Autor: da Redação

  • Combate ao coronavirus já custou 1,6 bilhão de dólares ao governo chinês

    Combate ao coronavirus já custou 1,6 bilhão de dólares ao governo chinês

    Os departamentos financeiros de todos os níveis da China já alocaram um total de 11,21 bilhões de yuans (US$ 1,63 bilhão) para frear a propagação do novo coronavírus.
    As vítimas fatais do virus subiram para 106 nesta terça-feira, com mais de 4.500 casos de contaminação confirmados no país.
    Segundo o Ministério das Finanças, os fundos foram principalmente usados para o tratamento médico e a aquisição de equipamentos médicos e materiais de controle da epidemia.
    “A China concentrará esforços para garantir apoio financeiro adequado para prevenir e controlar a epidemia”, diz um comunicado oficial.
    Na segunda-feira em reunião do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, o presidente Xi Jianping pediu que o partido assuma a vanguarda no combate a epidemia.
     

  • Empresas japonesas começam a resgatar funcionários que trabalham em Wuhan

    Empresas japonesas começam a resgatar funcionários que trabalham em Wuhan

    Firmas japonesas estão se preparando para trazer de volta ao Japão seus funcionários e familiares lotados em Wuhan, a cidade chinesa no epicentro do surto de coronavírus.
    A Organização de Comércio Exterior do Japão diz que cerca de 160 empresas do país operam na cidade e outras localidades nos arredores.
    Metade das firmas são parte da indústria automotiva, incluindo a fabricante Honda. Executivos da empresa planejam repatriar funcionários e familiares, afirmando que vão trazer cerca de 30 pessoas de volta ao país.
    A varejista Aeon também possui 12 funcionários japoneses em uma empresa do mesmo grupo, baseada em Wuhan. Foi comunicado que a firma deve trazer todos de volta, com exceção dos que ocupam cargos essenciais para a operação de cinco supermercados na cidade.
    A fabricante de pneus Bridgestone também conta com dois funcionários japoneses na região chinesa afetada pelo surto. Foi informado que um deles já voltou para o Japão e o outro espera retornar em um voo fretado.
    Um especialista japonês afirmou que será difícil controlar infecções e prevenir a disseminação do novo coronavírus, ligado a um surto de pneumonia na China.
    O professor Mitsuo Kaku da Universidade de Medicina e Farmácia de Tohoku, diz que infecções podem ocorrer mesmo quando as pessoas não apresentam sintomas. Ele alerta que o número de pacientes infectados também pode aumentar no Japão.
    Kaku diz que o número de casos na China aumenta apesar das restrições de mobilidade em grande escala determinadas para a cidade de Wuhan, o epicentro do surto, e em outras localidades no país.
    Afirmou também que autoridades chinesas parecem ter uma crescente noção de urgência em relação aos casos, pois pessoas infectadas com o vírus provavelmente continuam a disseminá-lo mesmo durante o período de incubação.
    Kaku disse que a nova linhagem do vírus é diferente dos que causaram as epidemias de síndromes respiratórias agudas SARS e MERS. Acredita-se que, na ausência de sintomas como tosse e coriza, pacientes acometidos pela SARS ou MERS não teriam infectado outras pessoas.
    O professor alerta que quem possui doenças crônicas pode ficar gravemente doente se for infectado pelo novo vírus. Ele insiste que as pessoas não encarem o vírus de forma branda, pois trata-se de uma nova linhagem que nunca antes havia infectado seres humanos.
    Kaku diz que médicos especialistas têm dificuldade em diagnosticar pacientes que apresentam apenas sintomas leves. E pede que as pessoas evitem tocar o nariz, a boca e os olhos para minimizar o contágio.

    (Com Agência Brasil )
  • Três praias de Itapuã  estão abertas ao público em fase experimental

    Três praias de Itapuã estão abertas ao público em fase experimental

    Foram reabertas ao público três praias do parque de Itapuã, em Viamão: Pombas, Pedreira e de Fora.
    Distante 57 quilômetros de Porto Alegre, o Parque de Itapuã é banhado pelas águas do Guaíba e da Lagoa dos Patos.
    Segundo a bióloga e gestora do parque, Dayse Aparecida dos Santos Rocha, o projeto ainda é piloto, pois visa melhorias e adaptações.
    “Queremos ouvir os visitantes e, quem sabe, abrir as praias durante o ano inteiro. Estamos em uma fase de testes, estudando maneiras de adaptar a estrutura e realizar a manutenção para que a praia funcione plenamente.”
    Por isso, cada visitante recebe um questionário na entrada e é convidado a deixar sua sugestão.
    Há mais de dez anos, as três praias não recebiam o público simultaneamente.
    Apenas a Praia das Pombas estava aberta. O número de pessoas é limitado a fim de preservar a fauna e flora locais. Todas as praias têm banheiros, vestiários, mesas para piquenique e quiosques. Na Praia da Pedreira não há água potável disponível.
    Dayse destaca a importância de se valorizar o local. “A Unidade de Conservação é uma área protegida. Até esse momento, a estrutura não comportava visitação e agora aprimoramos alguns serviços, testando as funcionalidades. São paisagens que valem a pena explorar”, diz.
    Serviço
    Confira os dias de visitação desta semana e o limite de pessoas:
    Quarta (22/1), quinta (23/1) e sexta-feira (24/1)
    Praia das Pombas (limite de até 200 pessoas por dia)
    Praia da Pedreira (limite de até 100 pessoas por dia)
    Praia de Fora (limite de até 200 pessoas por dia)
    Sábado (25/1) e domingo (26/1)
    Praia das Pombas – não abrirá
    Praia da Pedreira (limite de até 100 pessoas)
    Praia de Fora (limite de até 300 pessoas)
    Ingresso: R$ 17,75
    A bilheteria funciona das 9h às 12h e das 13h30min às 17h
    Horário limite de permanência: 20h
    Endereço: estrada Dona Maria Leopoldina Cirne, s/nº, em Viamão
    É proibido:
    Circular de bicicleta nas praias
    Entrar com animais domésticos
    Tirar fotos para uso comercial
    Alimentar os animais
    Coletar qualquer tipo de vegetação
    Circular nas pedras
    Prática de esportes com bola ou raquete
    Usar motos aquáticas ou barco
    Usar churrasqueiras portáteis e fogareiros
    Boias
    Som alto
    Barracas

  • Coronavirus: cidade de Wuhan prepara 2.000 leitos especiais para atender infectados

    Coronavirus: cidade de Wuhan prepara 2.000 leitos especiais para atender infectados

    As autoridades de saúde da cidade de Wuhan, no centro da China, anunciaram que a cidade preparou 800 leitos em três hospitais e terá 1.200 mais prontas nos próximos dias.
    Peng Houpeng, vice-diretor da comissão municipal de saúde, disse que cinco zonas de cuidados intensivos foram estabelecidas em cinco hospitais locais, cada uma acompanhada por 30 trabalhadores médicos 24 horas por dia.
    O primeiro paciente confirmado na Tailândia foi curado e retornou à China em 19 de janeiro, e foi transferido para um hospital designado para receber mais observação médica, disse Peng.
    Um total de 18 contatos próximos, incluindo o genro do paciente que o acompanhou em casa, também está sob observação médica.
    A comissão está procurando contatos próximos do segundo paciente na Tailândia, tendo localizado três.
    Quatro contatos familiares próximos do paciente confirmado no Japão foram encontrados e colocados sob observação médica, informou a comissão.
    (Com informações da Xinhua News)

  • China proíbe circulação de trens e aviões em cidades com foco de coronavírus

    China proíbe circulação de trens e aviões em cidades com foco de coronavírus

    A China determinou a proibição da saída de trens e aviões em duas cidades para tentar conter a disseminação do coronavírus que já matou 17 pessoas no país.

     A medida foi anunciada nesta quinta-feira (23) no município de Huanggang, onde vivem 7,5 milhões de habitantes.  Antes, a China já havia adotado medidas para isolar Wuhan.

    Segundo a agência France Presse, o prefeito de Huanggang suspendeu a circulação de trens da cidade, situada a 70 quilômetros de Wuhan.

    A medida vale por 24 horas e será mantida ou retirada conforme a situação.

    Nesta quarta-feira (22), os registros oficiais apontam que houve mais oito mortes nas últimas 24 horas, elevando para 17 o número de vítimas fatais na China.

    A Organização Mundial de Saúde  emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan.

    Outros 5 países já registraram pacientes afetados pelo vírus, que provoca um tipo de pneumonia: Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul

    Há ainda casos suspeitos no México, em Hong Kong, nas Filipinas e na Austrália.

    No Brasil chegou a circular a notícia de uma pessoa infectada em Minas Gerais, mas o fato ainda não foi confirmado.

    A Secretaria de Saúde de Minas confirmou a suspeita e a investigação de um caso

     A paciente é uma mulher, brasileira, de 35 anos, que veio de Xangai, na China.

    Mas o Ministério da Saúde disse que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de pneumonia “relacionado ao evento na China”.

    A nota do Ministério diz que que “o caso noticiado pela SES/MG não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

    Na manhã desta quinta-feira, 23, a vice-primeira-ministra chinesa Sun Chunlan pediu  esforços completos para refrear o surto do novo coronavírus.
    Durante a viagem de inspeção à cidade de Wuhan, o centro do surto, ela inspecionou os pontos de controle nas entradas e saídas do Aeroporto Internacional, assim como o Centro Provincial de Controle e Prevenção das Doenças de Hubei, onde ouviu relatórios detalhados sobre a detecção da origem da doença, pesquisas científicas e a reserva dos abastecimentos de emergência.
    Observando que o trabalho de prevenção e controle em Wuhan tem influência na situação global, Sun pediu que as autoridades locais concentrem seus esforços em implementar as medidas mais rigorosas para evitar e controlar a propagação do vírus para outras regiões.
    Sun pediu que se reúnam recursos como hospitais, especialistas, medicamentos eficazes e equipamentos médicos para salvar os pacientes com máximo esforço.
    Ela também pediu que se dê muita atenção à segurança dos profissionais de saúde, acrescentando que devem ser evitadas grandes concentrações de pessoas e que as informações sobre o surto devem ser transparentes e abertas.

    (Com imformações da Agência Nacional e G1 e Xinhua)

     

  • Saúde monitora 150 pessoas que tiveram contato com vítima do arenavirus em SP

    Saúde monitora 150 pessoas que tiveram contato com vítima do arenavirus em SP

    A Vigilância Sanitária está acompanhando todas as pessoas que tiveram contato com paciente que contraiu o arenavírus, em São Paulo.
    São cerca de 150 pessoas e entre as assistidas de perto estão os profissionais de saúde que cuidaram da vítima
    O vírus, que não é considerado novo no país, é similar ao chamado Sabiá vírus, que matou quatro pessoas no Brasil nos anos 90.
    O secretário da Vigilância Sanitária, Júlio Corda, não soube dar detalhes porque o vírus voltou, mas garantiu que os casos de contágio direto ocorreram por meio de roedores selvagens em ambientes rurais.
    Ele também afirmou que, por enquanto, não há alerta para a população quanto a precauções contra o vírus.
    Segundo Júlio Corda, quem corre os maiores riscos são os profissionais de saúde, especialmente os que tiveram contato com o paciente que morreu.
    O contágio de humano para humano é por meio de secreção, sangue, urina e saliva.
    O secretário também destacou que não existe relação da febre hemorrágica com os casos do novo vírus da China, que é o Corona vírus.
    O paciente que morreu é um adulto de Sorocaba, no interior de São Paulo. A pasta não revelou a idade, sexo e nem a profissão da vítima para resguardar o sigilo. Ele faleceu após 12 dias da internação
    Os sintomas da doença se assemelham aos da febre amarela: febre, dor de garganta, tontura e dores musculares.
    O Ministério da Saúde também informou que planeja ir aos lugares onde essa vítima passou e identificar se há relatos de roedores silvestres nesses locais.
    Originalmente, o arenavírus pode ser encontrado em roedores silvestres e sua transmissão a seres humanos se dá por contato com saliva, urina ou as fezes desses animais.
    (Com Agência Brasil)

  • Virus misterioso que já matou seis na China foi detectado na Coréia, Japão e Tailândia

    (Com informações do New York Times)
    Autoridades australianas disseram nesta terça-feira que o país começará a rastrear passageiros em vôos a partir de Wuhan, cidade chinesa onde um novo coronavírus infectou mais de 250 pessoas e matou pelo menos seis, à medida que crescem as preocupações globais sobre a propagação da doença.
    Além das preocupações com o surto, foi confirmada por um proeminente cientista chinês na noite de segunda-feira que a doença é capaz de se espalhar de pessoa para pessoa.
    Zhong Nanshan, um cientista que lidera um grupo de especialistas no exame do surto em Wuhan, disse que o vírus pode estar presente em partículas de saliva e que, em um caso, um paciente parece ter infectado 14 trabalhadores médicos.
    O número de casos relatados na China mais do que triplicou no início desta semana, à medida que as autoridades expandiam os testes em todo o país. A maioria dos casos foi encontrada em Wuhan, onde a doença foi relatada pela primeira vez no mês passado.
    A comissão de saúde da China disse terça-feira que 291 casos foram registrados em todo o país, com 270 em Hubei, província que inclui Wuhan.
    As principais cidades chinesas, como Pequim, Xangai e Shenzhen, também relataram casos de infecções.
    Zhou Xianwang, prefeito de Wuhan, disse em entrevista à televisão estatal na terça-feira que a cidade registrou 258 casos confirmados, com seis mortos e 12 em estado crítico.
    Taiwan confirmou seu primeiro caso na terça-feira, uma mulher que trabalhou em Wuhan e voltou a Taiwan na noite de segunda-feira. Ela foi levada diretamente para um hospital do aeroporto depois que foi determinado que ela estava com febre, disseram autoridades de saúde.
    Também foram confirmadas infecções no Japão, Coréia do Sul e Tailândia, todas em pessoas que viajaram de Wuhan. A Organização Mundial da Saúde disse que realizará uma reunião de emergência na quarta-feira para determinar se o surto é uma emergência internacional de saúde pública.

     
     
     
     
    Casos confirmados em 21 de janeiro de 2020 ( The New York Times
    “Agora está muito claro, a partir das informações mais recentes, que há pelo menos alguma transmissão de humano para humano”, disse o Dr. Takeshi Kasai, diretor regional do Pacífico Ocidental da Organização Mundial da Saúde.
    O Dr. Kasai disse que as infecções entre os profissionais de saúde aumentavam a evidência de que o vírus estava se espalhando entre os seres humanos, mas eram necessárias mais análises dos dados para entender toda a extensão dessa transmissão.
    A preocupação de que o surto pudesse piorar e atingir a economia chinesa enviou mercados financeiros para a Ásia na terça-feira. A moeda chinesa, o renminbi, enfraqueceu em valor em relação ao dólar americano. Os mercados de ações na Europa também abriram geralmente mais baixos.
    Na segunda-feira, a comissão de saúde da China disse que responderia com medidas destinadas a gerenciar surtos das doenças mais virulentas, incluindo a notificação obrigatória de casos, e classificou o vírus como uma doença infecciosa classe B – uma categoria que inclui doenças como a SARS .
    As autoridades de Wuhan começarão a impedir excursões em grupo de viajar para fora da cidade e realizarão verificações de veículos para procurar animais vivos, informou a mídia estatal na segunda-feira . A cidade também instalou termômetros infravermelhos em aeroportos e estações de ônibus e trem.
    O potencial da doença se espalhar por mais países levou as autoridades de saúde a intensificar as verificações em suas fronteiras.
    Na Austrália, a equipe de segurança nas fronteiras e de biossegurança irá encontrar e rastrear passageiros de três vôos diretos de Wuhan para Sydney, disse terça-feira Brendan Murphy, diretor médico do governo.
    O professor Murphy advertiu, no entanto, que essas medidas não eram infalíveis. Algumas pessoas portadoras do vírus podem não apresentar sintomas, acrescentou.
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  • Estação brasileira na Antártica foi construída em módulos na China

    Estação brasileira na Antártica foi construída em módulos na China

    O projeto da nova Estação Comandante Ferraz, a base  brasileira de pesquisa na Antártica é brasileiro. Mas foi todo executado pela empresa China Electronics Import and Export Corporation, que venceu a licitação para a obra.
    A companhia de engenharia precisou dividir a obra em três etapas, porque entre os meses de abril e outubro é impossível realizar qualquer atividade externa na Antártica devido ao frio intenso, às tempestades de neve e aos ventos fortes.
    Por causa disso, os chineses construíram os módulos na China durante o inverno e transportaram para a Antártica nos verões de 2017, 2018 e 2019, a fim de fazer a instalação.
    A estação será reinaugurada nesta terça-feira, 14, pelo vice-presidente Hamilton Mourão.
    A Estação Comandante Ferraz foi criada em 1984, mas em 2012 sofreu um incêndio de grande proporções. Na ocasião, dois militares morreram e 70% das suas instalações foram perdidas.
    O governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra, e a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo. No local, pesquisadores vão realizar estudos nas áreas de biologia, oceanografia, glaciologia, meteorologia e antropologia.
    Para chegar à Antártica, a comitiva do vice-presidente embarca em Brasília e faz uma primeira parada na cidade de Punta Arenas, extremo sul do Chile.
    De lá, embarcam novamente, desta vez em um avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), único tipo de aeronave usada para chegar ao continente gelado, já que é mais preparada para pousos e decolagens nas pistas do local.
    O voo de Punta Arenas até a Antártica dura cerca de três horas. A aterrissagem ocorre nas proximidades da estação chilena. De lá, o vice-presidente e assessores seguem de helicóptero até a estação brasileira. A previsão é que o vice-presidente durma na Antártica na noite do dia 14 e retorne no dia seguinte a Punta Arenas, para então retornar ao Brasil.
    Estava prevista a participação do presidente Jair Bolsonaro na reinauguração. Por recomendação médica, porém, o chefe do Executivo desistiu da viagem.
    Estação Antártica
    Ocupando uma área de 4,5 mil metros quadrados, a estação poderá hospedar 64 pessoas, segundo a Marinha. O novo centro de pesquisas vai contar com 17 laboratórios. Cientistas da Fiocruz, por exemplo, estão entre os primeiros a trabalhar na nova estação, desenvolvendo pesquisas na área de microbiologia, a partir da análise de fungos que só existem na Antártica, e no poder medicinal desses micro-organismos. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia) também já confirmou que vai desenvolver projetos meteorológicos na base brasileira.
    Para ficar acima da densa camada de neve que se forma no inverno, o prédio recebeu uma estrutura elevada. Os pilares de sustentação pesam até 70 toneladas e deixam o centro de pesquisa a mais de três metros do solo.
    Os quartos da base, com duas camas e banheiros, abrigarão pesquisadores e militares. A estação também tem uma sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.
    Em todas as unidades da base foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de material ultrarresistente. No caso de um incêndio, elas conseguem suportar o fogo durante duas horas e não permitem que ele se espalhe por outros locais antes da chegada do esquadrão anti-incêndio.
    A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os ventos antárticos. Placas para captar energia solar também foram instaladas na base e vão gerar energia, principalmente no verão, quando o sol na Antártica brilha mais de 20 horas por dia.
    (Com informações da Agência Brasil)
     

  • Juiza julga procedente ação contra mudança no Plano Diretor de Porto Alegre

    Juiza julga procedente ação contra mudança no Plano Diretor de Porto Alegre

    “Ante o exposto, julgo procedente a ação civil pública para declarar a ilegalidade da Lei Complementar n. 780/2015 e de todo o processo que levou a sua edição”.
    Essa é a decisão da juíza Nadja Mara Zanella, da 10ª Vara da Fazenda Pública, com data de 19 de dezembro.
    Ela se refere à mudança introduzida no Plano Diretor de Porto Alegre e que favorece diretamente a um empreendimento imobiliário na Fazenda do Arado, no Bairro Belém Novo.
    A mudança, aprovada na Câmara em novembro de 2015, altera os índices construtivos da região do Belém Novo, viabilizando a construção de um grande condomínio de luxo em área de preservação ambiental.
    A Ação Civil Pública movida pelo movimento comunitário Preserva Arado já havia obtido uma liminar, suspendendo a mudança do Plano Diretor, e foi questionada pela prefeitura e pelo empreendedor,  porque não seria o caminho adequado para o caso.
    A mudança no Plano Diretor ampliou 12 vezes os índices construtivos para a área, onde eram permitidas 276 economias, passando a permitir 3.664 economias.

  • Tragédia em Mariana foi "crime contra a humanidade"

    Tragédia em Mariana foi "crime contra a humanidade"

    O rompimento da Barragem do Fundão, na cidade mineira de Mariana, foi uma violação de direitos humanos de excepcional gravidade.
    Essa é a conclusão do relatório do Conselho Nacional de Direitos Humanos, publicado nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União.
    Por unanimidade, o Conselho aprovou uma resolução que indica que, em razão das características e repercussão dos danos causados, o rompimento da barragem pode ser classificado como crime contra a humanidade, conforme os parâmetros usados pelo Tribunal Penal Internacional.
    A barragem da empresa Samarco, controlada pelas mineradoras Vale e BHP, rompeu em novembro de 2015 e matou 19 pessoas, além de deixar um rastro de destruição por mais de 600 quilômetros da bacia do Rio Doce até a foz do rio no Espírito Santo, com impactos ambientais e sociais que são sentidos até hoje, mais de 4 anos após a tragédia.
    Para o presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Leonardo Pinho, é preciso penalizar os executivos e empresas responsáveis pela barragem.
    Em abril de 2019, mais de 3 anos após o rompimento, os desembargadores da 3ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiram retirar a acusação de homicídio contra os réus acusados pelo Ministério Público.
    Com isso, os executivos não serão julgados por um tribunal do Júri e podem ser responsabilizados apenas por crimes ambientais e de inundação.
    O presidente do Conselho, Leonardo Pinho, opina que os responsáveis também praticaram crimes contra a vida e os direitos humanos das populações atingidas.
    No documento, o Conselho de Direitos Humanos destaca que a denúncia do Ministério Público Federal aponta para erros técnicos de implementação e manutenção da barragem, que teriam sidos conscientemente manipulados para reduzir custos e aumentar os lucros da Samarco.
    A denúncia ainda afirma que os danos e mortes foram previstas pela mineradora que, mesmo assim, não tomou medidas preventivas.
    Procurada, a mineradora Samarco informou que não vai comentar o relatório do Conselho Nacional de Direitos Humanos, mas reafirmou o compromisso com as comunidades impactadas e destacou que, até novembro de 2019, foram destinados mais de 7 bilhões e 420 milhões de reais para medidas de reparação e compensação pelo rompimento da barragem do Fundão.
    (Com Agência Brasil)