ELMAR BONES
Em artigo no jornal Zero Hora e nos discursos que fez pelo interior no feriadão, o governador Ivo Sartori deu a entender que seu programa de ajuste fiscal está, não só, implantado como está dando resultados.
“Sempre dissemos que faríamos o que tinha que ser feito”, repetiu o governador em seus discursos no interior. “Estamos colocando tudo nos trilhos” escreveu na Zero Hora.
Segundo Sartori, o Rio Grande do Sul foi o primeiro a encarar a crise das finanças estaduais, por isso, está na frente para alcançar solução.
Sartori desconsidera o fato de não ter conseguido ainda aprovar o seu principal pacote de medidas de contenção, o chamado “Tudão”. Ele aprovou a extinção de nove fundações, o que pouco representa em termos de custos e muito desgaste causa em meios influentes.
As privatizações de CEEE (o que resta), CRM e Sulgás tem que passar pela Assembléia, agora com as galerias liberadas pelo presidente Edgar Pretto.
Com um agravante: privatizá -las agora será uma determinação do poder central.
A privatização dessas três estatais estará nas contrapartidas que o governo federal vai exigir para prorrogar por 36 meses (ja correndo) o pagamento da prestação mensal da dívida com a União, cerca de R$ 270 milhões.
Pelo que declarou o ministro Meirelles, a União pretende incluir ainda a exigência de privatização do Banrisul. Talvez seja só para assustar a gauchada: tira o Banrisul e o resto passa.
O fato é que o acordo que a União está propondo tem como modelo o que foi assinado com o Rio de Janeiro, no qual a União retira o que restava de autonomia ao governo estadual. Ele é o modelo que será apresentado a Sartori. (segue)
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Acordos da dívida retiram o que resta de autonomia estadual
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