Mesmo com risco, Redenção recebe bom público no fim de semana

Caminhos bloqueados por galhos, pedaços de troncos pendurados, canteiros arrasados.
Os sinais da tempestde que assolou Porto Alegre há duas semanas ainda são visíveis no principal parque da cidade.
A Redenção teve mais de 300 árvores derrubadas pela ventania. A recomendação da prefeitura era de que a população evitasse o parque.
Mas o calor venceu a cautela e a Redenção se encheu de gente neste fim de semana.
Na feira ecológica, a disputa por espaço e pelos melhores vegetais orgânicos era intensa. Pelos recantos com sombra, familias e grupos de amigos tomavam mate ou praticavam esportes.
A equipe da administração do parque está toda mobilizada desde a manhã seguinte à catástrofe climática.
Equipes da Smam, do Dmlu e de empresas terceirizadas trabalham intensamente para retirar os galhos e troncos que estão pelo chão.
Um grupo de cerca de 20 apenados do regime semiaberto também participa dos trabalhos de forma voluntária.

Em alguns pontos do parque, árvores e galhos quebrados ainda oferecem risco aos frequentadores / JÁ
Em alguns pontos, árvores e galhos quebrados ainda oferecem risco aos frequentadores / JÁ

As prioridades foram a rua José Bonifácio e o eixo central, que  foi uma das áreas menos atingidas, mas tem maior movimento. No momento, os trabalhos estão focados na região próxima à avenida João Pessoa. Ainda resta bastante material a ser recolhido na região próxima ao Instituto de Educação. A previsão é que o serviço seja concluído na próxima semana.
A administração do parque não tem uma estimativa precisa, devido ao grande volume de árvores caídas e galhos. Guapuruvus e tipuanas, vegetais de grande portes, foram algumas das espécies mais afetadas. Muitas paineiras tiveram seus galhos mais altos arrancados, porém poucas foram arrancadas. Alguns postes também foram derrubados por árvores em queda.

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