Quatro dias depois da morte do ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato, nada está claro em relação à queda do avião em que ele viajava e que caiu no mar em Parati, no litoral do Rio.
No sábado, a aeronáutica desistiu das buscas sem conseguir retirar o aparelho do fundo do mar para ser periciado.
Nem mesmo o motivo da viagem do ministro no avião de um amigo empresário é convincente.
Ele havia antecipado a volta das férias para retomar o processo da Lava Jato. Jantou com amigos na noite de terça-feira em Porto Alegre, na quarta viajou para São Paulo e na quinta embarcou no vôo que o levaria à morte.
Aparentemente, essa viagem foi uma decisão de última hora, pois ele não cumpriu sequer a regra de avisar a segurança do STF do seu deslocamento.
As informações desencontradas que vão surgindo na imprensa, as especulações e as dúvidas que aumentam a cada momento vão compondo um quadro comum às mortes que nunca se esclarecem.
O relator morreu às vésperas de homologar as 77 delações premiadas feitas por executivos da Odebrecht e que, segundo o noticiário político, ele pretendia divulgar.
Entre os nomes citados estariam figurões da República, a começar pelo presidente Michel Temer.

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