O “Acampamento Intercontinental da Juventude” começa a funcionar a partir do dia 23 de janeiro, na Sociedade Gaúcha de Lomba Grande (rua Albano Guilherme Konrath, 1.035), na divisa entre a zona urbana e rural de Novo Hamburgo e com fácil acesso a outros cinco municípios da região, todos com características similares.
Com o tema central “Os Movimentos em Movimento”, o acampamento desenvolverá três eixos temáticos específicos:
– Educação, Saúde e Participação Social;
– Desenvolvimento Sustentável
– Democracia Participativa; e Agricultura Familiar e Orgânica.
Eles serão distribuídos em sete espaços temáticos dentro do parque e outros quatro Espaços de Livre Ocupação (ELOs), que serão montados nos bairros Santo Afonso/Liberdade, Boa Saúde, Canudos, Kephas/Roselândia.
São Leopoldo discute Teologia e Libertação
A prefeitura de São Leopoldo, a Amencar, as Faculdades EST, o CEPROL-Sindicato e a UAB formaram o comitê para promover atividades que envolvam questões ligadas aos direitos humanos.
Haverá um “Fórum de Teologia e Libertação”na EST, palestras, exposições e filmes sobre a questão dos direitos humanos na Colômbia. A violência doméstica será o tema da exposição “Nem tão Doce Lar”. Um grande seminário na Unisinos abordará as políticas públicas para a área social.
Questões ambientais entrarão em pauta com viagens Porto Alegre – São Leopoldo e oficinas no barco Martim Pescador através do rio dos Sinos, com mais um seminário da UPAN sobre a utilização do óleo de cozinha e com visitações as estações de tratamento de água e esgoto do município.
Além disso, seminários ligados a questão de gênero e diversidade, políticas públicas para as mulheres (diálogo entre governo e sociedade) e uma tenda juvenil.
A cultura também será um dos focos com a Reunião Mundial Pública da Cultura com secretários de Cultura de vários países, com a casa Cuba e com shows latino-americanos. O Movimento Nacional pela Moradia (MNLP) pretende realizar atividades sobre a reforma urbana. Tudo isto permeado pela Economia Solidária.
Educação será destaque em Sapiranga
Cidade exemplo de educação no Rio Grande do Sul e no Brasil, Sapiranga sediará debates sobre educação, de 26 a 28 de janeiro, no Fórum Social Mundial 2010.
O município, com cerca de 75 mil habitantes, conta com um projeto educacional de destaque, reconhecido pelo Ministério da Educação, e está credenciado a receber educadores e gestores do mundo inteiro para amplo debate e discussão.
Sob o tema “Educação Planetária para uma Vida Sustentável”, Sapiranga terá uma estrutura especial preparada para o FSM. Através de conferências, troca de experiências, debates, salas temáticas e atividades autogestionadas, abordará temas como educação popular, desenvolvimento sustentável, inclusão social, universidade aberta, educação tecnológica, juventude e mundo do trabalho, diversidade cultural, ética, redes de apoio ao desenvolvimento da economia solidária, diversidade e cidadania.
Na abertura, dia 26 de janeiro de 2010, às 19h30min, ocorrerá a conferência “ Educação e Desenvolvimento Sustentável”.
O Conselho de Educação de Adultos da América Latina também estará participando ativamente dos debates, trazendo relato de experiências de educação popular em diversos países da América Latina, bem como analisando a educação popular e as políticas públicas.
Histórico
As três primeiras edições do Fórum Social Mundial, realizadas em 2001, 2002 e 2003, em Porto Alegre, foram organizadas por um comitê formado por oito entidades brasileiras: Abong, Attac, CBJP, Cives, CUT, Ibase, MST e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. No ano seguinte foi transferido para Mumbai, na Índia. A quinta edição retornou para a capital gaúcha e as seguintes foram realizadas de forma descentralizada, em três cidades: Bamako (Mali – África), Caracas (Venezuela), e Karachi (Paquistão). A sétima edição do Fórum aconteceu em Nairóbi, no Quênia. Em 2008, foi organizada uma semana de mobilização e ação global no mundo todo. Em 2009, a cidade de Belém (PA) abrigou o Fórum.
Autor: Elmar Bones
Caso do jornal JÁ repercute em todo o país
Segue repercutindo nos blogs e sites pelo país afora o processo que ameaça o jornal JÁ. A mais recente manifestação é do jornalista Carlos Brickmann, um dos nomes mais conceituados da imprensa paulista. Eis o que escreveu Brickmann em sua coluna no Observatório da Imprensa:
“O grande Elmar
Elmar Bones é um excelente jornalista de um Estado que costuma gerar excelentes jornalistas: o Rio Grande do Sul. Trabalhou na Veja, no Estadão, na Gazeta Mercantil, na Istoé; mas destacou-se principalmente em duas iniciativas sem apoio empresarial, o Coojornal e o Já.
Já é um jornal pequeno, com aproximadamente cinco mil exemplares de circulação e muitos prêmios, entre eles o mais importante de todos, o Prêmio Esso. Aliás, Já foi um jornal pequeno, com aproximadamente cinco mil exemplares de circulação. A euforia das indenizações por danos morais o atingiu de tal maneira que o jornal precisou parar de circular. Em 2001, Já noticiou um tremendo prejuízo aos cofres públicos, envolvendo a família Rigotto. A reação foi econômica: em vez de processá-lo criminalmente, a família preferiu o caminho de colocar preço na sua honra, inviabilizando a sobrevivência do jornal. E, considerando-se o poderio político da família, ao mesmo tempo a publicidade foi minguando, até que não sobrou alternativa para Já, exceto parar de circular.
Bobagem da família Rigotto: o caso, até então restrito a Porto Alegre, base da circulação do jornal, se espalhou por todo o país. O jornalista Luiz Cláudio Cunha, o brilhante repórter que desvendou o caso do sequestro dos uruguaios Universindo Díaz e Lilian Celiberti durante a ditadura, que desvendou boa parte da Operação Condor, que envolvia a cooperação entre as polícias políticas dos países sul-americanos, está empenhado na campanha pela volta do Já. Chega de censura: estamos com Luiz Cláudio Cunha, estamos com Elmar Bones. O sufocamento de um pequeno jornal é o sufocamento de toda a imprensa
livre”.A fábula do lobo e do cordeiro no litoral norte
Por Geraldo Hasse
A ascensão de Osório ao pódio dos municípios mais ricos do Rio Grande do Sul – em 2010, será o quinto maior orçamento do estado, só superado por Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul e Gravataí – vem colocando a população local, 40 mil habitantes, numa saia justa entre as tentações do desenvolvimento econômico convencional e as necessidades de preservação ambiental. No momento dois grandes projetos mobilizam as autoridades, o funcionalismo e o empresariado local.
O mais antigo é a instalação de uma rede coletora de dejetos domésticos e a construção de uma grande estação de tratamento de esgotos, cujos resíduos finais serão lançados na Lagoa dos Barros, que ocupa 10 mil hectares entre Osório e Santo Antonio da Patrulha. Só na ETE estão sendo gastos R$ 6 milhões. O projeto total, que fará da cidade um centro urbano 100% saneado, consumirá mais de R$ 20 milhões.
Como na fábula do lobo e do cordeiro, os municípios de Osório e Santo Antonio da Patrulha estão brigando na Justiça sobre quem vai beber a água suja. Se para os osorienses pouco importa a Lagoa dos Barros, para os patrulhenses é fundamental que esse grande corpo d’água seja preservado como balneário e até como fonte de água potável. Além disso, a lagoa também é fonte de irrigação para cerca de 5 mil hectares de arrozais no litoral norte.
O outro grande assunto a mobilizar (e dividir) a população de Osório é o projeto de implantação de uma indústria metalúrgica no município. Além de intimada a oferecer toda a infraestrutura, a prefeitura foi convidada a investir cerca de metade do valor do investimento, tornando-se uma espécie de sócia branca do empreendimento, idealizado por um grupo empresarial com negócios na região metropolitana gaúcha.
A discussão tem dois focos principais. Primeiro, os defensores da implantação da indústria argumentam que ela vai gerar empregos e aumentar a renda do município. Segundo, os contrários acham que a fragilidade do ecossistema local não comporta um projeto industrial desse porte.
Além disso, um argumento emergente lembra que o município não tem vocação industrial, configurando-se como um centro de serviços de apoio a viajantes – isso, desde o tempo dos tropeiros, no século XIX, quando a vila de Conceição do Arroio se desligou de Santo Antonio da Patrulha, a célula-mater de todo o nordeste gaúcho.
Como a prefeitura de Osório se tornou tão rica a ponto de bancar um projeto de saneamento total e ser cortejada como acionista de projetos industriais? É o que todo mundo pergunta. Não foi por mérito das lideranças locais, mas por força de uma excepcional localização geográfica. Primeiro, a partir de 2004 o município se tornou a base operacional de empresas empenhadas nas obras de duplicação da BR-101 no litoral norte. Segundo, em 2005, Osório foi escolhida como sede do parque eólico da Ventos do Sul Energia, que desde fins de 2006 opera 75 grandes aerogeradores no território osoriense, considerado um grande “corredor de ventos”. Por fim, em 2008, o município ganhou na Justiça os direitos tributários sobre o terminal de petróleo da Petrobras, situado no bairro osoriense de Santa Luzia, junto a Tramandaí.Jornal JÁ recebe solidariedade da Associação Riograndense de Imprensa
ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE IMPRENSA
Nota Oficial
O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da Associação Riograndense de Imprensa manifestam sua preocupação com a recente decisão judicial, impondo ao jornal “JÁ” indenização que ultrapassa em muito a capacidade financeira da empresa que o edita.
Ao mesmo tempo, expressam desconformidade com o que julgam extravazar os limites da reparação por supostos danos morais para se tornar a punição que a própria Justiça Criminal negou em processo paralelo.
À Associação Riograndense de Imprensa não cabe discutir o mérito da decisão, mas ressalvar sua estranheza por incidir sobre fatos e feitos tornados públicos pelos registros policiais. Se desgosto causam aos seus protagonistas diretos ou indiretos, ocorreram antes de serem noticiados. Melhor dito, quando foram praticados.
Ao impor ao jornal uma indenização que ultrapassa sua capacidade de quitá-la, afora definí-lo como alvo para alimentar vinganças, a Justiça provoca a sua morte, ressuscitando penas civis que se julgavam extintas com a revogação das Ordenações do Reino.Mais de 100 mil disputarão 500 vagas no Banrisul
Na tarde desta quinta, 26, já eram mais de 75 mil os candidatos a uma vaga de escriturário no Banrisul. As inscrições encerram na próxima segunda-feira, 30, e a previsão obvia é de que o número de pretendentes vai a mais de 100 mil.
São 500 vagas para o cargo de escriturário, com uma jornada de trabalho de 30 horas semanais. A escolaridade mínima exigida é o ensino médio completo.
As inscrições serão feitas somente pela internet no site da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (www.fdrh.rs.gov.br).
A taxa de inscrição, no valor de R$ 48,43, poderá ser paga, preferencialmente, na rede de agências ou nos correspondentes do Banrisul.
Os candidatos que são clientes do Banco poderão fazer o pagamento na Agência Virtual (www.banrisul.com.br) na opção Pagamentos/Arrecadação, no Banrifone ou nos equipamentos de autoatendimento na opção Pagamentos/Código de barras.
O pagamento poderá ser feito até o dia 1º de dezembro de 2009.
A prova do concurso será objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, no total de 80 questões, com o seguinte conteúdo: Língua Portuguesa, Matemática Financeira, Conhecimentos Bancários e de Mercado, Informática.
A aplicação da prova está prevista para o dia 17 de janeiro de 2010.
O salário de ingresso, durante o contrato de experiência de 90 dias, é de R$ 980,08 e mais vantagens (gratificação semestral (1/6), auxílio refeição e auxílio alimentação), somando R$ 1.939,69. Após este período, a remuneração total passará a ser de R$ 2.049,80.
Além disso, o Banrisul oferece participação nos lucros e resultados, plano de saúde médico e odontológico da Caixa de Assistência dos Empregados do Banrisul e plano de previdência privada, através da Fundação Banrisul de Seguridade Social.JÁ, RESISTÊNCIA E AGONIA – O jornal que ousou contar a verdade – Matéria publicada no Observatório da Imprensa
“A maior fraude com dinheiro público da história do Rio Grande do Sul carrega nos ombros o sobrenome ilustre de Germano Rigotto. O irmão do ex-governador gaúcho, Lindomar, brilha como o principal implicado entre as 22 pessoas e 11 empresas denunciadas pelo Ministério Público e arroladas na CPI da Assembléia gaúcha que investigou há 14 anos uma milionária falcatrua na construção de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).”
Assim começa a matéria assinada por Luis cláudio Cunha em 24/11/2009, que a seguir continua com…
“Foi uma tungada, em valores corrigidos, de aproximadamente 800 milhões de reais – quase 15 vezes o valor do mensalão do governo Lula, três vezes o valor dos desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, cerca de 20 vezes o valor apurado no escândalo do Detran que expôs a governadora gaúcha Yeda Crusius a um pedido de impeachment.
Esta história foi contada em detalhes, em 2001, por um pequeno jornal de Porto Alegre, com tiragem de apenas cinco mil exemplares numa capital com quase 1,5 milhão de habitantes – e está recontada, a partir desta semana, numa edição extra do JÁ que chega às bancas.
Afundada em dívidas de quase 1,8 bilhão de dólares, a estatal gaúcha de energia encontrava dificuldades para conseguir os 142 milhões de dólares necessários para as subestações que iriam gerar 500 mil quilowatts para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. O então governador Pedro Simon, preocupado com a situação pré-falimentar da empresa, tinha ordenado austeridade total.
Até que, em março de 1987, criou-se o cargo de “assistente da diretoria financeira” para acomodar Lindomar Rigotto. “Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul”, confessou na CPI o secretário de Minas e Energia da época, Alcides Saldanha. O líder do governo Simon na Assembléia e chefe da base serrana era o deputado caxiense Germano Rigotto.”
Leia na íntegra clicando AQUI.Cláudio Humberto viu o que a imprensa gaúcha não viu
A coluna do jornalista Cláudio Humberto de hoje, na internet, publicou uma nota intitulada “RS: jornal esmagado por relatar corrupção”. Reproduzimos:
“O jornal gaúcho Já – de Elmar Bones, ex-Coojornal, um dos jornalistas mais admirados do País – deve fechar as portas. Não tem condições de pagar uma indenização à família do ex-governador Germano Rigotto – cujo irmão, Lindomar, falecido, foi apontado como um dos principais operadores de um esquema de corrupção na área de energia, no governo de Pedro Simon. Há 8 anos os Rigotto tentam fechar o jornal”.
Tunga recorde
“O jornal Já apenas contou a história do rombo de R$ 800 milhões (valor atual) nos cofres gaúchos – quinze vezes maior que o mensalão lulista”.
Espanto
“Dilma Rousseff era secretária de Energia e mandou investigar fraudes em sua área no governo anterior, de Pedro Simon. Ficou estarrecida. Do espanto de Dilma nasceu uma CPI na Assembléia gaúcha, que apontou corruptos e também corruptores: 13 pessoas e 11 empresas”

