Autor: Elmar Bones

  • FISL e a defesa da liberdade na internet

    Por Bruna Cardoso
    Começou hoje em Porto Alegre o 10º Fórum Internacional do Software Livre (FISL).O evento vai até sábado na PUCRS e inclui palestras, debates, oficinas, exposições científicas entre outros.
    Neste ano o FISL conta com 12 atrações internacionais, entre elas o fundador do movimento software livre, Richard Stallman, e o criador do Mozilla, Nick Nguyen. O presidente Luís Inácio Lula da Silva também é presença confirmada nesta sexta-feira.
    O fórum tem como tema principal à defesa da liberdade na internet e acontece em paralelo ao Fórum Música para Baixar (MPB), também na PUCRS. “Os dois movimentos trazem propostas de como a sociedade pode se organizar para garantir que quem realmente leva o conhecimento se aproprie dele”, diz o economista e ativista do Software Livre Deivi Kuhn.
    O MPB também discute o direito autoral na música. A internet possibilita que o usuário baixe músicas livremente e as compartilhe – uma pedra no sapato das grandes produtoras culturais. Um dos pontos de maior debate é o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo que deve ser votado em breve câmara de deputados e criminaliza tais praticas. “Nós temos que sair da marginalidade tecnológica e não entrar ainda mais nela”, defende Kuhn. “Queremos um mundo de mais informação onde se possa viver dignamente nele. A internet deve continuar realmente livre”, completa.
    Artistas como Leoni, Nei Lisboa e Teatro Mágico são a favor do movimento e vão realizar shows gratuitos em diversas partes da cidade como forma de apoio. “Antes era impossível ter um tipo de produção cultural que não fosse através da lógica capitalista”, comenta Paulo Marques, pesquisador e militante da economia solidária. Para ele a internet se tornou uma importante aliada dos músicos que buscam alternativas aos meios de divulgação tradicionais.
    Segue a programação do MPB, que também vai até sábado na Capital:
    Quinta-Feira dia 25 junho às 19h
    Sol na Garganta do Futuro (ES)
    com participações:
    Juca Culatra (Juca Culatra & Power Trio – PA), Eduardo Ferreira (OsViralata – MT) e Rapper Nego Prego (POA)
    Sombrero Luminoso (RS)
    com participação de Bebeto Alves (RS)
    Local: Teatro CIEE (Rua Dom Pedro II, 861)
    Entrada livre!
    Quinta-Feira dia 25 junho às 23h
    O Teatro Mágico (SP)
    Local: Bar Opinião
    Ingressos: 1º lote: R$20,00 2º lote: R$25,00 3º lote: R$30,00
    Sábado dia 27 junho às 21h
    Sol na Garganta do Futuro (ES)
    Coyote Guará (DF)
    Local: Bar Cultura Rock Club (Rua Olavo Bilac, 251)
    Ingressos: R$ 10,00
    Domingo dia 28 junho às 20h
    Bataclã FC (RS)
    Coyote Guará (DF)
    Local: Bar Long Play (Rua Sarmento Leite, 880)
    Ingressos: R$ 10,00

  • Carros na Redenção já são rotina aos domingos

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    A ideia de construir uma garagem subterrânea no Parque da Redenção ainda nem entrou em discussão, mas os carros já ocupam o parque em vários pontos. Aos domingos, por exemplo, o entorno do auditório Araujo Vianna é ocupado por mais de uma centena de carros… As vezes até ônibus de turismo ficam estacionados junto ao auditório enquanto seus ocupantes passeiam.
    O volume de carros só não é maior talvez por consciência dos motoristas. Na entrada do parque, na faixa que leva ao auditorio, não há qualquer indicação de que é proibido, muito menos um guarda para impedir o avanco dos veículos. No local, onde ficam embaixo das árvores, tem até flanelinhas cuidando dos carros e ajudando os motoristas a estacionarem.
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    A idéia da garagem subterrânea é antiga e ganhou força com a reforma do Auditório Araujo Vianna, que terá lugar para três mil espectadores e pretende retomar a época dos grandes espetáculos. No projeto, apareceu uma problema ate agora sem solução: onde ficarão os carros nos dias de casa cheia?
    A única solução vislumbrada até agora é essa, de um estacionamento subterrâneo embaixo do parque esportivo Ramiro Souto, ao lado do Araujo Vianna. Por enquanto nao passa de uma idéia, mas já tem muitos defensores. A prefeitura esta prevendo uma consulta para ver a reacao da população.

  • Ação Pública questiona projetos da dupla Gre-nal


    Uma Ação Civil Pública ajuizada na Justiça Federal pede a anulação das leis recentemente aprovadas na Câmara de Porto Alegre autorizando os projetos Gigante para Sempre, do Inter, e a Arena do Grêmio.
    Trinta assinaturas de líderes comunitários e intelectuais ligados ao Fórum de Entidades subscrevem o pedido de interferência da Justiça.
    O fundamento da ação seria a incompetência legal da Câmara para dar aprovação prévia as obras previstas nos dois projetos, que deveriam ser antes submetidas antes a estudos de impacto ambiental impacto de vizinhança e outras exigências previstas na Constituição e nas leis municipais.
    A juíza encarregada do processo já distribuiu as primeiras intimações

  • Ultimo dia para inscrição no concurso do Banrisul

    As inscrições para o concurso público do Banrisul encerram-se nesta sexta-feira (19).
    São 200 vagas para o cargo de técnico em tecnologia da informação distribuídas nas áreas de desenvolvimento de sistemas, administração de banco de dados, segurança de TI, suporte em ambiente Windows, suporte em ambiente Linux, suporte em ambiente de grande porte mainframe, suporte em ambiente de rede e suporte em ambiente de transferência eletrônica.
    Além do salário de R$ 1,8 mil, os servidores terão direito à gratificação semestral, auxílio cesta alimentação e auxílio refeição. A escolaridade mínima exigida é ensino superior completo. As inscrições devem ser efetuadas exclusivamente pela Internet no endereço eletrônico www.fdrh.rs.gov.br, onde os interessados poderão acessar o edital de abertura do concurso, preencher o formulário eletrônico de inscrição e transmitir os dados pela Internet.
    O pagamento do valor da inscrição, de R$ 110,43, deve ser feito até segunda-feira (22), em qualquer agência do Banrisul. Os correntistas do Banco poderão pagar a taxa no Banrifone, Internet Banking (www.banrisul.com.br) e caixas eletrônicos.
    O gerente de Sistemas e coordenador do processo técnico do concurso, Sérgio Bordin, enfatiza que o cargo possui plano de carreira e os servidores passam por cursos de aperfeiçoamento. “Os funcionários vão atuar em um dos maiores centros de processamento de dados da região Sul”.
    Os investimentos e as boas práticas do Banrisul na área de tecnologia estão alinhados à estratégia de negócios do Banco, que tem sido frequentemente reconhecido como uma instituição que investe na introdução de soluções capazes de produzir diferenças em processos de negócios e na entrega de serviços aos clientes, antes mesmo dessas inovações serem realidade no mercado.(Informações da assessoria de imprensa)

  • Araújo Viana: retirada dos animais ainda não tem data

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    Por Liège Copstein, especial para o Jornal Já
    O destino de dezenas de gatos que habitam há anos o espaço do Auditório Araújo Viana, na Redenção, está em suspenso, assim como o de pombas, corujas e caturritas, gambás, morcegos, lagartos e vários outros moradores do local.
    As novas obras de revitalização do prédio, que serão realizadas pela Opus Promoções em troca do uso do auditório pelos próximos 10 anos, implicam que toda essa fauna seja desalojada. E a questão é: quando, como, e para onde.
    Se para os animais silvestres a legislação prescreve de forma clara a preservação de sua integridade física, mediada pelo Ibama, já para os gatos esse direito esbarra na confusão de um código de proteção animal pouco claro.
    Se não fosse pela ação dos diversos grupos voluntários organizados que ali atuam há anos, como Movimento Gatos da Redenção e Gatófilos Anônimos, esse drama se desenrolaria em silêncio e provavelmente terminaria com os animais literalmente dizimados, assim que fossem ligadas as bombas de jatos altamente potentes que vão “limar” as paredes internas e externas do prédio, bem como suas centenas de metros de vãos subterrâneos e tubulações, principal refúgio dos bichos.
    Os que sobrevivessem a esse apocalipse doméstico, acabariam emparedados entre as reformas, ou vagando em pânico pelo parque até acabarem atropelados nas avenidas circundantes.
    Segundo Maria da Graça Zanotta, coordenadora do MGR e colaboradora do Gatófilos Anônimos, a OPUS chegou a acenar com propostas razoáveis para a remoção e alojamento seguro desses animais no futuro, mas as negociações regrediram e atualmente o diálogo tem sido tenso.
    O representante da empresa que compareceu há mais ou menos 15 dias no local se dispôs, vagamente, a dar “algum tempo” para que os integrantes do grupo que zela pelos animais pudessem tomar providências para a sua segura retirada.
    Tal atitude vem de encontro à postura afirmada no final de abril, em reunião com o vice-prefeito José Fortunatti e o secretário do Meio Ambiente Prof. Garcia, quando estes garantiram que as obras não começariam de forma nenhuma sem contemplar a segurança dos animais.
    Mais grave: é incompatível com toda a política que a recente criação pelo município da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para os Animais Domésticos promete implantar.
    “Temos um cronograma de feiras de adoção para que os animais possam ser retirados e ganhar um novo lar. E já foram retirados alguns, cerca de cinco, que foram realojados. Um deles , inclusive, foi adotado em nossa última feira”, relata Graça.
    Para os defensores, entretanto, a maior preocupação são os apelidados de “indoáveis”, animais de difícil manuseio. “Normalmente, quando conseguimos pegá-los, é somente para castração”, lamenta ela.
    Os voluntários não têm acesso ao interior do auditório, o que facilitaria bastante o manejo dos animais, tanto no quesito higiene e saúde como na própria preparação da remoção, que não pode acontecer de forma abrupta.
    São seres que ali vivem há muitos anos, inteiramente ambientados, esterilizados e mantidos saudáveis unicamente com recursos e trabalho dessas associações.
    “Nossa maior reivindicação junto aos novos concessionários é que nos dêem algum tempo e condições para retirá-los de uma forma civilizada e redirecioná-los. Sempre lutamos e lutaremos para o bem estar dos animais abandonados no parque, pois acreditamos que toda a vida sempre tem que ser preservada”.
    Infelizmente, nos últimos dias a vida dos moradores do Araújo Viana não tem valido muito. Vários animais vem sendo encontrados mortos naquele local. O último foi o gatão “amarelo da árvore”, figurinha carimbada que centralizou atenções no dia da visita do sr. Carlos Eduardo Konrad, dirigente da Opus.
    A quem servem essas mortes? Quem as executa? E principalmente, quem pode zelar por esses animais, durante a noite, indefesos no parque deserto de vigilância?
    Foto: Gata Mimi, encontrada morta no dia 22/5

  • Moreira Salles abre Jornada contra Violência

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    Por Daniela de Bem
    O cinema do Sindicato dos Bancários lotou na noite desta segunda-feira, dia 15. O motivo foi a abertura da Mostra “Imagens da Violência”, com a exibição do documentário Notícias de uma guerra particular, seguido pelo debate com o diretor João Moreira Salles. Ele passou duas horas respondendo as perguntas da platéia, que parecia mais interessada na sua experiência em relatar a realidade dos morros cariocas que no filme.
    O evento faz parte da Jornada contra Violência e por Justiça Social – iniciativa de várias entidades que se propõe a refletir sobre a relação entre violência e exclusão social.A jornada vai até o dia 28 e envolve a realização de debates e palestras, além da exibição de filmes brasileiros que tratam do tema.
    Notícias de uma guerra particular é um documentário de 56 minutos, dirigido por Moreira Salles e Kátia Lund e exibido pela primeira vez em 1999 como programa de televisão. O trabalho é considerado pioneiro, pois é o primeiro a mostrar tão de perto a guerra da polícia contra o tráfico, vindo após filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite.
    “O Notícias nasceu na ilha de edição, não tem roteiro. A motivação para fazer veio da perplexidade minha e da Kátia frente à violência do Rio de Janeiro”, afirma Salles. Na época a cidade vivia uma situação muito peculiar – um general cuidava da política de segurança do estado e os índices de violência só cresciam. “O documentário foi um testemunho do que acontecia no Rio de Janeiro em 1997/98. A única coisa que sabíamos é que queríamos falar com quem está envolvido diretamente na guerra, ou seja, o traficante, o policial e o morador da favela”, complementa.
    Para o diretor, o documentário deve ter um fim em si mesmo. “Acho que o documentário feito para mudar o mundo é um mau documentário. Documentaristas que não sabem e entendem que não sabem tendem a fazer os melhores filmes. Do contrário, você pode fazer um bom panfleto político”, avalia.
    Salles declara ainda que o cinema não pode ser feito para defender um ponto de vista ou consertar a realidade. “Documentário não é engenharia social. Eu tendo a dizer que ele tem obrigação para dentro e isso não é uma postura alienante. Muito mais radical o cubismo do Picasso, com a criatividade em representar as dimensões, do que o realismo socialista. E é isso que o documentário faz: vê uma realidade e tenta mostrá-la de maneiras diferentes”.
    Durante a conversa com o público, Salles foi constantemente questionado acerca da violência carioca e o modo como a mídia trata do assunto. O cineasta se mostrou desconfortável com o assunto, sempre lembrando que não era um especialista em segurança pública ou um antropólogo, mas somente um documentarista e, como tal, conhece o tema superficialmente.
    Sobre as dificuldades encontradas durante a execução do projeto, João ressalta que o mais complicado foi conseguir os depoimentos da polícia, em especial a militar. “Eu queria formulação de pensamentos novos, mas o que eles diziam já era um discurso ideológico pronto, que já havia sido dito em vários outros canais”.
    O depoimento do capitão do Bope Rodrigo Pimentel foi o mais importante e, talvez, o único que tenha trazido algo novo para o trabalho. “Eu tinha passado o dia inteiro filmando no Bope, tinha pegado o depoimento morto de um coronel, estava guardando os equipamentos, quando uma voz me perguntou se eu já estava indo embora. Eu respondi que sim e ele acrescentou: que bom pra você, porque eu ainda tenho duas favelas pra invadir. Foi a primeira vez que alguém quebrava aquela hierarquia e aquela dureza, mostrando um cansaço. E isso foi suficiente para eu querer entrevistá-lo.”
    Ele entrevistou Pimentel cinco minutos depois de conhecê-lo, sem nenhuma preparação. “Isso é o que o Notícias tem de mais poderoso, isso foi o que definiu a identidade. Talvez pela primeira vez Pimentel estava falando aquelas coisas, estava se dando conta do que era o Bope. No início da entrevista ele é alguém que se identifica totalmente com o batalhão, durante a conversa parece que o vidro vai se quebrando.”
    Sobre os filmes brasileiros violentos, o documentarista fala que assim como a inflação definia o país na década de 1980, a violência é o sintoma mais evidente de tudo o que está errado no Brasil. Ele ressalta que houve um certo descontrole em se tratar desse tema. “Sinto falta de um cinema menos explosivo. Tem muita tortura, muito grito, precisava ter mais reticências. As diferenças nunca são negociadas são sempre solucionadas com o tiro. Não se constrói um país com as personagens do cinema brasileiro”.
    Jornal Já – Quanto tempo demorou para fazer o documentário?
    Moreira Salles – Notícias foi muito rápido. No momento em que a gente pensou em fazer o filme até o primeiro dia de filmagem passaram – se três, quatro semanas. As filmagens também foram em quatro semanas, e aí houve um período que a gente parou e retornou uns seis meses depois, para fazer três ou quatro seqüências. Foi um dos filmes mais rápidos que eu já fiz.
    – Como foi conhecer uma realidade tão diferente da tua? O que mudou na tua percepção de mundo?

    Moreira Salles
    – Sempre muda, né. Qualquer experiência forte na sua vida muda – você não sabe exatamente como muda ou o que mudou. Eu sou antes do filme aquele que não conhecia o traficante, a violência, a favela. Depois do filme, eu sou aquele que sabia o que era o traficante, como ele pensava, porque ele fazia o que fazia, porque a favela era tão violenta. Agora, no que isso me muda, eu não sei te dizer, mas você adquire mais experiências e sempre que você adquire mais experiências você fica um pouco mais…complexo. Sei lá se a palavra é essa.
    – Teve alguma cena, algum momento das filmagens que tenha te chocado mais?
    Moreira Salles – Não, chocado na verdade não. O que me impressionou muito quando eu fiz o filme foi o descaso com a morte, principalmente dos meninos mais jovens do tráfico. O descaso com sua própria morte. Eles sabiam que iam morrer e era do jogo. É claro que quando você tem 15, 16 anos você pode até achar que você vai morrer e você não sabe direito o que isso significa, porque é uma idéia um pouco abstrata, mas ainda assim, eles falavam da morte com uma tal naturalidade: “eu sei que eu não vou viver mais do que cinco ou seis anos”.
    – Tu achas que a violência constante retratada no cinema brasileiro pode banalizar e naturalizar o problema?
    Moreira Salles – É difícil, eu não sei fazer essas grandes generalizações. A única coisa que eu acho é que o cinema brasileiro deveria ser mais plural do que ele tem sido. Se a gente só fizesse cinema sobre relações afetivas eu diria a mesma coisa. O problema é um tema só dominar.

  • Reforma do Araújo vai ao Conselho do Plano Diretor

    Já aprovado há mais de 20 dias nas instâncias técnicas da Secretaria do Planejamento, o projeto de reforma do auditório Araújo Vianna passa pelo Conselho do Plano Diretor, na reunião desta terça-feira.
    O arquiteto Moacir Moojen Marques, autor do projeto estará presente para uma explanação sobre a reforma que muda substancialmente o conceito do antigo auditório, concebido para ser um espaço aberto para espetáculos ao ar livre.
    Há mais de dez anos, numa primeira adaptação, o prédio recebeu uma cobertura de lona plástica que hoje está completamente deteriorada. Agora vai ganhar um teto de madeira, poltronas para 3 mil espectadores, ar condicionado e será fechado (hoje ainda é aberto nas laterais).
    A avaliação pelo Conselho do Plano Diretor é a última etapa do processo de aprovação da reforma que, no entanto, ainda não tem data para começar. Depois de passar pelo conselho, ainda terá que esperar pela remoção de animais – gatos, papagaios, gambás e caturritas que se instalaram no prédio, abandonado há mais de quatro anos.
    O projeto de reforma foi apresentado ao público em março, pela Opus Promoções, empresa que ganhou a concessão para explorar o auditório por dez anos. A previsão inicial é de que as obras começariam até o final de abril.

  • Já viu processo por causa de apelido?

    Por Ana Lúcia Mohr

    Inspira revolta o processo do fotógrafo da Zero Hora Ronaldo Bernardi contra Wladymir Ungaretti, professor de jornalismo da UFRGS, cujo blog e site estão sob censura.

    Quem já freqüentou suas aulas sabe que Ungaretti costumava madrugar para fazer seu exercício de crítica à mídia corporativa (www.pontodevista.jor.br/blog), que, mais tarde, era repetido numa sala da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação). Bernardi calhou de ser um dos criticados.

    Mas então, cara leitora, caro leitor, você deve estar pensando que Ungaretti foi processado por denunciar as cascatas (fake, encenação, no jargão jornalístico) do fotógrafo, certo? Errado. Bernardi o processou por causa do apelido pelo qual Ungaretti o chamava (Fotonaldo). Detalhe: não foi o professor que o inventou. Sim, juro.

    Liguei para a Zero Hora hoje de manhã e pedi para falar com o Ronaldo Bernardi. A mulher da recepção me passou para a editoria, onde um homem atendeu e passou para o fotógrafo. Este não quis falar sobre o processo (“meu advogado disse para eu não falar”, “o processo corre em segredo de justiça”). Insisti um pouco, mas não adiantou. Minutos depois, telefono novamente e peço para falar com o Fotonaldo. “Hãn”, ronronou a moça da recepção. “Ops, com o Ronaldo Bernardi”. Tudo certo. Ela me passa para a editoria do repórter.

    – Alô, eu poderia falar com o Fotonaldo?

    – Quem tá falando?

    – Ana Lúcia, do Jornal Já

    – Olha, ele saiu. Tá em pauta.

    – Ok, obrigada.

    Piada? Pois saibam que, por ter usado um apelido que todos os seus colegas conhecem, Ungaretti foi obrigado a retirar 10 anos de trabalho da web (além de atualizar o blog diariamente, ele disponibilizava mensalmente uma nova revista eletrônica em www.pontodevista.jor.br).

    O desânimo por ter de tirar do ar 10 anos de trabalho e, principalmente, por estar impedido de usar a arma da crítica tem se manifestado nas aulas do professor. Não é preciso ser seu aluno para saber disto, basta acessar a página www.pontodevista.jor.br para ter idéia do baque. É que lá está um dos lemas de Ungaretti, resumido numa frase de John Reed: “Descobri que só me sinto feliz ao trabalhar intensamente em algo que gosto”.

  • Camelódromo quer atrair namorados no feriado

    Véspera do Dia dos Namorados, o feriado desta quinta-feira (11/06) será um dia de promoção para os comerciantes do Centro Popular de Compras, o popular Camelódromo.
    Das oito da manhã às oito da noite, eles estarão trabalhando para atender quem deixou o presente para a última hora.
    De eletrônicos a lingerie, passando por casacos, bijuterias, pedras brasileiras, óculos e relógios – são inúmeras opções para agradar os mais diferentes estilos.
    De acordo com o gerente do CPC, Noedi Casagrande, a intenção é também marcar o Centro de Compras como um local de opções alternativas ao consumidor nestas datas especais.
    “Procuramos evidenciar o custo mais baixo, além do benefício em adquirir, inclusive, produtos exclusivos produzidos pelos lojistas, com matérias-primas de qualidade e muita criatividade”, revela o administrador.
    Conforme Casagrande, os lojistas estão com boas expectativas, com reposição de estoques e novidades que prometem esquentar as vendas para a data.
    “O mais interessante do formato empreendido pelos proprietários das lojas é a versatilidade dos produtos, expostos conforme a demanda do dia. Isto é, opções de presentes adaptadas à ocasião e também ao clima no dia”, destaca.
    Formado por 800 lojas, que vendem entre roupas, acessórios e artigos eletrônicos, o CPC envolve cerca de 400 pessoas responsáveis pelos outros serviços oferecidos. Entre eles estão as 19 lojas, entre lanchonetes e restaurantes na praça de alimentação, agência bancária, lotérica, tabacaria, salão de beleza e farmácia.
    Para a construção de 21.000 metros quadrados de estrutura e adequação a todas as exigências de segurança da estrutura definidas pela SMOV, a Verdi Construções investiu cerca de R$ 25 milhões na obra, superando em mais de R$ 15 milhões o valor inicial estimado. A Concessionária foi a vencedora de processo licitatório de exploração e administração do local durante 25 anos, prorrogáveis por mais 10 anos.

  • Gatos, gambás e papagaios retardam reforma do Araújo


    Mesmo com a licença concedida há mais de 20 dias, a reforma do auditório Araújo Vianna não pode começar. Nem os tapumes podem ser instalados enquanto não forem removidos os animais que habitam o prédio, abandonado há quatro anos. São dezenas de gatos, uma família de gambás, quatro ninhos de papagaios e muitas caturritas.
    Na Secretaria Municipal de Cultura, a expectativa é de que o problema se resolva na semana que vem depois de uma reunião, ainda não marcada, com o vice-prefeito José Fortunati, que coordena a elaboração de uma política municipal para os animais de rua. Estão envolvidos nessa discussão várias ongs defensoras dos animais e representantes de 12 secretarias.
    Em março deste ano, quando apresentou à imprensa o projeto de reforma do auditório Araújo Vianna, o secretário de Cultura, Sérgius Gonzaga, informou que Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), que envolve vários órgãos do poder municipal, estava em fase final e previu para “meados de abril” a liberação para o início da obra.
    O EVU já foi liberado, mas como o parque é tombado subsistem pendências com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sendo a principal delas essa dos animais que se instalaram no prédio.