HIGINO BARROS
A polícia civil estadual deu um recado duro ao governo Sartori nessa tarde de terça-feira, quando funcionários públicos tomaram toda a praça na frente do Palácio Piratini para protestar: não adianta montar um esquema rigoroso de segurança, o pacote será desafiado.
Ao crescer o número de participantes do protesto contra as medidas do governo, o prédio foi cercado pelas forças do BOPE da Brigada Militar que se postaram em frente ao Palácio. Havia grades de metal por toda a frente, impedindo o acesso dos manifestantes ao prédio.
Pois os policiais civis derrubaram as grades e se posicionaram em toda a extensão da entrada do prédio, ficando a uma distância mínima dos soldados da BM.
Para distender a tensão crescente entre os dois lados, a tropa do Bope foi retirada do local e se postou mais afastada.
O ato na Praça da Matriz reuniu professores, estudantes, sindicalistas, funcionários das fundações ameaçadas de extinção e policiais de todo o Estado e foi uma demonstração de força do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores do RS (UGEIRM), que levou maior número de manifestantes ao local.
“Nunca foram mortos tantos policiais civis e militares também como nos últimos dois anos. E isso tem um culpado, é o governador que está aí dentro”, disse Isaac Ortiz, presidente da UGEIRM.
Os policiais fazem desde a segunda-feira uma paralisação de 48 horas que culminou com o protesto em frente ao Piratini.
Outras categorias profissionais fizeram manifestações pelas ruas do centro de Porto Alegre também.
Todos os representantes das entidades públicas que estavam no local prometeram intensificar esforços para, a partir do dia 19, a Praça da Matriz ser tomada pelos opositores ao chamado “pacote da Maldade” do governo Sartori. A votação do projeto do governo estadual está prevista para dia os próximos dia 21 e 22. Até lá, cresce a pressão dos funcionários públicos estaduais e de parte da sociedade gaúcha descontente com as medidas governamentais
Ato em frente ao Palácio: Polícia dá o recado mais duro a Sartori
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