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  • Márcio Machado denuncia “Dinastia Bolsonaro” com trono feito com ossos, em Paris
    Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro – Foto: Márcio Machado /Divulgação

    Márcio Machado denuncia “Dinastia Bolsonaro” com trono feito com ossos, em Paris

     

    O artista visual brasileiro Márcio Machado, que vive em Paris desde 1972, criou a escultura de um trono totalmente construído com ossos e denominado por ele “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro”. A obra critica a postura do presidente brasileiro Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus. Ela fica exposta em Paris durante três dias.

    O mandatário adotou atitudes anticientíficas que contribuíram para que o país seja o segundo mais atingido no mundo pela Covid-19 em números absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem em Bolsonaro um aliado. O Brasil chega ao mês de setembro somando mais de 121 mil mortos e rondando os 4 milhões de contaminados confirmados.

    Márcio Machado também produziu uma pintura a partir da escultura do trono feita com ossos. Foto de divulgação do arquivo do artista

    O trono que o gaúcho Márcio Machado está expondo na Praça Saint-Michel é composto por tíbias e omoplatas de boi. Sua visualização causa impacto não só pelo inusitado do suporte, como também pelo tamanho de 2 metros de altura e pelo resultado estético. As articulações são folheadas a ouro.

    “O trono é um símbolo representativo do poder político e, feito com ossos, evoca a morte”, diz o artista, que também mostrará na praça uma tela pintada a partir da escultura do trono. Sempre que produz uma escultura, ele a retrata em tela, e vice-versa. Márcio tem no currículo a distinção de ter sido o primeiro brasileiro convidado a expor uma obra de arte no Centro Beaubourg-Georges Pompidou, em 1977.

    A denominação “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro” alude ao presidente e seus três filhos políticos, o senador Flávio (investigado pela prática de “rachadinha”), o deputado federal Eduardo (investigado por fake news) e o vereador Carlos (investigado por “rachadinha” e fake news).

    Fonte São Michel – Foto Carlos Delgado/ Divulgação

    Escultor e pintor, Márcio amplia ainda mais seu protesto na praça por meio de um caixão de defunto que decorou com uma “parafernália” de acessórios dourados e que reforça a reprovação do morticínio causado pela má gestão da Covid-19 no Brasil. “Estou apresentando a série Obras Engajadas e Recentes a convite da Fundação Julieta Vargas de Lima, de Paris, São Paulo e New York, sendo que mostras na capital paulista e na cidade norte-americana estão em discussão”, diz ele.

    Impeachment

    Márcio mobilizou a comunidade brasileira residente na capital francesa para os três dias do Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro: sábado 5, domingo 6 e segunda, o 7 de Setembro, data da Independência do Brasil. Nos três dias, serão coletadas assinaturas em favor do impeachment de Bolsonaro. No dia 7, em razão da efeméride nacional, o protesto também abrirá espaço para a celebração ao melhor estilo brasileiro, com música e dança e a reivindicação de uma “nova e verdadeira independência, sem submissão aos Estados Unidos de Donald Trump”, defende Márcio.

    No início da crise sanitária, Bolsonaro classificou o coronavírus de “gripezinha”, depois não respeitou o distanciamento social e o uso de máscara e propagandeou o uso da hidroxicocloroquina – droga sem comprovação científica -, além de ter exonerado dois médicos do cargo de ministro da Saúde e colocado na vaga um general sem especialização, entre outros equívocos apontados por seus críticos.  No campo político, o presidente apoiou atos públicos antidemocráticos a favor do fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário, é hostil ao trabalho da imprensa e despreza a cultura e as artes.

    Amazônia e índios dizimados

    Na opinião de Márcio, a situação do país “é surreal”. Afora a pandemia, “a Amazônia queima por todos os lados e os índios são dizimados no mapa do genocídio, ao mesmo tempo que a população é reduzida ao simples papel estatístico de velhos, pobres e negros, isso tudo em um ambiente de desprezo à Constituição”. Para o artista, os filhos de Bolsonaro “brincam de presidente, dão instruções absurdas e alimentam mentiras, fake news, com os ministros militares às suas ordens e submissos”.

    O artista gaúcho Márcio Machado em seu ateliê. Foto: Divulgação

    Vida e carreira

    Márcio trocou o Brasil pela França em meio ao regime militar que vigorou em seu país de origem durante 21 anos (1964/1985). Ele emigrou junto com um grupo de amigos, entre eles o jornalista e escritor Caio Fernando Abreu (1948/1996).

    O artista manteve-se informado sobre a política nacional. Suas preocupações quanto à estabilidade democrática aumentaram a partir da eleição de Bolsonaro, que tomou posse em janeiro do ano passado. O risco de retrocesso institucional no Brasil tornou-se uma séria possibilidade, embora a maioria da população preze a democracia.

    Paralelamente às artes plásticas, Márcio Machado trilhou carreira também nas artes dramáticas, iniciada em Porto Alegre, no então Centro de Artes Dramáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e desenvolvida em Paris como produtor, diretor, ator e formador de atores.

    Durante 15 anos, ele manteve em Paris a sua própria escola de arte dramática, na qual recebia alunos locais e de outros países, como Estados Unidos e Japão. Como convidado, ministrou masterclasses na conceituada Unirio, no Rio de Janeiro, por exemplo.

    SERVIÇO

     O quê: Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro

    Quando: 5, 6 e 7 de setembro de 2020, das 10h às 19h

    Onde: Praça Saint-Michel, em frente à Fonte Saint-Michel, no bairro Quartier Latin

     


  • Prefeitura da capital regulamenta aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc
    Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Foto: Esteban Duarte-CMPA/Divulgação

    Prefeitura da capital regulamenta aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc

    A Prefeitura regulamentou, nesta sexta-feira, 14, os procedimentos necessários à aplicação dos recursos recebidos através da Lei Federal 14.017 (Lei Aldir Blanc). O decreto foi publicado na edição da sexta-feira do Diário Oficial de Porto Alegre. A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) executará diretamente os recursos recebidos. Também ficam criados o Grupo de Trabalho, denominado Força Tarefa Municipal, e o Comitê Gestor Artístico, que irão auxiliar no processo.

    A Força Tarefa é composta por representantes da Prefeitura, Câmara Municipal e Secretaria da Cultura do Estado. Entre suas atribuições estão realizar as tratativas necessárias junto aos órgãos do governo federal responsáveis pela descentralização dos recursos, em alinhamento com o governo do Rio Grande do Sul e com o Legislativo Municipal. Também deverá acompanhar as etapas de transferência direta dos recursos do governo federal para o Município.

    Já o Comitê Gestor Artístico é composto por representantes da SMC e da sociedade civil, contemplando diversos segmentos do setor cultural. O comitê, entre suas atribuições, deverá subsidiar o Executivo Municipal na elaboração de estratégias, diretrizes e princípios para a descentralização dos recursos da Lei Aldir Blanc, contribuir para implementação e execução no âmbito municipal e também acompanhar a aplicação dos recursos da Lei Aldir Blanc.

    A Lei de Emergência Cultural 14.017, que ficou mais conhecida como Lei Aldir Blanc, vai destinar R$ 155 milhões ao Rio Grande do Sul para trabalhadores da cultura e espaços culturais fortemente afetados pela pandemia do novo coronavírus. Do valor, R$ 70 milhões irão para o Estado e R$ 85 milhões serão distribuídos aos municípios gaúchos, sendo aproximadamente R$ 9,2 milhões para ações que compreendam o auxílio emergencial a espaços culturais da Capital e lançamento de editais e outros mecanismos de apoio à cadeia econômica da cultura.

  • Cabíria Festival-Mulheres & Audiovisual tem segunda edição confirmada, em ambiente online
    Festival Cabíria; Participantes da edição de 2019. Foto Vanessa Ataliba/ Divulgação

    Cabíria Festival-Mulheres & Audiovisual tem segunda edição confirmada, em ambiente online

     

     

    O Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, em razão da pandemia de Covid-19, terá a sua segunda edição em ambiente online, de 18 a 29 de novembro. Com isso, o evento amplia seu alcance e estará disponível a quem se interessar em todo o país. No mesmo formato virtual, acontece em seguida o  Cabíria LAB de 30 de novembro a 5 de dezembro, ação voltada para as finalistas do Cabíria Prêmio de Roteiro. Toda a programação será gratuita.

    Criado para somar ao debate e ações em prol à igualdade de gênero e diversidade na cadeia produtiva do audiovisual, em consonância com diversas iniciativas ao redor do mundo, sua primeira edição foi realizada em 2019, no Rio de Janeiro, com financiamento coletivo, parcerias e voluntariado. Desafiadora, a edição resultou em cinco dias de atividades gratuitas, com uma rede de 70 cineastas, 35 filmes, seminário com painéis, oficinas e masterclass, envolvendo 16 instituições/empresas do setor.

    Lógica da ampliação

    O evento é uma expansão do Cabíria Prêmio de Roteiro que desde 2015 incentiva a valorização de roteiristas mulheres e protagonistas inspiradoras, sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”. Neste ano, na 5ª edição da premiação, as ações afirmativas ampliaram-se ainda mais através da gratuidade para roteiristas negras, indígenas, mulheres PcD (pessoas com deficiência) e pessoas trans nas quatro categorias de premiação: Piloto de série documental (nova); Longa-metragem de ficção; Argumento infantojuvenil de longa ficção; Piloto de série de ficção.

    Encerradas em 31 de julho, as inscrições resultaram em 267 roteiros/argumentos submetidos, sendo 20% de gratuidade para roteiristas dos grupos acima identificados. Os prêmios se convertem, principalmente, em consultorias e laboratórios e, em cada categoria, serão direcionadas ao menos duas vagas para roteiristas negras e indígenas.

    O Festival também se orienta pela lógica de ampliação da representatividade em termos de gênero, raça, cor, sexualidade e território. Ao público será oferecida uma ampla programação de obras de cineastas mulheres com sessões de longas e curtas-metragens, debates com as realizadoras, além de painéis, oficinas e masterclasses diversas, voltados para estimular a rede de cineastas mulheres, enriquecer a formação profissional das participantes e provocar reflexões.

    Para Marília Nogueira, da Ipê Rosa Produções, e Vânia Matos, da Laranjeiras Filmes, realizadoras do festival, “o evento reforça a importância não apenas da equidade de gênero nos espaços de trabalho, mas também a do protagonismo feminino em suas próprias histórias. No contexto do audiovisual, a iniciativa soma à luta para que mulheres tenham vez e voz ao contar suas vivências, seja escrevendo roteiros, dirigindo projetos ou atuando em personagens de destaque. Já fora das telas, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual promove o reflexo desse empoderamento na vida pessoal de cada mulher, incentivando e respeitando seu direito de escolha, suas experiências e demandas”, ressaltam.

    Além disso, diante dos cortes dos financiamentos públicos e privados à cultura e da constante ofensiva ao setor promovida pelo governo federal, intensificadas pela pandemia do Covid-19, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual reúne profissionais mulheres para resistir e reagir. A ideia é pensar alternativas para desenvolver projetos, resguardar os empregos gerados pela indústria do audiovisual e manter ofertas de programação para o público.

    PARCERIAS

    O festival conta com diversas parcerias, entre elas: Embaixada da França no Brasil, Goethe Institut, Instituto Alana, Videocamp, Spcine, Projeto Paradiso, Tertúlia Narrativa, ETC Filmes, Capital Cinema Cultural Exchange, Cardume Curtas, FRAPA – Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, ROTA – Festival do Roteiro Audiovisual, Serie_Lab, Selo ELAS, Hysteria, Mubi, LATC, ABRA, Wifit Brazil, Imprensa Mahon, entre outras.

    SOBRE O PRÊMIO CABÍRIA

    Idealizado por Marília Nogueira sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”, o Prêmio Cabíria foi lançado em 2015. Seu nome resgata uma célebre personagem de Federico Fellini no filme “Noites de Cabíria”, eternizada pela atriz Giulietta Masina. Sua criação colocou em pauta três objetivos principais: estimular roteiristas a criarem histórias com protagonistas mulheres relevantes, diversas e inspiradoras; converter o prêmio em um selo de qualidade para os projetos premiados, visando a ampliação das suas chances de encontrar financiamento e chegar às telas; e contribuir para o aumento de oportunidade e visibilidade a roteiristas mulheres. Em suas quatro edições (2016-2019), o prêmio recebeu inscrições de 427 roteiros protagonizados por mulheres, realizou duas bem-sucedidas campanhas de financiamento coletivo e distribuiu R$40 mil em prêmios.

     

  • Quatro grande nomes da artes visuais do sul conversam com Liana Timm
    Liana Timm conversa com artistas visuais todo sábado. Foto: Divulgação

    Quatro grande nomes da artes visuais do sul conversam com Liana Timm

    A série especial GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL estreia no dia 8 de setembro, às 15 horas, com o curador e crítico de arte Jacob Klintowitz no podcast ARTEemSINTONIA, produzido e apresentado pela artista multimídia Liana Timm. Serão quatro episódios com artistas gaúchos e um crítico de arte. Além de Klintowitz, participam Simone Michelin, Walmor Corrêa e Carlos Vergara. Para conferir os episódios, basta acessar o link: salvesintonia.com.

    O podcast ARTEemSINTONIA iniciou em dezembro de 2019 e sua programação é integralmente voltada às artes visuais. “A série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL é uma forma de homenagear os artistas que levam a produção artística do Estado para o Brasil e para o mundo”, destaca Liana Timm.

    Jacob Klintowitz é o primeiro entrevistado. Foto: Divulgação

    Jacob Klintowitz, que abre a série no dia 8 de setembro, nasceu em Porto Alegre e alcançou notoriedade como curador e crítico de arte.

    Já escreveu perto de 5.000 artigos para jornais e revistas e mais 150 livros sobre arte e artistas. Foi conselheiro do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do Museu Judaíco de São Paulo. Ganhou duas vezes o “Prêmio Gonzaga Duque”, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), e foi homenageado duas vezes pela instituição por sua intensa atividade cultural.

    Simone Michelin falará de seu trabalho com arte eletrônica. Foto: Divulgação

    Simone Michelin será a entrevistada do dia 22 de setembro, às 15 horas.

    Natural de Bento Gonçalves, Simone é mestre em Artes Visuais pela UFRJ e doutorando do Centro de Ciência, Tecnologia e Pesquisa da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.

    Foi uma das pioneiras do videoarte no Brasil. Conquistou o Prêmio de Fotografia do “X Salão Carioca, Rio Arte” e o prêmio “Artista Pesquisador”, pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro.

    Artista multimídia, desenvolve pesquisas e curadorias no campo da arte eletrônica.

    Walmor Corrêa tem um trabalho que faz interação entre arte e ciência.Foto: Divulgação

    Walmor Corrêa participa do podcast no dia 6 de outubro, às 15 horas.

    Natural de Santa Catarina, Corrêa fez sua carreira no Rio Grande do Sul, e é um dos artistas brasileiros contemporâneos mais reconhecidos, nacional e internacionalmente, por desenvolver um trabalho norteado pela interação entre arte e ciência.

    Nos corpos estranhos, poeticamente produzidos em sua arte, apresenta, entre outros, uma possível materialização dos mitos e personagens do folclore que povoam o imaginário do Brasil há mais de 500 anos.

    Carlos Vergara encerra a série. Foto: Divulgação

    Carlos Vergara encerra a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDO SUL no dia 20 de outubro, às 15 horas.

    Natural de Santa Maria, gravador, fotógrafo e pintor, Vergara transferiu-se para o Rio de Janeiro, na década de 50. É conhecido como um dos principais representates do movimento artístico da Nova Figuração do Brasil.

    Em sua trajetória, acumula prêmios, atua como artesão de joias, cenógrafo de peças teatrais, observa o Carnaval como objeto de pesquisa e atua em colaboração com arquitetos realizando painéis para edifícios, aplicando técnicas de artesanato popular.

    Para a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL, Liana Timm une duas de suas grandes paixões: as artes visuais e o rádio.

    Artista multimídia reconhecida pela aplicação de técnicas digitais em suas obras, Liana iniciou sua história com rádio fazendo comentários semanais sobre artes visuais no Centro de Difusão da UFRGS. Depois, produziu e apresentou o programa Itapema Arte, da Rádio Itapema, aos sábados, às 11 horas. Foi também editora de artes visuais da Rede Bandeirantes, onde produziu dois programas: Artnews e Rádio Arte.

    Desde dezembro de 2019, produz e apresenta o podcast ARTEemSINTONIA no link salvesintonia.com.

    Série Grandes Nomes da Arte do Rio Grande do Sul

    • 8 de setembro, às 15 horas – Jacob Klintowitz
    • 22 de setembro, às 15 horas – Simone Michelin
    • 6 de outubro, às 15 horas – Walmor Corrêa
    • 20 de outubro, às 15 horas – Carlos Vergada

     

  • Hique Gomez lança a web série “Sbórnia em Revista”
    O youtube chegou na Sbørnia e todos estamos convidados a connhecer mais sobre a peculiar arte e cultura sbørniana. Divulgação

    Hique Gomez lança a web série “Sbórnia em Revista”

    O músico Hique Gomez lançou em agosto seu novo canal no You Tube. E na segunda quinzena de setembro exibe a web série “Sbórnia em Revista”, que reunirá performances musicais, trechos de espetáculos e novos quadros com convidados especiais. O texto abaixo é da divulgação do canal.

    Em meio ao isolamento social que se impõe no mundo inteiro, a Sbørnia vive um inusitado momento de abertura. A ilha flutuante, cuja história foi contada durante 30 anos por seus embaixadores culturais Kraunus Sang (Hique Gomez) e o Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky) no premiado espetáculo Tangos e Tragédias, segue trazendo novidades.

    Sendo uma ilha flutuante, Sbørnia sempre esteve em isolamento social. Pela primeira vez, o Gøverno Provisørio da Sbørnia permitiu em seu território o acesso à plataforma de vídeos YouTube. O resultado foi a inédita divulgação para o mundo de muitos aspectos antes desconhecidos da cultura, do povo e da geografia do país. Essas novidades fazem parte do mais novo projeto da saga sbørniana:

    Sbørnia em Revista

    Produzida de modo totalmente remoto, e combinando material inédito com décadas de um longo arquivo, a web série traz para o ambiente virtual as estórias da ilha flutuante em um formato que remonta à atmosfera dos clássicos programas humorísticos de TV. Com transmissões semanais pelo YouTube, no canal A Sbørnia Kontr’Atracka, os episódios promovem uma fusão de tempos e espaços, apresentando quadros inéditos e revivendo momentos marcantes dos mais de 35 anos da chegada dos sbørnianos ao Brasil.

    Personagens

    Além de Kraunus, Nabiha (Simone Rasslan) e o Professor Kanflutz (Claudio Levitan), a série marca também a estreia do mais novo integrante da trupe: Abustradamus (André Abujamra).

    Os episódios se passam na terra natal dos personagens, que também estão confinados em suas casas, esperando pela chegada da pandemia que se recusa a aportar na ilha flutuante. “É um verdadeiro acidente geográfico e o único a seguir rigorosamente as regras de isolamento continental desde sempre”, confirma Kraunus (Hique Gomez).

    Confinados

    As gravações seguem todos os protocolos de segurança exigidos pelos órgãos de saúde. Os técnicos, de som e vídeo, trabalharam de modo remoto, com acesso aos equipamentos, instalados nas casas dos artistas.

    Peculiaridades da Sbørnia

    A Sbørnia é uma ilha que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares e passou a flutuar errante pelos mares do mundo.

    Seu maior patrimônio é a Recykla Gran Rechebuchyn, a Grande Lixeira Cultural de onde são extraídos e reciclados os dejetos artísticos esquecidos por outras nações.

    Seu regime político é o Anarquismo Hiperbølico, o que faz com que todos os seus governos sejam provisórios.

    A religião oficialdo país é o Votørantismo, pois os sbørnianos são radicalmente sonhadores e precisam muito acreditar no concreto.

    O esporte nacional é o Machadoboll, mas não existem ídolos como os jogadores de futebol brasileiros, pois é muito raro que algum atleta sobreviva por mais de três partidas.

    Kraunus e Pletskaya imigraram para o Brasil em 1984, devido aos ataques de tribos hostis, como os Menudos, ao seu país, e se tornaram embaixadores da cultura sbørniana com seu espetáculo do estilo do Teatro Hiperbølico.

    Em 2014, Pletskaya retornou em definitivo à sua terra natal, e dois anos mais tarde, Kraunus se juntou à pianista sbørniana Nabiha vivida pela maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan para dar continuidade à saga com A Sbørnia Kontr’Atracka.

    Além dos tradicionais espetáculos, que desde 1984 conquistaram fãs no Brasil e no exterior, a saga sbørniana invadiu outros formatos artísticos. Em 1990, Tangos e Tragédias em Quadrinhos, com criação de Cláudio Levitan e desenhos de Edgar Vasques, foi lançada pela editora L&PM, e ganhou duas novas edições em 2007 e 2017.

    Em 2013, a Sbørnia chegou às telas do cinema, com o longa de animação Até “Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje os dois únicos brasileiros membros da academia de cinema de Holywood.

    Autobiografia

    Em 2019, Hique Gomez publicou sua autobiografia, Para Além da Sbørnia (Ed. BesouroBox), na qual são contadas pela primeira vez ao público histórias sobre as origens e os bastidores da trajetória sbørniana.

    SERVIÇO

    O que: Sbørnia em Revista

    Onde: Canal do YouTube A Sbørnia Kontr’Atracka

    FICHA TÉCNICA:

    Personagens

    Hique Gomez: Como Kraunus Sang

    Simone Rasslan: Como Nabiha

    Cláudio Levitan: Como Prof. Frederick Ubaldo Kanflutz

    André Abujanra: Como Abustradamus

    Arranjos: Simone Rasslan e Hique Gomez

    Coordenação de Iluminação: Heloiza Averbuck

    Mixagem: Edu Coelho

    Textos e Conteúdos: Cláudio Levitan

    Cenários virtuais e criação peças promocionais: Rique Barbo

    Criação arte tema: OXI COMUNICAÇÂO

    Captação de imagens: Álvaro RosaCosta e Matheus Monbelli

    Captação de som direto (Prof Kanflutz): Carina Levitan

    Assistente de produção: Rafael Pacheco

    Direção de imagens, edição, montagem e roteiro: Rafael Berlezi

    Administração projeto: Daniela Ramirez

    Produção Geral:  Marilourdes Franarin

    Concepção e Direção Geral:  Hique Gomez

     

     

     

  • Melodias com trompa, trompete, trombone e tuba integram o repertório da Live da Ospa
    Quinteto de Metais se apresenta no sábado, 29. Foto: Maurício Paz/ Divulgação

    Melodias com trompa, trompete, trombone e tuba integram o repertório da Live da Ospa

    A melodia da trompa, do trompete, do trombone e da tuba fizeram parte dos mais diversos períodos da história da música. Do barroco do século XVII ao surgimento do blues, no início do século XX, músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) apresentam um repertório diversificado pela 18ª edição do OSPA Live.

    No próximo sábado (29), às 17h, o projeto online da orquestra destaca Canzona Bergamasca, de Samuel Scheidt (1587-1654), Quinteto de Metais No. 1 Op. 5 , de Victor Ewald (1860-1935), Suíte Monette, de José Ursicino da Silva ‘Mestre Duda’ (1935-), Killer Tango, de Sonny Kompanek (1943-), e Beale Street Blues, de William Christopher Handy (1873-1958).

    A apresentação marca o encerramento da I Semana dos Metais, promovida pela Escola da OSPA, e conta com a apresentação de um quinteto, formado pelos professores do Conservatório Tiago Linck (trompete), Israel Oliveira (trompa), José Milton Vieira (trombone) e Wilthon Matos (tuba), além do instrumentista Elieser Fernandes Ribeiro (trompete). O recital é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da orquestra, diretamente da Casa da OSPA. A direção artística é do maestro Evandro Matté.

    Repertório

    Representante do emergente barroco alemão, Scheidt publicou Canzona Bergamasca em 1621, em meio à Guerra dos 30 anos, um conflito europeu entre católicos e protestantes. A obra se destaca por uma cadeia de elementos, marcada por ritmos vivos, contrastes e recapitulações. O quinteto de Ewald é considerado um dos únicos e mais extensos exemplos do repertório romântico; o russo integrou o Quarteto Belaieff, um dos mais importantes de São Petersburgo, que moldou a literatura padrão da época. A Suíte de Maestro Duda, bem como o Tango de Kompanek, recorre a elementos intertextuais da música e da cultura popular contemporânea como aliados à composição da música de câmara. W.C. Handy é conhecido como expoente do blues e como um dos mais importantes representantes da música no início do século XX. Beale Street Blues homenageia o distrito de entretenimento de mesmo nome para a população afro-americana de Memphis, no Tennessee.

    Sobre o OSPA Live 

    Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    OSPA LIVE

    Quando: 29 de agosto de 2020, às 17h

    Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

    Acesso em bit.ly/ospalive18

    Programa:

    Samuel Scheidt (1587-1654):Canzona Bergamasca

    Victor Ewald (1860-1935): Quinteto de Metais No. 1 Op. 5

    I. Moderato

    II. Adagio non troppo lento

    III. Allegro moderato

    José Ursicino da Silva ‘Mestre Duda’ (1935-): Suíte Monette

    I. Ciranda

    II. Balada

    III. Valsa

    IV. Boi Bumbá

    Sonny Kompanek (1943-): Killer Tango

    William Christopher Handy (1873-1958):Beale Street Blues

    Músicos:

    Elieser Fernandes Ribeiro (trompete),Tiago Linck (trompete),Israel Oliveira (trompa), José Milton Vieira Leite Filho (trombone), Wilthon Matos (tuba), Evandro Matté (direção artística)

     

  • “Laboratório de Horror” um curso sobre terror e suspense, no universo audiovisual
    Still_Alarme- Foto: Pam Hauber e Lu Lima[/ Divulgação

    “Laboratório de Horror” um curso sobre terror e suspense, no universo audiovisual

    O Laboratório de Horror – novo curso da Casa de Teatro de Porto Alegre – propõe introduzir os gêneros horror e suspense e os estilos de interpretações possíveis dentro desse universo para o audiovisual. Pam Hauber e Paula Martins ministram as aulas na plataforma digital de 6 de outubro a 30 de novembro, terças e quintas-feiras.

    O foco do curso é a atuação, englobando também construção de personagens e de cenas voltadas para o formato audiovisual (tv/web/cinema).

    O curso é dividido entre teoria onde, a partir de um breve histórico apresentado no início do curso, se tem contato com a evolução do gênero com o passar das décadas e da introdução de novas tecnologias no fazer artístico, e prática, onde os alunos passam a ter contato íntimo com os procedimentos de criação audiovisual especificamente voltados para o gênero de horror e seus derivados.

    O exercício final do curso é a criação de uma WEB-SÉRIE onde os alunos terão contato com a experiência real do processo criativo de uma obra audiovisual do gênero horror/suspense.

    A criação do episódio será orientada, produzida e finalizada pelas professoras ministrantes, tudo de forma remota (via internet).

    Ela só. Foto: Paula Turra/ Divulgação

    As realizadoras:

    Paula Martins e Pam Hauber atualmente trabalham juntas no desenvolvimento de séries de horror para o Instagram, na página @scarystoriesrs. Ambas formadas pela PUCRS em Produção Audiovisual, têm uma parceria de longa data, o que inclui a autoria da pesquisa em cinema surreal “Labirinto” e a participação na produção do programa “De Carona com os Ovnis”, que estreou no History Channel em 2018.

    Paula tem mestrado em Artes Cênicas pela UFRGS e seu foco de pesquisa é a criação de roteiros de forma colaborativa com o elenco. Diretora e roteirista, destacou-se pela autoria dos curtas “Bengalas” e “Labirinto”.

    Pam tem uma larga experiência na produção audiovisual, especialmente com séries, participando como produtora executiva da “Velha História do meu amigo Novo”, “Formigas” e, recentemente, “Oráculo das Borboletas”. Além disso, dirigiu e roteirizou o curta de horror “Ela Só”.

    Ela só. Foto: Paula Turra/ Divulgação

    Serviço

    O quê: Laboratório de Horror;
    Onde: Plataforma digital da Casa de Teatro de Porto Alegre;
    Quando: de 6 de outubro a 30 de novembro, às terças e quintas-feiras, das 14h30 às 17h30;

    Inscrições e informações no link: https://www.casadeteatropoa.com.br/product-page/laboratório-de-horror-com-paula-martins-e-pam-hauber

  • O universo lúdico de Carlos Urbim,  no novo espetáculo do Projeto Kombina.
    Novo espetáculo do grupo de quatro atores se chama “Saco de Gatos”. Fotos: Luis Ventura/ Divulgação

    O universo lúdico de Carlos Urbim, no novo espetáculo do Projeto Kombina.

    “Saco de Brinquedos”, novo “Kruzo” do projeto Kombina que será apresentado nos dias 29 e 30 de agosto, faz uma visita poética e criativa no ‘universo urbiniano’ tendo como pano de fundo o livro que Carlos Urbim escreveu e ilustrou a mão livre, um livro único intitulado O Avô Aprendiz.

    Utilizando elementos do universo virtual e recursos audiovisuais, os quatro atores exploram as obras, poemas e imagens interagindo com as palavras construindo um espaço onírico onde sonho e realidade se fundem. Um convite irresistível para conhecer as invenções do escritor Carlos Urbim a partir desta homenagem da escritora Chris Dias, com fotos de Gilberto Perin. No elenco estão Tatiane Tomazzoni (bailarina e coreografa) Natasha Vilar (atriz, cantora, bailarina e utiliza elementos de sapateado) Vinicius Zurawski (ator, bailarino) Mauricio Alves (educador social e brincante). Confira nas redes do projeto e adquira já seu ingresso no Sympla (links no serviço).

    Sobre o projeto Kruzo

    Um kruzo é um espetáculo? Esta pergunta norteia o projeto criado pela Kombina, de Chris Dias, que estreou com sucesso nas plataformas digitais o primeiro ‘kruzo’, “Ubuntu Resiste!”, e terá seguimento com ‘Saco de Brinquedos’, livremente inspirado na obra de Carlos Urbim, “Caleidoscópicas”, abordando o tema do machismo estrutural, e “Vaga-lumes”, com a atriz Laura Medina e a cantora Adriana Deffenti.

    Um cruzamento de ideias, pessoas, linguagens e artes. Assim o projeto Kombina está construindo espetáculos/performances denominados kruzos, com K, fazendo uma referencia à Kombi que deu origem ao projeto Kombina e seu ponto de cultura móvel, que por mais de cinco anos circulou pela cidade, pelo estado e pelo Uruguai levando artes integradas e a importância do brincar na construção de uma comunidade conectada com a expressão artística. “Impossibilitados de andar pelas ruas criamos esses kruzos que transitam de casa para casa levando o lúdico e a potência de temas tratados artisticamente” afirma a escritora Chris Dias. Todos os kruzos produzidos pelo Projeto Kombina são ao vivo e contam com bate-papo após as apresentações.

    Serviço:

    Saco de Brinquedos

    Dias 29 e 30 de agosto, às 17h, pelo Zoom

    Ingressos e informações:

    Dia 29 – https://www.sympla.com.br/kruzo—saco-de-brinquedos__947763

    Dia 30 – https://www.sympla.com.br/kruzo—saco-de-brinquedo__947820

    *Há ingressos solidários e criativos onde o público contribui conforme suas possibilidades. Confira nos links!

    Algumas observações:
    Para entrar na brincadeira pedimos que, no dia da apresentação, todos tenham uma folha de papel branca e uma caneta colorida e que enviem uma foto da criança espectadora (que pode ter qualquer idade, de 0 a 80 anos) com o seu brinquedo preferido. As fotos devem ser enviadas para o email contato@projetokombina.com.br  até a sexta-feira, dia 28 de agosto. Não fique de fora!

    – O espetáculo será apresentado pelo aplicativo ZOOM. Acesse alguns minutos antes do horário para garantir que tudo dará certo! A Sala do Zoom estará liberada 15min antes de começar, às 16h45.

    Uma realização: Projeto Kombina

    Produção executiva: Chris Dias

    Produção: Tari Cercato

  • André Damasceno revive o Magro do Bonfá para plateia virtual

    André Damasceno revive o Magro do Bonfá para plateia virtual

    Depois de estrear em janeiro deste ano com o show “Não Me Faz Te Pegar Nojo!”, André Damasceno, um dos grandes nomes da comédia brasileira, retorna com o espetáculo em um formato totalmente diferente. Na maior parte sozinho , o humorista vai relembrar para uma plateia online conectada via streaming, a paineis de alta definição, na frente do palco, os 35 anos do Magro do Bonfa e outros personagens que fizeram sucesso ao longo da carreira do artista.  A apresentação será ao vivo no dia 03 de setembro, às 21h, no www.claq.com.br, dentro do projeto Claq do Poa Comedy Club. Os ingressos custam R$ 10,00.

    “Será uma experiência diferente e empolgante estar sozinho num espaço cênico falando para o público que estará no telão”, afirma Damasceno.  Em tempo real, os espectadores terão a possibilidade de interagir com o comediante e, também, com a humorista Dedé Leitão, convidada especial da noite, integrante do Grupo Cinco Muito e uma das novas revelações do humor gaúcho.

    André trabalhou na Escolinha do Professor Raimundo, do Chico Anysio, na Rede Globo, e  atuou ao lado de grandes nomes do humor como Agildo Ribeiro, Lúcio Mauro, Brandão Filho, Walter D´Ávila, Costinha, entre outros.  Também na emissora carioca, esteve de 2003 a 2015, no Zorra Total, atuando ao lado dos novos nomes do humor como Fábio Porchat, Marcus Melhem, Leandro Hassum, Fabiana Karla, Heloísa Périssé, Katiuscia Canoro e Marcos Veras. “O público vai conhecer a história do Magro do Bonfa e histórias hilariantes da minha carreira e do convívio que tive com a velha e nova geração do humor”, afirma Damasceno.

     André Damasceno iniciou no humor em 1985. De lá para cá, já realizou mais de 3 mil espetáculos e já foi assistido por mais de dois milhões de pessoas.

    Dedé Leitão é convidada especial do espetáculo on line. Foto; Divulgação

    Serviço:

    O que:  show online Não Me Faz Te Pegar Nojo!, com André Damasceno

    Quando: 03 de setembro de 2020

    Horário: 21h

    Onde: www.claq.com.br

    Ingressos: R$ 10,00

    Informações: http://www.portoalegrecomedyclub.com.br/

    Classificação: 14 anos

    Duração: 70 minutos

    Participação Especial: Humorista Dedé Leitão

  • Festival de Cinema em Ouro Preto terá formato virtual este ano
    Mostra de Cinema de Ouro Preto – CineOP que celebra 15 anos em 2020

    Festival de Cinema em Ouro Preto terá formato virtual este ano

    Será virtual este ano a Mostra de Cinema de Ouro Preto, de 3 a 7 de setembro.

    Criado, em 2006, na cidade mineira de Ouro Preto, o festival se destaca por dar atenção especial à preservação do audiovisual e a tratar o cinema como patrimônio cultural.

    A programação está dividida em três temas: preservação, história e educação.

    O público vai poder conhecer filmes relacionados a cada uma das temáticas e também participar de 20 debates com profissionais ligados ao audiovisual, à educação e à preservação.

    Na programação, atividades de formação, com a oferta de oficinas e palestras internacionais, o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais e o Encontro Latino-americano de Educação; além de mais de 90 filmes em exibição.

    “O diferencial de Ouro Preto é que ele é o único evento que trata o cinema como patrimônio e convida a educação a dialogar, para estar presente, a entender como a educação utiliza o audiovisual como instrumento de transformação social, construção da cidadania, e como essas duas linguagens se enriquecem mutuamente”, diz  coordenadora Raquel Hallak.

    A 15ª CineOP vai abordar também os 70 anos da televisão brasileira, que serão comemorados no dia 18 de setembro. O evento fará um recorte do tema central Cinema de Todas as Telas.

    Estão previstas quatro oficinas para um público acima de 16 anos. Elas fazem parte do programa de formação do evento e visam despertar novos talentos, além de ser oportunidade de reciclagem. “É uma questão vital para o crescimento da indústria cinematográfica no país. Sem mão de obra, a gente não consegue fomentar essa indústria”, comentou Raquel Hallak.

    Serão oferecidas ainda pela 15ª CineOP quatro ‘master class’ (aula dada por especialista de notório saber em determinada área do conhecimento) internacionais que vão estar dialogando com as temáticas preservação e educação.

    ssa vai ser a primeira experiência do evento no formato online.