Audiência sobre a ocupação da Secretaria da Fazenda é suspensa

A audiência que tratou da proposta de suspensão condicional do processo dos réus pelo episódio da ocupação da Secretaria Estadual da Fazenda ficou pela metade, a pedido dos advogados que representam a maior parte do grupo. Foi na tarde desta quinta-feira (6/10). Outra audiência deve ser marcada em breve.
Na denúncia, o promotor Luis Felipe Tesheiner, do Ministério Público Estadual, havia apresentado a possibilidade de um acordo para a suspensão condicional do processo mediante a apresentação dos réus em juízo a cada três meses durante um período de dois anos.
A Brigada Militar desocupou a Sefaz no dia 15 de junho. Na ocasião, 43 pessoas foram detidas, 33 eram menores de idade. No caso dos menores, o Ministério Público optou por não fazer a denúncia. Em relação aos maiores, a denúncia foi apresentada e aceita pela juíza da 9ª Vara Criminal do Foro Central, Cláudia Junqueira Sulzbach. A denúncia do MP, baseada no inquérito policial, arrola um jornalista e um cinegrafista como se estivessem no local na condição de manifestantes, e não trabalhando, como estavam.
Dos dez maiores envolvidos, apenas uma estudante não teria acesso a este acordo, por estar respondendo a outro processo. A proposta dos advogados era que o acordo incluísse a todos. O promotor afirmou que não conseguiu acessar o processo da estudante, pois este não se encontrava em cartório. Os advogados alegaram que a jovem sequer foi citada neste outro processo e solicitaram a suspensão da audiência para que se avalie este caso específico.

Audiência foi suspensa para que se analise o caso de uma das estudantes, que não teria acesso ao acordo, por responder a outro processo / Otávio Tinoco
Audiência foi suspensa para que seja analisado o caso de uma das estudantes, que não teria acesso ao acordo, por responder a outro processo /Foto Otávio Tinoco

Dois réus não aceitaram o acordo
Dos réus no processo, dois não aceitaram a proposta de suspensão e responderão ao processo, entre eles Matheus Chaparini, repórter do Jornal JÁ, que estava fazendo a cobertura jornalística do episódio.
Além dos réus, um grupo de cerca de 20 pessoas, entre colegas, familiares e apoiadores acompanharam a audiência. No início houve um impasse com a segurança em relação à presença dos acompanhantes e o promotor chegou a pedir a retirada do grupo. Por fim, houve consenso em relação à permanência de todos durante a audiência.

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