O presidente chileno Sebastián Piñera propôs um acordo nacional para por fim à onda de protestos, com episódios de violência, que há três dias sacodem o país e deixam um saldo de 15 mortos, centenas de feridos e mais de mil presos.
Em pronunciamento, ele anunciou que vai se reunir com os líderes dos partidos políticos da situação e de oposição nesta terça-feira.
O presidente afirmou ter ouvido “com atenção as carências e dores do povo” chileno, após os protestos que deixaram lojas saqueadas, supermercados queimados e estações do metrô queimadas.
Anunciou que o governo está trabalhando em um conjunto de medidas para melhorar as aposentadorias, reduzir os preços dos medicamentos, reduzir as listas de espera na saúde e implementar um seguro para controlar os gastos com remédios.
“Sei que às vezes usei palavras duras contra a violência e delinquência. Compreendam-me, patriotas, eu o faço porque me indigna ver os danos e a dor que esta violência provoca”, disse o presidente.
Mesmo com o toque de recolher a partir das 20 horas, manifestantes continuavam pelas ruas apesar da presença massiva do Exército e dos carabineros nas principais cidades. Resta saber se essa população que está indo às ruas, jovens na grande maioria, vai acreditar em Piñera.
(Com informações de La Nacion).