O candidato à Prefeitura de Porto Alegre pelo PT, Raul Pont, criticou o que considera uma crise na gestão municipal. Para ele, a grande quantidade de partidos sem afinidade programática e ideológica que compõe a gestão gera um “loteamento de Secretarias”, que considera o pior problema do Município hoje. “Não há um sistema centralizado, cada um cuida da sua paróquia. A ausência de gestão em Porto Alegre é uma desgraça”, afirmou.
Pont citou como exemplo o caso recente do DEP (Departamento de Esgotos Pluviais), onde se revelou um esquema de superfaturamento de serviços. “Até agora a Prefeitura e a imprensa não disseram quem é o responsável. Quem assinou? Foi o cara que era diretor lá e agora é candidato? E o responsável vai responder? Vai pagar o prejuízo?”, questionou, ponderando que o problema não são as terceirizações, mas um “descontrole” em relação aos contratos.
Pont afirmou que não teme que as denúncias de corrupção envolvendo seu partido nacionalmente ocupem boa parte dos debates. “A mídia noticia como se a corrupção fosse uma exclusividade do PT. Tem 120 pessoas na Lava Jato, cinco ou seis são do partido. Falam nos marqueteiros do PT, mas são caras que trabalharam para vários partidos.”
O candidato declarou-se tranquilo em debater o assunto e aproveitou para citar o envolvimento do Partido Progressista em esquemas de corrupção. “O PP tem quase toda bancada estadual investigada. Essa turma que vai querer nos dar aula de moral? Aí, não!”
Raul Pont, que já foi prefeito de Porto Alegre entre 1997 e 2000, citou avanços nas gestões petistas no Município e afirmou que pretende recuperar o Orçamento Participativo. Defendeu a necessidade de ampliação da participação popular nas decisões do Município.
O cenário eleitoral até o momento, com vários candidatos, indica uma eleição de dois turnos, mas Pont recorda que, há 20 anos, a eleição contou com 12 candidatos e ele saiu eleito em primeiro turno.
Coligação PT-PCdoB é a primeira a registrar a chapa no TRE
Raul Pont (PT), acompanhado da vice, Silvana Conti (PCdoB), registrou no início da tarde desta quarta-feira (3), no TRE, a chapa que irá concorrer à Prefeitura de Porto Alegre. É a primeira chapa a fazer o registro oficial. A Coligação Porto Alegre Democrática une mais uma vez os dois partidos parceiros nas administrações da Prefeitura entre 1989 e 2004.
“Significa construirmos, aqui, um projeto de resistência ao projeto antidemocrático e excludente, instalado no Estado e que quer se instalar no País”, afirma Silvana, referindo-se ao que classifica de golpe ao governo Dilma Rousseff.
Para Raul, o momento político atual é uma oportunidade para Porto Alegre voltar a ser uma cidade que olha pro seu povo. “A administração atual colocou a cidade em “baixo astral” e que é preciso construir uma alternativa com soberania popular.
“Ausência de gestão em Porto Alegre é uma desgraça”, afirma Raul Pont
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