Uma oportunidade de conhecer os insetos que formam uma das sociedades mais organizadas e que produz um dos alimentos mais nutritivos e saudáveis. Assim é a exposição de Meliponicultura- as abelhas sem ferrão, que podem ser vistas nos pavilhões do 5º Festimel, a Feira do Mel e do Doce que acontece até o próximo domingo em Balneário Pinhal.
No local estão expostas as 24 espécies das abelhas nativas sem ferrão do Estado, a menor abelha do mundo, a plebeia wittmanni, as abelhas em extinção como Mandaçaia quatrifasciata e muitas outras.
E é possível ver de perto a colmeia, o trabalho das operárias, a extração do mel e degustá-lo.
Tudo isso sob o comando do apicultor Evald Gossler, um apaixonado pelo mundo encantado das abelhas, que explica cada etapa da produção de mel.
“Faço tudo isso pra mostrar para as pessoas a importância das abelhas e da polinização, pois se as abelhas forem totalmente extintas, em quatro anos não existirá mais vida na terra”, alerta o apicultor, informando que 80% de todos os alimentos que consumimos vem da polinização, desde frutas, verduras até cereais.
Aos 66 anos de idade, seu Evald conta que sua paixão pelo mundo das abelhas começou aos 4 anos, por influência de seu avô: “Eu me considero nascido dentro de uma colmeia”, diz.
É com esse clima de conhecimento que a exposição espera os visitantes, principalmente as crianças, que podem ver de perto e com segurança as rainhas da festa.
A apicultura será tema do seminário estadual que acontece de 10 a 12 de outubro na SAPP, av. General Osório, 1030. O evento, paralelo ao Festimel, também contará com o Concurso Estadual da Qualidade do Mel, oficinas e exposição de equipamentos apícolas.