Os organismos da segurança são impotentes para controlar os julgamentos entre bandidos, mas deveriam, pelo menos, desenvolver estudos para evitar a generalização do matar ou morrer.
Com máxima indiferença a maior ou menor competência dos organismos de segurança do Rio Grande do Sul, os bandidos gaúchos implantaram entre os seus membros e adversários, para disciplinar o funcionamento de suas organizações, a pena de morte. Como os quadrilheiros têm os seus refúgios, com maior potencial de fogo, nas vilas populares, os habitantes desses locais, gradativa e assustadoramente, passam a condição de reféns. Ora é executado um traficante infiel, ora é trucidado aquele moço que, simplesmente, não quis colaborar.
É preciso considerar, no entanto, que as execuções praticadas por quadrilheiros fazem parte desta moldura da criminalidade gaúcha, que chegou a média de cinco homicídios por dia, mas nessas estatísticas mórbidas, há diferentes faixas de cidadãos que estão fazendo justiça pelas próprias mãos por verem uma grande abertura para escaparem impunes simultaneamente a terem os seus problemas resolvidos. Apesar disso, não se nota por parte do governo, sequer o embrião de um estudo de profundidade sobre a tragédia que está se abatendo contra a sociedade. Afinal, a vida é ou não é o maior patrimônio do cidadão? Chego a crer que, com a fragilidade dos serviços de inteligência dos organismos de segurança e a absoluta indiferença de outros órgãos do estado que deveriam zelar, 24 horas por dia, pela vida dos cidadãos, ainda que tivéssemos um guarda em cada esquina, os assassinatos continuariam em ritmo de progressão.
Advogados
A advogada Alice Grecchi foi eleita presidente do Iargs (Instituto dos Advogados do RS) para o biênio 2008-2010, sucedendo a Aldo Leão Ferreira. Alice, candidata da situação, conquistou 69 votos contra 39 da chapa de oposição liderada por Marco Antônio Miranda Guimarães.
Meninos
Agentes do Deca (Departamento Estadual da Criança e do Adolescente) (Deca) realizaram a prisão provisória de um adolescente apontado como autor de latrocínio. O delito ocorreu quarta-feira última, na rua Martins Bastos, 805, bairro Saran-di. Na ocasião, dois adolescentes efetuaram assalto a um estabelecimento comercial e, diante a reação do proprietário, terminaram por matá-lo com três disparos de arma de fogo. O adolescente capturado chegou a ser baleado num braço e seu companheiro está foragido.
Execuções
A polícia civil investiga a execução de três presos do sistema semi-aberto em Venâncio Aires no Vale do Taquarí, a doze quilômetros de distância do presídio. O primeiro crime ocorreu em 15 de setembro e os outro dois nesta semana. Os três detentos tinham menos de trinta anos e eram da região metropolitana de Porto Alegre Segundo, a polícia eles foram baleados na cabeça e apresentavam marcas no pescoço como se tivessem sido enforcados.
Latrocínio
Um empresário foi assassinado na noite de quarta-feira após reagir assalto no Bairro Sarandi na zona norte da capital. Conforme a polícia criminosos atacaram uma distribuidora de água o proprietário, Luís Carlos de Quadro Antoni, de 24 anos, reagiu, mesmo desarmado, e foi alvejado com quatro tiros. Minutos após o crime, um adolescente de 14 anos foi preso no hospital Cristo Redentor sob suspeita e estar envolvido no assalto.
Corpo
A polícia encontrou, ontem, o corpo carbonizado de uma mulher nas proximidades da RS-239, no acostamento da rua Germano Friedrich, proximidaade do acesso ao santuário das mães, em Novo Hamburgo. A vítima ainda não foi identi-ficada.
Quadrilheiros
Um tiroteio deixou dois homens mortos, na tarde de ontem, num bar, no bairro Cristal, zona Sul da capital. As vítimas não foram identificadas. Nos fundos do estabelecimento funcionava um ponto de trafico de drogas, conforme relatou o soldado do 1º BPM, Paulo Fernando. No mínimo, oito participaram do crime, divididas em duas motos e um carro.

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