Aposentadas fazem corpo a corpo no centro em protesto contra pacote

Vestindo preto e carregando nas mãos a sineta, o símbolo da luta dos educadores, um grupo de professoras aposentadas protestaram e distribuiram panfletos nos pontos mais movimentados de Porto Alegre, na véspera do Natal,  para “denunciar à população o confisco que o governo Eduardo Leite fará em nossos salários”.
Na semana, com 38 votos, foi aprovada a Reforma da Previdência dos Servidores Civis, que cria alíquotas progressivas para funcionários(as) da ativa e taxa aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS e hoje são isentos de contribuição.
“A ação que estamos realizando hoje é para marcar este momento triste que estamos vivendo. Mostrar o nosso repúdio e indignação e denunciar à sociedade gaúcha que além de não pagar nossos salários em dia, o governador ainda quer retirar um alto percentual das nossas já minguadas remunerações. Contribuímos uma vida inteira e agora temos que passar por isso”, destacou a educadora Valéria Chemale.
Ao receber o panfleto das mãos das aposentadas, a professora de Literatura, Irene Cecchin, de 84 anos, mostrou-se solidária à reivindicação das colegas e lembrou das lutas que fez ao lado do Sindicato. “Eu participei da primeira greve feita pelo CPERS, na época do governo Amaral de Souza. Agora, o que este rapazinho está fazendo com a nossa categoria é desumano demais”, disse.
O grupo, denominado “Sempre ativas”, não é numeroso, umas 20 aposentadas, mas é aguerrido. Elas prometem voltar às ruas nos últimos dias do ano.

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