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  • Estátua do Laçador revitalizada, será entregue para a prefeitura de Porto Alegre
    Estátua do Laçador tem restauro finalizado e andaimes retirados do entorno. Foto: Eduarda Oliveira/ Divulgação

    Estátua do Laçador revitalizada, será entregue para a prefeitura de Porto Alegre

     

    A Estátua do Laçador, que já está de volta ao Sítio desde o dia 11 de janeiro, será entregue para a prefeitura de Porto Alegre, completamente revitalizada, nesta quinta-feira, 17 de fevereiro.

    O restauro do Monumento foi promovido pela Associação Sul Riograndense da Construção Civil e viabilizado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), através do programa Pró Cultura – Lei de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que destinou uma verba de 900 mil reais para a intervenção na Estátua. Ainda, para que a revitalização do Laçador pelo Projeto Construção Cultural – Resgate do Patrimônio Histórico fosse possível, a Gerdau e a Sulgás atuaram como patrocinadoras e a JOG Andaimes, Elevato, Ministério Público do Rio Grande do Sul e Phorbis Empreendimentos Imobiliários como apoiadoras.

    Durante o último mês, o Monumento ao Laçador passou por reparos finais, feitos com ele já fixado na própria base. Com o término dos restauros, a imagem que cobre a Estátua será retirada, assim como os andaimes usados para o trabalho. A formalidade contará com a presença do prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo.  A Prefeitura de Porto Alegre foi uma das apoiadoras do projeto com um aporte financeiro para a realização do restauro e fazendo o acompanhamento da revitalização através da Secretaria da Cultura, garantindo a execução de todo o projeto com a segurança necessária.

    Zalmir Chwartzmann, coordenador do Projeto Construção Cultural – Resgate do Patrimônio Histórico, salienta a importância da revitalização ter acontecido e a alegria em fazer parte de um projeto com essa grandiosidade: “Estamos nos momentos finais do projeto, com mais de 100 dias de trabalho fora do local, mas que ao todo tem quase cinco anos de dedicação. Tudo foi feito com muito estudo, muita seriedade e preocupação, em especial dada a importância deste Monumento para o nosso Estado. Entregamos o Laçador revitalizado no ano em que estamos completando 250 anos de Porto Alegre e isso nos traz um orgulho muito grande.”.

    Os andaimes ao redor do Laçador começam a ser retirados a partir das 17h e a entrega do Monumento para a prefeitura está prevista para às 18h30, no Sítio do Laçador, na Avenida dos Estados. Agora, fica a cargo do executivo municipal a revitalização do local, onde a Estátua está instalada desde 2007. Posteriormente, está previsto um evento festivo de entrega do Monumento para a comunidade.

     

  • Quatro filmes com recursos de audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva, no Cine Farol Santander
    Raia 4 será o primeiro filme exibido na mostra. Imagem: Divulgação

    Quatro filmes com recursos de audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva, no Cine Farol Santander

    Entre os dias 17 e 25 de fevereiro, o Cine Farol Santander realiza a Semana da Acessibilidade com exibições dos filmes gaúchos “Raia 4”, “Aos Olhos de Ernesto”, “Legado Italiano” e “Portuñol”, com recursos de audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva.
    A programação também contará com exibições online dos longas-metragens  “Bio – Construindo uma Vida”, de Carlos Gerbase, e “Disforia”, de Lucas Cassales. Os dois títulos serão disponibilizados entre os dias 18 e 23 em versões com audiodescrição, janela de libras e legenda descritiva.
    A programação também contará com exibição online do longa metragem  “Bio – Construindo uma Vida”, de Carlos Gerbase, Imagem: Divulgação
    Formulário para acesso à programação online: https://forms.gle/UvgQK9RzsSdtALCo7
    Todas exibições – tanto presenciais quanto online – são gratuitas
    O Cine Farol Santander entra em recesso de carnaval no dia 26 de fevereiro, retornando no dia 03 de março com a tradicional Mostra Espiritualidade e Consciência.
    Confira abaixo a grade horária e informações dos filmes:
    17/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    18/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    19/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    A produção gaúcha “Aos olhos de Ernesto”  está na mostra. Imagem: Divulgação
    20/02
    15:00 Raia 4 – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Aos Olhos de Ernesto – Sessão com Acessibilidade
    22/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    23/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    24/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    25/02
    15:00 Legado Italiano – Sessão com Acessibilidade
    17:30 Portuñol – Sessão com Acessibilidade
    Portuñol, de Thais Fernandes
    Muitas línguas são faladas na intersecção entre o Brasil e países vizinhos como Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Uma investigação sobre a percepção da identidade nacional a partir da mistura entre o português, o espanhol e o guarani.
    2019, Documentário, Classificação Indicativa: Livre.

    Legado Italiano, de Marcia Monteiro
    Com cenários no Rio Grande do Sul (Serra Gaúcha e Vale do Caí) e no norte da Itália, Legado Italiano revisita os 145 anos da imigração italiana para a Serra Gaúcha e os inúmeros legados deixados ao longo desse tempo.
    2020, Documentário, Classificação Indicativa: 10 anos.
    Raia 4, de Emiliano Cunha
    Amanda é uma nadadora pré-adolescente. Quieta e reservada, encontra, embaixo da água – lugar onde os segredos não podem ser ouvidos – um refúgio. O conflito com os pais, as pressões do esporte e da fase da vida, tudo parece se acumular no entorno de Amanda, que acaba se aproximando de Priscila, uma colega de equipe.
    2019, Drama, Classificação Indicativa: 14 anos.
    Aos Olhos de Ernesto, de Ana Luíza Azevedo
    Ernesto enfrenta as limitações da velhice, como a solidão e a cegueira crescente. Ao se tronar viúvo, ele aprende que envelhecer é encher os silêncios com as ligações de seu filho que mora longe, com os recados do banco para retirar sua pensão, com as visitas de seu vizinho Javier, com a espera por uma nova carta de Lucía. No entanto, Bia, uma cuidadora de cães, entra em sua vida e Ernesto passa a perceber que o envelhecimento
    pode ser rejuvenescedor.
    2019, Drama, Comédia, Classificação Indicativa: 12 anos.
     
    Bio – Construindo uma Vida, de Carlos Gerbase
    Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz.
    2017, Drama, Classificação Indicativa: 14 anos.
     
    Disforia, de Lucas Cassales
    Dário sofre pela dificuldade em se recuperar de um acontecimento assustador de seu passado. Ao se aproximar da menina Sofia, memórias de um trauma são despertadas. Atormentado, ele precisa encarar o passado e o mistério envolvendo a família dele.
    2019, Drama, Suspense, Classificação Indicativa: 14 anos.
  • Exposição “Donas da história” homenageia mulheres negras gaúchas, na CCMQ
    Amancia. Reprodução/ Divulgação

    Exposição “Donas da história” homenageia mulheres negras gaúchas, na CCMQ

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), recebe, a partir de 12 de fevereiro, a Exposição Donas da história. A mostra fotográfica homenageia mulheres negras gaúchas e pode ser visitada até 9 de março no Espaço Oliveira Silveira, no 5º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre).

    Daiane dos Santos. Foto: Alvaro Bax/ Divulgação

    A exposição destaca a trajetória de 16 mulheres negras gaúchas, oito delas vivas e atuantes. A curadoria é da historiadora da arte e curadora do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Izis Abreu, e da assessora de Diversidade da Sedac, Clarissa Lima. Donas da história esteve em exposição no salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, por ocasião das comemorações do centenário da sede do Executivo Estadual e dos 50 anos da instituição do 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra, movimento iniciado no Rio Grande do Sul.

    Judith Bacci. Reprodução/ Divulgação

    O período em que a exposição Donas da História permanece no Espaço Oliveira Silveira integra também a programação do Dia Internacional da Mulher na CCMQ. O diretor da instituição, Diego Groisman, observa que a mostra em homenagem a mulheres negras gaúchas de diferentes gerações, que combateram o racismo e a discriminação de gênero, ocupa um espaço de grande valor simbólico no complexo cultural. “O quinto andar da CCMQ concentra os espaços Oliveira Silveira e Maria Lídia Magliani, além do Laboratório Odilon Lopes, do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), todos nomeados em reverência ao legado de pessoas negras na cultura do Estado”, comenta Groisman.

    Cristal. Foto; Alvaro Bax/ Divulgação

    Donas da história reúne fotos de personalidades já falecidas, como Amancia Coringa, Judith Bacci, Mãe Preta, Mãe Rita, Maria Ignácia da Conceição, Rainha Ginga Severina Maria Francisca Dias – a Sibirina, Sirlei Amaro e Teresa Franco. A mostra também homenageia mulheres negras em plena atividade. Entre elas, Cristal, Daiane dos Santos, Giane Vargas, Karen Luise Vilanova, Onira Pereira, Regina Nogueira, Valéria Barcellos e Vera Daisy Barcellos.

    Mãe Rita Ialorixá.
    Reprodução/ Divulgação

    Durante o lançamento da exposição, no Palácio Piratini, a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Vera Daisy Barcellos, uma das homenageadas, evocou lembranças carregadas de emoção. “Em 1970 eu estava ao lado de Oliveira Silveira, jovem poeta e militante que provocava a juventude para que nos inteirássemos sobre o movimento negro. Ali estava sendo gestado, por homens e mulheres negros e também por não negros, aquilo que seria o 20 de novembro. Estar hoje neste espaço, subindo as escadas deste palácio com tapete vermelho, é algo muito significativo, considerando que a maioria de nós, mulheres negras, está sempre escondida no trabalho serviçal”, disse Vera Daisy.

    Vera Daisy Barcellos. Foto: Alvaro Bax/ Divulgação

    Izis Abreu, uma das curadoras da exposição, explica que a iniciativa partiu de pesquisas sobre a representação de sujeitos negros na história da arte, especialmente a figura das quitandeiras negras. “Não se fala da importância dessas mulheres para a história do povo negro, mas elas foram essenciais, porque, através da atividade da quitanda, conseguiam comprar a sua alforria e a de outros escravizados e ascender socialmente. A partir disso, quisemos pensar o que as mulheres negras estão fazendo hoje e como estão avançando e lutando contra o racismo”, explica Izis.

  • Monica Tomasi se apresenta em Porto Alegre com músicos locais, no Espaço 373
    Monica Tomasi – Arquivo Pessoal/ Divulgação

    Monica Tomasi se apresenta em Porto Alegre com músicos locais, no Espaço 373

    O show ocorre no dia 16 de fevereiro, quarta-feira, às 21h. Os ingressos estão à venda no site da Eventbrite.

    Vivendo há três anos na Alemanha, a cantora e compositora Monica Tomasi retorna à cidade natal para reencontrar os amigos e parceiros musicais Nelson Coelho de Castro, Toneco da Costa, Giovanni Berti, Matheus Kleber, Mario Carvalho e Necka Ayala, no palco do Espaço 373. No repertório, sambas do show Pérola no Veludo (encontro musical com Nelson Coelho de Castro), covers, algumas inéditas, entre elas Repara, a primeira parceria com Necka. “Mesmo com todas as incertezas, é uma alegria imensa planejar e sonhar com um reencontro ao vivo e no palco com esses artistas”, conta.

     

    Monica Tomasi tem despertado o interesse do público local, recebendo boas críticas na imprensa ao mostrar não só suas composições, mas suas origens nas obras de Lupicínio Rodrigues, Tulio Piva e Paulinho da Viola.

     

    Em 2019, ela conheceu um importante parceiro musical, Tobias Langguth, guitarrista alemão com um impressionante domínio da música brasileira. Além de vários shows juntos, Monica gravou quatro faixas no seu LP Stars of the Night, que será lançado em março. Algumas delas já estão disponíveis no canal do Youtube de Langguth.

    Monica Tomasi – Arquivo Pessoal / Divulgação

    Desde o ano passado, a gaúcha integra a banda Triooo Maravilha, fundada pela percussionista Cris Gavazzoni (Mannheim), a violinista Priscila Simeoni (Cottbus) e o vocalista Fausto Israel (Bad Schwalbad). No repertório do Triooo, a música autoral e novos arranjos para a música brasileira e internacional dos anos 80 e 90 (http://www.triooomaravilha.de).

    Em 2022, com vários shows cancelados e/ou transferidos, em função dos aumentos dos casos de Covid na Europa, Monica está focada na pré-produção do novo disco, que será lançado por um selo italiano.

    SERVIÇO
    Monica Tomasi e amigos
    Quando: 16 de fevereiro | Quarta-feira
    Horário: 21h (a casa abre às 19h)
    Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
    Ingresso Amigo: R$ 35,00
    Ingresso Mui Amigo: R$ 45,00
    Ingresso 373: R$ 55,00
    Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65,00
    Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100,00

    Reservas antecipadas pela plataforma Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/monica-tomasi-e-amigos-tickets-259570932647?fbclid=IwAR3JUhABq2jdEJrEKI4PSCww9AeU46KtMFIGdfJaXqbqp2ebBSxdOyJyDhc

    Mais informações pelo whatsapp: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

  • “Noite dos Abraços”, novo álbum de Duda Fortuna, terá lançamento nas plataformas digitais
    Capa do trabalho – Foto Vherá Xunu – Arte Final. João Salazar/ Divulgação

    “Noite dos Abraços”, novo álbum de Duda Fortuna, terá lançamento nas plataformas digitais

    O nome do novo disco de Duda Fortuna traz intenção, afeto, esperança, solidão e horizonte. “Noite dos Abraços”, todo gravado durante a pandemia da COVID 19, chega às plataformas dia 11 de fevereiro. Projetando um futuro não muito distante, o álbum exalta os (re)encontros pós pandêmicos, onde as pessoas possam, enfim, se abraçar e conviver de pertinho. Segundo disco do artista, reúne os singles lançados em 2021, além de seis produções inéditas. Totalizando onze músicas, Noite dos Abraços vem com as parcerias potentes de quatro produtores: Vini Cordeiro, Cau Netto, Marcelo Callado e Dazluz. O resultado foi masterizado por Ciro Moreau.

    “A unidade do trabalho aparece na execução das músicas, ou seja, canto do meu jeito inclusive as músicas que não são de minha autoria, como Cansaço e Procurando Graça”, afirma Duda. “A escolha do repertório foi um processo bem intuitivo, que foi acontecendo durante o ano e que inclui uma canção emblemática: Pra ti Poa, antiga canção, em novo arranjo e formato, que fala de esperança e de uma girada na chave pró cultura, bem às vésperas do aniversário de 250 anos da cidade”, completa.

    Duda Fortuna. Foto Greta Wayne/ Divulgação

    Além de diversificar na escolha de ter um disco produzido por quatro artistas, Duda Fortuna também apostou nas parcerias e participações, como as poetas Lilian Rocha e Lota Moncada, Vini Cordeiro, Lisano Zorg, Pedro Poeta, Zeco Dardi, Eduardo Pitta, Marcelo Callado e Lico Silveira, entre outros importantes nomes da cena brasileira da música. A capa e programação visual do álbum são baseadas na foto assinada por Vherá Xunu, fotógrafo e integrante da comunidade indígena Mbya Guarani na Grande Porto Alegre. A imagem da união das pétalas de uma aspilia em torno de seu centro, dão a sensação do abraço. A arte finalização é do designer João Salazar.

    Foto: Greta Wayne/ Divulgação

    Sobre as música

    Cansaço, canção inédita, tem a participação especial da poeta e escritora Lilian Rocha, que também é autora da música em parceria com José Carlos Rodrigues. A produção e arranjos ficaram por conta de Vini Cordeiro. O fonograma ainda traz na abertura o poema Fuga, também de Lilian Rocha e declamado lindamente por ela. Procurando Graça tem produção e arranjo de Vini Cordeiro, que também assina a autoria dessa balada rock. Voo Solo é parceria de Duda Fortuna com Lisane Zorg, e tem a participação do baterista Dado Silveira. O arranjo e produção levam o carimbo de Cau Netto. A música também rendeu um belo clipe dirigido por Greta Wayne. A inédita Voy y Vuelvo tem na letra uma adaptação da poesia da chilena Lota Moncada, que participa declamando um trecho no fonograma. Tem Sim, Tem Não, produzida no Rio de Janeiro pelo músico Marcelo Callado é parceria de Duda com outro carioca, Pedro Poeta, que também se destaca cantando na faixa.

    Integrando a coletânea Mapa Astral Volume 03 da Tal e Tal Records, Terra e Chuva foi remixada e remasterizada ao ingressar no álbum Noite dos Abraços e tem a participação de Marcelo Callado na percussão. Pra ti Poa tem um paradoxo interessante: foi a última a entrar no álbum, embora seja a música mais antiga.  A canção homenageia Porto Alegre por completar 250 anos em 2022 e é uma composição de Duda com participação do lendário King Jim no sax e a produção de Dazluz. Laptop traz participações especiais da cantora Dana Farias e dos vocalistas da banda Terminal 470, J. Fidelix e Duplo M Medeiros numa mistura romântica de rap e MPB. Dando Voltas é parceria de Duda com o cantor Zeco Darde. Boas vibrações nessa balada inédita, que faz parte do setlist dos encontros da dupla há algum tempo. Paraiso é parceria de Duda com Eduardo Pitta que também traz a participação de Marcelo Callado na bateria e percussão, com produção de Cau Neto. E, por fim, Hortelã, o primeiro dos singles lançados por Duda em 2021, uma parceria dele com Lico Silveira. Um som dançante para encerrar a audição de Noite dos Abraços com o astral lá em cima.

    Duda Fortuna, cantor e compositor Porto-alegrense, tem a música em sua essência, mas transita pela literatura e poesia e produz podcasts, com destaque para as duas temporadas do Sarau Livre, atividade selecionada no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, promovido pela Fundação Marcopolo. Desde 2015 na ativa como músico, quando lançou o single Pedra de Campo Bom nas plataformas digitais, nunca mais parou. Abriu o show da banda Mundo Livre S.A. e apresentou seu trabalho autoral no palco do mítico Beco das Garrafas no Rio de Janeiro; apresentou-se no projeto Sons da Cidade da Coordenação de Música da Prefeitura de Porto Alegre e participou de outros projetos em teatros da cidade. Em 2019 lançou o disco OkO2 com produção musical do tecladista Cau Netto. Entre 2020 e os dias atuais, lançou diversos singles e clipes nas plataformas. Entre eles, os clipes das músicas Yekitibá e Abre Fendas, ambos com direção Greta Wayne. Em 2021 participou ao lado de Nei Lisboa, Bebeto Alves e da Banda Nenhum de Nós, do programa O Sul em Cima, dirigido por Kleiton Ramil, apresentado por Marcio Celli e transmitido em rede com duas dezenas de rádios e web rádios nacionais internacionais. Duda Fortuna tem um livro de poesias, Segundo de Abril, lançado na Feira do Livro de Porto Alegre em 2014.

    Ficha técnica 

    Cansaço – (Lilian Rocha e José Carlos Rodrigues) – Part. Lilian Rocha

    Procurando Graça (Vini Cordeiro)

    Voo Solo (Duda Fortuna e Lisane Zorg)

    Voy y Vuelvo – (Duda Fortuna e Lota Moncada) – Part. Lota Moncada

    Tem Sim Tem Não (Duda Fortuna e Pedro Poeta) Part. Pedro Poeta

    Terra e Chuva (Duda Fortuna)

    Pra ti Poa – (Duda Fortuna) – Part. King Jim

    Laptop – (Duda Fortuna) – Part. Dana Farias e Terminal 470

    Dando Voltas – (Duda Fortuna e Zeco Darde) – Part. Zeco Darde

    Paraiso (Duda Fortuna e Eduardo Pitta)

    Hortelã (Duda Fortuna e Lico Silveira)

    Arranjos e produção musical:

    Vini Cordeiro – Estúdio Andarilho em Cansaço e Procurando Graça

    Cau Netto em Voo Solo, Voy y Vuelvo, Dando Voltas, Paraiso e Hortelã

    Marcelo Callado/ Madruga Estúdio(RJ) Mix: Iuri Brito / Estúdio Nagasaki (RJ) em Tem Sim Tem Não

    Dazluz em Terra e Chuva, Pra ti Poa e Laptop

    Masterização Álbum: Ciro Moreau

    Músicos que participaram do projeto:

    Dado Silveira – bateria em Voo Solo e Voy y Vuelvo

    Marcelo Callado – bateria e percussão em Terra e Chuva e Paraiso

    Tiago Rafael – guitarra em Cansaço

    Captação King Jim em Pra ti Poa por Eduardo Pitta

    Programação visual:

    Foto de Capa – Vhera Xunu

    Arte finalização – João Salazar

    Edição vídeo – Greta Wayne

    Realização: Gato na Tuba

    NOITE DOS ABRAÇOS 

    Dia 11 de fevereiro

    Nas plataformas digitais e redes do artista

    Duda Fortuna nas redes:

    Facebook: https://www.facebook.com/duda.fortuna.1

    Instagram: @dudafortuna.oko2

    YouTube: https://www.youtube.com/c/DudaFortuna/videos

    Pré-save do álbum: https://tratore.ffm.to/noite-dos-abracos

  • A trajetória humana de Leonel Brizola, no ano de seu centenário, no Teatro Dante Barone
    Fotos: Nilton Santolin/ Divulgação

    A trajetória humana de Leonel Brizola, no ano de seu centenário, no Teatro Dante Barone

    O Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa será palco das comemorações dos 100 anos de Leonel Brizola. Com realização da Fundação Caminho da Soberania, o espetáculo LEONEL acontece de 11 a 13 de fevereiro, dentro da programação do Porto Verão Alegre. Nos dias 11 e 12 (sexta e sábado), a montagem ocorre às 21h, e, no dia 13 (domingo), às 20h:

    A peça é dividida em três fases:

    • I Ato é a parte do Rio Grande do Sul;
    • Entreato é a parte do exílio;
    • II Ato é o retorno ao Brasil.

    O ator Paulo Roberto Farias foi convidado para interpretar Leonel Brizola desde o nascimento em Cruzinha, localidade de Carazinho, em 1922, até o início daquele que seria o mais longo exílio brasileiro. Lisandro Pires assume o papel a partir do momento da lida de Brizola com o campo, no Uruguai, e o retorno ao Brasil, até o ponto em que ele entende que a sua participação na vida brasileira deve ser apenas contribuir com o melhor de sua capacidade, pós as disputas eleitorais. Além de direção, Caco Coelho entra na terceira fase, quando o ex-governador vive uma das maiores dores de sua vida: a morte de Neusa Brizola, interpretada pela atriz Marina Mendo. A trama é conduzida pela corifeia, a cantora e atriz Camila Falcão.

    “Vamos contar a história do gurizinho que escolheu o seu próprio nome: Leonel. São os bastidores humanos da trajetória de um homem que, nascido em uma casa de chão batido e teto de zinco, se torna o único brasileiro eleito governador por dois Estados. O ser humano que estava por trás daqueles que foram os maiores movimentos cívicos da nossa história”, explica Caco. A narrativa histórica será acompanhada de um vídeo mapping com imagens e entrevistas histórias, como o Roda Viva.

    O espetáculo tem a supervisão da atriz Vera Holtz, direção de movimento de Eduardo Severino, participação ao vivo de Pirisca Grecco (autor da trilha do documentário Tempos de Luta), e Duca Duarte, luz de Guto Greca, preparação vocal de Ligia Motta, figurino de Mari Collovini (figurinista do filme Legalidade), produção de Viviane Lencina e videomapping de Jana Castoldi. A atriz Fernanda Carvalho Leite e o pianista João Maldonado farão participações especiais.

    O lado humano 

    “Tive a emoção de participar desta caminhada. Não apenas eu na minha família; minha avó, vim a saber há poucos anos, foi quem desenvolveu o plano educacional que foi implementado nas mais de seis mil escolas que Leonel construiu no Rio Grande Sul. Meu pai era médico da família e acabou preso na casa de Brizola, no Golpe Militar de 1964.

    Eu fui trabalhar com ele no primeiro governo do Rio de Janeiro, governo dos CIEPs, do Sambódromo, das Diretas Já. Hoje, meu filho está seguindo os passos, ingressando na Juventude Socialista. ‘Quanto tempo juntos’, me disse certa vez Leonel. Ele era meu leme no modo de enxergar o ser humano na política.

    O que vamos mostrar não é um documentário sobre a sua trajetória política. Isto, estará contado nos vídeos. O que nós desejamos extrair é o instante humano que estava por trás dessa enorme trajetória.”

    Caminho da Soberania

    Presidida por Carlos Eduardo Vieira da Cunha, a Fundação Caminho da Soberania tem como objetivo a promoção daqueles que dedicaram as suas vidas à consolidação da soberania brasileira, patrimônio indissociável da construção de um país democrático. É iniciativa desta Fundação a estátua de Leonel de Moura Brizola, colocada ao lado do Palácio Piratini. A figura de João Marques Goulart receberá igual homenagem.

    ©2022 Nilton Santolin

    FICHA TÉCNICA
    Direção geral e roteiro: Caco Coelho
    Supervisão: Vera Holtz
    Direção de movimento: Eduardo Severino
    Elenco: Caco Coelho, Camila Falcão, Duca Duarte, Eduardo Severino, Fernanda Carvalho Leite, Lisandro Pires, Marina Mendo, Paulo Roberto Farias, Pirisca Grecco e Grupo dos Onze (Gabriel Coelho, Gabriela Ortiz, Lucas dos Santos, Luciano Zini, Felipe Briance e Mikelly de Souza)
    Música: Pirisca Grecco
    Trilha: Duca Duarte
    Figurino: Mari Collovini
    Vídeo mapping: Jana Castoldi
    Iluminação: Guto Greca
    Participação especial: João Maldonado
    Preparação de voz: Ligia Motta
    Cabeleireiro: Regis Verreti
    Pesquisa e co-roteiro: William Keffer
    Assistente de direção e pesquisa: Gabriel Testa Coelho
    Técnico de som: Alexandre Scherer
    Realização:
    Ciclo de Ideias
    Fundação Caminho da Soberania

    INGRESSOS
    Site do Porto Verão Alegre: 
    https://portoveraoalegre.com.br/leonel-21-01-21

  • Aberta inscrições para exposição de artes visuais sobre a Amazônia e seus contrastes

    Aberta inscrições para exposição de artes visuais sobre a Amazônia e seus contrastes

    Organizada pela Associação Chico Lisboa e pelo Instituto Zoravia Bettiol, mostra presencial será realizada em abril .
    Estão abertas as inscrições para a exposição “Amazônia – Universo de Contrastes”, uma parceria entre a Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa e o Instituto Zoravia Bettiol. A mostra receberá obras de artistas visuais cujo trabalho reflita o bioma amazônico, exalte as belezas de sua fauna e flora, além da produção, cultura e filosofia de seus diversos povos indígenas, bem como informar e denunciar a situação crítica enfrentada pela maior floresta tropical do mundo.
    A artista visual e ativista Zoravia Bettiol observa a importância da ação: “A mostra será uma ótima oportunidade para os artistas apresentarem seus diferentes olhares sobre esse bioma tão importante para a América do Sul e para o mundo, que faz divisa com 9 países e contempla uma imensa diversidade de fauna e flora. Lamentavelmente, há algumas décadas, a destruição ambiental é uma realidade, cada dia mais presente no nosso planeta, e os artistas captam esta realidade e fazem dela material para criar suas obras de denúncia e de alerta.”
    A artista visual Zoravia Bettiol. Foto: Cássia Alexandra/ Divulgação
    E destaca a urgência do tema: “Se nossos governantes tivessem uma política trabalhista inclusiva, que oferecesse diferentes e maiores oportunidades de emprego nessas regiões, não haveriam tantas famílias que dependem dessa subsistência destrutiva e nociva ao meio ambiente brasileiro. Esta, infelizmente, não é a filosofia do atual governo federal”, salienta.

    As inscrições seguem até o dia 10 de fevereiro de 2022 e podem ser realizadas de maneira virtual. Para mais informações, basta consultar o edital no site e nas redes sociais da Chico Lisboa e do Instituto Zoravia Bettiol (instagram e facebook).

    A exposição está prevista para ocorrer de forma presencial, de 2 abril a 2 de maio de 2022, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, na Galeria Zoravia Bettiol, atual sede do Instituto Zoravia Bettiol (na rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema).

    Acesse o edital no site chicolisboa.com.br ou no link: bit.ly/3oKUKmO

     

    EXPOSIÇÃO “AMAZÔNIA – UNIVERSO DE CONTRASTES”

    PERÍODO DE INSCRIÇÕES: Até dia 10 de fevereiro de 2022

    ABERTURA DA EXPOSIÇÃO: 2 de abril de 2022

    ENCERRAMENTO DA EXPOSIÇÃO: 2 de maio de 2022

     

    Contatos:

     

    Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa

    Site: http://chicolisboa.com.br
    Instagram: @chicolisboaarte

    Facebook: www.facebook.com/associacaochicolisboa

     Instituto Zoravia Bettiol:
    Instagram: @institutozoraviabettiol

    Facebook: www.facebook.com/institutozoraviabettiol

  • A volta da Semana de Arte, com acervo de grandes nomes da galeria Bublitz, no litoral
    Obra de VITÓRIO GHENO- 1988 – 61 X 73 CM/ Divulgação

    A volta da Semana de Arte, com acervo de grandes nomes da galeria Bublitz, no litoral

    A Bublitz Galeria de Arte está de volta ao Litoral Norte e reedita sua parceria com a Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA). A tradição de promover eventos de arte nas praias gaúchas será renovada pela Semana Bublitz de Arte, que se inicia no dia 5 e vai até o dia 12 de janeiro de fevereiro na SABA.

    O marchand Nicholas Bublitz fará palestra sobre tapetes orientais. Foto: Paulo Garavelo/ Divulgação

    No sábado, dia 5 de fevereiro, às 19h, será realizada a palestra “Tapetes Orientais – Histórias e Curiosidades”, com o marchand Nicholas Bublitz. Durante toda a programação, o artista Marcelo Hübner fará pinturas ao vivo de obras da série “Banhistas”, que retratam cenas do litoral. Na terça-feira, 8 de fevereiro, às 19h, haverá ainda o leilão on-line de uma obra que será pintada ao vivo por Hübner durante a live transmitida no perfil do instagram @bublitzgaleria.

    “Em todas as temporadas, há mais de 25 anos, estamos presentes no litoral. É uma forma de estar mais perto das pessoas com arte e cultura”, ressalta Nicholas Bublitz, marchand da Galeria.

    O artista visual Marcelo Hübner participa do evento – Foto: Sérgio Ordobás/ Divulgação

    Além das pinturas ao vivo, Marcelo Hübner vai apresentar 15 obras, com destaque para as peças da série “Banhistas”. Os visitantes poderão conferir ainda produções reconhecidas de Hübner como as da série “Floristas” e “Urbanos” e a nova “Paisagens Gaúchas”, que retrata os campos do interior.

    Obra de Erico Santos/ Divulgação

    Na exposição estarão mais de 200 itens, com destaque para obras de importantes artistas que fazem parte dos 33 anos de história da Bublitz Galeria de Arte como Vasco Prado, Vitório Gheno, Kenji Fukuda, Aldemir Martins, Antonio Soriano, Carybé, Eduardo Vieira da Cunha, Inos Corradin, Erico Santos e Jane de Bhoni,

    Obra de Carybé. Foto de Daniel Marins/ Divulgação

    Outra marca registrada da Bublitz, os tapetes orientais feitos a mão, nó por nó, também poderão ser conferidos na SABA. São tapetes tradicionais exclusivos e importados da Índia e do Irã dos tipos: Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain e Mood. Também em exposição estarão objetos de decoração, como itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.

    É ainda uma oportunidade de levar arte para casa, já que o evento funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%, com pagamento em até 12 vezes sem juros.

    Todos os cuidados com a prevenção ao Covid-19 estão previstos. Use máscara e álcool gel para acessar o local.

    Série Banhistas de Marcelo Hübner – Foto Sérgio Ordobás/ Divulgação

    Semana Bublitz de Arte na SABA
    Endereço: 
    Av. Central, 5 – Atlântida
    Período: 
    5 a 12 de fevereiro
    Horário: 
    das 10h às 19h

    Palestra “Tapetes Orientais – Histórias e Curiosidades”,
    com Nicholas Bublitz
    Data:
     sábado, 5 de fevereiro, às 19h

    Leilão on-line de obra pintada ao vivo por Marcelo Hübner
    Link: 
    Instagram @bublitzgaleria
    Data:
     terça-feira, 8 de fevereiro, às 19h

  • A cultura musical indígena, no documentário Mby’á Nhendu – O som do espírito guarani 

    A cultura musical indígena, no documentário Mby’á Nhendu – O som do espírito guarani 

    Crédito da foto: 24 Ana Letícia Meira Schweig
    Crédito da foto do Gerson Karaí Gomes: Eduardo Schaan.

     

    Documentário com músicos de três territórios Guarani no Rio Grande do Sul foi exibido à comunidade indígena na noite de sábado, 29/01, em primeira mão, na aldeia localizada em Maquiné, no Litoral Norte. No dia 03 de fevereiro, próxima quinta- feira, o filme poderá ser visto no Canal de YouTube do Coletivo Comunicação Kuery, seguido de comentários do diretor Gerson Karaí Gomes: https://www.youtube.com/channel/UC1JchWSZ0BwFkIkpochYE3A

    A obra é uma produção de comunicação Kuery em parceria com as produtoras Blue Bucket Films & Content e Tela Indígena Produções Artísticas, viabilizado pela Secretaria de Cultura do Estado do RS.

    Trailer oficial: https://vimeo.com/657497236

     O relato abaixo é da Assessoria de Comunicação do filme.

    A noite do sábado dia 29 de janeiro de 2022 vai ficar na memória para o povo Mby’á Guarani. Além de ter realizado um encontro entre três comunidades do Rio Grande do Sul, que coincidentemente marcava os cinco anos da retomada do território na cidade de Maquiné, no Litoral Norte, a exibição do filme-documentário Mby’á Nhendu – O som do espírito Guarani encheu as lideranças de orgulho.

    Foto: Ana Letícia Meira Schweig/ Divulgação

    Nessa localidade, são 60 hectares e cerca de 75 indígenas que vivem de tudo o que plantam ou criam. Cerca de 80% de seu sustento é viabilizado no local. O cacique André Benites (que prefere não ser identificado com seu nome Guarani) informa que, aos poucos, estão conseguindo ter melhorias no local, inclusive a escola e a estrutura geral das casas construídas por eles mesmos.

    Na escola da aldeia Tekoa Ka’aguã Porã, a tela foi o único ponto de luz que encantou todos os convidados. O curta-metragem mostra os ensinamentos e a relevância da sonoridade no universo musical Mbyá Guarani. Foi apresentado em primeira mão, justamente, para quem o ajudou a registrar a riqueza da cultura indígena na música. Dirigido pelo cineasta, também indígena, Gerson Karaí Gomes, a obra foi produzida em 2021 e finalizada em janeiro de 2022. Trata-se de um filme viabilizado pelo edital Pró-Cultura RS FAC (Fundo de Apoio à Cultura), Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Lei 13.490/2010.


    O diretor Gerson Karaí Gomes: Foto: Eduardo Schaan/ Divulgação

    Gomes, com a colaboração do coletivo Comunicação Kuery e a co-produção da Blue Bucket Films e Tela Indígena, captou entrevistas com as lideranças das três aldeias participantes (duas de Maquiné e uma de Camaquã) e percorreu um pensamento comum entre eles: o respeito pelas reflexões sobre religiosidade, política e meio ambiente que estão presentes na música dos Mbyá. Ao longo de 18 minutos, os depoimentos sensibilizam visões sobre aspectos da cultura Guarani. “Desde a primeira fase do contato com as lideranças, tudo foi negociado. Há limites que cada comunidade estabelece para se mostrar, visto que muitas coisas não podem ser divulgadas, inclusive parte das músicas sagradas”, comenta o diretor.

    Foto: Gerson Karaí Gomes/ Divulgação

    Segundo ele, as negociações são mais discutidas internamente entre lideranças, comunidade e equipe Guarani em sua própria língua. Depois, há uma comunicação geral. “Mesmo assim, essas lideranças consideram importante divulgar a perspectiva, a cultura, a música e os conhecimentos próprios dos Mbya Guarani para os não indígenas”, entende Gomes, satisfeito com o resultado. A tradução Guarani-Português é de Eliara Antunes.

    A colaboração entre equipes de profissionais indígenas e não indígenas surgiu ainda em 2019, após alguns projetos de mostras e exposições de arte indígena. Desde então, os processos de pesquisa, conversas e contato com as lideranças dos territórios Guarani se adaptaram ao ritmo imposto pela pandemia covid-19. Quando puderam ter contato pessoal, as equipes totalizaram entre 3 e 4 dias de trabalho em cada uma das aldeias Tekoa Ka’aguã Porã (Maquiné), Tekoa Yvyty (Maquiné) e Tekoa Yvy’ã Poty (Camaquã). Além do diretor, a fotografia, a assistência de fotografia e a captação de som são atividades de profissionais do coletivo Kuery.


    Mby’á Nhendu – O som do espírito Guarani 
    é um filme que faz parte do projeto “Jerojy, Jeroky: em busca das músicas do céu e da terra”, coordenado há algum tempo pelo coletivo Comunicação Kuery. O grupo surgiu em 2013 a partir da necessidade apontada pelas lideranças indígenas de registrar a vida e o cotidiano nas aldeias impactadas pelas obras de duplicação da BR-116, no trecho entre Guaíba e Pelotas, no Rio Grande do Sul. O coletivo já produziu diversos vídeos, de vários formatos. Em 2018, lançaram o documentário Ka’aguy Rupa, que já foi exibido na Mostra de Cinema Tela Indígena. O processo de formação em audiovisual no qual estão envolvidos o(a)s agentes de comunicação, visa a ampliação da autonomia Mbyá-Guarani na utilização dos meios de produção e realização cinematográfica, portanto, vale ressaltar que, além do documentário finalizado, o processo de realização representa troca de conhecimento e educação.

    “Durante a fase de gravações, realizávamos, à noite e após o trabalho, exibições de cinema em paredes de escolas e casas para as comunidades acompanharem outros filmes indígenas. Nos últimos anos, o cinema tem sido aliado nas lutas dos povos indígenas e há outras experiências cinematográficas, como em retomadas de terras e áreas de conflito, em que exibições foram realizadas por apoiadores como forma de fortalecer a comunidade”, salienta o diretor do documentário.”

  • Pinacoteca destaca 134 obras para marcar centenário da Semana de Arte Moderna

    Pinacoteca destaca 134 obras para marcar centenário da Semana de Arte Moderna

    Para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna, que acontece em fevereiro, a Pinacoteca de São Paulo abriu a exposição Modernismo: Destaques do Acervo.

    A mostra fica em cartaz até o dia 31 de dezembro.

    A mostra é composta por 134 obras de artistas ligados ao modernismo. Quadros estarão espalhadas por diversas salas do museu.

    Dentre as obras está a pintura Amigos, de Di Cavalcanti, que fez parte da exposição histórica que inaugurou, no dia 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna, no Theatro Municipal de São Paulo.

    Também estará em destaque a obra Antropofagia, de Tarsila do Amaral.

    A entrada na Pinacoteca é gratuita aos sábados.

    Para entrar nas dependências do museu é necessário apresentar comprovante de vacinação contra a covid-19. Mais informações sobre a exposição podem ser obtidas no site da Pinacoteca.

    Dentre as obras, apenas uma estava presente na exposição histórica da Semana de 1922 que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, a pintura Amigos, de Di Cavalcanti (Sala 16).