Ala masculina é conservadora

Enquanto as quatro candidatas à Prefeitura de Porto Alegre podem ser consideradas de esquerda, os quatro homens da disputa têm em comum posições mais alinhadas à direita – ainda que seja cada vez mais difícil identificar as diferenças entre as duas ideologias e apesar das coligações não muito coerentes.
Em comum também o fato de terem nascido na cidade que pretendem administrar. Outra peculiaridade é que a ala masculina concentra os maiores partidos do Estado e do Município, excluindo-se o PT, de Maria do Rosário. Fogaça conta com os três mais influentes da Capital, PTB, PMDB e PDT. Só o PTB tem mais de 40 núcleos espalhados por diversos bairros de Porto Alegre.
O Partido Progressista, segundo lugar em número de prefeituras no Estado, ganhou novas lideranças nas últimas eleições, como o cantor Mano Changes, e será importante aliado de Onyx, cujo partido ainda enfrenta resistência entre os porto-alegrenses.
Dando continuidade a apresentação dos oito candidatos ao Paço Municipal, iniciada na edição 388 do JÁ Bom Fim/Moinhos [2ª quinzena de julho de 2008], vamos conhecer um breve perfil dos prefeituráveis do sexo masculino.
Mais experiente entre os candidatos, o prefeito José Alberto Fogaça concorre à reeleição ao lado do xará José Alberto Fortunati (PMDB, PDT, PSDC e PTB). Fogaça interrompeu a trajetória de vitórias do PT na Capital gaúcha em 2004 e lidera as pesquisas, mas também tem o maior índice de rejeição. Ingressou na política em 1978, sendo um dos coordenadores da campanha pelas Diretas Já. Peemedebista desde o nascimento do MDB, Fogaça migrou para o PPS em 2001. No ano passado, retornou para a sigla de origem. Já foi deputado estadual e federal, além de duas vezes senador pelo Rio Grande do Sul. É conhecido por suas composições dedicadas a Porto Alegre, interpretadas pela mulher Isabela.
Concorrendo pela terceira vez ao Paço Municipal, Onyx Lorenzoni (DEM – PP – PSC) mudou o tom da campanha de 2004, quando ficou em terceiro colocado. Como ele mesmo define, está “mais paz e amor” e pretende mostrar que se preparou nos últimos quatro anos para administrar a cidade. Casado e pai de quatro filhos, o veterinário de 53 anos iniciou sua carreira política no Partido Liberal, em 1987. Foi pela extinta sigla que Onyx disputou a primeira eleição municipal em 1992. Após dez anos no partido, ingressou no PFL, atual Democratas. Está em seu quarto mandato parlamentar: deputado estadual entre 1995-2002 e desde 2003, federal.
Mais jovem da ala masculina, Nelson Marchezan Jr (PSDB), 36 anos, disputa pela primeira vez um cargo no Executivo. Herdeiro político do pai, o ex-deputado federal Nelson Marchezan, o tucano foi o último a confirmar a candidatura e chegou a subir no palanque de Onyx Lorenzoni, na convenção do Democratas. Eleito deputado estadual em 2006, Marchezan Jr tem seis anos de vida pública. Começou em 2002, quando foi deputado federal, mas não chegou a assumir, pois a Justiça Eleitoral entendeu que ele não conseguiu comprovar que sua filiação ao partido aconteceu dentro do prazo. Marchezan Jr. foi pai há poucos meses. É seu primeiro filho.
Conhecido na zona sul da Capital por manter uma organização assistencial, Paulo Leonar Rogowski (PHS) faz sua estréia no pleito municipal. Aos 49 anos, começou a trabalhar cedo, durante as férias escolares, como aprendiz de mecânico e auxiliar de padaria. Em 1981, mudou-se para São Paulo, onde foi vendedor de fotocopiadoras. Sete anos depois, montou uma empresa de microcomputadores, que mantém até hoje. Em 1998, Rogowski disputou uma vaga na Câmara Federal pelo extinto PPB, atual PP, obtendo cerca de 10 mil votos. Em 2002, concorreu pelo PFL, atual DEM, e ficou na suplência. Em 2006, já pelo PHS, começou a campanha mas desistiu em seguida.
Essa reportagem é um dos destaques da edição 389 do jornal JÁ Bom Fim/Moinhos. A publicação é quinzenal e circula gratuitamente nos 10 bairros da área central de Porto Alegre.

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