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  • A poesia e a arte visual de Liana Timm, no Festival Internaciomal Literário de Gramado
    Obra “Olhar Divergente, que estará na exposição. Foto; Divulgação

    A poesia e a arte visual de Liana Timm, no Festival Internaciomal Literário de Gramado

    Artista lança antologia de 35 anos de poesia e exposição “Recortes de uma Trajetória”. Vernissage será no sábado, 3 de setembro, no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen

    Gramado é o templo da cultura. E a arte de Liana Timm vai estar presente no Festival Internacional Literário de Gramado (Filigram), no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen. No espaço, Liana foi convidada a apresentar duas de suas expressões artísticas. Na literatura, com o lançamento do livro “A Dimensão da Palavra”, antologia que celebra seus 35 anos de poesias. E, nas artes visuais, com a exposição “Recortes de uma Trajetória”, com obras que revelam diferentes momentos da artista. O vernissage será no dia 3 de setembro, às 11 horas, e a exposição fica em cartaz até o dia 29, com entrada franca.

    Liana Timm: Artista mostra duas vertentes de seu talento. Foto; Divulgação

    Artista multimídia, arquiteta, poeta, designer e intérprete, são algumas das faces de Liana Timm. Nascida em Serafina Correia, Liana mantém um atelier em Porto Alegre, que se destaca pela intensa produção artística, onde mescla manualidade e tecnologia, conceito e materialidade, história e contemporaneidade. As intensas vivências de Liana foram traduzidas em quase 80 exposições individuais (e outras 130 coletivas). Em sua trajetória, também contabiliza 66 livros, sendo 18 individuais de poesia – reunidos no livro de “Dimensão da Palavra- 35 anos de poesia”. A obra, publicada pela editora Território das Artes, tem 494 páginas do percurso poético da artista até o momento.

    Livro “A dimensão da palavra”. Foto: Divulgação

    Recortes de uma Trajetória

    Para completar a participação na Filigram, a artista foi convidada para apresentar a exposição oficial do evento. Em “Recortes de um Trajetória” estão 60 obras de quatro séries: Resgates, Outro(s) de Mim, O Traço Sensível e Passados Presente.

    A série “Resgates” gira em torno das marcas deixadas pela colonização do Brasil: boa parte dos povos originários extintos, povos negros escravizados e imigrantes europeus explorando as riquezas da terra e trazendo junto suas ricas culturas e visão de mundo. Um olhar que vai do particular ao coletivo através de vivências e conhecimentos adquiridos, e se transforma em fazer criativo. Um percurso que aponta seu início e não a sua chegada. Referências que desconstroem o instituído para que o remanso corra ao largo da sedimentação. Uma reflexão gangorra ou uma fita de Moebius, subindo para baixo ou saindo para dentro com ondas que fascinam e decepcionam.

    Obra da série “O traço sensível”. Foto: Divulgação

    Na série “Passados Presentes”, Liana traz à tona um outro viés. São quatro obras de 80 cm x 80 cm, em que a artista apresenta a desconstrução do conhecido, ausentando as referências imediatas. Manchas e massas de cores tomam a primazia para constituir a expressão subjetiva das obras, que abertas, entregam ao fruidor as suas diversas significações.

    Em “O Traço Sensível”, Liana destaca três obras em técnica mista (medindo 80 cm x 120 cm), unindo a manualidade do desenho, a pintura acrílica e a tecnologia. Explora, dessa maneira, as nuances que cada técnica lhe oferece com produções de extremo efeito estético e significações abrangentes. A série une história e contemporaneidade, um tema que a artista vem explorando de diversas maneiras em sua trajetória de 53 anos de arte.

    Iniciada em 2009, a série “Outro(s) de Mim” completa a exposição com 52 obras em arte digital (30 cm x 30 cm). A séria, que está em permanente evolução, é composta por retratos de grandes personalidades da cultura universal e gira em torno das identidades múltiplas que nos habitam. Na mostra, estão obras que apresentam figura como Freud, Anne Frank e Andy Warhol. “Nossa diversidade, poço sem fundo de uma intimidade suspensa, nos escapa e indaga quem somos ou quantos somos. Mas a importância da resposta se apaga na busca. Uma riqueza de interesses toma lugar e emerge outra interrogação: quem mais podemos libertar em nós?”, provoca Liana. A série lembra Mario de Andrade, também representado na exposição, que dizia ser apenas trezentos e cinquenta. O mais ele desprezava.

    Liana Timm. Foto: Luis Ventura/ Divulgação

    Liana Timm no  Filigram

    Lançamento do livro “A Dimensão da Palavra” – Antologia de 35 anos de poesia
    Exposição “Recortes de uma Trajetória”
    Vernissage: 3 de setembro, às 11 horas

    Período: 3 a 29 de setembro
    Local: Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen
    Endereço: R. Leopoldo Rosenfeld, 818 – Parque Gramado

  • OSPA traz à Porto Alegre Antonio Meneses, o maior violoncelista brasileiro
    O convidado da OSPA, Antônio Meneses. Foto: Clive Barda/ Divulgação

    OSPA traz à Porto Alegre Antonio Meneses, o maior violoncelista brasileiro

     

    O maior nome do violoncelo no Brasil e um dos maiores do mundo, Antonio Meneses está viajando pelo país em uma turnê comemorativa aos seus 65 anos. No próximo sábado, 3 de setembro, ele estará na capital gaúcha para solar em uma belíssima obra de Antonín Dvořák como convidado da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). O diretor artístico e maestro Evandro Matté conduz a apresentação, que também prevê “Danças Sinfônicas”. Essa famosa obra de Leonard Bernstein dá nome ao concerto, que tem início às  17h, na Casa da OSPA, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Os ingressos podem ser adquiridos em sympla.com.br, e também dão acesso à palestra sobre o programa, Notas de Concerto, às 16h, com o pianista Max Uriarte.

    Nascido em Recife, Antonio Meneses é considerado um dos maiores instrumentistas brasileiros de todos os tempos. Em 2022, ele comemora 65 anos, completados na última terça-feira (23/8), percorrendo cidades brasileiras onde não se apresenta há muito tempo. Além disso, celebra duas efemérides: 45 anos desde que ganhou o primeiro prêmio no Concurso Internacional ARD, em Munique, e 40 anos do primeiro prêmio e medalha de ouro no Concurso Tchaikovsky, em Moscou.

    “Estou muito contente de poder voltar a Porto Alegre, já faz algum tempo que não vou e agora finalmente conseguimos organizar tudo para isso”, compartilhou o músico, que atualmente mora na Basiléia, na Suíça. O programa não foi escolhido ao acaso: Concerto para Violoncelo em Si Menor, Op. 104, de 1896, foi a obra que Meneses executou na final do Concurso Tchaikovsky em 1982. “É talvez o mais lindo concerto escrito para violoncelo. É uma peça sempre muito bonita, romântica, cheia de vida. O Dvořák a escreveu quando estava prestes a voltar para a terra natal após viver nos Estados Unidos, então ela expressa uma ânsia de voltar, uma saudade, por isso estou tocando em todas as cidades que estou indo”, comenta o violoncelista.

    Maestro Evandro Matté Foto: Vitória Proença /Divulgação

    Na segunda parte do programa, a OSPA executa, sem a presença do solista, as melodias que embalaram um dos maiores musicais de todos os tempos, “West Side Story”, de 1957. As “Danças Sinfônicas” são nove partes extraídas da trilha sonora pelo próprio compositor, o norte-americano Leonard Bernstein, e adaptadas para formar uma suíte, em 1961. Com o passar do tempo, a obra ganhou autonomia com relação à encenação original e consolidou-se no repertório de grandes orquestras.

    Evandro Matté (regente)

    É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.

    Evandro Matté. Foto: Vitória Proença / Divulgação

    Antonio Meneses (violoncelo)

    Antonio Meneses nasceu em Recife, em 1957, e começou os estudos de violoncelo aos 10 anos de idade. Aos 16, foi estudar com Antonio Janigro em Düsseldorf e Stuttgart. Em 1977 obteve o 1º prêmio no Concurso Internacional em Munique e, em 1982, o 1º lugar e a medalha de ouro no Concurso Tchaikovsky de Moscou. Gravou para a Deutsche Gramophon, com Herbert von Karajan e Anne Sophie Mutter, além de outros selos importantes. Apresenta-se regularmente na Europa, América e Ásia com importantes orquestras, dentre elas a Filarmônica de Berlim, Sinfônica de Londres, Sinfônica da BBC. Convidado dos maiores festivais de música, é ativo camerista, tendo sido membro do legendário Beaux Arts Trio por 10 anos. Ministra masterclasses em vários continentes, além de ser professor titular na Hochschule de Berna, desde 2008.

    ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)

    Concerto da Série Casa da OSPA – Danças Sinfônicas
    Concerto: Sábado, 3 de setembro, às 17h. Notas de Concerto: às 16h, com Max Uriarte.
    Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
    Ingresso solidário (mediante doação de 1kg de alimento): R$ 10 (estudante, qualquer seção), R$ 15 (mezaninos e balcões) e R$ 20 (camarotes e plateia). Ingresso inteiro: R$ 30 (mezaninos e balcões) e R$ 40 (camarotes e plateia). Desconto de 50% para Amigo OSPA, sócios do Clube do Assinante ZH, idosos, doadores de sangue, pessoas com deficiência, estudantes, jovens até 15 anos e ID Jovem. Desconto de 20% para titulares do cartão Zaffari e Bourbon e para clientes do Banrisul.
    Bilheteria on-line: via Sympla em bit.ly/ospa2022_ingresso (com taxa de conveniência).
    Bilheteria na Casa da OSPA: sextas e sábados, das 12h às 17h. Formas de pagamento: Dinheiro, Banricompras, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.
    Estacionamento: gratuito, no local.
    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
    Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
    Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
    Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

    Programa:

    DANÇAS SINFÔNICAS

     

    Dvořák, Antonín | Concerto para Violoncelo em Si Menor, Op. 104

    I. Allegro

    II. Adagio ma non troppo

    III. Finale. Allegro moderato

    Intervalo

    Bernstein, Leonard | West Side Story: Danças Sinfônicas

    Regência:

    Evandro Matté

    Solistas: 

    Antonio Meneses (violoncelo)

    Apresentação:

    Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA)

    Direção Artística:

    Evandro Matté

    Acompanhe a OSPA pelo Instagram:

    instagram.com/ospabr

    Lei de Incentivo à Cultura Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Alibem e Banrisul. Patrocinadores da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau. Apoio da Temporada Artística: Dufrio e Sulgás.  Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo. PRONAC: 192458.

  • Celebração da natureza e exuberância de cores, na mostra “Tripadeiras” de Téti Waldraff

    Celebração da natureza e exuberância de cores, na mostra “Tripadeiras” de Téti Waldraff

     

    No mês em que comemora um ano de atividade ininterrupta como um espaço independente destinado a criar e expor arte contemporânea, em Porto Alegre, o V744Atelier, idealizado pela artista visual Vilma Sonaglio, brinda o público com a mais recente produção de uma das mais profícuas artistas plásticas gaúchas, a pintora e desenhista Téti Waldraff. Tripadeiras, nome da exposição celebrativa, será inaugurada no próximo dia 03 de setembro, sábado, das 16h às 19h (confira detalhes no “Serviço”), com entrada franca. O conjunto expositivo celebra a natureza e destaca-se pela intensidade das cores, pela exuberância das formas e pelo movimento.

     

     

    A exposição Tripadeiras apresenta desenhos a partir de anotações visuais/fotográficas e verbais feitas nos jardins da casa de Téti Waldraff, nos dois últimos anos 2021/2022. Segundo a artista, a proposta é convidar o espectador a olhar e então ver fragmentos capturados e reinventados envolvendo a magia e a exuberância de folhas, flores, cipós e trepadeiras floridas, ou não, com suas cores nas diferentes estações do ano. – São configurações no plano bidimensional, ou seja, desenho no papel e desenho no espaço tridimensional com linhas feitas de diversos tecidos, como lycra, cetim e malhas, tendo como base estrutural o fio de eletricidade, explica. Tripadeiras, uma palavra inventada por Waldraff, contém e apresenta a mistura de tripas e trepadeiras, floridas ou não.

     

    Instaladas no espaço do corredor e na sala principal do V744atelier, Tripadeiras oferece um passeio de observação e apreciação. A importância desta exposição no contexto do espaço é criar um diálogo e apontar novas maneiras de ver e conviver com arte contemporânea, que é o principal foco do espaço gerido por Vilma Sonaglio. A mostra amplia as possibilidades de novas experiências, propondo uma conversa sobre desenho expandido. – Acredito que tudo que o olho captura é uma forma de desenhar. E esta captura se transforma em criação, em sonho, ou seja, um novo olhar, avalia Waldraff.

     

    A exposição contará com uma reflexão teórica apresentada na forma de texto crítico pela professora, historiadora e crítica de arte, Paula Ramos, que mediará um debate com a artista a se realizar em outubro, em data a ser informada pela imprensa. Ramos acompanha o trabalho de Téti Waldraff há muitos anos e realizou, em 2014, a curadoria da exposição individual da artista, “Jardim em Flor”, no MAC-RS. Nas palavras dela: “Com suas linhas abundantes, cítricas e vigorosas, bi ou tridimensionais, as tripadeiras são expressões de desenho e revelam uma artista absolutamente madura e plena, que não tem receio de colorir, de se contorcer e de se derramar pelo espaço”.

    A exposição

    Tripadeiras apresenta quatro trabalhos relacionados entre si. O primeiro – “Alto Risco/21 Desenhos para 2021” – se constitui de 21 desenhos verticais, cada um nas dimensões de 65cmx48cm, sobre papel preto, feitos com canetas posca. Alto Risco…está relacionado a riscar/arriscar/risco/linha e também ao fato de que foram desencadeados no começo de 2021, época em  que a pandemia do Covid-19 apresentou sinais de novas ondas, ao contrário do desejado por todos. “Alto Risco…é coragem, é alegria para seguir e repartir com os olhos de ver de quem se interessar”, explica a autora.

    O segundo – “O Que Tem Dentro do Papel, O Que Sai do Papel? É Rasgar/Riscar/Arrancar Prá Ver!” – são cinco desenhos verticais nas dimensões de 96cmx48cm, sobre papel preto, feitos com canetas posca e apresentam experiências de arrancar a “pele do papel” que contém no seu interior a cor rosa. Fazem diálogo com os 21 desenhos Alto Risco… e foram realizados em 2022.

    O terceiro – “Brotos Floridos” – é uma intervenção/instalação pensada para o corredor branco da entrada do V744atelier. É feito com diversos tecidos, fio de eletricidade e vasos cerâmicos se ramificando na parede do corredor, realizado em 2022.

    O quarto trabalho – “Vivas Tripadeiras Vivas!” – será apresentado na sala em diálogo com os desenhos feitos sobre papel. É constituído de dois vasos cerâmicos grandes e tripadeiras feitas com tecidos e fio de eletricidade.

    – O convite é para olhar de perto, olhar de longe, fragmentos e recortes do que meu olhar configurou num primeiro momento em passeios/rondas de procura, olhar plantas, flores, folhas, troncos, galhos, cipós, trepadeiras que cultivo nos nossos jardins de casa em Porto Alegre e em Faria Lemos, conta a artista. Brilhos feitos pela luz do sol, pela chuva, pelo vento e neblina. Cores e formas em transformação nas diferentes estações do ano. Ela revela que o “caderno de anotações” para esta exposição foi a captura de imagens com seu celular.

    A inspiração

    Téti Waldraff  faz entender que não é para ser paisagem, não é para ser natureza morta. – É desejo, é sonho, é alegria pelo êxtase das plantas que meus olhos viram e que configurei por meio da linguagem da arte. É um zoom dentro das folhas, flores, cipós, trepadeiras e o mato do entorno.

    Tripadeiras é invenção dela: mistura de tripas com trepadeiras floridas ou não, que seu olhar e fazer busca ofertar a quem se interessar em olhar e ver um pouco da magia, da exuberância que está quieta no jardim, no mato, esperando ser contemplada e reinventada.

    Esta intervenção/exposição está sintonizada com um trabalho que a artista realizou em 2019 no Centro Cultural da Ufrgs, no Projeto Grafite de Giz, no qual também partiu de registros fotográficos feitos nos jardins do entorno do Centro Cultural. – Fiz um “Jardim de Giz” num painel/quadro preto de 6mX3m, com fundo preto, remetendo aos antigos quadros negros de colégios”, detalha. Por isso, nos desenhos que apresenta na atual exposição ela faz uso do papel preto. – Fixo minha cabeça nos jardins de casa e da casa da serra. No atelier, onde faço meus desenhos é o meu refúgio. É onde desembocam fios e linhas que reinventam as formas e cores das flores, folhas, cipós que vi. É meu olhar sobre o mundo. Brilho, opacidade, forma, cor e linha brotando no plano bidimensional e tridimensional, reflete.

    Sobre Téti Waldraff

    Téti Waldraff (Sinimbu RS1959) é artista plástica e professora, formada em Educação Artística/Artes Plásticas no Instituto de Artes da Ufrgs (1984) e bacharel em Artes Plásticas/Desenho pelo Instituto de Artes da Ufrgs (1986). Desde os anos 80 desenvolve atividades profissionais em arte-educação, ministrando oficinas e palestras, paralelo ao desenvolvimento de sua produção plástica em seu próprio atelier. Realizou diversas exposições individuais e participa de coletivas desde os anos 80. Suas obras estão em acervos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC-RS), Pinacoteca Barão de Santo Ângelo-Instituto de Artes da Ufrgs, Fundação Vera Chaves Barcelos-Viamão-RS, Coleção Diógenes Paixão-Rio de Janeiro- RJ. Integra a Coleção Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro-RJ, e a Coleção Renato Rosa, Porto Alegre-RS. Atualmente, vive e trabalha em Porto Alegre- RS, onde tem atelier próprio, e também em Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

     

    Sobre o V744atelier

    Idealizado pela artista visual Vilma Sonaglio, o V744atelier é um local para criar e expor arte contemporânea. Abriga exposições de artistas convidados, mas também aceita propostas de criadores que estejam desenvolvendo sua pesquisa e produção em todas as linguagens na arte contemporânea. Inaugurado em 18 de setembro de 2021, com a exposição “ViCeVeRSa…pode não ser o que é”, de Sonaglio, o Atelier já sediou a exposição “Paisagem sem Volta”, de André Venzon e Igor Sperotto (19/12/21 a 25/02/22), “Beabá”, de Maria Paula Recena e Marcos Sari (12/03/22 a 28/04/22) e . “C+asa”, de Marcelo Silveira (14/05 a 22/07/22). “Tripadeiras”, de Téti Waldraff, é a quinta mostra do espaço expositivo e marca a comemoração de um ano de atuação do espaço expositivo.

     canais de comunicação do V744 Atelier:

    https://www.instagram.com/v744atelier/

    https://www.facebook.com/vilma.sonaglio

    https://www.instagram.com/vilmasonaglio/

    Acesse e curta a rede social de Téti Waldraff:

  • Na programação do Festival Internacional Literário de Gramado, mais de 150 atividades gratuitas
    O escritor Oliveira Silveira é o homenageado do evento. Foto: Tânia Meinerz/ Divulgação

    Na programação do Festival Internacional Literário de Gramado, mais de 150 atividades gratuitas

    A serra gaúcha receberá, a partir da próxima semana, a primeira edição do Festival Internacional Literário de Gramado. Com o tema “O livro está na mesa: o papel da literatura em momentos de transformação”, o FiliGram será realizado de 02 a 11 de setembro no Lago Joaquina Rita Bier.

    Durante 10 dias estão previstas mais de 150 atividades gratuitas envolvendo mesas de debates, painéis, saraus, sessões de autógrafos, slams, teatro de rua, teatro de bonecos, teatro infantil, cinema e shows, contação de histórias, exposição, performances, oficinas, meditação, além de intervenções surpresa. Algumas ações do Festival, denominadas FiliGram Nights, acontecerão em espaços gastronômicos da cidade, como pubs e restaurantes.

    A programação do FiliGram possui uma curadoria coletiva* dividida em cinco eixos temáticos que abordam temas centrais da literatura contemporânea:

    Afonso_Cruz. Arquivo pessoal/ Divulgação

    Polaroid Brasil – sobre diversidade, sustentabilidade e futuros possíveis;

    Mercatto – vai debater o mercado editorial e seus meios de produção e circulação;

    Orgânico – será pautado pelo engajamento digital de autores e leitores;

    Campi – envolverá a academia, teoria, alegria, com apresentações musicais e teatrais;

    Digiteen – vai explorar o universo lúdico, de imagens e linguagens dos adolescentes, com HQs, games e educação.

    Clara Corleone. Foto: Carol Disegna/ Diagramação
    Taiasmin Ohnmacht. Arquivo pessoal/Divulgação
    O secretário de Cultura de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato ressalta que “o objetivo é conectar a nossa comunidade com o universo da literatura, é hastear lá no alto a bandeira do livro e do desenvolvimento intelectual e social que a literatura pode trazer. O contato com o livro faz a diferença na vida das pessoas”. A estimativa é que o Festival, que também vai englobar a 25ª Feira do livro de Gramado, atraia um público de 80 mil pessoas no espaço de 3500 m² que receberá o FiliGram.
    O músico Zeca Baleiro Foto: Diego Ruahn/ Divulgação
    O escritor Ronaldo Augusto. Foto: João Urban/ Divulgação

    Dentre os  mais de 100 participantes, estarão presentes escritores, slammers, ilustradores, tradutores, artistas de teatro, música e dança, professores, editores e críticos. Estão confirmados nomes importantes como Jeferson Tenório, Paulo Scott, Natália Borges Polesso, Clara Corleone, Aline Bei, Zeca Baleiro, Kiusam de Oliveira, Pedro Pacífico, Yuri Al’Hanati, além da sul-africana Futhi Ntshinguila, a mexicana Lola Ancira, o britânico Michael Bhaskar, os portugueses Afonso Cruz e Celia Sousa.  O vocalista do Teatro Mágico, Fernando Anitelli fará uma apresentação poético-musical.

    A escritora Futhi-Ntshingila. Divulgação/ Dublinense
    Danichi Hausen Mizoguchi. Arquivo pessoal/ Divulgação

    O FiliGram tem parceria com o Festival Literário Internacional FÓLIO, criado pela cidade portuguesa coirmã de Gramado, Óbidos, pequena vila medieval reconhecida pela UNESCO como uma das 20 cidades da literatura mundial. Neste ano, os festivais literários de ambas as cidades vão promover uma programação conjunta com foco em acessibilidade cultural, área que trata dos direitos das pessoas com deficiência no acesso à arte. O FiliGram vai receber uma comitiva integrada pela vereadora da Câmara Municipal de Óbidos Margarida Reis e pela Drª Célia Sousa, referência internacional na área de literatura acessível.

    Homenageado

    O poeta, intelectual e professor Oliveira Silveira é o grande homenageado desta edição do FiliGram. Nascido em um distrito de Rosário do Sul, Oliveira foi um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra junto ao grupo Palmares nos anos 1970. Em seu cartão de visita, Oliveira Silveira se definia como pesquisador da cultura afro-brasileira e escritor de literatura negra. Sua obra, principalmente os artigos e poemas, influenciou gerações de escritores e pensadores do Brasil. Serão dedicados debates, painel e exposição à obra de Oliveira Silveira.

    Oficinas

    Yuri Al’Hanati. Foto:: Rafael de Andrade/Divulgação
    O músico Richard Serraria. Foto Náthaly Weber / Divulgação

    As pré-inscrições para oficinas e workshops de escrita, poesia, marketing editorial e arte-reciclagem estão abertas e podem ser efetuadas vias formulários disponíveis no http://filigram.com.br/pre-inscricao-de-oficinas/

    Vanessa Passos. Arquivo pessoal/Divulgação
    A programação já está disponível no site http://filigram.com.br
     
    O FiliGram é uma realização da Prefeitura Municipal de Gramado e conta com a produção da Miraceti Projetos Educacionais e Culturais e patrocínio das empresas Sulgás, D´Gregio, Jolimont e Mãos do Mundo, por meio do financiamento do Sistema Pró-Cultura RS e da Lei Federal de Incentivo à Cultura / Ministério do Turismo. 
    Eduardo_krause, um dos curadores do evento. Foto: Agustin Ostos/Divulgação
    *O corpo curatorial é formado pela Universidade Aberta do Brasil, Coletivo Sankofa, Literatura RS, Studio Patinhas, pelo escritor Eduardo Krause, pela jornalista Patrícia Viale e coordenadores do FiliGram
  • A guitarra de Ricardo Silveira se encontra com o baixo de Gastão Villeroy, no Espaço 373
    O guitarrista Ricardo Silveira – Foto Nando Chagas/ Divulgação

    A guitarra de Ricardo Silveira se encontra com o baixo de Gastão Villeroy, no Espaço 373

     Conhecido por trabalhos ao lado de nomes, como João Bosco, Milton Nascimento, Ivan Lins, Elis Regina, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Diana Ross e Path Metheny, Ricardo se apresenta nos dias 2 e 3 de setembro, às 21h, com o baixista Gastão Villeroy

     O guitarrista carioca Ricardo Silveira convida o baixista gaúcho, radicado há 35 anos no Rio de Janeiro, Gastão Villeroy, para duas apresentações no Espaço 373, nos dias 2 e 3 de setembro. Além da amizade, eles colecionam uma longa e sólida carreira no Brasil e no exterior.

    Enquanto Ricardo fará um apanhado de músicas da sua carreira, como “Bom de tocar”, “Beira do mar”, “Long distance”, Gastão apresentará músicas do seu disco “Amazônia” e de seu recente álbum lançado nos EUA “That bossa note”. Acompanham a dupla Michel Dorfman (piano) e Marquinhos Fê (bateria).

    Ricardo Silveira tem 19 álbuns solos gravados com participações de algumas das grandes estrelas do jazz mundial. Nos EUA, tocou com nomes, como Sergio Mendes, Dori Caymmi, Oscar Castro Neves, Diana Ross, Pat Metheny, Herbie Mann, Don Grusin, Dave Grusin, Toots Tiellemans, David Sanborn, Earnie Watts e Abe Laboriel.  No Brasil, acompanhou Elis Regina, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e João Bosco.

    Gastão Villeroy – Foto Ana Migliari/ Divulgação

    Gastão Villeroy foi baixista de Milton Nascimento por muitos anos e agora, em carreira solo, já conta com dois discos gravados com participações de renomados artistas, como o próprio Milton, Lenine, Seu Jorge e Maria Gadú. Também se apresentou e gravou com músicos, entre eles Tim Maia, Caetano Veloso, Lenine, Billy Cobhan, David Lieberman, Omar Hakim e Dione Warwick.

    SERVIÇO
    Ricardo Silveira convida Gastão Villeroy
    Quando: 2 e 3 de setembro | Sexta e Sábado | 21h
    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)

    Ingressos: R$ 70 a R$ 110

    Ingressos antecipados para sexta: https://www.sympla.com.br/evento/ricardo-silveira-gastao-villeroy/1681728

    Ingressos antecipados para sábado:
    https://www.sympla.com.br/evento/ricardo-silveira-gastao-villeroy/1681739

    Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

  • Di Cavalcanti e Burle Marx, entre outros grandes nomes, em três mostras na Galeria Duque
    Obra de Burle Marx/ Divulgação

    Di Cavalcanti e Burle Marx, entre outros grandes nomes, em três mostras na Galeria Duque

    • Grandes nomes da arte como Di Cavalcanti, Danúbio Gonçalves, Iberê Camargo, Tarsila do Amaral, Anitta Malfatti e Tomie Ohtake integram exposição que inaugura no dia 27 de agosto. A galeria também recebe obras das pioneiras Amelia Pastro Maristany e Amelia Maristany Meyer e da artista contemporânea gaúcha Rosa Lops Susin. São três exposições simultâneas na Galeria Duque

    Um encontro marcado com a arte através dos séculos. No sábado, 27 de agosto, das 14h às 16h, a Galeria Duque (localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre) inaugura três exposições. Em “Cor e Poesia”, que ocupa os dois primeiros andares do espaço, são apresentadas obras do acervo de grandes nomes da arte do Brasil e do mundo com curadoria de Daisy Viola. No terceiro andar, a mostra “As Duas Amélias” destaca o trabalho das artistas pioneiras Amélia Pastro Maristany e Amélia Maristany Meyer, com curadoria do casal de também artistas Sílvia e Rogério Livi.  A artista Rosa Lops Susin ocupa o quarto andar da Galeria Duque com a “Trilogia da Imagem”, em obras que tratam das questões femininas em pinturas repletas de cores, texturas e riqueza de detalhes. A exposição fica em cartaz até o dia 15 de outubro, com entrada franca.

    Carybé/ Divulgação

    “Cor e Poesia” representa a oportunidade de conferir obras de artistas célebres como Aldemir Martins, Aloísio Carvão, Anita Malfatti, Antonio Poteiro, Beatriz Milhazes, Bonadei, Burle Marx, Carybé, Claudio Tozzi, Cicero Dias, Danúbio Gonçalves, Di Cavalcanti, Eduardo Vieira da Cunha, Eli Heil,Glênio Bianchetti, Guignard, Iberê Camargo, Manoel Santiago, Milton da Costa, Orlando Teruz, Rapoport, Sanson Flexor, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake.

    Brinco de Princesa – Amelia Pastro Maristany/ Divulgação

    “Essa exposição reúne trabalhos de artistas de tempos, lugares, e linguagens distintas. A função de realizar uma curadoria me permite traçar fios condutores de trabalhos e pessoas que me chamam a atenção por características que as unem. São recortes que se fazem na vida, no tempo, no olhar”, conta a curadora Daisy Viola. “Ao analisar o acervo para essa exposição, o que me ‘puxou o olho’ foi a delicadeza de cada fazer, em linguagens diferentes, nas cores das pinturas e na incidência da luz sobre o papel e em outras superfícies diversas”, complementa.

    Porto Alegre vista da ilha do Uniâo – Amelia Maristany Mayer

    Uma reverência às mulheres

    Também imperdível, a exposição “As Duas Amelias, artistas pioneiras”, comemora 100 anos do casamento da porto-alegrense Amelia Pastro com o pintor espanhol Luis Maristany de Trias e revela duas artistas pioneiras com nome Amelia e Maristany. A mãe, Amelia Pastro, tinha nas flores a sua marca registrada, que encantou até Angelo Guido: “Não sei de outro artista nosso que tenha penetrado com mais sutileza o segredo de pintar flores e que tenha conseguido a sensação de naturalidade, de vibração cromática e de vida que há nos quadros dessa brilhante pintora”, disse por ocasião da exposição da artista no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, em 1938. A filha Amélia Maristany Mayer, que também era bailarina, unia duas de suas paixões na arte, com paisagens, retratos e temas coreográficos. Juntas, expuseram em São Leopoldo (1947), Rio Grande (1948) e Caxias do Sul (1953) e agora, em 2022 estão unidas novamente nessa mostra histórica na Galeria Duque.

    Obra de Rosa Lops Susin/ Divulgação

    Na “Trilogia da Imagem”, a artista gaúcha Rosa Lops Susin expõe suas pluralidades em três módulos, que mesclam realismo e imagens contemporâneas, interligadas com o objetivo de instigar o observador. Em “Criação Realista”, a inspiração parte da fotografia, que é reproduzida em acrílica sobre tela, aquarelas e técnicas mistas. O empoderamento feminino, a força, a liberdade e a pluralidade da mulher em cores vibrantes e olhares marcantes apresentados em mistura de texturas e detalhes são retratados no módulo “Realista Espontânea”. Por fim, em “Figura Imaginária ou Contemporânea”, a artista mostra as relações que se estabelecem entre as cores, o equilíbrio e os traços em imagens figurativas.

    Obra de Rosa Lops Susin/ Divulgação

    SERVIÇO

    “Cor e Poesia” e “As Duas Amelias: Artistas Pioneiras” e “Trilogia da Imagem”

    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque

    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Centro Histórico – Porto Alegre

    Vernissage: sábado, 27 de agosto, das 14h às 16h

    Período da exposição: de 27 de agosto a 15 de outubro

    Horário de funcionamento: segunda à sexta-feira, das 10h às 18h | sábados, das 10h às 17h. Entrada Franca

  • Arte para o povo: uma galeria a céu aberto em praça da Restinga
    Foto de Virgínia Guimarães/ Divulgação

    Arte para o povo: uma galeria a céu aberto em praça da Restinga

     

    Higino Barros

    “Tenho um sonho há bastante tempo: fazer chegar arte de qualidade para a periferia.” Assim o fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro define o propósito de sua nova conquista: abrir no bairro Restinga, um local estigmatizado no imaginário urbano da capital gaúcha, uma filial da Galeria da Escadaria, espaço de arte consagrado em Porto Alegre. Dia 27 de agosto, sábado, às 15 horas será realizada a cerimônia de abertura com  apresentação de grupos de capoeira da comunidade.

    Isso está sendo possível através de edital do FAC (Fundo de Apoio à Cultura), da Secretaria Estadual da Cultura. “Com a produtora que trabalha comigo, a Isabel Meireles, fizemos o processo e fomos contemplados no edital, explica Monteiro.

     

    O edital proporciona além da construção da galeria a céu aberto, na Praça Esplanada na Restinga, que será nos mesmos molde da Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha, exibição de cinco exposições que foram mostradas no Centro de Porto Alegre. São 14 painéis, sete frente e verso. Cada painel tem dois metros por um.

    Exposição de moradores do bairro

    “Já fizemos uma série de reuniões com os representantes da sede da prefeitura na Restinga. Acertamos local e obtivemos a licença do espaço. Foi manifestado o interesse de fazer também uma exposição de fotos de celular, de mobgrafia, só com trabalhos de moradores da Restinga. Haverá um concurso, como curador vou escolher os fotógrafos selecionados do bairro e montar uma exposição”, prossegue o curador.

    Foto de Paulo Mello/ Divulgação

    Primeira exposição exibida na Restinga será de Mobgrafia, de fotógrafos gaúchos conhecidos e que teve ótima repercussão quando exibida em Porto Alegre. A previsão que cada uma fique dois meses, havendo a ocupação do espaço até julho de 2023.

    A sequência de exposições, na Galeria de Arte Restinga reproduz as exposições previstas para a Galeria Escadaria da Borges de Medeiros:

    Depois da Mobrafia atualmente em cartaz, entra exposição do curador da galeria e fotógrafo Marcos Monteiro, denominada “Ir real 2”. Em seguida acontece a mostra da Nega Ângela e a Street Expo Photo 2022-2003, que já virou um grande acontecimento no cenário fotográfico da capital gaúcha e agora chegará também à população da Restinga

    Trabalho autoral original

    O curador da Galeria Escadaria ressalta o trabalho de Nega Ângela, fotógrafa que integra o Photo Clube Portoalegrense. “ O trabalho tem a curadoria do Fernando Schmith, um grande fotografo da capital. Está mostra está sendo preparada há um ano e vai causar um impacto, já que é um trabalho autoral muito original.”, ressalta Monteiro.

    Segundo ele “como tem acontecido na Street, grande profissionais da área ocupando o mesmo espaço ao lado de fotógrafos amadores com bons olhares, novo fotógrafos.

    Foto de Carmem Gottfried/ Divulgação

    O fato de ser exposição à céu aberto nós pomos em prática a ideia de levar para o povo exposições culturais com ótima qualidade, formando novos admiradores da arte e incentivar jovens e todo tipo de pessoa à praticar fotografia.

    Hoje em dia se faz boa fotografia tanto com equipamento profissional quanto com um simples celular. Importante não é o equipamento. E sim desenvolver o olhar e arte dentro de cada um, as vezes adormecida, que a pessoa não tem a oportunidade de praticar”, conclui Marcos Monteiro.

    CALENDÁRIO DAS EXPOSIÇÕES

    Exposições na Galeria de Arte Restinga para 2022.

    Dia 27. 08.22 exposição Mobgrafia.

    Dia 10.11 2022 expo Marcos Monteiro,

    Dia 10.12.2022 exposição Nega Angela,

    Dia 03.03 exposição   Street Expo Photo edição 1.

    Dia  03 .05. Street Expo Photo edição 2.

    Dia 03. 05 – Exposição Convocatória Mobgrafia Restinga com moradores da Restinga. A única exposição que acontecerá somente na Restinga é a do moradores do bairro.

    SERVIÇO:

    DIA: 27 DE AGOSTO (SÁBADO)

    ABERTURA DA GALERIA DE ARTE RESTINGA

    LOCAL: PRAÇA ESPLANADA- CENTRO DE RESTINGA

    HORÁRIO: 15 HORAS

    COM APRESENTAÇÃO  DE GRUPOS DE CAPOEIRA DA COMUNIDADE.

    EDITAL DO FUNDO DE APOIO À CULTURA (FAC), DA SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA

     

    Contato:

    Marcos Monteiro- Fone: (51) 99935-0608

    Email: marcosmonteiroprojetos@gmail.com

     

     

     

     

     

  • Obras de 40 artistas visuais gaúchas no Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba
    Obra de Graça Craidy/ Divulgação

    Obras de 40 artistas visuais gaúchas no Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba

    Caráter feminista está presente em muitos dos trabalhos selecionados pela curadora Ana Zavadil

    Obra de Rosane Morais/ Divulgação

    A exposição Fora das Sombras – Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea, montada pela curadora Ana Zavadil no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, apresenta obras de 40 artistas visuais gaúchas. A abertura aconteceu nesta quinta-feira (18/08), às 13h, na Sala 11, onde a mostra permanecerá até 27 de novembro.

    O MON, como também é conhecido, foi projetado pelo célebre arquiteto brasileiro que lhe dá nome e é considerado o maior museu da América Latina. Em funcionamento desde 2002, tem cerca de 35 mil metros quadrados de área construída, metade da qual destinada a espaço expositivo.

    Obra de Silvia Brum/Divulgação

    Fora das Sombras é composta de 140 trabalhos de autoria de algumas das artistas mais prestigiadas no Rio Grande do Sul na atualidade. “É um conjunto de obras com qualidade excepcional que legitima a produção de artistas mulheres e apresenta uma nova forma de o visitante extrair uma experiência única do aparato museológico, das obras e da relação entre elas”, avalia a curadora.

    Obra de Ana Norogrando./ Divulgação

    Na opinião de Zavadil, “a arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, atravessar de uma vez por todas o denso muro que separa ignorância e valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade indiscutível da obra de mulheres e o seu lugar na sociedade como um todo, em que ela deve andar pari e passu com o homem e não mais à sua sombra”.

    Obra de Rosane Morais/ Divulgação

    Ex-curadora chefe do Margs (Museu de Arte do RS) e do MAC (Museu de Arte Contemporânea), ela ressalta que as obras da mostra se constituem em fonte de resistência e poder dentro do cenário vigente da produção de artistas mulheres, muitas com caráter feminista.

    Ana Zavadil explora a temática em foco há oito anos. Em 2014, realizou no Margs a exposição “Útero, Museu e Domesticidade – Gerações do Feminino na Arte”; e, em 2018, no MAC, montou a mostra “Placentária”.  “Atenta à luta das artistas, pretendo continuar realizando exposições que evidenciem os seus trabalhos e possam lhes dar o reconhecimento e a visibilidade como artistas para que suas obras se situem não à margem, mas no centro e sejam incluídas na História da Arte do Rio Grande do Sul e do Brasil”, afirma ela, que foi também curadora-assistente da 10ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (2015).

    Obra de Lucy Copstein/ Divulgação

    ARTISTAS PARTICIPANTES

    Alexandra Eckert, Ana Flores, Ana Norogrando, Ananda Kuhn, Andréa Bracher, Beatriz Dagnese, Bina Monteiro, Clara Figueira, Clara Koppe, Claudia Sperb, Dani Remião, Esther Bianco, Fernanda Martins Costa, Graça Craidy, Helena D’Ávila, Heloísa Biasuz, Juliana Veloso, Jussara Moreira, Kelly Wendt, Kika Costa, Laura Ribeiro, Lisi Wendel, Lucy Copstein, Magna Sperb, Mara Galvani, Marina Ramos, Maristela Winck, Milene Gensas, Myra Gonçalves, Natalia Bianchi, Rosane Morais, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Silvia Brum, Simone Barros, Simone Bernardi, Susan Mendes, Susie Prunes, Umbelina Barreto, Vera Reichert.

    Obra de Ana Flores/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição coletiva Fora das Sombras – Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea: 40 artistas participantes – Sala 11

    Curadoria: Ana Zavadil

    Museu Oscar Niemeyer

    Rua Marechal Hermes, 999

    Centro Cívico. Curitiba

    F: 55 41 3350.4400

    Terça a domingo

    10h às 17h30 (permanência até 18h)

    Ingressos:

    R$ 30,00

    R$ 15,00 (meia-entrada)

    www.museuoscarniemeyer.org.br

    -Crédito das imagens das obras: Divulgação das respectivas artistas

  • Livro “G.E. Tupi, sonho de guris”, relembra futebol na época da infância, nos anos 1960

    Livro “G.E. Tupi, sonho de guris”, relembra futebol na época da infância, nos anos 1960

     

    A editora Escuna lança o livro “G.E Tupi, sonho de guris” que reúne textos do jornalista Flávio Dutra e um grupo de amigos sobre experiências futebolísticas de infância e pré- adolescência. O lançamento, acontece terça-feira, dia 23, no restaurante São Rafael, avenida Protássio Alves 2720.
    O texto de divulgação apresenta:
    “Tupi foi um time formado nos anos 60 e agora três amigos se reúnem para contar esta linda de história.
    Prefácio do Fogaça: Meninos, E O VALOR DA AMIZADE
    Sobre o assunto de que vamos falar aqui, só acredite em quem tiver mais de 60 anos. Se tiver 70, melhor: jogar bola nos anos 60, nos paralelepípedos do bairro Petrópolis – bola nova, velha, esfarrapada, murcha, não importava – era uma experiência simplesmente incomparável. Parar para os carros? Quem se importava? Segurar a bola enquanto a senhora grávida passava? Nobre obrigação. Esfolar o joelho na pedra do chão no primeiro encontro contra o zagueiro? Tirava-se de letra.
    Jogar bola na rua era a diversão máxima da primeira adolescência dos caras que circulavam pelas ruas do bairro Petrópolis, no início da segunda metade do século passado, precisamente num lugar especial do planeta que era o imenso quadrilátero urbano situado entre a Ivo Corseuil e o ponto de confluência Protásio—João Abbott—Santos Neto. De sapato, tênis, chinelo ou de pé no chão. Nas férias, então, a gente começava cedo e adentrava a noite. Nada de escolinha de futebol, nada de treinador, nada de juiz ou de apito. Lateral só se batia se a bola caísse para além dos muros da vizinhança, ocorrência de falta só se resolvia no consenso.”
  • Jazz, samba e choro com Lucas Brum Quinteto, no Espaço 373
    Quinteto Lucas Brum – Foto: Elizabeth Thiel/ Divulgação

    Jazz, samba e choro com Lucas Brum Quinteto, no Espaço 373

     

    Neste sábado (20), Lucas Brum Quinteto sobe ao palco do Espaço 373. O grupo é formado por Lucas Brum (guitarra elétrica), Cristiano Ludwig (sax tenor e soprano), Leonardo Bittencourt (piano), Mateus Albornoz (baixo acústico) e Mano Gomes (bateria),

    O conjunto circula com uma apresentação que tem a música brasileira e a interação como protagonistas. se misturam com improvisação em temas originais. O ritmo acaba se tornando um sexto elemento do grupo, uma vez que as explorações de compassos e as células rítmicas são constantes nos arranjos assinados pelo guitarrista.

    SERVIÇO
    Lucas Brum Quinteto
    Quando: 20 de agosto | Sábado | 21h
    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Ingressos: R$ 35 a R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/lucas-brum-quinteto/1678867

    Ingresso Amigo: R$ 35
    Ingresso Mui Amigo: R$ 45
    Ingresso 373: R$ 55
    Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
    Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)

    Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810