José Antonio Severo (1942/2021): repórter até o fim

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 24 de setembro, o jornalista e escritor José Antonio Severo, aos 79 anos.

Em mais de meio século como repórter, editor, diretor, ele passou pelos principais veículos de comunicação do país.

Desde o Jornal do Dia, de Porto Alegre, onde começou – seguindo por Veja, Realidade, Exame, Reuters, Estadão, Gazeta Mercantil, TV Bandeirantes, Rede Globo – sempre deixou a marca de um talento exuberante e generoso.

Hospitalizado há duas semanas, continuou conversando, escrevendo e respondendo a mensagens até o último momento, quando foi levado para o centro cirúrgico, segundo conta sua mulher, a cantora Célia Mazzei.

À tarde, conversou com o sobrinho Alberto sobre a situação do Afeganistão e da economia brasileira. Pouco depois, falou com o editor Edgar Lisboa, sobre um artigo que havia escrito para ser publicado no fim de semana.

Sugeriu algumas alterações e encerrou o telefonema: “Vou ter que desligar, vou entrar para uma cirurgia agora”.

Era diabético e contraiu covid no início do ano. Embora tenha se recuperado rapidamente, desde então sua saúde ficou instável, com perda crescente de imunidade, obrigado a sucessivas internações e até uma cirurgia para extrair a vesícula.

Há duas semanas voltara ao hospital para tratar de uma hemorragia no pulmão e foi isso que o levou à cirurgia no fim da tarde de sexta-feira, à qual não resistiu.

Gaúcho, de Caçapava do Sul, Severo cresceu no campo e sempre lembrava da infância em meio às lides campeiras na estância da família.

Estava disposto a seguir essa vida aos 16 anos, quando mudou-se para Porto Alegre e matriculou-se na Escola  Técnica de Agricultura de Viamão, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Formado, obteve o primeiro emprego na Secretaria Estadual da Agricultura, e aí descobriu sua vocação. Tinha facilidade para escrever e foi designado para o Serviço de Informação Agrícola, onde passou a produzir um “Informativo Rural e Econômico”.

Inquieto, teve a ideia de viajar pelo Estado, produzindo matérias para o informativo e suas reportagens chamaram atenção. Foi convidado, em 1964, para ser editor do suplemento rural do Jornal do Dia,  jornal católico editado em Porto Alegre.

Uma reportagem sobre o preço da carne rendeu-lhe outro convite, do jornal O Estado de S.Paulo, para um estágio na capital paulista. Antes do fim do estágio, estava contratado, emplacando matérias de capa, que o levaram à condição de repórter especial.

Em 1968, quando a Editora Abril montou a equipe para lançar a revista Veja ele se inscreveu e foi selecionado.

Mas foi na revista Realidade, pouco depois, que se tornou conhecido por suas reportagens sobre esportes radicais, vivenciadas e narradas na primeira pessoa.

Era reconhecido na rua e ficava constrangido: “Eu devia estar fazendo matérias de denúncia à ditadura e, em vez disso, estava me divertindo fazendo coberturas de esportes”.

Essa inquietação levou-o de volta a Porto Alegre, onde assumiu a direção da Folha da Manhã, mas a experiência não durou dois anos e retornou à imprensa paulista.

Nessa época surgiram os primeiros textos mais longos. Pretendia que se tornassem roteiros de séries para a TV.

“A Guerra dos Cachorros”, editado pela LPM, transpunha para São Paulo o fenômeno das matilhas de cães selvagens que assolavam os campos nos tempos do Rio Grande primitivo.

No cenário urbano, os cães simbolizavam uma revolta dos animais pelo tratamento que recebem dos humanos. Ele considerava um projeto frustrado.

“A Invasão”, de 1978, também publicada pela LPM, é uma “reportagem-ficção”  sobre uma mudança de regime político no Brasil.

Um outro desafio, porém, se apresentou e, em 1979, foi trabalhar na Rede Globo. Primeiro como repórter do  Jornal Nacional e, pouco depois, como editor-chefe do Jornal da Globo, do qual foi um dos criadores.

Ainda era uma época em que os profissionais do jornalismo impresso, resistiam ao telejornalismo. Ali nasceu o formato existente hoje, com bancadas compostas por jornalistas – até então, eram locutores que liam as notícias no ar.

Mesmo em outras funções sempre se considerou “um repórter 24 horas por dia”, rigoroso em relação aos fatos. “Não tenho apego ao texto, sempre dei total liberdade aos editores para que mexessem. Só me fixo na precisão dos dados”, dizia.

Sempre jovial e entusiasmado, gostava de conversar com os mais jovens e dava conselhos: “Não se levem muito a sério. Levem a sério a notícia” ou “O leitor não é abstrato. Tem que escrever para o leitor”.

A experiência na TV, também reavivou uma paixão da infância, o cinema. “Quando vínhamos para Porto Alegre, eu e meus irmãos emendávamos uma sessão na outra”, lembrava.

Do encontro com o escritor e cineasta Tabajara Ruas nasceu o produtor e roteirista.  Escreveu “Os senhores da guerra”, romance histórico, pensando na versão cinematográfica.

No drama de dois irmãos em conflito, resume o período sangrento no início do século XX, em que o Rio Grande do Sul se dividiu entre “Chimangos” e “Maragatos”.

A pesquisa para essa obra levou-o a uma incursão pelas guerras pela conquista do extremo sul da América, Percorreu a região por um ano e, por um ano e meio, isolou-se com uma pequena biblioteca numa casa na praia do Santinho em Florianópolis, onde produziu “General Osório e seu Tempo”, obra de quase mil páginas, painel impressionista da formação do extremo sul da América.

Nos últimos dois anos, trabalhou na pesquisa para o roteiro da série “200 Anos da Independência”, produzido pela TV Cultura de São Paulo, para exibição em 2022. Da pesquisa resultou um livro com o mesmo título que será editado na data.

 

 

Polícia do Rio faz operação contra milicias; 12 pessoas já foram presas

A Polícia Civil faz hoje (23) uma ação contra suspeitos de envolvimento com uma milícia que atua nas comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste  do Rio de Janeiro.

A operação Blood Money [dinheiro sujo] cumpre 23 mandados de prisão temporária e 63 de busca e apreensão. Até as 7h20 da manhã, 12 pessoas tinham sido presas.

Entre os alvos, que são investigados por lavagem de dinheiro para o grupo paramilitar, estão envolvidos na construção e venda de imóveis que desabaram em abril de 2019, na Muzema, matando 24 pessoas.

Segundo a Polícia Civil, investigações constataram movimentações financeiras de grandes volumes realizadas, em um curto período de tempo, por pessoas e empresas. Apenas dois dos investigados movimentaram R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano.

“Essas movimentações não são compatíveis com o que os investigados afirmam ser. Um deles relatou trabalhar como encarregado de obras, recebendo R$ 4 mil  mensais”, informou nota da Polícia Civil.

(Com informações da Agência Brasil)

Protestos contra a retirada de isenções no transporte público em Porto Alegre

Movimentos estudantis, Cpers e outras entidades se reuniram em frente à Câmara para protestar contra o projeto do executivo que retira isenções.

A proposta já está na ordem do dia e pode ser votada à qualquer momento.

OPLE 015/21 vai mexer nas isenções.

O governo propõe que das 15 isenções existentes hoje permaneçam apenas cinco:
* idosos acima de 65 anos (constitucional)
* Brigada Militar
* assistidos da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do RS (Fase), Fundação de Proteção Especial (FPE) e acompanhante, *pessoa de baixa renda com deficiência e acompanhante
* estudantes, estabelecendo limite de renda familiar per capita de 1,5 salário mínimo (exceto idosos e Brigada Militar).

O projeto também inclui subsidio da passagem para estudantes dos ensinos Médio e Fundamental, respeitando limite orçamentário. Junto com o projeto do passe-livre, o impacto seria de 21 centavos a menos para o cidadão ao passar na roleta.

Estudantes tentam convencer vereadores 

No meio da tarde uma comitiva de estudantes ingressou na Câmara para acompanhar a sessão e convencer vereadores a alterar alguns pontos do projeto. ” A gente tem tentado um diálogo, o projeto é muito ruim, estamos tentando convencer os vereadores disso. Os movimentos de estudantes não estão contentes com esse projeto.

A gente tem dialogado e feito a nossa parte, existe um indicativo pequeno por parte do governo de ter diálogo. A gente apresentou emendas para tentar melhorar o projeto” explicou a integrante da União Estadual dos Estudantes (UEE), Vitória Cabreira que também é vereadora suplente pelo PC do B.

Sorospositivos também compareceram

Em um grupo menor, mas também representativo, estavam no ato integrantes da ONG Casa Fonte Colombo Centro de Promoção da Pessoa Soropositiva – HIV, mantida pela Ordem dos Frades Menores Capuchinhos do Rio Grande do Sul. Existente desde de 1999, atua na prevenção e assistência aos portadores da doença.

“Como vou buscar meus remédios, fazer minhas consultas?” indagou Claudia Villanova da Luz, que é soropositiva. Claudia que recebe apenas uma ajuda do Bolsa Família de R$91 diz que pega às vezes de quatro a seis conduções por dia.

Cláudia (a direita) e representante da Casa Fonte Colombo., Cristiane Saraiva. Fotos: Felipe Uhr/Jornal Já

A ONG encaminhou junto aos vereadores uma emenda que garante que portadores de HIV com renda inferior a um salário mínimo e meio não seja prejudicado pelo projeto e tenha sua isenção retirada.

A entidade alega que teve 366 pedidos de solicitações de isenção e “que 100% delas necessitam da isenção para manter sua adesão ao tratamento e manter suas necessidades básicas”.

O projeto que poderá ser votado na semana que vem já tem onze emendas e poderá ter mais até ser votado.

Pontal do Estaleiro: projeto do parque foi aprovado

A Prefeitura aprovou nesta terça-feira, 21, o projeto do Parque Pontal,  na avenida Padre Cacique, junto ao Guaíba, na Zona Sul de Porto Alegre.

É uma área pública de quase  3 hectares, entre o empreendimento Portal do Estaleiro e a margem do Guaiba, que será urbanizada e  mantida pela empresa, como contrapartida pelo impacto ambiental do mega-projeto imobiliário no qual estão sendo investidos R$ 350 milhões.

O Pontal do Estaleiro é um complexo multiuso com 11,4 mil metros quadrados de área construída,  com shopping center, hotel, centro de eventos, uma torre comercial de 83 metros de altura.

O complexo está sendo construído pelas empresas Engenhosul e Melnick.

Com a entrega desta área ao público, prevista para 2022, a cidade passará a contar com dez parques urbanos.

O local receberá playground com tema náutico e balanço com acessibilidade, área fitness, equipamentos de ginástica para idosos, estares integrados com equipamentos de descanso, cinco eixos de direcionamento visual para o Guaíba, iluminação, banheiros, mirante para apreciação da natureza, píer sobre o rio e plantio de árvores, além de transplante de árvores protegidas por legislação para local de destaque. A área contará ainda com duas trilhas interpretativas, sendo uma de resgate à história do antigo Estaleiro Só, onde se construíam e reparavam navios em Porto Alegre de 1850 a 1995, e outra com uma janela arqueológica para visualizar o pilar da antiga Estação do Asseio Público, que funcionava na área no século XIX para despejo de resíduos cloacais.

 

Depois de Minas, Paraná anuncia “apoio irrestrito” a Eduardo Leite nas prévias do PSDB

O diretório do PSDB do Paraná anunciou neste sábado seu apoio “total e irrestrito”  ao governador Eduardo Leite nas prévias que vão escolher o candidato do partido à presidência da República.

Leite disputa com o governador de São Paulo, João Dória, a indicação dos tucanos. Sua candidatura foi lançada em fevereiro deste ano por um grupo de parlamentares ligados ao deputado Aécio Neves.

Na semana passada, o governador gaúcho recebeu a adesão do diretório do partido de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País.

Em agosto, Leite recebeu apoio de 2 ex-presidentes do PSDB de São Paulo, Pedro Tobias e Antonio Carlos Pannunzio.

Tobias e Pannunzio são aliados do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que anunciou, em 9 de agosto, que deve deixar o PSDB “nas próximas semanas” e é crítico de Doria.

Vídeo chocante: a Praça da Sé tomada por barracas de sem teto

Um vídeo postado nesta manhã no twitter, mostra a Praça da Sé, em São Paulo, tomada por barracas e grupos de sem teto correndo para pegar marmitas que as Ongs distribuem.

A tomada da Sé, no coração da cidade,  por sem teto e desempregados não é novidade, mas não tinha chegado nas redes.

A responsabilidade de uma solução é da prefeitura, mas o desgaste vai bater no governador João Dória em campanha de  pré-candidato à Presidência: a miséria na capital do Estado mais rico do Brasil.

O vídeo foi postado em resposta a um tuite de Bolsonaro anunciando repasse de R$ 1,1 bilhão para hospitais.

 

 

Eleições 2022: PT lança Edgar Pretto ao governo gaúcho; PMDB decide em dezembro

Os  dois partidos com as maiores bancadas na Assembleia Legislativa, PT e MDB confirmaram esta semana que terão candidatos próprio ao governo do Estado em 2022.

Ao lado dos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, o deputado estadual  Edegar Pretto foi anunciado como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores.

Em sua página no instagram, Pretto agradeceu a direção regional do partido e disse estar com muita disposição para a tarefa que lhe foi dada: “Vamos escutar, dialogar com a sociedade gaúcha e buscar apoio de setores que também acreditem que o Rio Grande do Sul pode mais do que foi feito nos últimos anos.”

Pelo MDB, o deputado federal Alceu Moreira que também é presidente estadual da sigla reiterou em entrevista ao site do partido: O MDB terá candidato a governador.

A escolha do candidato emedebista ao Piratini se dará até o dia 4 de dezembro.

O único nome citado por Moreira durante a entrevista, foi o do ex-governador José Ivo Sartori. Internamente Sartori é um dos principais nomes para ser candidato. Tem publicamente apoio do atual secretário  do Planejamento de Porto Alegre, Cezar Schirmer.

Correm por fora, os próprios Schirmer e Alceu Moreira.

Alceu Moreira também admitiu que o partido possa abrir mão de lançar candidato a vaga do senado para se coligar com um partido grande: “A vaga ao Senado é um espaço que pode ser negociado na coligação e vou dizer porquê. O partido que tiver coligado conosco, se ele tiver uma liderança altamente competitiva para concorrer ao Senado, ele vai reivindicar essa posição. Isso trata-se de uma circunstância política.”

 

De roupa íntima a relógio inteligente: mais de 60 mil itens no leilão dos Correios

Os Correios começaram a divulgar o conteúdo dos lotes que estarão disponíveis no leilão de refugos (mercadorias que não foram retiradas ou foram devolvidas)  marcado para o dia 27.

De acordo com a empresa, os 61 mil objetos foram classificados por “família de itens”, ou seja, por similaridade de uso.

Haverá lotes de diversas categorias, desde vestuário, com camisas, calças, casacos, vestidos, roupas íntimas e calçados, até bijuterias.

Também estarão disponíveis lotes de alto valor, com itens eletrônicos como computadores, placas de vídeo, videogames e sistemas de câmera para segurança.

A empresa informou que há lotes compostos exclusivamente por aparelhos celulares de última geração, como iPhones e aparelhos da Samsung, Xiaomi, LG e outras marcas, além de acessórios.

Os smartwatches – relógios inteligentes – também figuram entre as ofertas.

Para profissionais de fotografia, os Correios criaram lotes específicos para captura de imagem e criação de conteúdo para redes sociais. Haverá câmeras, drones, pedestais e suportes, kits de iluminação profissionais e demais acessórios.

A empresa informa, ainda, que disponibilizará lotes de equipamentos médico-hospitalares e outros equipamentos. Na primeira categoria, serão disponibilizados medidores de pressão, oxímetros, medidores de temperatura, máscaras de oxigênio e equipamentos dentários. Não houve detalhamento sobre os tipos de equipamentos industriais.

Para leitores, os lotes de livros e material didático também serão atrativos. Entre as opções, a empresa listou guias de culinária, coleções literárias (conhecidas como boxes), bíblias e livros de arte, além de publicações usadas em escolas e literatura infantil em geral.

Por fim, os Correios listam brinquedos para todas as idades, utensílios para recém-nascidos – como cadeiras de alimentação, berços e cadeirinhas para carro.

Para participar do certame, os interessados devem se cadastrar na plataforma Licitações-e do Banco do Brasil. Após a conclusão dessa etapa, pessoas físicas e jurídicas conseguem enviar propostas de forma eletrônica para participar da disputa online.

Próximo leilão

Os Correios anteciparam que outros leilões do gênero devem acontecer ainda neste ano. Segundo a empresa, os objetos de refugo dos estados do Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais passarão pelo mesmo tratamento e classificação e serão leiloados “em uma data oportuna”. São Paulo também terá uma segunda edição do leilão de objetos, mas ainda sem data para ocorrer.

(Com informações da Agência Brasil)

Quadrilha de agiotas tinha 70 escritórios em cinco Estados

Trinta e cinco pessoas foram presas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quinta feira, 16, na Operação Ábaco.

Escutas feitas durante as investigações mostraram como os criminosos eram agressivos e ameaçavam as vítimas para que pagassem mais dinheiro.

Agentes da 76ª DP (Niterói) e de delegacias especializadas saíram para cumprir, no total, 65 mandados de prisão e 63 de busca e apreensão.

Em alguns casos, as cobranças não se restringiam às pessoas que pegavam dinheiro emprestado, mas também aos familiares delas.

“Não, olha só, eu não quero saber! Eu quero o meu dinheiro hoje, que a senhora marcou comigo, senão eu vou atrás do seu filho, vou pegar ele, tá ok!?”, disse um criminoso para uma das vítimas.

A quadrilha se espalhou pelo país e abriu 70 escritórios de extorsão em pelo menos mais quatro estados — Ceará, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais.

Eles cobravam juros de 30% de quem pegava dinheiro emprestado e continuavam a extorquir as vítimas quando elas quitavam os débitos.

“Quando a vítima dizia que já tinha sido quitado, eles alegavam que pagou para a pessoa errada e que ia ter que pagar de novo. Algumas vítimas relataram que, havendo a recusa no pagamento, foram na casa e ameaçaram e agrediram, inclusive nas casas de parentes”, afirmou o delegado Luiz Henrique Marques.

Uma das pessoas extorquidas conta que os valores cobrados aumentavam.

“As prestações, primeiro, eram pequenas, fixas. Depois, eles começaram a aumentar as prestações e cada mês era um valor. Começaram em torno de R$ 2 mil e, no final, estava pagando prestação de R$ 10 mil, R$ 12 mil. Eu peguei R$ 300 e já devo ter pago uns R$ 100 mil”, contou a vítima, que não quis ser identificada.

Nas investigações, os policiais descobriram que os escritórios de agiotagem chegaram a terceirizar os serviços de cobrança para não chamar a atenção da polícia.

Estes escritórios passavam as informações das vítimas e começavam as cobranças cada vez mais agressivas.

“Eu vou te dar a última oportunidade, vou te dar até segunda-feira para você arrumar o meu dinheiro, cara! Chegar segunda-feira, você falar que não vai estar com meu dinheiro, cara, já vou achar que você está querendo me tirar como algum babaca!”, afirmou um dos criminosos para uma vítima.

Segundo as investigações, a quadrilha extorquiu R$ 70 milhões das vítimas nos últimos quatro anos e não parou nem com a pandemia.

Para dificultar a investigação, os criminosos substituíam celulares com frequência, a fim de evitar interceptações telefônicas. Eles também mudavam de escritório constantemente, utilizavam olheiros para observar as movimentações policiais e usavam nomes de pessoas jurídicas.

Ao longo das investigações, outros nove integrantes do esquema foram presos pelos policiais da delegacia de Niterói em diferentes cidades do Rio. Três deles possuíam mais de 15 mandados de prisão, cada um.

Os suspeitos vão responder por extorsão, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

(Com informações do G1)

 

Bairros periféricos tem maioria dos “não vacinados” em Porto Alegre

A Prefeitura de Porto Alegre divulgou  um estudo  que mostra onde está a população  que ainda não tomou a primeira dose ou dose única contra a Covid-19.

São 57.638 pessoas que ainda não receberam nem a primeira dose.

Dos dez bairros, sete estão situados nas periferias de Porto Alegre.

São eles: Restinga (9%), Lomba do Pinheiro (6,2%), Santana (5,2%), Sarandi (5%), Santa Tereza  (4,6%), Santa Rosa de Lima (4,1%), Mário Quintana (3,4%), Bom Jesus (3,3%), Patenon (2,8%) e Morro Santana (2,8%).

Estes bairros concentram 47% dos não vacinados.

A equipe da prefeitura cruzou os dados da vacinação com o Cadastro Único (CadÚnico) e identificou que 66% da população vacinável não imunizada está registrada no sistema de programas sociais.

Para completar vacinação na Capital a partir desta quinta-feira, 16 dez ações que serão adotadas pela prefeitura.

São elas:

Ampliação da rede com vacinas D1, D2 e D3. Aumento de 11 para 57 locais de vacinação, entre elas: 25 unidades, 19 farmácias e dois drive thrus, iniciando nesta quinta-feira, 16.

Ampliação do terceiro turno de vacinação: de quatro para 30 unidades, tendo pelo menos uma unidade em cada bairro prioritário.

Nova unidade Mercado Público, no Largo Glênio Peres. Funcionamento nesta quinta-feira, 16, e sexta-feira, 17, das 9h às 17h. A partir de semana que vem das 13h às 19h.

Parceria com os aplicativos de transporte. R$ 300 mil em vouchers de viagem com distribuição pelas entidades de assistência social, a partir da próxima semana.

Unidade móvel nos bairros: os locais serão divulgados no portal oficial e redes sociais da prefeitura, pelo aplicativo 156+POA ou pelo telefone 156.

Dia Nacional da Multivacinação – previsto para o dia 2 de outubro uma ação especial nos bairros prioritários com linhas circulares de ônibus gratuito que irão levar os moradores aos pontos de vacinação.

Redução no intervalo da Pfizer de dez para oito semanas (em andamento).

Vacinação de adolescentes, baixando para 15 anos a partir de quinta-feira, 16.

Dose 3 para 70 anos ou mais com esquema vacinal completo há pelo menos seis meses (em andamento).

Retomada dos drive-thrus: Barra Shopping Sul e Bourbon Wallig, das 9h às 17h.