Tag: saúde

  • Em plena pandemia, governo aprova 118 agrotóxicos em dois meses; outros 216 pedem licença

    Em plena pandemia, governo aprova 118 agrotóxicos em dois meses; outros 216 pedem licença

    Mesmo durante a quarentena, o Governo Federal continua a aprovar novos agrotóxicos para serem vendidos no mercado brasileiro.

    Desde março deste ano foram aprovados 118 novos produtos, sendo 84 destinados para agricultores e 34 para a indústria.

    No mesmo período, as empresas produtoras de pesticidas solicitaram ao Ministério da Agricultura a liberação de mais 216 produtos, que estão sendo avaliados agora pelo governo.

    O número de aprovações foi maior do que o ocorrido no mesmo período de 2019, quando 80 produtos agrotóxicos foram licenciados.

    O ano passado conquistou recorde histórico de aprovações de agrotóxico, com 475 novos produtos sendo liberados. E 2020 segue o mesmo passo, com um total de 150 produtos já licenciados desde o começo do ano.

    O processo de avaliação não será interrompido durante o enfrentamento à pandemia do Covid-19.

    De acordo com a Medida Provisória 926 e o Decreto 10.282, ambas de 20 de março, a prevenção, controle e erradicação de pragas e doenças, bem como as atividades de suporte e disponibilização dos insumos necessários à cadeia produtiva, que incluem os defensivos agrícolas, são consideradas atividades essenciais durante a pandemia e não devem ser interrompidas.

    O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), que representa o setor,  diz que número de registros de defensivos agrícolas se mantém na mesma média de 2019 e que as atividades do setor foram consideradas pelo Governo como essenciais no período de quarentena.

    Já a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida criticou as liberações. “Em meio à pandemia de coronavírus, confusão generalizada no Governo Federal, caos na saúde pública e colapso econômico, o Ministério da Agricultura segue a marcha do veneno”, informou o projeto.

    Dependente de exportações, o setor agrícola não tem sido afetado pela crise decorrente do COVID-19.

    O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio cresceu 2,42% em janeiro e fevereiro, segundo uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

    Produtos banidos em outros países

    Apenas duas substâncias inéditas estão entre os 150 aprovados neste ano. São dois produtos biológicos, utilizados principalmente na agricultura orgânica.

    Um deles é o Vigga, produto da Omex Agrifluids feito à base de extrato de alho, indicado para culturas de soja e tomate.

    O outro é um produto da empresa Promip, feito à base de do ácaro Amblyseius tamatavensis e liberado para ser utilizado em plantações que são alvos biológicos da mosca branca.

    Além deles, foram aprovadas novas versões de agrotóxicos populares e bastante polêmicos. Um deles é o Fipronil, um inseticida relacionado com a morte de mais de 500 milhões de abelhas no ano passado. Foram aprovados 10 registros desse produtos, a maioria para a empresa brasileira Allier, com seis permissões.

    O Fipronil age nas células nervosas dos insetos e, além de utilizado contra pragas em culturas como maçã, soja e girassol, é usado até mesmo em coleiras antipulgas de animais domésticos.

    Pelo prejuízo aos insetos, a substância é banida em parte da União Europeia e está em reavaliação nos Estados Unidos. Na França, está proibida desde 2004 após cerca de 40% dos insetos criados nos apiários franceses aparecerem mortos.

    Foi aprovado também um inseticida Clorpirifós, pela companhia chinesa Adama. O produto é bastante popular no Brasil, vendendo 6.500 toneladas em 2017, de acordo com o Ibama, mas está saindo do mercado em outros países.

    O motivo é a relação do uso do produto com à má formação no cérebro de bebês, podendo causar inclusive redução de QI. Tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia o produto foi banido recentemente e sairá do mercado até julho deste ano.

    A multinacional Syngenta e a empresa chinesa Pilarquim garantiram um registro cada do fungicida Clorotalonil, banido pela União Europeia no ano passado e em reavaliação nos Estados Unidos.

    Estudos, como o publicado em 2019 pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority (EFSA), relacionam o produto com danos no DNA humano, e impactos de alto risco para anfíbios, peixes e abelhas.

    Tanto o Clorpirifós quanto o Clorotalonil aparecem entre as substâncias que a Anvisa pretende reavaliar nos próximos anos para decidir se serão proibidos ou não.

    O Clorpirifós devido a neurotoxicidade para o desenvolvimento, e o Clorotalonil devido a carcinogenicidade, segundo informações do site da agência.

    Não existe um prazo definido para os estudos serem concluídos. Produtos à base de Clorpirifós e Clorotalonil são usados em culturas de amendoim, feijão, batata, café, algodão, trigo e outras.

    Quem são as empresas

    Os titulares dos registros emitidos em 2020 são 53 empresas de 11 países diferentes. A maioria são brasileiras — 27 companhias receberam 76 permissões, sendo a AllierBrasil a principal, com 15 novos produtos no portfólio. O segundo lugar fica empresa norte-americana Dow AgroSciences (agora conhecida como Corteva Agriscience), com 11 registros.

    No ano passado a maioria dos registros ficaram com empresas estrangeiras; apenas 40% das permissões foram para grupos nacionais.

    A maior beneficiada foi a chinesa Adama, com 41 produtos. Neste ano, a empresa é a oitava com mais registros, com 6. Além dela, a Rainbow Defensivos Agrícolas e a Tide do Brasil são algumas das empresas chinesas a garantir registros.

    O mercado chinês de insumos agrícolas está entre os que mais cresce no mundo. Foram 25 registros neste ano e 87 no ano passado. Nos dois anos, a China foi o segundo país que mais recebeu permissão de comercialização no mercado brasileiro, atrás apenas do próprio Brasil.

    Mudança no formato de divulgação

    Em julho do ano passado, uma alteração no Marco Regulatório da Anvisa decidiu que agora só receberão a classificação de toxicidade máxima os agrotóxicos que causarem morte horas depois do indivíduo tocar no produto ou o ingerir.

    Com isso, apenas seis produtos foram classificados como extremamente ou altamente tóxico em 2020. No ano passado, esse número foi de 162, cerca de 32% do total.

    (Com informações da Expressão Sustentabilidade)

  • Comprovar origem do novo coronavirus ainda é desafio para cientistas

    Comprovar origem do novo coronavirus ainda é desafio para cientistas

    Apesar de todas as discussões envolvendo pesquisadores e acadêmicos de todo o mundo, que não há evidências científicas de que o novo coronavírus saiu de um laboratório de pesquisa ou de um mercado úmido na cidade chinesa de Wuhan.

    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, falou no domingo sobre “evidências significativas” sobre a origem do vírus ter sido em Wuhan.

    Mas não especificou quais são as evidências nem apresentou nenhuma prova concreta para validar suas alegações.

    A origem do novo coronavírus por trás da pandemia da COVID-19 permanece pouco clara.

    “Saiu do laboratório de virologia em Wuhan, ocorreu no mercado úmido de Wuhan ou em algum outro lugar? Não sabemos a resposta”, disse o general do Exército Mark Milley, presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos.

    O mais alto especialista em doenças infecciosas e funcionário de saúde dos EUA, Anthony Fauci, esclareceu que as evidências científicas atuais mostram que é altamente improvável que o vírus tenha sido manipulado por humanos.

    “Se você observar a evolução do vírus nos morcegos e o que está por aí agora, (as evidências científicas) estão muito, muito fortemente inclinadas que isso não poderia ter sido artificial ou deliberadamente manipulado”, ressaltou ele em uma entrevista publicada na última segunda-feira pela National Geographic.

    O vírus “evoluiu na natureza e depois pulou entre espécies”, com “tudo sobre a evolução gradual ao longo do tempo” fortemente indicado, disse Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.

    Durante uma audiência no senado na terça-feira, o representante republicano John Ratcliffe não respondeu às perguntas sobre as origens do vírus alegadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que o nomeou como diretor da  inteligência nacional.

    Segundo a CNN, quando o senador Angus King perguntou a Ratcliffe se ele tinha visto evidências de que o vírus se originou de um laboratório, ele disse que não. Quando o senador Tom Cotton perguntou a Ratcliffe se ele tinha visto evidências de que o vírus se original de um mercado de Wuhan, ele disse que não.

    A Comunidade de Inteligência (IC, em inglês) dos EUA concordou com o amplo consenso científico de que o vírus da COVID-19 não foi criado pelo homem ou geneticamente modificado, de acordo com uma declaração do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional há duas semanas.

    “A IC continuará examinando rigorosamente as informações e inteligência emergentes para determinar se o surto começou através do contato com animais infectados ou se foi o resultado de um acidente em um laboratório em Wuhan.”

    Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) assinalou que a alegação do governo de Trump sobre a origem do vírus permanece “especulativa”, pois a organização não recebeu nenhum dado ou evidência específica do lado norte-americano.

    “Se esses dados e evidências estiveram disponíveis, o governo dos Estados Unidos decidirá se e quando podem ser compartilhados, mas é difícil para a OMS operar no vácuo de informações a esse respeito”, disse Michael Ryan, diretor do programa de emergências de saúde da OMS, em uma entrevista coletiva virtual na segunda-feira passada.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à CNBC na terça-feira que, sem provas, as acusações dos EUA sobre a China pela origem do vírus eram graves e erradas, porque o governo dos EUA não apresentou nenhuma prova.

    “Consideramos que não é um momento adequado, no meio de uma crise severa, uma crise sem precedentes, tentar culpar a organização internacional de saúde (OMS) ou, no dia seguinte, na China”, apontou Peskov.

    A Grã-Bretanha também viu poucas evidências de que o coronavírus é artificial, segundo a Reuters, citando o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock.

    O novo coronavírus se espalhou amplamente pelo mundo inteiro desde o final de 2019 e o único “Paciente Zero” está ausente na maioria dos países, mostrou o mais recente estudo do Instituto de Genética da University College London (UCL, em inglês).

    “Os resultados aumentaram muito as evidências de que os vírus SARS-CoV-2 (novo coronavírus) compartilham um ancestral comum do final de 2019, sugerindo que foi quando o vírus saltou de um hospedeiro animal anterior para as pessoas”, disse a universidade em um comunicado na quarta-feira.

    “Isso significa que é muito improvável que o vírus que causa a COVID-19 tenha estado em circulação humana por muito tempo antes de ser detectado”

  • Taxa de mortalidade por coronavirus no Brasil sobe para 3,2%

    Taxa de mortalidade por coronavirus no Brasil sobe para 3,2%

    Os últimos números da epidemia, divulgados pelo Ministério da Saúde na tarde deste domingo, confirmam 4.256 infecções e 136 mortes por coronavírus (Covid-19) no Brasil.

    Foram 353 novos casos de contaminação nas últimas 24 horas e, dado mais preocupante, a taxa de mortalidade subiu de 2,4% para 3,2%.

    De acordo com as informações das secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até as 16h, o número de óbitos em 24 horas, que era de 114 entre sexta e sábado, subiu para 136.

    Indiferente aos números e ao agravamento da situação, o presidente Jair Bolsonaro mantém sua postura de minimizar a importância do isolamento e a paralisação de atividades que envolvem movimentação de pessoas, pontos centrais da estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde.

    Pela manhã, Bolsonaro percorreu comércios e feiras populares em cidades-satélite de Brasília. Conversou com feirantes e vendedores ambulantes, sempre insistindo na necessidade de volta ao trabalho.

    Segundo dados das secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até as 16h, o número de óbitos nas últimas 24 horas chegou a 136. O número anterior era de 114 mortes em 24h.

    As mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Bahia (1), Ceará (5), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Rio de Janeiro (17), São Paulo (98), Distrito Federal (1), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2).

    Para manter a população informada a respeito dos casos e óbitos, o Ministério da Saúde atualiza diariamente os dados na plataforma de dados do coronavírus. O painel traz as informações e permite uma análise do comportamento do vírus com o passar do tempo, além de um gráfico de dados acumulados apontando a curva epidêmica da doença.

    A plataforma está disponível para livre acesso no endereço: covid.saude.gov.br

     

  • Casos fatais em crianças são raros mas há registros na China e EUA

    Um estudo de pediatras chineses com crianças infectadas pela Covid-19 conclui que são mínimos os casos que adquirem gravidade nessa faixa etária.

    O estudo compilou dados de 713 crianças infectadas, representando 2,3% dos casos registrados no país até então. A pesquisa reuniu casos ocorridos até  8 de fevereiro.

    Entre todos os casos analisados, houve um óbito e três crianças chegaram a um estado crítico, mas se recuperaram. Já os demais 709 pacientes  apresentam sintomas leves.

    O estudo foi conduzido por especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade Jiaotong de Shanghai.

    O artigo sobre a pesquisa foi publicado na última edição da revista internacional Pediatrics, segundo a agência oficial do governo chinês.

    De acordo com o estudo, embora os casos infantis não sejam tão graves como os dos adultos, as crianças de todas as idades são sensíveis ao vírus e não há uma óbvia diferença de gênero, enquanto os bebês são mais vulneráveis à infecção.

    Neste sábado, 28,  foi registrado o óbito de um bebê de menos de um ano de idade que estava infectado, em Chicago, no estado americano de Illinois, informou o Departamento de Saúde Pública estadual.

    A diretora do departamento, Ngozi Ezike, afirmou que a causa da morte do bebê está sendo investigada.

    “Não tinhamos registro de uma morte associada à Covid-19 em uma criança”, disse Ezike.

    O relato de morte de crianças já tinha sido feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que não deu detalhes sobre quantas foram afetadas e incluiu a ressalva de que nessa faixa etária são poucos os casos.

    Os estudos e levantamentos apontam que a taxa de letalidade é maior entre pessoas com mais de 60 anos e que já conviviam com outras doenças prévias.

    “Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens – incluindo crianças – morreram”, disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

     

  • Taxa de mortalidade do coronavirus no Brasil sobe para 3,2%

    Taxa de mortalidade do coronavirus no Brasil sobe para 3,2%

    Os últimos números da epidemia, divulgados pelo Ministério da Saúde na tarde deste domingo, confirmam 4.256 infecções e 136 mortes por coronavírus (Covid-19) no Brasil.

    Foram 353 novos casos de contaminação nas últimas 24 horas e, dado mais preocupante, a taxa de mortalidade subiu de 2,4% para 3,2%.

    De acordo com as informações das secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até as 16h, o número de óbitos em 24 horas, que era de 114 entre sexta e sábado, subiu para 136.

    Indiferente aos números e ao agravamento da situação, o presidente Jair Bolsonaro mantém sua postura de minimizar a importância do isolamento e a paralisação de atividades que envolvem movimentação de pessoas, pontos centrais da estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde.

    Pela manhã, Bolsonaro percorreu comércios e feiras populares em cidades-satélite de Brasília. Conversou com feirantes e vendedores ambulantes, sempre insistindo na necessidade de volta ao trabalho.

    Segundo dados das secretarias Estaduais de Saúde de todo o país até as 16h, o número de óbitos nas últimas 24 horas chegou a 136. O número anterior era de 114 mortes em 24h.

    As mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Bahia (1), Ceará (5), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Rio de Janeiro (17), São Paulo (98), Distrito Federal (1), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2).

    Para manter a população informada a respeito dos casos e óbitos, o Ministério da Saúde atualiza diariamente os dados na plataforma de dados do coronavírus. O painel traz as informações e permite uma análise do comportamento do vírus com o passar do tempo, além de um gráfico de dados acumulados apontando a curva epidêmica da doença.

    A plataforma está disponível para livre acesso no endereço: covid.saude.gov.br

     

  • Base de pandas na China reabre com visitações limitadas

    Base de pandas na China reabre com visitações limitadas

    Como parte da reabertura dos destinos turísticos mais procurados no país, o governo chinês, reabriu um dos locais favoritos pelos amantes de panda do mundo, na Província de Sichuan, no sudoeste da China.

    A Base de Pesquisa para Procriação de Panda Gigante, localizada em Chengdu, a capital provincial, reabriu todas as suas instalações, exceto um teatro com tema de panda.

    A base estava fechada em 24 de janeiro, o primeiro dia do feriado da Festa da Primavera deste ano,  frustrando a expectativa de uma alta temporada turística para o parque este ano.

    A reabertura seguiu a decisão da província de rebaixar ainda mais sua resposta à COVID-19 do nível II para nível III na quarta-feira.

    A China possui um sistema de resposta a emergências de saúde pública com quatro níveis, sendo o nível I o mais alto.

    Certas medidas de precauções contra a epidemia permanecem em vigor.

    A base disse que vai limitar o número diário de visitantes em 5 mil e exigir que os visitantes mostrem certificados de saúde. Aqueles com febre serão impedidos de entrar.

    A base também estimula o uso de plataformas online e códigos QR para reservar e comprar ingressos, sendo uma prática que reduzirá contatos desnecessários.

     

  • Vacina para tuberculose será testada em infectados pelo coronavirus

    Vacina para tuberculose será testada em infectados pelo coronavirus

    Uma equipe de pesquisadores do Instituto Murdoch, na Austrália, anunciou que vai testar em profissionais de saúde afetados pelo covid-19 uma vacina utilizada para tratar a tuberculose.

    O objetivo é verificar a eficácia na redução dos sintomas da doença.

    “Embora originalmente tenha sido desenvolvido para tratar a tuberculose e de ainda ser administrado a mais de 130 milhões de bebês anualmente, o BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) também aumenta o consumo de substâncias imunológicas básicas do corpo”, explicou um dos pesquisadores do Instituto Murdoch, em Melbourne, citado pela agência France-Presse.

    O ensaio clínico vai envolver cerca de 4 mil profissionais de saúde nos hospitais australianos para verificar a capacidade da vacina na redução dos sintomas do covid-19.

    O coordenador da equipe de estudos, Nigel Curtis, disse que se o BCG atuar como previsto, haverá “uma redução na frequência e gravidade dos sintomas” de covid-19, nos profissionais de saúde que estão infectados.

    Testes em larga escala também serão realizados em outros países, como os Países Baixos, a Alemanha ou o Reino Unido.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • “Medidas restritivas são apenas para desacelerar a transmissão”

    “Medidas restritivas são apenas para desacelerar a transmissão”

    O biólogo aposentado, Luiz Augusto Vassoler, de 57 anos,  postou na internet um depoimento dos mais esclarecedores sobre o novo coronavirus, que está assombrando o mundo.

    Entre outras atividades, ele trabalhou  no renomado Instituto Biológico de São Paulo, onde foi assistente do cientista Moacyr Rossi Nilson, autor de pesquisas reconhecidas internacionalmente sobre o virus da raiva.

    O virus da raiva, com o qual trabalhou, é dos mais perigosos, com 99% de letalidade.

    Atualmente é professor professor de biologia. Eis o seu depoimento:

    Os vírus são muito menores que as bactérias e não são visíveis ao microscópio óptico comum MOC, só com microscópio eletrônico ME é possível visualizar e fotografar os vírus.

    Para exames rápidos de diagnóstico da raiva usamos microscópia de imunofluorescencia mas não é um diagnóstico definitivo, requer confirmação e para tal injetamos o material suspeito no meio dos cérebros de 5 ratos brancos, espeta agulha na moleira do rato, afunda e injeta.

    Após 5 dias os ratos apresentam os sintomas da raiva e o diagnóstico se torna definitivo. Sou especialista nisso.

    Bem, agora vou comentar sobre outro vírus.

    Coronavirus é o nome de uma Família de vírus que se divide em dois Gêneros, o Gênero Alphacoronavirus que possui duas Espécies, a CCoV que causa gastroenterite em cães e a Espécie FCoV que causa peritonite infecciosa felina PIF. Ambas doenças não atacam os humanos.

    Família coronavirus, Gênero Betacoronavirus que contém três Espécies que atacam os humanos:

    Especie Mers-Cov
    Causa a doença Síndrome respiratória do Oriente Médio

    Especie SARS-Cov
    Causa a doença Síndrome respiratória aguda grave.

    Espécie SARS-Cov 2
    Causa a doença CoVID-19 essa que está nos atacando agora.

    Muito bem…
    Quando nos confrontamos com um inimigo, a primeira providência é examinar quais são os pontos fracos do inimigo.

    Esses vírus possuem uma estrutura extremamente primitiva e muito frágil. É apenas um filamento de RNA envolvido por uma película lipoproteica ou seja, uma fina membrana esférica de gordura e proteína, muito fina e que não é eficiente contra a desidratação e nem como isolante térmico.

    Ao ar livre o vírus desidrata, seca e morre.

    Ele necessita sair do doente infectado e entrar pela boca, nariz ou olhos da vítima sadia e assim infectar mais um e causar a doença nele.

    Na China constataram que esse virus se mantém vivo por algumas horas fora do corpo do doente e esse tempo de vida vai depender de onde esse vírus caiu após ter saído do corpo do doente.

    Se esse vírus cair em um local exposto à luz solar, ele morre em minutos, se for sob o Sol do meio dia, morre em 2 ou 3 minutos, ele não suporta os raios ultravioleta e também desidrata rápidamente se tomar a luz do Sol diretamente.

    Em tempo nublado dura um pouco mais, talvez até uns 15 minutos.

    Se esse vírus sair do doente num lugar sem luz solar incidindo diretamente nele, um local sombreado como dentro de casa ou dentro de algum veículo e o vírus cair sobre papel, madeira, roupas e cabelos, ele sobrevive por 6 horas.

    Se o vírus cair sobre superfícies lisas, sombreadas e frias como vidro, mármores, azulejos, metais lisos, ele sobrevive por 12 horas.

    Mesmo sendo muito pequenos os vírus possuem algum peso e a tendência é cair assim que saem numa tosse, num espirro ou simplesmente uma pessoa falando que vai bater com a lingua no céu da boca e nos dentes e isso vai espirrando gotículas invisíveis cheias de virus que saem da boca.

    Mesmo apenas a respiração do doente já é suficiente para liberar vírus no ar.

    Estratégias explorando as fragilidades do inimigo:

    1. Isolamento social.

    Fundamental isso. As pessoas não devem se aproximar. A pessoa infectada pode não apresentar sintomas mas está produzindo trilhões de vírus em seu organismo e esses vírus saem pela respiração dela.

    2. Higiene correta.

    Ao usar um transporte público durante uma epidemia, é 100% certeza que em suas roupas e cabelos existem vírus vivos da doença e se apenas (1) um desses vírus atingir as mucosas dos olhos, boca ou nariz, a pessoa será infectada.

    Estratégia:

    Tendo consciência disso, não passar os dedos nos olhos, na boca e nem no nariz.
    Chegar em casa e não tocar em nada e nem em ninguém antes de lavar as mãos.

    Retire a roupa que usou e pendure num local de pouco movimento e deixe a roupa lá por no mínimo 8 horas, lembre que sobre a roupa os vírus ficam vivos por 6 horas.

    Você pendura as roupas à noite e de manhã os vírus já estarão mortos e você poderá usar essas roupas novamente mesmo que não tenham sido lavadas.

    3. Lave os cabelos.

    Não vá dormir com os cabelos infectados.
    O vírus é altamente sensível ao pH básico do sabão, sabonete, detergente; o shampoo não é muito eficiente pH quase neutro, use sabonete nos cabelos, é melhor.

    4. Ao tocar maçanetas, torneiras ou qualquer superfície lisa onde outras pessoas tocaram antes, em seguida não toque nos olhos, nariz nem boca, lave as mãos o quanto antes.

    5. Mantenha sua casa restrita a sua família mais íntima, não receba visitas durante a quarentena. Não adianta você tomar todos esses cuidados se as visitas não fizerem o mesmo.

    Se possível durmam em cômodos diferentes da casa.

    6. Desinfetantes.

    O vírus é altamente vulnerável a qualquer desinfetante, água sanitária, Lysoform, Pinho Sol e, com destaque o álcool etílico porque esse pode ser aplicado sobre a pele mas os outros não.

    As autoridades recomendam á população o uso do álcool gel 70° que contém 70% de álcool e 30% de água, recomendam esse porque esse não é explosivo, contudo quanto menos diluído for o álcool mais desinfetante ele é; em laboratório é comum usarmos o álcool 92° mas a venda ao público é proibida porque esse é altamente inflamável e explosivo mas contudo é esse que eu uso para mim mesmo, precisa ter muito cuidado para não incendia-lo, os acidentes com esse tipo de álcool costumam ser muito graves, a garrafa explode e incendeia tudo ao seu redor.

    Existe também o álcool absoluto 100% álcool e 0% de água mas esse vai queimar a sua pele e é muito caro também.

    O álcool 46° usado em limpeza é fraco mas é melhor que álcool nenhum, é útil para as mãos e limpesa de superfícies lisas.

    7. Use máscara cirúrgica todas as vezes que sair de casa ou for se aproximar de outras pessoas.

    Observações finais:

    Esse vírus possui uma capacidade infectante extraordinária, esse é o ponto forte dele, porém, a doença que ele causa tem baixo índice de mortalidade se comparado aos piores vírus que existem.

    Virus rábico da raiva, taxa de mortalidade de 99,9%.
    Vírus Ebola taxa de mortalidade de 66%.

    O vírus SARS-Cov 2 que causa a doença CoVID-19 tem taxa de mortalidade de até 20% em idosos com doenças pré existentes, diabeticos, hipertensos, cardíacos, asmáticos, aideticos, pessoas em tratamento de câncer e principalmente transplantados imunodeprimidos.

    Em adultos a taxa de mortalidade é de apenas 2%, morrem principalmente os fumantes, em crianças a taxa de mortalidade é praticamente zero % com raríssimas exceções.

    Seleção natural:

    Assim como ocorreu na epidemia pelo vírus H1N1 a gripe suína, todas as pessoas pegaram o vírus, a maioria desenvolveu anticorpos e daí em diante ficaram imunes a essa doença.

    Esse virus SARS-Cov 2 que causa a doença CoVID-19 todas as pessoas vão pegar também, a maioria desenvolverá anticorpos e ficarão imunes porém nesse processo é necessário frear a velocidade de disseminação do virus porque se pegar em todos rápido demais o sistema de saúde não dará conta de socorrer 20% da população de idosos e 2% da população de adultos.

    Que todo mundo vai se infectar com esse vírus é certeza, as medidas restritivas que estão sendo tomadas são apenas para desacelerar a transmissão.

    Sobreviverão os mais fortes e mais sadios, morrerão os mais fracos e mais doentes, a natureza funciona assim e não ha como mudar isso.

    Luiz Augusto Vassoler

  • Comunidade protesta contra contaminação da Lagoa dos Barros

    Comunidade protesta contra contaminação da Lagoa dos Barros

    Numa iniciativa do grupo de ciclistas Sapedal, a comunidade abraçou a Lagoa dos Barros com o objetivo de protestar contra o estado em que a mesma se encontra.

    A prefeitura está realizando coletas diárias e entre as hipóteses levantadas pelos especialistas estão os efluentes lançados pela Estação de Tratamento de Esgotos de Osório, mas todas os fatores estão sendo analisadas. A lagoa está interditada porque oferece prejuízos à saúde.

    Tom esverdeado espantou pescadores. Foto : Valter Souza/Divulgação

    O prefeito de Santo Antônio da Patrulha, Daiçon Maciel da Silva e o vice, José Francisco Ferreira de Jesus, lembraram que o Município entrou com ação junto ao Ministério Público pedindo a suspensão dos lançamentos e que também já havia pedido o cumprimento da sentença, tendo em vista que os níveis de fósforo estão muito acima do limite permitido.

    A Corsan emitiu uma nota informando que a Companhia já reduziu a emissão de efluentes na Lagoa dos Barros, desativou uma estação de bombeamento de esgoto e está transportando o esgoto que chega nela com caminhão para outra ETE.

    Massa gelatinosa azulada colhida na margem da lagoa, composta de fragmentos da cianobactéria formadora da floração. Foto: Hermogenes Repórter

    Conforme o Departamento de Meio Ambiente da prefeitura, nesta semana os laudos conclusivos sobre os estudos realizados devem ser apresentados.

    Daiçon disse que o Município não aceitará a poluição da Lagoa dos Barros, que será preciso provar que os efluentes da ETE de Osório não são responsáveis por isso e, que todas as possibilidades continuam sendo investigadas pelo Departamento de Meio Ambiente de Santo Antônio da Patrulha. Ele agradeceu a todos que participaram do ato, ao Sapedal pela ideia e a imprensa, Rádio Itapui, Folha Patrulhense, TV Pampa e SBT, que fizeram a cobertura do ato, fortalecendo o movimento.

    Fonte: Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente – SEMAM

  • Quatro meses depois de surgir na China, coronavirus fez primeira vítima no Brasil

    Quatro meses depois de surgir na China, coronavirus fez primeira vítima no Brasil

    O governo do Estado de São Paulo informou, nesta terça feira, 17, a primeira morte causada pelo novo coronavírus no Brasil.

    A vítima é um homem de 62 ano, morador da capital paulista,  com histórico de diabetes e hipertensão, além de hiperplasia prostática — um aumento benigno da próstata.

    Ele teve os sintomas da doença no dia 10 de março, foi internado quatro dias depois e morreu pouco depois das 16 horas da segunda-feira, 16.

    Quatro outros óbitos ocorridos no hospital particular, onde estava o paciente, estão sendo investigados

    O homem não tinha histórico de viagens ao exterior e está sendo tratado como caso de transmissão comunitária do vírus.

    A primeira morte por coronavirus no Brasil se dá no momento em que se completam quatro meses desde que foi diagnosticado o primeiro caso da doença, na ciade de Wuhan, na China.

    O governo chinês considera a epidemia sob controle no país, mas até hoje a origem da contaminação não está confirmada.

    No Brasil, no momento em que a morte foi anunciada pelo governo de São Paulo, havia 314 casos da doença causada pelo vírus em todo o país e as autoridades da saúde ainda não tem segurança quanto sua evolução.

    Depois da morte do primeiro paciente no país, o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingenciamento em São Paulo, disse que serão revistos os entendimentos sobre os períodos de evolução da doença nos pacientes graves.

    “Foi uma evolução rápida, da internação ao óbito. O caso desse paciente está fazendo a gente entender como se comporta a doença. Nós imaginávamos que o período de encubação da doença era de até 14 dias, mas a média está sendo de 6 a 8 dias até a doença se manifestar. Vamos inclusive sugerir ao Ministério da Saúde que diminua o tempo de quarentena de até 14 dias para dez”, disse Davi Uip.