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  • Expectativa por concursos aumenta 30% matrículas nos cursos preparatórios

    Um levantamento do jornal Extra, do Rio, mostra como a expectativa por concursos públicos previstos para 2024 fez crescer em mais de 30% as matrículas nos cursos preparatórios.
    O jornal publicou uma relação “dos processos seletivos mais aguardados no país”. Só no âmbito do Rio de Janeiro
    a previsão para o ano é de 10.907 vagas, até o momento.
    Segundo o jornal, já estão anunciados concursos para a Caixa, Correios, INSS, MPU, Polícia Federal e PRF. Além disso, um segundo Concurso Nacional Unificado deverá ocorrer no próximo ano e o judiciário que realizará concurso para preenchimento de vagas.
    Como destaques nos concursos para o Estado do Rio, o estão as seleções para Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Tribunais e Ministério Público. Ainda estão previstos concursos para a Prefeitura do Rio, como o da Procuradoria-Geral, Guarda Municipal e Secretaria municipal de Educação.
    As cidades de Petrópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Maricá, Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Itaperuna, Macaé e Volta Redonda também anunciaram a realização de concurso em 2024.
    Os especialistas consultados pelo jornal recomendam que o candidato comece a se preparar já, sem esperar pelos editais.
    — O maior erro que um candidato pode cometer é iniciar os estudos somente quando o edital é divulgado. O intervalo até as provas costuma variar entre 60 e 90 dias. Sendo assim, fica complicado fazer uma preparação adequada: estudar todo o conteúdo programático, fazer revisões e simulados — recomendou Marco Brito, diretor pedagógico da Degrau Cultural.

    No âmbito federal, 2023 foi um período da retomada dos concursos. Mais de oito mil vagas foram autorizadas em 2023 só no Executivo Federal.
    Já foram realizados concursos para Transpetro, Petrobras, Dataprev e BB Tecnologia, entre outras. Em 2024, o concurso unificado será uma novidade do terceiro mandado de Lula, que permitirá que concurseiros tentem uma chance em mais de um órgão, pagando apenas uma taxa e fazendo uma mesma prova.
    Mas a onda de oportunidades não ficou restrita ao cenário federal.
    — Em âmbitos estadual e municipal, também foi um ano muito positivo para o Rio. O governo do estado abriu concursos para o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, AgeRio, Controladoria Geral do Estado, por exemplo. A Prefeitura do Rio de Janeiro abriu concurso para a Controladoria Geral do Município e Secretaria Municipal de Fazenda. Tivemos também concursos para Niterói, São João de Meriti, Nilópolis, Maricá e vários outros municípios — lembra Brito.
    Seleções mais esperadas
    Abaixo uma lista publicada pelo Extra com os principais concursos nacionais previstos para o ano que começa.
    Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
    Situação atual: Previsto
    Cargos: Diversos
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: A definir
    -Casa da Moeda do Brasil
    Situação atual: Banca definida
    Cargos: Técnico e analista
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 68
    Polícia Rodoviária Federal (PRF)
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Policial rodoviário e agente administrativo
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 5.121 vagas
    -Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
    Situação atual: Comissão formada
    Cargos: Analista e inspetor
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 60
    Secretaria do Tesouro Nacional
    Situação atual: Autorizado
    Cargos: Auditor federal
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 40
    Ministério da Economia
    Situação atual: Solicitado
    Cargos : Analista e assistente
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 160
    Tribunal de Contas da União (TCU)
    Situação atual: Comissão formada
    Cargos: Auditor
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: A definir
    Agência Nacional de Proteção de Dados
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: A definir
    Escolaridade: A definir
    Número de vagas: 213 vagas
    Ministério Público da União (MPU)
    Situação atual: Banca em definição
    Cargos: Técnico e analista
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: A definir
    Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
    Situação atual: Autorizado
    Cargos: Diversos
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 890
    Polícia Federal (PF)
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Diversos
    Escolaridade: Níveis médio e superior
    Número de vagas: 734
    Superintendência de Seguros Privados (Susep)
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Analista e técnico
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 302 vagas
    Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
    Situação atual: Previsto
    Cargos: Perito
    Escolaridade: Nível superior
    Número de vagas: 1.700
    Receita Federal
    Situação atual: Solicitado
    Cargos: Diversos administrativos
    Escolaridade: Níveis de médio e superior
    Número de vagas: 1.310

  • Desemprego cai a 7,7%,  a menor taxa no terceiro trimestre desde 2014

    Desemprego cai a 7,7%, a menor taxa no terceiro trimestre desde 2014

    A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,7% no terceiro trimestre de 2023.  Caiu 0,3 % em relação ao trimestre anterior e 1% a menos do que o índice do mesmo trimestre no ano passado.

    Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    É o menor nível de desemprego desde o último trimestre de 2014 (6,6%).

     

    A população desempregada ficou em 8,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, 3,8% abaixo do trimestre anterior e 12,1% a menos do que o terceiro trimestre de 2022.

    Já a população ocupada foi de 99,8 milhões, o que representou uma alta de 0,9% em relação ao trimestre anterior e 0,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. É também o maior contingente da série histórica, iniciada em 2012.

    O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar, foi estimado em 57,1%, crescimento ante o segundo trimestre (56,6%) e estabilidade em relação ao terceiro trimestre de 2022.

    “Temos simultaneamente um número maior de pessoas ocupadas e um recuo da pressão no mercado de trabalho [ou seja, um número menor de pessoas procurando emprego]. Isso contribui para uma queda consistente dessa taxa de desocupação”, explicou a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy.

    Formalidade

    Os trabalhadores informais somaram 39 milhões de pessoas, ou seja, 39,1% do total da população ocupada. No trimestre anterior, a taxa de informalidade era de 39,2%, enquanto no terceiro trimestre do ano passado chegava a 39,4%.

    O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado – sem considerar os trabalhadores domésticos – era de 37,4 milhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 1,6% no trimestre e de 3% no ano. Esse é também o maior contingente desde janeiro de 2015 (37,5 milhões).

    Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

    “Dada uma queda muito acentuada na demanda por bens e serviços na pandemia, as atividades consideradas formais, como a indústria e os serviços de maior valor agregado, suprimiram muito a absorção de trabalhadores”, disse Adriana. “À medida em que o cenário vai se normalizando [no pós-pandemia], essas atividades mais formais têm sua demanda aquecida e voltam a contratar”, avaliou.

    Os trabalhadores por conta própria ficaram em 25,5 milhões de pessoas, total também estável nas duas comparações. Outro segmento que manteve estabilidade foi o de trabalhadores domésticos: 5,8 milhões de pessoas.

    Setores

    Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o grupamento de atividades com maior crescimento no pessoal ocupado é composto por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,5%). Os demais grupos não apresentaram variação significativa.

    Já em relação ao terceiro trimestre do ano passado, foram observadas altas nos grupamentos de transporte, armazenagem e Correios (4,3%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (5,2%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,9%).

    Houve recuo no pessoal ocupado nos grupamentos de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-3,8%) e outros serviços (-4,5%).

    Rendimento

    O rendimento médio real habitual do trabalhador (R$ 2.982) subiu 1,7% no trimestre e 4,2% no ano, puxado principalmente pelos crescimentos dos salários da indústria (5,3% no trimestre e 6,3% no ano).

    A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 293 bilhões, valor recorde da série histórica, com altas de 2,7% ante o segundo trimestre deste ano e de 5% na comparação com o terceiro trimestre de 2022.

    Subutilização

    A população subutilizada, ou seja, aquela que não trabalha ou trabalha menos do que poderia, ficou em 20,1 milhões de pessoas, algo estável na comparação trimestral, mas 14% abaixo do observado no terceiro trimestre de 2022.

    A taxa de subutilização ficou em 17,6%, estável em relação ao trimestre anterior, mas menor do que o apurado no terceiro trimestre do ano passado (20,1%). É a menor taxa desde o último trimestre de 2015 (17,4%).

    A população fora da força de trabalho (66,8 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e cresceu 3,2% ante o mesmo trimestre de 2022. Já a população desalentada – aquela que não procurou emprego por não conseguir trabalho adequado, por não ter qualificação ou por causa da idade – somou 3,5 milhões, queda de 4,6% em relação ao trimestre anterior e de 17,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2022. Foi o menor contingente desde o terceiro trimestre de 2016 (3,5 milhões).

    * Com informações da Agência Brasil

      

  • Marcha das Margaridas: Lula diz que mulheres terão prioridade na reforma agrária

    Marcha das Margaridas: Lula diz que mulheres terão prioridade na reforma agrária

    Márcia Turcato, de Brasília

    Mais de 100 mil pessoas participaram nesta quarta-feira em Brasillia da 7ª Marcha das Margaridas, “pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”.

    Brasília (DF) 16/08/2023 – Mulheres agricultoras realizam a 7ª Marcha das Margaridas.
    Foto:Ricardo Stuckert / PR

    No encerramento do evento, o presidente Lula anunciou a retomada do Programa Nacional de Reforma Agrária com prioridade para as mulheres rurais, no processo de seleção das famílias beneficiadas pela política pública.

    Lula, entre Mazé Morais e a primeira dama Janja, participa do encerramento da Marcha das Margaridas na Esplanada dos Ministérios. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Do Rio Grande do Sul, 600 trabalhadoras rurais uniram às
    mulheres de todo o Brasil e também de delegações do exterior. Na véspera foram realizadas diversas atividades na área do acampamento das mulheres no Parque da Cidade, onde ficaram cerca de 30 mil agricultoras.

    A 7ª Marcha das Mulheres ocupou toda a Esplanada dos Ministérios. Era possível ver as manifestantes do final do ato, em frente ao Congresso Nacional, onde foi instalado o palco, até a Torre de TV, a cerca de 4 quilômetros de distância, onde estavam três carros de som.

    As mulheres estavam organizadas por região e
    carregando faixas e cartazes com suas reivindicações. No dia anterior, na área do alojamento no Parque da Cidade, foram realizadas rodas de conversa, debates,
    apresentação folclórica e feira de produtos da agricultura familiar.

    Mazé Morais,  da Contag, coordenadora da 7ª Marcha das Margaridas falou sobre as reivindicações das mulheres rurais: “A marcha realizada em 2019 foi a marcha da resistência, agora temos a marcha da reconstrução do Brasil e do bem viver” e afirmou: “quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede”.

    A primeira-dama Janja Lula da Silva participou da marcha e subiu no carro de som. Ela disse que “sempre sonhei em estar aqui e hoje estou realizando um sonho. Estou muito emocionada e muito feliz, vamos caminhar juntas, o Brasil voltou com o presidente Lula”.

    Janja esteve ao lado do presidente da República Luís Inácio Lula da Silva no palco, ao final da marcha, quando ele anunciou as ações adotadas pelo governo federal em benefício das mulheres rurais.  Lula disse que “nossas pautas são convergentes e nossos sonhos são verdes. Para
    isso voltei, para fazer do Brasil um país capaz de corrigir as injustiças, um país sustentável, sem necessidade de destruir as florestas”.

    “Só faz sentido um país crescer se a riqueza chegar na mão de vocês. Foi isso que fizemos uma vez e
    vamos fazer novamente”, disse Lula, que anunciou uma série de ações adotadas pelo governo federal para garantir os direitos das mulheres rurais.

    São medidas que atendem diversas reivindicações da Marcha das Margaridas, entre elas a retomada do Programa
    Nacional de Reforma Agrária. A medida assinada pelo presidente prioriza as famílias chefiadas por mulheres. Além disso, mais de cinco mil novas famílias serão
    atendidas em oito assentamentos que serão criados e será regularizada a situação de 40 mil famílias rurais.

    Lula ainda assinou decretos, um deles institui o Programa Quintais Produtivos- de incentivo à autonomia econômica das mulheres, a Comissão de Enfrentamento à Violência no Campo, além do Pacto Nacional de Prevenção ao
    Feminicídio, que terá 270 unidades móveis para realizar o atendimento direto de acolhimento e orientação às mulheres, além de 10 carros, em que a metade servirá
    para locomoção das equipes e a outra parte para transportar os equipamentos de atendimento às usuárias. Nos territórios onde o deslocamento é por água, serão
    disponibilizados barcos e lanchas. Também foi anunciada a recriação do Bolsa Verde- que financia o uso sustentável dos recursos naturais e a manutenção da cobertura vegetal da área onde a família vive. O Ministério das Mulheres, vai centralizar a coordenação das ações das quais participam mais onze ministérios, a Casa Civil e a Presidência da República.

    A ministra Cida Gonçalves informou ainda que a Pasta vai levar ao campo o programa “Oi, Mulheres!”, que é a ouvidoria itinerante do Ministério das Mulheres.

    Serão beneficiadas pelo serviço as mulheres em situação de vulnerabilidade e submetidas a violações de direitos, além de mulheres que vivem em situações de riscos, desastres, deslocamentos forçados e outras crises. O ministério também firmou parceria com os Correios para que as agricultoras possam encaminhar cartas
    com denúncias, sem custo, à Ouvidoria Mulheres da Pasta.

    A 7 Marcha das Margaridas 2023 é coordenada pela Contag, suas 27 Federações, cerca de quatro mil sindicatos rurais filiados, e em parceria com 16 movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e 90 organizações internacionais de 34 países de todos os continentes. Este ano o evento contou com patrocínio Caixa Federal, do Conselho Nacional do SESI, do Sebrae e do Governo Federal.

    Margarida Alves. Foto: Reprodução

    Quem é Margarida

    Margarida Maria Alves foi declarada heroína brasileira em sessão do Congresso Nacional realizada dia 15 de agosto, e seu nome foi levado ao Panteão dos Heróis do Brasil.

    Natural de Alagoa Grande, Paraíba, Margarida foi presidenta do sindicato rural por 12 anos e criou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural, além de estar à frente das lutas por reforma agrária.

    No dia 12 de agosto de 1983, aos 40 anos de idade, ela foi assassinada com um tiro na porta de sua casa. Seu nome e sua luta se tornaram um símbolo da luta e das
    reivindicações das mulheres rurais, que realizam a Marcha das Margaridas a cada quatro anos, sempre no mês de agosto.

    Janja com a coordenadora da Marcha, Mazé Morais. Foto: Marcia Turcato

    Maior mobilização de mulheres

    Mazé Morais, 40 anos, secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) é a
    coordenadora-geral da 7ª Marcha das Margaridas 2023.

    A Marcha das Margaridas acontece a cada quatro anos e iniciou no ano 2000.

    É reconhecida como a maior ação de mulheres no Brasil e da América Latina, reunindo trabalhadoras do campo, das florestas, das águas e também das cidades.

    Mazé Morais é natural da cidade de Batalha, no Piauí, cuja principal produção é a criação de cabras. Para ela, “a luta no campo por uma produção saudável, sem agrotóxico, por um alimento sadio, significa gente viva”

  • Lula tem pressa: primeiros atos foram assinados logo após a posse

    Lula tem pressa: primeiros atos foram assinados logo após a posse

    Após tomar posse no Congresso Nacional e subir pela terceira vez a rampa do Palácio do Planalto, neste domingo (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse a 37 ministros e assinou os primeiros atos do novo governo.

    Na cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, foram assinados 13 despachos, entre decretos e medidas provisórias (MPs).

    A primeira MP foi a que cria a nova estrutura ministerial. Também foi assinada MP que viabiliza a manutenção do Bolsa Família no valor de R$ 600 por beneficiário, mais R$ 150 por criança de até 6 anos de idade. Promessa de campanha do presidente, a medida só foi possível após a aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que excluiu os gastos com o programa social da regra de teto de gastos.

    Lula assinou também medida que mantém a desoneração de impostos federais PIS/Cofins sobre os combustíveis, além de um decreto sobre armamentos. Segundo a Presidência da República, trata-se do início do processo de reestruturação da política de controle de armas no país. Lula assinou ainda despacho determinando que a Controladoria Geral da União (CGU) reavalie, em 30 dias, as decisões que impuseram sigilo indevido sobre informações da administração pública.

    Na área ambiental, foram assinados alguns atos, incluindo um decreto que restabelece o combate ao desmatamento na Amazônia, e outro que restabelece o Fundo Amazônia, com recursos de R$ 3 bilhões em doações internacionais para combater o crime ambiental. Também foi assinado um despacho que determina que o Ministério d Meio Ambiente e Mudança do Clima proponha, em 45 dias, nova regulamentação para o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

    Outros atos assinados por Lula no primeiro dia de mandato foram: despacho que determina aos ministros que encaminhem propostas para retirar de programas de desestatização empresas públicas como Petrobras, Correios e Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e outro que determina que a Secretaria-Geral da Presidência da República elabore propostas de recriação do Pro-Catadores, programa de apoio a catadores de materiais recicláveis.

    Os atos serão publicados em edição extra do Diário Oficial da União.

    Veja o resumo da lista dos primeiros atos assinados pelo presidente Lula no governo:

    – Assinatura da MP que modifica a estrutura do governo e os ministérios;

    – Assinatura da MP que garante R$ 600 de Bolsa Família para os mais pobres;

    – Assinatura da MP que desonera os combustíveis no Brasil;

    – Assinatura do decreto de armamentos, que inicia o processo de reestruturação da política de controle de armas no país;

    – Assinatura de decreto que restabelece o combate ao desmatamento na Amazônia;

    – Assinatura de decreto que restabelece o Fundo Amazônia e viabiliza R$ 3 bilhões de doações internacionais para combater crimes ambientais;

    – Revogação de decreto que incentivava garimpo ilegal na Amazônia;

    – Inclusão de pessoas com deficiência na educação: decreto que extingue a segregação;

    – Decreto que remove impedimentos à participação social na construção de políticas públicas;

    – Despacho que determina que a CGU reavalie em 30 dias as decisões que impuseram sigilo indevido sobre informações da administração pública;

    – Despacho que determina a ministros encaminhem proposta para retirar de programas de desestatização empresas públicas como Petrobras, Correios e EBC;

    – Despacho que determina que ministro de estado elabore propostas de recriação do Pro-Catadores;

    – Despacho para que Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas proponha, em 45 dias, nova regulamentação para o Conama.

    Na cerimônia de posse dos novos ministros, depois da assinatura do documento por eles e pelo presidente, a equipe posou para a foto oficial. A nova estrutura de governo é composta por 37 ministérios.

    Tomaram posse neste domingo:

    Sônia Guajajara – Minstério dos Povos Indígenas

    Rui Costa – Casa Civil

    Flávio Dino – Ministério da Justiça e Segurança Pública

    Fernando Haddad – Ministério da Fazenda

    Simone Tebet – Ministério do Planejamento e Orçamento

    Aniele Franco – Ministério da Igualdade Racial

    Cida Gonçalves – Ministério das Mulheres

    José Múcio Monteiro – Ministério da Defesa

    Mauro Vieiria – Ministério das Relações Exteriores

    Renan Filho – Ministério dos Transportes

    Nísia Trindade – Ministério da Saúde

    Margareth Menezes – Ministério da Cultura

    Ana Moser – Ministério do Esporte

    Carlos Fávaro – Ministério da Agricultura

    Camilo Santana – Ministério da Educação

    Alexandre Silveira – Ministério de Minas e Energia

    André de Paula – Ministério da Pesca e Aquicultura

    Luciana Santos – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

    Marina Silva – Ministério do Meio Ambiente

    Esther Dweck – Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos

    Carlos Lupi – Ministério da Previdência

    Waldez Góes – Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional

    Alexandre Padilha – Secretaria de Relações Institucionais

    Daniela Carneiro – Ministério do Turismo

    Silvio Almeida – Ministério dos Direitos Humanos

    Margareth Menezes – Ministério da Cultura

    Márcio França – Ministério dos Portos e Aeroportos

    Paulo Teixeira – Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura familiar

    Juscelino Filho – Ministério das Comunicações

    Luiz Marinho – Ministério do Trabalho e Emprego

    Márcio Macedo – Secretaria-Geral da Presidência da República

    Vinícius Marques Carvalho – Controladoria-Geral da União (CGU)

    Jorge Messias – Advocacia-Geral da União (AGU)

    Gonçalves Dias – Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

    Geraldo Alckmin – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

    Wellington Dias – Ministério do Desenvolvimento Social

    Jader Filho – Ministério das Cidades

    Antes de empossar os ministros e assinar as primeiras medidas de gestão, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alcmkin, acompanhados das esposas, Janja da Silva e Lu Alckmin, receberam os cumprimentos de chefes de Estado e representantes de delegações estrangeiras.

    No último compromisso oficial da posse, o presidente recebeu convidados e representantes estrangeiros em uma recepção no Palácio do Itamaraty.

    Edição: Nádia Franco/ Agência Brasil

  • Relator aprova quebra de monopólio e propõe privatização dos Correios

     
    Incluir os Correios em um programa de privatização. Essa é a proposta do deputado Alexis Fonteyne (NOVO-SP), feita em relatório ao projeto de lei 7488/2017, de autoria do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que propõe a extinção do monopólio apenas nos serviços postais, mas mantem a exploração dos Correios por meio de empresa pública.
    Para Fonteyne, o projeto caminha em uma direção favorável às maiores eficiência e desenvolvimento do setor postal no Brasil. A proposição abre a operação de todo o setor postal, incluindo telegrama, para pessoas jurídicas de direito privado, o que confere um espaço mais amplo à competição, em linha à experiência internacional aqui reportada. No entanto, a proposta é permitir a a ação das pessoas jurídicas de direito privado a atuar apenas por meio de empresas transportadoras.
    “Se o Correio é eficiente, não precisa de monopólio e, se for ineficiente, não merece”, disse Fonteyene. “A nosso ver, em um projeto de liberalização mais completo, não cabe tal restrição. Similarmente, ao contrário das experiências internacionais, o projeto não prevê uma maior flexibilização do regime da ECT. O ideal seria incluir a empresa no programa de privatização, ainda que seja para abrir o capital”, completou.
    A ideia original é que as empresas transportadoras entrantes possam atuar no recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de carta e cartão-postal; recebimento, transporte e entrega, no território nacional, e a expedição, para o exterior, de correspondência agrupada e fabricação, emissão de selos e de outras fórmulas de franqueamento postal.
    Fonteyne dá exemplos bem-sucedidos de privatização no exterior, como Japão e Nova Zelândia para justificar seu voto. “temos que lutar por uma maior eficiência e desenvolvimento do setor postal”, diz ele.