistência
    As irmãs Dora Lampert e Lise Lampert.

    “No ano da peste “: exposição mostra a fotografia como arte de resistência

     

    Higino Barros

    A pandemia da Covid 19, que causou 650 mil mortes no Brasil, é um acontecimento a ser estudado e refletido no País, em todos os níveis e todas as escalas. O registro sobre o que aconteceu é farto, largo e profundo. A medida que o tempo passa há a percepção que um dia os anos de 2020 a 2022 serão contados em toda suas dimensões.

    Uma área em que as pessoas se refugiaram, se recolheram e resistiram foi no campo das artes em geral.
    No caso das artes visuais, profissionais, amadores, amantes e praticante comuns, se envolveram em trabalhos que volta e meia surpreende pela força, originalidade e criatividade na execução.
    Um destes trabalhos foi o executado pelas irmãs Lise Lampert e Dora Lampert, moradoras em Novo Hamburgo, que estão expondo atualmente no Espaço Cultural Antiga Matriz, em Dois Irmãos. No trabalho elas reproduziram, com fotografias, obras consagradas e conhecidas universalmente da arte pictórica. A mostra abriu dia 23 de outubro, e fica no local até  à 27 de novembro de 2022
    A abertura ocorreu no Espaço Cultural Antiga Matriz às 17 horas com apresentação da Caxias Ensemble Orquestra.
    Momento de autógrafos dos livros RUIDO SILENCIO – poesias de Dora Lampert e POETICOIA poética brasileira com seis autores participantes.

    Sobre o projeto as irmãs escreveram:

    “Nosso objetivo foi manter o isolamento social de forma produtiva, fugindo do terror daqueles dias sombrios. Todos os objetos, figurinos, adereços e cenários, estavam ao alcance de nossos domínios domésticos. A cozinha foi nosso estúdio, o jardim, os campos.

    A iluminação, um abre e fecha da cortina. O paninho impregnado de álcool 70 virou babado barroco; os lençóis, vestidos épicos; as saias se transformaram em blusas bufantes e vice-versa. Tudo fotografado e editado num aparelho celular apenas com intuito de publicações nas nossas redes sociais.

    O isolamento antes de tolher nossos intentos, animou nossa criatividade, trazendo conhecimento sobre os artistas e suas obras. Eles estiveram conosco, nos ensinaram, nos fizeram rir, sonhar e chorar. Com eles sobrevivemos a nós mesmas no ano da peste.”
    Lise e Dora Lampert.
    QUEM SÃO
    Lise Lampert
    Fotógrafa amadora, atua como técnica de enfermagem. Trabalha num grande hospital público da região metropolitana, foi afastada do cargo por seu médico traumatologista desde antes do início da pandemia, o que  favoreceu o isolamento.
    Pesquisou, estudou, produziu e fotografou todas as interpretações.
    Dora Lampert
    Amante das Artes – música, teatro, cinema, plásticas e literatura. Pesquisou, estudou, produziu e interpretou todas as obras apresentadas.
    Fez estreia na poesia com RUÍDO SILÊNCIO e na Antologia POETICOIA pela OIA editora em 2022.

    SERVIÇO:
    Exposição fotográfica do projeto no confinamento
    QUANDO   – De 23 de outubro, domingo,  à 27 de novembro de 2022
    ONDE   – Espaço Cultural Antiga Matriz, Avenida São Miguel, 473 Centro – Dois Irmãos.

    HORÁRIO PARA VISITAÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL ANTIGA MATRIZ, SEMPRE AOS SÁBADOS E DOMINGOS ENTRE 13H E 17H, SALVO PROGRAMAÇÕES ESPECIAIS. OU AGENDAMENTO PELO TELEFONE (51)995601968.

    VISITAS GUIADAS PARA GRUPOS ESCOLARES .