Protesto acompanhado por tropa de choque, mobilização dispersada por bombas de gás em frente às garagens de ônibus, lentidão no trânsito e ônibus atrasados no início da manhã são os efeitos da manifestação das centrais sindicais destacadas pelo noticiário.
O que move os sindicatos, porém, não aparece nos jornais, nem os dirigentes conseguem explicar direito ao cidadão comum que aguarda no ponto de ônibus as razões da manifestação.
Findas as caminhadas da manhã, os dirigentes das sete centrais sindicais estarão se revezando na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, para explicar sua longa pauta, que passa por combater a reforma trabalhista, abrindo espaço para ampliação da terceirização dos serviços, a reforma da Previdência que o governo pretende apresentar ao Congresso em 2017, a PEC 241, que congela investimentos públicos em áreas básicas como saúde e educação.
Os manifestantes também protestam contra as políticas do governo Sartori, denunciando o parcelamento de salários dos servidores públicos estaduais, a violência e o caos na segurança pública, a precarização dos serviços públicos e a tentativa de privatização de empresas estatais.
Movimentação se repete em várias cidades do Estado e do país.
Às 17h, o senador petista Paulo Paim, que acompanha os protestos, receberá, na Assembleia Legislativa, a Medalha do Mérito Farroupilha.

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