Advogados temem ação combinada para prender Lula

Os advogados do governo e de Lula agiram no fim de semana para impedir que o juiz Sérgio Moro venha pedir a prisão preventiva do ex-presidente nos próximos dias.
Eles temem que isso possa ocorrer a partir da decisão do ministro Gilmar Mendes, que em liminar na sexta-feira, além de anular a posse de Lula como chefe da Casa Civil, devolveu ao juiz Moro o processo contra o ex-presidente no âmbito da Lava Jato.
Desde que Lula fora nomeado ministro, na quarta-feira, Moro havia remetido ao STF o processo contra o ex-presidente, que passava a ter foro privilegiado.
Com isso, o processo contra Lula passou para a alçada do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
Gilmar Mendes ao julgar ações do PSDB e PPS que pediam a anulação da nomeação de Lula, concedeu a liminar e ainda decidiu pela remessa os autos de volta para Curitiba, que não havia sido requerida.
Como a decisão final será dada pelo pleno do STF, que só voltará a se reunir no dia 30 de março, os defensores do ex-presidente viram nessa medida o sinal de uma ação combinada entre Gilmar e Moro para aproveitar esse lapso de tempo e pedir a prisão preventiva de Lula.
O advogado geral da União, José Eduardo Cardoso entrou com dois pedidos de liminar: um pedindo a cassação da liminar que suspendeu a nomeação de Lula, outro pedindo a revogação do trecho em que Mendes remete o processo para Curitiba, mantendo-o com Teori Zavascki, no STF.
Por sua vez, os advogados do Instituto Lula, reforçados por seis juristas notáveis, entraram no STF no fim da tarde de domingo, com um pedido de habeas corpus em favor de Lula, para deixá-lo fora do alcance de Moro.
Eles justificam dizendo que Lula já foi nas ultimas semanas alvo de várias arbitrariedades de Sérgio Moro.
O habeas corpus é assinado pelos juristas Celcso Antônio Bandeira de Mello, Weida Zancaner, Fabio Konder Comparato, Pedro Serrano, Rafael Valim e Juarez Cirino dos Santos, junto com os advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Zanin Martins e Roberto Teixeira, defensores de Lula.

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