Bolsonaro diz que não vai "brigar com ninguém"

O presidente Jair Bolsonaro vai discursar amanhã na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Será a primeira vez que ele participará do evento, que reúne anualmente a maior parte dos chefes de Estado do planeta.
A ida do presidente chegou a ser dúvida, após mais uma cirurgia para o tratamento das sequelas da facada que recebeu no ano passado, mas a equipe médica – liderada pelo cirurgião Antonio Macedo – autorizou o presidente a viajar, após exames realizados na sexta-feira (20) .
Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura na Assembleia da ONU.
Bolsonaro já adiantou que o ponto principal do seu pronunciamento será a defesa das ações do governo na Amazônia, após a repercussão negativa dos incêndios que vêm ocorrendo na região ao longo das últimas semanas.
Ele deve argumentar, entre outras coisas, que as queimadas estão na média dos últimos 15 anos e defender a soberania do Brasil, e dos demais países amazônicos, sobre este território.
Durante a live semanal da última quinta-feira (19), o presidente ponderou que “não vai brigar com ninguém” na assembleia e fará um discurso objetivo.
Na visão de Bolsonaro, há uma tentativa de desconstruir a imagem do Brasil no exterior, e isso precisa ser enfrentado, pois pode prejudicar o agronegócio do país, caso essa crise possa gerar sanções comerciais ao país.
Segundo a Presidência da República, o discurso de Bolsonaro também deve abordar medidas tomadas pelo governo na economia e em temas como combate à corrupção e segurança pública.
Os demais encontros com chefes de Estado planejados foram cancelados, em razão das condições de saúde do presidente.
A agenda também inclui, segundo Bolsonaro, um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta segunda-feira (22), mas ainda não há detalhes sobre quem mais deve participar.
Jair Bolsonaro viajou acompanhado pelos ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), da primeira-dama Michelle e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
Nos EUA, agregam-se à comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Bento Albuquerque (Minas e Energia), que chegaram antes.
O retorno ocorrerá na noite de terça-feira (23), mesmo dia do discurso presidencial na ONU.

Em uma transmissão ao vivo em uma rede social, na semana passada, Bolsonaro disse estar “na cara” que ele será cobrado por outros chefes de Estado na questão ambiental. Diante disso, afirmou que fará um discurso “bastante objetivo” sobre a Amazônia.

O presidente também disse que não vai “fulanizar” ou “apontar o dedo para nenhum chefe de Estado”. Ele afirmou ainda que, vendo discursos de outros presidentes brasileiros na ONU, concluiu que “se falava, falava e não se dizia nada”.

Durante a viagem de Bolsonaro, o vice-presidente, Hamilton Mourão, assumirá o exercício da Presidência da República. A transmissão de cargo foi na manhã desta segunda.

A estreia de Bolsonaro na ONU gerou expectativa em razão da polêmica ambiental provocada pelas declarações do presidente em razão do aumento das queimadas na Amazônia.

(Com informações da Agência Brasil)

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