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  • MARGS apresenta videoinstalação de grupo italiano,  na programação do 10º Kino Beat

    MARGS apresenta videoinstalação de grupo italiano, na programação do 10º Kino Beat

     

    Com inauguração no sábado (4), exposição transforma sonhos em imagens e sons por meio de inteligência artificial

    A exposição Onirica () será inaugurada pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), no próximo sábado (4/10), às 10h30. Trata-se de uma videoinstalação produzida pelo estúdio italiano fuse* que, por meio de inteligência
    artificial, utiliza um arquivo de sonhos para transformar os seus relatos em imagens e sons.
    Com curadoria de Gabriel Cevallos, a mostra integra a programação do 10º Kino Beat.
    Dentre 807 narrativas de sonhos reunidas por pesquisadores das universidades de Bolonha
    (Itália) e da Califórnia (EUA), foram selecionadas 30, organizadas para a exposição em cinco
    ciclos de seis relatos. A tradução visual é realizada por meio de modelos algorítmicos de
    texto para imagem, suscitando reflexões sobre o inconsciente, a coletividade e a ética do
    uso de dados para treinar a inteligência artificial.
    No Museu, a mostra integra o programa expositivo “Poéticas do agora”, voltado a artistas
    com produção atual cujas pesquisas recentes em poéticas visuais têm-se mostrado
    inovadoras e relevantes no campo artístico contemporâneo. O programa objetiva valorizar
    produções que investem na pesquisa e experimentação de linguagem, bem como na
    transdisciplinaridade dos meios, operações e procedimentos.
    O MARGS é uma instituição da Sedac. O plano de recuperação, exposições e atividades
    educativas do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de
    Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.
    Estúdio fuse*
    Responsável pela criação do trabalho, o estúdio fuse* explora, desde 2007, o potencial
    criativo das tecnologias contemporâneas. Liderado pelos fundadores Mattia Carretti (n.
    1981, Itália) e Luca Camellini (n. 1981, Itália), reúne um grupo multidisciplinar de artistas,
    arquitetos, engenheiros e designers, em colaboração com especialistas e centros de
    pesquisa, que colaboram na criação de projetos, obras, espetáculos e exposições.
    Conhecido por suas instalações de grande escala e performances ao vivo – nas quais atua
    também como companhia de teatro e produtora independente –, o estúdio experimenta

    constantemente novas relações entre o físico, o digital, o natural e o artificial, explorando
    uma ampla gama de meios artísticos, incluindo escultura, impressão, vídeo, luz e som. Ao
    longo dos anos, apresentou suas obras internacionalmente, em instituições de arte e
    festivais.

    Kino Beat
    A parceria deste ano também retoma a colaboração entre o MARGS e o Kino Beat. Na
    edição de 2019 do festival, o Museu recebeu apresentações do Projeto Sonora e de Tomaz
    Klotzel, e, em 2021, apresentou a exposição Denilson Baniwa — INÍPO: Caminho de
    transformação.
    Iniciado em 2009, com uma mostra de filmes sobre música, o Kino Beat se tornou uma
    plataforma de arte contemporânea, reunindo múltiplas linguagens – da arte digital ao
    audiovisual ao vivo, da música experimental às artes visuais – e criando espaço para
    experimentação artística e reflexão crítica. A programação inclui exposições, instalações,
    performances, espetáculos, shows, mostras, residência artística, ações formativas e outros
    formatos. O conteúdo das atividades deriva da ampla relação que o significado do seu
    próprio nome estabelece: “Kino” (imagem, movimento) e “Beat” (ritmo, som).
    Nesta edição, a curadoria atravessa temas como tecnologias emergentes, sons globais,
    ficções especulativas, pensamento ecológico, práticas colaborativas, cidades imaginadas e
    outras formas de escuta e convivência. A principal novidade deste ano é a residência
    artística internacional “Portos Conectados”, que reúne artistas brasileiros e britânicos em
    uma criação transnacional. Realizada em parceria com a Foundation for Art and Creative
    Technology (FACT), do Reino Unido, a iniciativa marca a primeira atuação internacional
    estruturada do Kino Beat.
    O 10º Festival Kino Beat é viabilizado por meio da Lei Rouanet e apresentado pela
    Petrobras, e conta com patrocínio da Blue Moon e Crown Embalagens. Apoio Internacional
    do British Council e Instituto Guimarães Rosa – Ano da Cultura Brasil/Reino Unido. O Festival
    conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do
    Estado do RS e realização Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo
    brasileiro.

    Serviço
    Exposição Onirica ()
    Videoinstalação do estúdio italiano fuse*, no 10º Kino Beat
    Onde: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) – Praça da Alfândega, s/nº, Centro
    Histórico, Porto Alegre
    Abertura: Sábado (4/10), às 10h30
    Visitação: Até 30 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h)
    Entrada gratuita

  • Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do RGS

    Texto: José Francisco Alves

    A Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do Rio Grande do Sul como indissociáveis à herança e ao culto da epopeia farrapa (1835-1845). Desde pelo menos 1879 já havia essa tentativa, à vista da encomenda ao pintor Guilherme Litran para o retrato equestre do Gen. Bento Gonçalves. Em 1891, na Constituição Estadual, houve a previsão de um “monumento à memória de Bento Gonçalves e de seus gloriosos companheiros da cruzada de 1835”. Tal “ligação” das gerações subsequentes com os farroupilhas foi com o tempo sendo construída e instituída. E cada oportunidade, sempre com apoio de pinturas históricas, monumentos e celebrações, foi muito bem aproveitada pelos governantes em suas tentativas de inserção como “herdeiros” da estirpe farroupilha.

    PÓRTICO DA EXPOSIÇÃO – Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Fotografia atribuída a Olavo Dutra/ Divulgação

    Porto Alegre, a “Leal e Valorosa”, resistiu bravamente aos

    cercos farroupilhas. Porém, já no Centenário da Revolução

    (1935) estava impregnada pelo “espírito farroupilha” que todos os sul rio-grandenses passaram a encarnar. Assim, a cidade envolveu-se totalmente na realização de uma exposição fantástica, capitaneada pelo Comissário Geral da Exposição, o prefeito Alberto Bins. O comissariado foi integrado também por Mário de Oliveira (Secretário-Geral), A. J. Renner (Seção da Indústria), Dario Brossard (Pecuária) e Walter Spalding (Cultura).

    Para o evento, ergueram-se na Redenção pavilhões temporários. O principal foi o Pavilhão da Indústria Rio-grandense, com nada menos que 230m de frente, 60de profundidade e 14.040m2 construídos. Entre os demais, os pavilhões da Indústria Estrangeira, Agricultura do RS, Inspetoria Federal das Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Centra do Brasil, Viação Férrea do RS e Departamento Nacional do Café. Dos estados, os pavilhões de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Pará.

    Houve também inúmeros estandes de serviços, diversões e entretenimento, como o suntuoso Cassino. Todos os pavilhões foram realizados sob a mesma influência de linguagem arquitetônica, numa interessante utilização local do art déco, o estilo moderno que teve sua divulga-ção mundial em 1925, com a “Exposition internationale des arts décoratifs et industriels modernes”, em Paris. Nesse sentido, destaca-se a articulação e a coordenação para que tal unidade estilística fosse orientada como o padrão da exposição farroupilha, dado que os projetistas dos pavilhões não foram os mes mos. À noite, os estandes e atrações possuíam uma iluminação de alto destaque, algo jamais visto na capital. Das demais construções, a mais icônica foi o pórtico monumental. Também foram edificados um auditório com concha acústica, restaurante, casa da vispora, “Casa do Gaúcho” e parque de diversões. Em frente à Rua Santana, havia o canódromo (corrida de cães).

    Pavilhão Cultural da Exposição do Centenário Farroupilha 1935 – In Relatório de Alberto Bins 1936/ Divulgação

    Também monumental, foi a exposição de animais de nossa agropecuária, uma “mini-Expointer” em plena Redenção. O Pavilhão Cultural foi reali-

    zado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.

    Sua entrada dava-se diretamente pela Av. Osvaldo Aranha, com ingresso próprio. A seção de artes plásticas do pavilhão foi uma das maiores exposições de arte já realizadas em Porto Alegre. Somente na Seção de Pintura, participaram 780 trabalhos.

    Aquele contexto do Centenário Farroupilha tomou conta da cidade, influindo na autoestima local, sendo o mais grandioso evento que Porto Alegre já teve, proporcionalmente, a considerar o tamanho da capital à época, com estimados 313.500 habitantes.

    Nas comemorações de 1935 houve uma onda de monumentos, em grande número de municípios gaúchos. Para o ambiente do Campo da Redenção, na oportunidade batizado de Parque Farroupilha, também monumentos foram inaugurados. Infelizmente, este significativo legado em forma de arte encontra-se hoje semidestruído, em farrapos. A principal obra foi a estátua equestre de Bento Gonçalves, encomendada a Antonio Caringi.

    Esse monumento, em 1940, foi transferido para a Av. João Pessoa, junto à Praça Piratini. Com os anos, paulatinamente esta obra, realizada na Alemanha os

    bronzes, foi esquecida por autoridades e sociedade. Foi completamente abandonado, furtadas peças e emporcalhado: uma vergonha à memória farroupilha é o que resta do monumento dedicado aquele que foi um dos mais destacados sul rio-grandenses, o Gen. Bento Gonçalves.

    Vista geral da Exposição do Centenário Farroupilha 1935 – Foto do Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Fotografia da Casa do Amador/ Divulgação

    A história da Exposição do Centenário Farroupilha encontra-se em exibição na Casa da Memória Unimed Federação/RS, com a exibição de fotografias dos pavilhões, maquete do pórtico, obras de artistas da organização do Pavilhão Cultural e outros itens relativos ao evento.

    Pavilhão da Indústria Estrangeira 1935 – Foto do Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo atribuída à Foto Becker/ Divulgação

    Também haverá mesa redonda sobre arquitetura e história, bem como uma visita orientada ao Parque Farroupilha. Trata-se de oportunidade de conhecer um evento que distancia-se no passado, é tratado com lendas e equívocos de interpretação e, por isso, precisa ser devidamente lembrado. Seu maior legado foi definitivamente fazer do Campo da Redenção um parque público, cujos primeiros elementos do anteprojeto de Alfred Agache, elaborado em 1928, foram construídos para a Exposição do Centenário Farroupilha.

    O Pavilhão Cultural foi realizado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.

    sábado A Exposição do Centenário Farroupilha

    completa 90 anos

    Encerramento da Exposição do Centenário Farroupilha em Relatório de Alberto Bins no ano de 1936

    CP MEMÓRIA

     

    “Exposição 90 de 35 – Arte,

    História e Arquitetura na Exposição do Centenário Farroupilha

    Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Bier-

    mann Pinto.

    Visitação de segundas a sex-

    tas, das 13h às 18h. Até dia 24 de outubro.

    Casa da Memória Unimed Federação/RS. rua Santa Tere-

    zinha, 263,

  • Comemoração dos 21 anos da banda JazzGig, de Porto Alegre,  traz como convidada a cantora Ithamara Koorax
    O grupo de jazz de Porto Alegre;_Foto Guilherme Ribeiro/ Divulgação

    Comemoração dos 21 anos da banda JazzGig, de Porto Alegre,  traz como convidada a cantora Ithamara Koorax

    Na edição de setembro do Sonoridades, dia 28, às 17h, a banda JazzGig nos presenteia com sua qualidade nas comemorações de seus 21 anos de estrada, num espetáculo especial repleto de standards do jazz, seleção primorosa de música instrumental brasileira e o inconfundível jazz funk que marca seu repertório. A noite contará também com a participação da renomada cantora Ithamara Koorax, considerada uma das maiores vozes do jazz mundial, tornando esta apresentação um encontro imperdível entre talento, história e excelência musical. O Sonoridades é um ponto fora da curva na programação cultural da cidade, oferecendo shows raros e imperdíveis a cada mês. Numa realização do CHC Santa Casa em parceria com a LIGA, de Dedé Ribeiro e Luiza Pires, o projeto tem curadoria de Arthur de Faria e Rafael Rubin, que capricham na escolha das atrações.
    O show especial da JazzGig traz um repertório que percorre as duas décadas de trajetória do grupo, em um espetáculo inédito que contará com apresentação de Beto Xavier — jornalista, radialista e coordenador da FM Cultura 107.7. Formada em 2004, em Porto Alegre, a JazzGig queria tocar versões instrumentais de standards do jazz e de clássicos da música brasileira. E executou tão bem sua ideia inicial que está com 21 anos de sucesso, percorrendo os palcos do sul do Brasil. Com dois discos gravados, Standards (2009) e Vol. 2 (2016), vem se apresentando em importantes palcos da cena musical, como Theatro São Pedro, Casa de Cultura Mário Quintana, Odeon Bar, Café Fon Fon, Espaço Cultural 373, Espaço Cultural 512, Bar Ocidente e Bar do Alexandre.
    E a cereja do bolo de aniversário da JazzGig é a participação especial de Ithamara Koorax, cantora brasileira de MPB, música clássica, jazz e bossa nova, nascida na cidade de Niterói/ RJ. Reconhecida como uma das melhores cantoras da história do jazz, segundo o jornalista e crítico de jazz Scott Yanow, no livro The Jazz Singers, foi eleita a terceira melhor cantora de jazz do mundo pelo Annual Readers Poll da revista americana DownBeat (em 2008/2009), ficando atrás apenas de Diana Krall e Cassandra Wilson. Já em 2002, havia sido considerada a quarta melhor cantora de jazz do mundo pela mesma publicação. Recebeu ainda destaque em revistas especializadas na Inglaterra (Jazz Journal), França (Jazz Hot), Japão (Swing Journal) e Coreia do Sul (Jazz People), entre outras.

    Ithamara Koorax.
    Foto Arnaldo de Souteiro./ Divulgação
    Ithamara iniciou a carreira profissional em 1990, quando recebeu o prêmio de “Cantora Revelação” da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1994, ganhou o Prêmio Sharp (atual Prêmio da Música Brasileira) como “Cantora Revelação de MPB” pelo álbum Ithamara Koorax Ao Vivo. Entre 1990 e 2003, gravou dez temas para trilhas sonoras de novelas e minisséries da TV Globo, como Riacho Doce, Araponga, Pedra Sobre Pedra, Renascer, Fera Ferida, Cara & Coroa, Estrela Guia e Celebridade — esta última incluindo uma música inédita de Antônio Carlos Jobim.
    Dividiu palcos e gravou com nomes como Elizeth Cardoso, Antônio Carlos Jobim, Luiz Bonfá, Ron Carter, Larry Coryell, John McLaughlin, Gonzalo Rubalcaba, Dom Um Romão, Raul de Souza, João Donato, Robertinho Silva, Hermeto Pascoal, Eumir Deodato, Marcos Valle, Edu Lobo, Martinho da Vila, Paulo Moura e Wagner Tiso, além dos grupos Azymuth e Os Cariocas, e orquestras como a Petrobrás Sinfônica e a Orquestra Jazz Sinfônica. No Japão, colaborou com artistas como Ikuo Takaoka, Masahiro Itami e Tomonao Hara. Também trabalhou com DJs como Parov Stelar e Tom Novy, lançando remixes e singles. Em 2022, lançou o single Espelho Solar (com Rodrigo Lima) e o álbum Dear Mom Beija Flor.
        Ou seja, mais um Sonoridades para marcar a cidade com uma apresentação incrível em misturas sempre interessantes e muita música de qualidade para o público gaúcho.
    Ficha técnica:
    Marcelo Campos (bateria)
    Leandro Hessel (piano/teclados)
    Marcelo Figueiredo (sax tenor)
    Marcelo Ribeiro (sax alto)
    Chico Gomes (trompete/flugelhorn)
    Rafael Capaverdi (guitarra)
    Luiz Mario Tavares (percussão)
    Gustavo Pessota (baixo elétrico)
    Bernardo Schneider Zubaran (gaita harmônica)
    convidada: Ithamara Koorazx (voz)
    JazzGig e Ithamara Koorax – Projeto Sonoridades
    Dia 28 de setembro, às 17h
    Teatro do CHC Santa Casa – Av. Independência, 75
    Redes dos artistas:
    Redes do CHC Santa Casa:
    Lei Rouanet / Ministério da Cultura
    Patrocinadores: Aché, Agrogen, Dorf Ketal, Grendene e Stihl
    Realização: CHC Santa Casa/ Liga Produção Cultural / Ministério da Cultura – Governo do BRASIL – Do lado do povo brasileiro
  • Paulo Amaral mostra uma seleção de 50 anos de arte visual
    O curador e artista visual Paulo Amaral Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Paulo Amaral mostra uma seleção de 50 anos de arte visual

    Um nome que é referência na arte do Rio Grande do Sul, Paulo Amaral inaugura exposição na Galeria Bublitz no sábado, 27 de setembro. A mostra “Paulo Amaral: uma seleção de 50 anos de Arte” apresenta uma compilação de obras do artista desde 1970 até a atualidade. O vernissage será das 11h às 13h e a mostra fica no espaço até o dia 25 de outubro, com entrada franca.

    “É uma honra receber uma exposição tão significativa de um artista que não só é um exemplo da arte produzida no Estado, mas também um grande incentivador de outros artistas e espaços culturais”, declara o marchand Nicholas Bublitz.

    Cais de Porto Alegre, Desenho a carvão, sem moldura, 50 x 70 cm/ Divulgação

    A seleção de 20 obras em exposição na galeria é formada por produções que fazem parte do acervo do próprio artista. “Esta exposição reúne algumas obras de tempos diversos (não gosto de falar em fases) de minha carreira nas artes e de técnicas variadas como óleo e acrílica sobre tela, gravura (serigrafia), aquarela e desenho. São trabalhos reunidos e guardados ao longo de cinquenta anos, que compõem um mosaico dessas técnicas que experimentei, permanecendo em algumas e abandonando outras, como a aquarela”, detalha Paulo Amaral.

    Na mostra estão alguns recortes de exposições individuais como “Cidades Mineiras”, no MARGS (1982), “Cidades do Leste”, na Galeria Marisa Soibelman (1996) e “Paris”, na Galeria Alencastro Guimarães (1993), e outras pinturas e gravuras que circularam em outras mostras, algumas delas de coleção particular do artista.

    Casa na Rua Garibaldi, detalhe, 1983, Aquarela sobre papel, sem moldura, 35 x 50 cm/ Divulgação

    As obras

    Nos anos 1970, Paulo Amaral participou ativamente do Movimento em Defesa do Patrimônio Histórico, liderado pelo saudoso Professor Leandro Telles, em que um grupo de artistas saia às ruas aos sábados para pintar um prédio ameaçado de extinção. “Salvamos muitos deles e perdemos tantos outros, que deram lugar a novas edificações, transformando o panorama da cidade”, recorda. Um destes trabalhos (Casa à Rua Garibaldi), que é um detalhe de janela, é remanescente daqueles dias.

    Ponte Pênsil sobre o Mampituba, 1981, Aquarela sobre papel, 35 x 25 cm/ Divulgação

    “Outro pequeno exemplar interessante, que integra a mostra, é a “Antiga Ponte Pênsil sobre o Mampituba”, uma pequena aquarela que retrata a primitiva ponte, in loco, a qual sofreu duas substituições no seguir dos anos, apagando da memória torrense a imagem que preservei neste trabalho”, relata Amaral. As serigrafias, em sua maioria, tratam de portas e janelas, que ficaram como uma espécie de marca registrada de sua arte. Entre elas, “Fachada em Rio Grande”, de 1981, que também consta nesta exposição, foi a primeira das mais de 100 imagens produzidas pelo artista com esta técnica, desde então.  “Em síntese, esta exposição, por sua motivação antológica suscitada pelo Nicholas Bublitz, que gentilmente me convidou a realizá-la, ficará para mim como uma das mais gratas”, reconhece Amaral.

    O artista visual Paulo Amaral- Foto: 2025 Nilton Santolin/ Divulgação

    Paulo Amaral nasceu em Bagé, em 1950. Iniciou seus estudos em pintura na Califórnia, em 1967. No Rio de Janeiro, nos anos 1970, filiou-se à Sociedade Brasileira de Belas Artes. Formou-se engenheiro civil em 1974, exercendo carreira por 30 anos em Porto Alegre, onde também presidiu o Sinduscon-RS. Suas atividades no campo das artes não se restringiram ao ofício da pintura. Dirigiu o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) por três períodos: (1997-1998, no qual conduziu as obras de definitivo restauro da instituição), (2003-2006) e (2015-2018). Como escritor, é autor de textos críticos em livros e jornais e de apresentação de artistas das áreas visuais.

    Seu currículo conta mais de cinquenta exposições individuais no Brasil e no exterior, cerca de 150 mostras coletivas, além da participação em salões de arte, como artista e jurado, e em acervos de museus brasileiros e estrangeiros. Paulo Amaral presidiu o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), órgão do governo federal, entre janeiro de 2019 e março de 2020. Assumiu a Coordenação de Artes Visuais da Secretaria da Cultura de Porto Alegre em novembro de 2021. Atualmente, também se dedica à pintura, à escultura, a curadorias comissionadas e à escrita de novos textos.

    Catedral de São Vito, Praga, 2020, Acrílica sobre tela, sem moldura, 97 x 130 cm/ Divulgação

    Exposição “Paulo Amaral: uma seleção de 50 anos de arte”
    Local: Bublitz Galeria de Arte

    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Vernissage: sábado, 27 de setembro, das 11h às 13h.
    Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h
    Período da exposição: até 25 de outubro
    Entrada Franca

  • Emmanuele Baldini é regente e solista em concerto da OSPA, com obras de Vivaldi, Bach e Fauré
    Baldini rege a OSPA _ Credito_Leandro Rodrigues /Divulgação

    Emmanuele Baldini é regente e solista em concerto da OSPA, com obras de Vivaldi, Bach e Fauré

    Emmanuele Baldini é regente e solista ao violino em concerto da OSPA com obras de Vivaldi, Bach e Fauré (19/09). Os solistas Raquel Fortes e Daniel Germano dão voz ao “Requiem” do compositor francês, que também traz a participação do Coro Sinfônico da OSPA

    Na sexta-feira, 19 de setembro, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) — fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS) — interpreta obras de três compositores renomados: Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach e Gabriel Fauré. O maestro ítalo-brasileiro Emmanuele Baldini, que também é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), é o convidado da OSPA para não apenas reger a apresentação, como também tocar violino. Ao seu lado no palco do Complexo Cultural Casa da OSPA, estarão os cantores líricos Raquel Fortes e Daniel Germano, além do Coro Sinfônico da OSPA, que fará uma participação especial. O concerto inicia às 20h na Sala Sinfônica, com transmissão ao vivo pelo canal da OSPA no Youtube.

    Raquel Fortes Créditos Leandro Rodrigues/ Divulgação

    A apresentação faz uma homenagem aos 130 anos da Faculdade de Farmácia da UFRGS. O programa começa com Sinfonia Al Santo Sepolcro em si menor RV 169, do compositor barroco italiano Antonio Vivaldi (1678-1741). Com dois movimentos, inicia com a alternância entre momentos de tensão e conforto, partindo para a reflexão no segundo movimento, como explica o maestro Emmanuele Baldini. Na sua opinião, é uma obra “impactante” e “de grande inspiração”. Além disso, o compositor barroco teria pedido que a música fosse tocada sem órgão nem cravo, algo pouco usual na época. Embora o seu título remeta à Páscoa, não há referências a uma ocasião específica que teria levado à sua composição.

    A seguir, o Concerto para Violino e orquestra em lá menor BWV 1041, do alemão  Johann Sebastian Bach (1685-1750), traz Baldini também como solista, ao violino. Nascido em Trieste, na Itália, ele é spalla da Osesp, regente titular da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e da Orquestra Sinfônica de Ñuble, no Chile. Gravou mais de 40 CDs e foi premiado como Melhor Instrumentista pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2017, além de ter recebido a Medalha Tarsila do Amaral em 2021 e ter sido finalista do Latin Grammy com sonatas de Villa-Lobos. Segundo Baldini, no Concerto, “Bach nos traz o sacro e o profano juntos, como só os grandes gênios conseguem”. O músico também ressalta a exploração dos diferentes sons produzidos pelo violino no segundo movimento da peça.

    Daniel Germano _crédito Vitoria Proenca/ Divulgação

    Após o intervalo, os solistas Raquel Fortes e Daniel Germano combinam suas vozes na interpretação de Requiem Op. 48, composição do francês Gabriel Fauré (1845-1924). A soprano Raquel, que iniciou sua trajetória no coro da OSPA, é bacharel em Canto Lírico pela UFRGS e aperfeiçoou-se no Opera Studio do Theatro Municipal de São Paulo, estado onde atua majoritariamente no momento. Já o baixo-barítono Daniel estudou em Adria, na Itália, e participou de produções operísticas como Don Giovanni, Turandot e Carmen, entre outras, além de atuar como solista em concertos de diversas orquestras.

    A música de Fauré também conta com a participação do Coro Sinfônico da OSPA, parte essencial na sua interpretação. Segundo o regente do coro, Diego Schuck Biasibetti, “Fauré explora uma diversidade muito grande em termos de sonoridade, desde momentos mais delicados e sublimes aos mais grandiosos e imponentes”. Com grandes expectativas para o concerto, Diego conta que ele será o resultado de um trabalho intenso na busca da sonoridade perfeita para a obra. Fundado em 1969, o Coro Sinfônico da OSPA é um dos grupos corais mais consolidados do Rio Grande do Sul. Para o concerto “Vivaldi, Bach e Fauré”, levará as vozes de 70 cantores à Sala Sinfônica.

    Coro da OSPA 2025 Foto: Vinícius Angeli-/ Divulgação

    Para o violinista da OSPA Giovani dos Santos, a obra de Fauré é uma “missa dos mortos em formato diferenciado”, evidenciando o descanso eterno e a paz em lugar do julgamento e da ira divina. O músico é o convidado do projeto Notas de Concerto, que acontece na Sala de Recitais da Casa da OSPA às 19h, e tem entrada incluída no ingresso para a apresentação. Ele abordará em profundidade as obras do programa e carreiras de seus compositores, além das biografias do regente e solistas do concerto Vivaldi, Bach e Fauré. A palestra conta com transmissão online pelo canal da OSPA no Youtube.

    Emanuelle Baldini Creditos Diego Frigo/ Divulgação

    FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    Vivaldi, Bach e Fauré
    Concerto em homenagem aos 130 anos da Faculdade de Farmácia – UFRGS

    SEXTA, 19 DE SETEMBRO DE 2025

    Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Giovani dos Santos.

    Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de  sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

    Bilheteria: em sympla.com.br/casadaospa ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.

    Acesse o programa do concerto

    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

    Solistas: Raquel Fortes (soprano), Daniel Germano (baixo-barítono)

    Regente e solista: Emmanuele Baldini (violino)

    Participação: Coro Sinfônico da OSPA

    Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

    Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

    Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

    Acompanhe as notícias da Fundação OSPA:

    ospa.rs.gov.br

    instagram.com/ospabr

    instagram.com/escoladaospa

    facebook.com/ospabr

    youtube.com/ospaRS


  • Projeto Semear une artes cênicas e permacultura em Mampituba
    O conhecimento trazido por guardiãs de sementes mistura-se a atividades artísticas no projeto Semear | Divulgação

    Projeto Semear une artes cênicas e permacultura em Mampituba

    Na pequena Mampituba, predomina a paisagem rural. São três mil habitantes com pouco ou nenhum acesso a atividades culturais. É ali, na região de Osório, já na divisa com Santa Catarina, que o projeto Semear oportuniza novas experiências na pacata cidade, unindo atividades artísticas e a sustentabilidade ambiental na comunidade escolar.

    O projeto Semear – Arte Multidisciplinar, começou em março com recursos da Lei Paulo Gustavo, quando guardiãs de sementes crioulas vieram compartilhar saberes com a comunidade. Agora continua com recursos da Política Nacional Aldir Blanc.

    A segunda edição do projeto, que começa dia 18 (as inscrições se encerram hoje), pretende aprofundar a cultura das sementes crioulas e a produção de mudas, além de oferecer novamente diversas oficinas, incluindo conceitos da Permacultura, somando conhecimentos ancestrais aos modernos, com o objetivo de mitigar o impacto ao meio ambiente.

    Além das oficinas, gratuitas, três espetáculos que são referências no cenário das artes cênicas do Rio Grande do Sul serão apresentados com entrada franca para a comunidade em geral: “Bonecrônicas”, do grupo Anima Sonho com trajetória de 40 anos; “Trabalhadores”, do Ponto de Cultura Varanda Cultural, com 16 anos de história; e “Circo pra toda gente”, de Eveliana Marques Ekin – Palhaça Leontina, que contabiliza 20 anos de experiência teatral. O violonista Jorge Corrêa, da comunidade do Rio da Invernada de Mampituba, estará presente em uma das apresentações.

    O público-alvo é a comunidade escolar com idade acima de 15 anos e adultos.

    Programação das atividades

    Oficinas, encontros presenciais e virtuais e visita ao quilombo

    A jornada terá nove encontros presenciais, dois virtuais e uma visita ao Quilombo São Roque, em Praia Grande, SC, divisa com Mampituba, RS.

    O projeto oferecerá oficinas que incluem expressão corporal, autocuidado, agroecologia e sustentabilidade:

    -Sementes e Mudas

    -Horta Fukuoka e Canteiro Agroflorestal;

    -Permacultura em ambiente escolar;

    -Impressão Botânica;

    -Palhaçaria;

    -Desenho;

    -Cultura Mbyá Guarani;

    -Construção de Bonecos com inclusão de LIBRAS;

    -Elaboração de Projetos Culturais;

    -Pintura com Tinta de Terra;

    -Corporificando o Sentir.

     

    Oficinas virtuais

    -“Permacultura em ambiente escolar”, será ministrada por Skye, permacultor australiano radicado no Brasil, apresentará sua experiência junto à SEDUC do Ceará com o tema Escola Sustentável, sendo o idealizador da disciplina de Permacultura nas atividades escolares;

    Oficina com a cultura Mbyá Guarani e o processo de reconstrução da aldeia e da escola indígena, após a enchente que devastou o município de Eldorado do Sul, com o professor Artêmio Marques, da escola indígena Pekuruty. Compartilhará sua experiência com a cultura Mbyá Guarani e o processo de reconstrução da aldeia e da escola após a calamidade.

    Coordenado pela atriz, bonequeira e produtora cultural Elaine Regina, a segunda edição do projeto Semear-Arte Muldisciplinar apresenta diversidade cultural, reunindo profissionais de diversas áreas: Jorge Herrmann (artista visual), Maria Aparecida da Silva e Lorena de Jesus (guardiãs de sementes), Eveliana Marques (atriz/palhaça), Patrícia Berg  (produtora cultural), Ester Fabiana  (arte educadora), Anete Schroder  (terapeuta somática), Sarita Klasmann, Marli Damacena e Eveliana Marques (Coletivo Grimpas).

    Equipe do projeto

    Elaine Regina, Leandro Nunes, Tais Abel, Dinorah Araújo, Mayssa Nunes, Titi Lopes, Tamires de Moraes, Maria Zanetti da Silva (Café com Mistura), Luiz e Fernanda Ramos (Produção de orgânicos).

     

    Produção: Ativa – arte e educação

    Apoio: Morada Sustentável, ABTB – Unima Brasil (Associação Brasileira de Teatro de Bonecos), Casa Odara Torres e da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Mampituba/RS.

    Este projeto foi contemplado no EDITAL SEDAC nº 28/2024, PNAB RS – CULTURA E EDUCAÇÃO. Conta com recursos do Ministério da Cultura, Governo Federal, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

     

    Serviço

    Período das inscrições: até 16 de setembro de 2025

    Vagas reservadas: 2 inscrições para PcD.

    Contato para as inscrições: 51-9.9968.0605 (somente WhatsApp)

    Início das oficinas: 18 de setembro de 2025

    Local de desenvolvimento do projeto: Escola – EMEF Demétrio A. Fogaça, na Estrada Geral, Roça da Estância, Mampituba/RS.

    (Todas as atividades serão desenvolvidas, sempre no período da tarde, às quintas-feiras).

    Foto de Taís Abel/Divulgação

     

     

  • “Conscientização” é a última etapa da exposição Memorial das Águas em Porto Alegre
    Foto : Wanderley de Oliveira; Entorno da CEASA e Quarto Distrito/ Divulgação

    “Conscientização” é a última etapa da exposição Memorial das Águas em Porto Alegre

    O projeto Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução abre sua terceira exposição, intitulada “Conscientização”, convidando à reflexão sobre os impactos e aprendizados da maior catástrofe climática do RS, no dia 13 de setembro (sábado), às 15h, na Praça da Alfândega (imediações do MARGS). Esta é a última etapa em Porto Alegre da iniciativa, coordenada por Marcos Monteiro e produzida por Edison Nunes, após o sucesso das mostras que emocionaram milhares de visitantes: “Voluntariado”, que ficou no local de 12 de julho a 7 de agosto e “Resiliência”, em cartaz de 9 de agosto a 11 de setembro. A visitação ocorre diariamente, ao longo de 24h, até o dia 9 de outubro.

    Memorial das Aguas – Andréia Kris / Divulgação

    “Conscientização” propõe um olhar aprofundado sobre os impactos da enchente de 2024 e a urgência de uma nova relação com o meio ambiente. Através das lentes de 28 talentosos fotógrafos, a coletiva  busca não apenas registrar a devastação, mas também inspirar a reflexão sobre a resiliência humana e a necessidade de ações preventivas e sustentáveis.

    Memorial das Águas – Conscientização – Lari Pieta/ Divulgação

    Participam: Alê Bruny, Ana Shtlr, Andréia Kris, André Lisboa, Carmen Salazar, Cerise Gomes, Cláudia Bento Alves, Cynthia Recuero, Diego Costa, Gustavo Ludecke, Gustavo Mansur, Gustavo Toigo, Gustavo Vara, Janderson da Silva, Juliano Verardi, Jorge Lansarin, Lari Pieta, Leandro Lopes, Leandro Selister, Lucian Brum, Marco Faria, Marco Resende, Nadia Weber Santos, Nely Alves, Rogério Soares, Selmar Medeiros, Valder Valeirão e Wanderlei de Oliveira.

    Memorial das Aguas – Conscientização – Gustavo Mansur/ Divulgação

    Da capital gaúcha, o projeto migrará para Pelotas, onde ocupará o Largo do Mercado, de 25 de outubro a 20 de novembro com a mostra “Gratidão” e de 22 de novembro a 20 de dezembro, com “Retomada”. O Memorial das Águas nasceu da urgência de transformar o luto em legado, documentando a maior catástrofe climática em solo gaúcho e a extraordinária onda de solidariedade que a acompanhou. Composto por cinco exposições – três em Porto Alegre e duas em Pelotas – o projeto registra os impactos da enchente, os resgates, a força do voluntariado e os movimentos de reconstrução afetiva e social nas comunidades atingidas.

    O cavalo Caramelo, símbolo da catástrofe climática em Porto Alegre;/ Gustavo Vara/Divulgação

    “Mais do que um registro documental, o Memorial das Águas é um tributo coletivo e um convite à reflexão. A exposição ‘Conscientização’ reforça a importância de aprendermos com o passado para construirmos um futuro mais resiliente e sustentável”, destaca o designer e fotógrafo Marcos Monteiro, idealizador e curador do projeto.

    MemorialdasAguas – Conscientizacao – Diego Costa1/ Divulgação

    Realização: Ministério da Cultura – Lei Rouanet, Galeria Escadaria e Clube Arte Para Todos

    Apoio: Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria de Cultura da Prefeitura de Pelotas, Valorize Projetos, Gestão de Recursos e Patrocínios Ltda, CDF Locações de Materiais Cenográficos e Culturais Ltda.

    Patrocínio: Grupo RBS, Paraflu do Brasil Indústria e Produtos Químicos Ltda, Nutrire Indústria de Alimentos Ltda, Soma Sul Equipamentos Ltda.

    Memorial das Aguas – Conscientização – Marco Faria/ Divulgação

     Serviço:
    Memorial das Águas – 3ª Exposição “Conscientização”
    Abertura: 13 de setembro (sábado) de 2025, a partir das 15h.
    Local: Praça da Alfândega – imediações do MARGS – Centro Histórico de Porto Alegre
    Encerramento: 9 de outubro de 2025.
    Visitação: Diária, ao longo de 24h. Entrada franca.

  • “Verissimo”: documentário mostra o cotidiano do grande escritor
    Veríssimo na entrada da sua casa em Porto Alegre. Foto: Ramiro Sanchez

    “Verissimo”: documentário mostra o cotidiano do grande escritor

    Última chance para ver o documentário de Angelo Defanti sobre Luis Fernando Verissimo, na Cinemateca Paulo Amorim, na Casa Mário Quintana.

    Nesta terça, 9, às 19h15, encerra-se o ciclo em homenagem ao escritor, falecido no último 30 de agosto, aos 88 anos.

    Ingressos à venda na bilheteria do cinema,

    O documentário “Verissimo”, de 90 minutos, foi produzido em 2024 e revela o cotidiano do escritor. Em 2016, às vésperas do aniversário de 80 anos de LFV, Angelo Defanti ficou durante 15 dias na casa da família, mostrando a rotina e os hábitos de um cronista observador e de poucas palavras.

  • Britto Velho abre 52ª exposição de obras inéditas, na Delphus Galeria de Arte
    Britto Velho e uma de suas obras/ Divulgação

    Britto Velho abre 52ª exposição de obras inéditas, na Delphus Galeria de Arte

     

    O acúmulo de seis décadas de dedicação profissional à pintura permeia a exposição de 19 obras inéditas que o reconhecido artista visual gaúcho Britto Velho apresenta na Delphus Galeria de Arte e Molduras, com abertura no dia 4/9 (quinta-feira), às 19h.

    Aos 79 anos, idade incapaz de abalar o espírito jovial do artista, traço de personalidade que se reflete na sua obra, Carlos Carrion de Britto Velho contabiliza a atual exposição como a 52ª individual realizada ao longo da carreira, ao lado de cerca de 400 coletivas e participações em mais de 150 salões de arte.

    Britto trabalha na criação de uma nova tela/Divulgação

    A mostra se estenderá até 3 de outubro, reunindo trabalhos em acrílica sobre tela criados este ano em diferentes tamanhos. Britto curte “o prazer da cor”, que é, para ele, talvez maior que o do desenho. “Me divirto muito com cores”, confessa o pintor, cuja trajetória inclui anos vividos em Buenos Aires, Paris e São Paulo.

    Mesmo que já tenha exposto no MASP e participado de grandes eventos de arte, como a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul, por exemplo, além das muitas individuais e coletivas realizadas ao longo do tempo, o mestre empolga-se ao ver seus trabalhos saírem do ateliê para espaços expositivos.

    Detalhe de um dos quadros de Britto Velho/ Divulgação

    “Gosto de saber o que as pessoas pensam do trabalho. Uma obra só passa a ser arte no momento em que ganha um outro significado perante o público. Ela se recria; sem o espectador, ela morre”, declara o também escultor e gravador.

    No momento, Britto não se preocupa em dar título às suas obras e até mesmo à exposição. “Acho que o título induz a pessoa a ver de uma forma em que eu estou dirigindo. Gosto de deixar a pessoa livre para recriar e conseguir um conteúdo novo”, explica com a experiência de quem, paralelamente à carreira de artista, deu aulas de arte durante 48 anos.

    Britto Velho diante de figuras de uma de suas telas/ Divulgação

    Em 1991, foi apresentada em Porto Alegre, em São Paulo (no MASP) e no Rio de Janeiro (no Museu Nacional de Belas Artes) a exposição O Realismo Mágico de Britto Velho. Se o título de então aludia à singularidade do trabalho do artista pelas formas, cores e composições de suas figuras e objetos, ainda mostra-se válido, apesar da passagem do tempo. Britto continua único. Quem visitar a mostra na Delphus poderá constatar isso.

    SERVIÇO

    Exposição de Britto Velho na Delphus Galeria de Arte e Molduras

    Abertura: 4/9 (quinta-feira), 19h

    Visitação: até 3/10

    Dias e horários: segunda a sexta-feira das 9h às 18h45; sábado das 9h às 13h

    Endereço: Avenida Cristóvão Colombo, 1501, bairro Floresta, Porto Alegre

    Entrada gratuita

    FOTOS: Wanderlei Oliveira

  • Chega a Beirute obra de pintor brasileiro para Museu do Estado Palestino
    “Natal em Gaza”, sob o impacto dos primeiros ataques.

    Chega a Beirute obra de pintor brasileiro para Museu do Estado Palestino

    Já está em Beirute a obra “Natal em Gaza”, do pintor Enio Squeff, gaúcho, radicado em São Paulo.

    O autor foi um dos artistas brasileiros convidados pela Embaixada do Brasil no Líbano a contribuir com obras para o Museu Palestino, em Beirute.

    A obra, um painel em acrílico sobre madeira, foi pintada, segundo Squeff, sob o impacto das primeiras imagens na televisão sobre o genocídio em Gaza!.

    “Fiz num impulso. Mais tarde, quando recebi o telefonema do embaixador Tarcísio Costa, não tive dúvidas, esse era o destino desta obra”, diz o autor. O Museu Palestino é uma associação não governamental dedicada a apoiar uma cultura palestina, nacional e internacionalmente. (E.B.)