Autor: Elmar Bones

  • Cinco gatinhos em perigo

    O telefone tocou insistentemente na redação. Eram moradores de um edifício da rua Paisandu querendo que alguém vá resgatar cinco gatinhos – é a tão perseguida interatividade do leitor com o seu jornal favorito.

    Nossa reportagem foi lá. Deu pra constatar que alguém sem coração anda por aí. Alguém com coragem para abandonar cinco gatinhos no meio de um monte de lajotas frias no estacionamento do edifício 305 da rua Paisandu, no Partenon.
    Os bichos estão lá desde que nasceram, quase no início de maio. Veio o frio, e os cinco gatinhos ali, aninhados em si mesmos, entre as pedras. Foi a empregada de um morador que descobriu a ninhada – ouviu o choro e mandou o patrão, seu Erno, conferir.
    Em todos estes dias desde a descoberta da ninhada poucos viram a mãe dos bichanos: a velha gata mãe deles é uma vadia que aparece de vez em quando pra lhes oferecer as tetas. Bem ou mal, não dá pra dizer que eles estejam abandonados, porque estão gordinhos.
    Seu Erno botou apenas um pedaço de pano branco do tamanho de um guardanapo para que eles fiquem em cima. A filha dele se condoeu dos bichinhos e apenas uma vez em 15 dias levou pra eles um pires de leite – sua única refeição humana neste início de vida.
    Nossa repórter não conseguiu apurar o sexo dos gatinhos – não foi possível levantar nenhum deles pra saber se tinha pipi. Ela notou as cores. Um é branco, outro é preto, dois malhados cinza com preto e o último é cinza.
    Na visita da nossa repórter hoje à tarde deu para notar que o branquinho não se mistura com os irmãos – e os quatro, mais espertos, se encostam uns nos outros pra ganhar calor.
    Um depoimento sobre a mãe, dada pelos moradores do prédio: ninguém conhece a gata pessoalmente. Sabem que ela é arisca, que rola pelos muros da redondeza em busca de comida. O pai, ninguém sabe quem é.
    Os gatinhos parecem gostar de ficar atrás das pedras – pra tirar uma foto deles foi preciso meter a mão no buraco.
    Seu Erno quer que alguém de alguma entidade defensora de animais passe por lá e recolha a bicharada, antes que a vizinhança de canse deles e jogue tudo na calçada pro caminhão do lixo. (Com reportagem de Daniela de Bem)

  • Morre José Onofre

    Morreu na tarde desta terça feira por volta das 14 horas o jornalista José Onofre, de 66 anos. Ele estava há 45 dias no Hospital São Francisco da Santa Casa de Porto Alegre após sofrer uma crise decorrente da diabetes. A situação se agravou em abril, quando Onofre teve uma parada cardiorespiratória. Desde então, ele era mantido sob observação.
    O corpo está sendo velado na capela 8 do cemitério João XXIII. O enterro será às 15 horas da quarta feira,20.

  • As santas da creche Santa Terezinha

    Por Ana Lúcia Mohr
    Quem passa na frente da Creche Santa Terezinha, na Avenida Venâncio Aires, não pode imaginar que ela surgiu como um local para as empregadas domésticas deixarem seus filhos. E muito menos que isto aconteceu há 31 anos.
    A Santa Terezinha foi criada pela Fundação CAPED (Centro Arquidiocesano de Promoção da Empregada Doméstica), em 1978, que até hoje a mantém com a ajuda das mães (as que podem pagam uma mensalidade de 90 reais, as demais não pagam), as senhoras Amigas da Creche, Sesc Mesa Brasil, Banco de Alimentos e doadores anônimos.
    Funcionando inicialmente na Ramiro Barcelos, em maio de 1985 mudou-se para sede atual, adquirida pelo Governo do Estado e pela organização de Ajuda Miseror do Episcopado da Alemanha. Ali funcionam o CAPED e a Creche.
    Em 1988, porém, com a nova constituição, o estatuto teve de ser modificado. Com a proibição da diferenciação, o atendimento passou a ser universal para crianças oriundas de famílias de baixa renda.
    Administrada exclusivamente por professoras aposentadas (todas voluntárias, as quais, além de tudo, arcam com pequenas despesas), a creche funciona somente com 7 funcionários pagos: as 5 atendentes, a cozinheira e a copeira; os outros são todos voluntários.

    A entidade possui um amplo espaço físico com profissionais qualificados para atender 60 alunos de 3 anos e meio a 6 anos das 8 às 17h, cujas mães trabalham, em sua maioria, como empregadas domésticas ou no comércio. As turmas são de 15 alunos e vão do Maternal 1 ao Jardim 2, como explica Estela Lopes Testa, que há dez anos é voluntária.
    As crianças recebem atendimento especializado: nas segundas-feiras, têm aulas de Educação Física com estagiários da PUCRS, nas sextas, de música, com um professor. Também há acompanhamento médico e odontológico. Sempre que dá, as crianças da Santa Terezinha são levadas para passear. No dia 12 de maio, na semana de aniversário da creche, por exemplo, as crianças do Jardins 1 e 2 foram levadas ao teatro.
    Segundo Estela, a comunidade ajuda bastante, “a gente não tem do que reclamar”. Tanto é que conseguem fornecer quatro refeições diárias, “alimentos não faltam nunca”, conta Estela. Já a doação de brinquedos costuma ser maior que a demanda. Quando isso acontece, eles são doados para uma creche da Ilha da Pintada, “pobre tem que ser solidário”, brinca a secretária. A única dificuldade enfrentada pelas administradoras é pagar funcionários na data correta. Apesar disso, segundo Estela, o pagamento nunca foi atrasado.

  • Entidades pedem posse de diretor eleito há oito meses

    Oito meses depois de iniciado o processo para eleger o diretor técnico da Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepam), o eleito para o cargo, Flávio Wiegand, ainda não foi empossado.
    A demora levou à Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS (APEDeMA) a enviar ofício à Fepam, exigindo o comprimento da nomeação, de acordo com a lei.
    A APEDeMA entende que “a eleição autônoma do diretor técnico pelos servidores é uma das principais conquistas democráticas da Política Ambiental em nosso Estado. O processo garante que o licenciamento ambiental e demais atividades da Fundação procedam de forma independente aos interesses políticos do governo, ao contrário do que vem ocorrendo na hipótese de ser ele indicado pela governadora. Por esses motivos, as entidades ambientais requerem a pronta nomeação de Flávio Wiegand”.

  • Stora Enso acelera projeto de celulose no Uruguai

    Dois gigantes do setor florestal – a sueco-finlandesa Stora Enso e a latinoamericana Arauco – anunciaram nesta segunda feira a compra de todos os ativos da española Ence, no Uruguay.
    O negócio, de 343 milhões de dólares, envolve 130 mil hectares de terra, plantações, uma área industrial e outras operações da Ence no país.
    As duas empresas compradoras já eram proprietárias de grandes extensões no Uruguai: a Stora Enso tinha 74 mil hectares, a Arauco 39 mil hectáres. Agora, as duas juntas ficarão com 255 mil hectares no país.
    Desse total, 123 mil hectares já estão plantados, o que assegura a matéria prima necessaria para a planta de celulosa de classe mundial (um milhão de toneladas/ano) que as duas empresas pretendem construir em conjunto no Uruguai.
    A Stora Enso, que opera em 35 paises e faturou 11 bilhões de euros em 2008, tem um projeto semelhante no Rio Grande do Sul, também iniciado em 2005, mas retardado, inicialmente, por dificuldades na compra de terras nas zonas de fronteira. Hoje, com 20 mil hectares plantados apenas, está suspenso em função da crise internacional.
    O negócio agora anunciado acelera o projeto no Uruguai, uma vez que a planta da Ence já tem até licença ambiental.

  • Kira Maria Zanol: em memória de uma apaixonada por Porto Alegre

    Por Bruno Cobalchini Mattos
    Dona Kira morreu de câncer dia 4. Apesar de ter nascido em Caxias, era em Porto Alegre que ela se sentia em casa. Ao longo dos mais de 30 anos em que morou na Cidade Baixa, Kira criou laços profundos de amizade com o bairro. Em 2005, quando se aposentou, assumiu a vice-presidência da Associação de Moradores do Cidade Baixa.
    Como representante do órgão, apoiou diversas causas sociais e ambientais, grande parte delas relacionada à saúde e ao planejamento urbano. Uma das principais conquistas da ativista à frente da ACMBC foi a restrição do horário em que os bares da Cidade Baixa podem colocar mesas nas calçadas. Com a definição da meia noite como limite, as noites ficaram mais tranqüilas para os moradores do bairro.
    Mais velha de quatro irmãos, Kira Maria Rocha Zanol veio para a cidade ainda adolescente com o intuito de cursar Matemática na UFRGS. Quando seu pai se aposentou, alguns anos depois, também se mudou para a capital, trazendo junto a mulher e os outros filhos. A família voltou a viver sob o mesmo teto em uma casa na Lima e Silva, na Cidade Baixa. Com o tempo, os irmãos tomaram diferentes rumos. Kira permaneceu no bairro. Com grande participação na vida política da comunidade, passou ali a maior parte de seus 59 anos.
    Formada em matemática e em engenharia civil, Kira é mestre em Contaminação Ambiental pela Universidade Politecnica de Madrid. De volta ao Brasil, fez carreira na Secretaria do Planejamento Municipal de Porto Alegre, onde ficaria até se aposentar, em 2005.
    Depois da morte de seu pai, com os três irmãos morando fora do estado, Kira ficou responsável por cuidar de sua mãe, Noemy. Porque não dava conta de todo o trabalho sozinha, era auxiliada por uma jovem chamada Carmen. Carminha, como era conhecida na família, veio do interior da Paraíba indicada por Kátia Zanol, irmã da engenheira. Kira, que era solteira, se apegou muito a garota. No hospital, a apresentava para as enfermeiras como sendo sua filha.
    Noemy faleceu cerca de dois anos atrás, pouco tempo depois da filha ser diagnosticada com câncer. Carminha, que havia concluído seus estudos, passou em um concurso público e, por coincidência, foi chamada para trabalhar em Caxias do Sul, onde mora até hoje. Depois disso, Kira passou a morar acompanhada apenas por Lolita, uma pequena cadela que, segundo os familiares, considerava uma de suas melhores amigas. Os cuidados eram tantos que o animal recebia até mesmo sessões de acupuntura.
    Keti e Kátia Zanol lembram da irmã como uma batalhadora.“Em momento algum ela perguntou pro médico se ia morrer, nem quanto tempo tinha de vida. Quando ela soube que o tipo de câncer que tinha era forte, mas que respondia bem à quimioterapia, isso foi o suficiente pra ela. Dali em diante ela se dedicou completamente ao tratamento”, conta Kátia.
    No inicio de 2007, os médicos deram para Kira três meses de vida. Ela sobreviveu mais de dois anos. Kátia afirma que, exceto na última semana de vida, a irmã nunca achou que fosse morrer por causa do câncer. Tanto é que trocou de carro em fevereiro, aproveitando a baixa dos preços. Uma semana antes de morrer, comprou um armário novo para guardar seus discos de vinil. O móvel foi entregue em seu apartamento no dia seguinte ao velório.
    Marco Antônio de Souza, presidente da ACMCB há mais de dez anos, foi quem convidou Kira para trabalhar na entidade. “Era uma pessoa de energia incrível, com facilidade expressiva. E muito persistente. Até quando a mãe andava em cadeira de rodas, distribuía panfletos na rua com ela sentada do lado”, disse. Apesar da piora do seu estado de saúde, foi preciso que as irmãs brigassem com ela para que se afastasse um pouco das atividades comunitárias.
    A casa da na Lima e Silva era cercada por cafés e bares e, por causa de sua doença, Kira precisava de silêncio e repouso. Por causa disso, em outubro do ano passado, acabou se mudando para um apartamento no bairro Rio Branco. Ainda assim, continuou contribuindo para a ACMCB como assessora até o dia de sua internação.
    A engenheira era uma grande conhecedora do plano diretor de Porto Alegre. Foi representante do Cidade Baixa no Fórum Regional de Planejamento, responsável pelo controle ambiental do processo de urbanização da cidade. Nestor Nadruz, arquiteto integrante do movimento Porto Alegre Vive, comenta que Kira teve um papel importantíssimo nessas questões. “Ela tinha um grande conhecimento técnico. É uma pena perder uma pessoa tão responsável e disposta”.
    Kira atuou ainda junto à Promotoria de Justiça em Defesa do Meio Ambiente, lutando em defesa da preservação da orla do Guaíba e contra projetos como o do Pontal do Estaleiro. Finalmente, auxiliou na constituição do plano diretor de alguns municípios da região metropolitana de Porto Alegre, que ainda se orientavam pelo estatuto da cidade.
    Um dia antes da morte de Kira, no dia três, foi votada na Câmara a revogação da lei das mesas nas calçadas. A proposta, de autoria do vereador Alceu Brasinha (PTB), visava estender o horário de permissão nos fins de semana até as duas da manhã. A pressão dos moradores da região conseguiu fazer com que o projeto fosse negado. Internada em estado gravíssimo, Kira não chegou a ser informada. Naquele fim de semana, por causa de uma das moradoras mais apaixonadas que já passou pelo bairro, a Cidade Baixa ficou em silêncio.

  • PONTAL DO ESTALEIRO (7) Consulta Popular divide movimento comunitário

    A consulta popular, embutida na lei aprovada pela Câmara, para viabilizar o projeto “Pontal do Estaleiro”, ainda está indefinida. Não tem data, nem se sabe o que vai ser perguntado. Mas já divide o movimento comunitário de defesa da Orla do Guaíba.
    Desde as primeiras reuniões, depois que Fogaça sancionou a “lei do Pontal”, ficou clara a divisão entre os grupos de moradores que se mobilizaram para debater o projeto.
    Uns querem o boicote à consulta popular, na forma como foi aprovada pela Câmara.
    Outros querem votar pelo “Não”, embora ainda não se saiba o que exatamente vai ser perguntado na Consulta Popular, em agosto.
    A intenção do prefeito, expressa no texto que ele enviou à Câmara, era submeter todo o projeto ao referendo popular. Mas no dia da votação, uma emenda do líder do governo municipal, transformou o referendo em “consulta pública”, restrita aos prédios residenciais. Pode ou não pode construir prédio residencial naquela área, é a pergunta que ficou implícita?
    Dias depois da aprovação da lei, o empreendedor remeteu uma carta ao prefeito comunicando sua decisão de desistir de incluir prédios residenciais no projeto. Deixou sem sentido a pergunta que consulta vai fazer.
    Para os que defendem o boicote e denunciam a votação como “farsa”, a emenda sobre a consulta popular deslocou o foco da discussão que é: “Permitir ou não espigões na Orla?”. Do jeito que ficou, votar “Não” na consulta significará aprovar a construção de prédios comerciais, sem questionar a sua altura e sem discutir as diretrizes já aprovadas pela Cauge que permitem 43 metros (14 andares) de altura no terreno do Pontal.
    Os que são a favor da participação acreditam que o “Não” significará um retorno as regras de lei anterior, a 470, de 2002, que permitia até 12,5 metros de altura (quatro andares).
    A radicalização das posições nas últimas reuniões levou ao desânimo e a manifestações de desistência. O arquiteto Nestor Nadruz, coordenador do Fórum de Entidades, acredita que a crise é “momentânea, passageira”. “Estamos diante de uma armação, o desânimo é normal, eu mesmo já pensei em desistir, mas é o futuro de toda a Orla que está em jogo. Temos que lutar”.

  • Campanha para arrecadação de alimentos para acampamento do MST

    O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS está encampando uma campanha que visa a arrecadar alimentos não-perecíveis para acampamento do MST.

    O Acampamento do MST Jair Antonio da Costa, localizado em Nova Santa Rita, parou de receber cestas básicas. Embora os acampados recebam mantimentos de assentamentos da reforma agrária, a demanda por alimentos está sendo suprida com dificuldade. Por isso, o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS abraçou uma campanha que visa a arrecadar alimentos não-perecíveis. Nesta semana, após a audiência pública de conciliação entre o MST, INCRA e MPF de Canoas, mais 50 famílias – que antes ocupavam uma área defrote à Fazenda Granja Nenê, também em Nova Santa Rita – se agregaram ao acampamento, o que agravou a situação. Agora totalizam cerca de 400 famílias acampadas ali.

    Haverá um posto de recolhimento dos alimentos não-perecíveis no DCE da UFRGS nos campi da Saúde (Ramiro Barcelos, s/ nº, atrás da Farmácia Popular) e do Centro (Av. João Pessoa, 41, ao lado do Restaurante Universitário). Em nota, a Secretaria de Movimentos Sociais DCE-UFRGS e o Grupo de Apoio à Reforma Agrária (GARRA) afirmam que “acima de possíveis divergências que possam haver com o movimento, este é um momento crítico de solidariedade”. Mais informações podem ser obtidas através dos fones 3308 4032 ou 3308 4205.

  • Manifestantes pedem impeachment de Yeda

    Por Paula Bianca Bianchi
    A chuva atrapalhou, mas não impediu a realização de um ato pelo impeachment da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, hoje pela manhã em Porto Alegre. Coordenada pelo CPERS, a manifestação reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e foi motivada pelas recentes denúncias publicadas contra Yeda na revista Veja.
    Armados de guarda-chuvas os manifestantes, em sua maioria professores, servidores públicos e estudantes, subiram a Borges de Medeiros em direção ao Palácio do Piratini gritando as palavras de ordem, “ai, ai, ai. Empurra Yeda que ela cai!”. Eles pediam a investigação das denúncias de corrupção e o impeachment imediato da governadora.
    “Uma governadora sob suspeita não tem legitimidade para continuar no cargo”, afirmou a presidente do CPERS, Rejane de Oliveira. O sindicato argumenta que a saída de Yeda é necessária para dar lisura à investigação.
    A manifestação, que começou às 10h30 e durou cerca de uma hora e meia, resultou também em um “calendário de jornadas”, como explica a estudante Ana Paula Madruga, do DCE da UFRGS. “Essa é uma forma de evitar que a investigação seja deixada de lado”, lembra Ana Paula. A idéia é que uma série de ações contra a governadora sejam realizadas na cidade nas próximas semanas.
    Yeda e integrantes de seu governo são acusados de desvio de dinheiro no Detran-RS, fraude em licitações, além de caixa dois na campanha eleitoral de 2006. O governo não se posicionou sobre a manifestação.
    Ao final do ato, os estudantes ocuparam a Assembléia Legislativa e foram recebidos pelo presidente da casa, Ivan Pavan (PT). Ele prometeu pressionar o governo pela abertura de uma CPI para investigar o caso. Até o momento o PT conseguiu dez, das 19 assinaturas necessárias para dar início a comissão.

  • Vacinação contra gripe é prorrogada

    Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
    A campanha de vacinação contra a gripe foi novamente prorrogada pelo Ministério da Saúde, agora até o dia 29. Todos os postos da Capital estenderão o prazo de vacinação para buscar atingir a meta de imunizar 163.920 pessoas acima de 60 anos, 80% da população estimada de idosos em Porto Alegre. Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vacinou 98.637 idosos, que representa 48,14% da meta.
    Além de proteger contra a gripe, a vacina reduz em 70% as internações por pneumonias e outras complicações causadas pelo vírus Influenza. Em casos de pneumonias, diminui em 80% a mortalidade.
    Confira os pontos de vacinação em Porto Alegre:
    UBS Tristeza – Av. Wenceslau Escobar, 2442
    UBS Camaquã – R. Prof. João Pitta Pinheiro, 176
    UBS Glória – Av. Oscar Pereira, 3229
    CS Vila dos Comerciários – R. Monteiro Lobato, 151
    CS IAPI – R. Três de Abril, 90
    CS Navegantes – Av. Presidente Roosevelt, 5
    UBS Assis Brasil – Av. Assis Brasil, 6615
    UBS Rubem Berta – R. Wolfram Metzler, 675
    UBS Panorama – Estrada João de Oliveira Remião, 6505
    ESF Lomba do Pinheiro – R. João de Oliveira Remião, 5120
    UBS São Jose – Rua Dona Íris esquina Frei Clemente
    ESF Ernesto Araújo – Rua Ernesto Araújo, 443
    UBS Morro Santana – Rua Marieta Menna Barreto, 210
    CS Bom Jesus – R. Bom Jesus, 410
    UBS Restinga – Rua da Abolição, 850
    UBS Belém Novo – R. Florêncio Faria, 195
    H.M. I. Presidente Vargas – Av. Independência, 661
    Policlinica Militar – Av João Pessoa, 567
    CS Modelo – R. Jerônimo de Ornelas, 55
    CGVS – Av. Padre Cacique, 372
    UBS Conceição – R Álvares Cabral, 490
    UBS Jardim Leopoldina – R Orlando Aita, 130
    UBS Coinma – R. República do Peru, 410
    UBS Sesc – R. Ernesto Pelanda, 830
    UBS Floresta – R Conselheiro DÁvila, 111
    UBS Costa e Silva – R Dante Ângelo Pilla, 365
    Fonte: Prefeitura de Porto Alegre