Por Thiago Piccoli
O clássico da ficção científica ganhou nova roupagem, com imagens impressionantes, mas não agradou a crítica. O filme conta a história de um alienígena chamado Klaatu que assume o corpo de um humano no intuito de avisar a terra sobre um possível ataque. Vendo que não vai ser nada fácil essa missão ele deixa sua nave sob os cuidados de seu robo Gort e tenta reunir os líderes científicos (já que isso não funcionou com os líderes políticos). Mas o pior de tudo é que ele não contava com a ignorância do povo terrestre. Inevitavelmente comparado a versão de Robert Wise, de 1951, a película dirigida por Scott Derrickson é forte sugestão ao prêmio “Framboesa de Ouro” de Pior Filme, segundo o tablóide Rope of Silicon. Muitos temas ficaram questionáveis, incluindo uma suposta tese de que o material Silicone seria a composição da vida. Também há erros geográficos notáveis, e uma pequena gafe de produção: na cena onde uma porta de elevador se abre para Klaatu (Keanu Reeves) sair da casamata, a câmera pode ser vista. O filme também tem sido comparado às grandes produções “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”.
Ficha Técnica:
Título Original: The Day The Earth Stood Still
Atores: Keanu Reeves, Jennifer Connelly, John Cleese, Kathy Bates e Kyle Chandler
Direção: Scott Derrickson
Fotografia: David Tattersall
Roteiro: David Scarpa
Ano: 2008
País: EUA
Duração: 103 min
Classificação: 12 anos
Info: www.odiaemqueaterraparou.com.br
Confira as salas e horários:
GNC Praia de Belas 3
Sexta, Sábado e Domingo – 13h30, 15h40, 17h50, 20h, 22h10
Segunda a Quinta – 13h30, 15h40, 17h50, 20h, 22h10
Cinemark Bourbon Ipiranga 3
Sexta, Sábado e Domingo – 12h15, 14h40, 16h55, 19h35, 22h (Sexta e sábado também 0h30)
Segunda a Quinta – 12h15, 14h40, 16h55, 19h35, 22h
Cinemark Bourbon Ipiranga 7
Sexta, Sábado e Domingo – 13h05, 15h25, 17h45, 20h05, 22h25
Segunda a Quinta13h05, 15h25, 17h45, 20h05, 22h25
Cinesystem 2
Sexta, Sábado e Domingo – 13h20, 15h30, 17h40, 19h55, 22h15
Segunda a Quinta – 13h20, 15h30, 17h40, 19h55, 22h15
Arcoíris Rua da Praia 2
Sexta, Sábado e Domingo – 14h10, 16h10, 18h10, 20h10
Segunda a Quinta – 14h10, 16h10, 18h10, 20h10
Unibanco Arteplex 4
Sexta, Sábado e Domingo – 13h, 15h10, 17h20, 19h30, 21h50; Sábado também à 00h
Segunda a Quinta – 13h, 15h10, 17h20, 19h30, 21h50
Arcoíris Bourbon 2
Sexta, Sábado e Domingo – 14h40, 17h, 19h10, 21h20
Segunda a Quinta – 14h40, 17h, 19h10, 21h20
GNC Lindóia 1
Sexta, Sábado e Domingo – 15h, 17h10, 19h20, 21h30
Segunda a Quinta – 15h, 17h10, 19h20, 21h30
GNC Moinhos 4
Sexta, Sábado e Domingo – 15h, 17h30, 19h45, 22h
Segunda a Quinta – 15h, 17h30, 19h45, 22h
Cinemark BarraShoppingSul 2
Sexta, Sábado e Domingo – 20h05, 22h30
Segunda a Quinta – 20h05, 22h30
Cinemark BarraShoppingSul 3
Sexta, Sábado e Domingo – 12h50, 15h15, 17h40, 20h05, 22h30
Segunda a Quinta – 12h50, 15h15, 17h40, 20h05, 22h30
Autor: Elmar Bones
Refilmagem de "O Dia em que a Terra Parou" estréia hoje na capital
Connelly e Reaves: Escassez criativa em Hollywood Scott Derrickson assina a direção na refilmagem do clássico de Robert Wise (Foto: Lina Darkly / Flickr) Justiça Federal investiga RBS
O Grupo RBS é réu em ação civil pública na Justiça Federal.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina, em dezembro, para anular a compra do jornal A Notícia, de Joinville (SC), feita em 2006. Também figuram como réus no processo o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o Ministério das Comunicações, acusados de conivência.
Segundo Celso Tres, procurador da República em Santa Catarina encarregado do inquérito, o objetivo da ação é “combater o oligopólio do Grupo RBS no RS e SC”.
O MPF pediu que a Justiça, além de anular a compra do jornal joinvillense, determine ao Grupo RBS a diminuição do número de emissoras da empresa nos dois estados. “Isto é um escândalo, em SC não existe nenhum jornal de expressão que não pertença ao Grupo RBS”, disse o procurador.
Os empresários citados no processo são Nelson Sirotsky, dono da RBS, e Moacir Tomazi, ex-controlador de A Notícia.
O Cade virou réu por permitir que o grupo RBS comprasse o jornal – é atribuição do conselho impedir que empresas de um determinado setor façam aquisições com o objetivo de conseguir monopólio.
O Ministério das Comunicações porque concedeu à RBS a compra de várias emissoras por pessoas da mesma família. “Existe conivência do poder público, por meio do Ministério das Comunicações, que deveria fazer valer a limitação de apenas duas emissoras por estado”, disse o procurador.
Tres afirmou que embora as emissoras da RBS estejam em nomes de pessoas diferentes, todas pertencem a uma só família. “Se elas têm a mesma programação, são do mesmo grupo. Não teria sentido proibir que alguém seja proprietário de mais de dois meios de comunicação e permitir que esse meio de comunicação transmita a mesma programação e tenha a mesma linha editorial. É uma fraude clara ao objetivo da lei, que é o de evitar a concentração”.
Celso Tres apontou no inquérito que a RBS tem 18 emissoras de televisão, dezenas de estações de rádio e uma dezena de jornais. “Um veículo catapulta o outro; isso é muito mais grave do que ter um oligopólio de chocolate, cerveja ou de telefonia celular, porque estamos lidando com a essência do Estado democrático, ou seja, o direito à informação.”
O procurador acusa a RBS de “tentar dizimar a concorrência fazendo uso da prática de dumping. Na Grande Florianópolis eles lançaram o jornal A Hora a R$ 0,25, um valor muito abaixo do custo, para quebrar o concorrente Notícias do Sul.” Uma força-tarefa de quatro promotores de Justiça levou dois anos para finalizar o processo.Yeda muda secretariado pensando em 2010
Por Elmar Bones
“A saída de Aod deflagra mudanças no Piratini”. A manchete em Zero Hora não podia ser mais cautelosa. Tirou o foco do fato novo, inusitado e jogou para “mudanças no Piratini”. Um fato concreto, surpreendente, uma bomba – tem seu impacto diluído por imprecisas “mudanças no Piratini”.
Não foi diferente com os outros jornais de Porto Alegre. Todos trataram mais ou menos oficiosamente a bomba política do ano – a demissão do secretário da Fazenda, Aod Cunha, o homem mais importante do governo estadual. Até o experiente senador Pedro Simon se espantou: “O Aod saiu do governo? Se não estivesse sentado eu caia”, disse ele quando soube. A mídia, porém, preferiu não dar maior importância.
No entanto, o que a saída de Aod Cunha deflagra é um novo governo Yeda Crusius. As especulações nos jornais dizem que a governadora cede à base aliada, de olho na eleição de 2010. É mais provavel que ela esteja cedendo ao seu projeto de reeleição.
A anunciada saida de Marisa Abreu, da secretaria de Educação vai no mesmo sentido – o governo recua do embate com as corporações, em nome do ajuste fiscal. A nomeação de Ricardo Englert, o interino que pode ficar permanente no lugar de Aod, é outro indicativo
Ainda está para ser feita uma avaliação criteriosa do alcance do ajuste obtido por Aod Cunha. Mas uma coisa é certa: é apenas um começo favorecido por circunstâncias que se alteraram radicalmente. Um resultado primário foi alcançado muitas vezes por governos anteriores. Mas não tinham sustentação. Não havia um ajuste, havia o início de um ajuste que logo era abandonado porque havia uma eleição ali na frente.
O que Aod conseguiu se deveu a dois fatores: aumento da arrecadação e contenção dos gastos. O aumento excepcional da receita decorreu do crescimento da economia, basicamente. A contenção, ainda que se limitasse ao custeio, respondeu pelo resultado primário alcançado em 2008: R$ 300 milhões.
O controle dos gastos seria, numa conjuntura incerta, talvez a única variável ao alcance do secretário para não deixar desandar o ajuste precariamente conseguido.
Se houver a crise prevista, a arrecadação de impostos vai cair, talvez mais do que a economia porque a tendência nessas circunstâncias é aumentar a sonegação.
A saída do secretário da Fazenda indica que a governadora se rendeu à velha fórmula da política tradicional: dois anos para mostrar serviço, dois anos para colher dividendos. E, então, todo o resultado obtido com enorme sacrifício da sociedade é jogado num projeto político.
Nos últimos trinta anos todos foram mais ou menos por este caminho. A consequência para o Estado é conhecida: uma dívida impagável, um orçamento que não cobre as depesas básicas, um corpo funcional inchado e descontente, serviços públicos cada vez piores.
O consolo é que até agora nenhum conseguiu fazer o sucessor ou se reeleger.Brasília e o bom trato com os policiais
Por Wanderley Soares
Enquanto os policiais gaúchos sonham com a equiparação salarial com os seus colegas de Brasília, lá no Planalto vantagens maiores ainda são silenciosamente encaminhadas. Agora, a Câmara analisa o Projeto de Lei 4160/08, do deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que prevê promoção automática, para a classe ou posto imediatamente superior, quando os policiais, civis e militares, do Distrito Federal passarem para a reserva ou inatividade. O benefício, que já é concedido aos militares das Forças Armadas, seria estendido também às carreiras da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
Segundo a proposta, os proventos da inatividade civil ou militar serão revistos nos mesmos índices e nas mesmas datas das revisões das remunerações dos servidores em atividade. De acordo com, as estatísticas demonstram que a expectativa de vida desses profissionais está muito abaixo da dos demais servidores públicos. “Policiais e bombeiros exercem atividades de risco que provocam grande estresse em seu cotidiano. Por isso, a expectativa de vida entre esses profissionais não ultrapassa a faixa de 54 anos, enquanto, para os servidores comuns, ela passa dos 70 anos”, garante. A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com isso, constata-se que os policiais do RS, que recebem os mais baixos salários do país, não são de carne e osso como os de Brasília.
Susepe (1)
A Susepe está disponibilizando para os empresários do RS uma central de informações, junto ao DTP (Departamento de Tratamento Penal), para esclarecimentos sobre os PACs (Protocolos de Ações Conjuntas). Os empresários que contratarem apenados não terão nenhum encargo trabalhista e social, não descontam PIS, Cofins, não há pagamento de férias, 13º salário e também não há despesas com rescisão contratual. O sistema prisional do RS têm hoje 156 PACs, com um total de 2.060 presos trabalhando. Os empresários que precisarem de mais informações, podem entrar em contato com a Divisão de Trabalho Prisional da Susepe, pelo telefone/fax (51) 3288.7304 ou e-mail trabalhoprisional@susepe.rs.gov.br.
Susepe (2)
A Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), através do Dsep (Departamento de Segurança e Execuções Penais) está criando um espaço para os servidores inativos, oportunizando encontros, retomando vínculos, trocando informações e orientará na renovação da carteira funcional, procedimentos para a aquisição de armas de fogo, concessão de registro de arma nova, renovação de registro e transferência junto ao IGP e Polícia Federal. O Dsep está à disposição dos inativos através do e-mail dsepe@susepe.rs.gov.br e no telefone (51) 3288.7226.
Tiroteio
Uma mulher de 62 anos foi presa, ontem, por porte ilegal de arma no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. Ela estava sentada na frente de casa portando um revólver calibre 38. A Brigada Militar foi chamada por causa de um tiroteio entre gangues em um ponto de venda de drogas e prendeu a mulher que estria dando cobertura para o seu filho, Rodrigo de Assis Medeiros, de 27 anos. Ao ver a mãe ser rendida e algemada, Rodrigo abriu fogo contra os policiais e acabou morto durante o enfrentamento.
Homicídios
O RS teve um assassinato a cada cinco horas em 2008, num toal de 1.641 casos, o que corresponde a um aumento de 4% em relação a 2007. O balanço foi publicado no site da Secretaria Estadual da Administração Pública. Dos dez municípios que registraram mais ocorrências, sete estão na Região Metropolitana de Porto Alegre. Houve aumento de mortes em Canoas e Viamão e dimuição em Alvorada. A capital aparece em primeiro lugar com 406 homicídios. Outro crime que teve aumento foi o furto de veículos. Três carros foram furtados ou roubados por hora no ano passado.
Diretor
O coronel da Brigada Militar Jarbas Rogério Vanin é o novo diretor do Departamento de Relações Institucionais e Comunitárias da Secretaria da Segurança Pública do RS. Este posto estava vago desde a aposentadoria do coronel Floriovaldo Pereira Damasceno, que foi para a reserva no ano que passou.
Ambiente
Hoje, às 17h, o tenente coronel da Brigada Militar Atamar Cabreira Filho assumirá o Comando Ambiental da Brigada Militar. Cabreira sucede no posto o tenente coronel Ladimir da Silva. A posse será na sede da unidade, na avenida Aparício Borges, 3850.
Assassino
Delegacia de Capturas prendeu, ontem, no centro de Cidreira, um homem de 39 anos acusado de ter assassinado, em Porto Alegre, um casal de irmãos. O crime ocorreu em 04 de dezembro de 2008 na Estrada dos Alpes, 1330, bairro Glória. Nesta data, o homem entrou na casa dos irmãos efetuando vários disparos. Volmir da Silva Ellias, 29 anos, e Joelma, 36 anos, morreram na hora. Uma terceira irmã, Rosângela, 41 anos, foi ferida nas pernas. O motivo do crime teria sido o vazamento de água em uma valeta aberta no chão batido da viela, já que o assassino era vizinho das vítimas.
Wander.cs@terra.com.brEstudo relata impactos da monocultura do eucalipto sobre mulheres do Rio Grande do Sul
Por Carlos Matsubara, Ambiente JÁ
A ONG Amigos da Terra Brasil (NAT) apresentou no dia 19 na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul um estudo que apontou possíveis impactos da monocultura de eucalipto sobre as mulheres.
Entre outros impactos, o estudo de autoria da bióloga e mestre em Educação Ambiental, Cíntia Barenho, relata situação de violência e assédio sexual. Foi relatado que a chegada de trabalhadores incitou formas de assédio sexual, atitudes machistas e sexitas.
“A Aracruz geralmente não contrata funcionário do município, então, os que vêm de fora mexem com as mulheres, não se tem caso de abuso, mas de assédio sexual sim, ficam chamando as mulheres de ‘gostosas’, inclusive no interior, quando as mulheres vão fazer caminhadas, isso acontece cotidianamente,” disse uma agricultora não identificada pelo estudo.
Para Cíntia, esta forma de migração pendular que ocorre, cria uma situação favorável (comunidade “desconhecida”, família não está presente) a tais fatos. As mulheres relataram a bióloga que a presença destes trabalhadores desconhecidos promove medo e insegurança por parte das mulheres e suas famílias. “Anteriormente, se ocorresse qualquer eventualidade era possível contatar algum empregado da estância ou propriedade, porém agora devido aos maciços de eucaliptos, dificilmente encontra-se alguém que possa ajudar”, diz, ao fazer a ressalva que não há casos conhecidos de prostituição.
O estudo que foi feito em parceria com a Friends of the Earth e Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales (WRM), traz ainda relatos como assaltos a propriedades rurais. Conta uma agricultura, que uma prima sua teve a casa assaltada, coincidentemente depois de ter negado vender suas terras para uma empresa de celulose e papel. “Após o assalto ela se sentiu coagida, com medo e resolveu pela venda”, diz Cíntia.
Também em Encruzilhada do Sul, uma residência cercada pelos eucaliptos teria sido assaltada. A família ficou com receio de permanecer por lá e mudou-se para a casa os pais da esposa. Para uma das mulheres entrevistadas, além da presença de homens desconhecidos, também as estradas têm facilitado os roubos (devido a melhoramentos realizados).
Contaminação da terra
Ainda entre os impactos relacionados pelas mulheres, o estudo de caso mostra dificuldades com relação às condições sociais e de sobrevivência diária, como a contaminação do ambiente e de animais devido a utilização de grande quantidade de agroquímicos nas lavouras de eucalipto; a precária situação das estradas rurais devido ao tráfego de veículos pesados; escassez de água; degradação da terra e condições de trabalho são precárias. “Como conseqüência a reforma agrária está neutralizada e o abandono do campo tem se intensificado”, destaca a bióloga.
O estudo contou com a participação de vinte mulheres de movimentos sociais do campo e da cidade que relataram diferentes impactos da silvicultura em suas vidas. As participantes moram em Rio Grande, Hulha Negra, Piratini, Encruzilhada do Sul, Barra do Ribeiro, São José do Norte, Santana do Livramento, Herval e Porto Alegre.
O “desempoderamento” das mulheres
O trabalho de Cíntia faz parte de um projeto desenvolvido pelas ONGs intitulado “A função da União Européia no desempoderamento das mulheres no Sul através da conversão dos ecossistemas locais em plantações de árvores”.
“É uma importante ferramenta não só para a luta contra a expansão dos megaprojetos de celulose e papel dos movimentos sociais e ambientalistas, mas também para todos os setores da sociedade porque mostra a realidade de mulheres que pouco ou quase nada têm sido divulgado pela mídia,” afirma a bióloga. Conforme ela, a situação destas mulheres ainda é de invisibilidade social, apesar de elas já estarem protagonizando lutas de resistência.Sonhos no entorno da segurança pública
A partir de Brasília, mesmo no campo da violência e da criminalidade, todas divagações parecem concretas.
Ontem, o secretário-adjunto da Segurança Pública, Rubens Edison Pinto, presidiu mais um encontro de planejamento da Confesp (Conferência Estadual de Segurança Pública), que será realizada em Porto Alegre, em julho de 2009. A reunião teve lugar no auditório da pasta da Segurança. Estiveram presentes ao evento autoridades e entidades ligadas ou interessadas no tema. Para a conferência de julho é prevista a participação de 1.200 pessoas, ocasião em que será projetada a participação do RS na Conferência Na-cional de Segurança Pública, marcada para o fim de agosto do próximo a-no, em Brasília. Sigam-me.
Radiografia
A Conferência Nacional de Segurança Pública, para o Ministério da Justiça e, especialmente, para a Senasp (Secretaria Nacional da Segurança Pública) é considerada como o maior e o mais importante fórum de discussão das atividades das policias no campo teórico e prático contra todo o leque da violência e da criminalidade. Na preparação deste acontecimento estão sendo mobilizados todos os municípios do país. A busca é de uma radiografia plena da questão.
Sem negar a importância sociológica, psicológica, antropológica, etnológica e tantos outros estudos das conferências regionais e da nacional, não posso negar meu ceticismo em torno de seus insondáveis resultados práticos, não obstante acredite, sem pestanejar, que no campo político a repercussão midiática será da maior importância para os atuais donos do poder.
Ilha
Fico imaginando, aqui da minha torre, delegados do Rio Grande do Sul atalhando as teses de seus colegas do Acre que, por sua vez, poderão apar-tear representantes de Santa Catarina que, com algum esforço, encontrarão afinidades com a delegação das Alagoas. E, por tais rumos, obrigo-me a lembrar que uma coisa é ser delegado em Gramado e, outra, é ser titular da DP de Soledade. Mas, conformemo-nos, pois a Conferência Nacional da Segurança Pública, em Brasília, é a realidade projetada para agosto de 2009. Mais um sonho a ser vivido na ilha da fantasia.
Fugas
Neste ano, 83 fugas de presídios do regime fechado foram registradas no sistema prisional gaúcho. O levantamento foi divulgado pela Susepe. Considerando que são os bandidos que têm a pretensão de dominar os presídios, o quadro não deverá ter alteração tão cedo.
Albergue
O secretário estadual da Segurança Pública, Edson Goularte, participou, ontem, da inauguração das obras de ampliação do albergue de Bento Gonçalves, localizado junto ao Presídio Estadual, naquele município. A ampli-ação permitirá a abertura de 110 vagas. O albergue, atualmente, abriga 262 detentos para uma capacidade de 96 apenados.
Assalto
A relojoaria e óptica Dallas, localizada na rua dos Andradas, centro da capital foi assaltada ontem. Um homem armado entrou no estabelecimento e levou objetos num valor estimados em CR$ 150 mil. Ninguém foi ferido.
Crime hediondo
Em Cidreira, a Brigada Militar prendeu dois homens que monitoravam duas crianças – um menina de sete anos e um menino de cinco anos – no tráfico de drogas. As crianças eram filhas de um dos traficantes. Foram apreendidas no local 119 pedras de crack e 30 trouxinhas de maconha.
Missão
Hoje, o Comando Regional de Policia Ostensiva Centro Sul e a Prefeitura Municipal de Guaíba, através da Secretaria de Trânsito, realizarão a forma-tura do Projeto Vida Segura. A iniciativa beneficiou 21 crianças pertencentes a estabelecimentos de ensino da região daquela região. Não obstante seja louvável iniciativas como essa, da Brigada Militar, tal missão deveria ser assumida pelas área de educação e cultura do Estado e dos municípios.
Banco
Para não escapar da rotina, cinco homens armados assaltaram, ontem, uma agência do Sicredi, em Gramado Xavier, no Vale do Rio Pardo. O bando fugiu em um Focus e um Kadett, levando um gerente do banco como refém. Um dos veículos e o servidor foram liberados. Foi o décimo primei-ro ataque a banco em 22 dias em dezembro.
Mundial
O diretor da 3ª DP Regional Metropolitana, com sede em São Leopoldo, delegado João Bancolini, recebeu uma homenagem do presidente da Asso-ciação World Tackwondo Chung do Kwan, no Brasil, o mestre Luiz Cezar Nunes, pelo incentivo as artes marciais, em especial das modalidades hap-kido e taekwndo, entre policiais daquela região do RS. Esta homenagem, inédita no Estado, é oferecida pela Federação Mundial Chung do Kwan se-diada na Coreia do Sul. Bancolini incentiva as artes marciais entre os mem-bros de sua equipe com o objetivo de evitar, ao máximo, o uso de violência nas operações que resultam em prisões.Papel couchê contra a violência e a criminalidade
Ao combater num terreno árido, um certo charme sempre causa um novo alento.
Está nas ruas a obra mais visível lançada, até o momento, pelo Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), menina dos olhos do ministro da Justiça Tarso Genro, a quem eu chamo, carinhosamente, de escorregadio devido a sua habilidade em se esgueirar das críticas com um discurso desenvolvido num português castiço e, por isso, de complexas interpretações. Trata-se, a obra, de uma publicação bilíngüe – português e espanhol – em papel couchê de gramatura pesada, colorida e com 24 páginas.
O trabalho, que mergulha em toda a complexidade da violência e da criminalidade, foi produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Justiça em parceria com a área de Projetos Especiais da Revista Exame, da Editora Abril. Apresentado como novo paradigma para a segurança pública do país, na dialética empolada, para não dizer enrolada, dos teóricos do setor que habitam os gabinetes da pasta da Justiça, o Pronasci mostra que também cumpre outra missão: a de alavancar os negócios de grandes editoras.
Pauteiro
Observo que a leitura atenta desta coluna tem proporcionado pauta e excelentes matérias. A questão da corrida pela chefia de polícia, por exemplo, começa a ser tratada pelos coleguinhas da mídia local com maior profundidade quando repetem o que este humilde marquês apontou há várias semanas. Fico envaidecido com a vigilância competente não só dos arapongas encapuzados como dos jovens de peito aberto no entorno da minha torre.
Caixa
A Brigada Militar localizou, ontem, um caixa eletrônico que havia sido furtado no município de Farroupilha. O equipamento foi abandonado no interior de Carlos Barbosa. A Brigada chegou ao local após ligações recebidas da comunidade.
Jogatina
Agentes da DP de Capão da Canoa, sob o comando do delegado Roland Alexander Short, fecharam, pela terceira vez, neste ano, uma casa de jogos de azar em Capão da Canoa, localizada na avenida Paraguassú no prédio onde funcionou o Bingo 53. No momento da abordagem, o prédio estava sem clientes, apenas com alguns funcionários. Não posso ter outra idéia a respeito de operações como esta a não ser a de que a polícia tem outras coisas mais importantes para fazer. Rapidamente, estive em Capão, e notei a existência de locais destinados ao jogo carteado (em belos e respeitáveis hotéis turísticos) cujos freqüentadores temem não só uma invasão criminosa de bandidos como a de uma ação moralista da polícia ou de uma força tarefa do Ministério Público.
Confessor
O caso do assassinato do médico Marco Antonio Becker, 60 anos, executado a tiros no último dia 4, está com as suas investigações, tecnicamente, sob sigilo determinado pela Justiça, No entanto, a mídia local revela que a polícia procura um confidente da vítima que saberia de coisas que poderiam encaminhar a um fio de cabelo (trata-se de alegoria minha) que poderia indicar um indício de alguém que teria motivos para matar ou mandar ma-tar Becker, ou, pelo menos, saberia algo sobre quem pretendia fazê-lo. Não sei se Becker era católico, mas se era, a polícia esta em busca de seu con-fessor.
Perfumados
O enxugamento na Brigada Militar, que poderia começar com um simples canetaço do Piratini, parece-me inviável. Eu gostaria de saber, por exemplo, o que já realizou pela segurança pública do RS um oficial da milícia gaúcha que, há 17 anos, está no TCE (Tribunal de Contas do Estado), onde chegou como tenente e, hoje, é major e está com um soldo que causa inveja a própria governadora Yeda Crusius. Vejam só: há quem queira obrigar os maestros e músicos das bandas da Brigada (ícones de nosso processo cultural e educacional) a irem para as ruas caçar bandidos e, ao mesmo tempo, preservam, com cinismo, a posição dos perfumados oficiais de gabinetes políticos.Crise vai estancar distribuição de renda
Parece inevitável, a crise financeira global vai ser o pretexto para frear o tímido movimento de desconcentração de renda que vinha acontecendo no Brasil nos últimos anos.
Com o argumento de que é preciso estar preparado para dias piores, antes mesmo da chegada da crise real, muitas empresas estão obtendo bons acordos com seus trabalhadores, cortando benefícios, reduzindo vantagens, eliminando prêmios, etc.
A justificativa é que se está preservando os empregos, diante da instabilidade. Na verdade, em muitos casos, o empresário está preservando a sua alta rentabilidade cortando ganhos que seus empregados haviam obtido no recente período de crescimento.
A crise não é generalizada, nem atinge igualmente a todos os setores. Alguns até vão ganhar com ela. Mas o arrocho parece ser generalizado e a criatividade parece não ter limites.
Em São Paulo, uma indústria de plásticos fechou com o sindicato um acordo inédito denominado “lay off” . Em vez de demitir 300 operários, a empresa demite “apenas” 91 e os demais ficam com o contrato de trabalho suspenso por cinco meses.
Não é só a empresa privada. O setor público também está fazendo “cortes preventivos” em salários, despesas de custeio e investimentos..
A prefeitura de Porto Alegre também já anunciou cortes para prevenir uma possível queda na arrecadação. Em conseqüência, diversas categorias dos funcionários municipais já saíram às ruas denunciando cortes em benefícios e arrocho salarial.Cerca do Instituto de Educação vai tirar mais 1.600 metros do parque
Até o fim de janeiro estará concluída a cerca em torno do Instituto de Educação, aprovada como medida de segurança contra os freqüentes arrombamentos do prédio.. A obra executada pela CSM Construtora avança vagarosamente, com poucos operários trabalhando.
Serão 411 metros de pilastras e grades de ferro a quatro metros das paredes do prédio. Os quatro metros entre o muro e a parede serão observados mesmo na parte dos fundos onde já há uma cerca, que será derrubada.
Com esse novo espaço será possível criar um estacionamento para os carros dos professores, que hoje ficam no pátio interno, obrigando aos alunos no recreio brincarem no meio dos veículos.
No total serão mais 1.644 metros quadrados suprimidos ao parque, equivalentes a um terreno de 40 x 40metros. Nos últimos 100 anos, o parque já perdeu mais da metade do seu tamanho original, que está reduzido a menos de 37 hectares.
Enquanto isso, a população que o freqüenta é cada vez maior, principalmente nos fins da semana quando fica evidente que o parque não dá mais conta das necessidades de espaço verde na região.


