Autor: Elmar Bones

  • Blogueiros e ativistas digitais de todo o país se reúnem em São Paulo

    Encontro nacional de blogueiros terá presidenciáveis e ativistas pela democracia.
    O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove nos dias 25 e 26, em São Paulo, o 6º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais.
    Na programação de abertura, às 18h da sexta (25), haverá uma análise da situação do país e os desafios do cenário político brasileiro.
    A mesa tem como convidados três pré-candidatos à Presidência da República – Manuela d´Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (Psol) e Ciro Gomes (PDT) – além da presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e do senador Roberto Requião (MDB-PR)
    No sábado (26), haverá debates pela manhã e rodas de conversa no período da tarde mediadas por blogueiros. O objetivo é discutir experiências de alcance local e nacional, métodos e projetos de produção de informação em meio aos retrocesso democráticos sofridos pelo país desde o golpe de 2016.
    A coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli, a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) e o jornalista José Trajano comandam a mesa da manhã.
    O encontro será realizado no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Rua Genebra, 25, centro – próximo ao Metrô Anhangabaú e Terminal Praça Bandeira). O valor da adesão é de R$ 100.
     

  • José Dirceu se apresenta para cumprir 30 anos de prisão

    O ex-ministro José Dirceu se entregou nesta sexta-feira (18) à Justiça para iniciar o cumprimento da pena de 30 anos e nove meses de prisão. Ele deixou sua casa, na região central de Brasília, por volta das 13h45, em um carro prata em direção ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames. Ele está sendo levado agora para a Penitenciária da Papuda.
    O advogado de Dirceu, Roberto Podval, disse à Agência Brasil que o ex-ministro deverá ficar os próximos dias na penitenciária do Distrito Federal. Conforme o advogado, ainda hoje deve ser definido onde ele irá cumprir a pena, pois a decisão judicial prevê que ele fique preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR).
    Dirceu tinha até as 17h de hoje para se apresentar à Polícia Federal (PF) por determinação da juíza substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba, Gabriela Hardt. Na expectativa de que Dirceu fosse para a Superintendência da PF, um grupo de 80 pessoas se reuniu em frente ao prédio pedindo a libertação do petista.
    A juíza ordenou a execução provisória da condenação de Dirceu a 30 anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, no âmbito da Operação Lava Jato.
    A prisão do ex-ministro foi decidida após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) rejeitar, no início da tarde dessa quinta-feira (17), o último recurso de Dirceu contra a condenação na segunda instância da Justiça. Ainda cabe recurso às instâncias superiores.
    Além de negar o recurso, a Quarta Seção do TRF4 determinou a imediata comunicação à 13ª Vara Federal para que fosse determinada a prisão, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal que autoriza a execução da pena após o fim dos recursos na segunda instância.
    Condenação
    Dirceu foi condenado por Moro a 20 anos e 10 meses de prisão em maio de 2016. Em setembro do ano passado, o TRF4 aumentou a pena para 30 anos e nove meses. A pena foi agravada devido ao fato de o ex-ministro já ter sido condenado por corrupção na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
    “Absolutamente sereno”
    A poucas horas de se entregar à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, o ex-ministro José Dirceu está “absolutamente sereno”, porém “indignado”, segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), que tomou café da manhã com ele nesta sexta-feira (18). O deputado informou ainda que a maior preocupação de Dirceu é como explicar a situação para a filha mais nova, Maria Antônia , de 7 anos. O ex-ministro aproveitou o início da manhã para revisar alguns capítulos do livro que está finalizando.

  • "Noite dos Museus" movimenta 12 espaços culturais em Porto Alegre

    Porto Alegre sedia pela terceira vez consecutiva o projeto “Noite dos Museus”, inspirado em evento que ocorre em Berlim, na Alemanha, há mais de 20 anos.
    Serão mais de 40 atrações gratuitas em 12 espaços culturais da capital gaúcha, que abrirão neste sábado (19), das 19h à meia-noite (veja abaixo a programação completa).
    A cada ano que passa, a programação é ampliada. Desta vez, dois endereços foram incluídos no circuito de visitação: o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa e Museu do Centro Histórico Cultural Santa Casa.
    Os demais já faziam parte da lista: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu de Arte Contemporânea, Pinacoteca Ruben Berta, Memorial do Rio Grande do Sul, Instituto Goethe, Museu de Porto Alegre, Planetário, Museu da UFRGS, Fundação Iberê Camargo e Museu Júlio de Castilhos.
    Neste ano, tanto o Memorial do Rio Grande do Sul como o Museu de Arte (MARGS) estão com abrigando exposições da 11ª Bienal do Mercosul, que vai até o dia 3 de junho.
    Será uma oportunidade de apreciar as obras da mostra que apresenta o que resultou da ligação de três diferentes povos e regiões: América, Europa e África.
    “Normalmente o Noite dos Museus prevê atrações musicais em cada espaço. Neste ano, em dois não vai ter, porque a própria Bienal já é uma atração por si só. E como a Bienal também é audiovisual, percebemos que se tivesse música no interior dos museus, poderia atrapalhar. Então achamos desnecessário e levamos as atrações para a Praça da Alfândega”, diz ao G1 o idealizador do projeto “Noite dos Museus” no Brasil, Rodrigo Nascimento.
    Do lado de fora, também haverá food trucks e tendas de cervejarias artesanais. A ideia é ocupar o espaço público.
    “Você se sente seguro quando tem pessoas na, ocupando o espaço, convivendo. O evento por evento é bacana e tal, mas queremos dizer com ele que é importante observar a cidade de outra perspectiva. Esse é um dos grandes aprendizados. Isso aqui não é a gente que faz. Estamos oportunizando uma série de atividades, mas são atividades pra levar as pessoas pra rua. O evento são as pessoas”, afirma.
    Entre os destaques da programação musical estão artistas como Thiago Ramil e Paulo Inchauspe, além das bandas Funkalister, Kula Jazz e Valente, que foi finalista do programa SuperStar, da Rede Globo.
    Na primeira edição, foram cerca de 16 mil visitantes. No ano passado, esse número passou para mais de 50 mil. O que esperar para 2018?
    “Acho que o fato de estar sempre somando um museu a mais é fruto dessa consolidação do evento, mas o desafio e o trabalho são sempre constantes, e aumentam muito também. Se a gente utilizar o mesmo raciocínio de aceitação do público nas edições anteriores, quanta gente vamos reunir neste ano?”, analisa Rodrigo.
    O projeto é conduzido pela produtora Rompecabezas, que tem exclusividade para realizá-lo. Porto Alegre é a única cidade do Brasil a sediar a “Noite dos Museus”. Existe a ideia de levar o evento para outras cidades do país, mas ainda sem previsão.
    “Estamos analisando alternativas de museus interior e ainda trabalhamos com a ideia de levar o projeto para São Paulo. Mas primeiro vamos estudar para que a experiência continue sendo positiva para todos. Não se pode dar um passo maior que a perna. Lidar com cultura e principalmente com museu não é fácil”, pondera o organizador.
    NOITE DOS MUSEUS 2018
    Quando: Sábado, dia 19 de maio, das 19h à 1h
    Quanto: Entrada franca em todos os museus
    Classificação: livre
    PROGRAMAÇÃO
    Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS
    Endereço: Rua dos Andradas, 736 (6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana) – Centro Histórico
    Exposição em cartaz:
    Insulares, com curadoria de Ana Zavadil e Letícia Lau, tem Mário Röhnelt como artista homenageado.
    Programação musical:
    19h30 – Paulo Inchauspe
    21h – Tiago Rinaldi
    22h30 – Paola Kirst
    23h30 – Akeem Music
    Pinacoteca Ruben Berta
    Endereço: Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico
    Exposição em cartaz:
    O Tempo das Coisas – módulo 2 – Com curadoria de Francisco Dalcol, reúne artistas brasileiros contemporâneos em diálogo com obras da Pinacoteca Ruben Berta e com o espaço arquitetônico do casarão. Alguns dos trabalhos são inéditos e foram desenvolvidos especialmente para a exposição.
    Programação musical:
    19h – Duo Nascente
    20h30 – Quinteto Le Donne Nobili
    22h – Samuca do Acordeon
    23h30 – Camerata Violões de Porto
    Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo
    Endereço: Rua João Alfredo, 582 – Cidade Baixa
    Exposições em cartaz:
    O Solar que virou Museu – memórias e histórias, onde são exploradas as transformações sofridas pela edificação e trajetória dos indivíduos que a ela se relacionaram. Transformações Urbanas: Porto Alegre de Montaury a Loureiro, dedicada às mudanças no espaço da cidade. A Banda e a Cidade, dedicada à Banda Municipal de Porto Alegre, com antigos uniformes, instrumentos musicais da primeira formação, como o fagote e o trompete, além de partituras e imagens.
    Programação musical:
    19h – Grupo Naquele Tempo
    20h30 – Sexteto Gaúcho
    22h – Eduardo Pitta
    23h30 – Felipe Azevedo
    Planetário Professor José Baptista Pereira
    Endereço: Av. Ipiranga, 2000 – Santana
    Programação em cartaz:
    Sessões ao vivo na cúpula mostrando o céu de Porto Alegre e os astros visíveis durante o Noite dos Museus e as noites do outono a caminho do inverno, com destaque para as constelações e os planetas. A reprodução do céu é possível graças ao projetor Spacemaster do Planetário que simula, numa cúpula em 360º, os céus dos hemisférios sul e norte celeste com mais de 7 mil estrelas, planetas, Sol e Lua.
    Programação musical:
    19h30 – Neto Fagundes
    21h – Cuidado Que Mancha
    22h30 – Três Marias
    23h30 – Rodrigo Nassif
    Museu da UFRGS
    Endereço: Av. Osvaldo Aranha, 277 – Bom Fim
    Exposições em cartaz:
    Paisagens da memória: cidades e corpos em movimento, com curadoria do Museu da UFRGS e do CEME, apresenta o esporte em suas múltiplas modalidades. Imensa Mente – Caminhos da Saúde Mental – Do Existir ao Resistir, exposição curricular do Curso de Museologia da UFRGS, apresenta recortes com foco na percepção da normalidade diante da sociedade, a evolução histórico-temporal da saúde mental e sua construção social, bem como sua institucionalização.
    Programação musical:
    19h – Thiago Ramil
    20h30 – Luciano Leães
    22h00 – Valente
    23h30 – Irish Fellas
    Fundação Iberê Camargo
    Endereço: Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal
    Exposições em cartaz:
    Avesso – Ação-instalação, dos artistas Andressa Cantergiani e Maurício Ianês, que pretende tornar visíveis as estruturas, trabalhadores e visitantes da FIC. Moderna para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú Cultural. A mostra soma 144 imagens de mestres da fotografia produzida no país.
    Programação musical:
    19h – Batuque de Cordas
    20h30 – Olinda Alessandrini
    22h00 – Dunia Elias & Luciano Maia
    23h00 – Duo Nascente
    Museu Júlio de Castilhos
    Endereço: Rua Duque de Caxias, 1205 – Centro
    Exposições em cartaz:
    130 anos da Lei Áurea, com artigos abolicionistas escritos por Julio de Castilhos. O Saci – Resistência Cultural Através das Diferentes Perspectivas das Lendas, sobre o personagem Saci.
    Programação musical:
    19h30 – Lorenzo Tassinari & Banda
    21h00 – Ale Ravanello Blues Combo
    22h30 – Luciano Leães
    23h30 – Jam Session Blues
    Goethe-Institut
    Endereço: Rua 24 de Outubro, 112 – Moinhos de Vento
    Exposição em cartaz:
    Pixo/Grafite: Realidades Paralelas, com curadoria de Laymert dos Santos. Apresenta obras de Rafael Pixobomb (SP) e Amaro Abreu (POA). Mostra diferentes concepções sobre o modo de intervenção no espaço urbano e arquitetônico através de vídeos, pinturas, gravuras e desenhos na galeria interna e também uma intervenção no muro do prédio.
    Programação musical:
    19h30 – Marcelo Fruet
    21h – Simone Rasslan & Kiti Santos
    22h30 – Paulo Inchauspe
    23h30 – Marcelo Delacroix
    Museu da Comunicação Hipólito José da Costa
    Endereço: Rua dos Andradas, 959 – Centro Histórico
    Exposição em cartaz:
    Instalado em um prédio histórico, construído em 1922 para sediar o jornal republicano A Federação, e com importante papel na preservação da memória da comunicação social no Rio Grande do Sul, o museu disponibiliza ao público um rico acervo que engloba periódicos, fotografias, vídeos, filmes, discos, material de propaganda, além de objetos e equipamentos.
    Programação musical:
    19h – Mezz Organ Qu4rtet
    20h30 – Funkalister
    22h – Yangos
    23h30 – Kula Jazz
    Museu Joaquim Francisco do Livramento – Centro Histórico-Cultural Santa Casa
    Endereço: Av. Independência, 75 – Independência
    Exposições em cartaz:
    Fragmentos De Uma História De Todos Nós, com curadoria de Ceres Storchi, narra a história do mais antigo hospital do Estado, e inclui recursos comunicacionais para pessoas com deficiência visual e auditiva.
    Área Cinza, do artista e curador Ricardo Fonseca. A expressão “área cinza” ou “zona cinzenta” refere-se à um contexto de incertezas e nebulosidade quanto aos seus reais sentidos. Série de desenhos que adota um processo construtivo híbrido, resultando em amálgamas de linguagens figurativas e abstratas.
    Arte Negra Parede Branca, com curadoria de Ana Albani de Carvalho. Interessado pelas palavras e seus significados, Estevão da Fontoura pesquisa as relações entre os nomes das coisas, sua função e seu significado, tensionando as relações de poder e as práticas sociais que sustentam a existência destes significados.
    Programação musical:
    19h – Thiago Colombo
    20h30 – Camerata Violões de Porto
    22h – Orquestra de Violoncelos Jean-Jacques Pagnot
    23h – Ariel Polycarpo & Daniel Benitz
    Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS e Memorial do Rio Grande do Sul
    Endereço: Praça da Alfândega – Centro Histórico
    Exposições em cartaz: 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Sob o título “O Triângulo Atlântico”, pretende lançar um olhar sobre o triângulo que, há mais de 500 anos, interliga os destinos da América, da África e da Europa. O projeto conta com obras e artistas oriundos dos três continentes.
    No MARGS estão as obras de: André Severo, Arjan Martins, Camila Soato, Gustavo von Ha, Juliana Stein, Letícia Lampert, Leticia Ramos, Lunara, Miguel Rio Branco, Romy Pocztaruk, Alonso + Craciun, J.Pavel Herrera, Mónica Millán, Leonce Raphael Agbodjelou, Faig Ahmed, Randa Maroufi, Iris Buchholz Chocolate, Martha Atienza, Vasco Araújo, Adad Hannah e Melvin Edwards.
    No Memorial estão as obras de: Anna Azevedo, Igor Vidor & Yuri Firmeza, Jaime Lauriano, Paulo Nimer Pjota, Sonia Gomes, Vivian Caccuri, Zanele Muholi, Andréas Lang, Edinson Javier Quiñones, Hector Zamora, Mario Pfeifer, Luis Camnitzer & Gabo Camnitzer e Marco Montiel-Soto.
    Programação musical do lado de fora, na Praça da Alfândega:
    19h30 – Akeem Music
    21h – João Maldonado Quarteto
    22h30 – Gustavo Telles & Os Escolhidos
    23h30 – Grande Jam

  • Balanço dos primeiros quatro meses mostra redução de homicídios e latrocínio

    Estatísticas dos primeiros quatro meses de 2018, indicam queda nos crimes contra a vida no Rio Grande do Sul, mantendo a tendência registrada em 2017.
    O balanço da criminalidade, apresentado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (18), aponta redução de 36,5% nos índices de latrocínio e 25,9%% nos homicídios, em comparação ao mesmo período no último ano.
    Em Porto Alegre, as ocorrências de homicídio doloso diminuíram 26,1% e as de latrocínio 25%.
    A diminuição do número de vítimas fatais nos índices de homicídio doloso também se manteve, chegando a 24,6% no Estado e na capital – um total de 281 mortes a menos no RS e 72 vítimas a menos em Porto Alegre, em comparação com o mesmo período em 2017.
    Para o secretário Cezar Schimer, os números apresentados refletem o esforço do governo estadual em fornecer os recursos humanos e materiais necessários ao desempenho das funções dos órgãos da Segurança Pública.
    “Os números absolutos ainda são altos, mas o que vemos é a manutenção de uma curva descendente que comprova a efetividade dos investimentos feitos nas instituições e no ingresso de novos servidores”, afirmou.
    Confira aqui os indicadores criminais por município – 2018 (.xls 5,20 MBytes)
    Secretário também anunciou que os indicadores de eficiência da BM e PC serão divulgados junto aos indicadores da criminalidade. – Foto: Rodrigo Ziebell/SSP
    Indicadores de eficiência
    A partir de agora, os indicadores de eficiência da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil (PC) serão divulgados junto aos indicadores da criminalidade. Dessa forma, o processo se torna mais transparente, possibilitando aos veículos de comunicação e à sociedade um conhecimento mais amplo do trabalho desenvolvido pela Segurança Pública gaúcha.
    O balanço da PC aponta alta na apreensão de armas de fogo, prisões em flagrante e cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. O grande destaque, no entanto, está na apreensão de entorpecentes, com alta de 282,96% na apreensão de ecstasy e 272,24% na apreensão de cocaína – drogas que demandam maior investimento financeiro por parte das quadrilhas de traficantes.
    Para o chefe da PC, delegado Emerson Wendt, os números positivos refletem a filosofia de trabalho da instituição, focada na qualificação das investigações e na segmentação do trabalho, representada pela criação de delegacias especializadas em crimes como lavagem de dinheiro e abigeato. “Estamos asfixiando o poder financeiro dos grupos criminosos e desarticulando a sua cadeia de comando, nas mais diversas frentes. Os resultados são positivos e poderão ser avaliados ainda mais profundamente quando apresentarmos os demais indicadores de produtividade”, afirmou.
    A BM apresentou alta na apreensão de entorpecentes – destaque para 71,92% na apreensão de crack –, e de dinheiro em espécie. Também foi registrado aumento no número de prisões em flagrante e prisões de foragidos. De acordo com o coronel Jefferson Jacques, comandante do Policiamento da Capital, o reforço no efetivo e os investimentos no reaparelhamento da corporação já surtiram efeito. “É possível planejar as operações e executá-las com mais efetividade. A recente aquisição de motocicletas, por exemplo, permitiu que déssemos início à Operação Cavalo de Aço, que visa combater com mais agilidade e mobilidade delitos como o roubo de veículos, que possui influencia direta nos índices de latrocínio”, observou.
    A partir de maio, os dados passarão a ser publicados no site da SSP mensalmente. – Foto: Rodrigo Ziebell/SSP
    Divulgação oficial
    Em 2016, a divulgação dos indicadores da criminalidade era semestral. A partir da mudança na gestão da SSP, passou a ser trimestral. Com as medidas adotadas pelo secretário Cezar Schirmer, como a reestruturação do Observatório da Segurança Pública, foi possível reduzir o espaço de tempo entre as divulgações. A partir de maio, os dados passarão a ser publicados no site da SSP mensalmente.
    Ao todo, 17 indicadores são analisados. Eles representam os crimes de maior potencial ofensivo contra a vida e contra o patrimônio. Apenas um índice avaliado registrou alta em âmbito estadual: o estupro de mulheres. Confira, abaixo, a relação completa dos indicadores:
    Homicídio doloso: – 25,9%
    Latrocínios: – 36,5%
    Furtos: – 13,8%
    Abigeato: – 28,8%
    Furto de veículos: – 14,0%
    Roubos: – 21,5%
    Roubos de veículos: – 8,2%
    Estelionato: – 7,1%
    Furtos de bancos: – 45,3%
    Roubo de bancos: – 35,7%
    Furto de comércio: – 20,6%
    Roubo de comércio: – 31,4%
    Roubo de usuários de transporte coletivo: – 58,8%
    Roubo de profissionais de transporte coletivo: – 33,7%
    Ameaça contra mulheres: – 2,8%
    Lesão corporal contra mulheres: – 3,3%
    Estupro de mulheres: 4,9%
    Reestruturação do Observatório da Segurança Pública
    O Observatório Estadual da Segurança Pública (OESP), responsável pela gestão dos indicadores criminais da SSP, está aprimorando suas ações e reforçando seu quadro de servidores. Para qualificar ainda mais a análise dos dados, a SSP recebeu o aporte de dois engenheiros de produção do quadro geral de servidores do Estado e dois técnicos da Fundação de Economia e Estatística (FEE).
    Com o mesmo intuito, foram firmados convênios com a Universidade Autônoma de Lisboa, com a Uniritter, com a Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma) e com o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED). As parcerias visam a produção de conhecimento científico e a elaboração de políticas públicas mais alinhadas com a realidade do RS.
    Qlikview
    Um novo sistema de gestão de dados foi implantado no OESP, com o intuito de agilizar e facilitar a visualização das estatísticas de criminalidade em todos os municípios do Estado. O software Qlikview também será difundido para todos os gestores de segurança do RS, que poderão acessar e acompanhar os dados em tempo real, atualizados diariamente.
    A ação segue a diretriz de explorar ao máximo o uso da tecnologia na elaboração de estratégias no combate à criminalidade adotada pela pasta. O Qlikview é uma solução desenvolvida para aperfeiçoar os processos de gestão operacional e administrativa, através do aprimoramento do controle dos indicadores criminais.
    A aquisição do software contou com o aporte de recursos do Programa de Oportunidades e Direitos (POD), parceria do governo do Estado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O investimento foi de R$ 1,5 milhão – R$ 1,2 milhão na compra da licença de uso e R$ 300 mil em consultoria e capacitação de servidores.
     
    O Rio Grande do Sul registrou queda em 16 indicadores de criminalidade nos primeiros quatro meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado.
    Ainda que o número de latrocínios tenha caído 36,5% no ano, entre abril e março os roubos com morte tiveram aumento no Estado. Em março e abril de 2017, 16 crimes desse tipo foram registrados e em 2018 foram 20.
    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (18) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).
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    Já os homicídios apresentaram diminuição de 25,9%, com 273 crimes a menos – em 2017 foram 1.054 ocorrências e, neste ano, 781.
    Ainda segundo a SSP, houve queda de 24,6% nas vítimas de assassinatos (de 1.141 para 860), entre 2017 e 2018.
    Para o secretário da Segurança, Cezar Schirmer, impactaram na redução dos índices fatores como o aumento do efetivo nesse período, a entrega de veículos e equipamentos para as polícias, a maior integrações entre os órgãos da segurança e o uso de tecnologia, como câmeras de videomonitoramento.
    — É todo um conjunto de ações que vem sendo desenvolvido e vem dando resultados até melhores do que imaginávamos. Eu tenho certeza que estamos em um bom caminho. Os números absolutos ainda não elevados, mas os percentuais de redução são significativos.
    Porto Alegre também registrou queda nos homicídios
    Em Porto Alegre, a redução nos homicídios foi de 26,1%. De 264 registros passou para 195.
    O levantamento mostra ainda decréscimo de 24,6% no total de vítimas de assassinatos na Capital. Foram 72 mortes a menos na comparação entre os períodos.
    As ocorrências de roubo também apresentam redução, com 6.654 casos a menos – diminuição de 21,5% (de 30.936 para 24.282).
    Por outro lado, as ocorrências de estupro de mulheres apresentam aumento no RS, de 4,9%. Foram 28 casos a mais.
     

  • Operação de segurança envolveu 3.500 policiais militares no RS

    Três mil e quinhentos homens da Brigada Militar e Bombeiros foram às ruas neste sábado em todo o Rio Grande do Sul, quando encerrou a etapa gaúcha da Operação Tiradentes II, maior operação de segurança pública no Brasil.
    A ação, que reúne todas as forças militares estaduais, polícias e bombeiros, começou à meia-noite desta quinta (10) em todo o território nacional.
    Busca inibir a prática de crimes (roubo, homicídio e latrocínio) mas, sobretudo, dar uma maior sensação de população.
    “Estamos com ações em todas as cidades do Rio Grande do Sul”, afirmou o comandante da BM, coronel Ikeda. A força-tarefa é planejada pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (CNCG).

  • Correndo contra o tempo, Sartori faz apelo aos deputados sobre plebiscito

    O governador Ivo Sartori dedicou às privatizações o programa que é transmite aos sábados para uma rede de emissoras de rádio em todo o Rio Grande do Sul.
    Sartori corre contra o tempo.
    Para assinar ainda em maio o acordo que suspende o pagamento da dívida com a União, ele tem que privatizar (ou sinalizar com a possibildade de privatizar)  pelo menos três estatais.
    Mas, para poder privatizar estatais, tem que passar pela Assembléia, para remover um obstáculo constitucional: a lei diz que qualquer privatização tem que ser aprovada pelo voto popular, num plebiscito.
    Sartori já tentou mudar a lei, mas não teve votos para uma mudança na constituição estadual. Depois, duas vezes, tentou convocar o plesbiscito, também não conseguiu, segundo ele, por manobras oposicionistas mas, também, por questão de prazo. Não havia como fazer um plebiscito num ano de eleição geral.
    Agora, no dia 24 de abril, mandou para a Assembléia um projeto de lei que autoriza a consulta popular sobre as estatais no mesmo dia das eleições gerais, em outubro.
    “Está nas mãos da Assembleia Legislativa a aprovação ou não do plebiscito para que a população decida se o Estado pode privatizar ou federalizar a CEEE, Sulgás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM)”, disse o governador em seu programa.
    Sartori disse que quer “ouvir os gaúchos, democraticamente, sobre o destino dessas empresas”.
    “Temos certeza de que, para o cidadão, o que mais importa é ter acesso a um bom serviço, que atenda as suas necessidades, independente de quem seja o dono da empresa”.
    Ele está otimista em relação à resposta do eleitor. Terá no entanto que passar antes pela Assembléia, onde a oposição não tem maioria mas tem o reforço do funcionalismo público, dos sindicatos e de entidades de classe, cuja pressão sobre a base governistaa é mais eficaz em ano de eleição.
     
     
     

  • Vice-presidente do PT gaúcho defende Celso Amorim na chapa de Lula

    Vice presidente do PT no Rio Grande do Sul, o deputado Tarcísio Zimmermann trabalha internamente pela indicação do ex-chanceler Celso Amorim como vice na chapa de Lula à presidência.
    Ele cita sua própria experiência para argumentar que esse é o melhor caminho diante do risco que o partido enfrenta, de ter o seu candidato impugnado na eleição.
    “Eu fui candidato a prefeito em Novo Hamburgo em 2012 e fui cassado pela Lei da Ficha Limpa. Mas mesmo cassado eu ganhei a eleição. Eu pude ir até o fim porque eu não tinha uma sentença do TSE. Depois da eleição veio a sentença, a eleição foi anulada. Foi marcada uma nova eleição em março e a gente não tinha um candidato com expressão na cidade. O que eu fiz? Disse no primeiro dia: “Se eu não puder ser,  vai ser o meu vice”. Então eu tirei qualquer dúvida sobre a sequência. E nós ganhamos a eleição mais fácil do que quando eu fui candidato: ganhamos com dez mil votos mais a segunda eleição com um cara sem experiência, com meu vice, que era bem inexperiente”.
    Segundo Zimmermann, isso é que Lula deve fazer. Anunciar o vice e deixar claro que se ele. Lula, for impugnado, o candidato é o vice. Segundo ele, o nome mais adequado para o momento é o de Celso Amorim.
    “Nós estamos com dificuldade de identificar um nome que tenha uma certa estatura, envergadura, que não seja imediatamente pulverizado por outra denúncia da Lava Jato, entende? Eu sou dos que gostariam muito de ver o chanceler Celso Amorim. Eu acho que ali nós teríamos uma ancoragem sólida. Não é um cara que tem empatia popular, porque ninguém tem, mas que tem uma estatura internacional reconhecida, tem uma estatura intelectual reconhecida, tem uma estatura ética inquestionável”
    Sobre esse tema, o deputado deu a seguinte entrevista ao JÁ:
    Qual é a situação no PT hoje?
    -Levando em conta o ataque que nós estamos sofrendo, acho que há um ambiente de muito ânimo. Acho que a hipótese dos adversários era de que a essa altura a gente estivesse com a língua de fora. Eu não sou do tipo desesperado. Acho que tem graves desafios colocados pela frente, mas nada que a gente não possa superar, se tiver sabedoria, nada que a gente não possa enfrentar, ira pra luta.
    E a perspectiva eleitoral?
    – Nós recebemos aqui no Estado uma pesquisa feita em abril pelo Vox Populi, 1500 entrevistas. Aparece o Lula com 25%, o Bolsonaro com 15%, a Manuela com 3%, o Ciro com 8%. O Lula está um pouco abaixo porque ele perde um pouco de votos pro Ciro e pra Manuela. Para o Senado, os dois senadores atuais lideram, com 24%, tanto a Ana Amélia quanto o Paulo Paim. Terceiro o Beto Albuquerque, do PSB, com 7%, 8%, dependendo do cenário. E os outros muito baixos. Para o governo do Estado foi a nossa maior surpresa: o Rossetto tá em primeiro lugar, com 12%, quando a gente não esperava que ele pudesse romper a margem dos dez por cento.
    A pesquisa foi divulgada?
    – Não, ela é interna. Não é registrada. O Sartori está em segundo, com 10% ou 11%, o Jairo Jorge com 5% ou 6%.
    Rossetto e Sartori, então, estão empatados
    -Rigorosamente empatados. O Sartori até é compreensível, o cara é governador, super conhecido, o PMDB é um partido forte. Ele está na ribalta o tempo todo. Mas, o Rossetto foi lançado tarde, em novembro, então é surpreendente.
    -Essa pesquisa é encomendada pelo partido?
    Tarcísio – Foi feita pela direção nacional do partido, a pedido da Dilma, que queria saber como ela estaria no Senado, mas desistiu.
    Essa pesquisa que fez ela desistir?
    Tarcísio – É, fez ela desistir. Tinha 5% de intenção de voto e uma rejeição muito alta.
    A pesquisa foi feita só pro Estado do Rio Grande do Sul?
    Tarcísio – A que nós recebemos foi só do Estado. Foram 1500 questionários, metodologia de pesquisa mesmo.
    Alguma surpresa?
    -O cara que aparece, que é um candidato que a gente avalia que tem fôlego, é o Heinze, e ele aparece também com 5%. E o Eduardo Leite com 3%.
    E os partidos?
    – O PT permanece como sendo o partido de preferência do eleitorado, com 14% de preferência,  mas simpatia pelo PT tem 24%. Então vamos dizer assim: não há um ambiente em que a gente tenha que cortar os pulsos, estamos no jogo.
    Em segundo o  PMDB?
    – É, segundo com 2%, como preferência partidária. Preferência, que é um pouco mais do que simpatia. O PT tem 24% de simpatia e 12% de preferência.
    24% é surpreendente, não?
    É mais ou menos o voto do Lula.
    Há informações de que estão crescendo as filiações.
    É, na verdade tem um grande retorno pro PT de gente que tinha saído. Não é uma coisa massiva, mas nossas sedes têm sido procuradas por pessoas, espontaneamente, que vêm se filiar. Sem que a gente tenha uma campanha na rua. Agora que a gente vai fazer uma campanha. Então nós pretendemos ter um processo importante de adesão de novos filiados ao partido.
    Qual é o número de filiados ao PT hoje, aqui no Estado?
    No Estado eu não sei, não sei quantos nós temos. Apesar de ser vice-presidente do partido no Estado, eu não sei. O número dos que participam normalmente dos nossos processos, ele se aproxima da ordem dos 25 mil. O que é um número pequeno, mas é expressivo. É muito maior do que o de outros partidos. Mas é um número relativamente pequeno.
    Muita gente se desencantou com o PT
    Acho que houve uma reação das pessoas: elas gostavam das políticas do PT, mas  não tinham impulso pra se politizar em torno disso. Não tinham, até porque o PMDB era parte do nosso governo, o PP era, então parecia que todo mundo a mesma coisa. Agora eu acho que tem um ambiente bem melhor nesse aspecto de, vamos dizer assim, delimitar campos. As pessoas sabem que quem vota contra a aposentadoria é fulano, beltrano e ciclano. Acho que agora fica mais fácil.
    Aquele cenário, meio catastrófico em certo momento, ele se dissipou.
    Sinto que se dissipou. Eu acho que tem um problema que a gente precisa tentar resolver que aparentemente o Lula deu um sinal de que o partido deve se mover, com essa suposta carta que ele teria feito à Gleisi.
    O que significa essa carta?
    Não sei. Talvez seja muito mais um gesto dizendo: “Olha, diz pro pressoal que eu não fico trancando a rua”, mas eu duvido que o PT interprete ela como sendo uma licença para especular um plano B. Se fizer isso, nós estamos fodidos. Eu acho que tem que entrar com o Lula, tem que registrar o Lula. Tem que chegar lá, o Lula preso, mas registra. Aí o TSE vai  ter que cassar.
    Mas tem que ter uma alternativa nesse caso
    Pois é, nós estamos com dificuldade de identificar um nome que tenha uma certa estatura, envergadura, que não seja imediatamente pulverizado por outra denúncia da Lava Jato, entende? Eu sou dos que gostariam muito de ver o chanceler Celso Amorim. Eu acho que ali nós teríamos uma ancoragem sólida. Não é um cara que tem empatia popular, porque ninguém tem, mas que tem uma estatura internacional reconhecida, tem uma estatura intelectual reconhecida, tem uma estatura ética inquestionável.
    Ele está muito presente e tem essa coisa de diplomata: posições firmes, mas nada provocativo.
    – Tem uma estatura intelectual grande… uma adequação entre o político e o técnico. Mas essa seria a minha… Lula até o fim.
    Até o registro, mas na impossibilidade, na última hora…Pode ser?
    – Pode. Sabe de uma coisa? Eu falo um pouco da minha experiência. Eu fui candidato a prefeito em Novo Hamburgo em 2012 e fui cassado pela Lei da Ficha Limpa. Mas mesmo cassado eu ganhei a eleição. Eu pude ir até o fim porque eu não tinha uma sentença do TSE. Ganhei a eleição. Daí, como eu ganhei a eleição, veio a sentença, a eleição foi anulada. Quando o TSE julgou, ele anulou a eleição de Novo Hamburgo. Aí teve uma nova eleição em março e a gente não tinha um candidato com expressão na cidade. O que eu fiz? Disse no primeiro dia: “Se eu não puder ser,  vai ser o meu vice”. Então eu tirei qualquer dúvida sobre a sequência. E nós ganhamos a eleição mais fácil do que quando eu fui candidato: ganhamos com dez mil votos mais a segunda eleição com um cara sem experiência, com meu vice, que era bem inexperiente. Então, na primeira eleição eu fui candidato; quando o registro foi impugnado, nem fui pro TER, larguei a campanha ali. Com menos de dez dias de campanha, eu já saí fora. Não esperei pra recorrer aos tribunais superiores. Não esperei porque não queria confusão. Não queria que fosse outra eleição com uma confusão, sem saber se o Tarcísio pode ou não pode ser candidato. E nós ganhamos com dez mil votos a mais do que eu tinha feito na primeira eleição, com os mesmos candidatos disputando a segunda eleição.
    Seria um caminho para o Lula?
    Se eu fosse a Direção Nacional, eu pensaria nesse plano: não tem porque tirar o Lula da parada. Se o TSE bloquear, ele já anuncia, de pronto, o PT anuncia: “olha, vai ser o fulano”. E o cara já entra fazendo campanha. Já entra direto na campanha. Vai entrar com a benção do Lula. Então, eu sou dessa… Eu só acho que o Haddad… eu não consigo gostar dele, um cara que não tem política na cabeça. É um intelectual, mas não tem política na cabeça. Ele não tem apelo popular. Eu iria com o Amorim.
    E a Dilma, houve uma pesquisa lá em Minas, previamente, antes dessa decisão dela?
    Tarcísio: eu não sei se ela vai ir pra Minas. Não mais ouvi falar.
     

  • Fábio Koff

    A decisão mais corajosa de Fábio Koff, como dirigente do Grêmio, foi praticamente ignorada nos longos e merecidos panegíricos que os jornais lhe dedicaram nesta quinta-feira 10 de maio, quando ocorreu sua morte.
    Refiro-me à denúncia do escabroso contrato firmado com a OAS para a construção da Arena do Grêmio, assunto ainda hoje envolto em brumas. O fato espelha o espírito público e a firmeza de caráter de Fábio Koff.
    Mereceu cinco linhas no Gaúchazh:
    “(…)Uma semana antes de assumir, Koff havia polemizado ao afirmar em entrevista a Zero Hora que a Arena não era do Grêmio. Durante os dois anos de seu mandato, o ex-dirigente ocupou-se em renegociar o contrato com a OAS, em bases que não comprometessem tanto as finanças do clube. Morreu sem conseguir concluir a missão (…).
    Duas no Correio do Povo:
    Fora do ambiente político do Grêmio por alguns anos, Fábio Koff retornou para vencer uma pesada eleição contra Paulo Odone em 2012 e assumiu no biênio 2013/2014. (…)

  • Os brasileiros que estão mudando o budismo

    A sala, ainda iluminada pelo sol da tarde, está lotada. Umas sessenta pessoas, sentadas em cadeiras, almofadas, no chão e até na escada.
    O homem fala sem microfone mas a voz pausada alcança todo o ambiente    em silêncio.
    O homem que fala é o professor, filósofo, músico, poeta   e ecologista Celso Marques, hoje o monge zen Seikaku, criador do Instituto Zen Maitreya e do Zendô Diamante (Kongô Zendô), um dos três centros budistas de Porto Alegre.
    Naquele domingo, 8 de abril, dia do Nascimento de Buda, o Instituto comemorava seu primeiro ano de atividades. Ao fim de uma tarde de práticas budistas, Celso Marques,  está abrindo o painel para debater: “O budismo que queremos”.
    Outros dois monges budistas ladeiam o mediador: o lama Padma Samten e o monge zen Dengaku.
    Padma Samten lidera o CEBB, Centro de Estudos Budistas Bodisatva,  a  maior rede de comunidades budistas do país, coordenando mais de 40 centros de prática no Brasil e no exterior. O monge Dengaku é o líder do  Via Zen, centro  urbano de Porto Alegre  e do Vila Zen, mosteiro zen localizado em Viamão, do Via Zen de Zurique, na Suiça e outros locais de prática zen, inclusive no Uruguai.
    “Eramos uma meia dúzia de de gatos pingados”, lembra Celso Marques, recordando o ano de 1968, quando mudou-se de Porto Alegre para São Paulo e juntou-se a um grupo de brasileiros que se iniciavam no zen-budismo, sob orientação dos monges Tokuda Igarashi, Ricardo Mário Gonçalves e o Superior (Sookan) Riohan Shingu no Templo Bushinji, no bairro japonês da Liberdade.
    Minoria no meio de uma numerosa comunidade japonesa, aos poucos, eles foram percebendo que naquela época as prioridades no templo budista de São Paulo estavam mais voltadas para a atender as demandas espirituais da colônia japonesa e a preservação dos valores culturais do Japão.
    “A prioridade não era o zazen,  mas cerimônias fúnebres, casamentos e a Escolinha Mahayana,  onde o monge Tokuda dava aula, para as crianças aprenderem a língua e os costumes japoneses”.
    Naquela época o Templo Busshinji iniciava sua  abertura para brasileiros que acompanhavam o grande interesse ocidental pelo zen. Descontente com esta situação o monge Tokuda saiu do Busshinji, indo morar em Campos do Jordão. De volta para Porto Alegre em 1972, Celso Marques integrou-se no grupo de estudantes de karatê da escola Wadô Kai do sensei Takeo Suzuki. O monge Tokuda periodicamente vinha a Porto Alegre orientar a prática do zazen do grupo.
    Este grupo se reuniu, semanalmente, durante 24 anos, para meditar e estudar o budismo na residência de Celso Marques, dando origem ao pujante movimento budista do zen e do budismo tibetano no Sul do Brasil.  Celso Marques diz que se surpreende hoje quando  vê o movimento budista que se desenvolveu a partir daquele grupo de “gatos pingados”. É, segundo ele, um budismo novo que está surgindo no Brasil e que desperta admiração internacional. “Até o Japão agora está interessado no budismo que se pratica no Brasil”, diz. Há poucos dias ele deu entrevista a uma equipe  de cineastas japoneses que está fazendo um documentário sobre o budismo no Brasil. “Eles ficaram  impressionados com a expansão do budismo que de Porto Alegre migrou para Santa Catarina e Paraná, todo o Sul.
    Inclusive o núcleo fundador deste movimento, o Bushinji, em São Paulo, ampliou suas prioridades, acolhendo praticantes budistas brasileiros.  “Em dezembro de 2017 participei do retiro da Iluminação de Buda no Busshinji  e me senti em casa, sem aquela distância que  antes existia”.
    ENTREVISTA COM CELSO MARQUES, MONGE SEIKAKU

    Celso Marques: “Diante da crise civilizatória e ecológica, qual é a contribuição que o budismo pode trazer ?” /Felipe Burger Marques/Divulgação

    Existe um budismo brasileiro?
    Sim, há um budismo brasileiro que começou através de  discípulos do monge Tokuda, patriarca do zen brasileiro e meu primeiro mestre japonês.
    O que ele tem de novo?
    É um budismo que está se estruturando sem obedecer certas formas, vinculadas à cultura japonesa. Também temos nossas formas culturais. Nós sempre nos colocamos como brasileiros,  por um lado vinculados à cultura européia e por outro tributários de um multiculturalismo das culturas africana, indígenas, e de outras culturas.  O budismo é um paradigma para se pensar isso, para nos situarmos diante desta riqueza multicultural.
    Um budismo que olha a realidade brasileira…
    Tínhamos um budismo, digamos, informal, sem instituições, hoje está se institucionalizando e tem que dizer para a coletividade brasileira a que vem. Por exemplo: diante da crise civilizatória e ecológica planetária  contemporânea e brasileira, qual é a contribuição que o budismo pode trazer ?
    Qual é a contribuição?
    Essa é uma questão que se abre, é o que estamos começando a discutir. O monge Tokuda, o introdutor do Zen budismo no Brasil falava sempre da hesitação do Buda. Buda teve a iluminação aos 35 anos, precisava comunicar aquilo. Mas tratava-se do desafio de como comunicar essa experiência indizível. Mas como comunicar algo que é incomunicável ? O cânon pali diz que a hesitação do Buda durou sete dias e que depois ele se levantou do lugar onde se iluminou e deu início ao seu magistério de 45 anos. Mas há eruditos nas escrituras que afirmam que Buda levou muitos anos na busca dos meios de expressão para formatar o seu ensinamento.
    O que Buda comunica?
    A visão do Buda é um lugar,  esse lugar não tem conteúdo e não tem engano, é o ponto de partida, de onde se pode ver o não construído na origem do construído. Essa realidade é inalcançável pelo logos, discursivo e cheio de palavras. Para chegar à realidade tem que entrar numa dimensão de silêncio. Mas como transmitir essa experiência com palavras, com uma linguagem que é a negação do silêncio.
    O que é o budismo para Celso Marques?
    O budismo considera que a realidade é indescritível.  A única maneira de se tocar o real é pela vivência da prática meditativa, quando se chega à experiência abolitiva do sentido. Fora desta experiência sempre se terá uma versão deformada do real que leva a mente ao equívoco. A experiência abolitiva do sentido é a única ponte para o acesso à realidade última.  Ali não há linguagem, não há ego, não há discurso. Só o vazio silencioso, que é a origem e o fim de  tudo. Fora dali tudo é construção da mente. O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, um dos maioreres humanistas do século XX, considerava o budismo a mais radical crítica do sentido que a humanidade a sua história.  .
    Como foi a ida para São Paulo?.
    Foi em meados de 1968. Me mudei para lá motivado pelo budismo, li primeiras coisas e imediatamente me interessei…o que impressionou no zen é o  desafio de compreender o próprio zen.  E é entrar num universo que coloca em questão tudo o que a gente pensa e acredita…
    Nessa época, o mais comum num jovem inquieto era abraçar o marxismo…
    Sim, eu morava numa república na rua Vila Nova, a meia quadra da Maria Antonia, onde ficava a Faculdade de Filosofia da USP e o Mackenzie, os dois pólos da agitação estudantil de 1968. Fui testemunha ocular da história. Nosso grupo, com exceção de um paulista, era todo gaúcho, de esquerda. Eu saia para  fazer o zazen (meditação), isso era considerado o máximo da alienação tinha que estar me justificando…os caras falando em luta armada e eu meditando…
    Zen bundismo, falavam.
    É, intelectuais como Leando Konder e Eduardo Coutinho chamavam o zen de zé- bundismo…
    Qual era a justiticativa diante dessa crítica?
    Pra mim foi verdadeira bússola foi o Lévi-Strauss, quando ele disse que não existe contradição entre o marxismo e o budismo… Ambos fazem a mesma coisa em níveis diferentes. Depois, quando conheci José Lutzenberger em 1972 e me envolvi com a ecologia vi que o marxismo era insuficiente.
     
    UM LOCAL DE MEDITAÇÃO
    O Instituto Maitreya, na Riachuelo 301, no Centro Histórico de Porto Alegre, é um centro de estudos budistas, meditação zen e o cultivo de artes.
    Ikebana de Eleara Manfredi para a inauguração do Instituto / Isadora Manfredi Marques/Divulgação

    Mantém também uma programação regular de atividades como oficinas de artes contemplativas, tais como a ,ikebana, cerimonia do chá, poesia, caligrafia, filosofia budista, e ocidental… e ecologia.
    A biblioteca reúne 8 mil títulos /Isadora Manfredi Marques/ Divulgação

    Organiza grupos de estudos e dispõe de uma biblioteca com mais de oito mil obras sobre budismo, orientalismo, ecologia, antropologiaindiana,tibe, psicologia, filosofia, literatura ocidental, latinoamericana,japonesa, chinesa e tibetana.
    NÚCLEOS BUDISTAS
    Não há um levantamento ou estatística, mas é um consenso de que Porto Alegre tem o segundo maior contingente de budistas do Brasil, depois de São Paulo. Seriam dois mil praticantes budistas na capital gaúcha.
    Há também núcleos em Viamao, São Leopoldo, sem falar no templo de Três Coroas, que é o maior do Brasil. Lá é a sede do Centro de Estudos Budistas (CEB) coordena mais de trinta templos sob a orientação do monge Padma Santem. Padma Santem era Alfredo Aveline professor de Física na Universidade Federal há 40 anos, quando se integrou ao grupo budista que se reunia semanalmente na casa de Celso Marques. Seus cursos pela internet envolvem duas mil pessoas.
    Em Viamão, sob a orientação do monge Deikaku tem a Via Zen, na localidade de Aguás Claras, onde tem um mosteiro que é um dos maiores núcleos do budismo em Porto Alegre. Promove retiros com mais de 100 participantes. “É o grupo mais forte de zen que tem aqui”.
     

  • Oposição quer análise do TCE sobre venda de ações do Banrisul

    A venda inesperada das ações do Banrisul continua provocando reações dos deputados de oposição na Assembleia.
    Nesta 5ª.feira (03/05), o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul, deputado Zé Nunes (PT), acompanhado dos deputados Jefferson Fernandes (PT) e Pedro Ruas (Psol), esteve em audiência com o presidente do Tribunal de Contas, Iradir Pietroski.
    Eles querem uma análise acurada da transação realizada, uma vez que o preço das ações do Banrisul teve queda no dia anterior à venda.
    O deputado Pedro Ruas acredita que deveria haver um comunicado formal à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), posto que entende haver “indícios de irregularidades, particularmente no sigilo com que o processo foi conduzido, bem como no fato de que compradores poderiam ter informação privilegiada”.