Felipe Uhr
O aumento de 8,14%, aprovado pela Assembleia Legislativa, na última noite de terça-feira para o quadro de cinco órgãos públicos (Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e Tribunal de Justiça Militar) e da própria casa, custará R$ 194 milhões aos cofres do estado em 2016.
Com este valor seria possível construir 107 escolas infantis de tempo integral para 188 alunos cada uma, segundo os critérios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Segundo o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil, o projeto Tipo 1, um modelo padrão de educação infantil pode ser construído em terreno com dimensões mínimas de 40m x 60m.
O valor do projeto varia de acordo com cada estado. No Rio Grande do Sul, o custo de cada unidade de ensino seria em torno de R$ 1,8 milhões de reais. Se todos os 194 milhões fossem destinados para esse fim pouco mais de 20 mil alunos teriam escola no Rio Grande do Sul.
Déficit de vagas no Ensino Infantil ainda é grande, aponta estudo
Mesmo com a construção de todas essas escolas o problema estaria longe do fim. Um estudo do TCE-RS no final do ano passado divulgou que faltam pelo menos 172 mil vagas, 98 mil referentes a creches e o restante em escolas pré-infantis. O RS ocupa a 23ª posição entre os estados, com ofertas na pré-escola, chegando aos 75%, o que é menor que o índice mínimo (80%) exigido pelo Plano Nacional de Educação.
Governador vetará aumento
O Governador José Ivo Sartori anunciou que irá vetar o aumento aprovado pelo legislativo. O governador disse entender a necessidade das categorias envolvidas, mas defendeu que “não pode ignorar a situação dos servidores do executivo, principalmente policiais e professores”, referindo-se ao parcelamento de salários do funcionalismo.
Tudo indica, porém, que o veto do governador será derrubado pelos deputados da base aliada.

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