Funcionalismo unido acampa na praça para barrar o pacote de Eduardo Leite

“Com certeza, nós estaremos todos juntos. A Brigada eu já soube que começou a montar lá barracas junto das nossas. Estaremos junto com a Brigada, com a Polícia Civil, com a Susepe, com a Saúde, com o Planejamento, com a Agricultura, com a Cultura, enfim, com todas as entidades que estão em greve ou não”.
A declaração é da presidente do Cpers,  Helenir Schurer, que atribui ao governador Eduardo Leite “o mérito de haver unido todas as categorias”
“Todos nós servidores públicos, de uma forma ou de outra, seremos atingidos por esse pacote. A gente pode dizer, sem medo de errar, que foi o mérito de unificar todos os servidores públicos contra ele.
Na sexta-feira, uma assembleia mais de 4.000 policiais civis confirmou a decisão de greve: “A única forma de garantir a Carreira Policial, a manutenção da Promoções da Polícia Civil e a não diminuição dos salários é parando as atividades”.
“Os (as) professores (as) já mostraram o caminho, ao realizarem uma das maiores greves da história, que fez o Governo recuar e alterar sua proposta na Assembleia Legislativa. Agora é a vez dos (as) Policiais Civis se posicionarem de forma clara: esse Pacote não pode ser aprovado da forma que está e de forma apressada, sem nenhuma discussão. Precisamos ser ouvidos e enquanto o Governo mantiver sua intransigência, os (as) Policiais Civis continuarão parados e mobilizados em defesa do seu futuro”, diz a nota no site do sindicato..
“O Governo precisa retirar a urgência do Pacote na Assembleia Legislativa e sentar à mesa para negociar. A greve é o último recurso que os (as) Policiais Civis dispõem para salvar sua Carreira e o futuro dos (as) Policiais e de suas famílias”.
“São cinco anos de salários atrasados, déficit de pessoal e trabalho em dobro para garantir a segurança da população. Apesar de todo o descaso dos governantes, os (as) Policiais Civis continuaram cumprindo seu dever, conseguindo a queda significativa de todos os índices de criminalidade no estado. Porém, no momento em que o governo apresenta um Pacote que retira direitos históricos da categoria e praticamente acaba com a nossa aposentadoria, além de reduzir salários, não é possível mais ficarmos calados e trabalhando como se nada estivesse acontecendo. É o futuro das nossas famílias e a segurança da população que está em jogo”.

Brigadianos sábado pela manhã em frente ao quartel em Uruguaiana.

No sábado, piquetes de brigadianos fizeram manifestações no interior do Estado contra o pacote. Com faixas e cartazes, diversos grupos foram para frente de quartéis da Brigada Militar (BM) demonstrar a contrariedade ao teor das medidas. As manifestações ocorrem desde quarta-feira, primeiro com as esposas dos militares, e desde sexta-feira com a presença dos próprios policiais.
Policiais realizaram uma ação de aquartelamento em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, no início do dia. Em diversos locais foi adotada a operação-padrão. Durante assembleia dos militares, realizada na semana passada, havia sido definido que essas ações seriam tomadas entre os dias 16 e 17. Porém, segundo líderes do Fórum de Militares, declarações recentes de Leite anteciparam as medidas.
“Em razão de não termos resposta e pela demora do governo, os ânimos estão exaltados”, afirma o presidente da presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM), Aparicio Santellano. De acordo com o subtenente da BM, ações semelhantes devem ocorrer na Serra, região Norte, na Capital e Região Metropolitana.
Como estratégia, os organizadores das manifestações não divulgam antecipadamente o local dos protestos. “Ninguém vai invadir quartel, os brigadianos vão para a frente dos quartéis e pedem que os colegas não saiam para atender ocorrências, com exceção de emergências”, explica Santellano. Em relação ao funcionamento da operação-padrão, o presidente da ASSTBM explica que a orientação é que os brigadianos não saiam às ruas caso os equipamentos como viaturas, coletes à prova de balas e armamentos não estejam adequados.
Presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), José Clemente da Silva Corrêa diz que para os dias de votação do pacote são esperados milhares de brigadianos e bombeiros na Praça da Matriz, em Porto Alegre.
O grupo promete realizar uma manifestação ao longo dos dias de votação do pacote, previsto para ocorrer entre 16 e 18, para pressionar os deputados a votarem contra o texto. A Abamf é uma das entidades ligadas ao Fórum de Militares, que reúne seis associações. Com discurso alinhado ao colega, Clemente também criticou as falas de Leite em relação aos militares.
(Com as Assessorias de Imprensa)

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