Peritos criminais: "Ficará impune o criminoso, desassistido o cidadão"

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Os peritos criminais do IGP – Instituto Geral de Perícias – manifestam seu descontentamento com a proposta do Governo do Estado, que contém a maior desvalorização salarial a que a categoria – altamente técnica e científica – foi exposta e pela discriminação em relação às demais vinculadas da Segurança Pública.

A proposta feita ao IGP, além de não considerar o percentual de risco de vida justo e devido aos servidores, transforma os vencimentos em subsídio, o que, em muitos casos, impactará com redução salarial cuja diferença seria paga em parcela autônoma – diferentemente do que foi ofertado à Brigada Militar, por exemplo.

“Somos tão poucos e tão especializados que não se sustenta o argumento da economia pública. Um valor de subsídio digno para o IGP não pode ser entendido de modo simplista como gasto, e sim como investimento em ciência e tecnologia, com grande retorno para o Estado e a sociedade. Não entendemos o porquê deste tratamento desigual e desqualificador, justamente  com o braço científico da segurança pública”, afirma a presidente em exercício da ACRIGS, Cristiane Marzotto.

Conforme a entidade, a proposta do executivo estadual beira as raias do assédio moral, individualmente, coletivamente e contra a Instituição, esclarecendo que o trabalho pericial é minucioso, aprendido caso a caso e revestido de particularidades técnicas que exigem experiência para alcançar a excelência.

ACRIGS/SindiPeritos adianta que se o modelo proposto entrar em vigor, em um curto prazo haverá sobrecarga laboral e alta rotatividade de servidores, resultando em uma queda no nível de especialização dos profissionais e, por consequência, na agilidade do procedimento penal e da justiça, ficando impune o criminoso e desassistido o cidadão.

(Com informações da assessoria)

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