Subiu para 62 o número de mortos no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará Cinquenta e oito foram mortos numa ala do presídio, invadida por uma facção rival na madrugada de segunda-feira : 16 foram decapitados e 42 morreram asfixiados no incêndio provocado pelos invasores.
Os últimos quatro mortos foram estrangulados por rivais na quarta-feira, dentro do caminhão-cela que transferia um grupo de detentos para outra cadeia.
Segundo o secretário de segurança, Uálame Machado, a viagem ocorreu normalmente até o município de Novo Repartimento, quando o sinal das câmeras de monitoramento do baú do caminhão começou a falhar.
Os detentos estavam separados em quatro celas dentro do veículo, cujo interior é monitorado por câmeras de vídeo. “Em Marabá, foi averiguada a situação de três mortos e um, que se tentou salvar, mas morreu”, disse Machado..
De acordo com a Segup, os mortos são da mesma facção (Comando Classe A) que atacou integrantes do Comando Vermelho, facção rival.
O massacre no presídio de Altamira, sudeste do Pará, começou após um grupo de presos render um agente penitenciário que encontrou facas e estoques durante revista. Após a rendição do agentes, integrantes do facção criminosa Comando Classe A (CCA) invadiram o anexo onde estavam detentos que pertenciam ao Comando Vermelho (CV) e os homicídios foram realizados com as armas brancas que estavam escondidas.
Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considera o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 311 custodiados, mas a capacidade máxima é de 200 internos.
Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, dos 311 presos, 145 ainda aguardavam julgamento.
(Com informações de O Liberal)