Autor: Elmar Bones

  • João Goulart Filho pede fim do foro privilegiado

    Pre-candidato à presidência da República pelo partido Pátria Livre, João Goulart Filho divulgou a seguinte nota:
    “O foro por prerrogativa de função, instrumento jurídico conhecido por “foro privilegiado”, transformou-se numa artimanha que garante que deputados, senadores, ministros, o presidente e demais autoridades envolvidas em escândalos de corrupção só possam ser investigados, julgados ou processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
    A morosidade com que o Supremo conduz seus julgamentos. tem propiciado que os ladrões do colarinho branco, ou seja, os ladrões do dinheiro público acabem sendo protegidos pela protelação e a prescrição de seus crimes.
    Quero declarar neste momento todo o meu apoio ao manifesto da sociedade, que já tem mais de dois milhões de assinaturas, pedindo o fim dessa excrescência em que se transformou o instrumento do “foro privilegiado”.
    A maioria dos casos de corrupção que estão na esfera do Supremo Tribunal Federal demoram tanto para serem julgados que em sua grande maioria não são concluídos. Isto é tão evidente que o “foro privilegiado” passou a ser visto pela sociedade como sinônimo de impunidade.
    Este fato tornou-se mais evidente com o desenrolar das investigações que vêm sendo levadas à cabo nos últimos anos pela Justiça e pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. Hoje é sabido que centenas de parlamentares estão lutando desesperadamente para não perderem seus mandatos porque, se isso ocorrer, ele serão julgados em primeira instância e certamente serão presos.
    O Senado Federal aprovou no ano passado a proposta, de autoria do senador Randolfe Rodrigues, limitando o foro privilegiado. Infelizmente a proposta até hoje não foi pautada na Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, no STF, a proposta do ministro Luís Roberto Barroso, que restringe o “foro privilegiado” ao mandato – e só aos crimes que tiverem relação com o mandato –, conseguiu maioria de sete ministros.
    Ela só não entrou em vigor ainda porque foi bloqueada por um “pedido de vista” do ministro Dias Toffoli, o que impediu a proclamação do resultado por quatro meses – até o último dia 27 de março. Agora, a continuação do julgamento terá de ser pautada pela presidente do STF, Cármen Lúcia. No momento, não existe escândalo maior no país que a impunidade dos detentores de “foro privilegiado”.
    É neste momento que a sociedade exige, através de um manifesto organizado pelo juiz Márlon Reis, elaborador da Lei da Ficha Limpa, o fim do “foro privilegiado” no país. Dirigido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional, o texto do abaixo assinado é o seguinte: “Pedimos imediatamente que V. Exas encontrem maneiras para restringir ou acabar completamente com o ‘foro privilegiado’. Precisamos disso para dar um basta à corrupção e para interromper esse ciclo de impunidade que por tantos anos se perpetua no Brasil.”
    São Paulo, 13 de abril de 2018

  • Centrais sindicais preparam ato conjunto no 1o. de Maio em Curitiba

    As seis centrais sindicais formalmente reconhecidas estão preparando, pela primeira vez, um ato conjunto de 1º de Maio, em Curitiba, onde desde sábado (7) está preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
    Será “uma manifestação de solidariedade, de denúncia internacional – várias entidades serão convidadas – e de apresentação de uma pauta conjunta de reivindicações, a ser inserida no debate eleitoral deste ano”.
    (Com informações da CUT)

  • Nove governadores foram a Curitiba levar solidariedade a Lula

    Nove governadores e três senadores da República foram impedidos pela Justiça de fazer uma visita ao ex-presidente Lula, que está desde sábado último preso na Polícia Federal em Curitiba.
    O governador Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão,  escolhido porta-voz do movimento dos líderes, já foi juiz de execuções penais e diz que a decisão é ilegal.
    “ Fomos impedidos de visitar Lula, um direito previsto no artigo 41 da Lei de Execução Penal”, disse Dino.
    Mais do que a visita em si, a intenção dos governadores e senadores era o gesto político de apoio a Lula. Todos eles tem interesses na próxima eleição e fazem aposta no espólio eleitoral do ex-presidente.
    Além de Dino, estiveram em Curitiba mais seis governadores do Nordeste e dois do Norte: Rui Costa (PT), da Bahia; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Wellington Dias (PT), do Piauí; Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba; Camilo Santana (PT), do Ceará; Renan Filho (MDB), de Alagoas; Tião Viana (PT), do Acre; e Waldez Góes (PDT), do Amapá.
    Além deles, os senadores Roberto Requião (MDB-PR), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ).
    Para Dino, a ação contra a solidariedade dos governadores fere a lei, assim como toda a base do processo que condenou Lula no caso do tríplex do Guarujá.
    Mesmo impedidos de fazer a visita, as autoridades deixaram uma carta assinada por todos para o ex-presidente.
    “Infelizmente, após essa decisão arbitrária, estamos diante de mais graves retiradas de direitos e violações. Estamos consignando à comunidade jurídica da sociedade civil nacional e internacional o fato de que estamos diante de situações onde a Constituição Federal e as leis estão sendo descumpridas”, disse.

    Preso político

    Ricardo Coutinho afirma que a prisão de Lula não tem base jurídica. “Existe um político detido, um ex-presidente que tem a maior representatividade política da história do país. Esse presidente é uma espécie de preso político que agora não consegue receber a visita de governadores que traziam aqui o reconhecimento e a representatividade de grande parte desse país que precisa voltar a respirar legalidade.”
    O baiano Rui Costa reafirmou o posicionamento de Coutinho, ao afirmar que “está escrito na lei que Lula tem o direito de receber a visita de amigos. Descumprindo a lei, a Justiça nega a visita de nove governadores. Isso deixa cada vez mais claro o fato de que Lula é um preso político de meia dúzia de membros da elite que não aceitam a democracia no Brasil. Nosso Lula não cometeu crime e eles não têm prova alguma. Lula livre e um Brasil democrático, um Brasil que respeita a vontade popular”.
    Já o cearense Camilo Santana disse que todos os nove governadores do Nordeste estão solidários a Lula. “Estamos prestando solidariedade em uma demonstração, primeiro, de tudo que Lula fez pelo Nordeste”.
    Leia a íntegra da carta dos governadores:
    Estimado Presidente Lula
    Querido amigo

    Em 09/04/2018
    Estivemos aqui e sempre estaremos ao seu lado, firmes na luta. 
    Infelizmente a Lei de Execução Penal não foi cumprida adequadamente e não pudemos abraçá-lo pessoalmente.
    Mas, por nosso intermédio, milhões de brasileiros e brasileiras estão solidários e sendo a sua voz por um Brasil justo, democrático, soberano e livre.
    Lula Livre !!
    Forte e fraterno abraço;
    Flávio Dino (MA)
    Tião Viana (AC)
    Paulo Câmara (PE)
    Renan Filho (AL)
    Waldez Góes (AP)
    Camilo Santana (CE)
    Ricardo Coutinho (PB)
    Rui Costa (BA)
    Wellington Dias (PI)

     

  • Dez concorrentes disputam título de Peão do Rio Grande do Sul

    Dez finalistas de todo o Estado disputam o título no “Entrevero Cultural de Peões”, que o Movimento Tradicionalista Gaúcho promove de 12 a 14 de abril.
    O palco do evento, que está em sua 30ª edição, é a Sociedade Gaúcha Lomba Grande, em Novo Hamburgo. O concurso tem apoio da prefeitura municipal de NH.
    Para peão, concorrem dez participantes, que representam as regiões 1, 3, 4, 6, 7, 9, 11, 13, 15 e 18.
    Além de conhecimento teórico, os concorrentes deverão apresentar habilidades artísticas e campeiras.
    Confira os concorrentes:
    1ª RT: Peão: Henrique Arruda Rodrigues – 35 CTG – Porto Alegre
    3ª RT: Andrei de Moura Caetano – CTG Tio Bilia – Santo Ângelo
    4ª RT: José Valdir Da Silva Corrêa Junior – CTG Tríplice Aliança – Uruguaiana
    6ª RT: Mateus Dias Louzada – CCN Sentinela do Rio Grande – Rio Grande
    7ª RT: Kelvyn Eduardo Krug – CTG Felipe Portinho – Marau
    9ª RT: Diogo Izequiel Rudell – CTG Rancho dos Tropeiros – Ibirubá
    11ª RT: Willian Defenti Minozzo – CTG Pousada do Imigrante – Nova Bassano
    13ª RT: Thiago Rodrigues da Cunha – CPF Piá do Sul – Santa Maria
    15ª RT: Rubens Dahmer Hanauer – CTG Porteira Aberta – Bom Princípio
    18ª RT: Eduardo Gusmão Bittencourt – CTG Prenda Minha – Bagé
    (Com informações do MTG)
    Foto: Mauro Heinrich

  • Forum da Liberdade avalia avanços neo-liberais na América Latina

    Começa às 16 horas desta segunda-feira, 9 o Forum da Liberdade, que o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), promove há 31 anos em Porto Alegre.
    É um evento consolidado como um  dos principais núcleos do pensamento neo-liberal no Brasil.
    São dois dias de palestras e debates no Centro de Eventos da PUC/RS.
    O primeiro painel tem como tema “Um Novo Trajeto para a América Latina”, que avalia as mudanças que desmontaram os regimes esquerdistas e populares no continente nos últimos anos.
    O diretor de Relações Institucionais do IEE, Pedro De Cesaro, será o mediador do debate entre Miguel Otero, diretor do jornal conservador da Venezuela, El Nacional, Carlos Mesa, ex-presidente da Bolívia e o economista Paulo Guedes.
    Haverá a partir das 19h30,  um encontro entre os pré-candidatos à presidência da República – Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro, João Amoedo e Flávio Rocha.
    Na terça estão programadas palestras com pensadores e líderes de diversos países.
    Mas a grande estrêla deste ano é o juiz Sérgio Moro, da 13.a Vara Federal de Curitiba, que vai dividir o palco com Antonio Di Pietro, procurador da Operação Mãos Limpas, na Itália. Eles vão falar sobre Estado de Direito, amanhã, dia 10, às 10 horas..
    Conforme De Cesaro, um dos principais projetos do evento será a entrega da primeira parte de uma nova Constituição da República.
    “Essa é a ambição que temos”, prosseguiu, “escrever uma Constituição para o Brasil do futuro, um país mais livre e onde novas gerações poderão prosperar muito mais”.
    (Com informações da assessoria)

  • O discurso de Lula no dia de sua prisão: 07 de abril de 2018

    Talvez hoje no calor dos embates políticos, não seja possível avaliar toda a significação do discurso do ex-presidente Lula, horas antes de se entregar à Polícia Federal para cumprir uma pena de 12 anos  de prisão decretada pelo Juiz Sérgio Moro.
    Por isso deixamos registrado o discurso na íntegra, para posteriores reflexões.
    “Eu tenho dito em todo discurso: não adianta tentar de me impedir de andar por este país, porque tem milhões e milhões de Boulos, de Manuelas, de Dilmas Rousseffs neste país para andar por mim. Não adianta tentar acabar com as minhas idéias, elas já estão pairando no ar e não tem como prendê-las. Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês”, disse Lula.
    “Não adianta achar que tudo vai parar o dia que o Lula tiver um infarto, é bobagem, porque o meu coração baterá pelos corações de vocês, e são milhões de corações. Não adianta eles acharem que vão fazer com que eu pare, eu não pararei porque eu não sou um ser humano, sou uma idéia, uma idéia misturada com a idéia de vocês, e eu tenho certeza que companheiros como os sem-terra, o MTST, os companheiros da CUT e do movimento sindical sabem, e esta é uma prova, esta é uma prova, eu vou cumprir o mandado e vocês vão ter de se transformar, cada um de vocês, vocês não vão se chamar chiquinho, zezinho, joãozinho, albertinho…”, acrescentou.
    Leia a íntegra do discurso:
    “Em 1979, esse sindicato fez uma das greves mais extraordinárias.
    E nós conseguimos fazer um acordo com a indústria automobilística que foi talvez o melhor possível.
    E eu tinha uma comissão de Fábrica com 300 trabalhadores. O acordo era bom.
    E eu resolvi levar o acordo para Assembleia.
    E resolvi pedir pra comissão de fábrica ir mais cedo para conversar com a peãozada.
    E eu fazia assembleia de manhã pra evitar que o pessoal bebesse um pouquinho a tarde, porque quando a gente bebe um pouquinho, a gente fica mais ousado.
    Mesmo assim não evitava porque o cara levava litro de conhaque dentro da mala e quando eu passava tomava uma ‘dosinha’ para a garganta ficar melhor – coisa que não aconteceu hoje.
    Pois bem, nós começamos a colocar o acordo em votação e 100 mil pessoas no Estádio da Vila Euclides não aceitavam o acordo.
    Era o melhor possível.
    A gente não perdia dia de férias, não perdia décimo terceiro e tinha 15% de aumento.
    Mas a peãozada ‘tava’ tão radicalizada que queria 83% ou nada. E não conseguimos.
    E passamos um ano sendo chamado de pelego pelos trabalhadores.
    Nós não conseguimos aprovar a proposta que eu considerava boa e o pessoal então passou a desrespeitar a diretoria do Sindicato. Eu ia na porta da fábrica ninguém parava.
    E a imprensa escrevia: “Lula fala para os ouvidos moucos dos trabalhadores”.
    Nós levamos um ano para recuperar o nosso prestígio na categoria.
    E eu fiquei ṕensando com ar de vingança: “Os trabalhadores pensam que eles podem fazer 100 dias de greve, 400 dias de greve, que eles vão até o fim. Pois eu vou testá-los em 1980”.
    E fizemos a maior greve da nossa história. A maior greve. 41 dias de greve.
    Com 17 dias de greve fui preso e os trabalhadores começaram depois de alguns dias a furar greve e nós então – eu sei que Tuma, eu sei que o doutor Almir eu sei que Teotônio Vilela ia dentro da cadeia e falava assim pra mim: “Ô Lula cê precisa acabar com a greve, cê precisa dar um conselho para acabar com a greve”. E eu dizia: “Eu não vou acabar com a greve. Os trabalhadores vão decidir por conta própria”.
    O dado concreto é que ninguém aguentou 41 dias porque na prática o companheiro tinha que pagar leite, tinha que pagar a conta de luz, tinha que pagar gás, a mulher começou a cobrar o dinheiro do pão, ele então começou a sofrer pressão e não aguentou.
    Mas é engraçado porque na derrota a gente ganhou muito mais sem ganhar economicamente do que quando a gente ganhou economicamente. Significa que não é dinheiro que resolve o problema de uma greve, não é 5%, não é 10%, é o que está embutido de teoria política de conhecimento político e de tese política numa greve.
    Agora, nós estamos quase que na mesma situação. Quase que na mesma situação.
    Eu tô sendo processado e eu tenho dito claramente: “O processo do meu apartamento, eu sou o único ser humano que sou processado por um apartamento que não é meu”.
    E ele sabe que o Globo mentiu quando disse que era meu.
    A Polícia Federal da Lava Jato quando fez o inquérito mentiu que era meu, o Ministério Público quando fez a acusação mentiu dizendo que era meu e eu pensei que o Moro ia resolver e ele mentiu dizendo que era meu e me condenou a nove anos de cadeia.
    É por isso que eu sou um cidadão indignado, porque eu já fiz muita coisa com meus 72 anos.
    Mas eu não os perdoo por ter passado para a sociedade a ideia de que eu sou um ladrão.
    Deram a primazia dos bandidos fazerem um pixuleco pelo Brasil inteiro.
    Deram a primazia dos bandidos chamarem a gente de petralha.
    Deram a primazia de criar quase um clima de guerra negando a política nesse país.
    E eu digo todo dia: nenhum deles, nenhum deles, tem coragem ou dorme com a consciência tranquila da honestidade, da inocência que eu durmo. Nenhum deles [aplausos].
    Eu não estou acima da Justiça. Se eu não acreditasse na Justiça, eu não tinha feito partido político. Eu tinha proposto uma revolução nesse país. Mas eu acredito na Justiça, numa Justiça justa, numa Justiça que vota um processo baseado nos autos do processo, baseado nas informações das acusações, das defesas, na prova concreta que tem a arma do crime.
    O que eu não posso admitir é um procurador que fez um Powerpoint e foi pra televisão dizer que o PT é uma organização criminosa que nasceu para roubar o Brasil e que o Lula, por ser a figura mais importante desse partido, o Lula é o chefe, e portanto, se o Lula é o chefe, diz o procurador, “eu não preciso de provas, eu tenho convicção”.
    Eu quero que ele guarde a convicção deles para os comparsas deles, para os asseclas deles e não para mim.
    Certamente um ladrão não estaria exigindo prova.
    Estaria de rabo preso com a boca fechada torcendo para a imprensa não falar o nome dele.
    Eu tenho mais de 70 horas de Jornal Nacional me triturando.
    Eu tenho mais de 70 capas de revista me atacando.
    Eu tenho mais de milhares de páginas de jornais e materias me atacando.
    Eu tenho mais a Record me atacando.
    Eu tenho mais a Bandeirantes me atacando, eu tenho a rádio do interior me atacando.
    E o que eles não se dão conta é que quanto mais eles me atacam mais cresce a minha relação com o povo brasileiro.
    Eu não tenho medo deles.
    Eu até já falei que gostaria de fazer um debate com o Moro sobre a denúncia que ele fez contra mim. Eu gostaria que ele me mostrasse alguma coisa de prova. Eu já desafiei os juízes do TRF4 que eles fossem prum debate na universidade que ele quiser, no curso que ele quiser, provar qual é o crime que eu cometi nesse país.
    Sou um construtor de sonhos.
    Há muito tempo atrás sonhei que era possível governar esse país envolvendo milhões e milhões de pessoas pobres na economia, envolvendo milhões de pessoas nas universidades, criando milhões e milhões de empregos nesse país, eu sonhei, eu sonhei que era possível um metalúrgico, sem diploma universitário, cuidar mais da educação que os diplomados e concursados que governaram esse país e cuidaram da educação.
    Eu sonhei que era possível a gente diminuir a mortalidade infantil levando leite feijão e arroz para que as crianças pudessem comer todo dia.
    Eu sonhei que era possível pegar os estudantes da periferia e colocá-los nas melhores universidades desse país para que a gente não tenha juíz e procuradores só da elite, daqui a pouco vamos ter juízes e procuradores nascidos na favela de Heliopólis, nascidos em Itaquera, nascidos na periferia.
    Nós vamos ter muita gente dos Sem Terra, do MTST, da CUT formados.
    Esse crime eu cometi.
    Eu cometi esse crime e eles não querem que eu cometa mais.
    É por conta desse crime que já tem uns dez processos contra mim.
    E se for por esses crimes, de colocar pobre na universidade, negro na universidade, pobre comer carne, pobre comprar carro, pobre viajar de avião, pobre fazer sua pequena agricultura, ser microempreendedor, ter sua casa própria.
    Se esse é o crime que eu cometi eu quero dizer que vou continuar sendo criminoso nesse país porque vou fazer muito mais. Vou fazer muito mais.
    Companheiros e companheiras, em 1986, fui o deputado constituinte mais votado na história do país.
    E, na época, havia uma desconfiança que só tinha poder no PT quem tinha mandato…
    Então companheiros, quando eu percebi que o povo desconfiava que só tinha valor no PT quem era deputado, Manoela e Guilherme sabe o que eu fiz?
    Deixei de ser deputado.
    Porque eu queria provar ao PT que ia continuar sendo a figura mais importante do PT sem ter mandato porque se alguém quiser ganhar de mim no PT só tem um jeito: é trabalhar mais do que eu e gostar do povo mais do que eu, porque se não gostar não vai ganhar.
    Pois bem: nós agora estamos num trabalho delicado.
    Eu talvez viva o momento de maior indignação que um ser humano vive. Não é fácil o que sofre a minha família.
    Não é fácil o que sofrem meus filhos. Não é fácil o que sofreu a Marisa e eu quero dizer que a antecipação da morte da Marisa foi a safadeza e a sacanagem que a imprensa e o Ministério Público fizeram contra ela.
    Eu tenho certeza. Essa gente eu acho que não tem filho, não tem alma e não tem noção do que sente uma mãe ou um pai quando vê um filho massacrado, quando vê um filho sendo atacado.
    Eu então, companheiros, resolvi levantar a cabeça. Não pense que eu sou contra a Lava Jato não.
    A Lava Jato, se pegar bandido, tem que pegar bandido mesmo que roubou e prender. Todos nós queremos isso.
    Todos nós a vida inteira dizíamos: “A Justiça só prende pobre, não prende rico”. Todos nós dizíamos.
    E eu quero que continue prendendo rico. Eu quero. Agora qual é o problema?
    É que você não pode fazer julgamento, subordinado à imprensa.
    Porque no fundo, no fundo, você destrói as pessoas na sociedade, na imagem da pessoas e depois os juízes vão julgar e vão dizer “eu não posso ir contra a opinião pública que tá pedindo pra caçar”.
    Quem quiser votar com base na opinião pública largue a toga e vá ser candidato a deputado, escolha um partido político e vá ser candidato.
    Ora, a toga ela é o emprego vitalício.
    O cidadão tem que votar apenas com base nos autos do processo, aliás eu acho que ministro da Suprema Corte não deveria dar declaração de como vai votar.
    Nos EUA termina a votação e você não sabe em quem o cidadão votou exatamente para que ele não seja vítima de pressão.
    Imagina um cara sendo acusado de homícidio e não tenha sido ele o assassino. O que a família do morto quer?
    Que ele seja morto, que ele seja condenado.
    Então o juíz tem que ter, diferentemente de nós, a cabeça mais fria, mais responsabilidade de fazer a acusação ou de condenar.
    O Ministério Público é uma instituição muito forte.
    Por isso esses meninos que entram muito novo fazem um curso direito e depois faz três anos de concurso porque o pai pode pagar, esses meninos precisavam conhecer um pouco da vida, um pouco de política para fazer o que eles fazem na sociedade brasileira.
    Tem uma coisa chamada responsabilidade. E não pense que quando eu falo assim porque sou contra.
    Eu fui presidente e indiquei quatro procuradores e fiz discurso em todas as posses e eu dizia: “Quanto mais forte for a instituição mais responsável os seus membros tem que ser”.
    Você não pode condenar a pessoa pela imprensa para depois julgá-la.
    Vocês estão lembrados de que quando eu fui prestar depoimento lá em Curitiba, eu disse para o Moro: “Você não tem condições de me absolver porque a globo tá exigindo que você me condene e você vai me condenar.
    Pois bem, eu acho que tanto o TRF4, quanto o Moro, a Lava Jato e a Globo, eles têm um sonho de consumo.
    O sonho de consumo é que primeiro: o golpe não terminou com a Dilma.
    O golpe só vai concluir quando eles conseguirem convencer que o Lula não possa ser candidato a presidência da república em 2018.
    Eles não querem o Lula de volta porque pobre na cabeça deles não pode ter direito.
    Não pode comer carne de primeira. Pobre não pode andar de avião. Pobre não pode fazer universidade. Pobre nasceu, segundo a lógica deles, para comer e ter coisas de segunda categoria.
    Então, companheiros e companheiras, o outro sonho de consumo deles é a fotografia do Lula preso.
    Ah, eu fico imaginando o tesão da Veja colocando a capa comigo preso. Eu fico imaginando o tesão da Globo colocando a minha fotografia preso. Eles vão ter orgasmos múltiplos.
    Eles decretaram a minha prisão. E deixa eu contar uma coisa pra vocês: eu vou atender o mandado deles.
    E vou atender porque eu quero fazer a transferência de responsabilidade.
    Eles acham que tudo que acontece neste país acontece por minha causa.
    Eu já fui condenado a 3 anos de cadeia porque um juiz de Manaus entendeu que eu não preciso de arma, eu tenho uma língua ferina, então precisa me calar, porque se não me calar, ele vai continuar falando frases como eu falei, tá chegando a hora da onça beber água, e os camponeses mataram um fazendeiro e eles achavam que era a senha.
    Eles já tentaram me prender por obstrução de justiça, não deu certo.
    Eles agora querem me pegar numa prisão preventiva, que é uma coisa mais grave, porque não tem habeas corpus.
    O Vaccari já tá preso há três anos. O Marcelo Odebrecht gastou R$ 400 milhões e não teve habeas corpus.
    Eu não vou gastar um tostão. Mas vou lá com a seguinte crença: eles vão descobrir pela primeira vez o que eu tenho dito todo dia. Eles não sabem que o problema deste país não se chama Lula, o problema deste país são vocês, a consciência do povo, o partido dos trabalhadores, o PCdoB, o MST, o MTST, eles sabem que tem muita gente.
    Eu tenho dito em todo discurso: não adianta tentar de me impedir de andar por este país, porque tem milhões e milhões de Boulos, de Manuelas, de Dilmas Rousseffs neste país para andar por mim.
    Não adianta tentar acabar com as minhas idéias, elas já estão pairando no ar e não tem como prendê-las.
    Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês.
    Não adianta achar que tudo vai parar o dia que o Lula tiver um infarto, é bobagem, porque o meu coração baterá pelos corações de vocês, e são milhões de corações.
    Não adianta eles acharem que vão fazer com que eu pare, eu não pararei porque eu não sou um ser humano, sou uma idéia, uma idéia misturada com a idéia de vocês, e eu tenho certeza que companheiros como os sem-terra, o MTST, os companheiros da CUT e do movimento sindical sabem, e esta é uma prova, esta é uma prova, eu vou cumprir o mandado e vocês vão ter de se transformar, cada um de vocês, vocês não vão se chamar chiquinho, zezinho, joãozinho, albertinho…
    Todos vocês, daqui pra frente, vão virar Lula e vão andar por este país fazendo o que você tem que fazer, e é todo dia! Todo dia!
    Eles tem de saber que a morte de um combatente não para a revolução.
    Eles tem de saber.
    Eles tem de saber que nós vamos fazer definitivamente uma regulação dos meios de comunicação para que o povo não seja vítima das mentiras todo santo dia.
    Eles têm de saber que vocês, quem sabe, são até mais inteligentes que eu, e queimar os pneus que vocês tanto queimam, fazer as passeatas, as ocupações no campo e na cidade; parecia difícil a ocupação de São Bernardo, e amanhã vocês vão receber a notícia que vocês ganharam o terreno que vocês invadiram.
    Companheiros, eu tive chance, agora, eu estava no Uruguai, entre Livramento e Vera, e as pessoas diziam assim, ô, Lula, você finge que vai comprar um “uisquizinho”, e você vai para o Uruguai com o Pepe Mujica e vai embora e não volta mais, pede asilo político. Você pode ir na embaixada da Bolívia, do Uruguai, da Rússia, e de lá você fica falando…
    Eu não tenho mais idade.
    Minha idade é de enfrentá-los com olho no olho e eu vou enfrentá-los aceitando cumprir o mandado.
    Eu quero saber quantos dias eles vão pensar que tão me prendendo e quantos mais dias eles me deixarem lá mais lulas vão nascer neste país e mais gente vai querer brigar neste país, porque numa democracia, não tem limite, não tem hora para a gente brigar.
    Eu falei para os meus companheiros: se dependesse da minha vontade eu não ia, mas eu vou porque eles vão dizer a partir de amanhã que o Lula tá foragido, que o Lula tá escondido, e não! Eu não tô escondido, eu vou lá na barba deles pra eles saberem que eu não tenho medo, que eu não vou correr, e para eles saberem que eu vou provar minha inocência.
    Eles têm de saber isso.
    E façam o que quiserem. Façam o que quiserem.
    Eu vou pegar uma frase que eu peguei em 1982 de uma menina de 10 anos em Catanduva, e essa frase não tem autor.
    Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais poderão deter a chegada da primavera.
    E a nossa luta é em busca da primavera.
    Eles tem de saber que nós queremos mais casa, mais escola, nós queremos menos mortalidade, nós não queremos repetir a barbaridade que fizeram com a Marielle no Rio de Janeiro.
    Não queremos repetir a barbaridade que se faz com meninos negros neste país.
    Não queremos mais a mortalidade por desnutrição neste país. Não queremos mais que um jovem não tenha esperança de entrar numa universidade, porque este país é tão cretino, que foi o ultimo país do mundo a ter uma universidade.
    O último! Todos os países mais pobres tiveram, porque eles não queriam que a juventude brasileira estudasse.
    E falavam que custava muito. É de se perguntar: quanto custou não fazer há 50 anos atrás?
    Eu quero que vocês saibam que eu tenho orgulho, profundo orgulho, de ter sido o único presidente da República sem ter um diploma universitário, mas sou o presidente da república que mais fiz universidade na história deste país para mostrar para essa gente que não confunda inteligência com a quantidade de anos na escolaridade, isso não e inteligência, é conhecimento.
    Inteligência é quando você tem lado, inteligência é quando você não tem medo de discutir com os companheiros aquilo que é prioridade, e a prioridade é garantir que este país volte a ter cidadania.
    Não vão vender a Petrobras! Vamos fazer uma nova constituinte! Vamo revogar a lei do petróleo que eles tão fazendo!
    Não vamos deixar vender o BNDES, não vamos deixar vender a Caixa, não vamos deixar destruir o Banco do Brasil!
    E vamos fortalecer a agricultura familiar, que é responsável por 70% do alimento que nós comemos neste país.
    E com essa crença, companheiros, de cabeça erguida, como eu tô falando com vocês, que eu quero chegar lá e dizer ao delegado: estou à disposição.
    E a história, daqui a alguns dias, vai provar que quem cometeu crime foi o delegado que me acusou, foi o juiz que me julgou e foi o Ministério Público que foi leviano comigo.
    Por isso companheiros, eu não tenho lugar no meu coração pra todo mundo, mas eu quero que vocês saibam que se tem uma coisa que eu aprendi a gostar neste mundo é da minha relação com o povo.
    Quando eu pego na mão de um de vocês, quando eu abraço um de vocês… porque agora eu beijo homem e mulher igualzinho, não mistura mais… Quando eu beijo um de vocês, eu não to beijando com segundas intenções, eu to beijando porque quando eu era presidente, eu dizia:
    “Eu vou voltar pra onde eu vim”.
    E eu sei quem são meus amigos eternos e quem são os eventuais.
    Os de gravatinha, que iam atrás de mim, agora desapareceram.
    E quem está comigo são aqueles companheiros que eram meus amigos antes de eu ser presidente da república.
    É aquele que comia rabada no Zelão, que comia frango com polenta no Demarchi, é aquele que tomava caldo de mocotó no Zelão, esses continuam sendo nossos amigos.
    São os que tem coragem de invadir terreno pra fazer casa, são aqueles que têm coragem de fazer uma greve contra a previdência, são aqueles que ocupam no campo pra fazer uma fazenda produtiva, são aqueles que na verdade precisam do Estado.
    Companheiros, eu vou dizer uma coisa pra vocês: Vocês vão perceber que eu vou sair desta maior, mais forte, mais verdadeiro, e inocente, porque eu quero provar que eles é que cometeram um crime, um crime político de perseguir um homem que tem 50 anos de história política, e por isso eu sou muito grato.
    Eu não tenho como pagar a gratidão, o carinho e o respeito que vocês tem dedicado a mim nesses anos todos.
    E quero dizer a vocês Guilherme, e à Manuela, a vocês dois, que para mim é motivo de orgulho pertencer a uma geração, que está no final dela, ver nascer dois jovens disputando o direito de ser presidente da república neste país.
    Por isso, grande abraço, e podem ficar certos: esse pescoço aqui não baixa, minha mãe já fez o pescoço curto pra ele não baixar, e não vai baixar, porque eu vou sair de lá de cabeça erguida e de peito estufado porque eu vou provar a minha inocência.
    Um abraço companheiros, obrigado, mas muito obrigado, pelo que vocês me ajudaram, um beijo, querido, muito obrigado!”
    Playvolume00:45/00:50brasil247 Video 2018-04-07_19-27Truvid

  • Decisão de Moro deu palanque a Lula

    Lula ainda não havia chegado a Curitiba e já estava claro o erro do juiz Sérgio Moro, ao decidir, sem consultar ninguém, prender Lula e conceder-lhe 24 horas para apresentar-se.
    O juiz Moro ainda não entendeu que no Brasil se está em plena campanha eleitoral.
    Lula aproveitou o prazo e transformou o que seria uma capitulação num ato político: montou um palanque para fazer o discurso de abertura da campanha à presidência, que será feita por ele ou em nome dele.
    Moro talvez tenha pensado que Lula lhe agradeceria o prazo e a deferência da “cela especial”. Enganou-se.
    Ao contrário dele, que na ânsia de protagonismo, não consultou ninguém,  Lula aproveitou as 24 horas para reunir suas bases em São Bernardo e consultá-las.
    Ele provavelmente já teria tomado a decisão, mas poderia rever se houvesse grande maioria contra. Significa que ponderou inclusive saídas extremas de resistência.
    A militância que tomou o sindicato de São Bernardo gritava ao final do discurso de Lula: “Não se entrega, não se entrega”.
    Lula escolheu manter o jogo duplo: de um lado chama de mentiroso o juiz que o condena, de outro se apresenta para cumprir a pena.
    Com isso, dentro ou fora da cadeia, vai acumulando um capital cada vez maior, num momento de extrema baixa das ações na bolsa da política. Ele fala para seus eleitores. Em seus discurso, repudiou os “gravatinhas” que o procuravam e que agora desapareceram. Diz que redescobriu o valor dos velhos amigos.
    O Globo disse que Lula falou para militantes e de fato se depender dos grandes meios o discurso dele vai permanecer restrito. O problema é que se vive em tempo de internet e como o próprio Lula disse as idéias dele “estão aí livres e soltas.”
     
     
     
     

  • Lula lá

    ELMAR BONES
    A prisão de Lula não é necessariamente uma derrota política, mesmo que ele fique fora da eleição.
    Fora como candidato, bem entendido. Por que, como influência política, não há como tirá-lo “do páreo”.
    Na verdade,  o peso e o tamanho dessa influência tendem a crescer com a  prisão.
    Compare-se o Lula de hoje com o Lula de 2015.
    Em 2015, ele não teve condições  de ser candidato. Dilma surfando em alta popularidade não abriu mão da reeleição  e ele não teve como removê-la.
    Dentro do próprio PT sofria críticas pelas alianças que fez para governar, por sua leniência com o toma-lá-da-cá da politica tradicional.
    Ele mesmo parecia mais confortável na condição de estadista dando palestras para auditórios internacionais.
    Foram os processos da Lava Jato que o trouxeram de volta ao centro do cenário político. “A jararaca não está morta”, ele disse depois da espetaculosa “condução coercitiva” para depor em Congonhas.

    Desde então, sua influência só tem crescido, a ponto de ser hoje um candidato tido como imbatível nas urnas.

     Seis meses antes da eleição já percorreu as regiões de maior peso eleitoral  no país dizendo que é vítima de uma perseguição porque não querem que ele volte a ser presidente.

    Não só isso: uniu monoliticamente o PT em torno de sua candidatura, está no centro de uma aliança que pode reunir todas as correntes de esquerda na eleição de outubro e é a  grande referência  da esquerda  no plano internacional.
    Está preso e, talvez, fique fora da eleição. Mas se planejavam destruí-lo politicamente estão conseguindo um efeito contrário.
    AÇODAMENTO DE MORO
    Na sua ânsia de protagonismo, o juiz Sérgio Moro tomou uma decisão açodada ao decretar a prisão de Lula.
    Juridicamente, ele tinha elementos para decidir como decidiu. Políticamente, foi inábil e levou água para o moinho de Lula.
    Os sucessivos recursos e manobras da defesa para evitar a prisão representavam penoso desgaste para o ex-presidente condenado.
    A prisão, de supetão, inesperada, gerou uma comoção e uma reação cujas dimensões ainda não são claras. Fez Lula crescer no papel de vítima, que ele desempenha à maestria.
     
     
     
     
     
     
     
     
     

  • José Camargo fala sobre humanização na Associação Comercial

    “A humanização que qualifica” é o tema da palestra do renomado médico José J. Camargo na reunião-almoço Menu Porto Alegre, promovida pela Associação Comercial de Porto Alegre, que acontece na terça-feira, 10/4, às 12h, no Salão Nobre do Palácio do Comercio.
    Autor de livros com títulos instigantes como “O que cabe em um abraço”, “A tristeza pode esperar” e “Do que você precisa para ser feliz?”, Camargo comenta que entre dois profissionais igualmente qualificados, vai prevalecer o mais carinhoso.
    Considerado um dos grandes expoentes da medicina mundial, Camargo foi o idealizador e atual diretor do Centro de Transplantes da Santa Casa, responsável por mais da metade dos transplantes de pulmão feitos até hoje no Brasil.
    Foi pioneiro em transplante de pulmão na América Latina (1989) e fez o primeiro transplante de pulmão com doadores vivos fora dos EUA (1999).

  • Espaço Memória Banrisul estará fechado nos próximos dois dias

    O Espaço Memória Banrisul, localizado na Agência Central do Banco (Rua Capitão Montanha, 177), no Centro Histórico de Porto Alegre, estará fechado ao público nesta quinta-feira (05) e sexta-feira (06), para ser feita a manutenção da exposição permanente.
    O acesso à visitação será restabelecido na próxima segunda-feira (09). A mostra é aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 10h às 16h, e a entrada é franca.
    A exposição narra a trajetória do Banrisul, desde a sua fundação, em 1928, como também todo o contexto histórico em que a instituição está inserida.  Além da trajetória histórica, o Espaço conta com um ambiente em que é retratada uma agência da década de 1940. Também possui um amplo acervo de documentos históricos, à disposição do visitante, além de outros recursos interativos.