Autor: Elmar Bones

  • PAC da Copa pode injetar R$ 4 bilhões em Porto Alegre

    O programa de investimentos federais para preparar o campeonato mundial de futebol de 2014, o chamado PAC da Copa, poderá destinar cerca de R$ 4 bilhões para obras em Porto Alegre. Esse valor depende da inclusão do metrô no pacote de projetos. O primeiro trecho do metrô da capital gaúcha, de 13,5 quilômetros, está orçado em R$ 2,5 bilhões.
    O metrô, provavelmente, não estará entre as exigências da FIFA, mas o vice-prefeito José Fortunati quer aproveitar a “oportunidade única” para deflagrar o projeto. “O próprio ministro das Cidades nos falou dessa possibilidade. É agora ou nunca”, diz Fortunati, que acumula também a Secretaria Extraordinária para a Copa de 2014.
    A maior expectativa de Fortunati, no momento, é o “caderno de encargos” que a FIFA vai mandar, listando tudo o que cada uma das 12 cidades selecionadas precisam fazer para se adequar às exigências de uma Copa do Mundo.
    Essa lista é resultado de um trabalho que começou em setembro de 2007, quando ficou definido que a Copa seria no Brasil. O governo federal (Fortunati diz “O presidente Lula”) contratou uma empresa para avaliar as 18 cidades brasileiras candidatas a sediar jogos da Copa.
    Várias equipes estiveram em Porto Alegre. Percorreram a cidade, recolheram estatísticas sobre segurança, comunicação, meio ambiente, hotelaria, saúde, infraestrutura e mobilidade.
    O relatório, concluído em janeiro, foi decisivo para a seleção das 12 cidades e agora será a base do “caderno de encargos”. Ele vai indicar as medidas para melhorar a segurança, o trânsito, a hospedagens. O foco será o entorno do estádio, mas toda a cidade precisará se adequar.
    Na área de saúde, por exemplo, será prioritária a reforma do Hospital de Pronto Socorro, principal orçada em R$ 40 milhões.
    No quesito da mobilidade, será indispensável duplicar a avenida Beira Rio. Mas não só isso: a Avenida Tronco, que é uma via alternativa para a Zona Sul, também terá que ser duplicada. Assim como a Rodovia do Parque, para desafogar a região metropolitana, que é um problema antigo.
    No conjunto os projetos de transporte, que incluem rodovias, viadutos, pistas para ônibus, ciclovias e sistemas de monitoramento do trânsito na capital e região metropolitana, vão exigir quase R$ 400 milhões de investimentos.
    Fora isso, há o projeto “Portais da Cidade”, orçado em R$ 430 milhões, já negociado com o Comitê de Fomento Andino, dependendo apenas do aval do Ministério do Planejamento. Segundo Fortunati já está superada a polêmica entre portais e metrô. “Já vimos que não são projetos excludentes, ao contrario, serão complementares”.
    Outros R$ 500 milhões estão previsto para a remodelação do cais do porto, cujo projeto já está pronto. “Dizem que um dos problemas do PAC é a falta de projetos, pois bem, Porto Alegre já tem todos esses projetos prontos”. Entra na lista também o Programa Sócioambiental, orçado em R$ 580 milhões, para saneamento e tratamento de esgotos e que terá recursos do Banco Interamericano e da Caixa Federal.
    Como coordenador dos preparativos para a Copa, José Fortunati é cauteloso quanto a qualquer estimativa. Mas admite que, somados os investimentos públicos e privados, o volume de recursos a serem aplicados na capital e região metropolitana para a Copa de 2014 pode chegar aos R$ 6 bilhões.

  • Mercado da sorte em alta no Bom Fim

    Por Débora Gallas
    A crise da economia mundial desemprega gente e provoca falências? A solução pode ser a terapia espiritual e mística – pelo menos no bairro da moda o mercado místico está se dando bem. Sempre tem freguesia.
    Liguei para a tenda Windchime Holística numa segunda-feira, só tinha consultas para quarta-feira. A tenda Cigana agenda visitas também após dois dias de espera.
    Portanto, se os leitores estiverem interessados em consultas sobre a vida amorosa ou dicas para investimentos, terão de marcar horário. Mas, se quiserem conhecer um pouco sobre estas terapeutas – quer dizer, cartomantes, não precisam tentar adivinhar. Basta ler esta reportagem.
    Então: após uma animada recepção, Dona Mara Teresinha Martines da Silva me conduziu à sua sala de consultas da Windchime. Ela se define como “terapeuta espiritual”. Atende há 13 anos, sempre na rua Fernandes Vieira.
    Sorridente, Mara sentia-se à vontade para falar sobre suas capacidades espirituais que, segundo ela, afloraram aos cinco anos de idade.
    “Estou neste mundo para ajudar as pessoas. Quando percebi, decidi fazer disso minha profissão”. Ela explica que é uma profissional porque “no momento em que cobro as consultas, torna-se uma profissão”. Seu atendimento custa 50 por uma hora.
    Além dos trabalhos místicos, que consistem nas terapias espirituais e de regressão, ela promete “desmanche de trabalhos feitos para o mal”. Para aproveitar tempo e espaço, Mara dá aulas de ioga e taichichuam – basta afastar a mesa das cartas.
    O estúdio é uma sala com paredes cor-de-rosa. Numa delas está uma estante cheia de imagens místicas e religiosas de amplo espectro – santos católicos, gnomos nórdicos, ciganas, Iemanjá, Buda, Jesus Cristo…
    Por toda sala, centenas de velas coloridas, aparentemente essenciais para o trabalho de Mara: “De alguma forma elas ajudam para cortar a inveja, o ciúme. Também desmancho tudo aquilo que foi feito para prejudicar a pessoas. Nos tratamentos para dar paz espiritual uso as velas”.
    Neste cenário, Mara explica algo que a gente já sabia, mas sempre é bom lembrar. Que todos nós, além do corpo e da mente, temos um espírito: “É o espírito que justifica as coisas que acontecem na nossa vida”.
    Aí ela vai fundo no campo das contradições filosóficas: “Eu me considero católica, mas a isso se junta a minha parte espiritual, exotérica. O lado católico nos ensina a não acreditar na reencarnação, mas há várias entidades que nos orientam”.
    Ela conta a sua história de forma surreal: “Eu, meu filho e a cigana Mara vivíamos na Espanha, na época da Inquisição, séculos atrás. Éramos do mesmo bando de ciganos. Eu fui queimada na fogueira. E voltei nessa vida, junto com o meu filho – que é novamente meu filho. Essa cigana, porém, foi para um nível espiritual superior. Agora, ela sempre sopra no meu ouvido. Ela fala comigo em espanhol mesmo e, às vezes, eu até preciso me concentrar pra entender o que ela me diz”.
    Mara garante que em todas as consultas aquela cigana espanhola também está presente. É ela que informa dos problemas daqueles que a procuram. “Muitas vezes, nem preciso abrir as cartas; a cigana já me diz o que está acontecendo com a pessoa”.
    E quem procura pelo serviço? “Tenho muitos clientes assíduos. Muitos me procuram quando o lado espiritual está mais desenvolvido do que o da maioria das pessoas. Eles vêem vultos, sonham com coisas que acontecem, têm mediunidade”. Para Mara, o fundamental para haver resultados no tratamento é a pessoa acreditar em Deus.
    Ela fala também que é bastante procurada por mães: “Em alguns casos, os pais fizeram o filho sofrer em outra vida. Então, os conflitos continuam, e nem nessa vida eles se dão bem. Meu papel é fazer mãe e filho se compreenderem”.
    Outro tema que leva muita gente aos cuidados de Mara nada tem de espiritual: o: “Muitas mulheres vêm aqui com um remorso enorme por terem abortado uma criança”. Mara dá uma bem moderna: “ s pessoas criam uma imagem de que abortar é pecado. Mas não é. O espírito da criança abortada volta em outra ocasião. Explico que o aborto até poder ser bom, pois muitas vezes o filho é concebido em um momento que não é propício para os pais” – aí nem precisa ser adivinha para acertar.
    Quando Mara põe as cartas é para fazer um levantamento completo das necessidades do cliente. Nesta hora é que as cartas falam: “Muitas vezes o problema não é espiritual” – quando ela percebe que é coisa da cuca, manda direto prum psiquiatra. “Às vezes, as pessoas culpam o espírito pelo que está errado na vida, mas o espírito não tem culpa”, diz.
    Quando longe de seu personagem, Mara leva uma vida normal. Ela, que já foi diretora do Colégio Otelo Rosa, na Avenida Independência, hoje se dedica ao marido e aos filhos – porém, não dispensa os momentos de descontração. Ela gosta bastante de dançar e de passar seu tempo livre com a família e com os amigos. Para se divertir, dança muito: a dança espanhola, a do ventre, a cigana e a de salão.
    Dona Mara nunca se desvia de sua missão na Terra: “Estou aqui para mostrar o caminho para as pessoas, porque o destino quem faz somos nós mesmos. Ensino a acender a vela, que tem potência para iluminar os caminhos. Deus nem se mete nas escolhas. Deus é energia. O diabo e a maldade existem, sim. Mas quem vai atrás é o próprio ser humano”.
    Na loja Windchime Holística, que fica na Osvaldo Aranha, encontrei Catarina Rosa de Souza. Ela começou a jogar cartas ciganas aos cinco anos de idade. Dos 19 anos em que se dedica à atividade, há três trabalha no local.
    Catarina, uma moça bonita e simpática, é mãe-de-santo Ialorixá – seu nome religioso é Mãe Ialorixá Catarina de Oxum Epandá. Isso significa que ela é uma mãe-de-santo guiada pelo orixá Oxum, uma das divindades cultuadas nas religiões afro-brasileiras. Oxum é um orixá feminino que representa, especialmente, o amor, a prosperidade, a sensibilidade, a fecundidade e a beleza.
    A mãe carnal de Catarina também é sua mãe-de-santo, e a sua preparação com ritual de sangue, pela nação, o processo de assentamento de todos os orixás em rituais de umbanda e quimbanda, demoraram oito anos para serem completos. Ela esclarece que essa demora é positiva, pois evita que pessoas desqualificadas assumam essa grande responsabilidade.
    Catarina atende, em média, de sete a oito clientes por dia. Nas consultas, que duram em torno de 40 minutos e uma hora, a mãe-de-santo é acompanhada por uma entidade – uma cigana – e, através dela, recebe todas as informações fundamentais a respeito do espírito da pessoa. Segundo Catarina, a maior parte dos clientes está em busca de orientação espiritual, procurando respostas para questões como amor dinheiro e trabalho. E ela recebe todo tipo de gente: clientes assíduos, pessoas que nunca jogaram e têm curiosidade, fiéis da Igreja Universal que desejam ver como funciona e até muitos homens. “Tenho recebido quase tantos homens quanto mulheres. Eu diria que eles são 40% de meus clientes – e percebo que esse número continua aumentando”.
    A consulta de Catarina consiste na presença espiritual da cigana aliada ao seu lado religioso. Ela afirma que, apesar dos cursos para jogar cartas ou búzios, quem atende alguém com problemas espirituais tem de ter o dom da mediunidade. Catarina oferece rituais de umbanda – que só podem ser feitos por mães-de-santo – e de purificação espiritual, que têm o objetivo de ajudar as pessoas para o bem. “Faço trabalhos de limpeza espiritual através do axé dos orixás e das velas. Depois, esses trabalhos são despachados em locais como rios e pedreiras”. Os rituais de umbanda, por sua vez, são de “descargo”, feitos com ervas e banhos.
    Porém, nem sempre as consultas são tranqüilas para Catarina. “Os pais e mães-de-santo acumulam a carga de energia das pessoas, e são propensos a sofrer de depressão porque, muitas vezes, essa energia é negativa. Tem dias que eu saio daqui me sentindo muito mal. Tem gente que me procura pra fazer maldade, e também tem casos como eu precisar dizer para a pessoa que ela – ou alguém próximo – vai morrer, ou que ela está sendo traída. Acabo levando essa energia ruim para a vida pessoal”.
    Catarina recebe mensagens espirituais diariamente, mesmo fora das consultas, e afirma que esse contato influencia seu cotidiano até mesmo nas coisas mais simples. “Eu já deixei de sair porque soube que ia acontecer algo de ruim. Mas, às vezes, apenas uso essas dicas para, por exemplo, escolher ir por determinada rua porque na outra há algum tipo de barreira”.
    Na vida familiar, esse dom já causou muitos problemas entre Catarina e seu marido, que é evangélico. “Antes ele me criticava em algumas coisas, mas hoje ele aceita bem melhor”. A prova de que a paz reina no lar é que a filha de Catarina, de cinco anos de idade, já está aprendendo a jogar – fato que Catarina pontua com um belo sorriso.

  • Tombamento da Gonçalo comemora três anos

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    Foto de Ricardo Stricher/PMPA
    Nesta sexta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, Porto Alegre tem ao menos um bom motivo para comemorar: o aniversário de três anos do tombamento da Gonçalo de Carvalho, primeira rua a ser considera patrimônio cultural, histórico e ambiental da América Latina.
    O tombamento foi uma iniciativa dos moradores da Gonçalo, que em 2005 viram as árvores da rua ameaçadas pela construção da nova sede da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) no terreno do Shopping Total. Muitos panfletos, abaixo-assinados e barulho depois em 2006 a prefeitura criou um decreto, garantindo assim a preservação do túnel verde.
    A conquista deu frutos e o grupo, que ficou conhecido como Amigos da Gonçalo (goncalodecarvalho.blogspot.com), conseguiu também o tombamento dos Túneis Verdes das ruas Marquês do Pombal e João Mendes Ouriques, além de incentivar ações parecidas em outros bairros da cidade.

  • Servidores públicos fazem vigília em frente ao Palácio Piratini

    Por Bruna Cardoso
    “Governo Yeda não tá com nada/Seu novo jeito tá roubando a gauchada/Governo Yeda não vale nada” cantava o gaiteiro em frente ao Palácio Piratini. Dezenas de servidores públicos e sindicalistas estão em vigília desde terça-feira na Praça da Matriz para pressionar o governo a seguir com as investigações das denúncias de corrupção no estado.
    Além de exigir as duas assinaturas que faltam para a CPI, outra preocupação dos sindicalistas é a atual situação dos servidores públicos no estado. “Temos policiais contraindo leptospirose em delegacias devido ao seu mal estado. Nas escolas há falta de merendas e no posto de saúde do centro só há dois funcionários para vacinar a população contra a febre amarela”, afirma Érico Corrêa, presidente do Sindicaixa.
    “Se o povo não ta contente é porque a coisa não ta boa. Eu não entendo muito de política, mas vejo que têm muita coisa errada”, analisa Jorge do Santos, pipoqueiro da Praça da Matriz. “Sou um pai de família e acho que falta segurança nas escolas. Professores apanham de alunos em sala de aula. Assim é brabo”, desabafa.
    Algumas pessoas vieram do interior do estado para participar da vigília. O protesto é organizado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, composto pelo Sindicaixa, Ugeirm, Sindsepe, Simpe, Sindiágua, Semapi, Sindet, Sindjus/RS, CPERS/Sindicato e Federação dos Bancários/RS e segue até o fim da noite de hoje.

  • Protógenes acredita no apoio da PF

    Por Ana Lúcia Behenck Mohr

    Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal com 4 processos nas costas, esteve hoje na sede do Psol, onde concedeu uma entrevista coletiva. Mas ninguém quer saber o que Protógenes Queiroz tem a dizer. Em sua coletiva, só estavam presentes repórteres de dois veículos: Rádio Bandeirantes e nós, do Já.
    Ontem à noite ele esteve palestrando em Lajeado e conclamou os “homens de bem” (que, para ele, são maioria) a “saírem de casa e assumirem o que lhes compete, assumindo um partido político, se candidatando”. Também tem denunciado a corrupção e o descumprimento da Constituição.
    O delegado alegou novamente inocência nos 4 processos que estão em andamento contra a sua pessoa – um inquérito penal, dois processos administrativos por manifestações públicas e o mais recente de espionagem de autoridades . Disse que as acusações são “factoides que servem apenas para confundir”. Apontou uma inversão de papéis: “o investigador passa a investigado”.
    Tudo isso, para ele, tem um “intuito de desqualificar um trabalho positivo” e proteger Daniel Dantas (o qual, conforme Protógenes, é “o PC que deu certo”). “Em toda a história da PF nunca se fez uma denúncia contra uma autoridade policial durante uma investigação”, afirmou. O delegado diz ter o apoio massivo de sua categoria: “99% da PF apoiou o trabalho de Protógenes”, assim mesmo, na terceira pessoa.

    O delegado se juntou ao PSol em sua cruzada contra a corrupção, o descumprimento da Constituição Federal e o neoliberalismo. Foram nessa linha as falas de Roberto Robaina (presidente do PSol-RS), da deputada federal Luciana Genro e do vereador Pedro Ruas (Psol), que acompanharam a coletiva.
    Robaina apontou uma confluência nas lutas contra a corrupção e em defesa do serviço público entre o Psol e Protógenes e reivindicou que o delegado seja aproveitado como policial federal. Mas, caso isso não ocorra, o sinal verde para que ele vá para o PSol já está dado.
    Luciana destacou a ajuda de Protógenes nas recentes denúncias de corrupção no governo estadual (“Protógenes foi um amigo que nos ajudou, nos deu caminhos”). Pedro Ruas afirmou que ele colocou em pauta uma reflexão nacional sobre direito penal, sobre os chamados “crimes de colarinho branco”, que enseja a necessidade de um “aperfeiçoamento da superestrutura jurídica”.
    No fim, o delegado assinou uma petição contra o afastamento da diretora de Qualidade da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul, Denise Zaions (o que ocorreu devido a um depoimento nas CPIs dos Pedágios, em 2007). Na ocasião, Zaions. economista concursada, afirmara que as concessionárias de pedágios no Rio Grande do Sul descumpriam contratos.
    Depois o delegado teve que sair às pressas para pegar um voo – embora ainda tenha dado tempo de tomar um chimarrão e posar para fotografias com os parlamentares e militantes presentes.

  • Marlene Dietrich no Goethe até dia 20

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    Começa nesta terça, 2, no Instituto Goethe, uma exposição fotográfica sobre a vida e a filmografia da atriz Marlene Dietrich.
    A exposição, organizada pela Fundação Cinemateca Alemã, vai até o dia 20 de junho, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e sábados, das 10h às 12h.
    São 37 fotografias que apresentam um panorama da vida e da história cinematográfica da atriz. Além da exposição, o Goethe-Institut promove exibições de filmes, na Casa de Cultura Mário Quintana, na sala Eduardo Hirtz.
    Entre os títulos estão o O Anjo Azul (4 de junho, às 19h30), LeniRiefenstahl – A deusa imperfeita (2 de junho, às 19h30) e do documentário Marlene (3 de junho, às 19h30).
    Para informações sobre a sinopse dos filmes e ingressos, acesse o site do Instituto www.goethe.de/portoalegre
    Endereço: Galeria do Goethe (Av. 24 de outubro, 112 – Bairro Moinhos de Vento)

  • Lotérica muda horário de atendimento por causa da insegurança

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    Seu Miguel Cecílio Neto, dono da tradicional Lotérica Bom Fim, trocou o balcão pela calçada e enquanto os atendentes cuidam da sorte dos clientes ele trata de cuidar da segurança da loja. Só em maio a lotérica já foi assaltada duas vezes – na mesma semana.
    A preocupação com a segurança o levou a mudar até o horário de atendimento da loja, que agora funciona das 8h às 18h (antes o expediente era das 7h às 20h). “Estou há trinta anos aqui, mas não dá mais. Mais um assalto e vou ter que trocar de ponto”, afirma.
    Ele conta que teve um dia em que viu seis assaltos na região. “A coisa tá tão feia que a farmácia do Sesi fechou pra não abrir mais”, lembra, ao apontar a drogaria com as grades abaixadas em frente ao HPS.
    Os lojistas da esquina da Osvaldo Aranha com a Ramiro Barcellos, velha conhecida dos moradores do Bom Fim pela insegurança, requisitaram várias vezes o aumento do policiamento na área. No entanto, os pedidos não tiveram resultado.
    “Eles dizem que não tem o que fazer”, reclama Miguel. “Nós gostaríamos que tivesse alguém passando por aqui de vez enquando, nem que fosse só na hora de abrir e fechar.”

  • Ninguém aparece no 1º dia de inscrições para a Consulta Popular sobre o Pontal do Estaleiro

    Nenhuma entidade compareceu ao primeiro dia de credenciamento para a Consulta Popular que define em agosto o futuro do projeto “Pontal do Estaleiro”. A inscrição é obrigatória para aqueles que pretendem coordenar frentes ou posições durante a votação.
    Para Sersi Veleda, responsável pela parte operacional da consulta, a ausência se deve a baixa divulgação do credenciamento. “Com o passar da semana as entidades devem começar a se inscrever”, prevê.
    A Consulta Popular está marcada para o dia 23 de agosto, das 9h às 17h. Os locais de votação se definidos na próxima semana em reunião com o TRE (que está mapeando a cidade para distribuição das 330 urnas em escolas públicas municipais, estaduais e entidades)
    Os eleitores terão que responder a seguinte pergunta:
    “Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02/01/2002, devem também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só?”
    ( ) sim ( ) não. (A ordem das respostas será sorteada pelo TRE)
    Fortunati diz que “Não” faz voltar lei anterior
    O vice-prefeito José Fortunati, que coordena a Consulta Popular sobre as construções no Pontal do Melo, na Orla do Guaíba, acredita que a questão de permitir ou não prédios residenciais é a única novidade da lei aprovada em março. “Se a população votar não, vai voltar a valer a lei anterior”, disse ele ao JÁ.
    A lei anterior é a LC 470, de 2002, que limita em 12,5 m. a altura dos edifícios naquela área. Na visão de Fortunati, as duas leis não se excluem, mas se complementam. “Como não foram aprovadas novas diretrizes, se o residencial não for aprovado, permanecem as diretrizes anteriores, da LC 270”, afirmou.
    O entendimento do vice-prefeito não é uma unanimidade. Segundo o Instituto dos Arquitetos do Brasil/RS, tudo é impreciso em relação ao “Pontal do Estaleiro”. Para começar não há um projeto, mas um estudo arquitetônico, mais para fins de promoção e divulgação.
    Quando houver um projeto, os Estudos de Viabilidade Urbanística vão definir as dimensões precisas para as construções no terreno.
    Há evidências, porém. de que os limites não estarão muito longe do que foi propugnado pelo arquiteto Jorge Debiagi – seis edifícios de 14 andares, num total de 60 mil metros quadrados de área construída.
    A altura limite, por exemplo não está explícita na lei, mas as diretrizes, previamente aprovadas pela Cauge*, já contemplam a possibilidade de até 43 metros de altura (14 andares) no local.
    A Consulta Popular está marcada para o dia 23 de agosto. Como o empreendedor já declarou publicamente que não pretende fazer prédios residenciais no projeto, a consulta pode valer como um posicionamento da população em relação à toda Orla.

  • Ex-restaurante Gringo´s a caminho de virar estacionamento

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    Em breve os prédios do antigo sindicato dos rodoviários e da pizzaria e churrascaria Gringo´s, na avenida Venâncio Aires, deverão dar lugar a um estacionamento. A obra é uma iniciativa de um grupo de empresários donos dos restaurantes Cirillo, Bar do Beto e Porto Dez e deve ficar pronta até o fim de junho.
    A idéia é manter a fachada da ex-pizzaria e estender a área aberta do Bar do Beto, além de criar um espaço para que os freqüentadores dos restaurantes possam deixar seus carros. Segundo Nestor Montana, um dos responsáveis pela obra, um arquiteto ainda está avaliando a possibilidade de manter a estrutura dos prédios. O Gringos já perdeu o piso e o telhado – as paredes não devem passar dessa semana.

  • Uruguai quer viabilizar transporte de cargas pela Lagoa Mirim

    O Superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, esteve nesta quinta-feira (28), na cidade de Rio Branco, no Uruguai, para discutir a implantação de um terminal lacustre para transportar cargas do Nordeste do Uruguai até o Porto do Rio Grande através do rio Taquari/Lagoa Mirim/São Gonçalo/lagoa dos Patos.
    Na ocasião, Branco foi recebido pelo intendente de Cerro Largo, Ambrosio Barreiro, e pelo presidente da empresa uruguaia Fadisol (investidora do novo porto), Carlos Foderé. A visita ainda contou com representantes do operador portuário com sede em Rio Grande, Sampayo Nickhorn.
    O projeto encabeçado pela empresa Fadisol, aliada a um consórcio de empresas, prevê a instalação nas margens do Rio Tacuari, em uma área de sua propriedade no departamento de Cerro Largo (20 Km ao Sul de Rio Branco), um terminal lacustre com um cais de 200 metros para receber barcaças. A previsão é que em 2010 a estrutura esteja pronta para operar. A idéia inicialmente é escoar as cargas da região que é produtora de grãos, tendo essas como destino os mercados mundiais e brasileiro. Como carga de retorno, existe a possibilidade do transporte de fertilizantes, produzidos em Rio Grande. Atualmente a Fadisol realiza operações no terminal da Tergrasa no porto rio-grandino, encaminhando a carga via rodovia.
    Durante a reunião, além dos dados do projeto, foi exposto pelo intendente os procedimentos que serão adotados para a viabilização do terminal, como a pavimentação dos acessos a nova estrutura. Do governo brasileiro o intendente solicita o apoio para a realização da dragagem na ligação entre a lagoa Mirim e o canal São Gonçalo que sofre com o processo de assoreamento que prejudica a navegação. Excluindo-se essa área conhecida como Sangradouro, o restante da lagoa, assim como do canal, apresentam calado de 2,5 metros, compatível com a profundidade necessária para viabilizar o transporte de cargas pela hidrovia.
    Com o novo terminal, os departamentos uruguaios de Trinta e Três e de Cerro Largo, ribeirinhos a Lagoa Mirim, assim como os departamentos vizinhos, de Rivera e de Tacuarembó, tem todas as condições para beneficiarem-se desse modal de transporte. Além de mais barato do que seu concorrente rodoviário, a hidrovia da Lagoa Mirim oferece a esses departamentos a alternativa de utilizar o Porto do Rio Grande, para suas ligações com o comércio mundial e também através do sistema Lagoa Mirim/Lagoa dos Patos/Bacia do Jacuí, atender ao mercado brasileiro, por meio dos portos de Porto Alegre e Estrela.
    De acordo com o presidente da Fadisol, empresa que atua na área de logística e gerencia terminais portuários do Uruguai, Carlos Foderé, o novo terminal irá agilizar o escoamento das cargas do Nordeste do Uruguai diminuindo custos. “Atualmente temos que percorrer até 600 km de rodovia com a carga para escoá-la através do porto de Nueva Palmira. Com a viabilização do terminal no rio Taquari teremos que percorrer no máximo 120 km de rodovia, além disso, ele contará com uma estrutura para secagem, limpeza e armazenagem de grãos. Ainda tem a vantagem do calado do porto gaúcho que é de 40 pés e tende a aumentar, contra a profundidade de 32 pés do porto de Nueva Palmira”, disse Foderé.