Monumento que marca início da Revolução Farroupilha está abandonado em Guaíba

É de abandono o estado do Marco Farroupilha, estrutura em pedra  que assinala o ponto de partida dos revolucionários que tomaram o poder no Rio Grande do Sul em 1835 e sustentaram por quase dez anos uma guerra civil contra o império brasileiro.
“Desse lugar saiu na tarde de 18 de setembro de 1835 Gomes Jardim com 60 farrapos para tomar Porto Alegre”, diz o texto gravado na pedra que está quebrada e desgastada. A placa original em bronze foi roubada. A cerca que protegia o local foi arrancada.
Situado no final da rua Gomes Jardim, nos fundos da Celulose Riograndense, no bairro Balneário Alegria, em Guaíba, o monumento foi erguido em 1935, como parte das comemorações do centenário farroupilha.
Com a ampliação da fábrica, ele ficou isolado e com difícil  acesso, tanto que está fora do roteiro turístico da cidade. A empresa já sugeriu transferir o monumento para outro local, mas houve resistência da comunidade.
Quem foi Gomes Jardim
Gaúcho de Viamão, de 8 de março de 1784 – há registros de ele ter nascido em Triunfo, em 1773 –, José Gomes Vasconcelos Jardim era um bem-sucedido proprietário de terras, com charqueada e olaria em Pedras Brancas, atual município de Guaíba, onde residia. Sua casa foi eternizada em pintura por ser palco de uma das reuniões preparatórias à Revolução. Participou da invasão de Porto Alegre em 1835 e assumiu como presidente interino da República Rio-grandense, enquanto Bento Gonçalves, seu primo, permanecia preso. Trabalhou na organização administrativa da República Rio-grandense e foi deputado constituinte em 1843, em Alegrete. Era médico homeopata e foi a quem Bento recorreu em 1847 para curar sua pleura. Morreu em abril de 1854.
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